Mostrando postagens com marcador Jazz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jazz. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 17 de março de 2015
Avatar

Céu - Ao vivo

1 comentários
Resultado de imagem para céu ao vivo

Gênero: Jazz / Reggae/ Dub / Hip hop / Afrobeat
País: Brasil
Ano: 2014


Comentário: Fruto da cena nova cena paulistana Céu é um dos seus melhores exemplares. Atenta a diversidade sonora, a cantora vem desde 2005 apostando numa sonoridade híbrida da música negra, transitando livremente entre jazz, reggae, dub, hip hop e o afrobeat. Disco a disco, a cantora vem conquistando um maior número de adeptos.

Sua carreira fora iniciada há 10 anos com Céu, disco que já lhe rendeu certa atenção do público graças aos hits “Lenda” e “Malemolência” que figuraram em trilhas de novelas da Rede Globo. Na sequência foi a vez Vagarosa, álbum lançado em 2009, trabalho que figurou na lista de melhores do ano de várias publicações. O mais recente Caravana Sereia Bloom, de 2012, também percorreu os mesmos caminhos, obtendo reconhecimento ambos os lados, graças ao grande amadurecimento de suas características habituais.

Dona de uma voz inconfundível, lenta e sensual, Céu faz de suas composições (geralmente criadas em parceira com Gui Amabis, Lucas Santanna, entre outros) um retrato fidedigno de sua pessoalidade, transbordando paixão e beleza a cada verso.  

Aproveitando o sucesso conquistado ao longo dos últimos anos e a repercussão positiva da sua recente turnê (que percorreu o Brasil e também o exterior) acabou por resultar no seu primeiro registro ao vivo.

Gravado ano passado no Centro Cultural Rio Verde, em São Paulo, Céu ao vivo marca seu primeiro registro sob a batuta da Som Livre. A apresentação, que teve direção musical da própria cantora, contou também o apoio da Zeppelin Filmes e do coletivo The Wolfpack, que ficaram responsáveis pelo apelo visual.

O setlist da apresentação opta, acertadamente, pelo formato o melhor de... , pois percorre toda a carreira da cantora. Em sua maioria as faixas ganharam texturas muito próximas aos registros oficiais de estúdio, mas não deixa de ter suas surpresas. A faixa “Cangote” é exemplo desta seara, pois ganhou novos ares, tornando-a ainda mais dançante graças a melodias em ode ao carimbó, ritmo tradicional paraense.

Na ala das covers, outra característica recorrente a sua carreira, surge a agradável releitura de “Mil e uma noites de amor”, hit oitentista de Pepeu Gomes, trilha da novela “Roque Santeiro” que faz par ao hino “Concrete Jungle” de Bob Marley, cantor recentemente homenageado pela cantora na turnê Catch a fire, época em que tocava do maior ícone do reggae na íntegra.

Escudada por exímios músicos, a banda de apoio formada por Dustan Gallas (guitarrista e tecladista), DJ Marco, Lucas Martins (baixista) e Bruno Buarque (baterista) deixa a cantora à vontade, em entrega absoluta ao devoto público, composto por quatrocentas pessoas, que participa do espetáculo cantando cada um dos versos em uníssono durante toda apresentação.

Em síntese, Céu ao vivo, agrada, pois serve tanto para converter iniciados a sua música como também vale a apreciação dos já habituados. Passada a primeira década de bons serviços prestados Céu segue como uma das cantoras mais relevantes da música popular brasileira.       


(Site)


Tracklist:

1. Falta De Ar
2. Amor De Antigos
3. Contravento
4. Retrovisor
5. Grains De Beauté
6. Mil E Uma Noites De Amor
7. Cangote
8. Baile De Ilusão
9. Streets Bloom 10.
10 Contados
11. Malemolência Música Incidental: Mora Na Filosofia
12. Lenda
13. Concrete Jungle
14. Chegar Em Mim
15. Rainha


Ouça em: Deezer

segunda-feira, 2 de março de 2015
Avatar

Sia - 1000 Forms Of Fear

0 comentários

Gênero: Dance Pop / Pop / Rock / Jazz 
País: USA
Ano: 2014

Comentário: Reconheço que não conhecia muito da Sia até me encontrar com “1000 Forms Of Fear” e me encantar com o álbum e a artista pro detrás da criação. Mesmo já sendo uma artista que faz parte há algum tempo da cena pop estadunidense, Sia atuava mais como compositora para diversas artistas já aclamadas pelo público e crítica, participando até do último álbum da Beyoncé, na faixa “Pretty Hurts”. Ah, ela é a voz por detrás de “Titanium” do David Guetta.

Bem, como já demorei tempo demais para voltar com as resenhas não vamos nos alongar demais por aqui, vamos ao que importa. “Chandelier” abre o álbum com um dance pop ao estilo Sia. A faixa também foi, muito bem escolhida, aliás, para ser o primeiro single do álbum. Um vocal forte, um apelo dançante, um clipe inovador e estava criado um burburinho por detrás da figura da Sia. A música conta também com uma letra de certa forma grudenta, mas não enjoativa e muito bem inserida na estética do álbum, fazendo um par excelente com a faixa seguinte, até, “Big Grils Cry”, música crescente que explode no refrão e retorna ao estilo balada já explorado pelo pop, embora aqui vemos um controle do vocal que transmite muito bem o ideal do álbum.

Sou suspeito para falar da Sia. A forma que ela achou para divulgar seu álbum sem ser ela a personificação do mesmo me faz refletir demais sobre propriedade artística. É inegável que vem dela todo o processo criativo e esforço em trazer o “100 Forms Of Fear” à tona, mas o rosto que carregam o álbum não é o dela. Aliás, o que carrega o álbum é um corte de cabelo: o loiro e curto blondie bob, presente na apresentação de Lena Dunham (roteirista da ótima série “Girls”) no Late Night with Seth Meyers ou no próprio incrível clipe de “Chandelier” com a Maddie Ziegler, participante do Dance Moms.

Saindo da melancólia “Eye Of The Needle” caímos na animação de “Hostage”, que conta com a presença de algumas referências a um rock mais clássico. A faixa seguinte “Straight For The Knife” remete-me a um ar criado pela Lana Del Rey em seus álbuns, mas ainda assim não deixa de ser autoral, mesma que as comparações funcionem – é uma faixa lenta que carrega algo do dream pop orgulhosamente levantado pela Lana, mas que na sequência artística de “1000 Forms Of Fear” funciona muito bem.

“Free The Animal” é um sufocante grito de liberdade. É contagiante, extremamente sonora para o álbum, visceral, até. É sobre amores ferozes que decapitam e libertam – é sobre matar alguém com o seu amor e morrer por ele, se preciso ver, é mais uma das mil formas do medo; da fera que a Sia não faz questão nenhuma de exorcizar.

Quero me remeter por último a “Elastic Heart”, segundo single do álbum. Antes de tudo – tirem um tempo da vida de vocês para apertarem o play no vídeo dessa singela resenha e tirarem suas conclusões sobre o que a Sia é capaz de criar não só como compositora e cantora, mas, principalmente como artista. Até agora, para mim é a junção perfeita do ano de áudio e visual para a criação de uma imagética musical. A já citada Maddie e o Shia Labeouf (acho que ele dispensa apresentações, mas é o menino do “Transformers” que cresceu e virou o carinha de “Ninfomaníaca”) dançam a música em um balé contemporâneo que carrega os versos da canção em cada passo. O clipe resume a música, perfeitamente, assim como a música resume o álbum, é o ápice das mil formas de uma fera, de uma estética, do quanto um álbum pode machucar, curar e emocionar.

Sia não nos apresenta a sua figura nesse álbum, mas sim ao seu coração elástico e sua lâmina afiada – ela pode nos machucar e ser machucada, para ela não importa, tanto faz causar medo ou sentir medo. A nós cabe somente esperar se ela será a bela ou as nossas próprias feras. A forma ideal do medo somos nós que escolhemos.


Tracklist:
01. Chandelier
02. Big Girls Cry
03. Burn the Pages
04. Eye of the Needle
05. Hostage
06. Straight for the Knife
07. Fair Game
08. Elastic Heart
09. Free the Animal
10. Fire Meet Gasoline
11. Cellophane
12. Dressed in Black

Ouça: Spotify

domingo, 1 de março de 2015
Avatar

Fifty Shades of Grey - OST

0 comentários
Gênero: Jazz / Blues / Pop
País: EUA
Ano: 2015

Comentário: Se analisado de uma forma superficial, o filme conta sim uma sequência lógica dos fatos; muito embora, ao ler o livro, os fatos ficam mais lúcidos na historia, se comparados a Crepúsculo, por exemplo. É óbvio que dificilmente alguém assistirá ao filme sem sequer ter qualquer ideia sobre a historia. Terminei de ler recentemente o primeiro livro e reconheço que a escrita de E L James me irrita um pouco (principalmente nas partes de “deusa interior” e “inconsciente”). E quando penso que vim de uma escola erótica pautada nas obras de Anais Nin, percebo quão a autora precisa ainda amadurecer.

Comparo muito a trilogia de 50 tons à saga Crepúsculo. Sim, da saga, eu li 3 dos 4 livros e assisti a todos os filmes; por isso, quando digo que 50 Tons de Cinza nem de longe te faz querer ter um AVC nos primeiros 5 minutos de filme é porque sei do que estou falando! Contudo, é inegável a concepção clichê das inseguranças de um determinado tipo de mulher que se vê envolvida por um cara que igualmente se contrapõe no quesito qualidades e que faz a linha “podre de rico e problemático” e que te quer a qualquer custo. De qualquer forma, meu intuito nesse post não é a historia, pois cada um deve e pode tirar suas próprias conclusões.

Então, o que realmente foi relevante e me deixou estarrecida ao assistir o filme foi a trilha sonora. Não acompanhei as notícias pré-estreia do filme, logo, não sabia que o responsável pela OST seria o maravilhoso Danny Elfman. Claro, para quem está acostumada a uma versão dark ou deep de filmes que Danny costuma assinar a trilha sonora, eu jamais esperaria que seria ele em 50 tons e também não esperava a sequência maravilhosa de músicas.

Podemos sim afirmar que Danny foi muito feliz na escolha das músicas cuja sonoridade remetia a um clima erótico, possesso e/ou romântico. E, mais incrível que isto foi o fato de serem músicas atuais, de uma maneira geral, e que ainda houve espaço para formação clássica de Elfman. No entanto, a essência é erótica e acredito que não fui a única a se surpreender, por exemplo, com a versão de Crazy In Love tocada no filme, a qual foi direto para minha lista de músicas que superaram a versão original! Em suma, acredito que a trilha sonora acabou roubando a cena e, por vezes, até mesmo se sobrepondo às atuações. É uma sequência de músicas envolventes e lindas que devem ser escutadas independentes ao filme.

Site Oficial / Trailer

Tracklist:
01. Annie Lennox - I Put A Spell On You
02. Laura Welsh - Undiscovered
03. The Weeknd - Earned It (Fifty Shades Of Grey)
04. Jessie Ware - Meet Me In The Middle
05. Ellie Goulding - Love Me Like You Do
06. Beyonce - Haunted (Michael Diamond Remix)
07. Sia - Salted Wound
08. The Rolling Stones - Beast Of Burden (Remastered)
09. AWOLNATION - I'm On Fire
10. Beyonce - Crazy In Love (2014 Remix)
11. Frank Sinatra - Witchcraft (2000 Remaster)
12. Vaults - One Last Night
13. The Weeknd - Where You Belong
14. Skylar Grey - I Know You
15. Danny Elfman - Ana And Christian
16. Danny Elfman - Did That Hurt?

Ouça: Spotify

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Avatar

Henri Texie - Varech

2 comentários

Gênero
: Jazz
País: França
Ano: 1977

Comentário:
Henri Texie é um gênio, um musico que transforma suas notas no contrabaixo em poesia, sim, eu sei que isso é algo muito clichê de se dizer, mas é verdade pois seu disco, Varech, concretiza essa frase clichê, do melhor jeito possível.

Começando com “Les La-bas”, Henri já mostra todo seu domínio e  talento com o instrumento, com uma linha suave, mas que chega a ser dançante. A música ainda possui um canto que chega a ser alegre na medida em que se encaixa na musica.

“Terre-Basse” Possui uma das melhores melodias do disco, com Henri fazendo notas calmas, mas um tanto rápidas, fazendo uma dança com o som. Enquanto “Mr. Donald Creise” possui uma levada com mais pitada de jazz do que nas outras musicas.

“L’ultime Danse” termina o disco de maneira espetacular, com a melodia e o arranjo mais bonito do disco, casando flauta com gaita de fole. E mais uma vez a percussão aparece aqui de forma espetacular, dando uma atmosfera medieval para a musica. 

Tracklist:
1. Les La-bas
2. Quand Le Blues S’en Ira
3. L’elephant
4. Terre-Basse
5. Varech
6. Mr. Donald Creise
7. Angele
8. L’ecluse
9. L’ultime Danse

Ouça em:  Spotify
sábado, 27 de dezembro de 2014
Avatar

Somi - The Lagos Music Salon

4 comentários

Gênero: Vocal Jazz / Neo-Soul / World Music
País: EUA-Nigéria
Ano: 2014

Comentário: Eu não escutei muitas novidades neste ano, mas um pouco do que mais me cativou eu gostaria de compartilhar. Somi é americana e descedente de imigrantes ugandenses e ruandenses. Muito jovem, mudou-se com a família para a Zâmbia. Anos depois, retornou e graduou-se em Antropologia e Estudos Africanos na Universidade de Illinois. Seus primeiros discos já indicavam um certo interesse em fundir Jazz, Neo-Soul e música africana. Porém, somente após estar por um ano na região de Lagos na Nigéria, ela encontrou o ponto de equilíbrio ideial para sua mistura, autointitulada "New African Jazz".

O primeiro grande destaque do disco é a revisão da clássica "Lady" do Fela Kuti. Quando o piano começa, a bátida rápida e sincopada, guiada pela bateria, atinge seu clímax nas sessões rítmicas de Saxofone, comuns no trabalho de Fela, que evocam as letras originais (“She gon say / She gon say I be lady-o”). "Lady Revisited" é um poema-manifesto que, ao mesmo tempo, convida a dançar e a reconhecer a força da mulher africana.

Gravado tanto em Nova York quanto na Nigéria, o lançamento também conta com músicos americanos e africanos. Em "Ginger Me Slowly", as bátidas funk de Otis Brown III dão o toque misterioso necessário ao clima de sedução em que Somi convida um garoto a paquerá-la da forma mais gentil possível.

Em geral, eu não gosto de músicas pretensiosas, mas o saldo de "When Rivers Cry" é positivo. A música se inicia com um coral infantil cantando o nome dos países africanos, inesperadamente, dá um salto à música erudita e termina nas, desnecessárias porém afiadas, rimas do Common.

"Brown Round Things" conta a história das prostitutas, nela o pianista Toru Dodo se mantem simples para que os dois protagonistas brilhem. Primeiro a linda voz de Somi e, em segundo, o trombone de Ambrose Akinmusire, tido como um dos grandes nomes do Jazz comteporâneo.

Mas de todas as belas canções que figuram aqui, duas me tocam em especial, "Four African Women" e "Last Song". A primeira é uma adaptação do clássico "Four Women" da Nina Simone. Enquanto a original fala sobre a vida de quatro prostitutas, a adaptação, além de ter uma linha de baixo genial, fala sobre a vida de quatro mulheres africanas, sem medo de tocar em realidades cruéis da região ("Strong enough to carry on after genocide and all my family gone"). A outra canção que também me emociona começa como uma linda balada Soul, mas vai crescendo a medida que a percussão vai entrando e quebrando a melodia.

The Lagos Music Salon é um dos melhores lançamentos que eu pude colocar as mãos este ano, não tenho dúvida. Divirtam-se!

Tracklist:
01. First Kiss: Eko Oni Baje
02. Love Juju #1
03. Lady Revisited (feat. Angelique Kidjo)
04. Ankara Sundays
05. Ginger Me Slowly
06. When Rivers Cry (feat. Common)
07. Brown Round Things (feat. Ambrose Akinmusire)
08. The Story of Monkey
09. Akobi: First Born S(u)n
10. Two Dollar Day
11. Still Your Girl
12. Four.One.Nine
13. Love Nwantinti (feat. In His Image)
14. Four African Women
15. Hearts & Swag
16. Love Juju #2
17. Last Song
18. Shine Your Eye


Download: MEGA
segunda-feira, 3 de março de 2014
Avatar

Gregory Porter - Liquid Spirit

0 comentários

Gênero: Vocal Jazz / Soul / Gospel
País: EUA
Ano: 2013

Comentário: Quero deixar claro que pretendo terminar minha lista com os melhores do ano passado ainda em 2014. Sendo assim não há como não incluir a voz mais bela surgida dentro do Jazz nos últimos anos.

O ponto forte de Gregory é o enorme controle que ele possui sobre a própria voz, dono de uma sensibilidade ímpar. Logo na faixa de abertura, ele mostra a que veio. "No Love Dying" anda por uma linha tênue entre o Soul e o Jazz, evocando aquela antiga ideia do amor como uma escolha. "Liquid Spirit", por sua vez, fixa raízes na música Gospel com incessante bater de palmas culminando em um ótimo solo de piano.

Pode-se conferir as melancólicas baladas "Water Under Bridges", ganhadora de um versão rubato com seu tempo ligeiramente reduzido, e "Wolfcry" à lá Tony Bennett. Ambas são belos duetos entre Gregory e o pianista Chip Crawford. Minhas duas canções favoritas são "Hey, Laura", dona de um romantismo bastante triste e "Movin" que sugere algo na linha do Bill Withers, mas que Porter logo trata de acelerar com o saxofone de Yosuke Sato deixando tudo mais marcante. Liquid Spirit foi um passo enorme na carreira de Gregory Porter que eu considero imperdível.


Tracklist:
01. No Love Dying
02. Liquid Spirit
03. Lonesome Lover
04. Water Under Bridges
05. Hey Laura
06. Musical Genocide
07. Wolfcry
08. Free
09. Brown Grass
10. Wind Song
11. The In Crowd
12. Movin'
13. When Love Was King
14. I Fall In Love Too Easily
15. Time Is Ticking
16. Water Under Bridges (Rubato Version)


Download: MEGA
domingo, 19 de janeiro de 2014
Avatar

Robert Glasper Experiment - Black Radio 2 (Deluxe Edition)

0 comentários


Gênero: Neo Soul / Neo Jazz / Hip Hop / R&B
País: EUA
Ano: 2013

Comentário: Dando sequência à minha lista de melhores do ano passado, trago aqui um dos projetos mais interessantes que tive oportunidade de escutar nestes últimos tempos. Para quem não conhece, eu explico. Robert Glasper é um pianista de Jazz e dos bons. O objetivo de Robert neste projeto porém é mostrar que se pode fazer músicas originais, instigantes e belas sem desagradar o "Deus Mercado".

Para atingir sua meta, Robert Glasper conta com o apoio de uma moçada sempre muito talentosa. Enquanto o primeiro Black Radio contava com gente como Erykah Baduh e Mos Def, o segundo traz um pessoal como a musa do Neo Jazz Norah Jones, o competente rapper Common, o soulmen Anthony Hamilton e muitos outros.

Enquanto o primeiro Black Radio era mais experimental, trazendo alguns covers interessantes. O segundo acerta o pop em cheio e o efeito colateral, como era de se esperar, é o piano do Robert bem menos proeminente.

Primeiro grande destaque é "I Stand Alone" aonde a sinergia entre a voz do Patrick Stump do Fall Out Boy e o piano de Glasper impressiona com um refrão graciosamente colocado entre os versos matadores do Common. A performance sempre estonteante da Jill Scott marca presença em Calls, uma canção baseada na repetição, mas ainda assim muito bonita.

Minha favorita é Yet To Find aonde Anthony Hamilton mostra o razão dele ser um dos melhores cantores da atualidade, a influência da música Gospel é nítida e a interpretação do Hamilton dispensa comentários. A versão de Jesus Children do Stevie Wonder é quase tão comovente quanto a original. Mais um lançamento que não se pode deixar passar.

"Thank God we've still got musicians and thinkers whose obsession with excellence and whose hunger for greatness remind us that we should all be unsatisfied with mimicking the popular, rather than mining the fertile veins of creativity that God placed deep inside each of us."

P.S.: O formato dos arquivos não é MP3, mas sim, MPEG-4 (256 kbps).


Tracklist:
01. Baby Tonight (Black Radio 2 Theme / Mic Check 2)
02. I Stand Alone (feat. Common & Patrick Stump)
03. What Are We Doing (feat. Brandy)
04. Calls (feat. Jill Scott)
05. Worries (feat. Dwele)
06. Trust (feat. Marsha Ambrosius)
07. Yet To Find (feat. Anthony Hamilton)
08. You Own Me (feat. Faith Evans)
09. Let It Ride (feat. Norah Jones)
10. Persevere (feat. Snoop Dogg, Lupe Fiasco & Luke James)
11. Somebody Else (feat. Emeli Sandé)
12. Jesus Children (feat. Lalah Hathaway & Malcolm Jamal Warner)
13. Big Girl Body (feat. Eric Roberson)
14. You're My Everything (feat. Bilal & Jazmine Sullivan)
15. I Don't Even Care (feat. Macy Gray & Jean Grae)
16. Lovely Day
17. Trust (feat. Marsha Ambrosius & Common)


Download: MEGA
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Avatar

The Wolf of Wall Street OST

0 comentários

Gênero: Jazz / Blues / Rock / Pop / Soul / Rap / Latino
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: Martin Scorsese sempre capricha em suas seleções sonoras para seus filmes e o recém lançado O lobo de Wall Street não é diferente. Se em sua carreira Scorsese primou pela versatilidade de gêneros fílmicos (comédia, drama, musical, ação, aventura entre tantos outros), visualizamos aqui nesta trilha o reflexo desta qualidade.

Organizada por Randall Poster e Marty, as escolhas aqui primam em sua maioria pelo caráter clássico do cancioneiro americano. À começar temos um standard jazz "Mercy, Mercy, Mercy" cometido pelo saxofonista Cannonball Adderley. Na ala do jazz ainda temos pérolas garimpadas de Allen Toussaint, Ahmad Jamal e Eartha Kitt, na ótima "C'est si bon". A porção blues fica por conta das presenças de canções de Elmore James, Howlin' Wolf e Bo Didley que comparece com duas canções: "Pretty Thing" e "Road Runner". Joe Cuba e Jimmy Castor são responsáveis pela porção latina da trilha com as ótima "Bang! Bang!" e a hilária "Hey Leroy your mama is callin you" respectivamente. O rock, gênero onipresente de suas trilhas, dá o tom com o clássico de Billy Joel "Movin' out" e também clássica versão para o hino "Mrs. Robinson" cometida pelo saudoso Lemonheads. O blues country "Meth lab Zoso sticker", da promessa 7horse, é a prova de que o diretor está também de olho no que acontece na cena musical atual. A vertente pop é representada pelo pop experimental de Malcolm McLaren e a oitentista "Never say never" de Romeo Void. Vale ainda fazer menção a corretíssima versão para "Goldfinger" (tema de 007), realizada por Sharon Jones e seus Dap Kings, que surge ao vivo durante o filme na cena do casamento do personagem central Jordan Belfort, interpretado brilhantemente por Leonardo Dicaprio.

Por fim, a trilha em si já é digna de audição por si mesma, mas vale a pena o exercício de assistir ao filme que estréia oficialmente dia 24 de janeiro no Brasil, pois mais do que meramente colocar canções durante as cenas rodadas, Scorsese prima por escolhas nas quais música e cena dialogam abertamente. Sem contar que há outras surpresas sonoras tais como Foo Fighters, Devo e Cypress Hill. É ver para crer.

P.S. A escolha de "Black Skinhead", de Kanye West, como faixa amostra é o fato da mesma ter sido utilizada num dos trailers promocionais do filme e, além disso, é, indiretamente, um hino para a obra em si. A mesma está presente no link de download abaixo em versão ao vivo como bônus.    

Tracklist:

01. Mercy, Mercy, Mercy - Cannonball Adderley
02. Dust my brown - Elmore James
03. Bang! Bang! - Joe Cuba
04. Movin' out - Billy Joel
05. C'est si bon - Eartha Kitt
06. Goldfinger - Sharon Jones and the Dap-Kings
07. Pretty thing - Bo Didley
08. Moonlight in Vermont - Ahmad Jamal Trio
09. Smokestack Lightnin' - Howlin' Wolf    
10. Hey Leroy your mama is callin you - Jimmy Castor
11. Double Dutch - Malcolm McLaren
12. Never said Never - Romeo Void
13. Meth lab Zoso sticker - 7horse
14. Road Runner - Bo Didley
15. Mrs. Robinson - Lemonheads
16. Cast your fate to the wind - Allen Toussaint
17. Black Skinhead - Kanye West

Download: MEGA

sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Avatar

A Tribe Called Quest - Beats, Rhymes and Life

2 comentários

Gênero
: Hip Hop/ Jazz / Rap
País: Estados Unidos
Ano: 1996

Comentário: "Beats, rhymes and life" (Batidas, rimas e vida): Nunca um título de um álbum sintetizou tão bem a essência de algo tão grandioso quanto o 4º disco do A Tribe Called Quest.
Esta obra-prima da cultura hip hop traz à tona todos os elementos que o consagraram desde o clássico álbum de estréia "People's instictive travels and the paths of rhythm" (já resenhado por aqui): o uso de samples não convencionais a cena dos anos 90 (basicamente artistas da cena jazz como Anita Baker, Howard Roberts e Michal Urbaniak); a positividade e o otimismo nas letras, imprimindo, desta vez, uma certa seriedade ao caráter festeiro de discos anteriores, como se percebe em "Keeping it Moving" e "Mind power".
O tom de critica surge em "Phonny rappers", o cartão de visita do álbum, é um recado direto a pseudo rappers que surgiram na carona do grupo. Na mesma linha está "Stessed out" que versa sobre estar sob pressão contínua do sucesso e vontade de seguir adiante.    
Criado num período turbulento do trio, que quase culminou no fim do grupo, o A tribe Called Quest ainda seguiu em frente, produziu outro disco, o ótimo "The love movement", e encerrou as atividades de forma abrupta em 1998.
Passados 5 anos o trio de lá para cá vem realizando alguns esporádicos shows, mas 2013 será marcado pelo retorno em definitivo, pois além de uma turnê com um maior número de datas, um novo disco também não está descartado. Que assim o seja.        

Site Oficial / Myspace / Lastfm

Tracklist:

01 - Phony rappers
02 - Get a hold
03 - Motivators
04 - Jam
05 - Crew
06 - The pressure
07 - 1nce again
08 - Mind power
09 - The hop
10 - Keeping it moving
11 - Baby Phife's return
12 - Separate/Together
13 - What really goes on
14 - Word play
15 - Stressed out

Download: Mega

Faixa 1: Phony rappers

sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Avatar

Dorothy Ashby - The Jazz Harpist

2 comentários
Gênero: Jazz
País: Estados Unidos
Ano: 1957

Comentário: Dorothy Ashby foi uma importante e incrível compositora que popularizou o gênero “Jazz Harp”. Com suas habilidades, tanto na criação quanto na harpa, Dorothy conseguiu chamar a atenção e ganhar espaço na musica, tendo gravado discos com Stevie Wonder, Billy Preston, Sonny Cris, entre outros.

“The Jazz Harpist” é o primeiro disco de Dorothy, e nele já podemos ver seu grande talento com a harpa, criando melodias que casam perfeitamente com os outros instrumentos, sem roubar seus espaços, mas sem perder sua beleza. Claramente que a harpa é um instrumento que ganha maior destaque, afinal, não é todo dia que você ouve musicas que usam tal instrumento, mas Ashby faz dele mais que isso, aqui ele não é um mero instrumento incomum, ele se tornar um forte instrumento musical que passa todo um sentimentalismo de maneira brilhante e sensível.

O disco é de jazz, mas ele não se limita a isso, podemos ouvir claramente influencias de outros estilos, como na primeira musica “Thou Swell” onde a flauta de Frank Wess se faz presente e marca a musica dando um clima um tanto R&B para a canção. O disco possui ótimos momentos, como os sete minutos da musica “Dancing On The Ceiling”, onde a harpa se mostra mais forte e presente.

Sem duvida é um ótimo album, tanto para aprecia-lo em uma hora calma, tranquila, quanto para conhecer mais dessa grande artista e desse estilo pouco popular, mas que tem grande força e merece ser observado. 

Tracklist:
1. Thou Swell
2. Stella by Starlight
3. Dancing on the Ceiling
4. Aeolian Groove
5. Quietude
6. Spicy
7. Lamentation

Download: Mega / Solidfiles / Sendmyway
sábado, 31 de agosto de 2013
Avatar

Stevie Wonder - Innervisions

0 comentários

Gênero: Soul / Jazz
País: EUA
Ano: 1973

Comentário: Incrível como, quando fugiu do romantismo clichê, a música Soul produziu frutos ainda mais maravilhosos. Assim como Marvin Gaye em What's Going On, Stevie Wonder fez um clássico com pesadas críticas sociais e políticas a sociedade americana da época, falando sobre o racismo, as drogas, os aspectos violentos da vida urbana e a decadência do sonho americano.

O primeiro destaque do disco é Too High com seu baixo jazzístico e percussão suingada, onde Stevie Wonder já faz sua primeira crítica social, alertando sobre a epidemia se espalhava rapidamente na sociedade americana.

Living For The City é o ponto alto do disco, onde Stevie lança mão dos diversos tons que pode alcançar com sua bela voz e com interpretação brilhante nos conta, em ótimos oito minutos, um pouco da história da comunidade negra, relatando, dentre outras coisas, a dificuldade de se encontrar um emprego, pois a "cidade" não gosta das "pessoas de cor".

Terceira canção que eu gostaria de destacar é belíssima balada All In Love Is Fair, apesar de ficar devendo nos arranjos que poderiam ser mais intrincados, a interpretação é maravilhosa e as letras mais ainda, aprenda umas lições Justin Timberlake, dá pra ser romântico sem ser piegas.

Só pra concluir, Innervisions é um disco maravilhoso, com certeza um dos meus favoritos, mesmo as canções que eu não fiz uma menção especial são ótimas, você não deveria deixar de adicionar a sua coleção.

Tracklist:
01. Too High
02. Visions
03. Living For The City
04. Golden Lady
05. Higher Ground
06. Jesus Children Of America
07. All In Love Is Fair
08. Don't You Worry 'Bout A Thing
09. He's Misstra Know-It-All



Download: DepositFiles//PutLocker//Crocko//Bitshare
sábado, 24 de agosto de 2013
Avatar

Nina Simone - Silk & Soul

3 comentários

Gênero: Jazz / R&B / Soul / Blues / Gospel
País: EUA
Ano: 1967

Comentário: Atendendo aos pedidos da Ariel, eu decidi escrever sobre uma mulher que, além de magnífica pianista, cantora e compositora, acabou tornando-se um ícone da luta contra o racismo e o machismo.

Em sua carreira, Simone passeou por diversos gêneros musicais, em Silk & Soul não poderia ser de outra forma. Eu consigo dividir o disco em duas partes, uma parte "Silk", aveludada e doce. A segunda parte seria a "Soul", sensual e dançante. Claro que essa divisão não é natural e nem tão clara, foi só uma forma de facilitar a análise do disco, quando o assunto é Nina Simone, as coisas nunca são tão preto no branco.

A primeira parte é composta pelas belíssimas Turning Point, Cherish, The Look Of Love, Love O' Love e a autoral, Consummation. Em Turning Point, Nina conta a estória de uma pequena garota que não pode brincar com sua coleguinha de classe, pois sua mãe não aprova que ela se divirta com meninas com a pele "cor de chocolate". Apesar da pesada crítica social, a performance de Nina é tão estonteante a ponto de fazer parecer que a música é uma canção de ninar. Consummation é outra que vale destacar, baseada na obra de Sebastian Bach, o compositor favorito de Nina. É também o momento mais emotivo e aonde ela mostra toda a força de suas cordas vocais.

Da segunda parte, a versão de I Wish I Knew How It Would Feel To Be Free de Billy Taylor é um dos destaques com a emoção na voz de Nina crescendo conforme o andamento da canção se acelera. Já Some Say é um mergulho no melhor do Soul, com um trabalho lindo de percussão e nos metais.

Silk & Soul é só mais uma prova do quão versátil Nina Simone pode ser, do quanto ela se sente à vontade lutando ou amando, talvez as duas coisas nem estejam tão distantes, não sei. O que eu sei é que você não deveria deixar de conferir este pedaço da discografia impecável de Nina Simone.

"Calling me a jazz singer was a way of ignoring my musical background because I didn't fit into white ideas of what a black performer should be. It was a racist thing; 'If she's black she must be a jazz singer."


Tracklist:
01. It Be's That Way Sometimes
02. The Look Of Love
03. Go To Hell
04. Love O' Love
05. Cherish
06. I Wish I Knew How It Would Feel To Be Free
07. Turn Me On
08. Turning Point
09. Some Say
10. Consummation

Download: Crocko//PutLocker//Bitshare//DepositFiles
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Avatar

Porco na Cena #27 - Deus Nuvem

1 comentários

Aquela preguiça quotidiana que vem como bola-de-neve no domingo não foi suficiente pra me prender em casa. Com um grande show já bem divulgado neste dia, o Extreme Hate Festival em Pinheiros (com grandes bandas do Metal Extremo), o domingo prometia uma bela série de posts. Enfim, por algumas razões preferi subir um pouco mais em São Paulo para a Serralheria, na Lapa, que havia confirmado o show do carioca Deus Nuvem junto com o Elma. Como tive que ir embora antes da segunda banda tocar, o espaço aqui será exclusivo dessa banda torta de jazz psicodélico e música experimental.

Que inclusive já ganhou uma resenha aqui no Pignes quando do lançamento de seu debut, dá uma olhada lá.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Avatar

São Paulo Ska Jazz - São Paulo Ska Jazz

0 comentários

Gênero
: Ska/Jazz/Instrumental
País: Brasil
Ano: 2009

Comentário: Realmente incrível. Uma bela noite, de não sei qual dia da semana, uns amigos me convidaram para sair, meu pai então disse que aproveitaria a carona para ir à um show do festival de inverno de minha cidade, logo depois ele me buscaria. Foi então que ele me buscou e me mostrou um disco que ele havia comprado no show, disse que não resistiu, estava impressionado com o show e que eu tinha que ouvir o som daquela banda. Na programação do festival de inverno eles falavam sobre essa banda como um grupo de São Paulo que mistura a musica popular brasileira, o raggae, o rock, blues e outros diversos estilos e usam uma pegada de ska jazz nas musicas.

O CD é muito bom, os músicos, em geral, são muito bons, a maioria é bem jovem, mas são muito profissionais. A banda conta com Marcelo Calderazzo no baixo acústico e elétrico; Renato Guizelini na guitarra, no violão e no bandolim; Ramon Montagner na bateria; Thiago Sousa no piano e teclados; Valentino Menezes na percussão; Manu Falleiros no sax tenor, alto e barítono; Sergio Lyra no tenor, alto e flauta; Joao Lenhari no tompete e no fluegelhorn; Douglas “Tigrinho” no trombone.

Vou destacar um belíssimo cover que eles fizeram em homenagem ao grande Antônio Carlos Jobim. A nona musica do álbum é o “Samba de Uma Nota Só”, e vale dizer que foi muito bem gravada pela banda.

No mais, como um amigo disse, é uma ótima banda para deixar tocando durante um jantar à dois.

                                                Site Oficial / Myspace / Facebook

Tracklist:
1. São Paulo - 03:44
2. 220 - 02:45
3. Alta Frequencia - 03:13
4. Sombrinha - 02:54
5. Fim de Semana - 04:18
6. Estaçao da Luz - 01:49
7. Periferia - 03:21
8. Em algum lugar da America - 04:02
9. Samba de Uma Nota Só - 03:08
10. Skaião - 04:04
11. Rua Augusta - 04:40
12. A Torre - 04:59

Download: MEGA / 4shared / Mediafire

sábado, 8 de junho de 2013
Avatar

Paco de Lucia - Solo Quiero Caminar

0 comentários
Gênero: Tango / Jazz / Flamenco
País: Espanha
Ano: 1981

Comentário: Flamenco é um estilo muito peculiar e encantador, possui características do tango, da musica cigana, além de excelentes músicos que dominam a viola espanhola de um jeito espetacular.
E foi procurando saber mais sobre esse estilo que achei o Paco de Lucia, nome artístico de Francisco Sánchez Gomes. O cara é simplesmente um magico no violão, capaz de te levar ao paraíso através de sua mão rápida até suas melodias mais bonitas.

Confesso que nunca fui fã de guitarristas que usavam a rapidez a seu favor, como Yngwie Malmsteen, mas não é possível não se encantar com a rapidez que Paco de Lucia mostra, isso porque ela condiz perfeitamente com os outros instrumentos, criando uma sonoridade única e perfeita.
domingo, 25 de novembro de 2012
Avatar

Madvillain - Madvillainy

0 comentários
Gênero: Hip Hop/Jazz/Experimental
País: Inglaterra
Ano: 2004

Comentário: Daniel Dumile, DOOM, King Geedorah, Metal Face, Metal Fingers, Viktor Vaughn, Zev Love X, Madvillan ou apenas DOOM, escolha como você quer chamar este misterioso músico radicado em Londres.  Para evitar confusões, me referirei ao rapper apenas como DOOM durante a resenha.

Nascido em 1971, com ascendência africana, DOOM é mais um daqueles prolíficos gênios musicais inquietos e hiperativos, com quase 20 anos de carreira e projetos diversos, DOOM apresentou ao mundo uma nova forma de fazer hip hop, muito diferente daquela já tão conhecida e criticada no mainstream.  Assumindo a posição de um vilão, não como um politicamente incorreto Gangsta, mas como se tivesse vindo direto de uma história em quadrinhos, poucos conhecem a face que se esconde por trás da inseparável mascara de ferro utilizada a todo o momento por ele.

Porém, o hype em torno do personagem não vem de sua mascara ou de sua personalidade enigmática, e sim de toda sua qualidade musical que o coloca no patamar de um dos melhores rappers da atualidade (e não, isso não é exagero). Em Madvillain temos a união de DOOM (aqui ainda como MF DOOM) junto ao produtor Madlib, resultando no álbum mais conhecido e aclamado de sua carreira, e faz jus a isso, toda a delicada produção calcadíssima no Jazz, esbanjando experimentalismo, em rimas bem feitas e suas referências, a voz, o flow, é tudo encaixado de uma maneira incrivelmente bem cuidadosa, a cada ouvida se encontra um detalhezinho minimalista que torna o álbum cada vez mais incrível. Considero também Madvillain uma excelente porta de entrada para o hip hop aos mais preconceituosos, é de uma qualidade inegável, é jazz puro. Bom, não é atoa que o negão é reverenciado até por Thom Yorke e Johnny Greenwood (Radiohead), com quem já uniu forças para uma de suas inúmeras produções.

Facebook//LastFM

Tracklist:

1.The Illest Villains
2.Accordion
3.Meat Grinder
4.Bistro
5.Raid
6.America's Most Blunted
7.Sickfit
8.Rainbows
9.Curls
10.Do Not Fire!
11.Money Folder
12.Shadows Of Tomorrow"shadows Of Tomorrow
13.Operation Lifesaver Aka Mint Test
14.Figaro
15.Hardcore Hustle
16.Strange Ways
17.Fancy Clown
18.Eye
19.Supervillain Theme
20.All Caps
21.Great Day Today
22.Rhinestone Cowboy

BitShare//DepositFiles//Mega

sábado, 24 de novembro de 2012
Avatar

Deus Nuvem - Waving At Us, We've Provoked

0 comentários

Gênero: Rock psicodélico, experimental
País: Brasil
Ano: 2012

Comentário: E tornando periódicos meus discursos de ''não posto faz tempo, por falta de tempo'', desta vez trago um lançamento da Terra de Santa Cruz. Último dia do feriado prolongado, e finalmente um sol, ainda que tímido, dá as caras, chamando a galerinha sedentária pra brincar um pouco no playground. E também não evita que os nerds musicais corram atrás da boa música; a propósito, sendo uma banda carioca, faz a gente pensar no quão vasta é a cena da música de vanguarda do Rio de Janeiro - aqui mesmo vocês poderão conferir algumas resenhas de bandas relacionadas, como Chinese Cookie Poets. Desta vez representando o legítimo Rock psicodélico experimental, o Deus Nuvem faz uma bela incrementação com elementos de Fusion e World Music, com belas pitadas de Rock progressivo - e não poderia ser diferente numa banda que tem o mesmo espírito de Gentle Giant e King Crimson.

E logo na música de abertura de Waving at us, We've Provoked, essa influência se mostra latente: os breves dois minutos de Provoking mostra grande influência dos grupos britânicos de Prog Rock daquela era mais áurea do estilo, os idos anos 70.

O trio é formado por Leo M Pe nas guitarras, synths e no clarone (que não mostra seus aspectos graves neste álbum), Philip Moraes no baixo e Dagotta Cereno na bateria, mas conta também com a participação ampla de outros artistas e uma verdadeira orquestra é regida, com a participação de um saxofonista, um trombonista, uma percussionista (mostrando bem o lado World Music influenciado pela cultura africana) e um violoncelista; este último aparece em conjunto com o baixo melodioso em Death of the I e com o belíssimo conjunto formado pelo sax e pelo piano (enquanto o violoncelo se mantém em pizzicatadas). Day 2 é um brevíssimo instrumental, uma brincadeira com os sintetizadores, que apenas abre a passagem para as bases de piano, bateria um pouco mais enérgica de Red Sun Part I, e um amontoado de solos bem compostos na qual todos os instrumentos dão as caras, de forma e de outra - e é uma mistureba lindíssima de se ouvir! Me arrisco a dizer que toda a psicodelia que a banda queria passar em seu álbum está contida nessa faixa.

Essa amálgama de texturas e nuances no som do Deus Nuvem é o que torna a banda singular. O efeito proporcionado pelos metais cobertos com solos inspirados de guitarra e piano, auxiliados pelo conjunto etéreo formado pelo violoncelo e pelos sintetizadores (que aparecem mais mascarados) é uma constante que se mostra mais forte três últimas canções; Red Sun Part II é a continuação imediata de sua primeira parte, com uma intensidade diminuída, o que se mantém em Omniverse com melodias mais voltadas aos pianos, e encerrando de maneira branda um belíssimo lançamento do grande Deus Rinoceronte que invade os céus cariocas.



Tracklist:

1- Provoking
2- Death of the I
3- Triângulo
4- Day 2
5- Red Sun Part I
6- Red Sun Part II
7- Omniverse

Download: Mediafire // Depositfiles

quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Avatar

Charles Aznavour - Greatest Hits

1 comentários

Gênero: Chanson / Jazz
País: França
Ano: 2001

Comentário: Muitos dizem que Charles Aznavour é o Frank Sinatra francês. Eu, diferentemente, digo que Sinatra é o Aznavour norte-americano. Ele que já escreveu mais de mil canções em diversas línguas seja em inglês, francês, armênio, italiano, alemão ou mesmo português. Dono de clássicos absolutos como "She".

Eu o conheci quando uma de suas canções, Emmenez-moi, fez parte da trilha sonora de um filme franco-canadense, chamado C.R.A.Z.Y, muito bem recomendado inclusive. O pequeno grande homem, do alto de seus 1,60 de altura, possui uma presença de palco inacreditável e mostra que é o maior chansonnier francês ainda vivo.

Nesta postagem, eu trouxe alguns poucos dos inumeráveis sucessos deste senhor que é impressionante como letrista, mas absoluto como cantor. P.S.: Perdão pela resenha porca, mas é que estou um pouco sem tempo ultimamente


Tracklist:
01. Une Vie D'amour
02. Tu T'lasses Aller
03. Les Comediens
04. Mon Emouvant Amour
05. Je Ne Connais Que To
06. Allez Vai Marseille
07. Le Souvenir De Toi
08. Etre
09. Rien Moins Que T'aimer
10. Un Corps
11. J'en Deduis Que Je T'aime
12. Les Plaisirs Demodes
13. For Me... Formidable
14. Que C'est Triste Venise
15. La Boheme
16. Les Deux Guitares
17. Il Faut Savoir
18. Comme Ils Disent
19. CA Passe
20. Une Vie D'amour (Russian Version)

Download:
DepositFiles//ZippyShare//Turbobit
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Avatar

Gil Scott-Heron - Pieces of a Man

13 comentários
Gênero: Soul / Jazz
País: Estados Unidos
Ano: 1971

Comentário: "Você não vai poder vê-la do conforto de sua casa. Você não vai poder simplesmente sentar, relaxar e sintonizar. Você não vai poder se levantar pra buscar cerveja nos intervalos, porque a revolução não será televisionada.
A revolução não será televisionada. A revolução não será um oferecimento de Itaú, Casas Bahia, Skol ou Havaianas. Isso quer dizer que a revolução não será feita pra você, sem qualquer dedicação total, nem descerá redonda ou, muito menos, será usada por todo mundo.
A revolução não será televisionada. A revolução não será produzida pela Globo Filmes, nem estrelará Wagner Moura, Lázaro Ramos ou Aline Moraes. A revolução não te livrará das espinhas, não fará você parecer mais magra, nem eliminará doze tipos de problemas bucais. A revolução não vai acabar com seu tártaro ou mau hálito.
A revolução não terá cobertura completa do Jornal Nacional, e você não poderá conferir todos os seus detalhes logo mais, no Jornal da Globo. As participantes da revolução não posarão nuas, nem receberão propostas para revelar tudo no Superpop, com Luciana Gimenez. Não haverá interrogatórios jocosos e petulantes dos membros do CQC acerca da revolução, nem mesmo versões satíricas e sem sentido do Pânico na TV, porque a revolução não será televisionada.
Não haverá trinta e duas câmeras diferentes analisando cada detalhe dos lances polêmicos da revolução. Não haverá os comentários precisos de Arnaldo César Coelho, nem as constatações óbvias de Caio Ribeiro sobre a revolução, porque a revolução não será televisionada, irmão.
Ninguém mais se preocupará se o personagem do Caio Castro finalmente levará a quarta ou quinta mocinha da novela pra cama, se o filho da Jade é mesmo do Said ou se a Flávia Alessandra Robô tem sentimentos, porque todos estarão nas ruas procurando por dias menos obscuros. A revolução não será televisionada.
A revolução não será interrompida junto com a programação para o pronunciamento do Excelentíssimo Senhor Ministro da Saúde sobre uma nova epidemia de gripe aviária, equina ou caprina, porque a revolução não será televisionada. A revolução não terá reapresentações especiais quinta e domingo à noite. A revolução será ao vivo. E não será televisionada."
Aqui está uma pequena, singela e humilde adaptação, feita em exatos sete minutos, do poema de Gil Scott-Heron, The Revolution Will Not Be Televised, primeira faixa desse disco, sua masterpiece. Quem não conhece, deveria conhecer. Simples Assim.

Tracklist:
  1. "The Revolution Will Not Be Televised" - 2:59
  2. "Save the Children" - 4:55
  3. "Lady Day and John Coltrane" - 3:10
  4. "Home Is Where the Hatred Is" - 3:15
  5. "When You Are Who You Are" - 3:01
  6. "I Think I'll Call It Morning" - 3:45
  7. "Pieces of a Man" - 4:22
  8. "A Sign of the Ages" - 4:05
  9. "Or Down You Fall" - 3:08
  10. "The Needle's Eye" - 4:01
  11. "The Prisoner" - 8:39
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Avatar

Sivuca - Sivuca

1 comentários

Gênero: MPB, Baião
País: Brasil
Ano: 1974

Comentário: A vida tá complicadinha. E, pra dar uma breve explicação da minha ausência na semana passada (e servindo já de justificativa para eventuais faltas minhas aqui no Ignes Elevanium), acordar às 4:30 pra trabalhar em outra cidade não é pra qualquer um não. E pra aguentar essa rotina: música, café e mais música! Lembro de como eu procurei feito louco por este álbum do mestre Sivuca. Os links para download são escassos, e as resenhas pela Internet são totalmente nulas, algo imperdoável para um álbum tão bem feito. Gravado em 1974 para o mercado americano, Sivuca, que aqui mostra suas habilidades como multi-instrumentista ao assumir o acordeon, os teclados, o violão e alguns vocais, interpreta várias canções que representam bem a poderosa cultura brasileira.

Agora ignore por um momento o que eu disse ali em cima, afinal o álbum abre com um clássico da música americana, Ain't no Sunshine, que ganha uma roupagem bastante abrasileirada, a despeito da letra em inglês. Você Abusou, Adeus Maria Fulô e Inquietação mostram de forma bastante escancarada como o Jazz e a música brasileira podem fazer um belo prato de feijão com arroz; Tunnel, do outro mestre albino Hermeto Pascoal, é interpretada com maestria com belas flautas alternando entre os vocais scat de Sivuca e das duas cantoras que participaram do álbum- há poucas informações sobre ambas, e levando em conta o fato de cantarem em português e terem nomes estrangeiros, só gera dúvidas sobre sua participação.

Ponteio, clássico indiscutível de Edu Lobo, foi o que mais me chamou a atenção neste álbum: a interpretação de Sivuca está impecável, melodiosa, calcada no baião e totalmente instrumental. A interação entre a flauta e o piano é feita de forma ímpar. Então, o álbum segue com duas composições próprias do albino paraibano: Amor Verdadeiro, na qual o violão serve de base para que Sivuca mostre sua voz encorpada; e Lament of Berimbau, na qual um berimbau (jura???) e um violão se confundem entre si. É uma canção bastante agradável de se ouvir, com apenas os dois instrumentos se comunicando um com o outro. E fechando com chave de ouro, Sivuca executa um tema improvisado sobre uma base do baião, chamada Arrasta- Pé (sim, aquele mesmo arrasta- pé que seus pais, nascidos no Nordeste, dançavam agarradinhos). E com clima de baile e tudo! Afinal, vozes e passos são ouvidos ao fundo, terminando de forma animada esta excelente amálgama da música brasileira. Às vezes sinto pena dos estrangeiros por não terem uma cultura tão musicalmente rica quanto a nossa.

Site oficial//LastFM

Tracklist:

1- Ain't no Sunshine (Bill Withers)
2- Você Abusou (Antonio Carlos & Jocafi)
3- Tunnel (Hermeto Pascoal)
4- Ponteio (Capinan & Edu Lobo)
5- Rosa na Favela (Sergio Ricardo)
6- Adeus Maria Fulô (Sivuca & Humberto Teixeira)
7- Inquietação (Ary Barroso)
8- Amor Verdadeiro (Bandeira & Sivuca)
9- Lament of Berimbau (Sivuca)
10- Arrasta Pé (Folclore)

Download:

Mediafire//Depositfiles

Quem escreve e faz os uploads:

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.