Mostrando postagens com marcador Art rock. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Art rock. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 2 de março de 2015
Avatar

Sia - 1000 Forms Of Fear

0 comentários

Gênero: Dance Pop / Pop / Rock / Jazz 
País: USA
Ano: 2014

Comentário: Reconheço que não conhecia muito da Sia até me encontrar com “1000 Forms Of Fear” e me encantar com o álbum e a artista pro detrás da criação. Mesmo já sendo uma artista que faz parte há algum tempo da cena pop estadunidense, Sia atuava mais como compositora para diversas artistas já aclamadas pelo público e crítica, participando até do último álbum da Beyoncé, na faixa “Pretty Hurts”. Ah, ela é a voz por detrás de “Titanium” do David Guetta.

Bem, como já demorei tempo demais para voltar com as resenhas não vamos nos alongar demais por aqui, vamos ao que importa. “Chandelier” abre o álbum com um dance pop ao estilo Sia. A faixa também foi, muito bem escolhida, aliás, para ser o primeiro single do álbum. Um vocal forte, um apelo dançante, um clipe inovador e estava criado um burburinho por detrás da figura da Sia. A música conta também com uma letra de certa forma grudenta, mas não enjoativa e muito bem inserida na estética do álbum, fazendo um par excelente com a faixa seguinte, até, “Big Grils Cry”, música crescente que explode no refrão e retorna ao estilo balada já explorado pelo pop, embora aqui vemos um controle do vocal que transmite muito bem o ideal do álbum.

Sou suspeito para falar da Sia. A forma que ela achou para divulgar seu álbum sem ser ela a personificação do mesmo me faz refletir demais sobre propriedade artística. É inegável que vem dela todo o processo criativo e esforço em trazer o “100 Forms Of Fear” à tona, mas o rosto que carregam o álbum não é o dela. Aliás, o que carrega o álbum é um corte de cabelo: o loiro e curto blondie bob, presente na apresentação de Lena Dunham (roteirista da ótima série “Girls”) no Late Night with Seth Meyers ou no próprio incrível clipe de “Chandelier” com a Maddie Ziegler, participante do Dance Moms.

Saindo da melancólia “Eye Of The Needle” caímos na animação de “Hostage”, que conta com a presença de algumas referências a um rock mais clássico. A faixa seguinte “Straight For The Knife” remete-me a um ar criado pela Lana Del Rey em seus álbuns, mas ainda assim não deixa de ser autoral, mesma que as comparações funcionem – é uma faixa lenta que carrega algo do dream pop orgulhosamente levantado pela Lana, mas que na sequência artística de “1000 Forms Of Fear” funciona muito bem.

“Free The Animal” é um sufocante grito de liberdade. É contagiante, extremamente sonora para o álbum, visceral, até. É sobre amores ferozes que decapitam e libertam – é sobre matar alguém com o seu amor e morrer por ele, se preciso ver, é mais uma das mil formas do medo; da fera que a Sia não faz questão nenhuma de exorcizar.

Quero me remeter por último a “Elastic Heart”, segundo single do álbum. Antes de tudo – tirem um tempo da vida de vocês para apertarem o play no vídeo dessa singela resenha e tirarem suas conclusões sobre o que a Sia é capaz de criar não só como compositora e cantora, mas, principalmente como artista. Até agora, para mim é a junção perfeita do ano de áudio e visual para a criação de uma imagética musical. A já citada Maddie e o Shia Labeouf (acho que ele dispensa apresentações, mas é o menino do “Transformers” que cresceu e virou o carinha de “Ninfomaníaca”) dançam a música em um balé contemporâneo que carrega os versos da canção em cada passo. O clipe resume a música, perfeitamente, assim como a música resume o álbum, é o ápice das mil formas de uma fera, de uma estética, do quanto um álbum pode machucar, curar e emocionar.

Sia não nos apresenta a sua figura nesse álbum, mas sim ao seu coração elástico e sua lâmina afiada – ela pode nos machucar e ser machucada, para ela não importa, tanto faz causar medo ou sentir medo. A nós cabe somente esperar se ela será a bela ou as nossas próprias feras. A forma ideal do medo somos nós que escolhemos.


Tracklist:
01. Chandelier
02. Big Girls Cry
03. Burn the Pages
04. Eye of the Needle
05. Hostage
06. Straight for the Knife
07. Fair Game
08. Elastic Heart
09. Free the Animal
10. Fire Meet Gasoline
11. Cellophane
12. Dressed in Black

Ouça: Spotify

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Avatar

Mocha Lab - Cthulhu: The Funksical

0 comentários
Gênero: Funk / Experimental / Art Rock
País: EUA
Ano: 2009

Comentário: Mocha Lab é apenas a ponta de um iceberg que constitui projetos musicais assinados por Paul Shapera, cuja temática de seus discos (a maioria) demonstra a sua grande dedicação à arte steampunk — e suas vertentes, como dieselpunk e atompunk, ambas estampadas como títulos — e claramente influenciado pelas obras "lovecraftianas", como bem explicita o título do presente disco. Mas, sabe-se lá como exatamente seriam músicas ideais para um mundo steampunk (dúvida que me vem como quando comparo o disco em questão à algumas músicas de Rasputina, por exemplo), Shapera, mais precisamente em seu projeto Mocha Lab, deixa claro à partir do "Cthulhu: The Funksical" que seu estilo cósmico é embebido, pra não dizer realmente tomado, em swing e um groove psicodélico de alta qualidade e criatividade, tornando-se muito original. São construções sonoras de resultado bastante agradável, principalmente pela pegada black, mesmo que a psicodelia e as experimentações não passem nem um pouco despercebidas e gerem eficaz estranheza.

Acredito que não seja o único a estranhar o disco pela primeira audição, até porque não é apenas os ouvidos que são instigados. A ideia em fundir o bom, velho e animado funk com o mundo medonho de Howard Phillips Lovecraft chega a soar jocoso num primeiro instante, e vamos combinar, assim continua ao longo das dezenas de reproduções de cada faixa. Mas os risos e estranhezas abrem brecha para a admiração e seriedade da obra, tamanho carisma que flui. Eu diria que é o "black no dark", se é que ficou clara a piada insossa.

O disco é conceitual, e ao decorrer trata de alguns seres místicos do universo criado por Lovecraft, mas da maneira quase inconciliável de Paul Shapera, cuja ligação ocorre principalmente durante as 8 primeiras faixas numeradas (numeradas propositalmente, portanto não é preguiça do autor deste post em editar as faixas), numa narrativa curta, em vozes otimizadas por vocoder (creio) e com entonações caricatas — na realidade bem dentro da proposta do funk. E o próprio compositor chega a chamar sua história de "ridícula".
Mas não se engane, não é um disco chato com "falatório desnecessário", pois você é facilmente levado pelos vários tentáculos musicais que aparecem durante o disco, ao mesmo tempo que não sentirá falta do Rock, um ser quase onipresente que na minha opinião pertence a espécie dos Grandes Antigos, ou seja, mesmo quando está em sua tumba, não é privado da capacidade de se comunicar.

Cthulhu: The Funksical é o álbum mais recente assinado como Mocha Lab, mas The Coffee Cellar, Subduction e Anamnesis valem a audição, além é claro de todo catálogo presente no BandCamp. Ainda como dica, visitem o site Site Lovecraft para baixar os e-books.


"Na sua casa em R'lyeh, Cthulhu morto espera sonhando. Se ligou, baby!?"



domingo, 28 de julho de 2013
Avatar

Milla (Jovovich) - The Divine Comedy

1 comentários
Gênero: Folk rock/ Folk pop/ Art pop/ Alternative
País: Ucrânia/EUA
Ano: 1994

Comentário: Não sou nenhum fã, embora não negue que a beleza de Milla Jovovich e sua posição no cinema e no mundo da moda — que eu não entendo bulhufas — mereçam certo reconhecimento. Tanto é que sua música é que me chamou mais atenção, pois concentra certa originalidade e um tipo de “sutil ousadia”. Não é música insossa feita por alguém que poderia pagar para ser ouvida (e ela pode pagar), mas é um folk rock bem gostoso, mas também pop, mas também vai um pouco mais além disso. Por isso está indiscutivelmente mais para “Return to the Blue Lagoon” do que para “Resident Evil” (a não ser que você ouça sua participação em “REV 22:20”, ou "The Mission", ambas do Puscifer), mas possui suas peculiaridades, não sendo aquela eterna espera por socorro de Sessão da Tarde. Abaixando os níveis de testosterona, posso dizer que tem doçura, leveza, faixas dançantes e outras vezes reflexivas, mas não beirando o piegas e o tédio, contudo, não se engane quando falo em “peculiaridades”, pois de forma alguma existe uma super referência a Leeloo de “The Fifth Element”... ou pouco, talvez, nos pequenos e sutis detalhes... mas se busca algo a mais, quem sabe com “PlasticHas Memory”, único disco da banda de mesmo nome que Milla formou em 1999 e que segue uma linha mais tortuosa como a feita por bandas como Portishead, por exemplo, você possa se satisfazer melhor (ouça "On The Hill" e também "Left & Right (Live)").

Somado a letras sinceras escritas quando tinha apenas 15 anos — com exceção de “In a Glabe”, uma música folclórica ucraniana que ela regravou —, uma belíssima arte como encarte e a óbvia referência ao poema de Dante Alighieri, o instrumental é apenas mais um dos pontos que abrilhantam o disco: As performances vocais apresentadas em The Divine Comedy reforçam e eliminam o preconceito de que Jovovich seria “carregada” por uma boa banda, por uma boa produção impecável. Ela manda muito bem, o que às vezes me remete a comparações com Alanis Morissette em certos trechos, enquanto que a melodia e toda instrumentação mantém as músicas num clima a la Tori Amos. E pode ser que tenha exagerado na Alanis, mas existe uma grande simpatia com uma aparente influência entre um misto de Tori Amos, Kate Rush (mas tirem “Wuthering Heights” da cabeça) e até Cocteau Twins, que seria o diferencial do disco.

Vai muito além de um disquinho pop feito por uma atriz famosa e naturalizada americana, que inclusive não deixa esse lado "pop-americano" oculto, pois é o lado ucraniano, unido à influências britânicas que o envolve todo o álbum.

E se existe interesse, Jovovich tem ainda composições e participações em trilhas de alguns filmes, como por exemplo com “Rocket Collecting“, composta ao lado de Danny Lohner (ex- Nine Inch Nails e A Perfect Circle — ambas também presentes na trilha sonora) para o filme “Underworld” de 2003.



Tracklist:
  1. The Alien Song — 4:45
  2. Gentleman Who Fell — 4:39
  3. It’s Your Life — 3:45
  4. Reaching From Nowhere — 4:10
  5. Charlie — 4:10
  6. Ruby Lane — 4:36
  7. Bang Your Head — 3:23
  8. Clock — 4:15
  9. Don’t Fade Away — 5:43
  10. You Did It All Before — 3:58
  11. In a Glade — 2:27

Download: Mega.co

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Avatar

Lunatic Soul - Discografia

1 comentários


Gênero: Atmospheric Rock, Art Rock, Dark Ambient, Progressive Rock, Psychedelic, Experimental, Post-Rock, e mais umas coisas parecidas
País: Polônia
Anos em atividade: Desde 2008

Comentário:

A viagem de uma alma lunática e suas experiências no limbo do pós-morte, suas lembranças do passado e um constante conflito acerca da própria sanidade. É sobre isso que se trata Lunatic Soul. A mente por trás de tudo é Mariusz Duda, vocalista e baixista, porém multiinstrumentista, do Riverside que, para quem não conhece (será possivel?), é uma banda cotada como um dos grandes nomes do rock progressivo contemporâneo, com um estilo bastante similar ao de Porcupine Tree. Essa comparação, inclusive, já rendeu boas discussões.

Até o presente momento, o projeto conta apenas com três álbuns. Os dois primeiros são conceituais e para quem se debruçasse sobre as letras das músicas contidas no primeiro álbum, notaria facilmente que a história precisava continuar de alguma forma, e foi justamente isso que foi feito no disco subsequente. De certa forma, apesar dos dois anos de diferença entre um lançamento e outro, é como se fossem um único álbum dividido em dois discos. O terceiro lançamento, no entanto, é essencialmente instrumental.

Apesar de Mariusz Duda ser a alma do projeto e seu grande executor, ele não é responsável por todos os instrumentos tocados em todas as músicas, portanto, tenho minhas dúvidas quanto a Lunatic Soul ser tratada como uma "one man band". Entre seus principais ajudantes figura o nome de Maciej Szelenbaum, que participou dos três álbuns já citados.

Se você se interessou em ler até aqui, clique no "Continue Lendo>>" logo ali abaixo e prepare-se para alguns "spoilers" saudáveis sobre o conteúdo das músicas que o ajudarão, assim pretendo, a participar da viagem junto com esta alma lunática. Pelo conteúdo denso da temática, achei por bem destrinchar pormenorizadamente as músicas tanto quanto possível. Lunatic Soul não é música pra se ouvir como pano de fundo. Ela é complexa, profunda e intimamente reflexiva. Recomendo que trate este material apresentado como se acompanhasse a história de um filme ou um livro se quiser que experiência seja completa.



segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Avatar

Fair To Midland - Arrows & Anchors

0 comentários


Gênero: Rock Progressivo / Rock Alternativo
País: EUA
Ano: 2011

Comentário: Nossos queridinhos estão de volta com disco que foi lançado pelo selo ‘’ E1 Music’’ E não mais pela ‘’ Serjical Strike’’, pelo menos quando era pela ‘’ Serjical Strike’’ a mixagem era perfeita, tsc, tsc. (assunto que você vai entender ao final dessa resenha)

Arrows & Anchors é um disco bem completo. Digo logo que alguns fãs de ''Fables From a Mayfly What I Tell You Three Times is True'' Vão estranhar esse ''Arrows & Anchors''. Os motivos são, as músicas deixaram de ser ''Simples''. Bem ''Fables From a Mayfly What I Tell You Three Times is True'' é um disco que podemos taggear como ''Alternativo'' com algumas ideias embrionárias do que poderia vir a ser o A&A e só (nada complexo). Sabe, funciona (muito, mais muito bem mesmo, até por que sou viciado) bem, mas continua sendo um disco bem ''Simples''. Já o Arrows & Anchors é um disco bem maduro, digo maduro por que fica clara após o termino da audição do ''Arrows & Anchors'' a evolução dos músicos e claro das composições, reparem em ''The Greener Grass''. Tem seus 10 minutos... eu acho essa composição perfeita, pois tem tudo que FTM já vinha fazendo na sua jornada Pokémon e tem os adicionais técnicos adquiridos com o decorrer dos anos na parte do vocal e também instrumental que acaba culminando em uma melodia bem mais complexa/progressiva. Sendo assim, o A&A não é um disco que você, fã acostumado com ''Fables From a Mayfly What I Tell You Three Times is True'' vá gostar de cara. Mas, jovens, deem uma chance o trabalho, está maravilhoso. E só para quebrar o argumento de que a banda se modificou demais, escutem ''Whiskey & Ritalin'' .Temos uma Big-Bang em riffs nos ouvidos... Ah ia esquecendo, gostei também dos instrumentos ''exóticos'' que o Darroh usou nas gravações escutem ''Amarillo Sleeps on My Pillow''. Por fim fico orgulhoso de ser fã de uma banda que não tem medo de ousar.
PS: espero que nos próximos discos eles usem outro estúdio de mixagem, pois o utilizado nesse é uma porcaria, o que acaba ''atrapalhando'' um pouquinho a audição.


Tracklist:


1. "Heavens to Murgatroyd"
2. "Whiskey & Ritalin"
3. "Musical Chairs"
4. "Uh-Oh"
5. "Amarillo Sleeps on My Pillow"
6. "A Loophole in Limbo"
7. "Typhoid Mary Sends Her Best"
8. "Short-Haired Tornado"
9. "The Upset at Bailey Bridge"
10. "Rikki Tikki Tavi"
11. "Golden Parachutes"
12. "Bright Bulbs & Sharp Tools"
13. "Coppertank Island"
14. "Three Foolproof Ways to Buy the Farm"
15. "The Greener Grass"


Download:
Rapidshare || Crocko
domingo, 13 de maio de 2012
Avatar

High Tide - Discografia

1 comentários
Gênero: Progressive Rock, Hard Rock, Psychedelic Rock, Art Rock, Proto Metal
País: Inglaterra
Anos em Atividade: 1969-1970, 1989-1990

Comentário: O final da década de 60 e início da década de 70 marcou um dos melhores momentos na história do Rock. Títulos universalmente conhecidos, como "Woodstock" e "Sgt. Peppers", por si só, já dizem tudo. Nesta época, o Psychedelic Rock estava carregado de belos frutos, que serviram de base para o desenvolvimento do Progressive Rock e do Heavy Metal. Neste período, inúmeras bandas criaram músicas geniais que, infelizmente, se perderam ou ficaram esquecidas no tempo. Jamais esquecidas por completo, mas, talvez, ofuscadas pelo brilho do que veio a sucedê-las. Essas músicas se misturavam entre os estilos Psyche, Heavy e Prog.

High Tide é uma das bandas desse meio. Não está estre as mais conhecidas, mas não chega a ser uma raridade, sendo que seu primeiro álbum é sempre citado em listas que coletam os tops da época ou de seu estilo.

Portanto, deixo claro a partir de agora: você que deseja baixar apenas um álbum desta discografia, baixe "Sea Shanties", o primeiro e mais renomado disco da banda. Não vou arriscar dizer que este é o melhor de todos, mas além de ser considerado a masterpiece do grupo, já leva em si o fundamental de sua sonoridade.

O que há de mais marcante do som do High Tide é o uso intenso de violino. High Tide foi uma das bandas pioneiras em usar violino juntamente ao Rock, e o fez de forma peculiar e deslumbrante. Em Sea Shanties, o som do violino elétrico de Simon House se enreda com a guitarra distorcidíssima de Tony Hill, e fazem um som espantosamente bem elaborado, especialmente quando se tem em vista o ano de gravação do álbum, 1969. Sea Shanties é marcante de várias formas: além da qualidade técnica e artística, o disco foi extremamente inovador quanto ao desenvolvimento do Rock falado no início do texto. As guitarras pesadíssimas anunciam o nascimento do Metal, o desenvolvimento dinâmico do som anuncia a explosão do Rock Progressivo (há quem cita Sea Shanties como o primeiro álbum de Progressive Metal da história). Isto sem deixar de lado o característico clima do Psychedelic Rock, principalmente no que tange às melodias e aos riffs dos momentos mais calmos. E mesmo com longas faixas instrumentais, o vocal também impressiona, muito forte, chegando a lembrar o estilo de Jim Morrison.

Os primeiros segundos da primeira faixa, Futilist's Lament já mostra tudo isto. A guitarra que introduz o disco já assusta por tamanha distorção. O violino bizarro se junta, e a música parece ficar bagunçada. Há grandes períodos instrumentais, onde os instrumentistas parecem brigar para ver quem é melhor, criando assim, passagens vituosas e excitantes. Mudanças drásticas de tempo e de peso são comuns. Com algumas pitadas de Jazz, Sea Shanties se assemelha às vezes ao épico Birds of Fire do Mahavishnu Orchestra.



Formada em 1969, a banda lançou seu primeiro disco neste ano, o segundo em 1970, mas se separou durante a gravação de um terceiro álbum no mesmo ano. Entretanto, durante a década de 70, House e Hill se juntaram e criaram muitas músicas sozinhos, sem ainda lançar nada. Os demais discos foram publicados só entre 1989 e 1992 - seis álbuns, praticamente tudo de uma vez. Não pude constatar as datas exatas de lançamento de cada disco, visto que várias fontes apontam datas diferentes.

O segundo álbum, High Tide (1970), também muito renomado, é menos pesado, mais organizado. O Prog Rock aparece mais aqui, com uma pitada também de Folk. Dos demais álbuns, Insteresting Times (1989) foi gravado durante a década de 70 e tem grande presença de música eletrônica, bem chegado ao New Wave mesmo, se fazendo assim, o álbum mais distinto da banda. Precious Cargo e The Flood são coletâneas de demos, B-sides e canções deixadas de fora dos primeiros álbuns. Várias destas canções estão nos álbuns aqui disponibilizados, como bônus tracks. A Fierce Nature composto e tocado por Tony Hill, e se assemelha aos lançamentos antigos. Ancient Gates e The Reason Of Success levam consigo longas faixas, cheias de improvisações intrumentais bem agradáveis. Há ainda uma coletânea, denominada Open Season, composta em maior parte por canções dos álbuns mais recentes.

High Tide é um ótimo exemplo do som Psyche-Hard que fez um dos melhores momentos do Rock entre o fim dos anos 60 e início dos anos 70. Peço licença a todos para, rapidamente, citar aqui um outro blog dedicado à música - The Day After the Sabbath, que vem publicado dezenas de coletâneas de bandas realmente underground ativas nesse período. Acreditem, é música boa que não acaba nunca. 


Progarchives || LastFM


Releases:

 Álbum: Sea Shanties
Ano: 1969

Tracklist:

02. Death Warmed Up
03. Pushed, But Not Forgotten
04. Walking Down The Outlook
05. Missing Out
06. Nowhere
07. The Great Universal Protection Racket (Bonus)
08. Dilemma (Bonus)
09. Death Warmed Up (Demo, Bonus)
10. Pushed, But Not Forgotten (Demo, Bonus)
11. Time Gauges (Bonus)

Download:
(165mb, 320kbps)
Links em breve...






 Álbum: High Tide
Ano: 1970

Tracklist:

01. Blankman Cries Again
02. The Joke
03. Saneonymous
04. The Great Universal Protection Racket (Bonus)
05. The Joke (Demo)
06. Blankman Cries Again (Demo)
07. Ice Age (Bonus)

Download:

(153mb, 320kbps)




 Álbum: Interesting Times
Ano: 1989

Tracklist:

01. Nightmare
02. The Nexialist
03. Survival
04. Ice Age
05. Dream Beam
06. Movie Madness
07. The Reason Why
08. Strike a Light
09. Rock Me On Your Wave
10. Heartstream

Download:
(65mb, 192kbps)
Links em breve...





  Álbum: Precious Cargo
Ano: 1990

Tracklist:

01. Blood Lagoon
02. Quest
03. Inflight
04. Ice Age
05. Movie Madness
06. Exploration
07. Rock Me On Your Wave

Download:
(77mb, VBR ~ 250kbps)
Links em breve...





   Álbum: The Flood
Ano: 1990

Tracklist:

01. Unearthed
02. All of one race
03. Static in the attic
04. The ballad of Norris Mill
05. The Flood
06. Unhinged
07. Light your torch
08. The great universal confidence trick
09. Icarus Phoenix
10. Ice Age
11. Steady in E

Download:
(98mb, 320kbps)
Links em breve....





   Álbum: A Fierce Nature
Ano: 1990

Tracklist:

01. Chess
02. Roll on
03. A Fierce Nature
04. Tribute
05. Time to change
06. Incitement
07. Power and Purpose

Download:
(100mb, 320kbps)
FileFlyer





   Álbum: Ancient Gates
Ano: 1990

Tracklist:

01. Resonance
02. Golden Space
03. Raga Kanda
04. Aht Variant
05. Ancient Gates-Starless Skyli

Download:
(158mb, 320kbps)
Links em breve...





   Álbum: The Reason of Success
Ano: 1990-1992 (?)

Tracklist:

01. Garage Gods
02. Elephant Trails
03. The Whid
04. Raga Misra
05. Turn yourself down

Download:
(128mb, 320kbps)
Links em breve...





   Álbum: Open Season (Compilation)
Ano: 2000

Tracklist:

01. Open Season
02. Unearthed
03. Static In The Attic
04. The Ballad Of Norris Mill
05. The Great Univarsal Confidence Trick
06. Icarus Phoenix
07. Unhinged
08. All Of One Race
09. Resonance
10. Turn Yourself Down
11. Light Your Torch
12. Steady In E
13. Garage Gods
14. Spindle

Download:
(184mb, 320kbps)
Links em breve...


>> Encontrou algum post off? Avise nos comentários ou no chat e logo reupamos.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Avatar

Florence + The Machine - MTV Unplugged

3 comentários
Gênero: Indie Pop, Art Rock
País: Inglaterra
Ano: 2012

Comentário: A série MTV Unplugged surgiu em 1989 na MTV americana,e de lá pra cá vários artistas de vários estilos diferentes fizeram parte dessa série, o formato foi adotado pelas MTV's de outros países (da versão Tupiniquim recomendo o Acústico MTV Bandas Gaúchas), e teve seu auge nos anos 90 com performances memoráveis como a do Nirvana em 1993 e do Alice In Chains em 1996.

Esse ano foi a vez de Florence Welsh, acompanhada por sua banda de apoio e um coral a voz de Florence soa lindo como nunca. Algumas músicas ficaram bem descaracterizadas, chegando a causar certo desconforto, como a versão de "Dog Days Are Over", sem toda aquela euforia dançante da versão original soa meio estranha, mas nada que tire a grandeza do disco e a beleza das versões de "Only If For A Night" que abre o disco, "Drumming Song", que mesmo sem a bateria soa incrível, "Never Let Me Go", e o cover de "Jackson", música que fez sucesso na voz de Johnny Cash e June Carter, onde Florence canta acompanhada por Josh Homme, líder do Queens Of The Stone Age. O MTV Unplugged Florence + The Machine é certamente um ótimo disco, mas, para aqueles que não conhecem o trabalho da banda, talvez seja melhor começar por seus discos Lungs e Ceremonials.

Ps: O único vídeo que achei dessa apresentação traz "apenas" o show completo. Aproveitem enquanto ele ainda está no youtube, não acho que vá durar muito.

Tracklist:
1. Only If For A Night
2. Drumming Song
3. Cosmic Love
4. Breaking Down
5. Never Le Me Go
6. Try A Little Tenderness
7. No Light, No Light
8. Jackson
9. What The Water Gave Me
10. Dog Days Are Over
11. Shake It Out
Bonus:
12. Landscape
13. Heartlines
14. Shake It Out

DepositFiles // FreakShare // RapidShare // Badongo // MegaShare // 2Shared

terça-feira, 6 de março de 2012
Avatar

Pepe Deluxe - Queen Of The Wave

4 comentários


Gênero: Baroque Pop/Art Rock/Psychedelic Rock/Inclassificável
País: Finlândia
Ano: 2012

Comentário: Mindblowing é a palavra que pode definir o quarto álbum do Pepe Deluxé, o insano duo finlandês que desde os anos 90 criam músicas complexas, difíceis de definir, mas ao mesmo tempo assaz aprazíveis, que tamanha musicalidade são de fácil digestão, mas ainda assim conseguem explodir nossa mente. Começaram na onda forte do Big Beat e do Trip Hop que tanto fazia sucesso nos anos 90, e com o passar do tempo foram cada vez mais incorporando influências diversas em sua sonoridade formando algo completamente único. Provavelmente The Queen of the Wave se tornara a Magnum opus dos finlandeses. Pessoalmente esse já figura no topo dos melhores álbuns de 2012, mesmo ainda restando 9 meses para o ano acabar.

Falando sobre The Queen of the Wave, é um álbum conceitual, algo próximo de uma ópera rock maluca, uma história mágica que pode ser acompanhada pelas letras contidas em seu livreto. Já adianto que cada música difere completamente uma da outra, mas ainda assim conseguem manter a proposta coesa, das quebradas barulhentas do breakcore, ao surf rock, da musica barroca ao folk, incorporações de violinos e corais permeando levadas eletrônicas, do sensual trip hop as lisergias do psicodelismo. Queen of the Wave merece ser ouvido por toda sua coragem e ousadia inovadora, ouça de mente aberta, a experiência no mínimo vale apena.

Facebook//LastFM

Tracklist:
1.Queenswave 4:54
2.A Night and a Day 4:04
3.Go Supersonic 4:44
4.Temple of Unfed Fire 2:48
5.Contain Thyself 3:52
6.Hesperus Garden 4:09
7.Grave Prophecy 4:33
8.In The Cave 1:51
9.My Flaming Thirst 3:49
10.Iron Giant 2:22
11.The Storm 3:43
12.Riders on the First Ark 7:18

OS LINKS FORAM REMOVIDOS POR PRESSÃO DA DMCA. 
MESMO ASSIM O POST CONTINUA COMO RECOMENDAÇÃO.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Avatar

Florence + The Machine - Ceremonials

2 comentários
Gênero: Indie Pop, Art Rock, Experimental
País: Inglaterra
Ano: 2011

Comentário:  Florence + The Machine é uma banda britânica formada em 2007, seu som é uma mistura de vários gêneros entre eles indie pop, soul, art rock, etc., fizeram sua estréia com o disco "Lungs" de 2009 com mega-hits como “Kiss With a Fist” e “Dog Days Are Over” que tocou incessantemente em todo e qualquer canto desse mundo.

Dois anos após o lançamento do aclamadíssimo "Lungs", Florence Welsh e sua máquina voltam com seu novo álbum “Ceremonials”, lançado no dia 31 de outubro na Ingleterra, foi logo para o número 1 das paradas britânicas. “Ceremonials” tem tudo que fez de “Lungs” um sucesso instantâneo, as batidas fortes, os vocais poderosos e refrões explosivos, porém em canções bem mais sombrias do que as do primeiro álbum, “Ceremonials” soa bem mais sóbrio do que “Lungs”, Florence ao invés de se entregar as rádios e ao sucesso de “Dog Days Are Over” se afundou em sua própria escuridão para criar um disco incrível, e certamente foi a melhor opção.

Tracklist:
1. Only If For A Night
2. Shake It Out
3. What The Water Gave Me
4. Never Let Me Go
5. Breaking Down
6. Lover To Lover
7. No Light, No Light
8. Seven Devils
9. Heartlines
10 Spectrum
11. All This And Heaven Too
12. Leave My Body

MEGA // Novafile

sábado, 10 de dezembro de 2011
Avatar

Puscifer - Conditions Of My Parole

1 comentários


Gênero: Post-Industrial/Art-Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2011

Comentário: Maynard James Keenan, figura estranha, baixinho, ora cabeludo, ora careca e as vezes até com algumas trancinhas bizarras e um senso de humor tão estranho quanto ele. Fora responsável por emprestar sua voz pra uma das bandas mais geniais que o metal progressivo teve o prazer de conhecer, o magnânimo Tool. Como todo gênio hiperativo, uma banda nunca fora o suficiente pra extravasar sua criatividade, então foi responsável por liderar o A Perfect Circle, super banda que contava com ex-integrantes do Smashing Pumpkins e Nine Inch Nails. Mais uma vez com vontade de explorar outras vertentes e dar vazão a sua alma criativa criou o projeto Puscifer, dessa vez solo.

Como todo projeto de sonoridade incaracterizável, eles carregam o também rotulo inclassificável de “Post-Industrial”, uma vaga mistura de rock alternativo com efeitos eletrônicos em sua essência, mas que foge muito de bandas mais tradicionais. Como projeto solo, ele não se preocupa com limites, apenas faz o que tem vontade e julga ser bom, e felizmente o material final é de muito bom gosto. Conditions Of My Parole é aquele típico álbum em que cada música aparenta ser um tanto quanto diferente da outra, mas ao chegar no resultado final é completamente coerente e a qualidade se mantem retilínea, sem decair em nenhum momento.

Com pitadas de Art-Rock, humor sarcástico permeando todo o trabalho, devaneios eletrônicos, passagens por acordes do country, vocais femininos,  batidas de trip-hop e ambientação chillout, guitarras distorcidas e momentos acústicos, isso é apenas parte da salada desse álbum que provavelmente figura dentre os melhores de 2011.

MySpace//LastFM

Tracklist


1."Tiny Monsters"   4:44
2."Green Valley"   3:55
3."Monsoons"   4:17
4."Telling Ghosts"   4:49
5."Horizons"   3:29
6."Man Overboard"   4:19
7."Toma"   3:40
8."The Rapture (Fear is a Mind Killa Mix)"   6:14
9."Conditions of My Parole"   2:54
10."The Weaver"   4:40
11."Oceans"   3:43
12."Tumbleweed"   4:16

Rapidshare//WUpload//DepositFiles//Turbobit

quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Avatar

Jelonek - Jelonek

6 comentários

Gênero: Instrumental Rock / Violin Rock / Symphonic / Difícil de definir
País: Polônia
Ano: 2007

Comentário: Eu adoro violinos! E adoro Rock! Minhas preferências músicais sempre giram em torno de bandas que usam violino no Rock. E este álbum que trago para vocês é voltado justamente para a deliciosa combinação "violino + rock".

Michał Jelonek é um músico polonês que trabalhou em várias orquestras, bem como inúmeros álbuns populares, principalmente nas províncias do Rock-Pop-Metal. Em 2007, resolveu lançar um álbum solo. Este álbum solo muito me encantou, por isso compartilho com vocês.

O violino é o elemento dominante do álbum, que é totalmente instrumental. Violino com vários timbres, mais "clássicos", mais elétricos, e até algo mais experimental - como na interessante faixa Mosquito Flight. Instrumentos básicos do Rock dão base para o violino. Bateria e guitarra estão presentes o tempo todo, muitas vezes bem aguçadas, num clima bem pesado, bem Heavy Metal. Instrumentos mais "clássicos" também carregam as canções, e em alguns poucos momentos o lado erudito do álbum toma a frente.

De forma geral, o álbum chega a ser dançante com suas batidas agradáveis e "riffs" controladamente repetitivos. Quando eu escuto, começo a balançar o corpo... e juro que me dá vontade de sair dançando pela casa feito uma menina. Um dia farei isso.

Deveria-se dizer que o som de Jelonek é simples? Sua música é bem estruturada, nada óbvia, até bastante incomum. Cada canção tem algum momento experimental, com sons estranhos, melodias irregulares, e até alguma virtuosidade. Entretanto, ao mesmo tempo, as canções são facilmente absorvidas, instantaneamente apaixonantes. Creio que é tudo bem dosado... Michał Jelonek soube fazer uma música criativa sem exagerar nas bizarrices, e o resultado é música de qualidade para ouvidos de diferentes gostos. Recomendo!


Site Oficial || Myspace


Tracklist:

01. BaRock
02. B.East
03. Vendome 1212
04. Akka
05. Steppe
06. A Funeral of a Provincial Vampire
07. Lorr
08. Beech Forest
09. War in the Kids Room
10. Miserere Mei Deus
11. Mosquito Flight
12. MachineHat
13. Elephant's Ballet
14. Pizzicato – Asceticism





Download:
(112mb, 320kbps)
Mega
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Avatar

Kaddisfly - Set Sail the Prairie

1 comentários
Gênero: Art Rock / Experimental / Progressive Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2007

Comentário: Aqui está uma banda injustiçada: Kaddisfly tem - ou tinha, sabe-se lá quanto tempo durará esse hiato - um potencial muito maior do que o reconhecimento que teve.
Após lançar uma caralhada de trabalhos independentes, a banda assinou com a Hopeless Records, que guarda certa grandeza ao meio underground, e lançou Buy Our Intention, We'll Buy You a Unicorn. A recepção foi boa, mas o estilo se mostrou demasiadamente diferente ao das outras bandas apadrinhadas pelo selo.
Migrou, então, para uma marca sob a qual poderia ter mais autonomia na criação, a Sub City Records, e lançou o Four Seasons EP, bem como o álbum que lhes trago. As batidas experimentais são sempre calmas, o que, aliado à voz serena de Christopher Ruff, contribui para a criação de uma atmosfera tranquila, coisa que é difícil de se encontrar nos experimentalismos de hoje em dia.
As letras sempre rondam as maravilhas da natureza e a filosofia em torno do poder do espírito do ser humano. Viajado, é verdade, mas de muita qualidade. Espero que retornem.
Tracklist:
  1. "Summer Solstice" – 1:32
  2. "Campfire (Junio)" – 4:43
  3. "Waves (July)" – 4:37
  4. "Harbor (Agosto)" – 4:35
  5. "Birds (Septembre)" – 6:03
  6. "Clouds (Heshvan)" – 3:41
  7. "Empire (Noyabr')" – 4:25
  8. "Winter Solstice" – 1:20
  9. "Snowflakes (Desember)" – 7:48
  10. "Via Rail (Janvier)" – 5:23
  11. "Silk Road (Pharvarì)" – 5:27
  12. "Mercury (Sān Yuè)" – 5:07
  13. "Clockwork (Sì Yuè)" – 3:46
  14. "Forest (Maй)" – 11:13

segunda-feira, 14 de março de 2011
Avatar

REM - Reveal

2 comentários

Gênero: Art Rock, Pop Rock, Alternative Pop
País: EUA
Ano: 2001

Comentário: Os americanos do R.E.M já são velhos de guerra, no cenário do pop rock americano, porém nenhum material da banda havia me chamado realmente a atenção, exceto por hits como Losing my Religion.

Acontece que no começo desta década eles resolveram compor e lançar uma obra como pouquíssimas na música "mainstream". Reveal é um album ao mesmo tempo experimental, introspectivo, profundo, emocionante e arrepiante. Pode ser que algumas de suas músicas sejam de mais difícil assimilação por sua complexidade acima da média,exceto pelos hits Imitation of Life e All the Way to Reno, que são as mais alegres e acessíveis do álbum.

Me arrisco a dizer que 8 das 10 melhores canções da carreira do REM estão neste maravilhoso Reveal. Pessoalmente destaco I've Been High, Disappear, Saturn Return, Chorus and the Ring e Beachball. Coincidência ou não, estas são as faixas mais diferenciadas e experimentais da carreira do grupo, e eu pessoalmente reverencio bandas que tem a coragem de experimentar com sua sonoridade e não estagnar-se em suas fórmulas por décadas.

Tracklist

1. "The Lifting" – 4:39
2. "I've Been High" – 3:25
3. "All the Way to Reno (You're Gonna Be a Star)" – 4:43
4. "She Just Wants to Be" – 5:22
5. "Disappear" – 4:11
6. "Saturn Return" – 4:55
7. "Beat a Drum" – 4:21
8. "Imitation of Life" – 3:57
9. "Summer Turns to High" – 3:31
10. "Chorus and the Ring" – 4:31
11. "I'll Take the Rain" – 5:51
12. "Beachball" – 4:14

Myspace

Rapidshare
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Avatar

Roxy Music - Roxy Music

1 comentários

Gênero: Art Rock, Glam Rock
País: Inglaterra
Ano de Formação: 1972


Comentário: Na minha opinião, Roxy Music é uma banda injustiçada. Seu reconhecimento é muito pequeno se comparado à sua qualidade, originalidade e influência.

Muitos músicos estudados e competentes passaram pela Roxy Music, e eu gostaria muito de registrá-los individualmente por aqui. Mas vou enfocar apenas dois deles: Bryan Ferry (vocal) e Brian Eno (sintetizador). Ambos tiveram grande êxito em suas carreiras após o “fim” da Roxy Music, por isso seus nomes podem soar familiares mesmo para quem não conhece a banda. Ferry segue em carreira solo, e lançou em 2010 o álbum Olympia, que conta com parcerias ilustres. Eno é músico e produtor de renome, atuando de diversas formas.

Roxy Music é o álbum homônimo de estréia da banda. O disco é o resultado de uma tensão entre os dois músicos que destaquei acima.

Ferry, idealizador da banda, era bem ligado ao soul americano, ao soft art-pop britânico. Ele puxava a Roxy Music para um lado Pop. Eno sempre buscou um estilo experimental, inovador, priorizando a teoria musical. Roxy Music (e seu sucessor "For Your Pleasure") são o resultado dessa tensão: um som derivado do Rock dos anos 50 e 60, uma pitada de Jazz, presença de saxofone e uma avalanche de experimentalismos, efeitos eletrônicos e quebras de padrões.

A primeira faixa, Re-Make/Re-Model, já é um maravilhoso show de estranhezas. Efeitos futuristas, arranjos experimentais, recortes, pequenos solos de cada instrumento, um trecho marcado por um bizarro e cacofônico duo de guitarra e saxofone embalados por uma linha de teclado nada convencional. Este estranho trecho é uma das minhas passagens instrumentais favoritas, entre tudo o que conheço.

As demais faixas não se repetem. Nostálgicas, alegres, viajantes, tristes, longas ou sem sentido algum. Mas sempre com um instrumental de poder indescritível, aliado à fortíssima voz de Bryan Ferry e, é claro, à ousadia de Brian Eno (dos demais integrantes também, inclusive Ferry) para incrementar canções de formas jamais vistas. Para completar, a produção do álbum foi feita por Pete Sinfield, letrista do antigo King Crimson.

Mais tarde, Ferry e Eno não se deram bem, Eno caiu fora, e a Roxy Music foi, aos poucos, perdendo o seu experimentalismo, culminando no álbum Avalon, de 1983, que carrega Pop, Soul e Disco de uma forma bem elegante e sofisticada. Esta mudança não foi ruim, pois concedeu à Roxy Music um reconhecimento maior e uma excelente discografia.

A Roxy Music influenciou grande parte do movimento New Wave/Post-Punk dos anos 80 e foi uma das principais bandas a difundir o luxuoso Glam Rock. Depois de tudo, não entendo como a banda é tão pouco citada quando fala-se de bandas dos anos 70.

Eu conheci a Roxy Music no filme "Reflexos da Inocência", onde a canção "If There Is Something" tem um papel fundamental. Este blog é dedicado a músicas, mas não posso deixar de aproveitar a oportunidade de recomendar este drama sutil, cuja emoção parte principalmente da música. Assistam. E ouçam.

Site Oficial
Myspace


Tracklist:

1. Re-Make/Re-Model – 5:14
2. Ladytron – 4:26
3. If There Is Something – 6:34
4. Virginia Plain – 2:58
5. 2HB – 4:30
6. The Bob (Medley) – 5:48
7. Chance Meeting – 3:08
8. Would You Believe? – 3:53
9. Sea Breezes" – 7:03
10. Bitters End" – 2:03



Download:
(73mb, 223kbps)
MediaFire || Rapidshare || Outros links no Mirrorcreator.com
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Avatar

These New Puritans - Discografia

1 comentários
Gênero: Art rock/ Indie-rock/ Post-punk/ New-rave
País: Inglaterra
Anos: 2008 e 2010

Comentário: Ainda naquele clima de melhores do ano de 2010, These New Puritans é uma banda nova com apenas dois discos lançados. Mas dois discos incrivelmente artísticos e diferentes.
Como sabemos, o art rock é basicamente a união do experimental e do avant-garde com o rock, cuja sonoridade muitas vezes se torna até mais eletrônica, sendo um dos primeiros indícios disto a maior utilização do teclado que da guitarra.
Aqui temos algo ainda mais diferente. Com profundas influências, como uma marca d'agua, o post-punk se faz presente e cria uma nova trajetória para a banda. Também temos aqui o new-rave, que explica as batidas de Big beat que fora gerado à partir do hiphop. Ambos nos dizem muito sobre a sonoridade eletrônica da banda.

Mas não se trata de apenas eletrônica, pelo contrário, These New Puritans cria toda uma atmosfera ao acrescentar instrumentos de sopro, piano, e pequenas adições de outros instrumentos e efeitos, além de uma excêntrica interpretação vocal.

Formada por Jack Barnett (compositor, produtor, vocalista, multi-instrumentista), seu irmão gêmeo George Barnett (baterias, loops), Thomas Hein (baixo, sampler, bateria), e Sophie Sleigh-Johnson (teclados, sampler) o grupo surgiu em 2005 no condado de Essex e teve a primeira gravação na compilação Digital Penetration Vol. 1 do selo Alt Delete, em 2006. Com a produção de James Ford (Simian Mobile Disco), eles lançaram o single "Elvisss", e no ano seguinte produziram uma música de 15 minutos utilizada no desfile do estilista Hedi Slimane, da Dior Homme.

2008 foi o ano de seu primeiro disco, o Beat Pyramid, claramente influenciado pelo hiphop e pela música eletrônica. Assim também diz Jack Barnett, afirmando que o grupo de hiphop Wu-Tang Clan e a música eletrônica de artistas como Aphex Twin estavam entre as principais influências dele naquele momento.



Já Hidden, lançado em 2010, ainda conta com uma sonoridade, camuflada, com as mesmas influências, mas tendo uma presença experimental muito mais intensa. Com a utilização da trompa, fagote, taiko, piano preparado, batidas pesadas de sub, coral de crianças, melão recheado para simular o som produzido por um crânio esmagado, ruídos e sons ambientes, com certeza este se faz um trabalho diferente e digno de exaltação.

Não é difícil notar a superioridade deste último trabalho que teve uma de suas músicas (We Want War) adicionadas ao título Assassin's Creed: Brotherhood. Também não é difícil encontrar comentários como se esta fosse a melhor faixa, ou se o álbum é chatinho — o que de fato achei inicialmente. A verdade é que TNPS faz um som libertador e ao mesmo tempo hipnótico, podendo ser preciso várias audições até que se acostume e vicie, como foi meu caso. O que não significa que não seja interessante, pois pode ter certeza que ao colocar estes plays — principalmente Hidden — você se verá num beco diferente, independente se gostar ou não, mas certamente sentirá que uma nova janela no mundo se abriu ao ouvi-lo todo.

Destaque para o clipe, e logicamente a música, Attack Music, com belas cenas de movimentos corporais.


MySpace||Lastfm||Site

Beat Pyramid
Tracklist:
1. "...ce I Will Say This Twice" 0:16
2. "Numerology (AKA Numbers)" 3:11
3. "Colours" 2:26
4. "Swords of Truth" 3:12
5. "Doppelgänger" 1:30
6. "C. 16th ±" 1:38
7. "En papier" (Jack Barnett, George Barnett, Thomas Hein) 4:55
8. "Infinity ytinifnI" 2:26
9. "Elvis" 2:46
10. "£4" 2:43
11. "MKK3" 2:13
12. "4" 0:08
13. "Navigate-Colours" (Jack Barnett, George Barnett) 4:20
14. "H." 0:28
15. "Costume" (Jack Barnett, DB Cooper) 3:36
16. "I Will Say This Twi..." 0:08
Megaupload||Mediafire||EasyShare

Hidden
Tracklist:
1. "Time Xone" 2:07
2. "We Want War" (Jack Barnett, Richard Rodney Bennett, John Rutter, Cambridge Singers) 7:23
3. "Three Thousand" 2:49
4. "Hologram" 2:23
5. "Attack Music" (Jack Barnett, Thomas Hein) 4:48
6. "Fire–Power" 3:20
7. "Orion" 4:31
8. "Canticle" 1:12
9. "Drum Courts–Where Corals Lie" (Jack Barnett, Sir Edward Elgar, Richard Garnett) 6:14
10. "White Chords" 3:42
11. "5" 4:33
Megaupload||Mediafire||EasyShare

terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Avatar

Florence + The Machine - Lungs

5 comentários
Gênero: Indie Pop/Art-Rock
País: Inglaterra
Ano: 2009

Comentário: Florence + The Machine foi uma grata surpresa musical que apareceu na Inglaterra há 2 anos e agora está caminhando pra bombar pelo mundo inteiro – na Europa já é a grande sensação do momento. Detentora de um Brit Awards pelo álbum Lungs, indicada ao VMA pelo excelentíssimo clip de Dog Days Are Over, sem contar a apresentação apoteótica no mesmo VMA, que desbancou todos os outros shows da noite. Após tal show, instantaneamente Florence subiu pro top 10 dos mais baixados do ITunes, avançando mais de 100 posições.
O pop apresentado pela banda é bem diferente do que estamos acostumados a ouvir das “loiras da rádio”. São composições belíssimas e bem trabalhadas, não é à toa que também carrega o gênero Art Rock em suas classificações. Instrumentos diversos ambientam as músicas, de violões e tambores até harpas. Momentos dançantes, melancólicos, agitados e calmos num álbum que muda a cada música, sem decair ou cansar.
Fiquem atentos, não dou muito tempo pra Florence bombar por aqui.

Tracklist

1. "Dog Days Are Over"
2. "Rabbit Heart (Raise It Up)"
3. "I'm Not Calling You a Liar"
4. "Howl"
5. "Kiss with a Fist"
6. "Girl with One Eye"
7. "Drumming Song"
8. "Between Two Lungs"
9. "Cosmic Love"
10. "My Boy Builds Coffins"
11. "Hurricane Drunk"
12. "Blinding"
13. "You've Got the Love"
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Avatar

Fingerspit - Space (demos)

0 comentários
Gênero: Post Rock, Ambient
País: Espanha
Ano: 2010

Comentário: Projeto muito massa de um espanhol não muito conhecido, trata-se de um "one-man project", uma mistura de Post-Rock, Ambient, música eletrônica e instrumental, muito agradável, de fácil audição, um som sem compromisso, para ouvir em dias frios, chuvosos ou não. Destaque para a música "Inside Venus". Altamente recomendável.

LastFm

Tracklist:
1. Intro
2. Across The Sky
3. Last Minutes On Earth
4. Up and Ahead
5. Space Years
6. Burning Ocean
7. Inside Venus
8. A Galaxy Rise
9. Outro

Download (Demos)
sábado, 18 de setembro de 2010
Avatar

Subaudition - 2 Releases

1 comentários
Gênero: Neofolk, Acoustic
País: Finlândia
Comentário: Emocional Acoustic, com influências de bandas como: Anathema, Tenhi, Pink Floyd, Opeth, Sigur Rós e também música clássica...
Através dos meios de arpejos de violão, riffs, piano, órgão, violoncelo, violinos, percussão, electric leads, vocais suaves e sublimes, temos aqui melodias delicadas que são preenchidas com tristeza e melancolia. Destacar uma música só é um erro, mas "Alms of the Sun" (do álbum Light On The Path), é belíssima sem ser triste. Neo-Folk emocional de valor!

Myspace
The Scope (2006)
Tracklist

1. Raindrops
2. The Blue Light
3. No Angel
4. Blinking In The Piers
5. Moods Through Spirals
6. A Golden Staircase
7. Fractures
8. Counterwise
9. Godspeed

Link

Light On The Path (2009)
Tracklist

1. Alms Of The Sun
2. Sinne
3. Now That We've Spent All The Light
4. Feathers Fall
5. The Soul Unto Aether
6. Human Abstract
7. Wall Of Water

Link
domingo, 15 de agosto de 2010
Avatar

Tame Impala - Innerspeaker

4 comentários
Gênero: Psycodelic Rock, Atmospheric Rock
País: Austrália
Ano: 2010

Comentários: Tame Impala produz um conceito inteligente musical, uma construção rara de som só atribuído a climas mais quentes, com porões úmidos e discriminadas condicionadores de ar. Innerspeaker é uma viagem altamente inspirada e inspiradora, construída com bases de rock progressivo e um back-funky beat. A viagem de regresso construído para velocidade e audibilidade. Musicalidade com espírito livre, vintage e irresistivelmente arrojada!

Site
Myspace

Tracklist:
1. It Is Not Meant to Be
2. Desire Be, Desire Go"
3. Alter Ego"
4. Lucidity"
5. Why Won't You Make Up Your Mind?
6. Solitude Is Bliss
7. Jeremy's Storm
8. Expectations
9. The Bold Arrow of Time
10. Runway, Houses, City, Clouds
11. I Don't Really Mind
12. Island Walking (bonus track)

Download: Megaupload//Multiupload

Quem escreve e faz os uploads:

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.