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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
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Savages - Adore Life

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Gênero: Post Punk, Noise Rock
País: Inglaterra
Ano: 2016

Comentário: Com um riff quase thrash o Savages surpreendeu com o lançamento de "The Answer", primeiro single deste álbum. A música, que também abre o disco, soa como um sinal claro de que as coisas mudaram desde o lançamento do aclamado Silence Yourself, de 2013.

O Savages tinha uma dura tarefa pela frente, lançar um sucessor a altura de um disco de estreia tão único e sólido como Silence Yourself. A estratégia usada por muitas bandas para não cair no esquecimento é lançar o segundo disco no ano seguinte ao primeiro, o que na maioria esmagadora dos casos resulta em uma versão fraca do disco anterior. O Savages seguiu um caminho diferente, tomou seu tempo, e agora, três anos depois, surge Adore Life.

Apesar de ser um bom disco, algumas críticas devem ser feitas. Adore Life tem ótimas músicas, como "Evil", "Sad Person" e "Surrender, mas por vezes a banda parece estar meio perdida, se levando a sério demais, o que leva a perda inevitável daquilo que faz do Savages uma banda interessante. O exemplo mais claro disso é "Adore", uma música cansativa e que, mesmo tendo apenas cinco minutos, parece ser enorme.

Adore Life não supera seu antecessor, o que já era esperado, mas também não decepciona e mesmo que nem todas as músicas funcionem, as que funcionam são incríveis.

Tracklist:
1. The Answer
2. Evil
3. Sad Person
4. Adore
5. Slowing Down The World
6. I Need Something New
7. When In Love
8. Surrender
9. T.I.W.Y.G.
10. Mechanics

Ouça: Spotify

sábado, 9 de janeiro de 2016
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Os Melhores Discos de 2015 por Marcos Alves

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2015 foi um ano estranho em sua totalidade. Também foi um ano onde expandi meus horizontes musicais e o terminei escutando coisas que eu não imaginaria no começo. Foi o ano em que, finalmente, comecei a me aprofundar no hip hop e suas vertentes. Bem como o Black Metal, gênero que me arrependo de não ter dado mais atenção antes.

Sem muita enrolação, essa é a minha lista de melhores discos de 2015.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015
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Drenge - Undertow

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Gênero: Alternative Rock, Garage Rock, Grunge
País: Inglaterra
Ano: 2015

Comentário: Quando o Drenge surgiu, vindo de uma pequena cidade no norte da Inglaterra, com seu primeiro disco era difícil não se render ao então duo formado pelos irmãos Eion e Rory Loveless.

O disco homônimo saiu em meados de 2013 e era uma explosão de riffs pesados e refrões grudentos, a exemplo do carro-chefe, “Bloodsport”. Um disco pesado e recheado de uma frustração que só quem mora, ou já morou, em uma cidade pequena, é capaz de compreender.

O Drenge cresceu, viu o mundo, excursionou com grandes nomes, tocou em grandes festivais e agora conta com mais um membro. A forma que essas mudanças afetaram os irmãos Loveless fica bem clara em Undertow, segundo disco da banda.

Embora faixas como “We Can Do What We Want” (primeiro single do álbum) e “Favorite Son” ainda resgatem o espírito adolescente do primeiro disco, Undertow soa mais maduro, adulto e elaborado.

O maior trunfo do disco certamente reside no fato deste ficar cada vez mais denso, sombrio e pesado a cada música. É fácil perceber a atmosfera do disco se transformando, o que torna de Undertow uma metáfora para a passagem da fúria adolescente (We Can Do What We Want) para as nuances complexas da vida adulta (Standing In The Cold; Have You Forgotten My Name?).

Destaque para a faixa “The Woods”, o melhor trabalho da banda até então.

Tracklist:
1 . Introduction
2. Running Wild
3. Never Awake
4. We Can Do What We Want
5. Favourite Son
6. The Snake
7. Side By Side
8. The Woods
9. Undertow
10. Standing In The Cold
11. Have You Forgotten My Name?

Ouça: Spotify


quinta-feira, 16 de julho de 2015
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Wand - Golem

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Gênero: Garage Rock, Noise Rock, Psychedelic Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2015

Comentário: Uma miscelânea de gêneros como Garage Rock, Grunge, Noise, Punk e Psychedelic Rock convergindo em uma explosão surreal de guitarras barulhentas. Essa é uma ótima definição do que os californianos do Wand apresentam em seu segundo disco, o viciante Golem.

As influências citadas pela banda durante o processo de composição do disco (Melvins, Sleep e Electric Wizard) ficam bem claras nas faixas iniciais. O disco abre com o riff pesado e com ares de Black Sabbath de “Unexplored Map”, uma música relativamente curta. Em seguida a pesadíssima “Self Hypnosis in 3 Days” abusando de riffs simplistas e de um noise rock latente. “Self Hypnosis in 3 Days”  é definitivamente o maior destaque do disco.

Todo o peso presente nas faixas anteriores é interrompido pela onírica “Melted Rope”, fortalecendo os argumentos daqueles que comparam o Wand a um ‘Tame Impala mais pesado’. Apesar da indiscutível qualidade da música, essa parece meio deslocada no contexto do albúm.

Importante ainda destacar a quase pop “Cave in”. Uma música que, localizada no meio do disco, é uma espécie de meio termo entre os extremos apresentados neste disco.

Após as barulhentas “Floating Head” e “Planet Golem” o disco encerra com “The Drift”, uma faixa quase toda feita com sintetizadores, reafirmando a diversidade de estilos que perpassam ao longo de Golem.


Tracklist:
1. The Unexplored Map
2. Self Hypnosis In 3 Days
3. Reaper Invert
4. Melted Rope
5. Cave In
6. Flesh Tour
7. Floating Head
8. Planet Golem
9. The Drift

Ouça: Spotify


quinta-feira, 9 de julho de 2015
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Man Without Country - Maximum Entropy

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Gênero: Electo, Shoegaze
País: Inglaterra
Ano: 2015

Comentário: Letras sombrias mescladas com uma explosão de sintetizadores que poderiam, perfeitamente, ser a trilha sonora de uma festa em seu auge. Esta é a definição perfeita do som produzido pelo duo inglês Man Without Country.

Maximum Entropy é o segundo disco lançado por eles. O sucessor do ótimo Foe, de 2012, traz novamente o shoegaze com fortes elementos eletrônicos que ditou o primeiro trabalho da banda. Todavia, neste trabalho o duo se concentrou em músicas menos arrastadas e mais dançantes. O que fica claro logo na faixa de abertura “Claymation”.

Assim que “Entropy” passa de sua intro e explode em um synthpop relaxante, é fácil perceber que as músicas consistem em uma série de camadas de sons que mesclam vários elementos de gêneros que podem parecer conflitantes, mas que a dupla conseguiu encaixar em uma sintonia perfeita. Resultando em uma sonoridade ao mesmo tempo suave e explosiva. Melancólica e dançante. Fórmula essa repetida em faixas como “Oil Spill” e “Dead Sea”.

Em determinados momentos o disco alcança momentos de uma notável profundidade esmagadora que beira o desespero, como na linda “Loveless Mariage” e “Incubation”. Em outros, surpreende com canções pop como “Laws Of Motion” e “Sweet Harmony”, faixa que encerra o disco. Essa miscelânea de níveis e camadas diferentes é o que torna Maximum Entropy um grande disco.

Tracklist:
1. Claymation
2. Entropy
3. Laws Of Motion
4. Oil Spill
5. Loveless Mariage
6. Deadsea
7. Catfish
8. Romanek
9. Virga
10. Incubation
11. Deliver Us From Evil
12. Sweet Harmony

Ouça: Spotify


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
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Be Forest - Earthbeat

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Gênero: Shoegaze, Dream Pop, Post-Punk
País: Itália
Ano: 2014

Comentário: O trio italiano Be Forest é uma daquelas bandas difíceis de serem encontradas. Aquele tipo que não se acha muitas informações por aí e se descobre em um golpe de sorte. Tenho certeza que o leitor já passou por situação semelhante. Perdido em algum canto da internet você descobre uma banda despretensiosa e que enche seus ouvidos. Logo se vê imerso em uma atmosfera sonora delirante.

Suave e impactante Earthbeat é o segundo disco da banda. Com elementos eletrônicos muito bem introduzidos "Totem" abre o disco ditando um ritmo que se segue por todo o disco. "Captured Heart", a música do vídeo abaixo, causa certa estranheza com a flauta em sua introdução que parece, em um primeiro momento, fora de contexto. O disco alcança seu auge na quase dançante "Colours" e termina majestosamente com a suavidade atmosférica e relaxante de "Hideaway".

Tracklist:
1. Totem
2. Captured Heart
3. Lost Boy
4. Ghost Dance
5. Airwaves
6. Totem II
7. Colours
8. Sparkle
9. Hideway

Ouça: Spotify

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
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Savages & Bo Ningen - Words To The Blind

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Gênero: Post Punk, Experimental, Shoegaze, Noise
País: Inglaterra / Japão
Ano: 2014

Comentário: A última empreitada das britânicas do Savages é uma parceria com os japoneses do Bo Ningen. A coisa toda consiste em apenas uma música de quase trinta e oito minutos e é barulhenta, sufocante e genial.

O Savages foi formado em 2011 e é um dos destaques em meio a toda esta onde post-punk revival. O primeiro discos das moças, Silence Yourself, é um deleite para os fãs do gênero e rendeu a banda críticas positivas e apresentações pelo mundo afora. Inclusive com uma passagem pelo Lollapalooza Brasil  em 2014. O Bo Ningen, por sua vez, é um grupo acid punk japonês formado em Londres, em 2006. O quarteto conta com três discos na bagagem e colaborações com outras bandas.

'Words To The Blind' começa com um spoken word hipnotizante, que após cerca de seis minutos deságua em um mar de experimentalismo e barulho. Sombria e claustrofóbica a faixa se arrasta em meio aos sons de uma bateria distante e múrmuros suaves, até que se torna grandiosa e pesada. Apesar de parecer se perder em determinados momentos, nos quais parece que cada uma das bandas está tocando uma música diferente, Words To The Blind, é um lançamento que vai encher os olhos dos fãs de ambas.

Tracklist:
1. Words To The Blind

Ouça: Spotify

terça-feira, 9 de dezembro de 2014
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Os Melhores Discos de 2014 por Marcos Alves

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Todo ano nos é dada a árdua tarefa de eleger os melhores discos, revisitar artistas, correr atrás dos lançamentos perdidos, etc.

2014 foi um ano repleto de grandes discos, alguns retornos e ótimos debuts. Dos veteranos do Raveonettes a estréia estrondosa do Far From Alaska, passando pelo Black Metal do Behemoth e o Hip Hop do Run The Jewels, foi um ano agitado musicalmente.

Sem mais divagações, eis a minha lista. Os 15 melhores discos de 2014 em minha opinião e confesso ter sido muito difícil deixar alguns discos de fora.

terça-feira, 14 de outubro de 2014
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Playlists do Porco #8 - Duos

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Duas pessoas, o número mínimo de integrantes necessários para se formar uma banda e, talvez, o número ideal. Impossível é não ficar surpreso com a energia que flui entre duas pessoas no palco, mostrando que a complexidade musical, tão admirada por alguns, é irrelevante diante da energia que impulsiona uma platéia ao êxtase (e também ao ecstasy).

Do White Stripes ao celular de dois chips, esse formato se mostra ideal. Esta playlist consiste em 9 faixas que passam pelo Stoner, Grunge, Garage Rock e Indie. Sempre respeitando o formato em questão.

Boa audição!



Obs: O Bass Drum Of Death se tornou um trio, mas na época do lançamento da música que está nesta playlist, ainda era uma dupla.

domingo, 14 de setembro de 2014
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Death From Above 1979 - The Physical World

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Gênero: Dance Punk, Stoner Rock, Noise Rock
País: Canadá
Ano: 2014

Comentário: No longínquo ano de 2004 o Dance Punk com tons de Stoner Rock do Death From Above 1979 confundia pessoas por aí. Com músicas que ao mesmo tempo podiam encher pistas de dança e criar grandes rodas de mosh, o duo canadense fez seu nome sair do underground e conquistar fãs devotos e críticas positivas mundo afora. A banda formada por um baixista e um baterista ganhou remixes de Justice e Josh Homme, teve música sampleada pelo Cristal Castles e uma singela homenagem dos brasileiros do CSS.

Após o lançamento de apenas um disco a banda se separou. Agora, 10 anos após o lançamento do até então único disco, o incrível You’re A Woman, I’m A Machine, o Death From Above 1979 retorna com um disco tão pesado e dançante quanto seu predecessor, vencendo o ceticismo de muitos, inclusive o meu.

The Physical World é um deleite para os fãs da Death From Above 1979. Produzido por Dave Sardy, que já trabalhou com Oasis, LCD Soundsystem e Nine Inch Nails, o disco, já na música de abertura, “Cheap Talk”, mostra que a banda não perdeu o ritmo e o baixo distorcido em conjunto com os sintetizadores tímidos empolgam qualquer um. Acompanhada de “Right On Frankstein” e a super dançante “Virgins”, o ouvinte já está convencido da qualidade do disco logo em sua sequência inicial. Aos que ainda tinham dúvidas, cabe às ótimas “Nothin’ Left” e “Government Trash” saná-las. Fechando com a faixa título, a monstruosa "The Physical World", fica a vontade de ouvir de novo e de novo este que é um dos melhores discos do gênero lançados este ano.

E que venham os próximos 10 anos!

Tracklist:
1. Cheap Talk
2. Right On, Frankenstein!
3. Virgins
4. Always On
5. Crystal Ball
6. White Is Red
7. Trainwreck 1979
8. Nothin' Left
9. Government Trash
10. Gemini
11. The Physical World

MEGA

quinta-feira, 10 de julho de 2014
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Garbage & Brody Dalle - Girls Talk

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Gênero: Alternative, Grunge, Indie
País: Estados Unidos
Ano: 2014

Comentário: Como citado anteriormente aqui, a parceria entre Garbage e Brody Dalle rendeu frutos este ano. ‘Girls Talk’ é mais um fruto da parceria entre uma das bandas mais importantes da música alternativa dos anos 90 e a eterna musa punk.

O Garbage surgiu em 1993. Liderado por Shirley Manson a banda conta ainda com o lendário produtor Butch Vig. Responsável pela produção de discos seminais como Nevermind (Nirvana), Dirty (Sonic Youth) e Siamese Dream (Smashing Pumpkins), Butch atua como baterista, bem como produtor, do Garbage. A banda fez muito barulho nos anos 90 e após um longo período na geladeira retomou as atividades para o lançamento de Not Your Kind Of People, em 2012.

Brody Dalle surgiu para os olhos e ouvidos do grande público no começo dos anos 2000, liderando o The Distillers. Aos gritos Brody lançou 3 discos com sua banda, sendo o último deles, Coral Fang, o mais aclamado. Após o fim da banda que alavancou Brody, a moça formou o Spinnerette e mais recentemente, no ano de 2014, lançou seu primeiro disco solo, Diploid Love, que conta com Shirley Manson na faixa, “Meet The Foetus/Oh The Joy’.

Girls Talk é um single lançado em comemoração ao Record Store Day 2014, composto por duas músicas, a pesa e sombria ‘Girsl Talk’ e a eletrônica ‘Time Will Destroy Everything’.

Tracklist:
1. Girls Talk
2. Time Will Destroy Everything

MEGA // Novafile

domingo, 6 de julho de 2014
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Brody Dalle - Diploid Love

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Gênero: Alternative Rock
País: Austrália/Estados Unidos
Ano: 2014

Comentário: Não se espante por esta capa de notável mau gosto. Diploid Love é um bom disco.

Uma deusa, uma louca, uma feiticeira, Brody Dalle, a eterna vocalista do Distillers, retorna ao mundo da música após o malfadado Spinnerette de 2009. Com uma veia mais punk rock, que remete a banda que alçou a moça de voz ríspida ao patamar que hoje se encontra, Diploid Love, disco estréia de sua carreira solo, é cheio de participações e segue em sentido oposto ao pop Spinnerette.

Mais sombrio e recheado dos gritos característicos de Brody, Diploid Love chegou as lojas em maio deste ano. Com participações de Shirley Manson (Garbage), Nick Valensi (The Strokes), Emily Kokal (Warpaint), Michael Shuman (Queens Of The Stone Age) e Alain Johannes, Diploid Love se destaca entre os lançamentos deste ano, exceto pela capa, que vale ressaltar, é horrível.

O disco abre com “Rat Race” deixando claro que Brody Dale estava de volta com sua voz rouca belíssima e letras pesadas que soam deliciosamente bem juntas. Em seqüência as punks “Underworld” (uma das melhores do disco) e 'Don't Mess With Me' (que rendeu o ótimo vídeo abaixo), abrindo espaço para os gritos rasgados das ótimas 'Dressed In Dreams' e 'Carry On'. “Meet The Foetus/Oh The Joy” traz os backing vocals de Shirley Manson e Emily Kokal. A parceria entre Brody e o Garbage de Shirley Manson rendeu um ótimo single este ano, mas este é um assunto a ser tratado em outra resenha. O início de 'Blood In The Gutters' anuncia mais uma música arrastada, pesada e carregada de gritos que fazem os olhos de qualquer fã da moça brilharem. O disco fecha com 'Parties For Prostitutes' deixando a certeza que Brody Dalle fez um bom trabalho e espantou o fantasma do Spinnerette.

Tracklist:
1. Rat Race
2. Underworld
3. Don't Mess With Me
4. Dressed In Dreams
5. carry On
6. Meet The Foetus/Oh The Joy
7. I Don't Need Your Love
8. Blood In The Gutters
9. Parties For Prostitutes

MEGA // Novafile


domingo, 25 de maio de 2014
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Far From Alaska - ModeHuman

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Gênero: Grunge, Indie, Alternative, Stoner
País: Brasil
Ano: 2014

Comentário: ModeHuman certamente irá figurar nas listas de melhores discos nacionais do ano. O quinteto potiguar apresenta em seu disco de estreia uma sucessão de riffs pesados que remetem diretamente aos anos 90, combinados com uma sonoridade moderna em uma deliciosa ambiguidade que torna este um disco divertido e cativante.

O primeiro Ep, Stereochrome, caiu nas graças de Shirley Manson, vocalista do Garbage, com quem o Far From Alaska tocou no Planeta Terra Festival em 2012, mesmo ano em que a banda foi formada. A visibilidade em torno da banda cresceu e no final de 2013 começam as gravações do primeiro disco, ModeHuman.

O disco abre com ‘Thievery’, primeiro single lançado por eles. Fica difícil não traçar um pararalelo entre o Far From Alaska e bandas grunge lideradas por garotas no começo dos anos 90, como o The Breeders ou o Elastica, mas não para por aí. O Far From Alaska ainda tem mais a oferecer. ‘Politks’ é a mais diferente do disco, dançante, pesada e carregada de sintetizadores é certamente um dos destaques deste lançamento. A partir de ‘Another Round’ tudo começa a soar, de alguma forma, diferente e se você ainda não se rendeu ao som da banda, bem, esta é hora. A bela sequência formada pela já citada ‘Another Round’, ‘About Knives’ e ‘Rolling Dice’ impressionam pela qualidade e deixam qualquer ouvinte babando. O terceiro ato começa com ‘Communication’ com um clima mais direcionando ao Stoner Rock setentista que segue até o fim do disco, sendo interrompido apenas pela eletrônica ‘ModeHuman pt. 1’.

O Far From Alaska acerta em cheio com seu disco de estreia. Barulhento, direto, pesado e moderno, ModeHuman não sairá da sua playlist tão cedo.

Tracklist:

1. Thievery
2. Deadmen
3. Dino Vs Dino
4. Politiks
5. Another Round
6. About Knives
7. Rolling Dice
8. Mama
9. Greyhound
10. Communication
11. The New Heal
12. Tiny Eyes
13. ModeHuman pt1
14. Rainbows
15. Monochrome

MEGA // Novafile

segunda-feira, 14 de abril de 2014
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Porco na cena #36 - Lollapalooza Brasil 2014 (domingo)

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O segundo dia festival não foi tão tumultuado quanto sábado. O público reduzido pôde circular sem maiores problemas entre os palcos.

Stand Locomotiva discos - Fonte: ZP
Entre um show e outro também foi possível conhecer o que o festival oferecia em termos de entretenimento e afins. Uma roda gigante, um stand da Locomotiva discos, lotado de lps para compra, as lojas de souvenirs do evento e stands gigantes dos patrocinadores com diversos brindes foram alguns exemplos.

A maratona de shows neste dia começou cedo mais cedo.

terça-feira, 8 de abril de 2014
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Porco na cena #36 - Lollapalooza Brasil 2014 (sábado)

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O Lollapalooza Brasil, festival norte americano que se estabelece como um dos melhores no cenário nacional, chega à sua terceira edição em 2014 e está de casa nova: o Autódromo de Interlagos. E lá fomos nós mais, heroicamente, trazer para vocês um pouco das nossas impressões do festival.

A tal mudança de local trouxe de fato uma série de prós e contras. Positivamente o espaço em si, enorme por sinal, possibilitou o oferecimento de uma infinidade de serviços. No quesito alimentação a tenda Chef Stage foi a grande novidade. Saindo do tradicional cachorro quente, o local si trouxe uma série de chefes de cozinha que ofereciam um número variado de refeições à preços variados. Outro aspecto positivo foi o grande número de caixas, bares e banheiros que estavam bem distribuídos e atenderam as expectativas de enorme público presente no primeiro dia (cerca de 70 mil pessoas segundo a produção). A pontualidade das apresentações se fez presente novamente com shows começando e terminando em seus respectivos horários. Houve relatos de confusão na entrada do público, mas quando chegamos entramos com facilidade. A saída também foi tranquila e organizada. A temida batalha do metrô foi miniminizada.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
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Truckfighters - Universe

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Gênero: Stoner Rock
País: Suécia
Ano: 2014

Comentário: "... então eu percebi que o Truckfighters não era só a melhor banda que eu já tinha ouvido, mas era a melhor banda que já existiu" essa afirmação de Josh Homme (Queens Of The Stone Age) foi feita em uma entrevista para o documentário sobre o Truckfighters lançado em 2011. Bem, Josh estava bêbado e começou a falar bem de uma banda que ele nem mesmo conhecia. Mas seria possível que o Truckfighters, uma banda de Stoner Rock vinda cidadezinha pacata, cujo os integrantes conciliam seus empregos com a vida na estrada, tocando em bares pouco maiores que a sala da sua casa, agendando os próprios shows, carregando o próprio equipamento em uma van velha fosse a melhor banda que já existiu? Talvez sim.

Formada em Örebro, em 2011 o Truckfighters tem quatro ótimos discos em seu curriculum. Universe, este que vos trago, é o quarto disco deles e traz tudo aquilo que torna esta uma banda que você definitivamente deve conhecer. Transbordando peso e qualidade em 44 minutos de Desert Rock o disco abre com a excelente 'Mind Control', deixando o ouvinte embasbacado e rendido ao som do trio sueco já em seu primeiro minuto. O que se segue é um massacre sonoro e um deleite para todo e qualquer fã do gênero, divido em 7 músicas igualmente incríveis. Destaque para as faixas 'Convention', 'Prophet' e 'Mastodont'.

Tracklist:
1. Mind Control
2. The Chaiman
3. Convention
4. Get Lifted
5. Prophet
6. Dream Sale
7. Mastodont

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domingo, 2 de fevereiro de 2014
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White Lies - Small TV

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Gênero: Post Punk, Indie
País: Inglaterra
Ano: 2013

Comentário: Seguindo o lançamento de Big TV os ingleses do White Lies, um dos melhores representantes dessa nova onda Post Punk, lança o EP Small TV. Composto por cinco canções o EP inclui, além de versões de clássicos da banda e músicas do último disco, covers de Lana Del Rey e Prince.

Formado em 2007 o White Lies ganhou rápida visibilidade com o single 'Death'. O primeiro disco veio em 2009, To Lose My Life... fez a banda cair nas graças da crítica e do público alçando o White Lies a grandes festivais. O disco é uma sucessão de hits como a já citada 'Death', 'Fifty On Our Foreheads', Unfinished Business' e 'From The Stars'. Seguindo o sucesso de seu primeiro disco veio Ritual em 2011 com as ótimas "Strangers' e 'Bigger Than Us'. Em 2013, é lançado o terceiros disco de estúdio, Big Tv.

Em Small TV o White Lies utiliza de elementos mais simplistas e arranjos novos, o que deu muito certo em algumas faixas, como 'First Time Caller' (música de seu último disco) mas peca em outras faixas, como 'I Would Die 4 U'. No geral Small TV é um EP que certamente vai agradar aos fãs dessa ótima banda.

Tracklist:
1. There Goes Our Love Again
2. Ride
3. Firts Time Caller
4. I Would Die 4 U
5. Unfinished Business

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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
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Os 50 Melhores Discos De 2013

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Demorou, mas saiu. Eis a lista com os 50 melhores discos na opinião da vasta equipe do Pignes. Uma lista que reflete perfeitamente o ecletismo de nossos colaboradores, indo do pop chiclete de MIA ao black metal do Peste Noire, passando ainda pelos Stoner Rockers do Red Fang, o rapper Kanye West, o shoegaze do My Bloody Valentine, entre outros vários que passaram pelo blog neste que foi um grande ano para os fãs de música.  E agora, nos dias finais de 2013, é a hora de relembrar os discos que nos fizeram passar pelos dias com mais facilidade, pois a música, a música é o que nos move.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013
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Hellbenders - Brand New Fear

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Gênero: Stoner Rock
País: Brasil
Ano: 2013

Comentário: Minha primeira experiência com o Hellbenders foi quando a banda abria para o Black Drawing Chalks, em uma casa de shows de Belo Horizonte. A segunda foi quando encontrei os integrantes da banda no mosh, em meio a chuva de cerveja que tomou conta do lugar.

Existe uma cena musical muito interessante rolando em Goiânia. Inspirados, na maior parte, pelo lendário MQN, bandas como o Black Drawing Chalks, Dry e o Hellbenders se destacam no movimento Garage/Stone Rock goiano.

Brand New Fear, primeiro full lenght deles, é recheado daquilo que torna a cena goiana tão interessante. Guitarras pesadas, bateria acelerada e baixo carregado são distribuídos em 10 músicas que falam sobre mulheres, bebedeiras e tudo aquilo que é típico do Stoner Rock, executadas com maestria pelo quarteto em um verdadeiro massacre sonoro.

'Brand New Fear', 'Whorehouse Murder e 'Outburst' formam uma bela sequência de abertura, sendo esta última uma daquelas músicas que levam qualquer a entrar a se levantar e entrar na roda. Ao longo do disco músicas como 'Hurricane', '3 times Or More' e 'No Thinking' se destacam pelo peso e qualidade surpreendentes.

Os segundos finais de 'Smashing Cars, Chasing Stars', música que fecha o disco, deixam a certeza de que a cena goiana está em chamas e muita coisa boa ainda virá desses garotos e seus conterrâneos.

Tracklist:
1. Brand New Fear
2. Whorehouse Murder
3. Outburst
4. Hurricane
5. 3 Times Or More
6. Escape Song
7. No Thinking
8. Shoot On Spot
9. Holy Whiskey
10 Smashing Cars, Chasing Stars

Download gratuito no site oficial.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013
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Keep Shelly In Athens - At Home

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Gênero: Downtempo, Dream Pop, Ambient, Experimental, Trip Hop, Synthpop, Chillwave
País: Grécia
Ano: 2013

Comentário: Originário da Grécia, o duo Keep Shelly In Athens surgiu em 2010, no auge do movimento relâmpago que foi o witch house. At Home, segundo full lenght deles, segue a mesma linha sombria e densa de In Love With Dusk/Our Own Dream, na verdade é uma compilação de dois Ep's, lançado em 2012 e que também apareceu por aqui no Pignes.

Nas palavras da vocalista Sarah P. “Nós ouvíamos bastante Oasis e coisas do tipo. E eu também tinha influências de darkwave. Então há certa mistura e no começo estávamos um pouco receosos com isto. Mas então decidimos seguir toda esta diversidade (...) nós misturamos todas essa essas coisas e tentamos criar algo novo.”

Não muito diferente de seu antecessor, At Home é recheado de vocais suaves, batidas densas e sintetizadores. A faixa de abertura, ‘Time Only Exist To Betray Us”, se destaca como uma das melhores do disco, seguida da ótima ‘Oostende’. A banda encontra um dos seus melhores momentos na seqüência ‘Room 14 (I’m fine)’, música que se destaca por sua linha de baixo, ‘DIY’ e ‘Knife’ que com seu riff de guitarra e vocais que lembram os tempos áureos do Yeah Yeah Yeahs conquista todo e qualquer ouvinte. Vale a pena citar também o belíssimo vídeo da faixa 'Recollection', que se encontra no final deste post.

At Home me parece um disco perfeito para ser ouvido em um fim de tarde, em um cenário urbano, cinzento, de um dia chuvoso, como este em que escrevo essa resenha.

Tracklist:
1. Time Exists Only To Betray Us
2. Oostende
3. Recollection
4. Flyway
5. Higher
6. Madmen Love
7. Stay Away
8. Room 14 (I'm Fine)
9. DIY
10. Knife
11. Sails
12. Hover
13. Back To Kresnas Street
14. Addictions

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Quem escreve e faz os uploads:

 
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