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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
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Bandas Amigas: Galego

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Artista paulistano que vai do transe atlântico ao trance espacial. Se aventura por diversas linguagens. Em uma de suas musicas diz: "keep me out of the mold, out of the line, outside the rules/ let me follow the unknown, i want to burn me all, all inside you (mantenha-me fora do molde, fora da linha, fora das regras/ deixe-me seguir pelo desconhecido, eu quero me queimar todo, todo dentro de você).

Ao fixar o texto acima, proveniente da página do artista, e encerrar o post desta forma é inevitável não transmitir um sentimento de preguiça. Mas verdade seja dita: a descrição acima realmente resume muito bem o trabalho de Galego.


Mas vale ressaltar diferenças entre seus dois — e que não sejam os únicos — discos. Com uma sonoridade e estética claramente importada do hemisfério norte, um gringo despojado, o disco The Man of Tomorrow lançado em outubro de 2015 faz eficaz uso do eletrônico e do indie/rock alternativo, além das letras em bom inglês. Ou se preferir como o próprio músico avalia: canções que passeiam de forma ousada pelo universo eletrônico-indie-rock-algumacoisa. The Man of Tomorrow se mostra um trabalho realmente pessoal, com Galego participando de todas as etapas (composição, gravação, produção, mixagem e masterização) sozinho.


Em contraste, Transeatlântico (2014) é aquele disco brasileiro para quem gosta da chamada "nova bossa", "nova mpb", no qual temos uma grande variedade sonora, tanto de gêneros como de épocas da música, sendo compatível com o som de músicos e bandas como Leo Cavalcanti, Curumin (que inclusive faz uma participação no disco), Karina Buhr, Cidadão Instigado, ou seja, um tanto swingado, um tanto romântico, um tanto pop, um tanto indie, um tanto tanta coisa. Assim não é difícil imaginar que Transeatlântico foi aceito facilmente, conseguindo o destaque que merecia.
Neste disco Galego dividiu as tarefas com Cris Scabello e Mauricio Fleury, membros do Bixiga 70, além de outros nomes.

Ambos os discos podem ser baixados no site do músico e também estão disponíveis para audição no Spotify e SoundCloud. Ah, e curta a sua página no Facebook.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015
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Crib45 - Marching Through The Borderlines

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Gênero: Post-Metal/Atmospheric Sludge
País: Finlândia
Ano: 2014

Comentário:
Mais tardio do que este post, Marching Through The Borderlines foi parido em abril de 2014, cinco anos após o primeiro e até então único full-length da banda Crib45, o Metamorphosis, um dos discos das levas subsequentes da cena post-metal que mais me agradaram, assumindo posições elevadíssimas no meu ranking ficcional (pois não existe de fato, não costumo piramidar discos). Foi um disco de estreia memorável, muito embora a banda não tivesse tanto reconhecimento. Bom, pelo menos não se ouvia falar de Crib45 por aqui.
Apesar da espera, Marching Through The Borderlines se mostrou igualmente bem conduzido, ainda apresentando, vez ou outra, os saborosos saxofone e clarinete do primeiro disco e o vocal convincente de Teemu Mäntynen. A diferença, aos meus ouvidos, em relação ao lançamento anterior está numa produção mais caprichada — embora, tenho de confessar, a produção mais "natural" é um dos pontos que mais me fez gostar de Metamorphosis —, em passagens eletrônicas de bom caimento e algumas outras performances bem pontuais no decorrer da obra.

A saída de vários integrantes também causou uma dissemelhança entre as obras, já que alguns deles eram também vozes de apoio. Uma pena, já que os vocais limpos ao lado do som rasgado, alto e ao mesmo tempo grave emitido por Teemu era de uma complementação belíssima. Entretanto, há de se notar que este disco foi conduzido de forma que necessitasse um pouco menos de vocais de apoio e, quando chega a hora, não apresentam tanto destaque como ouvíamos antes, principalmente porque aqui é comum estarem gritando, envoltos de muita distorção provinda das guitarras. Mas no geral, os novos integrantes se saíram bem e não tenho queixas.

Enquanto o Metamorphosis nos alegra a cada música, tornando-as individualmente memoráveis, deixando as vezes um pequeno vácuo no feeling entre elas, Marching Through The Borderlines parece se preocupar mais com o todo, com a coesão entre as nove faixas. Um álbum diferente, com uma nova formação (à exceção de Teemu) e que soa naturalmente mais moderno, mais alternativo que seu antecessor.

Ambos os discos, assim como singles e EPs, podem ser ouvidos através do Spotify.

terça-feira, 22 de setembro de 2015
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Hante. - Her Fall And Rise

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Gênero: Synthwave / Coldwave
País: França
Ano: 2014

Comentário: A tecladista/vocalista Hélène de Thoury é a cabeça pensante por trás de Hante. (em que a tradução literal seria “assombração”), este é um projeto solo e paralelo de Hélène, cujo trabalho já vem sendo consolidado em sua performance na banda Minuit Machine, esta por sua vez segue mais ou menos a mesma vertente de música eletrônica que Hélène apresenta em Hante e é igualmente encantadora. Contudo, ressalto que em seu projeto, a artista adota uma postura mais agressiva e por isso é necessário saber separar os trabalhos que, apesar de bem próximos (tanto no quesito estrutural da sonoridade e composição das músicas quanto na estética), são diferentes. Volto a dizer, Hante. tem uma pegada mais instigante em contraponto à introspecção dos synths de Minuit Machine.

Não me arrependo de meu Top Melhores de 2014, mas confesso que se tivesse escutado Hante. antes, seria com certeza mais uma dúvida pairando sobre minhas escolhas tendo em vista tamanha qualidade e potencial que este projeto traz. Se de um lado a estrutura instrumental de Her Fall And Rise é firulenta porque carrega os sintetizadores de Hélène na base, do outro é puramente crua porque este é o único instrumento musical físico de fato presente. No mais, Thoury leva Hante. no gogó. E ressalto: que voz desdenhosa! Muito embora, suportar o peso do resquício de Coldwave em uma estrutura de synths e vocais traga demasiadas responsabilidades, parece que a sonoridade de Hante. encaixa tão bem nessa forma de se fazer música que até aquelas velhas e duras linhas de contrabaixo típicas dessa vertente musical soam mais como caprichos do que essenciais.

Em suma, mesmo já ouvindo quantas vezes foi possível, eu ainda não sei o que me agrada mais: se é a pegada dark das batidas (um revival goth 80/90’s) ou a atmosfera de perigo ou alerta e escape que o disco vai te arrastando. Ele é volátil o que combina bem com a estética da artista e da artwork do disco (essa coisa abstrata e que se esvai) assim como sua brevidade. Her Fall And Rise é um disco de excessos (synths em excesso) bem dosados.

Facebook / Lastfm / Spotify

Tracklist:
01. Falling From Grace
02. Damages
03. One More Dance
04. Beyond The Waves
05. The Storm
06. Il n'y a qu'un pas
07. This Morning of September

Ouça: Bandcamp

terça-feira, 17 de março de 2015
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Céu - Ao vivo

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Resultado de imagem para céu ao vivo

Gênero: Jazz / Reggae/ Dub / Hip hop / Afrobeat
País: Brasil
Ano: 2014


ComentárioFruto da cena nova cena paulistana Céu é um dos seus melhores exemplares. Atenta a diversidade sonora, a cantora vem desde 2005 apostando numa sonoridade híbrida da música negra, transitando livremente entre jazz, reggae, dub, hip hop e o afrobeat. Disco a disco, a cantora vem conquistando um maior número de adeptos.

Sua carreira fora iniciada há 10 anos com Céu, disco que já lhe rendeu certa atenção do público graças aos hits “Lenda” e “Malemolência” que figuraram em trilhas de novelas da Rede Globo. Na sequência foi a vez Vagarosa, álbum lançado em 2009, trabalho que figurou na lista de melhores do ano de várias publicações. O mais recente Caravana Sereia Bloom, de 2012, também percorreu os mesmos caminhos, obtendo reconhecimento ambos os lados, graças ao grande amadurecimento de suas características habituais.

Dona de uma voz inconfundível, lenta e sensual, Céu faz de suas composições (geralmente criadas em parceira com Gui Amabis, Lucas Santanna, entre outros) um retrato fidedigno de sua pessoalidade, transbordando paixão e beleza a cada verso.  

Aproveitando o sucesso conquistado ao longo dos últimos anos e a repercussão positiva da sua recente turnê (que percorreu o Brasil e também o exterior) acabou por resultar no seu primeiro registro ao vivo.

Gravado ano passado no Centro Cultural Rio Verde, em São Paulo, Céu ao vivo marca seu primeiro registro sob a batuta da Som Livre. A apresentação, que teve direção musical da própria cantora, contou também o apoio da Zeppelin Filmes e do coletivo The Wolfpack, que ficaram responsáveis pelo apelo visual.

O setlist da apresentação opta, acertadamente, pelo formato o melhor de... , pois percorre toda a carreira da cantora. Em sua maioria as faixas ganharam texturas muito próximas aos registros oficiais de estúdio, mas não deixa de ter suas surpresas. A faixa “Cangote” é exemplo desta seara, pois ganhou novos ares, tornando-a ainda mais dançante graças a melodias em ode ao carimbó, ritmo tradicional paraense.

Na ala das covers, outra característica recorrente a sua carreira, surge a agradável releitura de “Mil e uma noites de amor”, hit oitentista de Pepeu Gomes, trilha da novela “Roque Santeiro” que faz par ao hino “Concrete Jungle” de Bob Marley, cantor recentemente homenageado pela cantora na turnê Catch a fire, época em que tocava do maior ícone do reggae na íntegra.

Escudada por exímios músicos, a banda de apoio formada por Dustan Gallas (guitarrista e tecladista), DJ Marco, Lucas Martins (baixista) e Bruno Buarque (baterista) deixa a cantora à vontade, em entrega absoluta ao devoto público, composto por quatrocentas pessoas, que participa do espetáculo cantando cada um dos versos em uníssono durante toda apresentação.

Em síntese, Céu ao vivo, agrada, pois serve tanto para converter iniciados a sua música como também vale a apreciação dos já habituados. Passada a primeira década de bons serviços prestados Céu segue como uma das cantoras mais relevantes da música popular brasileira.       


(Site)


Tracklist:

1. Falta De Ar
2. Amor De Antigos
3. Contravento
4. Retrovisor
5. Grains De Beauté
6. Mil E Uma Noites De Amor
7. Cangote
8. Baile De Ilusão
9. Streets Bloom 10.
10 Contados
11. Malemolência Música Incidental: Mora Na Filosofia
12. Lenda
13. Concrete Jungle
14. Chegar Em Mim
15. Rainha


Ouça em: Deezer

segunda-feira, 2 de março de 2015
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Sia - 1000 Forms Of Fear

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Gênero: Dance Pop / Pop / Rock / Jazz 
País: USA
Ano: 2014

Comentário: Reconheço que não conhecia muito da Sia até me encontrar com “1000 Forms Of Fear” e me encantar com o álbum e a artista pro detrás da criação. Mesmo já sendo uma artista que faz parte há algum tempo da cena pop estadunidense, Sia atuava mais como compositora para diversas artistas já aclamadas pelo público e crítica, participando até do último álbum da Beyoncé, na faixa “Pretty Hurts”. Ah, ela é a voz por detrás de “Titanium” do David Guetta.

Bem, como já demorei tempo demais para voltar com as resenhas não vamos nos alongar demais por aqui, vamos ao que importa. “Chandelier” abre o álbum com um dance pop ao estilo Sia. A faixa também foi, muito bem escolhida, aliás, para ser o primeiro single do álbum. Um vocal forte, um apelo dançante, um clipe inovador e estava criado um burburinho por detrás da figura da Sia. A música conta também com uma letra de certa forma grudenta, mas não enjoativa e muito bem inserida na estética do álbum, fazendo um par excelente com a faixa seguinte, até, “Big Grils Cry”, música crescente que explode no refrão e retorna ao estilo balada já explorado pelo pop, embora aqui vemos um controle do vocal que transmite muito bem o ideal do álbum.

Sou suspeito para falar da Sia. A forma que ela achou para divulgar seu álbum sem ser ela a personificação do mesmo me faz refletir demais sobre propriedade artística. É inegável que vem dela todo o processo criativo e esforço em trazer o “100 Forms Of Fear” à tona, mas o rosto que carregam o álbum não é o dela. Aliás, o que carrega o álbum é um corte de cabelo: o loiro e curto blondie bob, presente na apresentação de Lena Dunham (roteirista da ótima série “Girls”) no Late Night with Seth Meyers ou no próprio incrível clipe de “Chandelier” com a Maddie Ziegler, participante do Dance Moms.

Saindo da melancólia “Eye Of The Needle” caímos na animação de “Hostage”, que conta com a presença de algumas referências a um rock mais clássico. A faixa seguinte “Straight For The Knife” remete-me a um ar criado pela Lana Del Rey em seus álbuns, mas ainda assim não deixa de ser autoral, mesma que as comparações funcionem – é uma faixa lenta que carrega algo do dream pop orgulhosamente levantado pela Lana, mas que na sequência artística de “1000 Forms Of Fear” funciona muito bem.

“Free The Animal” é um sufocante grito de liberdade. É contagiante, extremamente sonora para o álbum, visceral, até. É sobre amores ferozes que decapitam e libertam – é sobre matar alguém com o seu amor e morrer por ele, se preciso ver, é mais uma das mil formas do medo; da fera que a Sia não faz questão nenhuma de exorcizar.

Quero me remeter por último a “Elastic Heart”, segundo single do álbum. Antes de tudo – tirem um tempo da vida de vocês para apertarem o play no vídeo dessa singela resenha e tirarem suas conclusões sobre o que a Sia é capaz de criar não só como compositora e cantora, mas, principalmente como artista. Até agora, para mim é a junção perfeita do ano de áudio e visual para a criação de uma imagética musical. A já citada Maddie e o Shia Labeouf (acho que ele dispensa apresentações, mas é o menino do “Transformers” que cresceu e virou o carinha de “Ninfomaníaca”) dançam a música em um balé contemporâneo que carrega os versos da canção em cada passo. O clipe resume a música, perfeitamente, assim como a música resume o álbum, é o ápice das mil formas de uma fera, de uma estética, do quanto um álbum pode machucar, curar e emocionar.

Sia não nos apresenta a sua figura nesse álbum, mas sim ao seu coração elástico e sua lâmina afiada – ela pode nos machucar e ser machucada, para ela não importa, tanto faz causar medo ou sentir medo. A nós cabe somente esperar se ela será a bela ou as nossas próprias feras. A forma ideal do medo somos nós que escolhemos.


Tracklist:
01. Chandelier
02. Big Girls Cry
03. Burn the Pages
04. Eye of the Needle
05. Hostage
06. Straight for the Knife
07. Fair Game
08. Elastic Heart
09. Free the Animal
10. Fire Meet Gasoline
11. Cellophane
12. Dressed in Black

Ouça: Spotify

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
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Be Forest - Earthbeat

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Gênero: Shoegaze, Dream Pop, Post-Punk
País: Itália
Ano: 2014

Comentário: O trio italiano Be Forest é uma daquelas bandas difíceis de serem encontradas. Aquele tipo que não se acha muitas informações por aí e se descobre em um golpe de sorte. Tenho certeza que o leitor já passou por situação semelhante. Perdido em algum canto da internet você descobre uma banda despretensiosa e que enche seus ouvidos. Logo se vê imerso em uma atmosfera sonora delirante.

Suave e impactante Earthbeat é o segundo disco da banda. Com elementos eletrônicos muito bem introduzidos "Totem" abre o disco ditando um ritmo que se segue por todo o disco. "Captured Heart", a música do vídeo abaixo, causa certa estranheza com a flauta em sua introdução que parece, em um primeiro momento, fora de contexto. O disco alcança seu auge na quase dançante "Colours" e termina majestosamente com a suavidade atmosférica e relaxante de "Hideaway".

Tracklist:
1. Totem
2. Captured Heart
3. Lost Boy
4. Ghost Dance
5. Airwaves
6. Totem II
7. Colours
8. Sparkle
9. Hideway

Ouça: Spotify

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
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Savages & Bo Ningen - Words To The Blind

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Gênero: Post Punk, Experimental, Shoegaze, Noise
País: Inglaterra / Japão
Ano: 2014

Comentário: A última empreitada das britânicas do Savages é uma parceria com os japoneses do Bo Ningen. A coisa toda consiste em apenas uma música de quase trinta e oito minutos e é barulhenta, sufocante e genial.

O Savages foi formado em 2011 e é um dos destaques em meio a toda esta onde post-punk revival. O primeiro discos das moças, Silence Yourself, é um deleite para os fãs do gênero e rendeu a banda críticas positivas e apresentações pelo mundo afora. Inclusive com uma passagem pelo Lollapalooza Brasil  em 2014. O Bo Ningen, por sua vez, é um grupo acid punk japonês formado em Londres, em 2006. O quarteto conta com três discos na bagagem e colaborações com outras bandas.

'Words To The Blind' começa com um spoken word hipnotizante, que após cerca de seis minutos deságua em um mar de experimentalismo e barulho. Sombria e claustrofóbica a faixa se arrasta em meio aos sons de uma bateria distante e múrmuros suaves, até que se torna grandiosa e pesada. Apesar de parecer se perder em determinados momentos, nos quais parece que cada uma das bandas está tocando uma música diferente, Words To The Blind, é um lançamento que vai encher os olhos dos fãs de ambas.

Tracklist:
1. Words To The Blind

Ouça: Spotify

terça-feira, 30 de dezembro de 2014
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Os Melhores Discos de 2014 por Lucas

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Não posso dizer que ouvi muitos álbuns lançados esse ano, ouvi, no máximo, alguns, assim, meio sem saber o quanto ouviu e porque ouviu.  Só ouvi. E alguns desses álbuns vem preencher esse top. Ele foi totalmente moldado no meu juízo de valor (ou seja: acho tudo muito bom - e isso não necessariamente quer dizer,  que você, que está lendo, ache) e também que eles sejam necessariamente os melhores quinze álbuns do ano: porém, para mim foram. Resumindo: minha lista é totalmente subjetiva, alguns ouvi mais, outro menos, uns ouvi assim que lançaram, outros ouvi meses depois, uma semana atrás. Não importa. Estão aqui "Os Melhores Discos de 2014 por Lucas" (eu queria ter colocado um título legal e sem sentido, mas antes de qualquer coisa devemos obedecer um padrão, verdade)
domingo, 28 de dezembro de 2014
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Os Melhores Discos de 2014 por Renato Nagano

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Finda-se mais um ano, e nessa época surgem incontáveis listas e tops dos melhores do ano. Esse ano de 2014 foi bem difícil para a maioria de nós deste humilde blog devido a compromissos pessoais e etc, mas no meu caso, a música sempre esteve presente, e tentei acompanhar a maioria dos estilos que eu realmente gosto. Uma falha minha, foi a falta de atenção merecida que eu sempre dispensei aos undergrounds da vida e, confesso, ficou mais mainstream do que eu realmente gostaria.

Fiz um top 15 com grandes medalhões, e algumas coisas surpreendentes até pra mim. Está longe de ser unanimidade, ou até ter alguém que concorde, pois minha visão sobre música sempre foi deturpada e bizarra. Sem mais delongas, segue os discos que mais tocaram no meu fone em 2014.

sábado, 27 de dezembro de 2014
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Somi - The Lagos Music Salon

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Gênero: Vocal Jazz / Neo-Soul / World Music
País: EUA-Nigéria
Ano: 2014

Comentário: Eu não escutei muitas novidades neste ano, mas um pouco do que mais me cativou eu gostaria de compartilhar. Somi é americana e descedente de imigrantes ugandenses e ruandenses. Muito jovem, mudou-se com a família para a Zâmbia. Anos depois, retornou e graduou-se em Antropologia e Estudos Africanos na Universidade de Illinois. Seus primeiros discos já indicavam um certo interesse em fundir Jazz, Neo-Soul e música africana. Porém, somente após estar por um ano na região de Lagos na Nigéria, ela encontrou o ponto de equilíbrio ideial para sua mistura, autointitulada "New African Jazz".

O primeiro grande destaque do disco é a revisão da clássica "Lady" do Fela Kuti. Quando o piano começa, a bátida rápida e sincopada, guiada pela bateria, atinge seu clímax nas sessões rítmicas de Saxofone, comuns no trabalho de Fela, que evocam as letras originais (“She gon say / She gon say I be lady-o”). "Lady Revisited" é um poema-manifesto que, ao mesmo tempo, convida a dançar e a reconhecer a força da mulher africana.

Gravado tanto em Nova York quanto na Nigéria, o lançamento também conta com músicos americanos e africanos. Em "Ginger Me Slowly", as bátidas funk de Otis Brown III dão o toque misterioso necessário ao clima de sedução em que Somi convida um garoto a paquerá-la da forma mais gentil possível.

Em geral, eu não gosto de músicas pretensiosas, mas o saldo de "When Rivers Cry" é positivo. A música se inicia com um coral infantil cantando o nome dos países africanos, inesperadamente, dá um salto à música erudita e termina nas, desnecessárias porém afiadas, rimas do Common.

"Brown Round Things" conta a história das prostitutas, nela o pianista Toru Dodo se mantem simples para que os dois protagonistas brilhem. Primeiro a linda voz de Somi e, em segundo, o trombone de Ambrose Akinmusire, tido como um dos grandes nomes do Jazz comteporâneo.

Mas de todas as belas canções que figuram aqui, duas me tocam em especial, "Four African Women" e "Last Song". A primeira é uma adaptação do clássico "Four Women" da Nina Simone. Enquanto a original fala sobre a vida de quatro prostitutas, a adaptação, além de ter uma linha de baixo genial, fala sobre a vida de quatro mulheres africanas, sem medo de tocar em realidades cruéis da região ("Strong enough to carry on after genocide and all my family gone"). A outra canção que também me emociona começa como uma linda balada Soul, mas vai crescendo a medida que a percussão vai entrando e quebrando a melodia.

The Lagos Music Salon é um dos melhores lançamentos que eu pude colocar as mãos este ano, não tenho dúvida. Divirtam-se!

Tracklist:
01. First Kiss: Eko Oni Baje
02. Love Juju #1
03. Lady Revisited (feat. Angelique Kidjo)
04. Ankara Sundays
05. Ginger Me Slowly
06. When Rivers Cry (feat. Common)
07. Brown Round Things (feat. Ambrose Akinmusire)
08. The Story of Monkey
09. Akobi: First Born S(u)n
10. Two Dollar Day
11. Still Your Girl
12. Four.One.Nine
13. Love Nwantinti (feat. In His Image)
14. Four African Women
15. Hearts & Swag
16. Love Juju #2
17. Last Song
18. Shine Your Eye


Download: MEGA
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
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Os melhores discos de 2014 por Daniel

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2014 não foi o ano em que mais ouvi música. Não quer dizer que não tenha tido meus discos favoritos e entre eles não há alguns que já se tornaram xodós para toda vida. Mas sei que deixei de ouvir lançamentos seminais que talvez fossem entrar nessa lista. Acontece. Swans, Run The Jewels e ruido/mm, eu juro que vocês terão seu momento. Apesar disso, posso dizer algumas coisas sobre o ano. O hip-hop se sedimentou de vez como o gênero que mais evolui, se transforma e questiona no mainstream. E também o de maior consciência política e social. O rock cada vez mais deixa evidente sua saturação e já pede algo que vá o colocar de fora dos trilhos mais uma vez. A música brasileira alternativa vive um momento maravilhoso, e recomendaria a todos prestarem atenção ao seu redor, pois estamos vivenciando o nascimento de várias obras que vão entrar na história. Deixo uma menção honrosa ao disco do Racionais, que ainda não digeri o suficiente. Talvez um mês a mais e ele estaria muito bem colocado aqui. E essa é minha lista:


terça-feira, 23 de dezembro de 2014
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Os Melhores Discos de 2014 por Áquila, o Teófilo

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Bem próximos ao fim, a coisa mais comum é que as pessoas costumem olhar para trás e fazer suas retrospectivas. Este foi um ano conturbado na política, na sociedade e em vários outros aspectos, e que também ficará conhecido pela grande quantidade de pessoas importantes que bateram as botas (o que acontece todo ano, é claro, mas que foi instigado pelo humor constante da internet). Para este uploader que vos fala, 2014 foi um ano especialmente louco, o que acabou provocando algumas alterações no que geralmente ouço. Apesar de muita gente não ter levado uma boa lembrança de 2014 na memória, o mesmo não se pode dizer da música. Várias surpresas boas e muitas decepções, talvez a maior delas sendo a do álbum de Pink Floyd. Mas, vamos à minha singela listinha:


sábado, 20 de dezembro de 2014
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Os melhores discos de 2014 por Koticho

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Toda vez que eu ouço aquele papo de que a música atual não presta ou está pior do que antigamente, minha vontade é apontar pra cara da pessoa e rir. A música está em constante evolução, são milhares de bandas ao redor do mundo produzindo material finissimo dos mais diversos estilos, e que graças a internet, temos a possibilidade de acesso a tudo isso. Tenho pena de quem não tem essa capacidade de exploração, se limita ao que jogam no colo dela e ainda assim tem a coragem de fazer alguma crítica. A música está em seu melhor, como nunca esteve antes. Montar esse top 15 foi realmente dificil, são 15 de 206 discos lançados em 2014 que eu pude ouvir, e sei que ainda faltou coisa, mas tentei acompanhar como faço em todos os anos, ouvindo da mpb ao black metal, do rap ao experimental. Minhas escolhas não se deram por nenhum método de avaliação específico. Meu primeiro colocado foi aquele disco que o feeling bateu mais forte, mas logo após vem o Swans, com certeza o maior disco do ano musicalmente falando, as escolhas são baseadas puramente em gosto e percepções pessoais.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
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Os Melhores Discos de 2014 por PH

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Certa vez divaguei, nesse mesmo espaço, sobre o aspecto particular da arte em geral, especialmente no tocante à música, e como ela se torna ímpar a partir do momento que adentra a percepção do sujeito, sendo moldado pelas experiências, gostos e lembranças desse cidadão, tornando-a peça única. Isso tudo foi só um jeito prolixo de dizer aquilo que todo mundo que tem avós desbocados já ouvem desde criança: "gosto é que nem cu, e cada um tem o seu". E o meu (GOSTO, que fique bem claro) será exposto a vocês nesse momento, mais especificamente conquanto aos lançamentos que perpassaram esse ano.
Confesso que só mantive o título do post como "Os Melhores Discos" para manter o padrão das postagens dos meus colegas, mas a lista infra-postada tem um caráter bem pessoal e está bem longe de ter a pretensão de afirmar que esses são os quinze MELHORES discos do ano - até porque nesse ano ouvi muito menos lançamentos do que fiz ano passado. São apenas os quinze que mais mexeram com as minhas percepções e que me marcaram por um motivo ou outro. São os mais apurados tecnicamente falando? Não. São os mais aclamados pela crítica especializada? Negativo. São o suprassumo da música em 2014? Não sei, tem que ver isso aí. São só os quinze discos que me mais me aprouveram e que me acompanharam nas minhas corridas. Segue o rol.


domingo, 14 de dezembro de 2014
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Friends of Alice Ivy - The Golden Cage And Its Mirrored Maze

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Gênero: Darkwave, Ethereal, Neoclassical
País: Australia
Ano: 2014

ComentárioE cá estou eu trazendo justiça a um dos discos que não pude colocar no Top 2014. Friends of Alice Ivy passou perto, todavia infelizmente não tive tempo suficiente de absorver a beleza estética Steampunk em forma de romance e sonoridade de The Golden Cage And Its Mirrored Maze – muito embora eu saiba que não teria onde alocá-lo. De qualquer forma, 2014 não pode acabar sem mais esta citação.

Formada em 2007, pela vocalista Kylie e o músico Amps, os mesmos vinham de uma banda chamada Ostia, nos anos 90. Também seguindo a linha Ethereal/Darkwave. Contudo, passado tempo e amadurecimento, Kylie e Amps se juntaram para formar suas próprias canções que figuram curiosamente entre os gostos por Cocteau Twins e Dead Can Dance.

De um lado temos a delicadeza dos celestiais vocais de Kylie: doces, agudos, longínquos e oníricos. Do outro, o instrumental de Amps é minimalista, psicodélico e que decorre a seu tempo. Para mim, The Golden Cage And Its Mirrored Maze é uma viagem solitária, em tons quentes e irreiais de neon que deve ser concebida na totalidade (dificilmente após ouvir a primeira música, você irá querer parar). Este disco corre uniforme, mas igualmente em evidência de sua qualidade.

Site Oficial - Facebook - Lastfm - Spotify

Tracklist:
01. The Aerial Mariners
02. Song of Lyra
03. Miranda
04. False Fox
05. The Sky of the Bright Unfoldings
06. Igraine
07. Oars Under Glass
08. Song of the Willows

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
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Os Melhores Discos de 2014 por Ariel

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Apesar de em um primeiro momento pensar que 2014 foi um ano ruim de lançamentos, agora que chego tão arduamente a esta lista, vejo quão estava errada. Acredito que todo mundo deve ter ouvido pelo menos 15 álbuns de 2014, se não ouviu, tenho certeza que chegou perto! Eu devo ter ficado lá pelos 24 discos. E, como diria Bruno, "cada álbum deixado de fora foi uma lágrima". Sendo assim, eu tive de negligenciar alguns nomes veteranos em justiça aos discos que figuraram meu ano, daqueles que foram belos por natureza, porém e sobretudo, daqueles que me exortaram, seguraram minhas dores e me esvaíram os pesares.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
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Damien Rice - My Favourite Faded Fantasy

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Gênero: Folk
País: EUA / Canadá
Ano: 2014

Comentário:  Eu já ouvi tantas vezes esse álbum desde que o mesmo fora lançado – incontáveis, acho, mas mesmo assim não me sinto preparado para resenhá-lo e acho que eu nunca estarei, tendo em vista o que esse álbum representa para mim: oito anos de espera. Malditos oito anos esperando oito músicas. Uma por ano. Chega a ser cruel.

O álbum começa na natural letargia do Damien Rice na música título “My Favourite Faded Fantasy”: aquele vocal sonolento e arrastado, que já aos 1:15 de música torna-se repetitivo propositalmente, como se nos preparasse para a sua subida, que não vem tão cedo, só chega quando chega os metais, como se estivessem em perfeita harmonia. O intrigante é que eu adquiri uma espécia de obsessão por essa faixa, talvez seja essa a intenção do Damien, se nos colocar em sua fantasia inebriante, etérea e desbotada – sua fantasia favorita.

A letra dela, em especial, me cativa deveras. O “it all could be” em espécie de anáfora funcionam muito para essa construção simbólica que ele pretende imprimir em seu álbum. Vemos verdadeiramente na faixa o quanto o Damien pode ser contido, obsessivo e explosivo, vemos isso em suas nuances vocais, instrumentais e letra. “My Favourite Faded Fantasy” reúne o melhor do que o Damien fez em sua carreira em uma faixa tão emblemática, só para exemplificar posso citar aqui “Accidental Babies”, “Cold Water” e “Cheers Darlin'”, músicas que vão, de uma maneira ou de outra, ao encontro da que inaugura esse novo registro.

"It Takes A Lot To Know A Man" é de longe, uma das melhores do álbum. É uma faixa de 9min32seg com um instrumental incrível. O vocal do Damien aqui se revela bastante soturno a partir dos quatro minutos de faixa, quando o ritmo da música dá uma quebrada. Eu particularmente vejo esse recurso vindo reforçar essa soturnidade dessa fantasia mortiça que ele nos apresenta e nos brinda, em especial nessas duas primeiras faixas – a primeira funcionando, como já dito, como uma espécie de dualismos bastante visíveis, para mim, e essa dialogando com o lado mais sombrio e triste que ele poderia oferecer. Para finalizar: as cordas apresentadas no fim da canção vem anunciar a angústia que flerta com toda a letra, mas que anteriormente não tinham ficado em evidência.

O álbum em si torna-se repetitivo, se comparado aos anteriores. A diferença de “My Favourite Faded Fantasy” para os seus anteriores está nos detalhes – as letras menos esperançosas, como em “Colour Me In”, uma decadência mais perceptível, as cordas mais marcadas e mais lentas, ocupando espaços em branco, deixados pelo vocal e também harmonizando bastante com ele, como em “The Box”, violão um tanto quanto rebelde para a faixa e violinos suaves, uma das faixas mais angustiantes e crescentes do álbum: para mim uma das melhores.

"The Greatest Bastard" vem com um vocal bem delicado e quase falado do Damien sobre o quão canalha ele se fez perante um amor que não o quer – ou não pode – o esquecer. Em “We learn that lovers love to sing / And that losers love to cling / Didn't we?” ele consegue resumir a narrativa da música, por assim dizer. Repensando a faixa anterior, “The Greatest Bastard” parece respondê-la, ou tentar. Tentar colocar mais indagações, seria o certo, sobre como compreender o amor de um homem e de uma mulher e o que ambos podem fazer com esse poder tão destrutivo em mãos.

O álbum encerra-se com “Long Long Way”, faixa que começa bastante onírica bastante do tempo em seus seis minutos. Bem, não terei um parecer definitivo, de fato do álbum, creio que o Damien sempre foi capaz de colocar-se através de várias camadas de suas letras e sua sonoridade – até em suas músicas mais óbvias, como “Cheers Darlin” notamos histórias permeadas por histórias. Contudo, não sei julgar de fato o que esse álbum me passa – sei que gosto, até pela repetição do que esperar do Damien e das pequenas inconstâncias dessa fantasia que, aparentemente, desbotou. Vale o esforço de ouvir por álbum com ouvidos além da melancolia – para alguns até forçada – que ele traz.



Tracklist:

01. My Favourite Faded Fantasy
02. It Takes a Lot to Know a Man
03. The Greatest Bastard
04. I Don't Want to Change You
05. Colour Me In
06. The Box
07. Trusty and True
08. Long Long Way

Ouça:

terça-feira, 9 de dezembro de 2014
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Os Melhores Discos de 2014 por Marcos Alves

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Todo ano nos é dada a árdua tarefa de eleger os melhores discos, revisitar artistas, correr atrás dos lançamentos perdidos, etc.

2014 foi um ano repleto de grandes discos, alguns retornos e ótimos debuts. Dos veteranos do Raveonettes a estréia estrondosa do Far From Alaska, passando pelo Black Metal do Behemoth e o Hip Hop do Run The Jewels, foi um ano agitado musicalmente.

Sem mais divagações, eis a minha lista. Os 15 melhores discos de 2014 em minha opinião e confesso ter sido muito difícil deixar alguns discos de fora.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
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Os melhores discos de 2014 por Bruno Lisboa

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100 discos. Este foi o número exato de álbum que ouvi em 2014. Confesso que realizar esta lista e chegar aos 15 selecionados não foi exercício dos mais fáceis, já que muitos trabalhos de qualidade foram produzidos neste ano.

Nacionalmente, este ano será lembrando como um dos mais frutíferos da safra, pois muitos álbuns de qualidade da cena independente foram lançados, provando a música brasileira vive um dos melhores momentos dos últimos tempos. Na ala internacional medalhões como Damon Albarn (do Blur) e Jack White, dividem espaço com promessas como o Real Estate e Sharon Van Etten.

Comecei a escrever aqui a um ano atrás. Os que me acompanham neste espaço sabem ou perceberam que tenho o gosto mais "indie" dentro desta seara metaleira chamada Ignes Elevanium. Desta feita, esta será a mais estranha lista se comparada com as que virão. Sem mais delongas, ei-la:


terça-feira, 2 de dezembro de 2014
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Os Melhores Discos de 2014 por Forbidden (ou o Forba)

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2014 foi o ano mais mortífero das últimas décadas mas nem por isso o ignes está morto: estamos de volta com mais um top 2014. Só que depois de tantos anos fazendo tops conjuntos, decidimos dessa vez deixar a escolha mais particular e abrir horizontes pra tantos e tantos discos que acabavam não aparecendo na lista final, mas estavam encravados nos corações de membros do blog. Começando hoje, e ao longo das próximas semanas, postaremos nossos top 2014 individuais e com isso esperamos abrangir os mais diversos estilos e vibes que compõe nosso maravilhoso blog. E quem começa sou eu, Forba, o membro mais ancião desta casa.

O formato é simples: um top 15 com destaque para o "pódio". Sempre é desnecessário lembrar: a escolha é pessoal e a ordem não faz tanta diferença. Só queremos fazer o que sempre fizemos, divulgar pra mentes como as nossas aquilo que achamos genial.

Pois então, comecemos.


Quem escreve e faz os uploads:

 
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