É O FIM DO MUNDO!
Eis que chegou o momento que todos ansiavam, temiam ou debochavam: O FIM DO MUNDO. Sim, ele, o tão profetizado apocalipse volta - pela vigésima ou centésima vez - para atormentar os humanos e por à prova seus medos e fé, abalando suas personalidades antes tão aparentemente sólidas, trazendo à tona a tamanha tolice humana (ou inteligência) em se arrepender de seus feitos moralmente julgados como ruins e se tornar um religioso à beira de sua morte.
É uma característica humana que sempre se repetirá, independente de quantas profecias apareçam e que vem acompanhada da criatividade (já outros fazem parte de estudos sérios) de como este mundo se acabará. E isso é deveras interessante (e perturbador), pois existe lugar para guerras, cataclismos, invasões alienígenas ou zumbis, raio gama, epidemias de todos os tipos, gremlins, conspirações governamentais, era glacial ou mesmo a volta de Jesus Cristo, que não seria tão sarcástico dizer que é uma mistura de tudo isso aí e talvez mais um pouco.
Por este motivo todo e, também todo este falatório, é que decidimos homenagear essa data tão importante, um evento de proporções mundiais e, dependendo da teoria, universal, construindo algumas coletâneas para se ouvir durante todo o período, seja pouco antes antes que ele ocorra, durante (tem que ter sangue frio) e mesmo após, em caso de sobrevivência. Assim sendo montamos três playlists, a Soft, mais leve, concentrada e anunciadora; a Violent, perturbadora e brutal, ótima para ser ouvida durante o acontecimento, e por fim a Morbid, fria e desolada, para curtir a destruição deixada para trás.
E as três playlists ficaram fantásticas, sem modéstia. A começar pela soft, que nos remete a canções que nos levam ao momento final abrangendo desde o Folk Rock ao Post Rock, em atmosferas leves e sutis mas que em seus pormenores sabem nos dizer que o fim está próximo. Talvez tenha sido a mais difícil de construir das três coletâneas, mas sem dúvida é um prelúdio magnífico ao que teremos no porvir. Depois, em seguida, temos o grande ápice destrutivo do apocalipse, com uma coletânea baseada na violência imperativa do fim do mundo - a Violent. Baseada não só na temática, mas assim como no peso e na intensidade das faixas; a Violent abrange desde o Brutal Death Metal até o DSBM, passando pelo Grindcore, Death Metal, Thrash e até mesmo Harsh EBM. Por fim, depois da destruição, temos uma coletânea baseada no desespero, na atmosfera pós-apocalíptica de desolação e angústia, que imaginamos corresponder às expectativas de uma hecatombe. No entanto, o choque de sonoridades antigas e modernas devido especialmente a presença do Ambient na coletânea foi feita com objetivo de mostrar que, em nossa opinião, um fim poderia muito bem se tratar de uma reconstrução, uma renovação, e mais ainda um retorno às origens mais primordiais.