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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
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Русичі - Щебетала пташечка

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Gênero: Folk-Pop-Rock /Experimental & Alternativo
País: Ucrânia
Ano: 2008

Comentário: Como a Ucrânia chamou atenção para si nos últimos meses, achei que poderia aproveitar o momento para trazer novamente o disco Shchebetala ptashechka (Щебетала пташечка /  A Birdie Twittered) que eu havia publicado anos atrás. Por seu som alegre e boas vibrações, é uma boa para tentar se livrar um pouco das tensões e ao mesmo tempo me mascarar, fazendo-me parecer que só estou preocupado com nossos colegas ucranianos e não tenho a menor intenção de lucrar com essa postagem. Brincadeiras à parte (até porque não ganhamos um centavo sequer), um dos principais motivos por eu indicar o som de Rusychi (Rusyczi / Русичі) é pelo valor mantido ao seu idioma natal, embora não vire totalmente as costas ao inglês, e por apresentar uma mistura entre elementos da cultura ucraniana — à começar pelo seu nome, uma derivação de "rusychies/rutheni", que faz referência aos eslavos orientais, antepassados dos russos, bielorrussos e, claro, dos ucranianos — com o de outras, flertando com reggae, rock alternativo, hip hop, ska e funk.

Acaba não dependendo muito de distorções elétrico-instrumentais, deixando o som extremamente agradável e alegre, dando espaço ainda para outras inserções como o country e até bossa nova/samba, mergulhados na própria atmosfera folk da banda. Rusychi não faz nada de complexo, ou muito estranho, mas sabe como trazer a música popular, do agrado dos mais exigentes e tradicionais, aos ouvidos mais modernos e que buscam fugir da mesmice.

Todos esses elementos são acompanhados por instrumentos como sopilka, ocarina, cane sopilka (todas flautas) e outras, das quais me nego a tentar identificar, e pela voz de Mila Mazur que, com seu vocal presencial, acrescenta muito à banda, merecendo atenção nas entonações e performances quando as músicas caiem em algum estilo diferente e depois voltam ao folclórico.

Destaco a faixa "Вербовая дощечка", uma das músicas que melhor representam o lado folk do disco, servindo de boa introdução. "Грушечка" segue o clima da anterior, porém mais alegre e "Ти до мене не ходи" é agitada, onde a flauta e a guitarra se encaram enquanto o vocal se esforça mais para aparecer. Como última indicação, "Калино-малино", que fecha o disco de forma funkeada, agora liderada pelo vocal masculino, ficando Mila com o backvocal.




Tracklist:
1. Вербовая дощечка
2. Грушечка
3. Мав я раз дівчиноньку
4. Щебетала пташечка
5. Ти казала (Підманула)
6. Ой за гаєм (фрагмент)
7. Мала конопельки
8. Стоїть дівча
9. Ти до мене не ходи
10. Калино-малино

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Shebetala ptashechka ("Bird twittered") from Rusychi on Myspace.
sábado, 9 de agosto de 2014
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Brown Bird - Fits Of Reason

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Gênero: Folk / Indie Rock / Gypsy Music
País: EUA
Ano: 2013

Comentário: Se pudesse eu resumir o "Fits Of Reason" álbum de MorganEve Swain e Dave Lamb, que na época formavam o Brown Bird teria que recorrer a teorias de filosofia da linguagem advindas de Wittgenstein, mas ficarei mesmo com o adjetivo idiossincrático, resume bem esse trabalho.

Esse álbum, ao que tudo indica, é o último sopro do trabalho de Dave Lamb, morto por conta de uma leucemia no dia cinco de abril desse ano, morte bastante lamentável, já que assim que ouvi o trabalho do Lamb em "Fits Of Reason" e li um pouco do que o cara fazia passei a admirar consideravelmente o Brown Bird.

Sem longos rodeios, vamos ao álbum: como já disse idiossincrático ao extremo. A banda apresenta as cordas bem marcadas da Morgan em várias canções, vale citar aqui a introdução de "Barren Lakes". Aliás ao lado de Lamb no Brown Bird, Morgan, cujo principal instrumento é o violino, expandiu-se para tocar violoncelo, contrabaixo, viola e baixo elétrico. Tudo isso para seguir o propósito da banda - explorar e extrapolar limites de gêneros musicais. Por conta disso que se vê tantas referências na sonoridade do álbum: ritmo advindo do Médio Oriente, Psych-rock dos anos 60 e 70, pós-metal, música cigana, música latina  e por esse trilho segue. Por conta dessas referências todas é difícil ver associação do duo com o típico folk americano, mas a presença estadunidense está lá sim, mas escondida por detrás de cordas e tambores do oriente médio e da música cigana, pode ser citada aqui "Bow for Blade", que me parece, de fato, com um bom folk americano - e esse cantado pela Morgan.

Algo que marca bastante o grupo é a forma que eles aparentam ser mais do que um duo, isso porque o Lamb além de cantar também toca percussão com os pés - o que é uma grande vantagem e ganho na sonoridade complexa e misturada da banda, além de que o vocal dele é muito bem encaixado em todos os ritmos que os dão subsídio; a voz dele molda-se sem esforço a cada um desses gêneros que apresentam.

Ultimamente é um dos álbuns que eu tenho ouvido bastante e sem me cansar porque a cada novo play você não sabe o que o espera, as referências são inúmeras - tal qual a capa do álbum. Pois bem, no encaixe da razão, o pássaro marrom soube como manter suas asas bem fortes para voar por todo um universo musical e apresentar, coerentemente, um álbum inovador, marcante e intrigante. Vida longa a idiossincrasia wittgensteiniana em forma de música!



Tracklist:
01. Seven Hells
02. Nine Eyes
03. Bow For Blade
04. Barren Lakes
05. The Messenger
06. Iblis
07. Wayward Daughter
08. Hitchens
09. Abednego
10. Threads Of Measure
11. Caves

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quinta-feira, 3 de julho de 2014
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Josh Ritter – The Animal Years

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Gênero: Folk / Country / Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2006

Comentário: "The Animal Years", do Josh Ritter, cantor e compositor estadunidense nascido em Idaho, um dos 50 estados localizados na Região dos Estados das Montanhas Rochosas, chega a mim meio que para preencher uma necessidade recente de ouvir, com empolgação de devorar, até, mais e mais do folk/country feito recentemente nos Estados Unidos.

Interpreto aqui essa necessidade como cultural, já que me sinto cada vez mais ligado com esse pedaço tão tradicional e dúbio de um país tão autocentrado que cada vez mais exporta uma música e mais profundo ainda, uma visão artística e cultural de si mesmo que não condiz muito com esse som tradicional que vai se adaptando para poder agradar e se fazer ainda presente. Não tenho nada contra essa adaptação de um pedaço tao rico de um país para que ela ainda exista, acho até importante. Anteriormente apresentei aqui o Carolina Chocolate Drops, banda a qual mantêm acessa uma tradição outrora esquecida e incorpora essa sonoridade em canções contemporâneas, até E de certa forma o Josh ainda faz isso, mas flertando com o contemporâneo de uma forma diferenciada: inserindo elementos novos em sua tradição – mudando um pouco a roupagem para ainda se fazer presente.

"Girl in The War" abre o álbum com umas cordas bastante tradicionais e a voz do Josh segue ao estilo dos gêneros, é suave, mas marca, se faz muito bem ouvida. Mesmo vendo elementos tradicionais dos gêneros que Ritter carrega julgo que a faixa está no álbum mais para "quebrar o gelo" e poder, de fato, introduzir o melhor do estilo do cara, que vejo estar presente aqui em "Lilian, Egypt". Cordas rápidas, batida corrida, voz um bocado mais estridente, um ar country permeando tudo e taqueparel, uma vibe muito da boa. Tradicionalzão, mas de certa forma reinventado, com algo de rebelde e descompromissado na sonoridade. Pra mim, de longe, uma das melhores do álbum.

Na faixa anterior, “Monster Ballads”, vínhamos uma balada tipicamente country. Um ritmo lento e uma batida bem ritmada, com umas cordas elevando-se aos poucos, boa faixa, mas nada de tão inovadora perto de “Lilian, Egypt”. Aliás, essas duas faixas já citadas, mais a seguinte “Idaho” compõe muito bem a melhor passagem do álbum. “Idaho” é composta, basicamente somente com a voz do Ritter, voz essa que mostra toda sua potência e diferenciação, toda sua entrega ao cantar sobre o seu estado, ouvimos somente bem de relance o que provavelmente parece ser um violão solitário seguindo os passos do Ritter em uma canção com uma letra tão bonita e tão entregue quanto a interpretação. A faixa tem um tom low-fi, parece meio experimental, uma puta duma faixa pra um álbum que, inicialmente, se mostra tão “certinho”.

“In The Dark” coloca o álbum de volta aos seus eixos com mais uma baladinha, calma e tranquila, na medida certa, não é excepcional não. “One More Mouth” volta ao experimentalismo, com uma distorção na voz do Ritter, mas novamente aqui temos uma calmaria, mas confesso que me entreguei pra essa faixa de tão bonitinha que ela é, tão delicada, mas inovadora dentro do contexto do álbum.

O álbum ganha um tom mais sombrio em “Thin Blue Flame”, que ameaça até a começar como as outras faixas, mas no meio já ganha um vocal quase falado e um piano bastante do agressivo, que aos poucos vai crescendo junto com a batida e o vocal se tornando cada vez mais rápido e mais cuspido. E essa faixa é foda, tem um tom meio maligno e sombrio que descombina com o álbum, mas depois retorna ao que era, com uma letra tão densa quanto a canção. Sério, ouçam, a faixa deveria ser a escolhida para encerrar o álbum de tão arrebatadora, se encaixaria muito melhor do que “Here At The Rigth Time”




Tracklist:
01. Girl in the War
02. Wolves
03. Monster Ballads
04. Lillian, Egypt
05. Idaho
06. In the Dark
07. One More Mouth
08. Good Man
09. Best for the Best
10. Thin Blue Flame
11. Here at the Right Time

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quarta-feira, 18 de junho de 2014
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Jesper Munk – For In My Way It Lies

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Gênero: Indie Rock / Blues / Soul / Folk
País: Alemanha
Ano: 2013

Comentário: Graças ao Spotify (muitos obrigados a chegada desse aplicativo no Brasil, aliás) que conheci o Jesper Munk. Garoto nascido em 92, de Munique, na Alemanha, que apesar da pouca idade, já demonstra uma maturidade imensa em suas composições e sonoridade.

Logo em “Hungry For Love”, já vemos a raiz indie rock do álbum vir a tona. Uma guitarra muito bem marcada, o vocal semi-rasgado de Munk, um típico tom de rebeldia e descontrole na proporção certa e uma letra, de certa forma, visceralmente animalesca; fome de amor, por amor – uma boa letra em uma sonoridade quase agressiva, uma aglutinação perfeita para o estilo de Munk.

O garoto recorre muito ao blues também, só para exemplificar, citarei aqui, “Lady River Song”. Se na faixa anterior Jesper demonstra toda sua agressividade, nessa vemos uma entrega total da extensão de sua voz em comunhão com um puta instrumental. Fazendo coro com “Lady River Song” temos “Drunk on You”, de certa forma assemelha-se a uma baladinha com reminiscências de blues/folk (tal qual “You Won't See Me Go”, mesmo que essa carregue algo mais swingado.) e “Blue Shadows”, última faixa do álbum, na sequência de “Lady River Song” que se utiliza muito bem da guitarra, baixo e vocal, uma tríade de quase suprema excelência para encerrar o álbum.

Uma curiosidade sobre o “For in My Way It Lies”, o título do álbum fora retirado da primeira cena do terceiro ato de Macbeth, de Shakespeare, tentei fazer algumas associações do álbum com a tragédia shakespeariana, suas significações e personagens e talvez acha alguma semelhança entre esse amor e poder e o amor ao poder. É que no álbum de Jesper vemos um lado mais velado, um caminho que deve ser percorrido, de mentiras, ilusões e amores, bem não sei, mas fica como devaneio semi-filosófico por aqui.

Voltando ao álbum, ele tem faixas muito boas “Timeless Throne” evoca uma áurea soul para a sonoridade de Munk, enquanto “Blood or Redwine” tem algo de folk rock em sua essência – o álbum é bem heterogêneo, mas todos os ritmos impregnados nas canções conversam muito bem entre si, tornando o trabalho do Jesper Munk bastante diversificado, mas, de certa forma, homogêneo; com continuidade.

A introdução de “John's a Man” é simplesmente fantástica! Uma gaita muito da foda com uma distorção na voz do Jesper e uma guitarra ritmada por trás de tudo, marcando muito bem a faixa – dando uma inovação incrível ao álbum, fazendo-o ir para uma trilha inexplorada e inesperada; faixa muito boa, curta, mas totalmente coerente para flertar com esse universo de experimentações.

Pois bem, é um trabalho muito bom para um garoto tão novo. Ficarei de olho em seus próximos trabalhos, tendo em vista que, já em seu debut Jesper Munk conseguiu me impressionar e me prender vários e vários dias no caminho que escolheu percorrer.




Tracklist:
01. Seventh street
02. Hungry for love
03. The everlasting good
04. You won’t see me go
05. John’s a man
06. I love you
07. Our little boathouse
08. Drunk on you
09. Timeless throne
10. Blood or red wine
11. Lady river song
12. Blue shadows

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sexta-feira, 2 de maio de 2014
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Carolina Chocolate Drops – Genuine Negro Jig

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Gênero: (Prehistoric) Country / Folk / Blues
País: EUA
Ano: 2010

Comentário: Existe uma jornada a ser percorrida até que esse álbum venha de encontro a mim, pois bem, vamos a um pequeno resumo dela: estava eu deitado em minha cama, me preparando para dormir quando lembrei que queria ouvir a nova música do Manson que saiu como abertura de uma nova série (Salem, a qual eu já estou vendo apaixonado porque amo essa estética esotérica e etc). Fui pesquisar descobri a série e a música em uma abertura totalmente foda e um blues/folk por detrás daquela canção que eu achei foda.

Pois bem, fui dormir e no dia seguinte, ainda impressionado e sabendo o quanto eu gosto da estética envolvendo as bruxas de Nova Orleans e Salem, fui atrás do som dessas mesmas áreas, ou seja, joguei no Spotify a palavra “witches” porque sou adepto de que a internet pode me dar as coisas que eu quero com pesquisas óbvias, e oh, eu não me enganei! Achei uma playlist foda (Witches and snakes: southern gothic, mountain music) que estou ouvindo compulsivamente até que, aleatoriamente, “Trampled Rose” veio até mim e eu fiquei extasiado.

Ok, vamos falar um pouco da banda, “Carolina Chocolate Drops” é uma banda de Durham, Carolina dos Norte, uma das últimas remanescentes das ditas cordas afro-americanas que fazem, como eles mesmos dizem e o que também pode ser lido em vários releases, um “prehistoric country rock” unindo músicas mais tradicionais da raiz country com músicas atuais seguindo essa estética country de raiz e puta que o pariu, me desculpem o palavrão, o álbum é de 2010 e cada faixa que eu ouço dele me sinto nos brejos e pântanos da Louisiana! E eu simplesmente, até agora, não consegui parar de ouvir o álbum.

Atentando-me ao álbum o que posso destacar da sonoridade do “Carolina Chocolate Drops” é o banjo muito bem marcado e ritmado por entre as faixas que junto com a gaiva dá aquela combinação perfeita do country de raiz que já fora diversas vezes citado por essa resenha, é que eu não consigo não falar dessa sonoridade, que pode não ser original, mas convenhamos, no auge do século XXI, em uma era de sintetizadores e bases eletrônicas ver um resgate dessa forma, com essa forma, da música negra é ULTRA FODALIZANTE – mais uma vez perdão pelo palavrão.

Destaco aqui as canções que mais me prendem no álbum em questão: “Trampled Rose”, essencialmente pelo seu belo vocal, foi a que primeira, de fato me prendeu e “Hit 'Em Up Style”, conhecida pelo grande público na voz de Blu Cantrell, sucesso das paradas em 2010. Para falar do lado totalmente de raiz do álbum podemos exemplificar com “Cornbread and Butterbeans” que tem basicamente todos os elementos de uma boa música pantanosa. Atenção também para a introdução de “Snowden's Jig (Genuine Negro Jig)”, puta cello foda e o vocal de “Why Don't You Do Right?”.

Enfim, basicamente é isso, acho que gradativamente vou mergulhando de cabeça nesse universo soturno e complicado do folk de raiz, do blues, da boa e tradicional música estadunidense de origem negra que aos poucos vai perdendo espaço para os ritmos que se originaram dela, nada contra, nunca, mas acho que também temos saber de apreciar esse antigo repaginado, a música de resistência que em meio a toda uma modernidade ainda consegue emocionar com um banjo, um violoncelo e uma gaita!




Tracklist:
1.Peace Behind the Bridge
2.Trouble in Your Mind
3.Your Baby Ain't Sweet Like Mine
4.Hit 'Em Up Style
5.Cornbread and Butterbeans
6.Snowden's Jig (Genuine Negro Jig)
7.Why Don't You Do Right?
8.Cindy Gal
9.Kissin' and Cussin'
10.Sandy Boys
11.Reynadine
12.Trampled Rose

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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
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James Iha - Let It Come Down

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Gênero: Indie Pop/Folk Rock
País: Estados Unidos
Ano: 1998

Comentário: Pra compensar o tanto de postagem black metal satânico do mal que rolou nos últimos dias (como se eu não gostasse dessas maravilhas blasfêmicas também), trago hoje pra vocês um álbum bem mais relax e bonito, o fantástico "Let it Come Down" do James Iha.

Yoshinobu Iha (nome real do caboclo) nasceu em Chicago, Illinois, em 26 de março de 1968 e é mundialmente conhecido por ter sido membro fundador e guitarrista da formação clássica de uma das bandas mais significativas dos anos 90, o Smashing Pumpkins. Alem de  ser guitarrista do "A Perfect Circle".

"Let it come down" é seu primeiro trabalho solo, lançado em 1998 quando o japa ainda fazia parte do Smashing Pumpkins, e o que ouvimos aqui é um pop rock que flerta a todo momento com o folk e que difere totalmente do som que ele fazia em sua banda. O resultado disso é um álbum bem agradável, com ótimas melodias e muito “pra cima”.

Destaco as musicas “Be Strong Now”, “Sound of Love” e a linda “No One’s Gonna Hurt You” que fecha de forma maravilhosa esse CD.

A despeito de ser mais conhecido como guitarrista, devo dizer que seu vocal não compromete em nenhum momento o trabalho. Apesar de pouco variada, sua voz é terna e afinada, o que combina perfeitamente com o clima e as musicas do álbum.

Pra ouvir a qualquer hora do dia e relaxar.



Tracklist:

01 - Be Strong Now
02 - Sound of Love
03 - Beauty
04 - See the Sun
05 - Country Girl
06 - Jealousy
07 - Lover, Lover
08 - Silver String
09 - Winter
10 - One and Two
11 - No One's Gonna Hurt You


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domingo, 28 de julho de 2013
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Milla (Jovovich) - The Divine Comedy

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Gênero: Folk rock/ Folk pop/ Art pop/ Alternative
País: Ucrânia/EUA
Ano: 1994

Comentário: Não sou nenhum fã, embora não negue que a beleza de Milla Jovovich e sua posição no cinema e no mundo da moda — que eu não entendo bulhufas — mereçam certo reconhecimento. Tanto é que sua música é que me chamou mais atenção, pois concentra certa originalidade e um tipo de “sutil ousadia”. Não é música insossa feita por alguém que poderia pagar para ser ouvida (e ela pode pagar), mas é um folk rock bem gostoso, mas também pop, mas também vai um pouco mais além disso. Por isso está indiscutivelmente mais para “Return to the Blue Lagoon” do que para “Resident Evil” (a não ser que você ouça sua participação em “REV 22:20”, ou "The Mission", ambas do Puscifer), mas possui suas peculiaridades, não sendo aquela eterna espera por socorro de Sessão da Tarde. Abaixando os níveis de testosterona, posso dizer que tem doçura, leveza, faixas dançantes e outras vezes reflexivas, mas não beirando o piegas e o tédio, contudo, não se engane quando falo em “peculiaridades”, pois de forma alguma existe uma super referência a Leeloo de “The Fifth Element”... ou pouco, talvez, nos pequenos e sutis detalhes... mas se busca algo a mais, quem sabe com “PlasticHas Memory”, único disco da banda de mesmo nome que Milla formou em 1999 e que segue uma linha mais tortuosa como a feita por bandas como Portishead, por exemplo, você possa se satisfazer melhor (ouça "On The Hill" e também "Left & Right (Live)").

Somado a letras sinceras escritas quando tinha apenas 15 anos — com exceção de “In a Glabe”, uma música folclórica ucraniana que ela regravou —, uma belíssima arte como encarte e a óbvia referência ao poema de Dante Alighieri, o instrumental é apenas mais um dos pontos que abrilhantam o disco: As performances vocais apresentadas em The Divine Comedy reforçam e eliminam o preconceito de que Jovovich seria “carregada” por uma boa banda, por uma boa produção impecável. Ela manda muito bem, o que às vezes me remete a comparações com Alanis Morissette em certos trechos, enquanto que a melodia e toda instrumentação mantém as músicas num clima a la Tori Amos. E pode ser que tenha exagerado na Alanis, mas existe uma grande simpatia com uma aparente influência entre um misto de Tori Amos, Kate Rush (mas tirem “Wuthering Heights” da cabeça) e até Cocteau Twins, que seria o diferencial do disco.

Vai muito além de um disquinho pop feito por uma atriz famosa e naturalizada americana, que inclusive não deixa esse lado "pop-americano" oculto, pois é o lado ucraniano, unido à influências britânicas que o envolve todo o álbum.

E se existe interesse, Jovovich tem ainda composições e participações em trilhas de alguns filmes, como por exemplo com “Rocket Collecting“, composta ao lado de Danny Lohner (ex- Nine Inch Nails e A Perfect Circle — ambas também presentes na trilha sonora) para o filme “Underworld” de 2003.



Tracklist:
  1. The Alien Song — 4:45
  2. Gentleman Who Fell — 4:39
  3. It’s Your Life — 3:45
  4. Reaching From Nowhere — 4:10
  5. Charlie — 4:10
  6. Ruby Lane — 4:36
  7. Bang Your Head — 3:23
  8. Clock — 4:15
  9. Don’t Fade Away — 5:43
  10. You Did It All Before — 3:58
  11. In a Glade — 2:27

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quarta-feira, 5 de junho de 2013
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Calexico - Spiritoso

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Gênero: Folk, musica popular mexicana, indie rock.
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: Definir fronteiras não é fácil. Claro que eu não estou falando das linhas imaginárias que cortam os territórios. Fazer isso é "fácil". Os interesses políticos falam mais alto e não se levam fatores externos em conta. Agora, dividir algo pela realidade não é tão fácil. Um bom exemplo é a fronteira entre o México e os Estados Unidos. Uma dificuldade está na nossa boa e velha música. Hoje, depois de mais de um século de separação, não é tão trabalhoso diferenciar a música do sul dos eua e do México. Obviamente um fala espanhol e o outro inglês, na maior parte do tempo. Ainda assim, não é complicado perceber as similaridades sonoras.

Os instrumentos se repetem, as harmonias, as escalas, os arranjos e até mesmo o conteúdo das letras. É uma zona que ainda hoje continua produzindo muita coisa em conjunto ou se influenciando mutuamente. É desse cenário que surge a banda Calexico, que leva o nome de uma cidade de fronteira. O grupo surgiu no longínquo ano de 1996 - sim, já são quase 20 anos atrás! - e continua na ativa até hoje.

O trabalho deles mistura, justamente, dois gêneros que já são naturalmente próximos e ainda põe um pouco de indie rock - seja lá o que exatamente for indie rock - pra parada ficar com um som bem próprio. Tem música instrumental, cantada em espanhol, em inglês e um pouco de tudo mais.


quarta-feira, 5 de setembro de 2012
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Of Monsters And Men - My Head Is An Animal

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Gênero: Indie Folk, Indie Pop, Indie Rock
País: Islândia
Ano: 2012

Comentário: A Islândia, um pequeno país gelado localizado nos confins do Europa, lar de grandes nomes da música como Björk e Sigur Rós, agora nos presenteia com o Indie Folk do Of Monsters And Men. A Banda é relativamente nova, formada em 2010, logo em seu primeiro ano ganharam uma competição de bandas em sua terra natal. Em 2011 lançaram seu primeiro EP, Into The Woods, e seu primeiro disco, que atraiu muita atenção com o mega hit "Little Talks", a banda assinou com uma grande gravadora e relançou seu disco mundialmente esse ano, alcançando o sexto lugar da Billboard em sua estreia. A versão lançada esse ano difere um pouco da versão Islandesa do disco.

My Head Is An Animal abre com "Dirty Paws" (música de onde foi retirado o título do disco) um folk rock descompromissado e agradável, começando de forma intimista até se tornar grandiosa, uma ótima escolha para faixa de abertura. O disco segue com canções lindas e fantásticas como "King And Lionheart" e "Mountain Sound", mas nada se compara aquela que trouxe reconhecimento a banda, a dançante "Little Talks" já nasce um clássico e certamente figurará nas listas de "músicas do ano" junto com seu belissimo videoclipe. My Head Is An Animal ainda traz grandes músicas como "Six Weeks", "Your Bones", "Lake House" e a calminha "Love Love Love".

Tracklist:
1. Dirty Paws
2. King And Lionheart
3. Mountain Sound
4. Slow And Steady
5. From Finner
6. Little Talks
7. Six Weeks
8. Love Love Love
9. Your Bones
10. Sloom
11. Lakehouse
12. Yellow Light

FreakShare // ZippyShare // RapidGator

sexta-feira, 22 de junho de 2012
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Red House Painters - Ocean Beach

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Gênero: Alternative Rock/Slowcore
País: Estados Unidos
Ano Lançamento: 1995


Comentário: Mark Kozelek comanda o Red House Painters, banda fundamental do rock alternativo americano na década passada. Desde "Down Colorful Hill", a poderosa estréia em 1992, já estava claro que o Red House Painters era Mark Kozelek. Mas só em "Ocean Beach" (4AD, 1995) foi possível chamar a banda de projeto solo sem medo de errar. O álbum foi o ponto de nascimento de todos os elementos que caracterizariam o trabalho de Kozelek dali em diante, incluindo os elementos literais.Cabezon, a ensolarada faixa instrumental que abre o disco, poderia até ter assustado os fãs numa primeira audição, mas a sequência se mantém honrando o termo slowcore, inventado para acomodar a tristeza de Kozelek. A única canção que mantém o upbeat da abertura é a hipnotizante San Geronimo, quase agressiva para os termos do RHP, um ponto claro para enxergar a maturidade que o álbum representa. O foco mais acústico de "Ocean Beach" reserva os outros momentos brilhantes: Over My Head (o último respiro do Red House Painters como banda) e a desconcertante Drop, que fecha o disco abusando de sinceridade ao falar sobre um relacionamento fracassado.Alguém disse, em algum lugar, que a música de Kozelek mantém as rosas e os espinhos inseparáveis. E se esse cara quer provar que beleza e tristeza são naturalmente equivalentes, "Ocean Beach" é, até hoje, o seu melhor argumento. Review retirado do Indie Nation. Ótimo álbum, banda bem interessante, som ótimo pra relaxar, com músicas tristes mas não muito deprimentes. Vale muito a pena o download


Tracklist

01 - Cabezon
02 - Summer Dress
03 - San Geronimo
04 - Shadows
05 - Over My Head
06 - Red Carpet
07 - Brockwell Park
08 - Moments
09 - Drop / Brockwell Park, Part 2

BayFiles//DepositFiles//ZippyShare//MirrorCreator
terça-feira, 29 de maio de 2012
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The Head And The Heart - The Head And The Heart

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Gênero: Indie Folk/Folk Rock/Indie Pop
País: EUA
Ano: 2010

Comentário: Apesar dos seis amigos de Seattle terem logo assinado com uma gravadora, mostraram que sabem muito bem como ser independentes ao lançarem esse álbum e venderem mais de 10 mil cópias de mão em mão em shows e a lojas do gênero; sem falar é claro da terceira, décima quarta e décima oitava colocações na Billboard (2011-2012) como Álbum de Folk Rock, Álbum Independente e Álbum Alternativo, respectivamente, após a remasterização do release pela Sub Pop Records.
No entanto, essa versão é a antiga, até porque, postar a nova acabaria com todo o lado indie da coisa. Mentira, eu só não consegui achar pra baixar.
 O vocal alternado entre o trio Charity Rose Thielen, Josiah Johnson e Jonathan Russell da o ar folk do disco, seguidos pela forte percussão (Charity, Josiah, Jonathan e Tyler Williams), algumas notas no violão (Josiah e Jonathan) e no baixo (Chris Zasche), outras mais trabalhadas no violino (Charity), e o toque final no piano (Kenny Hensley); trazem à banda um charme caseiro singular, difícil de se encontrar. Acreditem, eu procurei.
 Apesar das letras simples, as canções acabam grudando e quando você menos esperar estará cantarolando-as, vide Cats And Dogs, Sounds Like Hallelujah e Heaven Go Easy On Me. Down In The Valley, Rivers And Roads e Lost In My Mind também são um tanto quanto viciantes, mas por serem mais complexas não trarão à tona (só) o refrão. Já Coeur D'Alene e Ghosts mostram um pouco do lado indie pop do grupo, tendo um ritmo mais dançante e animado.



Tracklist:
1. "Cats And Dogs" - 1:55
2. "Coeur D'Alene" - 4:21
3. "Ghosts" - 4:18
4. "Down In The Valley" - 5:03
5. "Rivers And Roads" - 4:44
6. "Honey Come Home" - 3:21
7. "Lost In My Mind" - 4:19
8. "Winter Song" - 2:43
9. "Sounds Like Hallelujah" - 3:10
10. "Heaven Go Easy On Me" - 5:40

Download:

quinta-feira, 17 de maio de 2012
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Dead Man's Bones - Dead Man's Bones

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Gênero: Folk Rock, Alternative Rock, Indie, "Ghost Rock"
País: EUA
Ano: 2009

Comentário: Eis aqui mais algo que está inserido dentro do que se pode chamar de "músicas de difícil classificação", então saibam desde já que os gêneros utilizados pra descrever a banda são puramente simbólicos e apenas se aproximam do que se é feito. Na realidade, é ainda mais difícil pra mim fazer essa classificação, pois sou bastante leigo ainda nos gêneros escolhidos. Mas, vamos, enfim, ao que interessa.

Dead Man's Bones é um projeto musical idealizado e criado por dois atores (sim, desses hollywoodianos), a saber, Ryan Gosling, que tem uma longa lista de filmes nos quais fez participação, sendo o mais conhecido deles, acredito eu, o filme Diário de Uma Paixão (The Notebook), e Zach Shields (esse já não é tão famoso quanto o primeiro). Bem, ao que parece, tudo aconteceu quando, por obra do destino, nos idos de 2005, Ryan Gosling inventou de namorar a também atriz Rachel McAdams, que por sua vez tem uma irmã, e que por sua vez estava de namoricos com Zach Shields. Descobriram, então, os dois, que compartilhavam da mesma paixão: fantasmas e coisas macabrinhas. O esqueleto de Dead Man's Bones surgia aí (trocadilho), mesmo que, inicialmente, a idéia fosse montar uma peça teatral.

Bem, como a peça parecia inviável, começaram a compor as músicas. O legal é que nenhum dos dois atores tinha experiência com isso e tiveram que dar duro pra aprender a tocar direitinho, e eles tocam todos os instrumentos utilizados. Em 2009, finalmente, o álbum que leva o nome da banda (e o único até então) foi lançado, com participação do coral infantil do Silverlake Conservatory of Music. E está aqui o grande diferencial da banda: o uso de coral infantil!

Dead Man's Bones faz música macabra. O som às vezes soa bonitinho, mas é macabro. Em minha opinião, algumas músicas aqui conseguem ser mais assustadoras do que muita banda de black metal com caras de corpse paint fazendo careta, e acho que tal êxito está justamente no tipo de sonoridade utilizado. O som lembra um rockzinho anos 50/60 (já temos, hoje em dia, fantasmas remanescentes dessa época =P) em certas canções, sendo a que melhor se encaixa nesse quesito a Paper Ships, em outras parece mesmo algo de bandas mais novas de indie rock. De qualquer forma, a música nos leva à lugares assombrados, o coral infantil presente na maioria das músicas (quer coisa mais assustadora que fantasma de criança?) acredito ser o grande responsável pela atmosfera sombria.

Pra falar a verdade, o termo mais criativo que eu vi para descrever a banda foi o Ghost Rock, e acredito ser o que melhor a defina mesmo (aliás, usam muito a tag gothic rock, mas acho que não é bem por aí...). A música que possui o mais alto teor de macabridade acredito ser a Buried in Water (procurem a letra e saberão do que estou falando). Há também músicas que chegam a ser "contagiantes", tais como My Body's A Zombie For Youe Pa Pa Power, que acredito ser a mais "pop", porém não menos bem feita. Destaco também a faixa Young and Tragic que possui apenas dois versos: "I wish that we were magic /so we wouldn't be so young and tragic". O fato é que a banda me conquistou há um bom tempo e está sempre em lugar especial de minha playlist. Acredito que com tantas inovações musicais que misturam estilos, criam estilos, aperfeiçoam estilos, Dead Man's Bones consegue inovar com uma sonoridade mais acessível, mas não por isso com menos qualidade. Enfim, acho que o melhor a fazer é ouvir e tirar as próprias conclusões, mas advirto desde já: não se deixem enganar por ser música feita por atores famosos e por ser taxada com gêneros comuns.


MySpace//LastFm//Site

Tracklist:

1. Intro - 0:55
2. Dead Hearts - 5:19
3. In The Room Where You Sleep - 4:01
4. Buried In Water - 5:21
5. My Body's A Zombie For You - 4:36
6. Pa Pa Power - 4:10
7. Young and Tragic - 3:56
8. Paper Ships - 2:57
9. Lose Your Soul - 4:40
10. Werewolf Heart - 3:30
11. Dead Man's Bones - 3:05
12. Flowers Grow Out Of My Grave 2:44


Links:

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Como nas turnês que foram feitas não houve a participação do coral infantil, acho melhor mostrar aqui as versões em estúdio, mesmo que com imagens não-oficiais.




quarta-feira, 23 de novembro de 2011
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Flogging Molly - Speed of Darkness

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Gênero: Celtic Punk
País: Estados Unidos
Ano: 2011

Comentário: Muitas bandas gostam de se reinventar e arriscar algo em seus novos trabalhos, outras constroem sua zona de conforto e criam sua própria sonoridade que se torna notável e marcante, o Flogging Molly é uma dessas. A banda que começou com um mero irlandês expatriado em Los Angeles, conseguiu lançar seu nome ao mundo com o álbum Drunken Lullabies de 2002 e sua divertida mistura entre a velocidade do punk e influências fortíssimas da música folclórica irlandesa que permeia todos os trabalhos do grupo. Desde então permanecem com fama ascendente, integraram o lineup de diversos festivais dos mais renomados e emplacaram seus álbuns posteriores, chegando até Speed of Darkness, o mais recente até então que estreou em nono lugar na Billboard, uma excelente posição pra uma banda que canta música para piratas bêbados e ruivos alcoólatras.

O álbum é aberto com a excelente faixa titulo, que faz jus ao nome sendo uma das mais velozes do disco, e ainda conta com seu refrãozinho grudento, impossível não ouvir e não sair cantarolando “The speed of darkness lights our way”. Segue com Revolution mais uma vez grudenta, e a velocidade do álbum já é quebrada com a excelentissima The Heart of Sea, baladinha que conta com uma atmosfera incrível. E o álbum passeia por esse modelo de duas a três músicas puxadas para o punk quando então é quebrado por alguma faixa mais lenta com suas atmosferas contagiantes que serviriam muito bem prá ilustrar alguma fábula ou história sobre piratas.

Por fim é o que se pode se esperar de um álbum do Flogging Molly, divertido, com sua atmosfera folclórica única, violinos, banjos, bandolins, acordeões e gaitas sempre presente acompanhando guitarra, bateria e baixo e os vocais típicos do Dave King.

MySpace//LastFM

Tracklist:

1."Speed of Darkness"   4:08
2."Revolution"   3:13
3."The Heart of the Sea"   3:43
4."Don't Shut 'Em Down"   3:40
5."The Power's Out"   4:39
6."So Sail On"   2:47
7."Saints & Sinners"   3:31
8."This Present State of Grace"   2:48
9."The Cradle of Humankind"   5:11
10."Oliver Boy (All of Our Boys)"   4:07
11."A Prayer for Me In Silence"   1:54
12."Rise Up"   3:34

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terça-feira, 1 de novembro de 2011
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Traveling Wilburys - Discografia

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Gênero: Folk Rock
País: Estados Unidos
Período de atividade: 1988-1990

Comentário: Imagine grandes nomes da música como George Harrison, Jeff Lynne, Roy Orbison, Bob Dylan e Tom Petty, agora imagine todos eles compondo e cantando juntos, imagnou?! Pois bem, não precisa apenas imaginar, esse grupo realmente existiu e se chamava The Traveling Wilburys.

O supergrupo surgiu, quando Roy Orbison, Tom Petty e George Harrison se juntaram para gravar a canção "Handle With Care", que faria parte do lado B do single "This Is Love”, extraído do álbum “Cloud Nine” de George Harrison, estavam gravando no estúdio de Bob Dylan, e como George Harrison havia deixado sua guitarra na casa de Tom Petty ele foi leva-la para ele até o estúdio. E assim, por acaso, formou-se o supergrupo The Traveling Wilburys. O nome "Wilbury" foi um termo utilizado por George Harrison e Jeff Lynne durante a gravação do álbum Cloud Nine, diziam: "We’ll bury them in the mix" que se referia aos pequenos erros que ocorriam durante as gravações e significava que depois eles poderiam “enterrar”, os erros, na gravação final.

No início George Harrison sugeriu o nome The Trembling Wilburys, mas posteriormente acabaram mudando para The Traveling Wilburys. Os integrantes também adotaram codinomes que eram: Nelson Wilbury - George Harrison, Lefty Wilbury - Roy Orbison, Otis Wilbury - Jeff Lynne, Charlie T. Wilbury Jr. - Tom Petty, Lucky Wilbury - Bob Dylan.

Lançaram ao todo dois álbuns o primeiro em 1988 e o segundo 1990, que já não conta com a participação de Roy Orbison que havia morrido em 1988. Os álbuns são: Traveling Wilburys Vol. 1 e Traveling Wilburys Vol. 3, isso mesmo, 1 e depois o 3.

O resultado dessa união foram canções extremamente agradáveis de se ouvir, um folk rock com influencias musicais de cada integrante, com a contribuição por igual de cada um, sem disputa de egos.

Apesar de não terem feito muito sucesso como um grupo, a união desses grandes nomes marcou o cenário musical para sempre, e é uma pena que não podemos mais vê-los juntos novamente, mas esses grandes nomes já deixaram um enorme legado, individualmente, com suas respectivas bandas e como os Traveling Wilburys.

[Site/MySpace/LastFM]


Release:

Álbum: Traveling Wilburys Vol. 1
Ano: 1988

Tracklist:

1.Handle With Care - (3:20)
2.Dirty World - (3:30)
3.Rattled - (3:00)
4.Last Night - (3:48)
5.Not Alone Any More - (3:24)
6.Congratulations - (3:30)
7.Heading for the Light - (3:37)
8.Margarita - (3:15)
9.Tweeter and the Monkey Man - (5:30)
10.End of the Line - (3:30)
11.Maxine - (2:49)
12.Like A Ship - (3:31)

Megaupload/Mediafire/4Shared





Álbum: Traveling Wilburys Vol.3
Ano: 1990


Tracklist:

1.She's My Baby - (3:15)
2.Inside Out - (3:35)
3.If You Belonged to Me - (3:13)
4.The Devil's Been Busy - (3:18)
5.7 Deadly Sins - (3:17)
6.Poor House - (3:16)
7.Where Were You Last Night? - (3:03)
8.Cool Dry Place - (3:37)
9.New Blue Moon - (3:20)
10.You Took My Breath Away - (3:18)
11.Wilbury Twist - (2:58)
12.Nobody's Child - (3:28)
13.Runaway - (2:30)

Megaupload/Mediafire/4Shared



segunda-feira, 17 de outubro de 2011
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Pulnoc - City of Hysteria

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Gênero: Psychedelic Rock/Folk Rock/Experimental
País: República Tcheca
Ano: 1991

Comentário: Pulnoc (pronuncia-se "pool-notz", e significa "meia-noite") é uma banda que reúne alguns membros da antiga banda The Plastic People of the Universe, que foi formada em 1968, após a invasão soviética à Tchecoslováquia. Foi a maior representante da cultura underground de Praga, atuando contra o regime comunista, e por conta disso sofreram graves problemas, sendo até presos algumas vezes. Mas o Pulnoc tem um som que se diferencia bem da The Plastic People of the Universe, a começar adicionando uma vocalista, a mezzo-soprano Michaela Nemcová. Enquanto as canções do The Plastic People of the Universe eram ásperas e dissonantes, o Pulnoc por sua vez possui canções mais simples, melodias mais claras e batidas mais leves, com algum experimentalismo, chegando a ser psicodélico, com um pouco de influência do Folk proveniente do leste europeu. Apesar dos títulos das canções serem em inglês, quase todas as músicas são cantadas em tcheco, com exceção das faixas 4, 8 e 9. Músicas sem muitos exageros e sem demonstrações exuberantes de técnicas, mas que criam um ambiente agradável e envolvente. Vale a pena ouvir!

LastFM

Tracklist:
1.It's Dangerous - (5:23)
2.End of the World - (6:42)
3..No One No Where(5:15)
4.City of Hysteria - (5:58)
5.Song for Nico - (7:31)
6.Strange - (3:59)
7.All Tomorrow's Parties - (5:25)
8.Little Canary - (5:34)
9.I Sweep But Don't Clean - (6:52)
10.Nightmares - (4:54)
11.Destroying Angel (White Mushrooms) - (3:30) 




Download:


quarta-feira, 14 de setembro de 2011
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Andrew Bird - Armchair Apocrypha

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Gênero: Indie Rock / Folk Rock / Baroque Pop
País: EUA
Ano: 2007

Comentário: Primeira coisa que eu gosto de dizer é que eu não sou muito inteirado com o mundo de Andrew Bird. Escutei muito pouco dos gêneros que o infuenciam, sou quase leigo no assunto. Mas achei Armchair Apocrypha um disco tão leve e despretensioso que me arrisquei a tentar resenha-lo.

Cantor, compositor e multi-instrumentista norte-americano, Andrew Bird inclui em suas performances violino, guitarra, bandolim, assovios e um intrumento que eu confesso jamais tê-lo escutado, o glockenspiel. Armchair Apocrypha é seu quarto trabalho, que, ao que parece, foi muito bem aceito por crítica e público.

O primeiro ponto que achei sensacional foi a originalidade. Eu nunca havia escutado algo com uma identidade tão marcante. Violinos encaixados perfeitamente, assovios aleatórios. Guitarras mais ou menos proeminentes. As melodias vocais de Andrew dando um charme todo especial em um sentimento de verdadeira entrega. Um trabalho coeso, diversificadíssimo, mas tão simples que você fica se perguntando: "porque raios eu mesmo não pensem nisto antes?"

Duas músicas que eu não diria que são os maiores destaques, mas que de fato são as mais marcantes. Fiery Crash, que abre o disco com seu riff de guitarras jangle e já vai familiarizando o ouvinte, linda. Imitosis vai mostrando o quanto Andrew é capaz atualizar sons antigos para uma nova geração, com uma sutil batida funk que te faz acompanhar o ritmo da música com os pés. O disco é uma peça à parte liricamente. Afinal quantos artistas já escreveram sobre a mitose e meiose? Ou fizeram encantamentos para se protegerem de um acidente de avião?

Seria pecado não falar da produção que sintetiza tudo em camadas cristalinas. Pode-se escutar cada intrumento perfeitamente. Andrew Bird mostra o caminho para os músicos das novas gerações: originalidade, ecletismo e esforço. Recomendado.

Tracklist
01. Fiery Crash
02. Imitosis
03. Heretics
04. Dark Matter
05. Plasticities
06. Armchairs
07. Simple X
08. The Supine
09. Cataracts
10. Scythian Empire
11. Spare-Ohs
12. Yawny at the Apocalypse

Site Oficial

Download: Megaupload Mediafire Rapidshare Hotfile

 
domingo, 28 de agosto de 2011
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Mumford & Sons - Sigh No More

0 comentários
Gênero: Folk Rock / Bluegrass
País: Inglaterra
Ano: 2009

Comentário: O Folk Rock inglês sempre foi um campo muito fértil. Cite-se Fairport Convention, Steeleye Span e Nick Drake para endossar minha primeira frase. Ocorre que tal setor estava bem defasado na década passada, com poucas bandas de destaque. Há dois anos, quase no fim dos anos 2000, Mumford & Sons desenterraram o estilo para lhe dar nova vida e roupagem.
Sigh No More tem uma pegada levemente diferente dos artistas supracitados, devido ao fato de combinar o Folk com o Bluegrass, estilo cujas raízes se fundam na música popular britânica. Por esse resgate das origens, absorvendo, porém, uma tendência ao Country, fez-se uma banda tradicional, mas, concomitantemente, inovadora. Tornanram-se o principal nome da chamada West London Folk Scene.
O álbum que vos trago é o trabalho de estreia da banda, e a recepção, por todos os motivos acima aduzidos, foi bastante positiva. Segundos os integrantes do conjunto, vem trabalho novo por aí, ainda neste ano.


Tracklist:
  1. "Sigh No More" - 3:27
  2. "The Cave" - 3:37
  3. "Winter Winds" - 3:39
  4. "Roll Away Your Stone" - 4:23
  5. "White Blank Page" - 4:14
  6. "I Gave You All" - 4:20
  7. "Little Lion Man" - 4:06
  8. "Timshel" - 2:53
  9. "Thistle & Weeds" - 4:49
  10. "Awake My Soul" - 4:15
  11. "Dust Bowl Dance" - 4:43
  12. "After the Storm" - 4:07

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sábado, 6 de agosto de 2011
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Iron & Wine - Discografia

1 comentários
Gênero: Folk / Folk Rock / Lo-Fi
País: Estados Unidos

Comentário: Debaixo de muita barba e cabelo, há um músico talentoso: Sam Beam, cujo pseudônimo Iron & Wine soa mais familiar, pratica o bom e velho folk, disseminando com maestria canções calmas, que outorgam ao ouvinte aquela sensação de paz interior afeita ao gênero.
Para que seu debut pudesse ser finalizado, o músico compôs, interpretou e produziu sozinho todas as faixas de The Creek Drank the Cradle. A partir de então, Beam foi deixando de lado o estilo Lo-Fi, gravando acompanhado de uma banda, e introduzindo cada vez mais recursos às suas músicas. O último disco lançado foge um pouco ao seu estilo, com introduções, inclusive, da ordem do jazz.
É um dos grandes nomes do folk contemporâneo, e suas músicas, por serem incontestavelmente serenas, acabaram integrando trilhas sonoras de diversas produções televisivas e cinematográficas, como House, Grey's Anatomy, The OC e (putz, sério?) Crepúsculo. Mas não deixemos que essa mancha afete o brilhante restante do conjunto, que além desses quatro álbuns de estúdio, conta, ainda, com uma porrada de (bons) Eps.

Site Oficial / MySpace / Twitter



Releases:

2002 - The Creek Drank the Cradle

Tracklist:
  1. "Lion's Mane" – 2:49
  2. "Bird Stealing Bread" – 4:21
  3. "Faded from the Winter" – 3:17
  4. "Promising Light" – 2:49
  5. "The Rooster Moans" – 3:24
  6. "Upward over the Mountain" – 5:56
  7. "Southern Anthem" – 3:54
  8. "An Angry Blade" – 3:48
  9. "Weary Memory" – 4:01
  10. "Promise What You Will" – 2:24
  11. "Muddy Hymnal" – 2:43
Bonus Tracks:

  12. "Dead Man's Will" - 3:07
  13. "Someday the Waves" - 4:10
  14. "Jesus the Mexican Boy" - 4:52



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2004 - Our Endless Numbered Days

Tracklist:
  1. "On Your Wings" - 3:53
  2. "Naked as We Came" - 2:33
  3. "Cinder and Smoke" - 5:44
  4. "Sunset Soon Forgotten" - 3:20
  5. "Teeth in the Grass" - 2:22
  6. "Love and Some Verses" - 3:40
  7. "Radio War" - 1:56
  8. "Each Coming Night" - 3:28
  9. "Free Until They Cut Me Down" - 4:35
  10. "Fever Dream" - 4:16
  11. "Sodom, South Georgia" - 4:59
  12. "Passing Afternoon" - 4:01



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2007 - The Shepherd's Dog

Tracklist:
  1. "Pagan Angel and a Borrowed Car" - 4:33
  2. "White Tooth Man" - 3:57
  3. "Lovesong of the Buzzard" - 4:26
  4. "Carousel" - 4:02
  5. "House by the Sea" - 4:22
  6. "Innocent Bones" - 3:43
  7. "Wolves (Song of the Shepherd's Dog)" - 4:57
  8. "Resurrection Fern" - 4:50
  9. "Boy with a Coin" - 4:06
  10. "The Devil Never Sleeps" - 2:07
  11. "Peace Beneath the City" - 4:45
  12. "Flightless Bird, American Mouth" - 4:03



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2011 - Kiss Each Other Clean

Tracklist:
  1. "Walking Far from Home" – 4:47
  2. "Me and Lazarus" – 3:03
  3. "Tree by the River" – 3:58
  4. "Monkeys Uptown" – 3:48
  5. "Half Moon" – 3:16
  6. "Rabbit Will Run" – 5:30
  7. "Godless Brother in Love" – 3:50
  8. "Big Burned Hand" – 4:12
  9. "Glad Man Singing" – 4:40
  10. "Your Fake Name Is Good Enough for Me" – 7:01



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terça-feira, 26 de julho de 2011
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Eddie Vedder - Ukulele Songs

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Gênero: Folk Rock / World Music
País: Estados Unidos
Ano: 2011

Comentário: BOMBA! O Ukulele não é havaiano. Sério, embora muitos o chamem de "guitarra havaiana", sua origem é portuguesa, mais precisamente da Ilha da Madeira. Foi levado ao Hawaii por portugueses que pra lá imigraram para trabalhar no cultivo da cana-de-açúcar.
Eddie Vedder, acredito, nunca foi cortador de cana, mas também se encantou pelo instrumento. Nesse segundo álbum solo, o título não poderia ser mais auto-explicativo: Ukulele Songs traz versões de músicas famosas, bem como algumas composições inéditas, baseadas nas quatro cordas do peculiar instrumento musical.
"Can't Keep", originalmente lançada pelo Pearl Jam no álbum Riot Act, abre o disco de forma enérgica. As músicas que seguem, no entanto, são sempre marcadas pela serenidade inerente ao estilo musical. Um ponto positivo do álbum são os duetos: Cat Power e Glen Hansard fazem delicadas e precisas participações.
Trata-se de um álbum deveras curto - pouco mais de trinta minutos - mas que, por se tratar de apenas voz e um único instrumento, pode cansar a alguns. No entanto, é música pra deixar rolar enquanto se relaxa. Por mim, Vedder pode continuar materializando suas trips em disco inusitados, como esse aqui.

[ LastFM / iLike / Twitter ]

Tracklist:

  1. "Can't Keep" - 2:35
  2. "Sleeping by Myself" - 1:54
  3. "Without You" - 3:18
  4. "More Than You Know" - 2:25
  5. "Goodbye" - 2:28
  6. "Broken Heart" - 2:36
  7. "Satellite" - 2:19
  8. "Longing to Belong" - 2:48
  9. "Hey Fahkah" - 0:08
  10. "You're True" - 3:23
  11. "Light Today" - 2:41
  12. "Sleepless Nights" (feat. Glen Hansard) - 2:39
  13. "Once in a while" - 1:45
  14. "Waving Palms" - 0:37
  15. "Tonight You Belong to Me" (feat. Cat Power) - 1:42
  16. "Dream a Little Dream" - 1:28





PS: saca só que comentário preciso ali no youtube: "Eddie Vedder, on the rocks, in the sea, with a ukulele. I'm surprised the universe could handle such epic awesome"

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sexta-feira, 15 de julho de 2011
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James Vincent McMorrow - Early in the Morning

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 Gênero: Folk Rock / Acoustic
País: Irlanda
Ano: 2010

Comentário: Vagando entre as bandas de Screamo e Post-Hardcore capitaneadas pela Vagrant Records, podemos encontrar James Vincent McMorrow, imune às gritarias e agitações de seus companheiros de selo, com seu som tranquilão e muito agradável.
Early in the Morning foi lançado em seu país natal no ano passado, e agora a gravadora traz para os Estados Unidos com quase um ano de diferença. A fuga ao estilo da Vagrant Records tem explicação: o som do irlandês lembra, em diversas faixas, ao de Dallas Green com seu City & Colour, que já lançava seus discos pelo selo desde o Alexisonfire.
E a calmaria vai se entrelaçando à gritaria: é muito bacana observar que até mesmo as gravadoras que antes eram de um só estilo estão ficando mais flexíveis na hora de compor o seu crew.

Tracklist:
  1. "If I Had a Boat" - 4:09
  2. "Hear the Noise That Moves So Soft and Low" - 4:02
  3. "Sparrow & the Wolf" - 3:43
  4. "Breaking Hearts" - 4:52
  5. "We Don't Eat" - 4:56
  6. "This Old Dark Machine" - 4:17
  7. "Follow You Down to the Red Oak Tree" - 3:29
  8. "Down the Burning Ropes" - 5:02
  9. "From the Woods!!" - 4:00
  10. "And If My Heart Should Somehow Stop" - 4:36
  11. "Early In the Morning, I'll Come Calling" - 2:37


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