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sábado, 3 de outubro de 2015
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Elza Soares - A Mulher Do Fim Do Mundo

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Gênero: Samba / Samba-rock / Rap / Jazz / Vanguarda Paulista
País: Brasil
Ano: 2015

Comentário: É extremamente difícil saber como eu vou começar essa resenha. Mas comecemos, mesmo sem saber de onde, mesmo sem saber como. Na primeira faixa já temos um poema musicado do Oswald de Andrade, Coração do Mar, na voz rouca, potente, sofrida, visceral dessa rainha que é Elza Soares.

Tenho para mim que a abertura do álbum com Coração do Mar e Mulher Do Fim Do Mundo, a faixa-título, resumem muito bem o conceito que o álbum quer passar. Esse samba que é choro, que arrebata, sofrido, estranho, cheio de barulhos sujos, vanguardista - que depois de setenta anos de carreira, desabrochou em um primeiro álbum de inéditas. E inserida nesse universo de apocalíptico e apoteótico, Elza canta até o fim a negritude, a força da mulher, o sexo e a dor.

Maria da Vila Matilde funciona como uma espécie de retrato para várias mulheres que cansaram de serem tratadas como maltrapilhos pelos seus companheiros. Ela ameaça jogar água fervendo, soltar os cachorros e promete - ele vai se arrepender de levantar a mão pra ela, ah se vai. A faixa é um samba de ritmo estranho, que se apropria da falta de compassos, de cordas soturnas, de uma pequena referência ao partido alto, que logo se quebra para voltar a sua excentricidade habitual. Ah, e que faixa, não consigo passar por ela e ouvir uma vez só, por sinal.

O álbum foi todo composto, ritmado e musicado pelos excelentes artistas da cena de vanguarda paulista, responsáveis também por álbuns que também já nasceram clássicos, como o Encarnado, da Juçara Marçal lançado no ano passado, como Kiko Dinucci, Marcelo Cabral, Rodrigo Campos, Felipe Roseno e etc. A produção ficou por conta do bateirista Guilherme Kastrup - e com cada música pensada especialmente para os temas e a voz da Elza, não seria difícil de prever a sensação que esse álbum seria. A Mulher Do Fim Do Mundo é uma explosão de dor, martírio, erotismo, brasilidade, samba, rock, experimentações. É difícil rotular esse álbum dentro de uma caixa, e quando isso acontece com um trabalho, é quase certo de que ele está no caminho certo. E esse álbum é isso: é um percurso em um caminho tortuoso e difícil, mas com toda a certeza, certeiro.

Elza não tem medo de palavrão, não tem medo de abrir feridas, de se fazer erótica - e é justamente isso que faz em Pra Fuder, um samba muito bem marcado, de percussão gradual, de metais entrelaçados a tudo de vocal visceral, synth e etc. O swing que a faixa apresenta é latente e sedutora, principalmente pela entrega da voz da Elza, que sabe onde ir nos momentos certos, sabe diminuir e aumentar sua intensidade, dosar e entregar o deu desejo.

É difícil não se alongar nas discussões sociais, musicais e culturais que esse álbum carrega. Pra mim ele funciona como a comprovação de que a cultura e a música nacional vão bem, obrigado. Os temas são atuais, vão do rap de Firmeza?!, o acústico de Solto, com a voz da Elza em evidência, até a musicalidade de um poema modernista! E todos estão juntos nessa miscelânea de mundo prestes a acabar, de choro que não é nada além de carnaval, de dança, de soturnidade, de uma mulher curando suas próprias feridas após ter enterrado um filho - sentimos a agonia e a libertação que esse trabalho exala e oh, só podemos agradecer pelo registro, por podermos ser retirados nessa contradança que a Elza nos convida a fazer.

A Mulher Do Fim Do Mundo é também uma Menina que Dança - é o multiculturalismo brasileiro reafirmando suas raízes, reafirmando sua negritude, usando aqui como exemplo as batidas da faixa O Canal, sua identidade; sua voz. No fim desse mundo que não ainda não acabou só me sobra um vazio dentro do peito - assim como o vazio que o álbum também apresenta - e a sensação de que os deuses estão errados: a humanidade não é imagem e semelhança, é carnaval.




Tracklist:
01. Coração Do Mar
02. Mulher Do Fim Do Mundo
03. Maria Da Vila Matilde
04. Luz Vermelha
05. Pra Fuder
06. Benedita
07. Firmeza?!
08. Dança
09. O Canal
10. Solto
11. Comigo

Download: Site Oficial

sábado, 18 de janeiro de 2014
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Bandas Amigas #7 - Odilara, Fura e Nvblado

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Odilara
O alto astral de Odilara é suficiente para quebrar a rotina desse blog que é tão envolto de estranhezas ruidosas, nebulosidades e tantas outras palavras esquisitas e sequer existentes. Isso porque a banda se propõe a fazer aquele mpb alegre e descontraído, utilizando inclusive de uma boa pegada de samba rock — que continua em alta —, mas com certa liberdade, abrindo janelas para a criatividade e agregando outras influências e instrumentações. Uma fórmula interessante, que não transforma o gênero, mas dá continuidade de forma autêntica e promissora naquilo que já fora reinventado. E assim segue o quinteto mineiro que em 2010 lançou um disco auto intitulado e, coincidentemente, soando como um retrato da música brasileira que já existia, embora já demonstrasse qualidade. Agora com "Janela Pro Mundo" buscaram fazer algo que garantisse uma identidade própria ao grupo, mesmo continuando a usar a fórmula antiga. Não se pode dizer se a fórmula foi aperfeiçoada, isso dependerá de gostos, mas certamente o resultado pareceu bom e garante aos mineiros do Odilara um lugar ao sol. Destaco a preocupação com a artwork, que vocês poderão notar ao baixar o zip; também pelo trabalho totalmente autoral, a não ser pelo o cover/homenagem a Wilson Simonal, que só agregou malemolência ao disco.

Pignianos sobre esse som:
"Janela Pro Mundo carrega o estigma da brasilidade tropical em cores fortes diluídas, onde até a pronúncia do nome da banda soa em calmaria: O-D-I-L-A-R-A; da poesia simples que utiliza termos do cotidiano como “Deixa vacilar pra baixar a bola, e se vacinar” para construírem seus versos breves, dos quais são cantados predominantemente pelos belos e doces vocais de Andréa. Este é um álbum de ode à serenidade dos dias ensolarados!"
— Ariel C.

"Odilara é um louvor a brasilidade. As faixas complementam-se em estilo e referências, na sonoridade da banda vi o Brasil no mundo e vice-versa, o release da banda não poderia ser mais exato: de fato vão de Noriel Vilela à Radiohead pra fazer um gênero que cresci ouvindo - um bom e autêntico samba, daqueles que você vai batucando na palma da mão, que pega fácil e contamina. Fazem samba fácil; vívido!"
— Lucas Bruno

"Instrumentistas de primeira, porém, com sonoridade reciclada que não traz nada de novo. Deve agradar os frequentadores de barzinhos e fãs de Nova MPB no geral, o que não é meu caso."
— Koticho

"Dona de uma temática simples e bem produzida, o grupo belo horizontino prima pelo samba, mas nada impede que outros elementos participem, pois há espaço para scratches (tradicionais do rap), elementos eletrônicos, um flerte com a mpb e um leve aceno para o rock. Destacam as faixas "Tantas vezes", a versão acelerada de "Nem vem que não tem" de Wilson Simonal, e o samba rock "4 k"."
— Bruno Lisboa

Disco: Janela Pro Mundo
Ano: 2013
Gênero: Samba/ Samba-rock/ MPB

Tracklist:
01 – Vou Assim Devagar
02 – Aquela Beleza
03 – Desencanto
04 – Em Todo Lugar
05 – Ed. Liberdade
06 – A Virada
07 – Tantas Vezes
08 – O Que Eu Quiser
09 – Varanda do Ser
10 – Liquidado
11 – 4 K
12 – Nem Vem Que Não Tem

DOWNLOAD
Links: Facebook/Soundcloud/Site





Fura
Embora nova no mundo, Fura já vem aparecendo neste blog desde que lançou seu primeiro material lá em 2010/2011, e sempre agradou bastante. Até porque o quarteto demonstra bastante técnica e criatividade, preenchendo esse mundo musical com mais um belo projeto de post rock/metal. Isso já seria o bastante para que você devesse dar aquela espiada no som dos caras, mas o quarteto apimenta as coisas dizendo que são de vários lugares do mundo e que se juntaram para criar algo. Infelizmente essa história não é desembrulhada pela banda, sequer sei qual a nacionalidade dos músicos (ou se são todos da Espanha, mas estavam morando em outros países... pois é de lá que o disco é assinado). Enfim, o importante é que Marc Tudurí, Manuel Oriol, Luciano Pugliese e Álvaro Medina sempre se preocuparam muito com a estética musical e visual de seu projeto, criando músicas de grande qualidade e intensidade, além de artworks sempre atrativas, principalmente neste disco homônimo. E se eu pudesse destacar mais alguma coisa, para que angarie ouvintes, eu diria que a masterização ficou por conta de Magnus Lindberg, percussionista do Cult of Luna. Mas é só um detalhe, a qualidade já é parte da pré-criação do Fura.

Pignianos sobre esse som:
"Post-Rock com pegada, pesado e intenso, cheio de influências legais de outros gêneros, uma das melhores bandas que já apareceram no quadro do Bandas Amigas. "
— Koticho

"A proposta da banda é fazer um som que remeta à ideia de um furão (fura em catalão) em seus hábitos exploratórios e ágeis que se alternam com o profundo sono que tem o animal durante a maior parte do tempo. Fura faz um rock instrumental moderno e competente. A intensidade das guitarras é digna de destaque."
— Rômulo Alexander

Disco: Fura
Ano: 2013
Gênero: Post-rock-metal/ Ambient/ Experimental/ Math-rock/ Instrumental

Tracklist:
1.Belisari 03:47
2.Omeia 07:09
3.Cornia 06:02
4.Ushuaia 04:34
5.Sibil·la 07:37
6.Askja 06:17

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Links: Facebook/BandCamp






Nvblado
Se a primeira banda deste post foi capaz de trazer a harmonia, então a segunda preparou seus ouvidos para que Nvblado fechasse com o caos total. Advindo de Balneário Camboriú, SC, Nvblado é formado por Felipe Garcia (Guitarra), Marcel Machado (Bateria), Camilo Machado Garcia (Baixo) e pelos búfalos Renan Pamplona (Vocais) e Felipe Mattos (Guitarra) — mas se você conheceu Búfalo antes, não se deixe enganar por aquele lo-fi sadwave. Nvblado também pode te carregar por meio de uma instrumentação lenta e introspectiva, mas a beleza é outra. É negra, densa e, ao mesmo tempo, cheia de combustões espontâneas, trazendo, com seu screamo, angústia e desespero para dentro de um post-rock constituído de uma beleza mórbida envolvente. Já as letras, gritadas, são um show à parte para a depressão.
Apesar da banda existir há alguns anos, "Afogado" é o primeiro lançamento (independente), um disco que se sobressai em relação à outras bandas do gênero, e isso não é graças somente ao screamo, mas também por um clara tentativa (bem sucedida e no ponto certo) de experimentar. E que capa bacana.
"E quando você fala, suas palavras caem como pedras sobre mim, soterrando tudo o que sinto. Mas tudo o que eu queria ao seu lado, na verdade, era só me sentir um pouco mais vivo." — trecho de Avalanche Pt. II

Pignianos sobre esse som:
"Nvblado é o resumo de toda uma angústia acumulada. A faixa "Angústia" soa de fato, como uma verdadeira angústia deve ser: tranquila e explosiva, acalenta e mordaz. A sonoridade - e conceito - da banda muito me agradam por evocarem em mim uma angústia terrível que dificilmente sinto com música, vai além do desconforto angustiante, é de fato um conflito, como se fosse um mar que salva ou afoga. Enfim, de fato a banda me agradou pelo seu tom sóbrio, vai direto pros fones."
— Lucas Bruno

"Screamo e Post-Rock se mostrou um casamento muito frutífero quando bandas como Envy e Suffocate For Fuck Sake resolveram apostar na mistura. A melancolia e beleza natural dos timbres do post-rock contrastam de forma ideal com os vocais ásperos e sofridos do screamo, resultando em músicas densas e carregadas de emoções, como a própria faixa Angustia do grupo, onde é impossível ouvir e não se perder no mesmo mar de angustia declamado pela banda."
— Koticho

"Urgente e explosivo. São alguns dos adjetivos cabíveis ao Nvblado. Utilizando de elementos tradicionais e oriundos do post-rock, a sonoridade usufrui do silêncio subsequenciado do esporro. Ecos de Sonic Youth e Refused são sentidos numa simples comparação, mas resultando em algo autoral e poderoso."
— Bruno Lisboa

Disco: Afogado
Ano: 2013
Gênero: Post-rock/ Screamo

Tracklist:
1.Afogado 02:09
2.Angústia 06:38 (clipe)
3.Morada 03:33
4.Avalanche Pt. II 08:28
5.Arpoador 10:38
6.Artemisia 05:55

DOWNLOAD
Links: Facebook/BandCamp/Soundcloud


E aí, gostou?
Se tem sugestões, ou possui uma banda/projeto solo e quer vê-lo aqui no blog, basta acessar este post para ter acesso ao nosso e-mail e entender como proceder para divulgar sua banda: DIVULGUE SUA BANDA (promote your band).
Não prometemos publicar tudo, mas prometemos ouvir tudo e, aquilo que acharmos minimamente interessante, faremos o possível para publicar.
domingo, 24 de novembro de 2013
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Bandas Amigas #3 - Ressonância Mórfica, Secta & Primaz e Hollowood

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Bem meus caros, quem já acompanha o blog a algum tempo talvez reconheça essa coluna, que tanto ficou esquecida nos últimos tempos. Bandas Amigas é onde nós, desde os tempos mais primórdios, postamos de forma condensada as bandas que nos enviam material - não que deixemos de posta-las individualmente em posts próprios de vez em quando. Só que aqui, além da resenha individual como seria uma resenha, procuramos entre nós todos desta humilde casa analisar e dar nossas opiniões sobre três bandas selecionadas ao acaso dentre as que nos enviaram material nos últimos meses. E a partir de agora a coluna será semanal, saindo todo final de semana. Espero que assim consigamos fazer justiça a tantas e tantas pérolas independentes, nacionais e internacionais, que nos enviam material toda semana e que nos últimos tempos infelizmente não pudemos postar por inúmeras razões. Mas bem, vamos lá.

Como já estávamos sem postar essa coluna a bastante tempo, nesta edição trouxemos três nomes que já estavam engavetados no nossos arquivos pignianos a bastante tempo. O grindcore formado em Manaus mas sediado em Goiânia do Ressonância Mórfica, o Rap lusitano do Secta & Primaz e o rock experimental despojado paulistano do Hollowood.

Continue lendo e vamos conhecer esses caras.


Ressonância Mórfica

Formada em 1998 em Manaus-AM, posteriormente mudando-se para Goiânia-GO, o Ressonância Mórfica é uma banda de grindcore extremamente interessante, fora do clichê e que já lançou até a data apenas um full-lenght e um EP, além da demo. Com vocais em português e sonoridade pesada porém cadenciada, a banda nos surpreendeu desde o início, quando esperávamos um Grindcore mais direto. E isso foi ótimo, sem dúvida a fórmula da banda chamou nossa atenção por ser cativante ainda que diferenciada, mesmo que as influências sejam notadas claramente em cada acorde como vindo das bandas de grindcore canônicas, mas com uma dose cavalar de influência do Crossover nacional (vide Ratos de Porão e Gangrena Gasosa).



"O conceito é interessante, consegue fugir da sonoridade usual do grindcore e soam mais atmosféricas do que outras bandas do gênero, porém o uso de gutural "falado" em português acaba soando meio cômico lembrando a Banda Ritual, acaba por perder a seriedade. "
- Koticho
"Puta banda, tem um conceito e uma estilística foda, soa pesada, mas o vocal cantado em português é uma faca de dois gumes. Cantar em português é interessante, mas acho que faltou nojeira, ficou muito claro o que o cara canta, e isso incomoda meus ouvidos, tipo um cara dando lição de moral em português com voz gutural. Na minha concepção o vocalista poderia ser mais ininteligível, mais escarrado, mais brutal. A parte instrumental tem um guitarrista muito bom, que arruma riffs bem inteligentes, mesmo usando algumas nuances de punk/ hc (vide cunnilingus), nada que empobreça o trampo. Faltou também um pouco de brutalidade na batera" 
- Nagano

Ressalto ainda que colocar no full  um poema musicado do Augusto dos Anjos agregou bastante valor a podridão do esquema. Mas, por fim, seguem os links que a bandas nos enviou:

Agregados Onimodos Malditos
2005

Tracklist:

1. Pasquim 03:03
2. Sentimento Exaustivo 01:50
3. Mnp 02:15
4. Reação Irracional de Destrutividade 01:53
5. Lisarb na Contramão 02:31
6. Aleivosia 01:39
7. Plutocracia 04:49
8. Cunnilingus 02:20
9. Penumbra 02:59
10. Quiproquo 03:41
11. O Deus Verme 04:29

Ouça:
Soundcloud (com o full todinho disponível)  // Myspace // Site // Facebook




Secta & Primaz 
Advindos de Lisboa, Secta & Primaz é uma dupla parte do Hip Hop Tuga, o Hip Hop português, sediados em Marinha Grande. Secta é um rapper que participou, além desta que nos enviaram, várias outras mixtapes com vários outros artistas, e assim com Primaz (aka Primaz Lirix) fazem parte um projeto chamado RESI2430, que se descreve como: "RESI2430 é um projecto musical oriundo da Marinha Grande que actua principalmente no panorama do hip-hop “tuga”. Composto pela integração de três antigas formações de hip-hop desta cidade, expõem o seu trabalho em diversos formatos como poesia, ilustração, musica, produção, ou beatbox.". A dupla nos enviou sua mixtape, Caneta, Papel e Bolas, que se apresenta como um bootleg, mas tem uma produção bem limpa e perfeitamente apreciável. Como eu particularmente não sou o melhor conhecedor de Hip Hop deste blog, deixo-vos com a análise dos meus colegas:

"Rap português numa linhagem semelhante ao de nomes que fazem um trabalho mais melancólico no underground americano como o Sadistik, tem uma produção bacana com bom uso de samples e beats. Acostumando com o sotaque português, que sempre acaba por soar estranho para os brasileiros, pode se tornar algo interessante e promissor. " 
- Koticho

"Gostei do som Secta & Primaz. Por ser uma mixtape, lançada em 2012, dá um certo ar de inacabado, mas a proposta deles é rap old-school: muitos samples, scratches, rimas bem construídas. As canções são curtas e diretas. Eles fazem parte dum movimento cultural de Lisboa chamado "Resi2430" que mescla outros elementos da cultura hip-hop." 
- Bruno Lisboa

Caneta, Papel e Bolas
Mixtape, 2012


Tracklist: 22 faixas não-intituladas

DOWNLOAD: Mediafire

Conheça melhor o Secta & Primaz:

Facebook (Secta-Mate) // Soundcloud











Hollowood 
Formados em 2007 na capital paulista, o Hollowood é uma míriade de combinações musicais girando em torno da espontaneidade do punk, do math rock, do post-hardcore, do emo e do post-rock. Como descreveram a si mesmos no email que recebemos: "Começou com o clássico “amigos de colegial que se juntam pra tocar uns hardcore”. Hoje, Dan (voz/guitarra), INSS (guitarra/voz), Renato (baixo/voz) e Kajiro (bateria) fazem músicas em que cabe hardcore, math rock, metal, pop, "indie"... Seja o que for — se for real.". Não tem descrição melhor que isso mesmo. O instrumental é divertido, complexo e cativante, e o vocal apela pro post-hardcore/emo/pop punk de forma intensa. A banda nos enviou dois materiais ao longo de 2012, um single contendo as faixas "Undone" e "It sucks when your mate is bitten by a zombie (and you have to cut off his head) Blues" e um EP, Zero. Sem dúvida vale a pena a conferida pra quem curte bandas como Toe, Algernon Caldwallader, This Town Needs Guns e muitas outras que eu poderia citar.

"Banda bem ativa do cenário alternativo/underground paulistana, o instrumental da Hollowood é carregado de influências de bandas da cena de math-rock japonesa, nomes como Ling Tosite Sigure, toe e te' se fazem bem aparentes, porém, o vocal com timbres "adolescentes" em faixas como Zero acaba por soar excessivamente pop punk, fazendo lembrar mais de Blink 182 do que das outras influências citadas, em outras canções quando isso não se mostra tão aparente com os vocais puxando mais para o emo e post-hardcore dos anos 90 acabam por fluir bem melhor com todo o conjunto." 
- Koticho
Single
2012


Tracklist:

01. Undone
02. "It sucks when your mate is bitten by a zombie (and you have to cut off his head)" Blues

DOWNLOAD: Mediafire



Eu realmente curti o instrumental dessa música.


Zero (EP)
2012

Tracklist:

1 - Zero
2 - Bordeau Waltz
3 - Undone
4 - "It sucks when your mate is bitten by a zombie (and you have to cut off his head)" Blues
5 - Z.E.R.O.M.I.X.

Ouça e baixe no Bandcamp:




Conheça melhor o Hollowood:

Facebook//Canal do Youtube//Soundcloud

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Então é isso galera, espero que tenham curtido essa edição de ressurgimento da seção e aguardem semana que vem com novas bandas. Valorizem os caras, se curtir e for da sua cidade, procure ir nos shows, e se não for, comprar o material da banda, acompanhar o que ela vem fazendo e tudo mais.

E acima de tudo: um obrigado gigantesco a todas as bandas que apareceram aqui e que nos enviam uma tonelada de material todo mês. Nós iremos postar todas, podem ter certeza. É extremamente gratificante receber tanta coisa boa, de tantos lugares e estilos diferentes. Continuem firmes!

Até semana que vem!
quinta-feira, 25 de julho de 2013
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Pulled Apart By Horses - Discografia

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Gênero: Alternative, Garage Rock, Grunge, Noise Rock, Post Hardcore.
País: Inglaterra

Comentário: Em um pub qualquer da Inglaterra uma banda prepara seu equipamento em um canto. O lugar é escuro, o palco não tem mais de 30 centímetros de altura, mas quando os primeiros acordes são tocados a energia que preenche o lugar é intensa, o público vai a loucura e a banda dá o sangue no palco. Essa é a essência do rock, desde os primórdios, esse é o Pulled Apart By Horses.

Quando conheci a banda passei horas assistindo vídeos de suas apresentações ao vivo. Uma delas em especial chamou a minha atenção. A banda era uma das atrações do festival norte americano SXSW e o local do show parecia ser o fundo da casa de alguém, o palco era montando em um chão de pedra, atrás dos amplificadores tinha uma árvore e uma cerca típica de casas americanas completava o cenário. Mas, o modo que a banda se comportava me deslumbrou, era como se fosse o show mais importante de suas vidas em uma arena para milhares de pessoas, mas na verdade o público não passava de vinte.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
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This Town Needs Guns - Discografia

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Gênero
: Math Rock/Post-Hardcore/Indie
País: Inglaterra
Ano: 2004 - Atualmente

Comentário: O Math Rock é um estilo que tem as mesmas raízes que o Post-Rock, porém abre mão de longas passagens ambient (embora algumas bandas como o Tera Melos caiam nessa vibe as vezes) para em seu lugar inserir arpejos e tappings rápidos e precisos, acompanhados de uma bateria técnica em compassos incomuns, normalmente completamente assimétricos e variando costantemente o tempo e o próprio compasso. Inicialmente a grande maioria das bandas do estilo são bastante melódicas, e eis o trunfo maior do estilo - em meio a uma provável anarquia de notas rápidas, tappings e baterias insanas surgem melodias perfeitamente belas e ordenadas. Essa fórmula do Math Rock acaba tornando o estilo um membro do guarda-chuva estilístico do Post Rock, mas sendo um de seus membros que mais agradam quem considera o Post-Rock um estilo cansativo, por ter músicas longas demais ou vazias demais. Pelo contrário, o Math Rock tem tal absurda quantidade de elementos em cada música, que é quase impossível não ser surpreendido pelas músicas soarem melódicas no final das contas.

This Town Needs Guns é uma banda de Math Rock, não há dúvidas. Porém, ao contrário da maioria das bandas do estilo que a exemplo do Post-Rock, são instrumentais, esta aqui é uma banda que conta com vocais e eles inclusive são elementos primordiais nas melodias. Essa incursão acaba tornando a banda praticamente um Post-Hardcore ultra técnico e bem mais profundo, afinal, felizmente, quando digo "Post-Hardcore" aqui, estou me referindo àquele de bandas como Sunny Day Real Estate e Mineral, por exemplo. O TTNG não foi exatamente a percussora desse tipo de Math Rock, mas sem dúvida foi uma das que mais conseguiu sucesso com essa receita.
domingo, 11 de novembro de 2012
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toe - Discografia

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Gênero: Math Rock/Post-Rock
País: Japão
Ano de Formação: 2000

Comentário: De uma cena bem característica do rock japonês, o toe surgiu acompanhado de bandas como te', LITE e Mouse On The Keys estruturando uma nova faceta da música instrumental, essa um tanto quanto característica e cheia de nuances. Os anos 90 foram responsáveis por criar aquilo que chamamos de post-rock, bandas como Godspeed You! Black Emperor, Slint e Mogwai definiram como seria a estrutura desse novo segmento do rock, mas fora nos anos 2000 que o gênero realmente pipocou, e um dos países que receberam de braços abertos e ganharam uma grande força nesse meio, fora o Japão. Porém, seria errôneo jogar o toe no baião das bandas de post-rock mais tradicionais, com eles nos é apresentado um formato um tanto quanto diferenciado, que iria até ser copiado por outras bandas, mas nenhuma com a maestria que o toe realiza.

A banda surgiu em 2000 e apenas em 2002 lançou seu primeiro EP, Songs, Ideas We Forgot, no ano seguinte veio com Re:Designed, para apenas em 2005 se aprimorarem e chegar ao ápice de sua carreira, o belíssimo The Book About My Idle Plot on a Vague Anxiety. Com uma sonoridade dinâmica e livre, mesmo que calcada em um post-rock calmo e cheio de sessões rítmicas interessantes, toe abre mão de uma sonoridade grandiosa e megalomaníaca como a empregada por bandas como Explosions In The Sky e Godspeed You! Black Emperor com suas longas peças, e investe numa empreitada com formato minimalista altamente influenciada por jazz e math rock em sua construção.

Particularmente falando, acho bem difícil descrever a sensação que o toe passa sem cair num mar de metáforas,  toe constrói uma linguagem própria, as guitarras essencialmente com timbres limpos e claros criam uma atmosfera agradável e envolvente, em contra partida, evitando que o som caia na monotonia de um mero post-rock/ambient eles usam seu maior trunfo, o baterista Takashi. Virtuose o define, Takashi é capaz de criar os tempos mais complexos e quebrados, e leva todas as músicas do toe para a polirritmia com sua bateria sincopada, ora mais lenta, ora acelerando o andamento da música. Vale ressaltar a performance do quarteto ao vivo, de uma intensidade admirável.

Em termos de evolução, o som do toe não sofreu grandes mudanças nesses 10 anos, não que isso seja um problema ou faça soar repetitivo, longe disso, mas é verdade que a banda de forma admirável conseguiu criar sua zona de conforto, pouco arriscam fora dela, no máximo incorporam elementos como pianos ou passagens eletrônicas em alguma faixa ou outra, nada de grande risco. Mas tudo bem, eles podem.

domingo, 1 de abril de 2012
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te’ – 音の中の『痙攣的』な美は、観念を超え肉体に訪れる野生の戦慄。

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Gênero: Post-Rock/Math-Rock
País: Japão
Ano: 2012

Comentário: Muitos associam o rock japonês logo de cara com pessoas estranha, usando roupas espalhafatosas, maquiagens carregadíssimas e perucas. Pensam que são bandas de clones de Elke Maravilha ou algum grupo de drag queens performáticos. Mas a realidade é que os japoneses vão muito além dessa onda de bandas que utilizam o visual kei sem pudores e compõe músicas temas de animes.

Te’ (ou té) integra um nicho muito rico no Japão que é o do post-rock, post-rock esse que se envereda por diversas vertentes e ramificações diferentes, o do té conseguimos captar uma essência bem grande tanto do Math-Rock (como sua prima mais conhecida, o Toe) e também do post-hardcore, que dão uma pegada mais enérgica e poderosa o som.

Este novo EP do Té (que eu não colocarei o titulo aqui pela sua enormidade), conta com 3 faixas inéditas, e mais 9 ao vivo, e bem, a performance ao vivo dos japas é extremamente intensa (como pode ser visto no vídeo abaixo). Por fim o que temos como resultado de toda essa salada é um post-rock forte e crescente, com a energia e velocidade do post-hardcore por vezes unido a dissonância e polirritmia do math-rock moldando o ritmo quebrado do som, esse é um prato cheio para todos os apreciadores de música instrumental ou qualquer uma das vertentes citadas acima.

Facebook//LastFM

Tracklist:

1. 音の中の「痙攣的」な美は,観念を超え肉体に訪れる野生の戦慄。
2. 「反復」は時間観を撹拌し,思惟の歩をゆるめ涅槃の郷愁を誘う。
3. 俯瞰も仰視も果ては茫洋な空に対峙す,その偉観こそ真の「現実」
4. 人間は自由なものとして生まれ,至る所で「鎖」に繋がれてゆく。
5. 如何に強大な精神や力といえども知性なくしては「無」に等しい。
6. 天涯万里,必然を起こすは人に在り,偶然を成すは「天」に在り。
7. いつも好転する未来を望み,しかし時節の変化は「恐」れている。
8. 思想とは我々の選ぶものを見せず,我々の好むものを「見」せる。
9. 沈黙中の表情にこそ,言葉選びに勝る本当の雄弁が「存在」する。
10. 夢とは現実という平凡なものに付ける美しさに似た「嘘」の俗称。
11. 言葉を用いて奏でる者は才能に在らず,ただの記憶に「過」ぎぬ。
12. 我々は希望に従って約束をし,恐怖にかられて約束を「果」たす。

Rapidshare//DepositFiles//Turbobit//Megashares//WUpload//Megashare//FileFlyer

sábado, 14 de janeiro de 2012
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The Bronzed Chorus - Gleaning [EP]

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Gênero: Instrumental/ Post-rock/ Math-rock
País: EUA
Ano: 2011

Comentário: The Bronzed Chorus já foi apresentada aqui no blog com seu belíssimo e único disco "I'm The Spring", onde apresentava um post-rock instrumental, gênero sempre muito bem vindo, porém com a diferença de ser um pouco mais técnico. Apesar disso não se deixar levar por esse atributo a ponto de perder-se, já que seu som mergulha num mar de melancolia etérea e tende a dar grande valor a essa atmosfera de humor indefinido.

Mas isso vocês já notaram lá no I'm The Spring, vamos agora tentar decifrar "Gleaning", EP lançado em 2011, ainda pelo selo Hello Sir Records. Atrevimento, acho que isso que posso dizer logo de cara. A banda se atreveu a experimentar novas sonoridades, ou melhor, adicionar novos elementos, como por exemplo na faixa "walletkeys/phonesmokes" que teve uma maior utilização da música eletrônica, ou mesmo em todas, deixando aquele toque especial. Também a forma como os instrumentos estão se comportando difere do registro anterior. Estão mais ousados, a bateria se comporta de maneira diferente, querendo de alguma forma valer o título de 'math-rock' sem parecer forçado. As guitarras buscam novas formas de ecoar, o que fica interessante quando a parte eletrônica toma um espaço considerável. E tomam tanta que, as partes mais pesadas dos disco anterior, que eram dominadas pelas guitarras, agora são quase que substituídas por teclados e semelhantes.

Apesar disto tudo a banda mantêm sua serenidade e beleza, pois sua grande mudança e maturidade soam sinceras. Nada decepciona, dá até para mandar um 'fantástico!', mas as diferenças são claras demais e apontam para um futuro interessante, embora pessoalmente tenha um pouco de medo, tamanho afeto que criei pela sonoridade do registro anterior.
Mais abaixo deixo uma prévia da música "walletkeys/phonesmokes", que talvez seja a melhor escolha para notar as diferenças.

Enfim, agora é esperar por um full-length.

MySpace//LastFM//Facebook

Tracklist:
1. the morning has gold in its mouth
2. are we not speedwagon?
3. pleiades
4. walletkeys/phonesmokes
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
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Ling Tosite Sigure - Inspiration is DEAD

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Gênero: Math-Rock/Post-Hardcore
País: Japão
Ano: 2007

Comentário: Ling Tosite Sigure ou Rin Toshite Shigure é mais uma bela banda japonesa que flerta com o experimentalismo como só os japas sabem fazer. Ao contrário do que se pensa, o rock japonês vai muito além daquelas bandas sem sal do famoso visual kei que se globalizou a partir dos anos 2000s provavelmente graças a popularização dos animes e do mundo otaku como um todo.

O que temos aqui é uma banda que faz uma bela salada de influências na sua música, inicialmente generalizada como post-hardcore, as coisas vão bem além. Começando pela bateria, completamente quebrada, compassos assimétricos e poliritmia marcam ela, é puro math rock mas com momentos mais acelerados, graças as influências do hardcore que a banda carrega. O baixo é um tanto quanto evidente durante as músicas, dando a liga com as guitarras que no geral carregam aquela afinação e timbragem típicas do post-rock e post-metal, e melodias um tanto quanto complexas tocadas de forma bem aceleradas em vários momentos. Outro dos fatores que realmente caracteriza e evidencía o som dos japas são os vocais tanto os femininos quanto masculinos que se alternam durante a música, um tanto quanto agudos e gritados, podendo soar até irritante para alguns com pouca tolerância a isso.

Lhes apresento o trio formado pelo baterista Masatoshi Nakano, a baixista e vocalista Miyoko Nakamura e o guitarrista e também vocalista Toru Katajima, música experimental e ao mesmo tempo pop como só os nossos amigos de olhos puxados sabem fazer.

Tracklist

1."nakano kill you"   3:10
2."COOL J"   3:56
3."DISCO FLIGHT"   4:30
4."knife vacation"   4:02
5."am3:45"   6:33
6."Akai Yūwaku" (赤い誘惑 "Red temptation") 4:48
7."1/f no Kanshoku" (1/fの感触 "Feeling of 1/f") 4:45
8."i not crazy am you are"   4:41
9."Yūkei no Kioku" (夕景の記憶 "Memories of Sunset") 6:11

Bitshare//DepositFiles//Mega

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Yowie - Cryptooology

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Gênero: Math rock/ Noise rock/ Instrumental/ Experimental/ Avant-garde
País: EUA
Ano: 2004

Comentário: Na criptozoologia — área que estuda espécies de animais lendários, mitológicos, hipotéticos, animais 'vistos' por poucas pessoas e presumivelmente extintos (Verme-da-mongólia, Kraken, Chupa-cabra, Pé-grande, Lobisomen,...) — Yowie é um hominídeo originário da Austrália cuja sua hipotética existência fora relatada por volta de 1876, mas que ficou apenas registrado no folclore aborígene Australiano (tanto embora relatos posteriores tenham sido registrados).
Mas, além do nome, o que este 'macacão' tem haver com a música da banda? Bom, apesar de serem de diferentes espécies, geografia e não compartilharem do mesmo paralelo evolutivo (sem contar que pode nem mesmo ter existido), a banda em seu debut Cryptooology conseguiu trazer bem essa imagem do hominídeo, como se fosse até uma influência. O barulho, os contratempos e improvisos, a agressividade e a falta de compromisso com os padrões parece fazer referência ao lado animal de cada homem, ao seu lado primata. Mas primata é lá a espécie mais inteligente do mundo, assim como o outro lado da banda: Não é apenas barulho, nota-se músicos que sabem o que estão fazendo, trabalham de forma meticulosa nos surpreendendo a cada levada, batida e ao que ouvintes menos acostumados chamariam de incoerência.

O mais legal do disco é que ele não soa 'moderno', mas sim — sem forçar a barra — bem tribal, inclusive me fazendo sentir sensações poucos exploradas até então. Sensações, digamos, distantes.

Quanto à banda, aparentemente está na ativa desde 2001, não tendo parado suas atividades, mas também não lançando outro material, embora tudo indique que logo logo saia o segundo disco. Abaixo eu deixo uma prévia que na realidade carrega as quatro primeiras faixas do disco.

Site//Lastfm
segunda-feira, 23 de maio de 2011
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Tera Melos - Zoo Weather (EP)

1 comentários
Gênero: Math Rock
País: EUA
Ano: 2011
Comentários: Não tenho o hábito de postar EP's de bandas que tem algo mais que isso, por que eu sei que deixa água na boca, mas esse eu tava com vontade de postar a muito tempo. Os californianos do Tera Melos se formaram em 2004 com uma proposta audaciosa: Misturar Jazz, Post-Rock, Ambient e muita (MESMO) técnica num som único, só deles. Uma heterogeneidade musical raramente alcançada, num único disco do Tera Melos você encontra bem determinadas todas essas características em músicas que vão desde um Ambient psicodélicamente sinistro até uma avalanche de notas atonais, tappings desenfreados e uma atmosfera indie. Sim, uma atmosfera indie por mais absurdo que isso possa parecer no fim das contas. A aura do grupo é bem light, apesar do instrumental complexo, o que a torna apesar de tudo uma das mais acessíveis bandas do Math-Rock.

Zoo Weather sucede um exitoso álbum, Patagonian Rats (2010), que não superou no entanto a maestria do primeiro disco da banda, sem título oficial, de 2005. Dentro desse disquinho temos duas facetas da banda, seu lado ultra master blaster técnico, e seu lado experimental. Purple And Stripes é uma das músicas "lights" mais pesadas e técnicas que eu já escutei, realmente um ode à atonalidade e a experimentação de escalas assimétricas, compassos assimétricos e muita velocidade. Já no resto do disco, temos um single do Patagonian Rats, Manar The Magic, que ganhou até clipe, algo realmente extremamente bizarro. Percebe-se em todo o som da banda que pra eles é tudo uma grande diversão, uma experimentação musical por hobby. E isso rende altos frutos.

Como eu havia dito, esse EP tava no forno pra postar a um tempão, e agora finalmente ele saiu. Espero que curtam. Postarei mais álbuns deles em breve, mas não deixem de baixar esse EP. Vale muito a pena!


Tracklist:

1- Purple And Stripes
2- Kelley
3- Manar The Magic ( Melt Banana Remix)
4- Manar The Magic (Pat Hill's Rat Trap Dub)
5- Manar Was A Rat

Links:

Mediafire
Megaupload
Rapidshare
Depositfiles
Outros Links (mirrorcreator)

Prévia 1 RECOMENDADA: Tera Melos - Purple And Stripes



Prévia 2 - Clipe de Manar The Magic (MUITAS DORGAS NESSE CLIPE)

sexta-feira, 18 de março de 2011
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Fura - Mustela Putorius [EP]

3 comentários
Gênero: Post-rock/ Ambient/ Experimental/ Math-rock
País: Espanha (Mallorca)
Ano: 2010

Comentário:
Fura é mais um bom projeto que chegara até nós através do e-mail igneselevanium@gmail.com, mas, desta vez, seu ambientalismo e experimentalismo se faz nas bases e influências do heavy metal, post-rock e do shoegaze. Por assim sendo, fica evidente que as guitarras distorcidas e seus riffs lentos tem de entrar em cena. Mas não existe nada de extremo aqui — apesar de alguns instantes mais ativos e quentes —, inclusive temos mais um material instrumental, sem qualquer rastro de voz.
Formada em 2008 — mais precisamente ao final —, Fura foi fruto da relação (lembrando que estamos falando sobre música) entre quatro músicos de diferentes regiões do mundo, que se uniram, assim como uniram suas criatividades artísticas, para formá-la. Fura, esta banda que possui um nome referente ao animal furão (fura em catalão), um bicho que pode dormir durante muito tempo, mas que quando acordado se mostra extremamente curioso.

Este é o primeiro EP da banda, temos que esperar seu crescimento e um futuro álbum de estúdio, mas já dá para se ter uma idéia de seu potencial, que em geral convence muito. O EP, denominado Mustela Putorius — que nada mais é que o nome científico do furão selvagem — conta com três faixas viajantes, que vão desde um clima a la Mogwai e God is an Astronaut, até se aproximarem de sonoridades vistas em bandas como Opeth (a faixa Norai deixa isso bem claro), mas nada que tire a direção da banda que, sabe o que faz. Logo, destaca-se por sua dinâmica, palavra esta não muito conhecida por alguns atrevidos a post-músicos. Assim como o furão, eles se mantem num sono que parece sem fim, até que de repente saem de suas tocas e acabam com teu sossego.

Esta banda interessante é formada por Oriol Manel (guitarra), Tuduri Marc (guitarra), Alvaro Medina (baixo) e Luciano Pugliese (bateria).

Nota: Ao clicar em Download, você será redirecionado à página da banda no BandCamp. Basta clicar em Digital Album/Buy Now, colocar um valor mínimo (que pode ser 0 (zero), ou seja, de graça), e confirmar. Simples, fácil, rápido e lucrativo (compre também, são baratos) para o músico/banda.

Last.fm//BandCamp//OfficialPage

terça-feira, 11 de janeiro de 2011
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The Bronzed Chorus - I'm The Spring

1 comentários
Gênero: Instrumental/ Post-rock/ Math-rock
País: EUA
Ano: 2009

Comentário:
I'm The Spring não é o primeiro e nem o único trabalho da dupla norte-americana Adam Joyce (guitarra) e Brennan O'Brien (bateria, teclados), mas é o que representa-os (até porque eu não achei sua primeira gravação, o EP thurtythurty). Apesar do recente trabalho, Adam e Brennan, da cidade de Greensboro, Carolina do Norte, tocam desde o ensino-médio (2005), mas só recentemente (2009) resolveram lançar algo de destaque, que diga-se de passagem, é muito bom. O CD foi lançado pelo selo indie Hello Sir Records e atualmente a banda conta com o novo baterista HunterAllen substituindo Brennan, como pode ser visto no Facebook oficial. Baseia-se em um som totalmente instrumental que aguça nossos sentidos e faz-nos sentir, ora purificados, ora melancólicos e ora confusos, mas não chega a ser um confuso de perturbação, é bem clean, apesar da viajem toda. Uma sonoridade que podemos classificar como post-rock e math rock e que dispensa mesmo qualquer vocal, não fazendo falta nenhuma.

O som é daqueles que você, devidamente equipado com um fone de ouvido ou um aparelho de som de boa qualidade, pode e deveria passar o dia todo ouvindo e re-ouvindo até que se perceba que já está tarde. É incansável, e quanto mais se ouve, mais nos encantamos. Um trabalho excelente de apenas duas pessoas que, na minha opinião, fazem o ouvinte sofrer com cada faixa por quase não chegarem aos 4 minutos, deixando-nos com água na boca, ou melhor, com sede depois de apenas 30:20 minutos de excitação.

Não sei se tem relação, mas talvez este som esteja em minha cabeça, também, por ter sido a última banda que indiquei ao parceiro Alx. Se ele ouviu, eu não sei, mas de qualquer forma é uma boa pedida para se pensar nas coisas do além, mas sem compromissos, pensar por pensar.

Destaque para todas as faixas, em especial para as faixas todas.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010
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Rin Toshite Shigure - Just A Moment

5 comentários
Gênero: J-Rock
País: Japão
Ano: 2009

Comentários: Rin Toshite Shigure, Ling Tosite Sigure, ou mesmo, 凛として時雨 é uma banda japa, formada em 2002 em Saitama. Formada por excelentes instrumentistas, a banda se caracteriza por: bateria extremamente técnica, bem "math" mesmo, em levadas rápidas e variações de tempo súbitas, guitarra quase sempre acústica e melódica, embora rápida, baixo igualmente rápido com linhas fortes e bem na cara, além de vocais bastante agudos e quase sempre gritados (mas não berrados). Se eu fosse colocar os estilos da banda de verdade ali encima, a lista ficaria extensa, por que o estilo dos caras é algo entre um Math Rock/Post-Hardcore/Post-Rock/Indie/Progressivo de altíssima qualidade, tudo coroado por vocais (masculinos e femininos) irritantemente agudos. Nada de Visual Key aqui, o que temos é únicamente uma banda original e experimental como os japoneses gostam de ser, que faz um som que passeia pela calmaria e pela violência como se as duas coisas fossem uma só.

Em 2008, depois de lançar dois álbuns por um selo próprio da banda, chamado Nakano Records, a banda assinou com a Sony Music e então lançou Just A Moment e mais um álbum lançado esse ano. Interessante como no Japão esse tipo de música alcança gravadoras grandes. A banda é um trio formado pelo baterista Masatoshi Nakano, a baixista e vocalista Miyoko Nakamura e o guitarrista e também vocalista Toru Katajima.

Nada melhor que os japoneses pra fazer uma banda experimental como essa, ao mesmo tempo que acessível e melódica. Recomendado pra cacete. Ah, as tags estão em japonês, mas o LastFM os entende perfeitamente, caso interesse aos mais organizados.

Tracklist:

  1. "Hakaiyonoyume" (ハカイヨノユメ)
  2. "Hysteric phase show"
  3. "Tremolo+A"
  4. "JPOP Xfile"
  5. "a 7days wonder"
  6. "a over die"
  7. "Telecastic fake show"
  8. "seacret cm"
  9. "moment A rhythm" (short ver.)
  10. "mib126"
Links:

Rapidshare/Crocko/Outros Links via Uploadmirrors

domingo, 27 de junho de 2010
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Ghosts and Vodka - Precious Blood

2 comentários
Gênero: Post rock
País: EUA
Ano: 2001

Comentário: Primeiro post e eu tô nervosa (clichê), bom, vamos lá.
Ghosts and Vodka é uma banda de rock instrumental matemático conhecido por suas impressionantes habilidades técnicas. A banda era composta de violinista virtuoso Victor Villareal (ex-Cap’n Jazz), guitarrista Sam Zurick (ex-Cap’n Jazz, Actualmente em Joan de Arco e Make Believe), baixista Erik Bocek (ex-Tetsuo, ex-Joan de Arco) e o baterista Scott Shellhammer (ex-Tetsuo, atualmente no American Heritage). A banda formada após Bocek e Zurick decorreu em Villareal e Shellhammer numa Sky Corvair reencontro show, em 1998. Bocek e Zurick eram ambos membros da Joan de Arc, no momento, mas saiu logo após hooking up com Villareal e Shellhammer (Zurick retornaria para Joan Arc de vários anos mais tarde). Ghosts and Vodka deixou jogar algures em 2001 após Villareal e Zurick optou por se concentrar em Owls, que viam, reunir com os seus ex-Cap’n Jazz bandmates Mike e Tim Kinsella. Em 2003, o rótulo Sixgunlover compilados do grupo completo antologia em um CD.

Myspace

Tracklist:
1. Andrea Loves Horses
2. It's All About Right Then
3. Good Luck With Your Multiple Personalities
4. Laser Guided by God
5. Futuristic Genitalia
6. Sex Is Popular
7. Hot Dot Above, Tan Man Below
8. Is That a Person?
9. Four Red Brains
10. Conversational All-Stars
11. Mechanical Bull Rider
12. Nicholas Prefers Dinosaurs

Megaupload
sábado, 18 de abril de 2009
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Bitch Magnet - Umber

0 comentários
Gênero: Post-Hardcore/Math Rock/Noise Rock
País: Estados Unidos
Ano: 1989

Comentário: Bitch Magnet foi uma banda de Post-Hardcore formada nos anos 80 por membros do colégio Omberlin em Ohio e que futuramente se deslocou para a Carolina do Norte. Só pra deixar explicito, o Post-HC 80's é bem diferente do que escutamos atualmente, e associamos diretamente as bandas mais comerciais do gênero, além disso, é notável as tendências ao Math e ao Noise Rock. Não há muito o que comentar, essa é só mais uma das milhares de pérolas que ficaram perdidas no passado e pouca gente conhece.

Tracklist

01 motor
02 navajo ace
03 clay
04 joan of arc
05 douglas leader
06 goat-legged country god
07 big pining
08 - joyless street
09 - punch and judy
10 - americruiser

Myspace

Megaupload

Quem escreve e faz os uploads:

 
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Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.