Mostrando postagens com marcador Blues. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Blues. Mostrar todas as postagens
domingo, 1 de março de 2015
Avatar

Fifty Shades of Grey - OST

0 comentários
Gênero: Jazz / Blues / Pop
País: EUA
Ano: 2015

Comentário: Se analisado de uma forma superficial, o filme conta sim uma sequência lógica dos fatos; muito embora, ao ler o livro, os fatos ficam mais lúcidos na historia, se comparados a Crepúsculo, por exemplo. É óbvio que dificilmente alguém assistirá ao filme sem sequer ter qualquer ideia sobre a historia. Terminei de ler recentemente o primeiro livro e reconheço que a escrita de E L James me irrita um pouco (principalmente nas partes de “deusa interior” e “inconsciente”). E quando penso que vim de uma escola erótica pautada nas obras de Anais Nin, percebo quão a autora precisa ainda amadurecer.

Comparo muito a trilogia de 50 tons à saga Crepúsculo. Sim, da saga, eu li 3 dos 4 livros e assisti a todos os filmes; por isso, quando digo que 50 Tons de Cinza nem de longe te faz querer ter um AVC nos primeiros 5 minutos de filme é porque sei do que estou falando! Contudo, é inegável a concepção clichê das inseguranças de um determinado tipo de mulher que se vê envolvida por um cara que igualmente se contrapõe no quesito qualidades e que faz a linha “podre de rico e problemático” e que te quer a qualquer custo. De qualquer forma, meu intuito nesse post não é a historia, pois cada um deve e pode tirar suas próprias conclusões.

Então, o que realmente foi relevante e me deixou estarrecida ao assistir o filme foi a trilha sonora. Não acompanhei as notícias pré-estreia do filme, logo, não sabia que o responsável pela OST seria o maravilhoso Danny Elfman. Claro, para quem está acostumada a uma versão dark ou deep de filmes que Danny costuma assinar a trilha sonora, eu jamais esperaria que seria ele em 50 tons e também não esperava a sequência maravilhosa de músicas.

Podemos sim afirmar que Danny foi muito feliz na escolha das músicas cuja sonoridade remetia a um clima erótico, possesso e/ou romântico. E, mais incrível que isto foi o fato de serem músicas atuais, de uma maneira geral, e que ainda houve espaço para formação clássica de Elfman. No entanto, a essência é erótica e acredito que não fui a única a se surpreender, por exemplo, com a versão de Crazy In Love tocada no filme, a qual foi direto para minha lista de músicas que superaram a versão original! Em suma, acredito que a trilha sonora acabou roubando a cena e, por vezes, até mesmo se sobrepondo às atuações. É uma sequência de músicas envolventes e lindas que devem ser escutadas independentes ao filme.

Site Oficial / Trailer

Tracklist:
01. Annie Lennox - I Put A Spell On You
02. Laura Welsh - Undiscovered
03. The Weeknd - Earned It (Fifty Shades Of Grey)
04. Jessie Ware - Meet Me In The Middle
05. Ellie Goulding - Love Me Like You Do
06. Beyonce - Haunted (Michael Diamond Remix)
07. Sia - Salted Wound
08. The Rolling Stones - Beast Of Burden (Remastered)
09. AWOLNATION - I'm On Fire
10. Beyonce - Crazy In Love (2014 Remix)
11. Frank Sinatra - Witchcraft (2000 Remaster)
12. Vaults - One Last Night
13. The Weeknd - Where You Belong
14. Skylar Grey - I Know You
15. Danny Elfman - Ana And Christian
16. Danny Elfman - Did That Hurt?

Ouça: Spotify

terça-feira, 29 de julho de 2014
Avatar

Lana Del Rey - Ultraviolence (deluxe edition)

0 comentários

Gênero: Blues / Dream pop
País: Estados Unidos
Ano: 2014

Comentário: Primeiramente confesso: quando em 2012 Born to die, segundo disco da americana Lana Del Rey, pegou o mundo de assalto não me rendi aos seus predicados. Por mais que insistisse, após várias audições o incômodo e a impressão de estar ouvindo a mesma música por várias vezes subsequentes prevaleceu, resultando por fim num disco insosso, salvo pelos singles "Video Games" e "Blue Jeans", cuja produção extremamente polida máscara a fraqueza do longo repertório composto por 12 faixas (15 na edição deluxe). Passados 2 anos Lana ainda segue no topo, mas parece que agora a cantora encontrou seu caminho como pode ser admirado em Ultraviolence, seu mais novo rebento.

Escudada pela produção de Dan Auerbach (The Black Keys), a cantora finalmente encontrou a sonoridade adequada para a tristeza latente de seus versos. Se em Born to die a atmosfera hip hop soava estranha ao universo criado onde odes à amores partidos, a ganância e pecados originais diversos davam o tom, agora encontra na raízes dos blues e do dream pop a verve necessária.

Conduzida pela estridente e crua guitarra de Auerbach, espetáculo à parte no álbum, a faixa "Cruel World", cartão de visita de Ultraviolence, deixa a cantora à vontade para colocar a sua bela voz em canção sobre o fim de um relacionamento tempestuoso. A fantasmagórica faixa título, em ode clássico ao filme de Stanley Kubrick, promove encontro da dramaticidade de uma relação calcada na violência e sobre o amor desenfreado com direito a citação ao Hole (no verso "He hit me and it felt like a kiss"). "Shades of cool" mantém o clima lúgubre numa balada orquestrada e com solo de guitarra memorável. "Brooklyn Baby", jovial e pegajosa canção inspirada no finado Lou Reed (com quem Lana planejava trabalhar futuramente), narra as desventuras amorosas de uma moradora do distrito mais populoso do estado de Nova Iorque. A hipnótica "West coast", primeiro single deste trabalho, surpreende pelas mudanças de andamento, a sensualidade transparente nos vocais e poderia facilmente figurar numa das enigmáticas trilhas dos filmes de David Lynch. A largamente autobiográfica "Sad girl" versa sobre uma garota triste e má que se comporta de forma promíscua em prol do sucesso repentino, tema este também presente em "Fuck my way up to the top". "Pretty when you cry", faixa composta e produzida em parceria com Blake Stranathan, prima pelo aspecto angustiante de uma relação fadada ao fracasso. Para o fim, a icônica cover de “The other woman”, composta por Jesse Mae Robinson (hit maker dos anos 60) e eternizada pela diva Nina Simone, encerra de forma belíssima o trabalho. A edição brasileira tem ainda outras três faixas bônus no qual se destacam a sombria “Guns and roses” e o contraponto ensolarado chamado “Florida Kilos”, faixa que mais se aproxima da temática do disco anterior.      

E de certo foi graças a exímia colaboração de Auerbach, que iria inicialmente participar minimamente do processo, mas devido a larga sintonia artística conduziu grande parte do trabalho, que Lana encontrou seu verdadeiro potencial ainda não revelados em sua totalidade nos dois discos anteriores.

Se o futuro seguirá promissor talvez seja cedo para avaliar, mas em meio a esta seara sôfrega criada, o sentimento de alegria (tal como num filme de cunho dramático onde torcemos para que no final tudo termine bem) é impossível de ser contido ao final de Ultraviolence, um dos discos à serem ouvidos em 2014.                          

Tracklist:

01 - Cruel World
02 - Ultraviolence
03 - Shades of Cool
04 - Brooklyn Baby
05 - West Coast
06 - Sad Girl
07 - Pretty When You Cry
08 - Money Power Glory
09 - Fucked My Way Up To the Top
10 - Old Money
11 - The Other Woman
12 - West Coast (Radio Mix)
13 - Black Beauty
14 - Guns And Roses
15 - Florida Kilos

Download: MEGA

domingo, 20 de julho de 2014
Avatar

Johnny Winter - Johnny Winter

1 comentários

Gênero: Blues / Blues Rock
País: EUA
Ano: 1969

Comentário: É, meus amigos, o mundo tornou-se um lugar um pouco pior nos últimos dias. Não falo somente do massacre israelense na Palestina ou do abatimento do avião malasiano na Ucrânia. Perdemos Bobby Womack, perdemos Johnny Winter. Johnny era um ótimo exemplo para aquele antigo provérbio: "beleza não põe mesa". Já no caso dele, quem vê aquele magrelo feioso, albino e vesgo tem dificuldade para acreditar no Blues enérgico que ele fazia. Quando o assunto é música, as aparências enganam muitas vezes.

Este disco de 1969 é um dos mais puristas do Johnny e também o meu favorito, mas não necessariamente por causa disso. Dentre as canções acústicas, temos "When You Got A Good Friend", uma das mais famosas de Robert Johnson, que Johnny acertadamente deu seu toque particular, mas não alterou demais a versão original. Eric Clapton parece um menino assustado perto dele. Outra acústica que se destaca é "Dallas", a qual poderia facilmente ser confundida com um clássico do Delta Mississippi, embora seja uma composição original. "I'll Drown In My Tears" é a interpretação vocal mais entregue e honesta, dá quase pra sentir a mesma dor de cotovelo que ele deveria estar sentindo naquela época.

No lado elétrico do disco, temos a uptempo "Good Morning Little School Girl", onde a guitarra do Johnny nos faz até mesmo esquecer a harmônica de Sonny Boy Williamson. Embora a grande estrela do disco, na minha opinião, seja "Be Careful With A Fool" de BB King na qual Johnny deixa sua marca pessoal, seu jeito de tocar que morde para depois assoprar. O disco é mais que recomendado, é obrigatório. Tchau Johnny, vai fazer falta.


Tracklist:
01. I'm Yours And I'm Hers
02. Be Careful With A Fool
03. Dallas
04. Mean Mistreater
05. Leland Mississippi Blues
06. Good Morning Little School Girl
07. When You Got A Good Friend
08. I'll Drown In My Tears
09. Back Door Friend
10. Country Girl
11. Dallas (with Band)
12. Two Steps From The Blues


Download: MEGA
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Avatar

Jesper Munk – For In My Way It Lies

1 comentários

Gênero: Indie Rock / Blues / Soul / Folk
País: Alemanha
Ano: 2013

Comentário: Graças ao Spotify (muitos obrigados a chegada desse aplicativo no Brasil, aliás) que conheci o Jesper Munk. Garoto nascido em 92, de Munique, na Alemanha, que apesar da pouca idade, já demonstra uma maturidade imensa em suas composições e sonoridade.

Logo em “Hungry For Love”, já vemos a raiz indie rock do álbum vir a tona. Uma guitarra muito bem marcada, o vocal semi-rasgado de Munk, um típico tom de rebeldia e descontrole na proporção certa e uma letra, de certa forma, visceralmente animalesca; fome de amor, por amor – uma boa letra em uma sonoridade quase agressiva, uma aglutinação perfeita para o estilo de Munk.

O garoto recorre muito ao blues também, só para exemplificar, citarei aqui, “Lady River Song”. Se na faixa anterior Jesper demonstra toda sua agressividade, nessa vemos uma entrega total da extensão de sua voz em comunhão com um puta instrumental. Fazendo coro com “Lady River Song” temos “Drunk on You”, de certa forma assemelha-se a uma baladinha com reminiscências de blues/folk (tal qual “You Won't See Me Go”, mesmo que essa carregue algo mais swingado.) e “Blue Shadows”, última faixa do álbum, na sequência de “Lady River Song” que se utiliza muito bem da guitarra, baixo e vocal, uma tríade de quase suprema excelência para encerrar o álbum.

Uma curiosidade sobre o “For in My Way It Lies”, o título do álbum fora retirado da primeira cena do terceiro ato de Macbeth, de Shakespeare, tentei fazer algumas associações do álbum com a tragédia shakespeariana, suas significações e personagens e talvez acha alguma semelhança entre esse amor e poder e o amor ao poder. É que no álbum de Jesper vemos um lado mais velado, um caminho que deve ser percorrido, de mentiras, ilusões e amores, bem não sei, mas fica como devaneio semi-filosófico por aqui.

Voltando ao álbum, ele tem faixas muito boas “Timeless Throne” evoca uma áurea soul para a sonoridade de Munk, enquanto “Blood or Redwine” tem algo de folk rock em sua essência – o álbum é bem heterogêneo, mas todos os ritmos impregnados nas canções conversam muito bem entre si, tornando o trabalho do Jesper Munk bastante diversificado, mas, de certa forma, homogêneo; com continuidade.

A introdução de “John's a Man” é simplesmente fantástica! Uma gaita muito da foda com uma distorção na voz do Jesper e uma guitarra ritmada por trás de tudo, marcando muito bem a faixa – dando uma inovação incrível ao álbum, fazendo-o ir para uma trilha inexplorada e inesperada; faixa muito boa, curta, mas totalmente coerente para flertar com esse universo de experimentações.

Pois bem, é um trabalho muito bom para um garoto tão novo. Ficarei de olho em seus próximos trabalhos, tendo em vista que, já em seu debut Jesper Munk conseguiu me impressionar e me prender vários e vários dias no caminho que escolheu percorrer.




Tracklist:
01. Seventh street
02. Hungry for love
03. The everlasting good
04. You won’t see me go
05. John’s a man
06. I love you
07. Our little boathouse
08. Drunk on you
09. Timeless throne
10. Blood or red wine
11. Lady river song
12. Blue shadows

Download: MEGA

sexta-feira, 2 de maio de 2014
Avatar

Carolina Chocolate Drops – Genuine Negro Jig

2 comentários

Gênero: (Prehistoric) Country / Folk / Blues
País: EUA
Ano: 2010

Comentário: Existe uma jornada a ser percorrida até que esse álbum venha de encontro a mim, pois bem, vamos a um pequeno resumo dela: estava eu deitado em minha cama, me preparando para dormir quando lembrei que queria ouvir a nova música do Manson que saiu como abertura de uma nova série (Salem, a qual eu já estou vendo apaixonado porque amo essa estética esotérica e etc). Fui pesquisar descobri a série e a música em uma abertura totalmente foda e um blues/folk por detrás daquela canção que eu achei foda.

Pois bem, fui dormir e no dia seguinte, ainda impressionado e sabendo o quanto eu gosto da estética envolvendo as bruxas de Nova Orleans e Salem, fui atrás do som dessas mesmas áreas, ou seja, joguei no Spotify a palavra “witches” porque sou adepto de que a internet pode me dar as coisas que eu quero com pesquisas óbvias, e oh, eu não me enganei! Achei uma playlist foda (Witches and snakes: southern gothic, mountain music) que estou ouvindo compulsivamente até que, aleatoriamente, “Trampled Rose” veio até mim e eu fiquei extasiado.

Ok, vamos falar um pouco da banda, “Carolina Chocolate Drops” é uma banda de Durham, Carolina dos Norte, uma das últimas remanescentes das ditas cordas afro-americanas que fazem, como eles mesmos dizem e o que também pode ser lido em vários releases, um “prehistoric country rock” unindo músicas mais tradicionais da raiz country com músicas atuais seguindo essa estética country de raiz e puta que o pariu, me desculpem o palavrão, o álbum é de 2010 e cada faixa que eu ouço dele me sinto nos brejos e pântanos da Louisiana! E eu simplesmente, até agora, não consegui parar de ouvir o álbum.

Atentando-me ao álbum o que posso destacar da sonoridade do “Carolina Chocolate Drops” é o banjo muito bem marcado e ritmado por entre as faixas que junto com a gaiva dá aquela combinação perfeita do country de raiz que já fora diversas vezes citado por essa resenha, é que eu não consigo não falar dessa sonoridade, que pode não ser original, mas convenhamos, no auge do século XXI, em uma era de sintetizadores e bases eletrônicas ver um resgate dessa forma, com essa forma, da música negra é ULTRA FODALIZANTE – mais uma vez perdão pelo palavrão.

Destaco aqui as canções que mais me prendem no álbum em questão: “Trampled Rose”, essencialmente pelo seu belo vocal, foi a que primeira, de fato me prendeu e “Hit 'Em Up Style”, conhecida pelo grande público na voz de Blu Cantrell, sucesso das paradas em 2010. Para falar do lado totalmente de raiz do álbum podemos exemplificar com “Cornbread and Butterbeans” que tem basicamente todos os elementos de uma boa música pantanosa. Atenção também para a introdução de “Snowden's Jig (Genuine Negro Jig)”, puta cello foda e o vocal de “Why Don't You Do Right?”.

Enfim, basicamente é isso, acho que gradativamente vou mergulhando de cabeça nesse universo soturno e complicado do folk de raiz, do blues, da boa e tradicional música estadunidense de origem negra que aos poucos vai perdendo espaço para os ritmos que se originaram dela, nada contra, nunca, mas acho que também temos saber de apreciar esse antigo repaginado, a música de resistência que em meio a toda uma modernidade ainda consegue emocionar com um banjo, um violoncelo e uma gaita!




Tracklist:
1.Peace Behind the Bridge
2.Trouble in Your Mind
3.Your Baby Ain't Sweet Like Mine
4.Hit 'Em Up Style
5.Cornbread and Butterbeans
6.Snowden's Jig (Genuine Negro Jig)
7.Why Don't You Do Right?
8.Cindy Gal
9.Kissin' and Cussin'
10.Sandy Boys
11.Reynadine
12.Trampled Rose

Download: MEGA

sábado, 19 de abril de 2014
Avatar

Rolland Hazzard - Young Girls

2 comentários

Gênero: Blues / Garage Rock / Indie Rock
País: EUA
Ano: 2014

Comentário: Estava com muita vontade de voltar a resenhar pro blog, mas queria resenhar algo que eu nunca tivesse escutado, mas que de “a primeira ouvida” me agradasse ao ponto de me deixar elétrico e morrendo de vontade de resenhar, ensaiei duas resenhas antes dessa, que talvez, um dia eu possa vir a terminar, mas nenhum dos outros dois álbuns me capturou tanto quando o “Young Girls.”

Minhas pesquisas não obtiveram muito sucesso, o que posso dizer da banda é que: O Rolland Hazzard é uma típica banda do interior dos Estados Unidos, oriundos do Texas, formada em 2002, com dois trabalhos anteriormente lançados, o EP “Christmas Day” e o “Christmas Day B-sides. Ok, agora vamos a coisas que me agradaram na banda além da capa que esteticamente eu achei maravilhosa para o álbum: o garage rock despreocupado/despudorado/leve que eles fazem. Não parece, mas sempre que posso recorro a esse estilo e é quase certo de me sentir agradado.

As duas primeiras faixas “Young Girls” e “Gold”, são típicas do estilo que descrevi acima e juntas funcionam muito bem, uma sequência muito bem escolhida para iniciar o álbum, aliás a crescente que “Gold” apresenta é incrível, além de um refrão que fica meio grudado na sua cabeça – um desses famosos refrões-chiclete com uma sonoridade fodalizamente contagiante.

Até “My Name” o álbum segue todo em um up contagiante do típico garage rock texano. “My Name” vem quebrar a estrutura do álbum – e isso é muito bom. Música mais lenta, mais puxada pra um blues, distorções no vocal, cordas bem marcadas, música maravilhosa, tanto na sequência do álbum quanto sozinha, uma das minhas preferidas. “Imaginary Kindgon”, a faixa seguinte, cai no blues e desculpem o palavrão, mas porra, eu estava esperando justamente isso no álbum, bluesão melancólico de vocal sujo e nostálgico – aqui mais um motivo irrefutável pra dar uma chance a banda.

“Baptized”, conta com a introdução instrumental mais linda do álbum, um lindo flerte com o country, se assim posso dizer, as faixas seguintes sequem mais ou menos na mesma linha dela, só há uma nova quebra com “Ghost of Memphis”, um retorno ao blues, aqui mais explosivo; visceral, muito merecido para encerrar o álbum – que em si não tem um ponto alto destacado, mas é despudoradamente bom e intenso; que realmente me agradou em vários sentidos e que eu vou colocar nos meus dispositivos móveis de áudio para ouvir sempre.


Tracklist:
01. Young Girls   
02. Gold   
03. Hether St.  
04.Fuck Around  
05. My Name  
06. Imaginary Kingdom  
07. Tonight's Trouble  
08. Baptized  
09. They Don't Know  
10. Summer Worship   
11. Ghosts of Memphis 

Download: MEGA

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Avatar

The Wolf of Wall Street OST

0 comentários

Gênero: Jazz / Blues / Rock / Pop / Soul / Rap / Latino
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: Martin Scorsese sempre capricha em suas seleções sonoras para seus filmes e o recém lançado O lobo de Wall Street não é diferente. Se em sua carreira Scorsese primou pela versatilidade de gêneros fílmicos (comédia, drama, musical, ação, aventura entre tantos outros), visualizamos aqui nesta trilha o reflexo desta qualidade.

Organizada por Randall Poster e Marty, as escolhas aqui primam em sua maioria pelo caráter clássico do cancioneiro americano. À começar temos um standard jazz "Mercy, Mercy, Mercy" cometido pelo saxofonista Cannonball Adderley. Na ala do jazz ainda temos pérolas garimpadas de Allen Toussaint, Ahmad Jamal e Eartha Kitt, na ótima "C'est si bon". A porção blues fica por conta das presenças de canções de Elmore James, Howlin' Wolf e Bo Didley que comparece com duas canções: "Pretty Thing" e "Road Runner". Joe Cuba e Jimmy Castor são responsáveis pela porção latina da trilha com as ótima "Bang! Bang!" e a hilária "Hey Leroy your mama is callin you" respectivamente. O rock, gênero onipresente de suas trilhas, dá o tom com o clássico de Billy Joel "Movin' out" e também clássica versão para o hino "Mrs. Robinson" cometida pelo saudoso Lemonheads. O blues country "Meth lab Zoso sticker", da promessa 7horse, é a prova de que o diretor está também de olho no que acontece na cena musical atual. A vertente pop é representada pelo pop experimental de Malcolm McLaren e a oitentista "Never say never" de Romeo Void. Vale ainda fazer menção a corretíssima versão para "Goldfinger" (tema de 007), realizada por Sharon Jones e seus Dap Kings, que surge ao vivo durante o filme na cena do casamento do personagem central Jordan Belfort, interpretado brilhantemente por Leonardo Dicaprio.

Por fim, a trilha em si já é digna de audição por si mesma, mas vale a pena o exercício de assistir ao filme que estréia oficialmente dia 24 de janeiro no Brasil, pois mais do que meramente colocar canções durante as cenas rodadas, Scorsese prima por escolhas nas quais música e cena dialogam abertamente. Sem contar que há outras surpresas sonoras tais como Foo Fighters, Devo e Cypress Hill. É ver para crer.

P.S. A escolha de "Black Skinhead", de Kanye West, como faixa amostra é o fato da mesma ter sido utilizada num dos trailers promocionais do filme e, além disso, é, indiretamente, um hino para a obra em si. A mesma está presente no link de download abaixo em versão ao vivo como bônus.    

Tracklist:

01. Mercy, Mercy, Mercy - Cannonball Adderley
02. Dust my brown - Elmore James
03. Bang! Bang! - Joe Cuba
04. Movin' out - Billy Joel
05. C'est si bon - Eartha Kitt
06. Goldfinger - Sharon Jones and the Dap-Kings
07. Pretty thing - Bo Didley
08. Moonlight in Vermont - Ahmad Jamal Trio
09. Smokestack Lightnin' - Howlin' Wolf    
10. Hey Leroy your mama is callin you - Jimmy Castor
11. Double Dutch - Malcolm McLaren
12. Never said Never - Romeo Void
13. Meth lab Zoso sticker - 7horse
14. Road Runner - Bo Didley
15. Mrs. Robinson - Lemonheads
16. Cast your fate to the wind - Allen Toussaint
17. Black Skinhead - Kanye West

Download: MEGA

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Avatar

Guadalupe Plata - Guadalupe Plata

0 comentários

Gênero: Punk Blues
País: Espanha
Ano: 2013

Comentário: Eu, particularmente, nunca tinha escutado falar de Punk Blues. Mas é exatamente assim que as pessoas têm definido esse trio de músicos vindos diretos da Andaluzia, Espanha. O seu novo disco, Guadalupe Plata - haja imaginação - foi lançado no começinho de 2013 e, desde então, se tornou um dos meus favoritos do ano.


Trazendo doses de punk, blues, música latina, country e rock sulista, o disco não soa derivativo. É um som orgânico, que, apesar de repleto de influências, não parece um recorte e colagem pelo simples incapacidade de decidir um estilo ou tipo de música.

Com um baixo marcado e uma bateria invocada, o disco parece uma jam session intercalada por alguns solos mais contidos. O próprio vocal costuma fazer entradas típicas dessas tão tradicionais sessões de improviso de Blues mundo afora.

Músicas como Demasiado explicitam essa mistura. Ao mesmo tempo com uma forte pegada de blues, uma guitarra puxando pro country e uma bateria que foge bastante aos dois estilos, a canção leva ainda mariachis, herança latina.

Outras, como El Blues Es Mi Amigo, já são mais rápidas, puxando para o punk. O vocal aparece, muito de vez em quando, e deixa a bateria, a guitarra e o baixo fazerem o trabalho. O som é nervoso, sem muito espaço para abstração. Algumas distorções e ruídos dão o toque mais lo-fi ao disco.

A atmosfera de baixo orçamento, inclusive, dá todo um charme ao trabalho. É quase como aquela sensação de ouvir Kyuss e se sentir no meio do deserto californiano. Aqui, no caso, o lugar são os cerrados da Andaluzia, muitas vezes tanto terra de ninguém quanto o interior norte-americano.

Um trabalho realmente exótico, na falta de termo melhor, Guadalupe Plata agrada diversos tipos de ouvinte, puxando para uma mistura concisa, pesada e cheia de atmosfera. Daqueles lançamentos que têm que surgir todos os anos, pelo bem da diversidade musical, essa é uma homenagem aos diversos gêneros interioranos da música popular americana e espanhola. Uma obra interessante tanto pela soma das influências quanto pelo resultado final.




Tracklist:
1. Lamentos - 1:09
2. Rezando - 3:42
3. Rata - 1:55
4. Oh my Bey! - 4:57
5. Demasiado - 2:08
6. Funeral de John Fahey - 2:14
7. Esclavo - 4:06
8. El Blues es mi Amigo - 2:17
9. Voy Caminando - 4:25
10. Milana - 2:54
11. Jesus está llorando - 3:08
12. No me ama - 3:58
13. Santo Entierro - 4:00

Download: MEGA


domingo, 13 de outubro de 2013
Avatar

Noora Noor – Soul Deep

1 comentários
Gênero: Blues, R&B
País: Somália
Ano: 2009

Comentário: O Blues tem uma magia certeira, algo criado pela mistura de instrumentos e dança de melodias, algo que certamente te atinge e conquista na hora, mas para isso é fortemente necessário uma voz potente, suave e sentimental ao mesmo tempo. Bem, Noora Noor pode se orgulhar, pois a voz dela é exatamente com essas características e ela faz um incrível disco, recheado de referencias e bom gosto.

O disco abre com “What Man Have Done”, e logo percebemos que o disco não vai se limitar a um estilo, mas vai arriscar, variar e misturar. Nessa primeira musica, por exemplo, nos somos apresentados a sons eletrônicos misturados com um clima bem R&B. Mas é na segunda musica que o disco começa a se abrir e mostrar suas “garras”. “Someone You Use” traz uma musica com um clima bem gospel, embora sua letra não se agarre a esse estilo, pelo contrario, ela reflete um desabafo que fica ótimo na voz de Noora, que a cada musica mostra um poder musical incrível.

É difícil escolher o ponto alto do disco, mas aposto em “Forget What I Said”, que mostra um autentico Blues e uma guitarra com suas melhores melodias casando perfeitamente com a voz cheia de dor de Noora. “Your Good Thing” se mostra uma boa sequencia para sua antecessora, e não decepciona ao mostrar suavidade nas melodias e agressividade no vocal.

Destaco aqui também “Dedication”, “Die For You” e “Move On Up” que não deixam o disco cair e provam sua força.


Tracklist:
1. What Man Have Done
2. Someone You Use
3. Funky Way
4. Forget What I Said
5. Your Good Thing
6. Little Ghetto Boy
7. She Will Break Your Heart
8. Dedication
9. Musiq
10. Die For You
11. Move On Up
12. You Will Always Be Free

Download: Mega / Mirror
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Avatar

Regina Spektor - What We Saw From The Cheap Seats

0 comentários
Gênero: Blues, Pop
País: E.U.A
Ano: 2012

Comentário: Desde o começo de sua carreira Regina Spektor vem mostrando um dom para compor no piano e para criar ótimas letras, mas ainda se mostrava um tanto limitada quanto à sonoridade de seus discos. Mas com “What We Saw From The Cheap Seats” ela quebra esse suposto limite e experimenta sonoridades diferentes do costume.

“Oh Marcello” é a primeira a chamar atenção, pois apesar de apresentar momentos já usuais, ela apresentar quebras na melodia que mostram certo experimentalismo por parte da cantora, que parece querer deixar a musica em um tom mais serio e variado.

Seu ultimo disco de estúdio foi “Far” em 2009 que obteve um ótimo sucesso comercial. E uma coisa que percebemos entre “Far” e “What We Saw From The Cheap Seats” é a diferença na textura das musicas, que neste ultimo parecem ser mais bem construídas com uma sonoridade mais impactante e bem trabalhadas, o que mostra não só o ótimo trabalho de Regina, mas também da equipe de gravação.  Em “Firewood” percebemos isso bem, o pião é tão ressaltado quanto o vocal, já em “Far” provavelmente iria dar destaque maior ao vocal.

domingo, 9 de junho de 2013
Avatar

Ben Harper with Charlie Musselwhite - Get Up!

4 comentários


Gênero: Blues / Blues Rock
País: EUA
Ano: 2013

Comentário: O ano de 2013 tem sido maravilhoso para a música, portanto preparem seus ouvidos, pois podemos estar diante do lançamento do ano! Ben Harper se juntou a Charlie Musselwhite e, como se tocassem juntos a décadas, fizeram um disco com tudo que o, bom e velho, Blues tem a oferecer.

O talento de Ben Harper acredito que todos conheçam, o dom de Charlie Musselwhite é que talvez não seja assim tão conhecido, mas foi, ao lado de Paul Butterfield e  Mike Bloomfield, um dos primeiros bluesmen brancos a obter reconhecimento na década de 1960 e, hoje, é um dos maiores gaitistas ainda vivos.

O disco conta com as inesperadamente pesadas Blood Side Out e I Don’t Believe A Word You Say evocando o espírito do Led Zeppelin. As demais canções aproveitam-se da combinação rústica, mas bela, entre a harmônica e o violão, exatamente como a minha favorita, I Ride at Dawn.

No final das contas, Get Up! não é o disco mais original, mas sim, um disco que bebe de suas fontes e de que águas maravilhosas são feitas estas fontes, assim como All That Mastters Now que lembra bastante o clássico It Hurts Me Too, do Elmore James e Don't Look Twice que lembra Sweet Home Chicago, do Robert Johnson. Você não vai querer deixar essa passar!


Tracklist:
01. Don’t Look Twice
02. I’m In I’m Out And I’m Gone
03. We Can’t End This Way
04. I Don’t Believe A Word You Say
05. You Found Another Lover (I Lost Another Friend)
06. I Ride At Dawn
07. Blood Side Out
08. Get Up!
09. She Got Kick
10. All That Matters Now


Download: DepositFiles//PutLocker//ZippyShare//Turbobit
sábado, 25 de maio de 2013
Avatar

Hugh Laurie - Didn't It Rain

0 comentários
Gênero: Blues / Tango / R&B
País: EUA
Ano: 2013

Comentário: Hugh Laurie sempre mostrou seu talento com musica no seriado House, e quando o aclamado programa acabou Hugh decidiu mergulhar de cabeça nas aguas da musica, fazendo interpretações de clássicos do Blues. Em 2011 lançou seu ótimo disco chamado “Let Them Talk” um disco que apresentava uma atmosfera melancólica e feliz ao mesmo tempo.

E agora, não tanto tempo depois, ele lança “Didn’t Rain”, que segue o tipo do primeiro disco, e faz interpretações de clássicos. Mas se engana aquele que pensa que Hugh continua nesse disco o Blues do disco passado, pois em “Didn’t Rain”, Laurie decide variar e nos apresenta um disco que, claro, possui blues, mas também possui um ótimo tango e um arranjo de tirar o folego.

Começando com “The St. Louis Blues” o disco já mostra ser diferente, a musica possui um clima divertido, na qual os instrumentos dançam entre si fazendo uma agradável dança de melodias.

“Kiss By Fire” é a primeira musica a roubar totalmente a atenção, é um autentico tango, cantado por uma doce voz feminina que começa com espanhol e depois cede ao inglês para acompanhar Hugh.

sábado, 16 de fevereiro de 2013
Avatar

Blue Cheer - Discografia

0 comentários
Gênero: Blues / Hard Rock / Psycodelic Rock / Acid Rock
País: Estados Unidos
Anos de Atividade: 1966 a 2009 (com vários hiatos durante os mais de 40 anos)

Comentário: Tudo nessa nossa existência tem um ínicio, um ponto de partida, e se for uma história de sucesso, todo mundo quer ter sido o primeiro, o pioneiro a pensar naquilo, e se tratando de heavy metal, Blue Cheer se não foi a pioneira, estava entre as que geraram o que conhecemos como música pesada hoje em dia. Com um som psicodélico pesadíssimo para época, foi um dos criadores dos riffs que ficaram conhecidos com o Black Sabbath. Ao decorrer da carreira, a maturidade e outras influências musicais, a banda fez um som mais calcado no acid rock, tendo influências do country e até do pop em seus discos dos anos 80.

Fundado na califórnia, a primeira formação do conjunto foi Dickie Peterson(contra-baixo e vocais) , Eric Albronda(bateria) e Leigh Stephens(guitarra). Albronda mais tarde foi substituído por Paul Whaley, que junto com Jerre Peterson (guitarra), Vale Hamanaka (teclados) e Jerry Whiting (vocais e gaita) completavam o lineup. Albronda continuou produzindo e co-produzindo os cinco primeiros álbuns do Blue Cheer. Uma curiosidade é a respeito do nome da banda. Algumas fontes dizem que foi baseada em tabletes de LSD comuns na época, mas outros dizem que foi inspirado em um sabão comum nas mercearias locais. Outra curiosidade foi que Blue Cheer decidiu adotar uma configuração power trio após ver Jimi Hendrix tocar no Festival Pop de Monterey. Hamanaka e Badejo foram convidados a sair. Jerre Peterson não quis permanecer no grupo por solidariedade deixando Dickie, Leigh  e Paul como um trio. Outras fontes dizem que o trio desertor abandonou por conta da pesada tournê a qual passaram.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Avatar

Drops de Bacon #2 - Dinossauros em 2012

0 comentários

Seguindo a fórmula de sucesso dos drops, trazemos agora a versão com grande nomes da música mundial, que já têm um legado e uma carreira extremamente difundida e consolidada na cultura popular, e que nesse ano, em que o apocalipse se aproxima, nos agraciam com discos de músicas inéditas. Alguns deles em um hiato bem grande, outros nem tanto, provando que apesar de um nome gravado eternamente na história, ainda têm muita lenha pra queimar, mostrando que a idade e a experiência nos casos de gênios, só vem para somar. Vai aqui um compilado de full-lenghts de lendas musicais, que talvez vocês, por algum motivo, não saibam que eles lançaram disco de inéditas, ou quer apenas ver o poderio desses vovôs em pleno ano do esperado fim do mundo. A postagem vai assinada por Renato Nagano, com quatro contribuições do mundo do Rock, e PH, que fecha o post com um retorno triunfal dos becos do Hip Hop.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Avatar

Mark Lanegan Band - Blues Funeral

0 comentários

Gênero: Blues/Alternative Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: Dono de uma voz inconfundível, grave, rouca e soturna, Mark Lanegan lança mais um álbum para integrar sua enorme discografia composta de diversas bandas, colaborações e produções solo. Ele que já deixara sua marca como vocalista do Screaming Trees (respeitada banda que fez parte do auge do Grunge de Seattle) e que também participou de produções do Queens Of The Stone Age, além de já ter unido forças com artistas como a PJ Harvey e Isobel Campbell, dessa vez lança mais um álbum da sua carreira solo. Como o próprio título do álbum sugere, não é algo feliz.

Trata-se de uma mistura de um bom blues amplamente inspirado pelos mais diversos estilos, sem soar purista por nenhum momento, misturando o retrô e o moderno, mas carregado das mais tradicionais influências americanas, todo o tom marginal do blues e da cultura fora da lei estão aqui caminhando lado a lado de melodias modernas e criativas, provas disso aparecem em faixas como The Gravedigger’s Song, o primeiro single do álbum que acompanhado de um clip incrível e macabro caminha pelo rock alternativo, ou então em Ode to Sad Disco, que como o “Disco” do nome sugere, é repleta de batidas eletrônicas fazendo referência a uma disco/dance depressiva.

Um álbum de atmosfera única e hipnótica, cheio de sentimentos sorumbáticos e climão arrastado, mas que mesmo assim se prova delicioso de ouvir. Méritos a parte deve ser dado para o Alain Johannes, multi instrumentista responsável por trabalhar com grandes artistas do patamar do Queens of the Stone Age e Chris Cornell que aqui também se torna responsável pela composição instrumental do álbum. Enfim, é um álbum para se ouvir deleitando um bom whiskey vagabundo, jogado em uma poltrona velha e rasgada.

Facebook//LastFM

Tracklist:

01. The Gravedigger’s Song
02. Bleeding Muddy Water
03. Gray Goes Black
04. St. Louis Elegy
05. Riot In My House
06. Ode to Sad Disco
07. Phantasmagoria Blues
08. Quiver Syndrome
09. Harborview Hospital
10. Leviathan
11. Deep Black Vanishing Train
12. Tiny Grain of Truth

Rapidshare//Bayfiles//Rapidgator//Crocko

quinta-feira, 14 de junho de 2012
Avatar

Daniel Norgren - Horrifying Death Eating Blood Spider

1 comentários


Gênero: Blues
País: Suécia
Ano: 2010

Comentário: Horrifying Death Eating Blood Spider foi um disco que eu baixei meio desconfiado. Com algumas exceções, o Blues que se produz hoje deve e muito ao que se já produziu no passado. Mas toda suspeita é válida até que ecoe a primeira nota. Cara, que puta som.

Não foi minha primeira surpresa a respeito do rapaz, a primeira coisa é que ele é sueco e a Suécia não é o primeiro país que eu penso quando penso em Blues. Em segundo lugar, descubro que em suas performances ele toca guitarra, bateria e canta. Só que ao mesmo tempo. Não é nenhuma preciosidade técnica. Na verdade, o clima é bem rock de garagem mesmo. Inclusive eu acho que deva ser uma das influências do cara.

O preciosismo da obra está na grande entrega de Daniel, no sentimento que o disco passa. No experimentalismo. Aliar o novo e o consagrado. As bases harmônicas simples, gaitas diatônicas, solos de guitarra, o vozeirão roco. Resumindo... aquela vontade de por o pé na estrada que te dá quando você escuta um bom disco de blues

MySpace

Tracklist:
01. Big Black Bull
02. Lovedog
03. nr.1nr.2nr.3
04. Highbird
05. Blind
06. Crooked John
07. Get The Moon Up
08. Mean Old Devil Got On II
09. Lowbird
10. Stuck In The Bones
11. Perfect Jazz
12. Though it Aches

Bayfiles//DepositFiles//Crocko//Megashares
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Avatar

Robert Cray - Who's Been Talkin'

1 comentários


Gênero: Blues / Soul
País: EUA
Ano: 1980

Comentário: Se na década de 1970, o blues tinha sofrido com uma grande queda de popularidade. Na década de 1980, aconteceria seu retorno triunfal à mídia. Posso dizer que nomes como os de Jeff Healey, Stevie Ray Vaughan e Robert Cray foram fundamentais para isto.

Este primeiro material do Robert Cray é, na verdade, um grande tributo ao Chicago Blues. No geral, Cray fez um ótimo trabalho, mas eu destacaria Who's Been Talkin, famosa na voz de Howlin' Wolf. E Too Many Cooks, famosa na voz Willie Dixon. Diferentemente de seus álbuns no futuro, Who's Been Talkin, é realmente um disco de Blues propriamente dito. Apesar de conversar amigavelmente com o Soul em algumas faixas, ele continua não soando sofisticado e provavelmente é o meu favorito da carreira do Robert.

Bem, não é muito difícil de explicar. Grandes clássicos de Chicago em versões com performances vocais impecáveis, muito feeling nas guitarras, alguns instrumentos de sopro criando uma onda Soul. Simples, mas uma audição prazerosa.

Site Oficial

Tracklist:
01. Too Many Cooks
02. The Score
03. When The Welfare Turns Its Back On You
04. That's What I'll Do
05. I'd Rather Be A Wino
06. Who's Been Talkin'
07. Sleeping In The Ground
08. I'm Gonna Forget About You
09. Nice As A Fool Can Be
10. If You're Thinkin' What I'm Thinkin'



Rapidshare//Mediafire//2shared//WUpload//FileJungle//Outros
sábado, 3 de dezembro de 2011
Avatar

Neurasja - Neurasja

5 comentários
Gênero: Trip Hop (com algo de Jazz e Blues)
País: Polônia
Ano: 2011

Comentário: Neurasja é um quarteto formado recentemente em 2009, em Varsóvia, por Asja (vocal) e Karol Czajkowski (guitarra e sintetizador), este último, apesar do nome, é um homem! Posteriormente, vieram os outros dois integrantes: o baixista, Wojtek Traczyk; e o baterista, Hubert Zemler. Seu som, na verdade, é concebido na Europa Oriental como Folk Alternativo, pois como vocês sabem, tudo aquilo que não se pode dizer ao certo o que é, o indivíduo vai lá e taxa de Alternativo: “System of a Down é o quê?”, resposta: é Metal Alternativo... “Stone Temple Pilots é o quê?”, resposta: é Rock Alternativo... “Aquilo é homem ou mulher?”, resposta: é Alternativo...

Todavia, a própria banda fala de suas tendências ao Trip-Hop com influências de Blues e Jazz; o que é muito mais aceitável e sonoramente visível neste seu álbum de estréia; além de uma apaixonante reminiscência psicodélica sessentista. Sob doces vocais quase infantis e sonoridade climática e atmosfera absurdamente relaxante; este é um álbum auto-suficiente, que fora montado de um jeito literalmente arrebatador. Quero dizer, ele pode servir como trilha sonora de muitas situações, todavia, principalmente para ser curtido a sós.

Logo na primeira música, quando você ouve a doce voz de Asja após segundos intermináveis, naquelas poucas palavras sem acompanhamento instrumental algum, seguido de batidas que dão vazão à tonalidade melancólica da voz, você é arremessado para um outro lugar. Então, vem a segunda faixa, com um esguicho de guitarra que parece dar continuidade ao vocal de Asja, que depois esguicha também como um grito... É neste momento, que o lugar do qual você foi arremessado pela primeira música, prende-lhe com toda força e você é obrigado a ficar nele, a escutar todo o álbum e a deixar toda sua vida (seus problemas) do lado de fora desse momento...

Quando escutei Neurasja pela primeira vez, eu tive a certeza de duas coisas: A primeira é que sou fascinada por idiomas “estranhos” e Trip-hop, no entanto, Trip-hop em idioma estranho acaba comigo lindamente!... A segunda é que o belo, no fim, é melancólico; e se há uma personificação musical disto, ela se encontra neste álbum!

Tracklist:
01. Malymi Krokami
02. Idz
03. Korale
04. Na Moim Ciele
05. Stoje W Deszczu
06. Dusze
07. Nie Ma Juz Mnie
08. Jestem Zelig
09. Tu I Tam Ze Soba

Download: Mega

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Avatar

Amy Winehouse - Lioness: Hidden Treasures

4 comentários
Gênero: Pop, Soul, R&B, Jazz
País: Inglaterra
Ano: 2011

Comentário: Amy Winehouse, bem, acho que não preciso falar mais nada, todos conhecem a história, cantora Londrina de talento inegável e com uma quedinha por álcool e drogas, faleceu em julho desse ano. Pouco mais de quatro meses depois de sua morte é lançado “Lioness: Hidden Treasures”, o disco é uma compilação de demos, covers e canções inéditas, gravadas desde antes do lançamento de “Frank” até as canções que ela trabalhava esse ano, para seu terceiro disco.  

“Lioness: Hidden Treasures” traz 12 faixas, entre elas uma versão mais lenta de “Valerie”, um dos clássicos de Amy, e outra versão de “Tears Dry”, “The Girl From Ipanema” cover de um clássico da música brasileira, “Between the Cheats” é uma das faixas inéditas que Amy gravou para seu terceiro disco, “Body and Soul” que é um dueto com Tony Bennet é a ultima canção gravada por Amy; o ponto fraco do disco (pelo menos em minha opinião) é a faixa “Like Smoke” que contem uma parceria com o rapper Nas, dispensável.

“Lioness: Hidden Treasures” faz jus ao legado de Amy Winehouse e toda a genialidade e beleza de sua voz e de suas canções, canções essas que durarão por muito mais tempo do que a curta, porém intensa carreira de Amy.


MySpace

Site Oficial

Tracklist:
 1. Our Day Will Come
2. Between The Cheats
3. Tears Dry
4. Will You Still Love Me Tomorrow
5. Like Smoke
6. Valerie
7. The Girl From Ipanema
8. Halftime
9. Wake Up Alone
10. Best Friends,Right
11. Body and Soul
12. A Song For You

Download:

Bayfiles

MediaFire


segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Avatar

Zé Ramalho - 6 Releases

1 comentários

Gênero: Forró/ MPB/ Folk/ Rock/ Blues
País: Brasil
Atividade: 1974 - presente

Comentário: Como ficaram sabendo, Zé Ramalho, ao mesmo tempo que Emicida, foi o último a integrar e fechar o line-up do SWU. Mas Zé não está aqui somente para completar a 'cobertura' do evento.
O Pedro Henrique numa simples menção ao cantor foi capaz de resumir com exatidão quem é Zé Ramalho: Uma lenda.
Nordestino, do estado da Paraíba, José Ramalho Neto se consagrou como uma das grandes e estrondosas vozes de nosso país. Igualmente reconhecido por suas letras e, sem dúvidas, sua música mais a maneira de cantar que denunciam um oceano de influências e, de certa forma, um experimentalismo que só ele sabe fazer.
É um ser mítico com uma extensa carreira, participações especiais, premiações, tributos e valiosas parcerias, das quais geralmente atendem pelos nomes de Geraldo Azevedo, Elba Ramalho e Alceu Valença.
Não só estes, claro, mas o músico é íntimo de outros grandes compositores, ou melhor, 'cantautores', como Chico Buarque e Caetano Veloso, por exemplo.

Zé Ramalho não agrada a todos, mas ironicamente tem em suas obras um leque de influências e ídolos tão grandes e geniais quanto ele próprio e que abrangem o gosto até dos que não se identificam com seu som. Sua marca é a mistura e isso ele ganhou desde o berço, rodeado da cultura nordestina com seus cantadores, repentistas e rabequeiros. Depois via-se consumindo e guardando em seu coração as passadas, mas eternas Jovem Guarda e a Tropicália, o rock'n'roll universal de Beatles, a rebeldia de Rolling Stones, a maluquice consciente de Raul Seixas, o psicodelismo de Pink Floyd, a admiração pelo poeta Bob Dylan,...

No começo de sua carreira tocou para a trilha sonora do filme "Nordeste: Cordel, Repente e Canção", de Tânia Quaresma, quando ainda era conhecido como Zé Ramalho da Paraíba. Um ano depois lançara seu primeiro disco, "Paêbirú" (1974), com Lula Côrtes e por isso é considerado um disco fora da sua discografia oficial, mas sem dúvidas tem relação direta com o restante da sua carreira. Hoje este disco é um verdadeiro item de colecionador, valendo até alguns milhares de reais, tanto por sua raridade (devido a uma enchente só sobraram 300 cópias) como pela musicalidade alternativa.


Atualmente sua carreira conta com cerca de 25 discos, entres estes também estão alguns tributos, no qual destaco a série "Zé Ramalho canta" que já contou com discos inteiros fazendo cover de Bob Dylan, Raul Seixas, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Beatles. Fora estes não podemos nos esquecer da série "O Grande Encontro" que rendeu três discos em parceria de Alceu Valença (somente na primeira versão), Elba Ramalho e Geraldo Azevedo.

Mas não seria possível eu upar tudo, então filtrei e escolhi apenas quatro discos que considero ótimos, e não necessariamente melhores e mais importantes. Entre eles está "Zé Ramalho" (1978), seu primeiro disco, contendo sucessos como 'Avôhai' (com participação de Patrick Moraz, ex-Yes), 'Vila do Sossego', 'Chão de Giz', 'A Dança das Borboletas' e 'Bicho de 7 Cabeças', esta última instrumental. O disco está basicamente uma mistura de rock com fortes tendências psicodélicas e progressivas com forró, mas de forma alguma pode ser enquadrado simplesmente assim. O segundo disco é realmente seu segundo disco, "A Peleja do Diabo com o Dono do Céu" (1979 — também conhecido como "Zé Ramalho II") e tem uma capa chamativa onde vemos Zé do Caixão e a atriz Xuxa Lopes. Considerado a obra prima de Ramalho, traz consigo uma nova e interessante visão politizada. Grandes canções como "A Peleja do Diabo com o Dono do Céu", a consagrada "Admirável Gado Novo", tema de uma das poucas novelas que tive o prazer-de-assistir-com-prazer, "Falas do Povo", "Beira-Mar", "Jardim das Acácias" e outras. O próximo também é o terceiro em sua carreira, "A Terceira Lâmina" (1981), com belezas como 'Canção Agalopada', 'Filhos de Ícaro' e 'A Terceira Lâmina' e se estabelece como o álbum menos 'estranho' e centrado na mistura do rock com o forró.

Até aqui foram três discos, os primeiros de sua carreira, mas poderiam ser pelo menos os cinco ou seis primeiros, todas obras maravilhosas antes da sua queda de popularidade que ocorreu à partir do ano de 1985 até 1990, provavelmente causada por um experimentalismo maior e da falta de feeling que chegava a sobrar nas obras anteriores.
Mas a discografia do Zé é sensacional e mesmo nos discos mais fracos você poderá pegar um punhado de músicas e se sentir confortável ouvindo. Por isso uma dúvida bateu quanto ao restante das escolhas, então decidi colocar uma (duas) coletânea, digamos, um pouco diferente. "Duetos" trata basicamente de sua participação em outros projetos, e/ou o contrário, com outros músicos, duplas e até bandas, que foram reunidas em dois discos.
Em "Duetos I" (2004) o músico reuniu participações que fez com Sepultura (que ficou tão bom que criou um feeling maravilhoso), Ivete Sangalo, Domiguinhos, Luiz Gonzaga, Bezerra da Silva e Falcão. Vários outros estão na lista, inclusive as figurinhas carimbadas Geraldo Azevedo e Elba Ramalho. Já em "Duetos II" (2009) podemos destacar a parceria com Chitãozinho & Xororó (que pessoalmente adorei), Geraldo Vandré, Belchior, Zélia Duncan, Paulinho Moska, Daniela Mercury, Pitty e Zeca Baleiro.

Mas faltava fechar a lista, daí escolhi "Nação Nordestina" (2000), material dedicado à música nordestina em que o mestre, à partir de regravações e próprias, monta um álbum conceitual que conta a história de um viajante que percorre todo o nordeste brasileiro. A capa homenageia Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, dos Beatles.



Zé Ramalho (1978)
Tracklist:
01. Avôhai (04:57)
02. Vila Do Sossego (03:53)
03. Chão De Giz (04:45)
04. A Noite Preta (03:32)
05. A Dança Das Borboletas (05:24)
06. Bicho De 7 Cabeças (02:24)
07. Adeus Segunda - Feira Cinzenta (04:41)
08. Meninas De Albarã (04:32)
09. Voa, Voa (03:12)
10. Avôhai (Voz E Violão) (Bonus T (05:03)
11. Chão De Giz (Voz E Violão) (Bo (04:57)
12. Bicho De 7 Cabeças (Voz E Viol (02:31)
13. Vila Do Sossêgo (Voz E Violão) (03:55)
14. Ratos De Porto (Voz E Violão) (02:40)
Mediafire//MegaUpload//Outros




A Peleja do Diabo com o Dono do Céu / Zé Ramalho II (1979)
Tracklist:
01. A Peleja do Diabo com o Dono do Céu (04:29)
02. Admirável Gado Novo (04:55)
03. Falas do Povo (04:13)
04. Beira-Mar (03:57)
05. Garoto de Aluguel (03:05)
06. Pelo Vinho e Pelo Pão (03:21)
07. Mote de Amplidões (04:00)
08. Jardim Das Acácias (05:13)
09. Agônico (01:45)
10. Frevo Mulher (04:37)
Mediafire//MegaUpload//Outros





A Terceira Lâmina (1981)
Tracklist:
01. Canção Agalopada (05:02)
02. Filhos de Ícaro (03:02)
03. A Terceira Lâmina (04:18)
04. Um pequeno xote (02:15)
05. Atrás do balcão (04:04)
06. Galope Rasante (03:38)
07. Kamikaze (03:22)
08. Violar (Instrumental) (01:25)
09. Cavalos do Cão (03:26)
10. Ave de Prata (02:46)
11. Dia dos Adultos (02:17)
Mediafire//MegaUpload//Outros





Duetos I (2004)
Tracklist:
01 - A Dança das Borboletas ( com Sepultura )
02 - Amar Quem Eu já Amei ( com Ivete Sangalo )
03 - Galope Rasante ( com Geraldo Zevedo )
04 - Garrote Ferido ( com Fagner )
05 - Ave e Prata ( com Elba Ramalho )
06 - Garoto de Aluguel ( com Belchior )
07 - Coração Bobo ( com Alceu Valença )
08 - Fica Mal com Deus ( com Luiz Gonzaga )
09 - Não Vendo, Nem Troco ( com Dominguinhos )
10 - Guerra de Facão ( com Falcão )
11 - Paraí-Ba ( com Flávio José )
12 - Os Segredos do Sumé ( com Roberta do Recife )
13 - Águas de Março ( com Tetê Espíndola )
14 - Coco do Trocadilho ( com Bezerra da Silva )
Mediafire//MegaUpload//Outros





Duetos II (2009)
Tracklist:
01.Chão De Giz (Ao Vivo) - Elba Ramalho
02.Sinônimos - Chitãozinho & Xororó
03.Garoto De Aluguel (Taxi Boy) Ao Vivo - Belchior
04.Galope Razante (Ao Vivo) - Geraldo Vandré
05.Porta De Luz - Zélia Duncan
06.O Amanha É Distante (Tomorrow Is A Long Time) - Geraldo Vandré
07.Fica Mal Com Deus - Luiz Gonzaga
08.Pedras Que Cantam (Ao Vivo) - Paulinho Moska
09.A Terceira Lâmina (Ao Vivo) - Elba Ramalho
10.Procurando A Estrela - Daniela Mercury
11.Coração Bobo - Alceu Valença
12.A Nave Interior - Pitty
13.Banquete De Signos - Elba Ramalho e Geraldo Vandré
14.Bienal - Zeca Baleiro
Mediafire//MegaUpload//Outros





Nação Nordestina (2000)
Tracklist:
CD1
01. Intróito à Nação (02:44)
02. O Meu País (04:55)
03. Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores (04:44)
04. Lamento Sertanejo (03:59)
05. Temporal (04:05)
06. Seres Alados (04:37)
07. Beijo-Morte-Beijo (04:21)
08. Meninos do Sertão (05:04)
09. Ele Disse (03:12)
10. Mourão Voltado em Questões (04:08)
CD2
01. Violando com Hermeto (03:20)
02. Hino Nordestino (03:32)
03. Bandeira Desfraldada (04:49)
04. Pau-de-Arara (02:42)
05. Amar Quem Eu Já Amei (02:47)
06. Garrote Ferido (04:09)
07. Paraí-Ba (03:51)
08. Eu Vou Pra Lua (02:58)
09. Esses Discos Voadores Me Preocupam Demais (06:44)
10. Digitado em Poesia (03:55)
Mediafire//MegaUpload//Outros

Quem escreve e faz os uploads:

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.