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terça-feira, 24 de abril de 2012
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Oda Relicta - Holy Alliance

3 comentários
Gênero: Neofolk, Martial, Neoclassical, Ambient
País: Ucrânia
Ano: 2010

Comentário: Oda Relicta é um projeto musical que me despertou interesse desde que sobre tal lancei os olhos. Confesso que ao ver as tags imaginei (antes de ouvir, obviamente) um som completamente diferente do que me foi apresentado quando resolvi parar para realmente desfrutar do som. Para ser bem franco, estranhei bastante e isso se deve ao fato de que estava esperando ouvir um típico “martial industrial”, com muita influência da música industrial e uma injetada de marchinhas de guerra aqui e ali. Qual não foi minha surpresa ao notar que, ao contrário do que diziam os rótulos, encontrei muito pouco da tal vertente da música eletrônica nesse álbum, o Holy Alliance (se é que realmente encontrei)! Também é difícil para mim classificar este som numa corrente musical conhecida. O álbum é, na realidade, composto basicamente de música marcial. São marchinhas de bandas marciais, o que é um prato cheio para quem já está acostumado com o estilo e realmente gosta. Porém, antes de falar sobre o conteúdo do álbum em si, me permitirei tentar falar um pouco sobre a “banda” (ou melhor, sobre o pouco das informações que consegui colher).

O projeto musical surgiu da mente de Olegh Kolyada, um músico que, segundo o myspace da banda, era conhecido por seus experimentos com música eletrônica, na cidade de Zhytomyr, na Ucrânia, tendo possuído já dois projetos musicais o Meditarivm e o First Human Ferro. A banda surge em 2005 como uma espécie de homenagem à orquestra militar da cidade, a Zhytomyr Military Brass Orchestra, da qual o tio do Olegh fazia parte. A partir de então, nota-se claramente as influências militares da banda, bem como nuances de música erudita. Tanto é que o segundo álbum, o “Czarstvo Dukha” (que significa O Reino do Espírito) possui a participação de um compositor contemporâneo de música erudita, Mykhayil A. Shukh e é um álbum bem mais “classical/ambient” do que marcial. Um aspecto interessante do Oda Relicta é que a temática por vezes assume uma postura religiosa, não como algumas bandas costumam fazer hoje em dia, com uma espécie de cristianismo pós-moderno, mas, pelo contrário, as músicas (principalmente no álbum Czarstvo Dukha) soam como algo sacro, litúrgico, remetendo-nos à um ambiente (ao menos essa é a imagem que se passa em minha cabeça) de uma celebração sagrada cristã numa esplendorosa igreja durante a Idade Média.

Holy Alliance é o quarto álbum de Oda Relicta e é, talvez, o meu preferido. Ele conta com a participação da Zhytomyr Military Brass Orchestra e também com a Orquestra de Câmara da cidade para as passagens com influências neo-clássicas e com a Antique Music Ensemble nas passagens com influências de músicas folclóricas. Recomendo a quem baixar que, se possível, esteja em um ambiente tranqüilo e com fones de ouvido para melhor apreciação, justamente por que o início do álbum tem o intuito de transportar o ouvinte à um novo ambiente. A primeira faixa, Holy Alliance Introitus, é uma pequena, mas bela, passagem de piano fugindo um pouco ao padrão do álbum como um todo e serve como convite à próxima música, essa que considero a mais bem bolada de todo o álbum, Ars Militaria pt.I: Homewards. Se você se concentrar bem será imediatamente levado à uma paisagem sombria e romântica, um campo de batalha com sons de pássaros, porém também de tiros de armas de fogo, com uma música de fundo cativante. Depois dessa música começam as marchinhas marciais muito bem executadas. Na música V-Day, há uma participação da banda While Angels Watch. Há também uma música que está bem mais caracterizada numa linha folk com direito a gaita de foles, A Dance of Life. As músicas “Ars Militaria” estão dividas em três partes, sempre com toques mais profundos de música neo-clássica. O disco, então, termina com a música Holy Alliance Outroitus, uma passagem de piano, da mesma forma que iniciou.

Sei que pode parecer de difícil digestão a marinheiros de primeira viagem, mas é, sem dúvidas, uma obra-prima (em minha humilde opinião) da música contemporânea, principalmente para quem curte uma temática militar.


Myspace//LastFm

Tracklist:
1. Holy Alliance Introitus - 1:48
2. Ars Militaria pt.I: Homewards - 3:31
3. Victory will be Yesterday - 1:59
4. Slava Patria! - 3:10
5. V-Day! - 3:51
6. A Dance of Life - 3:16
7. Royal Blood - 1:00
8. Ars Militaria pt.II: Allies, to Arms! - 2:11
9. The Crown & The Plough - 3:56
10. The Departed, the Immortal - 1:27
11. Tomorrow was the War - 3:39
12. Pan-Slavonic March - 4:14
13. Ars Militaria pt.III: Golden CrosSword! - 5:40
14. Years Memorial - 2:42
15. Holy Alliance Outroitus - 3:00

Links:

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terça-feira, 31 de janeiro de 2012
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Dernière Volonté - Immortel

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Gênero
: Neofolk/Synth/Eletronico
País: França
Ano: 2010

Comentário: Projeto solo de Geoffroy D., que também é conhecido por outros projetos na área do Neofolk, como o Der Blutharsch, no qual faz participações frequentes, o Dernière Volonté começou no final dos anos 90 como uma banda seca e fria de Martial Industrial, com pegadas de Neofolk (já que um estilo sempre está meio que "dentro" do outro). Aos poucos no entanto Geoffroy foi começando a moldar o seu som de forma totalmente inesperada, cada vez mais eletrônica, até chegar em Immortel e seu discutível "Martial Pop".

Martial Pop quer dizer as percussões marciais e todo um clima de Neofolk só que totalmente criado com o uso de sintetizadores e com diversos elementos eletrônicos. Isso além de um natural maior apelo melódico, a refrões e estruturas musicais no geral mais "pop". Só que isso não quer dizer de forma alguma que temos algo enlatado e genérico, muito pelo contrário, a sonoridade do disco é absolutamente única, embora familiar. Os vocais essencialmente limpos, de certa forma soturnos e em francês dão um ar bem "romântico", que por sua vez é contrastado com baixos sintetizados extremamente graves e uma avalanche de orgãos e coros sintetizados. Ou seja, elementos bem comuns ao Neofolk, só que mais rápidos, melódicos e eletrônicos.

É um álbum muito diferente em si, mas ao mesmo tempo nada absurdamente experimental. Deve fazer os fãs mais tradicionais do Neofolk "violão-voz-barulhodafloresta" torcerem o nariz a principio, mas é um trabalho de qualidade indubitável, acima disso. Recomendado a quem tem sede de ouvir coisas diferentes, como eu.


MySpace//LastFM

Tracklist:

01. Dernière Volonté - Ici Bas 2:06
02. Dernière Volonté - Languissant 5:11
03. Dernière Volonté - Mon Orage 4:32
04. Dernière Volonté - Rien A Aimer 4:38
05. Dernière Volonté - Impossible 3:02
06. Dernière Volonté - Le Plus Secret 4:36
07. Dernière Volonté - Fragile 1:53
08. Dernière Volonté - Trop Tard 3:43
09. Dernière Volonté - Maintenant 5:17
10. Dernière Volonté - A Jamais 3:58
11. Dernière Volonté - Immortel 4:56
12. Dernière Volonté - Peut Etre 4:19
13. Dernière Volonté - Le Mal Que Tu Me Fais 4:29
14. Dernière Volonté - Au Loin 2:39

Links:
Bayfiles//Mediafire//iFolder
domingo, 6 de setembro de 2009
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Der Blaue Reiter - Le Paradise Funèbre...L'Envers Du Tristesse

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Gênero: Martial, ethereal, darkwave, neoclassical
Ano: 2006
País: Espanha
Comentário: Eles são da Espanha, o nome do álbum é em francês e as músicas são inspiradas na invasão da Polônia pela Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Uma mistura um tanto quanto estranha, mas que deu certo. O som de Der Blaue reiter é algo visceral, um som que entra na alma. Misturando batidas militares com arranjos clássicos e melancolia, as músicas nem precisam de vocais, para evocar as mais variadas sensações no ouvinte. Para quem quer ouvir algo único, a mistura de músicas clássicas com batidas marciais de Der Blaue Reiter é recomendadíssima.
Tracklist:
1- Underworld Dreams - 6:16
2- The Grave of Mankind - 3:22
3- Words of Silence - 4:44
4- La Clameur de L'Ombre - 2:34
5- Into Heaven's Maze (First Chapter - Past: Act 3 "Death") - 5:09
6- Garden of Solitude - 4:45
7- When the Black Sun Rises - 5:40
8- The Return of The Light - 8:31
9- Regret - 4:13
10- Deconstruction - Part One - 7:31
11- Deconstruction - Part Two - 5:56
12- Into Heaven's Maze (Bonus Track - Remixed by Morpheus)


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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
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Sol - Let There Be A Massacre

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Gênero: Funeral Doom Metal
País: Finlândia
Ano: 2007
Comentários: Se você espera encontrar algo parecido com Shape Of Despair, Ataraxie, e afins, vai se decepcionar. O nome e a capa já demonstram que aqui temos algo diferente, e realmente o temos. Sol é uma banda de Funeral Doom de uma originalidade única, que vai agradar os fãs do estilo e os não-fãs. Pense numa banda de Funeral Doom com uma temática voltada à guerra. Então não será surpresa ouvir as levadas marciais da banda, especialmente na melhor do cd, a sensacional Boginki. O vocal pode não ser exatamente a melhor parte da banda, e em alguns momentos tudo parece um pouco monótono, mas Sol é uma das bandas de Funeral Doom que atraem por terem o fator "surpresa", você não sabe o que vai ouvir no próximo acorde. Recomendado aos fãs do estilo e dedicado à Renata \o\.

Tracklist:









1.Centuries Of Human Filth07:42
2.Apathetic Pride05:02
3.Boginki13:27
4.Where Angels Rot07:22
5.Era Of Decadence07:02
6.The inanity Of Man10:09
7.Apocalypse06:47

Links:

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Badongo
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domingo, 26 de outubro de 2008
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Of The Wand And The Moon - Lucifer

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Gênero: Neofolk, Experimental, Martial, Folk
Ano: 2003
País: Dinamarca
Comentário: Of The Wand And The Moon é um projeto do músico Kim Larsen, um dos ex guitarristas da banda de doom metal Saturnus. Logo no início da participação de Larsen da referida banda de doom, o mesmo começa a escrever letras bem destoantes do doom metal. Mais tarde, essas letras, acabariam por formar o projeto de neofolk Of The Wand And The Moon. A temática da banda gira em torno de simbolismos, arquétipos da mitologia germânica e paganismo. Of The Wand And The Moon já trabalhou com a banda Sol Invictus (já postada aqui no Ignes), outra referência quando falamos de neofolk. Com relação à banda musicalmente falando, as músicas são repletas de belos arranjos de violão (que lembram muito Agalloch), piano, flautas e a voz de Larsen dá o tom de abstração, de obscuridade necessário para que viajemos escutando todo esse álbum.
Recomendadíssimo. Destaque para a faixa Megin Runar (clipe postado).

Tracklist:

01 Lucifer
02 Nær Skóg Nær Fjöllum
03 Megin Runar
04 Followe Thy Faire Sunne Unhappy Shaddowe
05 Time Time Time
06 Let It Be Ever Thus
07 Reficul II
08 Lucifer II




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