Comentário: Muitos creditam ou se surpreendem com a "nova" fase roqueira de Ana Cañas impressa em Tô na vida, seu mais novo disco, mas o mesmo não traz tantas novidades em si. Com produção de Lúcio Maia (Nação Zumbi), mixagem de Mario Caldato Jr. (Beastie Boys) e colaborações de peso por parte de Arnaldo Antunes, Marcelo Jeneci e Dadi, Canãs fica à vontade para perfilar o que melhor sabe fazer: canções sobre o amor e dor. Assinando grande parte do repertório, a cantora versa de maneira simples e pegajosa sobre a plenitude amorosa encontrada como em "Existe" (canção com belo solo de Maia), na cadenciada "O som do osso", em "Indivísvel" (música marcada por riffs marcantes e secos em ode a Joan Jett), na predominante acústica e lasciva "Bandido", na suja "Madrugada quer você" (parceria estridente com Arnaldo Antunes e Lúcio Maia). Nesta seara destaca-se também o hino feminista "Mulher" ("Nenhuma em mil, ninguém e todas / Alguém te pariu, linda e louca"), que funciona como uma co-irmã de "Todas as mulheres do mundo" (canção de sua ídola Rita Lee) Em contrapartida, baladas como o primeiro single "Tô na vida" (soul conduzido pela guitarra marota e sexy de Lúcio e pelo teclado vintage de Jeneci), "Amor e Dor" ("Não sei que eu sou/mas sei que vou por aí) e a beatleniana "Pra machucar" ("Por que é que a gente diz as coisas quase sem pensar?") revelam a outra porção do amor, expondo as fragilidades de quem se arrisca de coração aberto e sofre entre erros e acertos em busca a realização.
Num balanço final, para quem conhece a sua carreira de fato sabe muito bem que a postura rock n' roll já era alardeada, seja no palco ou com os apontamentos presentes em canções dos álbuns Hein? e Volta. Mas a falta de novidade não descredita a qualidade alcançada neste trabalho. A coragem em se desnudar ante ao público segue como grande trunfo desta garota prodígio da música brasileira.
01. Existe 02. Tô na Vida 03. Hoje Nunca Mais 04. O Som do Osso 05. Indivisível 06. Coisa Deus 07. Bandido 08. Feita de Fim 09. Um Dois um Só 10. Amor e Dor 11. Mulher 12. Pra Machucar 13. Madrugada quer Você 14. O Amor Venceu (Faixa bônus)
Gênero: Folk / Rock / Eletronic País: Brasil Ano: 2014
Comentário: Paulistana na gema, Tiê faz parte do seleto grupo músicos da que da capital conquistaram a devida exposição neste últimos anos. Debutando em 2008, a cantora lançou com o seu primeiro EP em parceria com Dudu Tsuda (Cérebro Eletrônico), trabalho que serviu de trampolim o lançamento de seu primeiro álbum. Lançado no ano seguinte, Sweet Jardim foi um dos mais belos rebentos daquele ano, graças a delicadeza e a crueza imprensas em canções tristonhas como "Assinado eu" e "Te valorizo". Nesta época, a cena local estava em alta graças aos seus pares Tulipa Ruiz, Thiago Phetit e Tatá Aeroplano (Cérebro Eletrônico) que, tempos depois, formariam o combo Novos Paulistas.
Dois anos mais tarde, A coruja e o coração deu o ar da graça, em disco cuja influência folk, revelada no primeiro disco, novamente deu o tom tal como nas essências "Na varanda da Liz" e "Pra alegrar o meu dia". Passados 3 anos, Tiê optou por abandonar o lugar comum. O resultado desta nova empreitada é o recém lançado Esmeraldas.
O disco, cujo título faz alusão a cidade mineira onde o trabalho fora idealizado, celebra a entrada de novos parceiros, fator este que fez do disco uma amalgama de novas sonoridades. As presenças de Jesse Harris (Norah Jones) e Adriano Cintra (ex- Cansei de ser sexy), dupla que coordena a produção, trouxeram a liberdade essencial para que a cantora buscasse e alcançasse novos ares. Os delicadas arranjos de corda (na regravada "Gold Fish"), o leve aceno à música medieval na faixa título, o balanço eletrônico e dançante de "Urso", o rock na acelerada "Mínimo maravilhoso", os metais circenses de "Vou atrás" e a dueto inédito com David Byrne (Talking Heads), em canção hino anti-exposição midiática, comprovam que frutífera parceria foi acertada.
Por um outro lado, as letras, geralmente marcadas pela pessoalidade, novamente coordenam as ações. As canções, compostas em sua maioria com André Whoong, trazem de volta a doçura de outrora como na bela ode à beleza quotidiana ("Maquina de lavar" e em "Meia hora"). As desilusões amorosas dão o tom na dolorida "La notte (a noite)", primeiro single e regravação da cantora Arisa, e em "Isqueiro azul", promovendo assim o diálogo com temas passados.
Por fim, parafraseando um trecho da já citada "Mínimo maravilhoso", Tiê está de "afim se reeducar, buscando coisas boas para aprender". Que bom! De fato, qualidades como estas deveriam ser essenciais para todo o qualquer ser humano existente, pois em tempos nos quais o pessimismo impera, se faz necessário traçar um novo olhar ao mundo ao nosso redor. A busca pelo novo pode resultar em novas alegrias e dar novos sentidos aos nossos dias.
01. Gold Fish
02. Par de ases
03. Máquina de lavar
04. Urso
05. Mínimo Maravilhoso
06. Esmeraldas
07. Isqueiro Azul
08. Depois de um sonho
09. Vou atrás
10. A noite (la notte)
11. Meia hora
12. All around you - ft. David Byrne
Comentário: Artisticamente, a sonhada maturidade musical, por vezes, é
um trabalho árduo de anos de trabalho onde anos de vivência, erros e acertos,
resultam por fim em algo satisfatório em sua plenitude. Porém, há aqueles que
subvertem a lógica natural e de forma surpreendente já nascem prontos, capazes
de produzir algo digno de nota, altamente agradável logo em sua estréia. Nesta
rara seara, um belo exemplar foi a estreia de Priscila Novaes Leone,
popularmente conhecia como Pitty.
Com carreira solo iniciada em 2003, após seis anos de dedicação
à banda Inkoma, Pitty estreiou via Admirável
chip novo, disco largamente elogiado pela crítica graças a proposta
inovadora para época ao conciliar letras muito bem trabalhadas (muitas em ode a
escritores clássicos como Thomas Hobbes e Aldous
Huxley) com a sonoridade rock e produção precisa de Rafael Ramos.
Com o súbito sucesso,
principalmente entre o público adolescente que a adotou como sua porta voz, e
seguindo a máxima “em time que está ganhando não se mexe” a cantora baiana manteve
a sua lógica de trabalho nos discos subsequentes (Anacrônico, de 2005 e Chiaroscuro, de 2009).
Já em 2011 criou o projeto
Agridoce junto à Martin Mendonça, ex-Cascadura e guitarrista da banda de apoio
da cantora, onde exploraram texturas musicais adocicadas, próximas ao folk,
anos luz do seu tradicional rock visceral. Com o sucesso da iniciativa, a dupla
excursionou por dois anos, rendendo inclusive uma apresentação no Lollapalooza
2013.
Após hiato de 5 anos de sua
fase solo, Pitty volta aos holofotes com Setevidas.
Marcado pelo turbilhão de experiências ruins recentes como a morte de Peu,
guitarrista de sua primeira fase, o processo trabalhista movido por Joe,
ex-baixista, e, principalmente, a internação na UTI devido a uma disfunção
hormonal, a cantora promove neste quarto disco o retorno de elementos característicos
de sua carreira, mas com novos olhares.
Produzido por Rafael Ramos,
responsável por produzir todos os discos dela, e mixado nos EUA por Tim Palmer
(responsável por inúmeros trabalhos de qualidade ao lado de David Bowie, Pearl
Jam entre outros) o disco traz musicalmente de volta a influência do Queens of
the stone Age de outrora como se percebe na faixa de abertura “Pouco”, na ótima
“Deixa ela entrar”, e em “Pequena Morte”. As composições com o habitual tom de
crítica social ressurgem em “Boca aberta” e em “A massa”. A pesada faixa título, primeiro single deste
disco, detém o mérito de ter o refrão mais pegajoso de 2014 (“só nos últimos
cinco meses eu já morri umas quatro vezes / ainda me restam três vidas para
gastar).
Na ala das novidades, muitas
delas oriundas da experiência adquirida em Agridoce, surgem na inicialmente
delicada “Lado de lá”, canção conduzida ao piano que cresce absurdamente nos
seus minutos finais num arranjo explosivo, muito semelhante aos britânicos do
Muse. Já em “Serpente”, novamente o tom adocicado e predominantemente acústico
dão o tom para esta canção otimista ante a vida, tema este que permeia todo o álbum.
Elementos percussivos se destacam em na cadenciada “Um leão”.
Por fim, percebesse que em Setevidas Pitty conseguiu azeitar muito
bem todas as dificuldades e prazeres proporcionadas nestes últimos anos de
labuta e alcança agora o estado de excelência, resultando no seu melhor trabalho
nestes 10 anos de bons serviços à boa música.
Gênero: Jazz / Blues / Rock / Pop / Soul / Rap / Latino País: Estados Unidos Ano: 2013
Comentário: Martin Scorsese sempre capricha em suas seleções sonoras para seus filmes e o recém lançado O lobo de Wall Street não é diferente. Se em sua carreira Scorsese primou pela versatilidade de gêneros fílmicos (comédia, drama, musical, ação, aventura entre tantos outros), visualizamos aqui nesta trilha o reflexo desta qualidade.
Organizada por Randall Poster e Marty, as escolhas aqui primam em sua maioria pelo caráter clássico do cancioneiro americano. À começar temos um standard jazz "Mercy, Mercy, Mercy" cometido pelo saxofonista Cannonball Adderley. Na ala do jazz ainda temos pérolas garimpadas de Allen Toussaint, Ahmad Jamal e Eartha Kitt, na ótima "C'est si bon". A porção blues fica por conta das presenças de canções de Elmore James, Howlin' Wolf e Bo Didley que comparece com duas canções: "Pretty Thing" e "Road Runner". Joe Cuba e Jimmy Castor são responsáveis pela porção latina da trilha com as ótima "Bang! Bang!" e a hilária "Hey Leroy your mama is callin you" respectivamente. O rock, gênero onipresente de suas trilhas, dá o tom com o clássico de Billy Joel "Movin' out" e também clássica versão para o hino "Mrs. Robinson" cometida pelo saudoso Lemonheads. O blues country "Meth lab Zoso sticker", da promessa 7horse, é a prova de que o diretor está também de olho no que acontece na cena musical atual. A vertente pop é representada pelo pop experimental de Malcolm McLaren e a oitentista "Never say never" de Romeo Void. Vale ainda fazer menção a corretíssima versão para "Goldfinger" (tema de 007), realizada por Sharon Jones e seus Dap Kings, que surge ao vivo durante o filme na cena do casamento do personagem central Jordan Belfort, interpretado brilhantemente por Leonardo Dicaprio.
Por fim, a trilha em si já é digna de audição por si mesma, mas vale a pena o exercício de assistir ao filme que estréia oficialmente dia 24 de janeiro no Brasil, pois mais do que meramente colocar canções durante as cenas rodadas, Scorsese prima por escolhas nas quais música e cena dialogam abertamente. Sem contar que há outras surpresas sonoras tais como Foo Fighters, Devo e Cypress Hill. É ver para crer.
P.S. A escolha de "Black Skinhead", de Kanye West, como faixa amostra é o fato da mesma ter sido utilizada num dos trailers promocionais do filme e, além disso, é, indiretamente, um hino para a obra em si. A mesma está presente no link de download abaixo em versão ao vivo como bônus.
01. Mercy, Mercy, Mercy - Cannonball Adderley
02. Dust my brown - Elmore James
03. Bang! Bang! - Joe Cuba
04. Movin' out - Billy Joel
05. C'est si bon - Eartha Kitt
06. Goldfinger - Sharon Jones and the Dap-Kings
07. Pretty thing - Bo Didley
08. Moonlight in Vermont - Ahmad Jamal Trio
09. Smokestack Lightnin' - Howlin' Wolf
10. Hey Leroy your mama is callin you - Jimmy Castor
11. Double Dutch - Malcolm McLaren
12. Never said Never - Romeo Void
13. Meth lab Zoso sticker - 7horse
14. Road Runner - Bo Didley
15. Mrs. Robinson - Lemonheads
16. Cast your fate to the wind - Allen Toussaint
17. Black Skinhead - Kanye West
Comentário: 2014 mal começou e já temos um candidato à disco do ano: High hopes, novo rebento de Bruce Springsteen, popularmente conhecido no meio musical como the boss (o chefe).
Composto basicamente de covers, outtakes e novas versões de canções já consolidadas, o décimo oitavo álbum do cantor traz também as últimas contribuições de Clarence Clemons (saxofonista) e Danny Federeci (tecladista), ambos ex-membros de sua banda de apoio (a E-Street Band), que faleceram nos últimos anos.
O cartão de visita é a cover faixa título que aqui nesta nova versão (a primeira é de 1995) prima por batidas suingadas. Na sequência temos a segunda releitura, a disco robótica (?!) "Harry's place" que faz alusão a "Mary's place", faixa do essencial The rising. "American Skin", terceira canção, também já havia debutado no disco ao vivo Live in NYC, porém aqui surge numa roupagem mais intimista. "Just like fire would" é a segunda cover. Os homenageados da vez são os australianos do The saints. "Heaven's wall" mescla gospel, batidas africanas e rock resultando em algo que deva ser um dos pontos altos da nova turnê que se iniciará neste mês. "Frankie fell in love" e "This is your sword" são puro Spingsteen: pegajosa, alegre e com cheiro de estrada. Mas o título de melhor releitura fica para "The ghost of Tom Joad": inicialmente a mesma era folk e dolorida, diretamente das sessões amargas e solitárias do disco de mesmo nome lançado na década de 90, e agora ganha arranjo pungente e voraz mediante a presença da guitarra marcante de Tom Morello (Rage Against the Machine) que colabora também nos vocais. Aliás, os serviços de Morello não se restringem a somente nesta faixa, mas no álbum como um todo.
Por fim, vale a mencionar a inusitada cover do Suicide para "Dream baby dream" canção que encerra o trabalho. A mesma, que já havia debutado ano passado num vídeo de agradecimento ao público presente na turnê Wrecking Ball; que inclusive passou pelo Brasil em 2013, é basicamente conduzida por batidas eletrônicas e arranjo sutil ao violão e traz em seu refrão o essência do trabalho do boss: a necessidade de manter o sonho vivo.
Não haveria momento melhor para que este disco vazar (a data de lançamento oficial é 14 de janeiro), pois para este ano novo que se inicia é preciso manter as esperanças em alta. Se hoje vivemos tempos difíceis Bruce segue cantando, em alto e bom tom, que devemos manter nossas chamas acessas e seguir adiante.
À seu modo, esta é a maneira de nos desejar um "Feliz 2014".
01 - High Hopes
02 - Harry's place
03 - American skin (41 shots)
04 - Just like fire would
05 - Down in the hole
06 - Heaven's wall
07 - Frankie fell in love
08 - This is your sword
09 - Hunter of the invisible game
10 - The ghost of Tom Joad
11 - The Wall
12 - Dream baby dream
Comentário: "Sério?" este foi o meu questionamento ao saber do retorno de David Bowie ao mundo da música após hiato de uma década. Momento de alegrias para muitos fãs e admiradores da boa música, a volta do camaleão para mim foi um misto de surpresa com desapontamento, pois tenho um motivo imbecil que não consigo ignorar: o caráter colecionador. A duras penas, consegui durante anos a fio adquirir todos os álbuns de estúdio do cantor e tinha para mim que a coleção estava por encerrada. Mas eis que o mestre decide The next day veja a luz do dia em pleno 2013.
Dono de uma discografia das mais diversificadas da história da música, Bowie sempre foi fiel as suas convicções e isto fez com que flertasse com funk, soul, drum and bass, industrial, techno, rock, disco, art rock entre tantos outros gêneros que seria necessário um post enorme só para falar disto. Tanta versatilidade originou muitos acertos e alguns erros. E no caso este mais novo rebento entra para o panteão dos clássicos.
The next day é um disco que soa como continuidade natural de Reality, álbum lançado em 2003. A faixa título é um dos melhores cartões de visita deste ano. Rocker na essência, a canção é um hino que vai de encontro aos detratores que denunciaram que sua carreira estava acabada. "The stars (are ou tonight)", segundo single do disco, é enérgica com frases de guitarra marcantes e tem vídeo clipe dirigido por Flora Sigismondi que faz ode a estilo de David Lynch, diretor canadense popularmente conhecido por filmes instigantes a psique humana. "Where are we now?" é a porção melancólica caracterizada por um belo arranjo ao piano. "Valentine's day" é provavelmente a mais bela canção composta no ano vigente, uma referência lindamente construída ao amor nos dias atuais. "Boss of me" é pura soul music cadenciada por uma mensagem positiva ante a tristeza. "Dancing out of space" e "(You will) set the world on fire" respondem pela parte pungente da obra vide guitarras distorcidas, pesadas e até mesmo dançantes. A última inclusive aborda em letra a cena folk dos anos 60, onde Baez, Van Ronk e Dylan cresceram e mudaram o mundo.
Alusões ao passado, seja pela capa (um recorte do também clássico "Heroes") ou pela produção do antigo parceiro Tony Visconti, podem enganar os desavisados, mas Bowie segue em frente esbanjando vitalidade e criatividade que em nada devem os tempos áureos de sua carreira.
Por fim, há uma razão para o retorno do britânico em pleno 2013 ela está explicitada no refrão da já citada "Valentine's day", pois "ele tem algo a dizer". E caríssimo Bowie, eu te perdoo. Se nos próximos anos você manter a qualidade em alta, tal como neste disco, não me importo de gastar outros suados reais com as suas obras. Não à toa The next day figura em várias listas de melhores do ano.
01. The next day
02. Dirty boys
03. The stars (are out tonight)
04. Love is lost
05. Where are we now?
06. Valentine's day
07. If you can see me
08. I'd rather be righ
09. Boss of me
10. Dancing out of space
11. How does the grass grow?
12. (You will) set the world on fire
13. You feel so lonely you could die
14. Heat
15. So she
16. Plan
17. I'll take you there
Comentário: Quem nunca vibrou com Dragon Ball? Um amigo meu (Lima Júnior) até cantava a seguinte paródia: “Se chorei ou se sorri, o importante é que todos os episódios de Dragon Ball Z eu assisti”. Lá pelos anos 90, eu também pirava com As Guerreiras Mágicas de Rayearth! Mas aí nós crescemos e deixamos isso para trás (ou não). No meu caso, muito embora o filme da minha vida seja em desenho animado (The Nightmare Before Christmas), eu já não gosto mais de ficar assistindo esses animes ou desenhos animados. Do mesmo modo, uma pessoa mais perspicaz já teria notado que eu também não gosto de música japonesa. - Ariel, nem Moi Dix Mois e Malice Mizer?
Não!
E é irônico que, seguindo a perspectiva de que um anime é uma série, esses dias saiu uma publicação no Yahoo News sobre séries que eram boas, mas não vingaram... - Mas o que tudo isso tem a ver com esse post?
Highschool of The Dead (Gakuen Mokushiroku - 学園黙示) foi um mangá escrito por Satou Daisuke, desenhado por Satou Shouji e que começou a ser publicado em 2006 pela revista Dragon Age. Em 2010, veio o anime produzido pela Madhouse, a qual lançou 12 episódios na primeira e única temporada exibida. A animação conta a história de um grupo de estudantes junto a uma enfermeira que tentam sobreviver a um apocalipse zumbi, este iniciado na clássica forma de “um belo dia, quando ninguém sequer podia imaginar, alguém aparece e morde outra pessoa; e assim todos viram zumbis!”. No Brasil, este anime se restringiu ao mundo otaku, haja vista que até a dublagem de alguns episódios foi feita de maneira bem amadora. Em 2011 e este ano ainda houve cogitações sobre a segunda temporada, mas nada foi confirmado, propagando ainda mais a desesperança entre os fãs. Sendo assim, o status da série é “em hiato/sem perspectiva de voltar”. Uma pena!
A trilha sonora fora lançada em dois discos distintos: o primeiro (ED Álbum H.O.T.D.) contento apenas as músicas de encerramento, totalizando 12 faixas (uma para cada episódio) das quais são cantadas por Kurosaki Maon; e o segundo (Highschool of the Dead OST) com as músicas estruturais (digo “estruturais” como músicas predominantemente instrumentais que, geralmente, baseiam e tonalizam a atmosfera da cena e que até me atrevo a descrever como "Dark Ambient") do anime, possuindo 25 faixas que foram compostas por Wada Takafumi; sendo ambos os álbuns lançados no mesmo ano (2010). Além desses, também fora lançado em 2010, um single da música de abertura, “HIGHSCHOOL OF THE DEAD” composta/tocada por Kishida Kyōdan & The Akeboshi Rockets, com outras versões.
Particularmente, eu não sei dizer o porquê de gostar deste anime. Talvez seja por conta dos zumbis ou ainda, quem sabe, por conta de querer muito um Hirano (daquele jeito mesmo: gordinho, nerd e fascinado por armas de fogo) só para mim!
É com muito atraso orgulho que apresento a resenha do Sweden Rock Festival!
Depois de muita aventura, muita emoção, muita vid@ lok@, muito sentimentalismo, muito amor no coração, e se duvidar, uma quase demissão aqui do blog ;p, aqui vai o meu relato representando o Porco na Suécia, finalmente!
Como o prometido, dei um pulo ali naquela terra linda de deus (com pessoas lindas de deus também, só pra caso algum desinformado nunca tenha ouvido falar sobre isso) e tive uma experiência bacaníssima no festival mais organizado que eu já vi e que eu provavelmente vou ver (a não ser que eu vá novamente).
Comentário: Tenho certeza que o AC/DC, banda formada pelos irmãos Young, dispensa apresentações, porque esses dinossauros do cenário do Rock mundial, têm influenciado gerações e inspirados muitos outros artistas nesses seus quase 40 anos de carreira. E mesmo com seus membros já velhos e com o peso dos anos curvando suas costas, continuam na ativa, arrebanhando multidões por todo o mundo para seus monstruosos shows, mostrando ainda que possuem bastante vigor e vivacidade em suas performances, colocando muitas bandas mais novas no chinelo.
Acho que todo mundo conhece um pouco da história do AC/DC, e as suas duas fases mais marcantes, a era Bon Scott, e a era Brian Johnson. Pois bem, Bon Scott foi na verdade o segundo vocalista do AC/DC, antes havia um outro chamado Dave Evans que por desentendimentos entre os membros, e por não possuir o estilo que os irmãos Young desejavam, acabou sendo demitido, e no seu lugar colocaram o Bon Scott que era amigo de George Young, irmão mais velhos de Malcom e Angus Young. E foi com Bon nos vocais é que o AC/DC alcançou notoriedade e sucesso mundial, que ficou evidente com o lançamento do aclamado álbum Highway to Hell, em 1979. Mas infelizmente, em 1980, o então vocalista do AC/DC morre, de forma estranha, misteriosa e controversa, e que até hoje gera polêmica. Mas a questão é: a banda estava no auge do sucesso, e como acontece em vários casos parecidos, que envolve a saída de seus vocalistas, e acomete bandas da atualidade e do presente, isso poderia decretar o fim da banda, que se encontrava em ascensão, e decerto, abalados com a morte do então vocalista, os irmão Young até cogitaram a possibilidade de abandonar a banda, porém convictos de que isso não era o que Bon Scott queria, resolveram seguir em frente, e encontrar um novo vocalista. O que também é uma coisa que não costuma dar certo, e se tratando desse caso, seria mais complicado ainda arrumar outro vocalista, porque o Bon Scott era um excepcional cantor e bastante carismático. Mas, talvez por sorte, eles encontraram um substituto a altura, que era igualmente talentoso, assim como carismático, e é ai que entra em cena o novo vocalista, Brian Johnson.
Com o então novo vocalista, a banda termina a gravação do álbum Black in Black, que foi um sucesso logo de imediato, alcançando 1° lugar no Reino Unido e o 4° nos Estados Unidos, onde ficou 131 semanas no Top 10 e é o 5º álbum mais vendido de todos os tempos nos Estados Unidos. Depois de todo esse sucesso não restavam duvidas, nem para os mais céticos, que o novo vocalista foi um substituto digno. E mesmo com alguns altos e baixos durante na sua carreira, o AC/DC já conseguiu o seu lugar na historia da música mundial, e ainda vai ser lembrado como uma das maiores bandas de Hard Rock que já existiu.
O objetivo de contar essa parte da historia do AC/DC é por conta do álbum que estou postando aqui, que é uma coletânea dos maiores sucessos da banda, mas dividido em dois CDs, um com Bon Scott nos vocais e o outro com Brian Johnson. Que por sinal é uma ótima seleção de músicas das duas fases da banda, mostrando o melhor dos dois vocalistas. E acho que essa é uma boa forma de conhecer mais essa espetacular banda nessa sua trajetória. E é indicado tanto para fãs de carteirinha, quanto para aqueles que ainda não conhecem muito bem o trabalho da banda.
E finalmente, eu só queria ressaltar que acho descabido fazer comparações entre os dois vocalistas do tipo: quem é melhor ou pior, e coisas do gênero, porque cada um possui seu próprio estilo, e seus méritos, e os dois contribuíram para consolidar e imortalizar o trabalho dessa excelente banda. Então só nos resta apreciar o que esses imortais ícones do Rock'n'Roll tem a nos oferecer.
CD1 - Brian Johnson: 1.Thunderstruck 2.Shoot To Thrill 3.Big Gun 4.Fire Your Guns 5.You Shook Me All Night Long 6.Heatseeker 7.Back in Black 8.Who Made Who 9.Hard As A Rock 10.Hells Bells 11.Moneytalks 12.What You Do For Money Honey 13.Are You Ready 14.Stiff Upper Lip 15.Ballbreaker 16.Safe In New York City 17.That's The Way I Wanna Rock & Roll 18.Flick Of The Switch 19.For Those About To Rock (We Salute You)
CD2 - Bon Scott: 1.Highway To Hell 2.T.N.T. 3.Whole Lotta Rosie 4.The Jack 5.Girls Got Rhythm 6.Dirty Deeds Done Dirt Cheap 7.If You Want Blood (You've Got It) 8.It's A Long Way To The Top (If You Wanna Rock 'N' Roll) 9.Sin City 10.Live Wire 11.Let There Be Rock 12.High Voltage 13.Rock 'N' Roll Damnation 14.Touch Too Much 15.Jailbreak 16.Shot Down In Flames 17.Kicked In The Teeth 18.Big Balls
Gênero: Progressive Rock País: Finlândia Ano: 2011
Comentário: “Von Hertzen” significa, em alemão, “do coração”. Tinha banda melhor pra eu fazer minha primeira resenha, depois de todo aquele papinho sobre emoções e sentimentos da minha apresentação?
Eles são três irmãos fon Hertzen, do coração e lá da Finlândia. Lugar frio, língua estranha. Homens altos, lindos... Ah, sim, vamos falar da música, DA MÚSICA!
O som deles é inconstante, do jeito que eu gosto.
Mas...quer saber? Nada do que eu escreva sobre o som dos caras pode ser melhor do eles mesmos divulgam: “these -mad brothers of rock- sound like Foo Fighters playing Pink Floyd’s greatest hits after spending years in India singing Beach Boys” (estes irmãos loucos do rock soam como Foo Fighters tocando os melhores hits do Pink Floyddepois de passar anos na Índia cantando Beach Boys). Tá bom pra você? No mínimo, se você não botou fé, ficou curioso pra ouvir uns 5 segundos de VHB e tentar entender alguma coisa dessa descrição.
“Stars Aligned” é o quarto álbum da banda, um álbum mutcho loco. Mistura um bocado de progpsicodelia com coros bem pop, e alternâncias entre o vocal de Mikko, o vocalista, e Kie, o guitarrista, cuja voz é tão suave, apesar daquela cara de louco e dos seus olhinhos juntos. É bem o tipo de álbum que não enjoa, daqueles que demora pra você assimilar, daqueles que faz com que você pare de prestar atenção no que estava fazendo e tente captar o que está acontecendo na música, e aí se dá conta que já passou... e putz, você já está confuso de novo com outros elementos. É ou não é apaixonante? Acho que bem aproveitado, o álbum te tira do tédio.
Minha faixa preferida é “Miracle”, e a letra, que fala de uma criança psicologicamente reclusa, também vai mexer contigo, ah vai. “Voices in our heads” e “Down by the sea” são outras faixas dignas de preferência. A primeira, tem uma letra bem beliscão em coração peludo (minha mãe adora usar esse termo, bjos pra dona mãe e pra caravana de Curitiba!); já a segunda, faz você mergulhar definitivamente num oceano bem emotivo e admiravelmente turvo, mas sem ser chata, pedante ou melosa.
Vai lá, coragem meu amigo, usa esse teu espaço de ócio que você deve guardar com tanto carinho e se alimenta desse prog que vem do coração. Nada que vem do coração pode ser de má qualidade, né? (ah não ser que tenha a ver com Restart?)
1. Miracle (4:04) 2. Gloria (4:39) 3. Voices in our heads (6:48) 4. Angel´s eyes (5:56) 5. Down by the sea (4:32) 6. Bring out the snakes (6:49) 7. Repeat mode (6:51) 8. Always been right (3:57) 9. I believe (8:08)
Gênero: MPB, Forró, Samba-rock País: Brasil Ano: 1974
Comentário: Formado pelo humorista, cantor, compositor e ator Arnaud Rodrigues ("O Povo Brasileiro" e "Coronel Totonho" de A Praça é Nossa), pelo humorista, ator, escritor e pintor Chico Anysio e pelo músico Renato Piau, o Baiano e os Novos Caetanos, que faz uma pequena troca em seu título com os nomes do conjunto Novos Baianos (que estavam ganhando grande evidência na época) e Caetano Veloso, surgiu nos anos 70 apresentado como uma sátira ao tropicalismo cujo principais elementos eram o humor, o engajamento, a aparência nordestina e as críticas cantadas/interpretadas por Baiano e Paulinho Boca de Profeta (personagens de Chico Anysio e Arnaud Rodrigues, respectivamente, surgidos no Chico City). Além das letras e dessa estética humorística, o trio contava com um instrumental muito bem elaborado e criativo, cheio de referências e fazendo utilização de variados instrumentos. Contudo a sonoridade apresenta um outro diferencial por conta das palmas, assovios, gritos de platéia e frases soltas que fazem do disco uma espécie de quadro ao estilo de Chico City, mesmo.
Mas por traz dessas óbvias características existe um disco de indignação à ditadura e apoio aos artistas presos e exilados durante este período negro. Mais especificamente, tanto os personagens como as músicas surgiram após a prisão e exílio de Caetano Veloso e Gilberto Gil, que nem mesmo fora devidamente noticiado por conta da censura. Este disco era como uma carta aberta, qualquer um poderia olha-la, mas somente aqueles que buscavam a liberdade iriam entendê-la e por isso tem seu lugar garantido ao lado de muitas outras cartas musicadas compostas naquela época.
Cada faixa (onze ao todo) possui sua peculiaridade, mas todas transpiram brasilidade, seja pelos instrumentos utilizados, pelo ritmo, modo de interpretação dos humoristas, dizeres populares ou qualquer outra característica presente nesta pérola. É de certa forma um emaranhado de sonoridades nas quais podemos destacar a MPB e toda sua diversidade, além do samba-rock e forró.
Este é o primeiro de uma série de cinco discos creditados ao Baiano e os Novos Caetanos e por isso cabe a você buscar conhecer os demais. Como você fará isso pouco me importa, apenas não deixe mais esta obra nacional somente aos ouvidos dos velhotes.
Em tempo aproveito para deixar aqui meus pêsames a todos que, independente de preconceitos com certos canais e programas, puderam acompanhar, mesmo que parcialmente, a carreira do Chico Anysio, que está num patamar elevadíssimo dividindo espaço ao lado de outros grandes nomes do humor do país. Também vale relembrar a carreira e personagens de Arnaud Rodrigues, que fez parte dos meus tempos de intretenimento televisivo.
Comentário: Ou também conhecido por aí como Seu Jorge e Nação Zumbi, só porque Almaz é o projeto paralelo de Pupillo — um dos melhores guitarristas de nosso tempo — e Lucio Maia — notável baterista —, integrantes da Nação Zumbi, o espalhando pelo mundo com um certo toque de exagero na descrição, mas válido quanto à sonoridade. Apesar disso não há dúvidas que os dois trazem consigo o espírito da nação morto-viva, e quando digo isso não estou referindo só do manguebeat.
Porém Almaz conta ainda com o reconhecido compositor de trilhas sonoras Antonio Pinto, a parceria com o um dos artistas brasileiros em maior evidência no momento, o Seu Jorge e o produtor Mario Caldato Jr., que já trabalhou com os Beastie Boys, Jack Johnson, Bebel Gilberto entre outros.
Com essa grata união surgiu uma sonoridade bem própria e surpreendente, mesmo que todas as músicas apresentadas no disco sejam de outros autores. Os músicos reformularam todas as músicas em que meteram a mão de forma quase genial, abusando da diversidade nas escolhas e nas referências vivenciadas. De Jorge Ben à Kraftwerk, de Martinho da Vila à Michael Jackson reproduzem com extrema desenvoltura um misto de sonoridades sem soar forçado. O resultado, que vai além de 'abrasileirar' músicas em inglês, nos ajuda a derrubar certas barreiras e pensamentos de possíveis incompatibilidades entre gêneros.
Agora a esperança é dos caras começarem a lançar músicas próprias, mas um outro disco cover seria muito bem recebido. Taí, um belo de um supergrupo nacional.
Gênero: Instrumental / Erudito / Rock / Pop País: Estados Unidos
Comentário: Do Heavy Metal ao Pop; do mainstream ao underground; de Tool e Nine Inch Nails a Lady Gaga, Adele e Tupac Shakur: não há uma área sequer que não tenha sido abrangida pela vasta produção do Vitamin String Quartet. A Vitamin é a gravadora que os capitaneia, e quarteto de cordas é a expressão largamente utilizada para denominar, geralmente, um agrupado de dois violinos, uma viola (ou violeta) e um violoncelo. Tal é a composição do grupo que, ao que se sabe, não conta com um lineup fixo. Seus releases são compostos de tributos a álbuns em específico, a estilos pré-determinados, ou aos maiores hits da carreira de determinada banda. É assombrosa a qualidade das gravações, e quando se compara com as canções originais, percebe-se que aquilo demanda muito estudo e dedicação, pois cada arranjo, cada instrumento, cada riff das faixas originais são reproduzidos com maestria na homenagem. O grupo chegou, recentemente, à marca dos trezentos releases. Sim, TRE-ZEN-TOS. Abaixo, disponibilizo alguns dos meus preferidos.
Gênero: Funk Carioca/ Soul/ Pop/ Eletronic | Mashups País: Brasil (RJ) / Inglaterra (Londres) Atividade: ??? - atualmente
Comentário: No post anterior vocês conferiram os dois discos do João Brasil além da prévia de seu recente single "L.O.V.E. Banana", que aliás deu o que falar, tanto pelas bananas, pela criatividade e por um questionamento envolvendo plágio. Resolvi dedicar um post só para os mashups por serem um trabalho diferenciado e que estão sempre sendo criadas e compartilhadas individualmente. Relembrando que a ligeira biografia e menção aos seus trabalhos ficaram gravados neste post, então voltem e entendam melhor quem é João Brasil.
Aqui trago as compilações de mashups Let It Baile (Beatles + pancadão), Black Album Brasil (Jay Z + artistas brasileiros), Tom Jobim Loves Baile Funk (precisa explicar?), Mash Mash Carnaval (sambas + diversos artistas), The Baile Side of the Moon (Pink Floyd + pancadão), Baile X (Álbum "xx" da banda The xx + pancadão), This Is Mashing (álbum "This is Happening" do LCD Soundsystem + diversos artistas), De Leve Ventura (De Leve + Los Hermanos) e por fim Mash Mash Calypso, com a 'melhor' banda de Belém: Banda Calypso e diversos artistas.
O restante dos mashups e compilações podem ser ouvidas e baixadas direto do blog 365mashups, onde também encontrarão todas as informações necessárias, como nomes originais de músicas e suas bandas — o músico credita tudo. Joãozito ainda tem vários outros trabalhos espalhados pela rede e pelas boates que não citei mas que podem ser encontradas em seu novo site.
Sem dúvidas as montagens que mais entraram na hype são aquelas que possuem funk carioca, mas João não tem escrúpulos e não mede suas ações, portanto, sobrou para todos os gostos.
Destaque para os títulos divertidos e pelas capas, na maioria criadas pelo HardcUore.
Tracklist: 1 – Two rinocerontes bill (The Beatles X MC Bill and MC Bolinho) 2 – Ela balança mais nao pony (The Beatles X MC Buiu) 3 – Descontroladas Universe (The Beatles X Bonde do tigrão) 4 – Bolete mine (The Beatles X MC Colibri) 5 - Dig Minigame (The Beatles X Montagem Minigame) 6 – Let it injeção be (The Beatles X Deize Tigrona) 7 – Maggie, bum bum se conquista (The Beatles X Mr. Catra) 8 – I’ve got a vacilão (The Beatles X Perlla) 9 – Atoladinha 909 (The Beatles X MC Bola de Fogo e as Foguentas) 10 – The Long and Salgueiro (The Beatles X Claudinho e Buchecha) 11 – Kuduro Blues (The Beatles X MC Andrezinho Shock) 12 – Get pet (The Beatles X MC Robinho) Mediafire//Megaupload
The Black Album Brasil
Tracklist: 01. 365 Interlude (Jay Z X Dorival Caymmi) (02:16) 02. 4th Palco (Jay Z X Gilberto Gil) (03:52) 03. What Fricote Can I Say (Jay Z X Luiz Caldas) (03:38) 04. Night Time In The Encore (Jay Z X Lucas Santtana) (04:26) 05. Change The Funky Samba (Jay Z X Banda Black Rio) (02:17) 06. Dirty Of Your Roda (Jay Z X Sarajane) (03:20) 07. 2001 Threat (Jay Z X Eumir Deodato) (07:30) 08. Moment Of E.M.I.C.I.D.A. (Jay Z X Emicida) (03:21) 09. 99 Perfumes (Jay Z X Rita Lee) (03:52) 10. Public Service Haikai (Jay Z X Letuce) (04:36) 11. Justify My Dois Mil Réis (Jay Z X Novos Baianos) (02:52) 12. Lucifer Sonambulo (Jay Z X Céu) (03:07) 13. Allure Taboão (Jay Z X Letieres Leite E Orkestra Rumpilezz) (04:14) 14. Se Ela Dança, Eu Danço First (Jay Z X Mc Leozinho) (04:45) Mediafire//Megaupload
The Baile Side of the Moon
Tracklist: 1 – Sucessagem Breathe (Pink Floyd X Tati Quebra Barraco) 2 – Tá tomado, run ( Pink Floyd X Bonde Nervoso) 3 – Time de preto ( Pink Floyd X Mcs Amilka e Chocolate) 4 – The Great Ai Ai Ui Ui in the Sky ( Pink Floyd X Os Havaianos) 5 – Mercenária quer money ( Pink Floyd X MC Mascote) 6 – Aniversário of them ( Pink Floyd X Os Predadores) 7 – Any colour faixa de gaza ( Pink Floyd X MC Orelha) 8 – Adoleta Damage ( Pink Floyd X Bonde do tigrão) 9 – Eclipse na palma da mão ( Pink Floyd X MC Mascote) Download (individualmente)
Mash Mash Carnaval Hits
Tracklist: 1. “Batuque Single Ladies” (Beyonce X Fernando) 2. “Let’s dance samba” (Lady Gaga X Paulinho da Costa) 3. “One more batucada” (Daft Punk X Sergio Mendes) 4. “Mulata Tik Tok” (Ke$ha X Mocidade) 5. “Batuque 1901″ (Phoenix X Portinho) 6. “Music batucada” (Madonna X Dom Um Romão) 7. “I feel samba” ( Hot Chip X Portinho) 8. “Smells pra dançar” (Nirvana X Olodum) 9. “Blowing in Pelô” (Bob Dylan X Olodum) 10. “15 steps for Olodum” (Radiohead X Olodum) 11. “Girl from denúncia” (Tom Jobim X Bob Dylan) Mediafire//Megaupload
Baile X
Tracklist: 1 – “Se mexer com a intro” (The XX Vs Mcs Careca e Pixote) 2 – “Cerol no VCR” (The XX Vs Bonde do Tigrão) 3 – “O Crystalised é na Chatuba” (The XX Vs MC Orelha) 4 – “Tchutchuca treme as islands” (The XX Vs Bonde do Tigrão) 5 – “Heart Skipped o Caô” (The XX Vs MC Maiquinho) 6 – “Motinha Fantasy” (The XX Vs Vanessinha Pikachú) 7 – “The Shelter is on the table” (The XX Vs DJ MP4) 8 – “Basic amante” (The XX Vs MC FL) 9 – “Infinity Lulu” (The XX Vs Latino) 10 – “Night time with pirú mole” (The XX Vs Gaiola das Popozudas) 11 – “Vacilão Star” (The XX Vs Dinho da VP) Mediafire//Megaupload
Tom Jobim Loves Baile Funk
Tracklist: 01 Garota do chefe ( Tom Jobim, Astrud Gilberto and Stan Getz X Mc Max) 02 Anos de Dako (Tom Jobim X Chico Buarque X Tati Quebra Barraco) 03 Só danço Vuk (Tom Jobim, João Gilberto and Stan Getz X Pretinho Tenor) 04 Operadoras de Março (Tom Jobim and Elis Regina X Gorila e Preto) 05 Eu sou wave (Tom Jobim X Mc Marcelly) 06 Chega de rebolar ( Tom Jobim X Gaiola da Popozudas) 07 Samba de uma adoleta só (Tom Jobim X Bonde do Tigrão) 08 Bota a mão no passarim (Tom Jobim X Mcs Maiquinho e Alexandre) 09 Funk do avião (Montagem João Brasil) Mediafire//Megaupload
This Is Mashing
Tracklist: 1 – Dance Boom Clean (LCD Soundsystem X Black Eyed Peas) 2 – Drunk Shack (LCD Soundsystem X B-52s) 3 – One Poker Touch (LCD Soundsystem X Lady Gaga) 4 – All I want is thunder (LCD Soundsystem X AC/DC) 5 – I can medina (LCD Soundsystem X Tone-Loc) 6 – You wanted an anthem (LCD Soundsystem X C+C Music Factory) 7 – Pow Stan Bad (LCD Soundsystem X Eminem X Michael Jackson) 8 – Calling my poket (LCD Soundsystem X Alanis Morissette) 9 – Home night (LCD Soundsystem X Lily Allen) Mediafire//Megaupload
Mash Mash Calypso
Tracklist: 01 – Tchau toy (Banda Calypso X La Roux) 02 – Louca por Humps (Banda Calypso X Black Eyed Peas) 03 – No Bate Lick (Banda Calypso X 20 Fingers) 04 – Take me vida (Banda Calypso X Franz Ferdinand) 05 – Como um superman (Banda Calypso X Eminem) 06 – Acelerando as women (Banda Calypso X Destiny’s Child) 07 – Arrepiando a gun (Banda Calypso X M.I.A.) 08 – Xonou Planet (Banda Calypso X Afrika Bambaataa) 09 – Harder, Better, Propostas, Indecentes (Banda Calypso and Latino X Daft Punk) 10 – Message pra conquistar (Banda Calypso X Grandmaster Flash) 11 – Jura que Kill (Banda Calypso X La Roux) Mediafire//Megaupload
De Leve Ventura
Tracklist: 01. Samba das mulhé (Los Hermanos X De Leve) (02:42) 02. Camelin Vencedor (Los Hermanos X De Leve) (03:12) 03. Tá bom, você é feipa (Los Hermanos X De Leve) (02:56) 04. U´ltimo romance das sinistras (Los Hermanos X De Leve) (05:14) 05. A se´tima piada (Los Hermanos X De Leve) (03:49) 06. A outra do méxico (Los Hermanos X De Leve) (03:41) 07. A lenda estranha (Los Hermanos X De Leve) (02:33) 08. O velho da novela (Los Hermanos X De Leve) (02:59) 09. Além da chuleta (Los Hermanos X De Leve) (04:34) 10. Sobrou para o tio (Los Hermanos X De Leve) (04:26) 11. Conversa de diploma (Los Hermanos X De Leve) (03:39) 12. Deixa meu dinheiro (Los Hermanos X De Leve) (03:55) 13. Do lado do stereo (Los Hermanos X De Leve) (04:00) 14. Um par, meu bem (Los Hermanos X De Leve) (02:58) 15. Vai vendo a calma (Los Hermanos X De Leve) (03:45) Mediafire//Megaupload
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