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quinta-feira, 19 de maio de 2016
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Vokonis - Olde One Ascending

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Gênero: Stoner / Doom Metal
País: Suécia
Ano: 2016

Comentário: Não me lembro quando foi a última vez que fiz uma resenha e tenho medo de ter perdido o jeito (que já não era dos melhores), mas aos poucos espero retornar à minha frequência habitual que possuía aqui no Ignes.

Meses se passaram e muita coisa rolou, já estamos quase na metade de 2016 e já foram lançados muitos álbuns que estão fazendo a mente da galera. Entre os lançamentos que escutei, um que  está sempre na minha playlist é o Olde One Ascending do Vokonis.

O Vokonis é um trio sueco da cidade de Borås, formado por Jonte Johansson (baixo), Emil Larsson (bateria) e Simon Ohlsson (vocal e guitarra) e como muitas bandas do estilo que surgiram no país, também querem alcançar o público com uma sonoridade bastante familiar para aqueles que gostam de um Stoner / Doom bem tocado e pesado.

As faixas conseguem ser empolgantes o tempo todo, as variações de ritmo agradam, os refrões são marcantes e tudo flui de um jeito bem natural. Apostando no básico o Vokonis conseguiu criar um álbum sólido, que se por um lado não apresenta nada que não soe como novidade, agrada pela execução bem feita e faixas bem estruturadas, com uma produção de muita qualidade. A temática da banda, assim como de muitas outras, é inspirada em obras do H.P. Lovecraft e conta com uma capa incrível.

O vocal de Simon é um ponto positivo no álbum na minha opinião, agressivo sob medida e potente, combinando muito bem com a sonoridade feita pela banda, que não deixa o ouvinte desprender sua atenção do álbum. Os riffs principais das faixas são bem marcantes e um verdadeiro murro na cara (nesse caso na orelha). Os solos são ótimos, sempre trazendo um fuzz bem agradável e vários momentos bem ao estilo sabbhatico do Iommi. Isso já é perceptível na faixa de abertura do álbum. O baixista Jonte também se mostrou bem hábil ao decorrer do álbum e durante os solos de guitarra, mantém um ritmo forte e preciso no baixo, cooperando muito com o os solos de Simon. O baterista Emil se mostra versátil e preciso em todos os momentos, além de caprichar nas partes mais agitadas das  6 faixas que compõem o álbum.

Olde One Ascending é um álbum gostoso de se ouvir, e ao menos pra mim, foi bem viciante desde a primeira vez que ouvi e não me deu aquela sensação de cansaço ou desinteresse. A banda, como muitas que surgem ao decorrer dos anos, tem um bom potencial a ser explorado, e conseguiu ao meu ver dar o primeiro passo em grande estilo com seu debut. Destaque para as faixas "Acid Pilgrim" e "King Vokonis Plague".





Tracklist:

01 - Olde One
02 - The Serpent's Alive
03 - Acid Pilgrim
04 - Shroomblade
05 - King Vokonis Plague
06 - Hazmat the Ashen Rider


Ouça em: Bandcamp


sábado, 30 de maio de 2015
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Ufomammut - Ecate

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Gênero: Stoner / Sludge / Doom Metal
País: Itália
Ano: 2015

Comentário: Toda vez em que os italianos do Ufomammut anunciam um novo álbum de estúdio, sou tomado pela expectativa em relação ao que está por vir. Ecate é o oitavo álbum de estúdio da banda (não levando em conta a colaboração com o Lento) e chega como um dos grandes lançamentos de 2015.

A imagem deixada pela banda no duplo ORO lançado em 2012 foi positiva e extasiante, o Ufomammut consegue seguir uma estética padrão com modificações básicas, mas que revigoram a sonoridade da banda. Em Ecate não foi diferente, o trio italiano traz um álbum com um repertório de dar inveja em muitas bandas por aí.

A sonoridade da banda é uma daquelas que não se encontra facilmente, por mais que venha sendo explorada por muitos, o Ufomammut o faz com maestria. Se em ORO a banda conseguiu criar uma atmosfera densa e que envolvia o ouvinte ao longo do álbum, em Ecate ela se mostra ainda mais poderosa e completa. Instrumental pesado, uso sábio dos sintetizadores, passagens psicodélicas e com um ar espacial, tudo isso está presente em Ecate. A sensação caótica e esmagadora proporcionada pelas partes mais pesadas no instrumental, se mostram ainda mais eficientes neste álbum.

Se o tom de misticismo que acompanha a banda lhe agrada, o álbum traz todo um conceito em torno da deusa grega Hécate, trazendo composições sólidas e que conseguem contrastar perfeitamente com a sonoridade da banda. O álbum facilmente vai conquistar os apreciadores do estilo logo de cara, a faixa de abertura Somnium traz a assinatura do que é o Ufomammut. Riffs pesados, baixo desconcertante e absurdamente nítido, todos sintetizadores possíveis criando aquele clima bruto repleto de psicodelia, uma bateria precisa tanto nos momentos mais intensos quanto nas partes mais cadenciadas e os vocais distorcidos e dispersos em meio ao instrumental, Somnium chega a ser sufocante em seus momentos derradeiros. 

As 6 faixas que compõe o álbum são de grande qualidade e chega a ser até injusto apontar apenas uma favorita. A curta Pluoton é mais objetiva, 3 minutos de uma sonoridade pesada e impactante. Chaosecret e Temple jogam mais com alterações de ritmos, passagens mais psicodélicas e ainda nos  brindam com riffs impiedosos, além do ótimo trabalho de vocalizações apresentados. Revelation é um interlúdio de 4 minutos, um instrumental carregando uma vibe espacial bem sombria. Daemons é a de maior intensidade, a banda apresenta um instrumental bem enérgico conduzido por alguns dos melhores e mais pesados riffs do álbum, que se encerra com uma passagem ambient num tom assombroso e escuro.

Ecate é mais um ponto alto entre os álbuns do Ufomammut, uma banda que não cai em oscilações e nem perde a pegada ao decorrer dos anos. O álbum lançado no dia 31 de Março pela Neurot Recordings, é um registro caótico e bem estruturado, com a banda apresentado todas as facetas que lhe tornaram popular entre os apreciadores do estilo.




Tracklist:

01. Somnium
02. Plouton
03. Chaosecret
04. Temple
05. Revelation
06. Daemon

Ouça em: Spotify ou Rdio


sábado, 16 de maio de 2015
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Monolord - Vænir

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Gênero: Stoner / Doom Metal
País: Suécia
Ano: 2015

Comentário: O Monolord é uma daquelas bandas que surgem de repente entre os lançamentos que você resolve conferir e acabam te surpreendendo. O trio sueco lançou no ano passado Empress Rising, seu álbum de estréia que trazia uma sonoridade bem familiar e bem tocada, definitivamente um daqueles álbuns que são prazerosos de se ouvir.

Era de se imaginar que a banda ficasse um período se dedicando exclusivamente à turnê de divulgação do álbum, promovendo o nome da banda e alcançando mais ouvintes para sua música. Mas felizmente não foi isso o que aconteceu, logo no ano seguinte de sua estréia, o trio sueco lançou no último dia 28 seu segundo álbum de estúdio, Vænir.

Vænir carrega uma sonoridade similar à do seu antecessor Empress Rising, mas já mostrando uma certa evolução em diversos sentidos. As composições do álbum são mais fortes e marcantes, conseguem criar um certo impacto no ouvinte logo na primeira vez que se escuta o álbum. A banda continua trabalhando bem entre as utilizações do Doom e Stoner em sua sonoridade, além de trazer um ótimo tom de psicodelismo ao decorrer do álbum.

Os riffs estão num peso ideal e agradável, as distorções no vocal combinaram muito bem com o clima criado pelo instrumental, o baixo está mais nítido e grave em Vænir, além da bateria precisa e potente mantendo o nível. A produção do álbum está melhor do que em Empress Rising, fazendo que a jornada sonora através das 6 faixas que compõem o álbum seja bem satisfatória.

O Monolord carrega traços de nomes mais conhecidos do estilo, mas não soa uma cópia forçada de alguma delas. O álbum é bem coeso e traz faixas bem estruturadas e poderosas. Logo na abertura do álbum com Cursing the One, o Monolord distribui riffs e mais riffs através de um instrumental arrastado e bem sombrio, com grande destaque para o vocal cheio de distorção, que cria uma sensação de profundidade bem interessante. A estética apresentada na faixa de abertura predomina no decorrer do álbum, com destaque para as faixas Nuclear Death e a faixa título. A única exceção do álbum, se dá pela faixa Cosmic Silence, que segue uma proposta e clima similares às das faixas Solitude e Planet Caravan, ambas do Black Sabbath.

Vænir reforça o potencial do Monolord nesse curto período de tempo, mostrando que a banda tem condições de manter um nível de qualidade  e fazer uma sonoridade familiar e bem agradável. Lançado pela Riding Easy Records, Vænir não pode ficar de fora das playlists dos apreciadores do Stoner/Doom atual.




Tracklist:

1. Cursing the One
2. We Will Burn
3. Nuclear Death
4. Died a Million Times
5. The Cosmic Silence
6. Vænir

Ouça em: Spotify

 
sábado, 28 de fevereiro de 2015
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Saturndust - Saturndust

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Gênero: Space Doom Metal
País: Brasil
Ano: 2015

Comentário: É bem provável que você já tenha visto alguma publicação relacionada ao Saturndust e seu álbum de estréia nas últimas semanas. Desde o lançamento do álbum, a banda ganhou espaço e destaque nos principais canais de informação relacionados à esse tipo de sonoridade e vem recebendo diversos elogios pelo trabalho feito no álbum, elogios que vem desde terras tupiniquins à até páginas gringas que abordam esse estilo musical.

Ao escutarmos o álbum, não demora para compreendermos a razão de tantos elogios feitos à banda. O Saturndust entregou ao público um álbum sólido, bem elaborado e repleto de momentos marcantes. Para quem acompanha a banda desde o lançamento do EP Sons of Water, o álbum veio para confirmar todas as expectativas criadas sobre o futuro que estava por vir. Mais do que manter a qualidade apresentada anteriormente, o Saturndust demonstra uma evolução nítida em todos os aspectos.

A sonoridade da banda traz aquele clima espacial e cósmico presente em trabalhos de bandas como Ufomammut e Sons of Otis, além do mix essencial de Doom Metal, Stoner e uma levada psicodélica. O Saturndust consegue soar familiar sem parecer uma cópia de alguma banda famosa, a banda conseguiu criar uma cara própria e dar personalidade à sua sonoridade. 

A química entre o trio formado por Felipe Dalam (vocal, guitarra, sintetizador), Marlon Marinho (bateria) e Frank Dantas (baixo), é um elemento que justifica a qualidade do álbum. Riffs pesados e bem trabalhados, acompanhados pela ótima performance de Marlon e Frank na bateria e baixo respectivamente, a sonoridade da banda é um prato cheio para os fãs do estilo. As faixas evoluem de forma natural e o repertório apresentado, varia de longas passagens "viajadas" no instrumental à outras de um instrumental pesado e direto, tudo muito bem encaixado. A produção do álbum foi muito bem realizada, favorecendo a qualidade demonstrada pela banda e ficou por conta do Gabriel Zander. E como todo ótimo álbum merece uma capa à altura, o Saturndust conta com uma arte caprichada e que combina perfeitamente com o clima e proposta apresentados pela banda.

Composto por 6 faixas que totalizam cerca de 45 minutos, o álbum premia a dedicação e esforço da banda, além de brindar os fãs e seguidores do trio paulistano. Destaque para a ótima faixa de abertura Gravitation of a Hollow Body e a impecável Realm of Nothing. A banda assinou contrato com a Helmet Lady Records, evidenciando o belo trabalho feito em Saturndust. 



Tracklist:

01. Gravitation Of A Hollow Body
02. All Transmissions Have Been Lost
03. Realm Of Nothing
04. Enceladus
05. Hyperion
06. Cryptic – Endless

Ouça em: Bandcamp


terça-feira, 30 de setembro de 2014
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Electric Wizard - Time To Die

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Gênero: Doom / Stoner Metal
País: Inglaterra
Ano: 2014

Comentário: Desde que o Electric Wizard divulgou que estava gravando um novo álbum, a ansiedade dominou os fãs da banda. Não era pra menos, o último álbum da banda foi lançado cerca de 4 anos atrás. Time To Die é o oitavo álbum de estúdio do Electric Wizard e marca a mudança de gravadora, a banda deixou a Rise Above Records e passou a integrar a Spinefarm Records. Mudanças também ocorreram na formação da banda em ralação à aquela que é credita no álbum anterior, com a chegada de Clayton Burgess (Satan's Satyrs, Terraset) assumindo o baixo, além do retorno do baterista Mark Greening (Ramesses, 11 Paranoias), que já havia tocado na banda entre 1995 e 2002. Mas Greening saiu da banda após as gravações devido à divergências e para seu posto foi chamado Simon Poole.

Time To Die traz uma produção mais "suja" se comparado aos registros anteriores e uma atmosfera sombria que não vai soar novidade para aqueles que já conhecem o Wizard. As guitarras de Liz e Jus trazem um peso essencial e momentos de distorção característicos de registros mais antigos da banda. Greening faz sua parte na bateria se mantendo hábil, preciso e demonstrando a bagagem adquirida com o passar dos anos. Clayton por sua vez, se mostra uma escolha acertada para a função de baixista da banda. O vocal de Jus segue a linha do que foi apresentado nos álbuns Witchcult Today e Black Masses, então não vai soar como novidade.

As 9 faixas que compõem o álbum trazem características similares e destaco algumas com a intenção de passar uma ideia mais clara do álbum. "I Am Nothing" já era conhecida por ter sido utilizada na divulgação ao lado da "Sadiowitch", que será o primeiro single oficial do álbum. As instrumentais "Destroy Those Who Love God" e "Saturn Dethroned" trazem consigo um tom de psicodelismo no instrumental e ambas possuem o uso de samples, com a "Saturn Dethroned" se encerrando com o sample inicial da faixa Vinum Sabbathi, do clássico Dopethrone. "Funeral Of Your Mind" com seu fuzz contagiante, possui aquele que talvez seja o refrão mais viciante no álbum. O clima bad trip e a abordagem mais sombria de "We Love the Dead" também me agradaram bastante. A evolução da faixa é uma das melhores no álbum e uma das faixas que mais me agradaram no geral.

Time To Die não traz nada que já não seja de praxe em relação ao Electric Wizard, para aqueles que já acompanham a banda o álbum vai soar agradável e estará dentro daquela moldagem que a banda vem fazendo. O álbum é altamente recomendado para quem gosta desse tipo de som e temática, mas não espere por nada mais elaborado ou mais inspirado, Time To Die traz um Electric Wizard caminhando dentro da estrada que escolheu seguir e dificilmente sairá dela.




Tracklist:

01. Incense For The Damned
02. Time To Die
03. I Am Nothing
04. Destroy Those Who Love God
05. Funeral Of Your Mind
06. We Love The Dead
07. Sadiowitch
08. Lucifer’s Slaves
09. Saturn Dethroned

Download: 4shared

quarta-feira, 16 de julho de 2014
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The Flight of Sleipnir - Saga

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Gênero: Folk / Stoner / Doom Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: Eu tinha o hábito de revirar a internet procurando por bandas desconhecidas pelo grande público e que possuam uma sonoridade diversificada, fugindo um pouco dos clichês e de grande qualidade. Foi dessa maneira que encontrei algumas das minhas bandas favoritas e outras tantas com uma sonoridade bem interessante e surpreendente.

Numa dessas buscas me deparei com The Flight of Sleipnir, banda americana oriunda do estado do Colorado, criada no ano de 2007. A banda é composta por um duo, David Csicsely e Clayton Cushman. Além do The Flight of Sleipnir, os dois já fizeram parceria em uma banda de Black Metal e mantém paralelamente um projeto voltado para o Death Metal. Essa "aventura" por estilos mais extremos é deixada de lado no The Flight of Sleipnir, onde o duo desenvolveu uma sonoridade calcada no Stoner / Doom e uma levada belíssima do Folk.

Saga é o quarto álbum de estúdio da banda e foi lançado em Fevereiro do ano passado. Apesar de ter conhecido a banda por acaso, não foi por acaso que me tornei um grande admirador do álbum e da banda. Desde a faixa de abertura intitulada "Prologue", o duo já mostra sua versatilidade e criatividade. O início com um riff pesado acompanhado de um vocal ríspido, rapidamente cede espaço para ótimos vocais limpos acompanhados por um instrumental bem cadenciado. O contraste apresentado na faixa de abertura, é a grande faceta da banda no decorrer do álbum, capaz de transitar entre um som mais intenso ou ameno com bastante facilidade. A segunda faixa do álbum, intitulada "Reaffirmation", é de beleza incrível. Num clima bem tocante, a levada acústica imposta pela banda ganha tons de excelência com o surgimentos dos vocais na faixa, causando uma sensação bem relaxante ao ouvinte. Diante das variações entre músicas mais amenas e outras mais agressivas, "Harrowing Desperation" é uma de grande destaque no quesito agressividade, com seus riffs intensos, vocais ríspidos e intensos, a banda trata de dar uma pausa na calmaria imposta pelas faixas anteriores, mesmo efeito causado pela "Demise Carries with It a Song". Ainda vale destacar a faixa "The Mountain", que apresenta um instrumental tocante e bem calmo, levada a um nível que não se encontra nas demais faixas que seguem esses aspectos.

Saga é um álbum de fácil assimilação e entendimento, trazendo uma ótima produção e um som bem agradável em ambas facetas apresentadas pela banda no decorrer das 12 faixas. 



Tracklist:

01. Prologue
02. Reaffirmation
03. Reverence
04. Harrowing Desperation
05. Heavy Rest The Chains Of The Damned
06. Judgment
07. Demise Carries With It a Song
08. The Mountain
09. Hour Of Cessation
10. Remission
11. Beneath Red Skies
12. Epilogue

Download: Mega

quinta-feira, 22 de maio de 2014
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Dopelord - Black Arts, Riff Worship & Weed Cult

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Gênero: Stoner / Doom Metal
País: Polônia
Ano: 2014

Comentário: Voltando o foco para os lançamentos que me agradaram, hoje eu escolhi o segundo álbum de estúdio dos poloneses do Dopelord, intitulado Black Arts, Riff Worship & Weed Cult. Lançado no dia 4 de Abril, o álbum traz uma sonoridade já bem conhecida no meio do cenário do Stoner / Doom, que consegue agradar e empolgar o ouvinte com grande facilidade.

O Dopelord apresenta uma sonoridade bem agradável, que satisfaz fãs de Black Sabbath, Electric Wizard e afins, com todas as faixas mostrando uma química incrível entre os instrumentos e riffs memoráveis, que vão grudar na sua mente. A arte do álbum criada por Chris Panatier, transmite bem a ideia e a sensação que o Dopelord quer transmitir com sua música. 

A abertura do álbum se dá pela "Addicted to Black Magick", faixa bem cativante com riffs sob medida e que possuí um refrão marcante. "Preacher Electrick" é a seguinte e minha favorita no álbum. Pesada, arrastada e com aquele clima bem sombrio, um som totalmente lisérgico e que conta com um solo fabuloso de guitarra em sua metade final. A próxima é "Acid Trippin'", bem cadenciada, com outro ótimo solo de guitarra e um final totalmente arrasador! O início mais dinâmico de "Green Plague" empolga, assim como seu instrumental coeso, pesado e cheio de fuzz. A faixa de encerramento é a marcante "Pass the Bong". São 11 minutos de um som bem arrastado, com riffs impressionantes e um vocal que se destaca em meio ao clima psicodélico criado pela banda.

Black Arts, Riff Worship & Weed Cult é garantia de um bom entretenimento para os apreciadores do estilo e é um álbum indispensável para aqueles que acompanham os lançamentos que merecem destaque em 2014. No meio de tantas ótimas bandas que se empenham em fazer esse tipo de sonoridade, o Dopelord se mostra uma banda competente e com ótimas chances de emplacar outros ótimos álbuns futuramente.




Tracklist:
01.Addicted To Black Magick
02.Preacher Electrick
03.Acid Trippin'
04.Green Plague
05.Pass The Bong

Download: 4Shared

quinta-feira, 8 de maio de 2014
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YOB - The Great Cessation

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Gênero: Stoner / Sludge / Doom Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2009

Comentário: Criada no final dos anos 90, YOB é uma banda americana oriunda da cidade de Eugene no estado do Oregon, dos Estados Unidos. Logo de início sinto a obrigação de dizer que é uma das bandas mais fascinantes que conheço e que Mike Scheidt (fundador da banda), é um cara que ganhou meu respeito, não só pelos trabalhos lançados no YOB, mas por suas empreitadas com Lumbar, Middian, Vhöl e carreira solo.

A banda possuí 6 álbuns de estúdio, dois álbuns ao vivo, um split e uma demo. Entre os álbuns eu escolhi o The Great Cessation, lançado em 2009. O álbum marca o retorno da banda após cerca de 4 anos separada. Além de Scheidt (guitarra e vocal), a banda ainda conta com Travis Foster (bateria) e Aaron Rieseberg (baixo). O álbum é daqueles que rapidamente caem no gosto do ouvinte, principalmente se for alguém já acostumado com sonoridades similares. O álbum traz um clima obscuro, onde o instrumental pesado e os vocais insanos de Scheidt ditam o ritmo.

5 faixas que totalizam uma hora de duração, é assim que The Great Cessation nos é apresentado. A faixa de abertura é "Burning the Altar", que já mostra ao ouvinte um pouco do que o álbum tem para nos apresentar. Riffs sujos e pesados, um baixo que se destaca, uma bateria impecável e a alternância do vocal de Scheidt dando um toque final. Ensurdecedora, assim descrevo a faixa "The Lie That Is Sin". Após um início despretensioso, a faixa ganha um instrumental de grande agressividade e intensidade, onde novamente o vocal hipnotizante de Scheidt completa de maneira única a faixa. Não poderia deixar de citar a faixa título. "The Great Cessation" é uma das músicas definitivas do YOB e sem sombra de dúvidas uma das melhores. São 20 minutos do que se transforma em uma viagem na mente do ouvinte. Belos arranjos num clima escuro logo em seus instantes iniciais, nos levam de encontro com uma faixa que conta com um instrumental mais cadenciado, bem arrastado e que transmite uma sensação de agonia.

The Great Cessation marcou o retorno do YOB após o período separado e acredito que assim como eu, muitos tem um apego muito grande por ele. Um álbum que vai agradar aqueles que gostam de  uma sonoridade mais arrastada, conduzida por riffs memoráveis e com uma boa dose de psicodelismo em certos momentos.


Tracklist:
01. Burning the Altar
02. The Lie That is Sin 
03. Silence of Heaven 
04. Breathing From the Shallows 
05. The Great Cessation

Download: Mega

sábado, 15 de fevereiro de 2014
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Windhand - Windhand

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Gênero: Doom/Stoner Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: É fácil encontrar bandas fazendo um som totalmente retrô atualmente. Algumas não empolgam por serem meio repetitivas e sem inspiração, já outras chamam a atenção pela qualidade e capacidade de desenvolver um som bem tocado e agradável, sendo uma delas o Windhand.

O Windhand foi formado no ano de 2008 no estado da Virginia, Estados Unidos. A banda lançou sua primeira demo no ano de 2010 chamada Windhand (Practice Space Demo), a qual já nos dava uma pequena ideia do potencial da banda. Mas somente em 2012, o Windhand nos presenteou com seu álbum de estréia.

Na época, o quinteto era formado por Dorthia Cottrell (vocal), Garrett Morris e Asechiah Bogdan (guitarras), Nathan Hilbish (baixo) e Ryan Wolfe (bateria). O álbum é composto por 5 faixas e tem cerca de 42 minutos de duração. A sonoridade consiste naquele Doom/Stoner Metal nos moldes tradicionais, direto e sem firula. Riffs pesados, linhas de baixo marcantes, bateria precisa e o vocal psicodélico da Dorthia completando.

A grande qualidade dos riffs chama a atenção logo nos momentos iniciais de Black Candles, faixa de abertura do álbum e que estava presente na demo. A dupla de guitarristas merece um grande destaque, sendo na elaboração dos riffs, nos solos carregados de peso, distorção e psicodelismo ou até mesmo fazendo a guitarra base durante os solos. O vocal de Dorthia se destaca mais e mais no decorrer do álbum, sempre em um tom de suavidade e agonia. A moça manda muito bem e não é porque gosto da banda que digo isso, realmente após ouvir o álbum temos a noção da dinâmica que ela acrescenta, além de completar e combinar perfeitamente com o instrumental. Nathan Hilbish faz sua parte no baixo e não deixa a desejar, executando ótimas linhas ao decorrer das faixas e mandando bem enquanto algum dos guitarristas executa um solo. Por último mas não menos importante, temos Ryan Wolfe fazendo sua parte e tocando bateria de uma maneira agradável e bem precisa, seja em partes mais exigentes quando esbanja técnica ou em momentos de ritmo mais lento em que faz uma percussão básica.

As faixas de maior destaque no álbum na minha opinião são Heap Wolves e Winter Sun (que também estava na demo). Heap Wolves tem um dos riffs mais gostosos de se escutar no álbum e talvez o refrão mais agradável, daqueles que dão vontade de cantar junto. Winter Sun é a faixa mais longa e onde a harmonia entre os integrantes da banda é incrível, resultando em uma faixa de grande qualidade e com um final impressionante, onde Dorthia executa alguns vocais "rasgados" nos minutos finais da faixa.

O Windhand mostrou que pode oferecer um álbum de qualidade e reafirmou isso ano passado com o seu segundo álbum Soma. A banda atualmente tem um turnê agendada pelos Estados Unidos com várias datas marcadas e divulgando seu último álbum.



Tracklist:
01. Black Candles
02. Libusen
03. Heap Wolves
04. Summon the Moon
05. Winter Sun

Download: Mediafire


sexta-feira, 1 de março de 2013
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VA - Doommantia Vol. 1

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Gênero:
Doom Metal (Stoner, Sludge, Drone, Doom/Death, Tradicional, Pyschedelic Rock)
País
: Vários
Ano: 2012

Comentário: Doom Metal, um dos principais subestilos do Heavy Metal, muito provavelmente inclusive o primeiro de todos, cadencia e obscurece a música desde os anos 70. Lá se vão tantas décadas, onde o estilo se desmembrou em vertentes tão diversas como o popular Stoner Metal e o extremamente obscuro Funeral Doom, além da vibe atmosférica do Drone e o peso do Doom/Death ou do Sludge Metal. Nesse meio tempo milhares de bandas surgiram em todo mundo, mas nada se compara ao boom que o estilo teve dos anos 90 pra cá, quando surgiram bandas como My Dying Bride, Katatonia, Anathema e Paradise Lost, e nos anos 2000, com a internet. Internet que expandiu os limites do estilo de uma forma tão absurda que facilmente hoje em dia podemos ter acesso a bandas do estilo advindas do mais diversos cantos do globo, como a 1000 Funerals do Irã, o YOB do Japão, o Orphaned Land de Israel, o Mar de Grises do Chile e o Grämlich da África do Sul. E isso graças a sites de divulgação do estilo, como por exemplo, o Doommantia.

Na ativa a vários anos, o site se dedica a resenhas e entrevistas, de álbuns e artistas do gênero, em suas mais diversas vertentes, e se tornou uma referência no assunto, especialmente depois que criou o fórum Doommantia, um dos melhores lugares da internet pra se discutir Doom Metal com gente de todos os cantos do mundo. Porém, chegamos a parte da história que infelizmente é o objetivo deste post. O site foi cofundado por Ed Barnard, que ergueu o site de um mero blog à um site dedicado ao estilo como era até julho do ano passado, quando Ed sofreu um ataque do coração. Desde então Ed passou a necessitar de medicamentos caríssimos e cuidados médicos intensivos.

Ed e uma peita do Burning Witch. Moral.
Ed Barnard tem uma doença cardíaca congênita chamada de Síndrome de Eisenmenger. Seu mais eficiente tratamento é uma cirurgia delicada e de custo estapafúrdio, com os quais Ed não pode arcar. Após o acontecido, Ed conseguiu arduamente seguir sua vida até que, devido aos custos totais de cuidados médicos de internação, o cara foi despejado da casa onde morava e atualmente vive em abrigos, de favor ou na rua. Sim, a situação é trágica nesse nível. A situação de Ed gerou diversas atitudes de apoio ao cara, desde o apoio psicológico de toda a comunidade que acomapanhava o site, até ajuda financeira advinda de shows beneficentes, doações de amigos e até mesmo uma doação direta da Earache Records, uma das mais conceituadas gravadoras de Metal Extremo do mundo. Porém nada disso ainda foi suficiente para Ed, que piora a cada dia mais, como visto em atualizações postadas regularmente por sua esposa Sally Doomvixen no próprio Doommantia e nos fóruns.

Em vista disso, uma das mais legais formas de angariar custos em benefício de Ed foi esta coletânea que vos posto, Doommantia Vol. 1, um compêndio de nada mais nada menos que 39 bandas de Doom Metal de todo o globo e de mais variadas vertentes em mais de 4 horas de música, tudo isso coroado pelo lindíssimo artwork produzido pelo artista Coby Ellison e custando meros 7 dólares, em torno de 14 reais, disponível via download no Bandcamp. 7 dólares que além de ajudar Ed, traz consigo uma fantástica coletânea com somente bandas de qualidade surpreendentemente boa, do inicio ao fim. Desde Sludge, Death/Doom, Stoner e Psychedelic Rock até Drone, a seleção é realmente incrível. Eu confesso que adquiri a coletânea para ajudar Ed, mas me surpreendei positivamente logo na primeira audição com a qualidade das bandas aqui presentes. Então, esse post além de ser um apoio à Ed e ao Doommantia, é uma forma de apresentar-vos a uma das mais fantásticas coletâneas do estilo que vocês podem encontrar por aí.

Óbviamente neste post não haverá links para download, vou deixar apenas o link da coletânea no Bandcamp para que comprem e ajudem Ed se se interessarem. Só pra citar, a pouco mais de dois anos atrás o criador do Ignes Elevanium, Alexandre Ferreira, nosso querido Alx, faleceu devido ao mesmo problema cardíaco. Uma infeliz coincidência que só nos motiva ainda mais à divulgar a coletânea e tentar ajudar Ed da forma como podemos. Ajudem também. E lembrem-se: eu não estou exagerando só por que é uma causa nobre. A coletânea é realmente excelente. Vale muito a pena. Doações de qualquer valor independentes da coletânea também podem ser realizada no próprio site do Doommantia, à direita, via paypal. E é isso, agora é com vocês.

Tracklist:

1. Blackwolfgoat - Tyche 04:11
2. At Devil Dirt - Let It Flow 06:57
3. Low Gravity - 27 Names 07:42
4. Ichabod - Hollow God 05:46
5. Fister - Deaf Wish 04:40
6. Undersmile - Anchor 12:43
7. Compel - A National Acrobat (Black Sabbath) 06:50
8. Iron Man - Choices (Acoustic) 04:28
9. Wizard's Beard - Subirse el Muerto 08:34
10. OceansRainbow - Metatron's Cube 12:28
11. Beelzefuzz - Peace Mind 02:35
12. Conan - Hawk as Weapon (Live) 06:50
13. Lazarus Complex - The Least of These 04:42
14. Spyderbone - Your God 05:15
15. Order of the Owl - Cocaine Super Demon (7-Inch Edit) 05:55
16. Dope Flood - Uncertain 04:42
17. War Injun - War Injun 07:50
18. Heathen Bastard - Cannabis Giganticus 03:17
19. Halmos - Theory 05:56
20. Križ - Surrounded by Evil (Fulfilled with Love) 04:22
21. Bongripper - Sex Tape 04:12
22. Demonaut - Fallen/Risen 05:15
23. In the Company of Serpents - Malice 07:38
24. Switchblade Jesus - Oblivion (Live) 07:08
25. Pale Divine - Black Coven 06:10
26. When the Deadbolt Breaks - The Scavengers Daughter 07:24
27. Bastard of the Skies - Grays Sports Almanac 03:49
28. Gorgantherron - Cemetery Shoes 03:31
29. Screaming Mad Dee and Alex Vanderzeeuw - The Situation Dies 02:47
30. Chowder - The Innsmouth Look 03:40
31. War Iron - Inch Cape 12:09
32. Hollow Leg - Warbeast 06:41
33. Crawl - Butchers Hollar 02:48
34. Desolation - The Light is Gone 10:35
35. Ketea - Quiet Ruin 09:18
36. Sludgethrone - Tortured Reach 07:00
37. Vulture - Long I Crawl 05:38
38. Wolfpussy - Last Call 03:25
39. The Departure - Farewell 03:50

Pra ouvir e comprar no Bandcamp:



Só pra sacarem o nível da coletânea, temos coisas a esse patamar aí no meio. Finíssimo.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012
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Acid Bath - Discografia

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Gênero
: Sludge Metal
País: EUA
Ano: 1991-1997

Comentário: Lousiana pertence aos EUA, mas é um estado banhado pelas águas do Caribe. Talvez isso explique a musicalidade efervescente dessa terra, especialmente em uma das cidades mais musicalmente prolíficas dos Estados Unidos, Nova Orleans. Se Lousiana já era um ponto de convergência musical mundial com o Jazz e o Blues, no final dos anos 80 e início dos anos 90 outro estilo típicamente influenciado justamente pelo Blues surgiria por lá: o Sludge Metal. Bandas como Down, Crowbar, Eyehategod e Soilent Green reinventaram a fusão de Metal de Hardcore na forma de um Doom Metal bluezado, mas ao mesmo tempo visceral como o Hardcore. E nesse caldeirão de influências que era o Sludge Metal surgiram várias bandas que expandiam ainda mais esse leque de influências (a exemplo do Melvins, de Washington, que antecipava as revoluções do Metal americano e em especial o Sludge, o Grunge e o Stoner quase a todo novo disco que lançava). Entre essas bandas está o Soilent Green que mesclava nesse contexto o Grindcore, e o astro desta discografia que vos posto, o Acid Bath que foi uma das bandas do estilo mais ousadas em mesclar influencias a sonoridade original do gênero.

Porém, o Acid Bath ao contrário de todas as outras bandas de Lousiana que citei não vinha de Nova Orleans, e sim de uma cidade de 33 mil habitantes ao sul de Nova Orleans chamada Houma (que é um dos maiores exemplos da desigualdade social nos EUA, evidenciada pelo fato de que mais de 20% da população da cidade vive abaixo da linha da pobreza). Talvez isso explique como o Acid Bath é diferente, único e particular em relação a cena do Sludge de Nova Orleans. Enquanto estas últimas eram bandas em sua maioria viscerais e pesadas, o Acid Bath bebia de influencias menos intensas. Especialmente o Gothic Rock, o Country Rock e o que viria a explodir na forma do Grunge. E isso tudo aliado ao bluezísmo característico do Sludge e aos vocais inconfundíveis de Dax Riggs que seguravam a responsabilidade dos vocais rasgados do Hardcore ao mesmo tempo que tinha um vocal limpo incrivelmente influenciado pelo Country que o tornava completamente único.

sábado, 12 de novembro de 2011
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Black Pyramid - Black Pyramid

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Gênero: Stoner, Doom
País: Estados Unidos
Ano: 2009

Comentário: Black Pyramid é uma banda norte americana, que com uma guitarra incrivelmente pesada faz um Stoner/Doom de primeira, com influencias claras de Black Sabbath, High On Fire, Sleep e Eletric Wizard, como os próprios citam em sua página no myspace. O trio formado em 2007 lançou alguns Ep’s antes de lançar o ótimo “Black Pyramid” em 2009.

O disco abre com a atmosférica “... and The Gods Made War” que te prepara para o que virá a seguir, uma sucessão de guitarras sujas e pesadas, letras apocalípticas e psicodélia, que começa em “Visions of Gehenna”, seguindo com a ótima “Mirror Messiah”, que começa com uma guitarra arrastada e maravilhosamente pesada, é uma das melhores do disco, “Celephais” traz um "minutinho de violão" ao disco, que retoma o peso com a excelente “Twilight Grave”, o disco fecha com a psicodélica “wintermute”.

Tracklist:
1. ...And The Gods Made War
2. Visions of Gehenna
3. Mirror Messiah
4. No Life King
5. Celephais
6. Twilight Grave
7. The Worm Ouroboros
8. The Cauldron Born
9. Wintermute

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quarta-feira, 24 de agosto de 2011
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Celestial Season - Solar Lovers

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Gênero: Death/Doom Metal
País: Holanda
Ano Lançamento: 1995


Comentário: O Celestial Season é uma das bandas precursoras do Death/Doom Metal como temos hoje, com violinos, vocais guturais alternados e melodias um tanto quanto melancólicas. Neste álbum, o Celestial Season mostra toda sua agressividade, com vocais guturais pesadíssimos e vez em quando alguns sussuros, combinado a uma melodia impressionante e completamente nova para a época em que foi lançado, Celestial é uma banda de Doom Metal com uma atmosfera completamente única. Os violinos aparecem constantemente durante todas as faixas do álbum, e ajudam a compor uma atmosfera triste e romântica. No álbum há também influências bem evidentes do Stoner Metal em algumas faixas como na "Solar Child" é possivel notar isso nas afinações das guitarras e roupagem dos riffs, fora um certo clima "setentista" (isso se tornaria ainda mais óbvio, quando eles viram de fato uma banda de Stoner após esse álbum).

Solar Lovers foi o segundo álbum da banda, e serviu para dar um pouco de visibilidade para os caras no meio da cena metal européia e americana, tendo inclusive excursionado com o The Gathering na mesma época. Solar Lovers aparece como um óde ao que o Doom/Death pode oferecer de melhor, equilibrando peso e melancolia como poucos sabem fazer.

Ps. Álbum postado originalmente pelo Forba

Tracklist


1. Decamerone
2. Solar Child
3. Body As Canvas
4. Soft Embalmer Of The Still Midnight
5. Will You Wait For The Sun?
6. The Holy Snake
7. Dancing To A Thousand Symphonies
8. Vienna (Ultravox cover)
9. Fandango
10. The Scent Of Eve
11. A Tune From The Majestic Queen's Garden

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domingo, 7 de agosto de 2011
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Kyuss - Blues For The Red Sun

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Gênero: Stoner Rock/Metal
País: EUA
Ano: 1992
Comentários: Formada no fim dos anos 80 em Palm Desert, na Califórnia, num cenário que mistura o deserto com a cidade e o mar, o Kyuss é uma das melhores bandas do chamado Stoner Rock. Stoner que pra muitos é o herdeiro do rock psicodélico dos anos 60-70, com a adição de muito peso (muito disso devido a duas bandas pouco influentes da época, Black Sabbath e Blue Cheer...), tudo criando a sensação de um som direto mas com uma atmosfera "loka de dorgas". Seja pela temática ou pelo som, o Kyuss leva isso ao pé da letra, visto que o peso que as suas músicas tem misturadas com uma melodia intrinseca e inesperada em todas as faixas dão um certo ar de realmente estar sendo possuido por drogas fortes.

Blues From The Red Sun foi o segundo disco do grupo, que teve uma carreira de apenas 4 discos entre 1991 em 1995. Este é considerado o álbum mais coeso do grupo, e é uma peça linda de Stoner realmente. As guitarras embebidas em distorção não param um segundo, acompanhadas por uma bateria que usa muito bem os pratos e tons pra criar paredes sonoras e texturas pesadíssimas. Os vocais de John Garcia dão a melodia certa pro som do grupo, que ao contrário de outras bandas do estilo como o Electric Wizard, não se utiliza praticamente de gritos ou rasgados, tornando toda a experiência mais acessível. Os solos altamente distorcidos complementam a magia do álbum.

Este álbum é considerado no geral, um dos pioneiros do Stoner Rock, embora as origens do estilo como já citei remontem a 20 anos antes do lançamento do disco. Com toda a influência que o álbum carrega do Doom Metal tradicional inclusive, não é de se espantar que o povo do mérau costuma curtir bastante Kyuss, até por que na turnê deste álbum o Kyuss abria pro Metallica. Depois de se separarem após os dois discos seguintes, alguns membros da banda chegaram a forma outra banda famosinha de Stoner, o Queens Of The Stone Age (que na minha opnião é infinitamente inferior ao Kyuss). Mais recentemente a banda teve um 'revival' com alguns antigos membros voltando a tocar num projeto chamado Kyuss Lives! e até mesmo tem projetos para lançar material novo em 2012. Vamos aguardar ao som deste belíssimo álbum.

Tracklist:

1. "Thumb" 4:41
2. "Green Machine" 3:38
3. "Molten Universe" 2:49
4. "50 Million Year Trip (Downside Up)" 5:52
5. "Thong Song" 3:47
6. "Apothecaries' Weight" 5:21
7. "Caterpillar March" 1:56
8. "Freedom Run" 7:37
9. "800" 1:34
10. "Writhe" 3:42
11. "Capsized" 0:55
12. "Allen's Wrench" 2:44
13. "Mondo Generator" 6:15
14. "Yeah" 0:04

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sábado, 5 de setembro de 2009
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Om - God Is Good

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Gênero: Progressive/Stoner/Doom Metal
País: EUA
Ano: 2009
Comentários: Em Sânscrito cada letra do alfabeto imenso deles tinha apenas uma única entonação possível, definida por conceitos ocultos e com a intenção de manifestar vibrações específicas. 'Om' era o fonema da letra cuja vibração significava a vibração do universo ao nosso redor, então, pronunciando-na, estaríamos vibrando na mesma vibração de todo o universo, estando assim, em comunhão com o Todo. Utilizando a instrumentação árabe, oriental, ritmos completamente alucinógenos e músicas longas, a banda Om, formada em 2003 na Califórnia, da mente da dupla Al Cisneros (membro da lendária banda de stoner Sleep) e Emil Amos (membro da excelente banda de post-rock Grails), nos leva a um transe hipnótico ao escutar seu mais recente lançamento, God Is Good. Sinceramente, este álbum resume o que é o Stoner que conhecemos hoje, uma viagem transcedental e surpreendente. Muitas vezes parecendo YOB, e outras indo as raias do Tool, é uma prova da força desse gênero tão pouco conhecido do Doom Metal, já que as bandas famosas do estilo são completamente diferentes entre si; como Corrosion Of Conformity e YOB que são COMPLETAMENTE diferentes. O Om, como já dito, é da escola das bandas com músicas longas e ambientais, usando a instrumentação alternativa às guitarras tradicionais e ritmos Sabbathianos pra criar atmosferas convidativas a passar 20 minutos ouvindo a mesma música. A progressividade da banda está exatamente na multipla musicalidade da dupla, que chega a pontos onde a música é ditada pelo som de flautas doces, depois de momentos longos onde a cítara predomina. Se você curte sons que te fazem sentir como se tivesse tomado uma dose cavalar de ácido, essa banda é essencial.

Tracklist:

1.Thebes19:09
2.Meditation is the Practice of Death06:52
3.Cremation Ghat I03:12
4.Cremation Ghat II04:58

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sexta-feira, 3 de abril de 2009
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Sahg - II

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Gênero: Doom Metal
País: Noruega
Ano de Lançamento: 2008

Comentário: Esta banda lançou seu segundo full-lenght ano passado. O primeiro álbum chama-se I (que já foi upado aqui no Ignes), lançado em 2006. Em sua formação há vários músicos bem conhecidos como o vocalista/guitarrista Olav Iversen do Manngard e o baixista Tom Cato Visnes (mais conhecido como King ov Hell) que tocava no Gorgoroth (antes da batalha jurídica contra Infernus pelos direitos sobre o nome Gorgoroth).

Sahg faz um som que mistura o doom tradicional com umas toadas meio psicodélicas. Tem influência de bandas como Black Sabath e Led Zeppelin. Também há passagens mais atmosféricas e guitarras rápidas e furiosas em outros momentos. Enfim, um álbum de altíssima qualidade, todas as faixas são primorosas. Gosto muito!

Tracklist:

1.Ascent to Decadence04:12
2.Echoes Ring Forever06:17
3.From Conscious Sleep02:15
4.Star-Crossed06:25
5.Escape the Crimson Sun04:53
6.Pyromancer03:56
7.Wicked Temptress05:09
8.By the Toll of the Bell04:33
9.Monomania10:58

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sábado, 21 de março de 2009
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Trouble - Simple Mind Condiction

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Gênero: Doom Metal, Stoner/Psychedelic

País: Estados Unidos

Ano Lançamento: 2007

Comentário: Depois de 12 anos sem gravar material novo, o Trouble, uma das maiores referências do stoner/doom metal e com muitos fãs no Brasil, volta á cena com um excelente disco. Da formação original, sobraram os guitarristas Bruce Franklin e Rick Wartell. O álbum não apresenta grandes novidades: é o bom e velho Trouble bebendo da fonte de bandas como Black Sabbath. O vigor fica também por conta da produção, que conseguiu equilibrar o clima setentista das bandas stoner e timbres pesados com uma produção moderna.



Álbum enviado por Eduardo Martins, obrigado.

Tracklist:

1. Goin' Home

2. Mindbender

3. Seven

4. Pictures of Life

5. After the Rain

6. Trouble Maker

7. Arthur Brown's Whiskey Bar

8. Simple Mind Condition

9. Ride the Sky (Lucifer's Friend Cover)

10. If I Only Had a Reason

11. The Beginning of Sorrows



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sexta-feira, 20 de março de 2009
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Spiritus Mortis - Fallen

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Gênero: Doom Metal
País: Finlândia
Ano Lançamento: 2006
Comentário: Spiritus Mortis é uma banda da Finlândia, já com bastente tempo de existência, formada em 1987. Totais influências de Black Sabbath e Candlemass, vocais limpos, riffs bem trabalhados, lembrando bastante as bandas já citadas. Recomendo.

Vídeo de All This In The Name Of Love.

Tracklist:

01 - Dawn
02 - New Age
03 - Leave Me
04 - Divine Wind
05 - Something Came And Killed
06 - Beware Of The Quiet One
07 - Sleeping Beneath The Lawn
08 - All The Words Were Spoken
09 - The Omen
10 - All This In The Name Of Love
11 - Wasteland
12 - Goodbye

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
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From Beyond - Sounds Of The Grave

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Gênero: Doom/Death Metal
País: República Tcheca
Ano Lançamento: 2007
Comentário: A From Beyond é uma banda da República Tcheca, formada em 1992, lançou seu quinto full-length em Junho de 2007, riffs muito cadênciados, bem stoner, lembrando a Runemagick, Grand Magus e outras bandas do gênero, vocais guturais/rasgados, pedal duplo marcando presença quase sempre, baixo ótimo, enfim, baixem.

Tracklist:

01 - Killtechnology
02 - In The Corner
03 - Machinery Darkness
04 - Inself Impact
05 - Endless
06 - Sounds Of The Grave
07 - Virturitual
08 - Brutal Doom
09 - Soul Vamp

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
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Sahg - I

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Gênero: Doom Metal
País: Noruega
Ano Lançamento: 2006
Comentário: A Sahg é uma banda da Noruega, lançou o álbum intitulado "I" em 2006, um Doom arrastado, meio Stoner, com vocais limpos, riffs muito bem cadênciados, uma ótima pedida para fãs de Cathedral, Solitude Aeturnus, Candlemass, entre outras. Recomendo.

(Ripado do CD)

Tracklist:

01 Intro: Parade Macabre

02 Repent
03 The Executioner Undead
04 The Alchemist
05 Rivers Running Dry
06 Whisper of Abaddon
07 Godless Faith
08 Soul Exile
09 Boundless Demise
10 Black Passage

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Quem escreve e faz os uploads:

 
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