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domingo, 24 de novembro de 2013
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Bandas Amigas #3 - Ressonância Mórfica, Secta & Primaz e Hollowood

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Bem meus caros, quem já acompanha o blog a algum tempo talvez reconheça essa coluna, que tanto ficou esquecida nos últimos tempos. Bandas Amigas é onde nós, desde os tempos mais primórdios, postamos de forma condensada as bandas que nos enviam material - não que deixemos de posta-las individualmente em posts próprios de vez em quando. Só que aqui, além da resenha individual como seria uma resenha, procuramos entre nós todos desta humilde casa analisar e dar nossas opiniões sobre três bandas selecionadas ao acaso dentre as que nos enviaram material nos últimos meses. E a partir de agora a coluna será semanal, saindo todo final de semana. Espero que assim consigamos fazer justiça a tantas e tantas pérolas independentes, nacionais e internacionais, que nos enviam material toda semana e que nos últimos tempos infelizmente não pudemos postar por inúmeras razões. Mas bem, vamos lá.

Como já estávamos sem postar essa coluna a bastante tempo, nesta edição trouxemos três nomes que já estavam engavetados no nossos arquivos pignianos a bastante tempo. O grindcore formado em Manaus mas sediado em Goiânia do Ressonância Mórfica, o Rap lusitano do Secta & Primaz e o rock experimental despojado paulistano do Hollowood.

Continue lendo e vamos conhecer esses caras.


Ressonância Mórfica

Formada em 1998 em Manaus-AM, posteriormente mudando-se para Goiânia-GO, o Ressonância Mórfica é uma banda de grindcore extremamente interessante, fora do clichê e que já lançou até a data apenas um full-lenght e um EP, além da demo. Com vocais em português e sonoridade pesada porém cadenciada, a banda nos surpreendeu desde o início, quando esperávamos um Grindcore mais direto. E isso foi ótimo, sem dúvida a fórmula da banda chamou nossa atenção por ser cativante ainda que diferenciada, mesmo que as influências sejam notadas claramente em cada acorde como vindo das bandas de grindcore canônicas, mas com uma dose cavalar de influência do Crossover nacional (vide Ratos de Porão e Gangrena Gasosa).



"O conceito é interessante, consegue fugir da sonoridade usual do grindcore e soam mais atmosféricas do que outras bandas do gênero, porém o uso de gutural "falado" em português acaba soando meio cômico lembrando a Banda Ritual, acaba por perder a seriedade. "
- Koticho
"Puta banda, tem um conceito e uma estilística foda, soa pesada, mas o vocal cantado em português é uma faca de dois gumes. Cantar em português é interessante, mas acho que faltou nojeira, ficou muito claro o que o cara canta, e isso incomoda meus ouvidos, tipo um cara dando lição de moral em português com voz gutural. Na minha concepção o vocalista poderia ser mais ininteligível, mais escarrado, mais brutal. A parte instrumental tem um guitarrista muito bom, que arruma riffs bem inteligentes, mesmo usando algumas nuances de punk/ hc (vide cunnilingus), nada que empobreça o trampo. Faltou também um pouco de brutalidade na batera" 
- Nagano

Ressalto ainda que colocar no full  um poema musicado do Augusto dos Anjos agregou bastante valor a podridão do esquema. Mas, por fim, seguem os links que a bandas nos enviou:

Agregados Onimodos Malditos
2005

Tracklist:

1. Pasquim 03:03
2. Sentimento Exaustivo 01:50
3. Mnp 02:15
4. Reação Irracional de Destrutividade 01:53
5. Lisarb na Contramão 02:31
6. Aleivosia 01:39
7. Plutocracia 04:49
8. Cunnilingus 02:20
9. Penumbra 02:59
10. Quiproquo 03:41
11. O Deus Verme 04:29

Ouça:
Soundcloud (com o full todinho disponível)  // Myspace // Site // Facebook




Secta & Primaz 
Advindos de Lisboa, Secta & Primaz é uma dupla parte do Hip Hop Tuga, o Hip Hop português, sediados em Marinha Grande. Secta é um rapper que participou, além desta que nos enviaram, várias outras mixtapes com vários outros artistas, e assim com Primaz (aka Primaz Lirix) fazem parte um projeto chamado RESI2430, que se descreve como: "RESI2430 é um projecto musical oriundo da Marinha Grande que actua principalmente no panorama do hip-hop “tuga”. Composto pela integração de três antigas formações de hip-hop desta cidade, expõem o seu trabalho em diversos formatos como poesia, ilustração, musica, produção, ou beatbox.". A dupla nos enviou sua mixtape, Caneta, Papel e Bolas, que se apresenta como um bootleg, mas tem uma produção bem limpa e perfeitamente apreciável. Como eu particularmente não sou o melhor conhecedor de Hip Hop deste blog, deixo-vos com a análise dos meus colegas:

"Rap português numa linhagem semelhante ao de nomes que fazem um trabalho mais melancólico no underground americano como o Sadistik, tem uma produção bacana com bom uso de samples e beats. Acostumando com o sotaque português, que sempre acaba por soar estranho para os brasileiros, pode se tornar algo interessante e promissor. " 
- Koticho

"Gostei do som Secta & Primaz. Por ser uma mixtape, lançada em 2012, dá um certo ar de inacabado, mas a proposta deles é rap old-school: muitos samples, scratches, rimas bem construídas. As canções são curtas e diretas. Eles fazem parte dum movimento cultural de Lisboa chamado "Resi2430" que mescla outros elementos da cultura hip-hop." 
- Bruno Lisboa

Caneta, Papel e Bolas
Mixtape, 2012


Tracklist: 22 faixas não-intituladas

DOWNLOAD: Mediafire

Conheça melhor o Secta & Primaz:

Facebook (Secta-Mate) // Soundcloud











Hollowood 
Formados em 2007 na capital paulista, o Hollowood é uma míriade de combinações musicais girando em torno da espontaneidade do punk, do math rock, do post-hardcore, do emo e do post-rock. Como descreveram a si mesmos no email que recebemos: "Começou com o clássico “amigos de colegial que se juntam pra tocar uns hardcore”. Hoje, Dan (voz/guitarra), INSS (guitarra/voz), Renato (baixo/voz) e Kajiro (bateria) fazem músicas em que cabe hardcore, math rock, metal, pop, "indie"... Seja o que for — se for real.". Não tem descrição melhor que isso mesmo. O instrumental é divertido, complexo e cativante, e o vocal apela pro post-hardcore/emo/pop punk de forma intensa. A banda nos enviou dois materiais ao longo de 2012, um single contendo as faixas "Undone" e "It sucks when your mate is bitten by a zombie (and you have to cut off his head) Blues" e um EP, Zero. Sem dúvida vale a pena a conferida pra quem curte bandas como Toe, Algernon Caldwallader, This Town Needs Guns e muitas outras que eu poderia citar.

"Banda bem ativa do cenário alternativo/underground paulistana, o instrumental da Hollowood é carregado de influências de bandas da cena de math-rock japonesa, nomes como Ling Tosite Sigure, toe e te' se fazem bem aparentes, porém, o vocal com timbres "adolescentes" em faixas como Zero acaba por soar excessivamente pop punk, fazendo lembrar mais de Blink 182 do que das outras influências citadas, em outras canções quando isso não se mostra tão aparente com os vocais puxando mais para o emo e post-hardcore dos anos 90 acabam por fluir bem melhor com todo o conjunto." 
- Koticho
Single
2012


Tracklist:

01. Undone
02. "It sucks when your mate is bitten by a zombie (and you have to cut off his head)" Blues

DOWNLOAD: Mediafire



Eu realmente curti o instrumental dessa música.


Zero (EP)
2012

Tracklist:

1 - Zero
2 - Bordeau Waltz
3 - Undone
4 - "It sucks when your mate is bitten by a zombie (and you have to cut off his head)" Blues
5 - Z.E.R.O.M.I.X.

Ouça e baixe no Bandcamp:




Conheça melhor o Hollowood:

Facebook//Canal do Youtube//Soundcloud

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Então é isso galera, espero que tenham curtido essa edição de ressurgimento da seção e aguardem semana que vem com novas bandas. Valorizem os caras, se curtir e for da sua cidade, procure ir nos shows, e se não for, comprar o material da banda, acompanhar o que ela vem fazendo e tudo mais.

E acima de tudo: um obrigado gigantesco a todas as bandas que apareceram aqui e que nos enviam uma tonelada de material todo mês. Nós iremos postar todas, podem ter certeza. É extremamente gratificante receber tanta coisa boa, de tantos lugares e estilos diferentes. Continuem firmes!

Até semana que vem!
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
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Porco na Cena #32 - Exhale the Sound Festival Parte I

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Olá, minha galera bonita de Deus e Belzebu! O Pignes sente-se orgulhoso em dizer que encarou horas de viagem dentro de uma estufa móvel (leia-se: um ônibus cheio de gente suando por todos os poros sob um sol de humildes quarenta graus à sombra) a caminho de Belo Horizonte no último fim de semana, para trazer pra vocês a cobertura completa (ou quase) deste grande evento do underground e da música alternativa de nossa Terra de Santa Cruz. Foram vinte e duas bandas numa apresentação contínua e sem pausas pra fôlego, espremidas num tempo de mais ou menos onze horas de shows que reuniram grandes, bons, velhos e novos nomes do hardcore, sludge, post metal e da música experimental em geral. E foi num clima eclético e frenético que o festival organizado pelo blog Exhale the Sound transcorreu.

Por conta do número enorme de bandas envolvidas nesta resenha, ela será dividida em dois posts. Leia e exale o som da música torta.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013
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Algernon Cadwallader - Some Kind of Cadwallader

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Gênero: Emo
País: Estados Unidos
Ano: 2009

Comentário: Algernon Cadwallader é uma banda emo, de que eu nunca consegui descobrir o ano de criação. Nem o significado do nome. Mas sei que são da longínqua Filadélfia, que fundaram a banda no mínimo em 2006 e que fazem um som muito parecido com Cap'n Jazz. Pra resenha, só a primeira e última informação tem alguma importância.

Some Kind of Cadwallader, lançado em 2009 (ou 2008, dependendo de onde você procurar), é outro dos discos da nova leva de emo do final dos anos 00. E com devemos esperar duas coisas principais: 
Um vocal melódico cantado, quase gritado, e guitarra(s) que parecem não dialogar 'perfeitamente' com o resto do grupo. Pelo menos se o som é próximo do que os Kinsella (Cap'n Jazz, Owls, American Football etc) vieram fazendo nas últimas duas décadas. Os caras do Algernon Cadwallader (AC a partir de agora) fazem exatamente isso.

A guitarra dedilha boa parte do disco e é o ponto forte. Sempre segura e constante, ela serve de cama para o vocal, outro destaque do álbum. Gritado, como de costume, mas interessantemente treinado e não desafinado - para o emo um pouco mais melódico, isso é um grande elogio - ele consegue manter o ar de crueza tão inerente ao gênero sem cair no amadorismo involuntário de tantas outras bandas.

Algumas músicas são claramente mais agitadas do que outras, como se repara na diferença na sequencia da faixa-título e The Stars. O que não quer dizer que as menos agitadas sejam calmas. Para diferenciar os dois tipos de música, é melhor diferenciar a proeminência do vocal ou da guitarra em cada faixa.

As mais agitadas contam com os vocais mais marcados, tomando a dianteira, as vezes entrando em pequenos coros, sempre auxiliados pela guitarra, minimalista e mais calma. Não é raro termos pequenos 'buracos' de tempo entre o surgir e descer da guitarra nas músicas. As mais melódicas, calmas, se apoiam nessa mesma guitarra, que cresce nos momentos individuais e se torna mais constante. É como uma concessão mútua.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
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The Killing Moon - A Message Through Your Teeth

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Gênero: Rock Alternativo / Ska
País: Estados Unidos
Ano: 2006

Comentário: Se existe um benefício incontestável da era da Internet é a facilidade com que as mais variadas informações chegam ao seu conhecimento, seja qual for o conteúdo almejado. Detalhes sobre fatos históricos e dados sobre determinada produção cinematográfica passam a compor o seu conhecimento com a velocidade de um raio. No quesito música isso não é diferente: o que antes era algo dificultoso, estimulante da imaginação - por muitos anos, os rostos de alguns músicos permaneciam incógnitos, enquanto suas vozes perambulavam livremente pelos ouvidos alheios - hoje é facilmente atingido em questão de segundos. Por isso, sempre me intrigou a existência de algumas bandas que, embora tenham alcançado alguma notoriedade, ainda que pequena, possuem pouca ou quase nenhuma informação a ser prestada pela grande rede. É o caso do The Killing Moon.
Numa busca preliminar, a maior gama de resultados encontrados se comporá de alusões à clássica faixa do Echo & the Bunnymen. Página da Wikipedia só acerca de uma banda homônima, sem o 'The' inicial, de Death Metal com vocais femininos. Uma página da LastFM às moscas e, pasmem, um perfil ativo no Pure Volume. Esse é o legado online deixado pela banda.
O fato é que conheci essa banda através da energética versão de You Oughta Know, de Alanis Morrisette, constante da coletânea Punk Goes 90s, série que fez bastante sucesso na primeira metade da década de 2000. Naquela época, baixar músicas não era como é hoje. Antes do torrent, antes mesmo de megaupload ou mediafire se difundirem como grandes aliados dos aficionados por música, o esquema era usar a tecnologia peer-2-peer e garimpar faixas sozinhas. Kazaa, Morpheus, Ares e outros tantos programas fizeram a alegria de milhões de internautas, quando ainda se exigia um esforço hercúleo não só baixar mas simplesmente encontrar álbuns completos. Nesse contexto, consegui encontrar apenas mais duas músicas da banda, às quais ainda ouço com bastante satisfação.
Algum tempo depois, quando já era mais fácil fazer download de álbuns em sua totalidade, consegui achar o único EP dessa banda, A Message Through Your Teeth, com mais três faixas além das que eu já possuía. Uma oitiva atenta do registro me trouxe ainda mais dúvidas: o que será que teria dado errado na carreira da banda? O vocalista possui uma vitalidade invejável, e sua voz se entrelaça perfeitamente aos acordes lançados. As letras são bastante interessantes, e os arranjos dos metais de sopro ao fundo dão um toque extremamente especial a essas composições.
É possível notar uma clara influência do boom do Emo daquela época, nos refrões bastante melódicos, mas nada que coloque a banda no rol do marasmo, fazendo-a se dissipar entre tantas outras de som igual que surgiram naquela época e lá ficaram, exatamente por conta de sua inocuidade no quesito inovação. Trata-se de música bem mais madura do que o padrão da época - The Killing Moon está longe de ser uma banda qualquer: em cinco faixas, me conquistou.
O que deu errado? Qual foi a pedra no caminho entre um empolgante EP e um possível estrondoso debut, que nunca chegou a ser lançado? Essas perguntas remanescem sem resposta, e parece que não há muito mais gente interessado nelas. O que fica, entretanto, é um belo registro, símbolo de uma carreira que poderia ser promissora, mas que, assim como o mundo sem Internet, ou esta em seus primórdios, se tornou árida e pouco explorável. Infelizmente.




Tracklist:
  1. "Subject A" - 4:03
  2. "Bottomfeeder" - 4:30
  3. "Sugar Pills" - 3:33
  4. "A Book of Love Stories" - 5:04
  5. "Postcard From Los Angeles" - 3:24


Spotify
domingo, 1 de setembro de 2013
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Cap'n Jazz - Analphabetapolothology

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Gênero: Emo
País: Estados Unidos
Ano: 1998

ComentárioCap'n Jazz é daquelas bandas que todo mundo deveria ouvir alguma vez. Apesar de não ser exatamente de fácil apreciação - os vocais incomodam muitos que prezam apenas pelo afinamento - o grupo é de uma importância enorme pro rock alternativo dos anos noventa pra cá.


Formada em Chicago no ano de 1989, a banda dos irmãos Kinsella foi uma das mais importantes para o recém-surgido emo. Emo do meio-oeste, como era chamado, não se aproxima do emo que ficou famoso no início dos anos 2000. Essa primeira variação era mais pesada, dramática e derivada do post-hardcore. Seria injusto dizer que não pode-se perceber influências dele no novo emo, mas são poucas e diluídas pelo poder do mercado.

Voltemos a banda do meio-oeste americano, que como eu já disse, foi extremamente influente no cenário do rock alternativo. Isso se deu principalmente pelo som que eles ajudaram a sedimentar. Diferente das melodias mais pesadas e arrastadas de outras bandas emos, o som do Cap'n Jazz era alegre e solto. Era agressivo, mas agressivo mais rápido, como num punk tradicional, não trabalhado com várias camadas de som.

Na seguinte compilação, Analphabetapolothology - haja saco pra escrever isso - a banda mostra o quão delicado poderia ser seu agressivo e cru som. Numa quantidade enorme de faixas, indo das mais pesadas as mais leves, das mais lentas as mais rápidas - mas sempre chorosas - temos uma excepcional amostra do que foi o Cap'n Jazz e o movimento que ele encabeçou

domingo, 9 de setembro de 2012
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The Elijah - I Loved I Hated I Destroyed I Created

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Gênero: Screamo, Post- Rock
País: Inglaterra
Ano: 2012

Comentário: Confesso que eu sempre tive uma relação meio conturbada com o gênero Screamo. Assim como a maioria da galera que conhece a música através do Metal, eu mantinha uma certa ojeriza por aqueles vocais, ora gritados ora chorados, pelos riffs focados em um sentimentalismo que eu julgava forçado e outros elementos que também aparecem no Emocore e estilos relacionados. Mas, como todo mundo cresce e aprende, eu também aprendi a apreciar o que havia de bom no estilo, e digo com veemência: a mescla de Post- Rock com Screamo gera um resultado primoroso! E nessa amálgama de agressividade e beleza é que se apoia o novo lançamento do The Elijah, banda inglesa até que bem popular para quem conhece pouco do gênero.

Quando se avista um álbum de Screamo, geralmente se espera algo agitado, como é de costume. Desta vez, o Post Rock quebra essa torrente; a música contida no álbum não tem pressa de dar as caras, e quando aparece, não é urgente em mostrar o lado agressivo de sua música. Sim, o Post Rock é bastante forte por aqui. No geral, as canções se apoiam em efeitos de guitarra que são comuns no estilo, gerando uma estética ambient, na bateria cadenciada e nos teclados tímidos, ora aparecendo como sintetizadores ora como pianos (mais escancarados em I Loved).

As canções mais agitadas são In Fear e I Destroyed, sendo que esta última ganhou um videoclipe. E não é pra menos, afinal é a canção que mais se destaca no álbum! Mostra muito bem a faceta da banda nessa mistura de Screamo com Post Rock, e mostra como os estilos funcionam tão bem juntos. As únicas canções  dispensáveis são ''.'' e ''...'', pois são apenas trechos ambient, funcionando quase como um prelúdio para as músicas seguintes.

Em suma: é um álbum com belas composições, mostrando como o Post Rock pode ser diverso sem perder a essência.

LastFM//MySpace

Tracklist:

1- In Misery
2- I Loved
3- In Fear
4- I Hated
5- In Regret
6- .
7- I Destroyed
8- ...
9- In Death
10- I Created

Download: Mediafire//Depositfiles

sábado, 12 de maio de 2012
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Hot Water Music - Exister

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Gênero: Punk Rock/Post-Hardcore/Emo
País: EUA
Ano: 2012

Comentário: Dois anos em hiato e outros seis após o seu fim oficial, a aclamada Hot Water Music está de volta; nos trazendo este CD que é, no mínimo, singular. Num tempo de música eletrônica, indie e influências new wave presente em praticamente todos os gêneros, o quarteto nos traz um lançamento à la old school.
O release, que oficialmente ainda nem foi lançado e que trago em primeira mão a vocês, conta com o já conhecido "vozerão" de Chuck Ragan (que a propósito, acabou se tornando um tanto quanto ego-cêntrico nesse trabalho). A diferença, dessa vez, é que a banda resolveu se reinventar aprofundando o post-hardcore e deixando o emo um pouco de lado.
 Mais pesado e metal que de costume, o álbum, muito bem trabalho -diga se de pasagem-, impõe um ritmo rápido e, contraditoriamente, refrões grudentos que se repetem ao longo das canções, vide State Of Grace, Drag My Body e Pledge Wore Thin.
 Sem ficar atrás do vocal alternado, o instrumental também se destaca pelos riffs contínuos, vindos de Chris Wollard (guitarrista e back-vocal) e Jason Black (baixista); e também pelo ritmo frenético™ da bateria de George Rebelo; como fica claro em Boy, You're Gonna Hurt Someone, Safety e em Paid In Full, que põem o ponto final, ou melhor, a cereja no topo, deste excelente álbum. (In)felizmente, quando você percebe ele já está no fim, nos deixando com aquela (boa e) velha vontade de quero mais, nos forçando a ouvir o álbum continuamente (pelo menos eu ainda não consegui tirá-lo do repeat).

Site//MySpace//LastFM

Tracklist:
1. "Mainline" - 2:32
2. "Boy, You're Gonna Hurt Someone" - 2:34
3. "State Of Grace" - 2:20
4. "Drown In It" - 2:43
5. "Drag My Body" - 3:21
6. "Safety" - 2:50
7. "Exister" - 3:01
8. "Wrong Way" - 3:47
9. "Take No Prisoners" - 3:13
10. "Pledge Wore Thin" - 3:01
11. "No End Left In Sight" - 3:15
12. "The Traps" - 2:47
13. "Paid In Full" - 2:33

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quinta-feira, 26 de abril de 2012
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The Anniversary - Your Majesty

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Gênero: Alternative Rock/Indie Rock/Emo
País: EUA
Ano: 2002

Comentário: Apesar das bandas atuais fugirem do rótulo emo, antes de seu fim em 2004 e logo após uma longa turnê de lançamento do seu primeiro disco; The Anniversary o ostentava muito bem enquanto nos trazia diratemente do interior dos Estados Unidos uma excelente combinação de vocal masculino-feminino e refrões viciantes, isso sem falar na guitarra e teclado que provavelmente davam inveja a qualquer publicitário da época.
  Your Majesty, diferente de Designing A Nervous Breakdown, deixa um pouco de lado as distorções que o grupo tanto usou. Este álbum também minimiliza o lado indie da banda destacando as raízes no alternative rock, que junto com as letras fazendo júz ao emo, resulta em ótimas baladinhas, como Sweet Marie, Crooked Crown e Devil On My Side. Já as faixas mais longas como Husam Husam, The Siren Sings e THe Death Of The King, parecem até ameaçar um lado meio experimental, mas na verdade só relembram um pouco o disco sucessor.
  Após extenderem a turnê desse CD ainda mais que a primeira, os desentendimentos entre a banda começaram a surgir, assim como com a gravadora, que acabou dispensada enquanto a banda seguia fazendo shows. Lançaram algumas faixas e demos que deveriam compor um terceiro álbum, mas a banda não resistiu e acabou antes. De qualquer maneira, o tal terceiro álbum acabou sendo lançado como uma compilação de demos e b-sides, quatro anos depois.

MySpace//LastFM

Tracklist:
1. "Sweet Marie" - 3:34
2. "Crooked Crown" - 3:48
3. "Peace, Pain And Regret" - 3:32
4. "Husam Husam" - 6:49
5. "The Siren Sings" - 4:36
6. "Never Die Young" - 4:00
7. "Tu-Whitt Tu-Whoo" 2:28
8. "The Ghost Of The River" - 6:28
9. "Devil On My Side" - 3:18
10. "The Death Of The King" - 5:56
11. "Follow The Sun" - 2:27

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sábado, 17 de setembro de 2011
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Thursday - No Devolución

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Gênero: Post-Hardcore/Post-Rock/Emo
País: Estados Unidos
Ano: 2011

Comentário: "Imagine como se o Sigur Rós resolvesse tocar as músicas do Fugazi". Li essa colocação em algum site gringo ao se referir a esse novo lançamento do Thursday, e não é que ao parar pra analisar, faz muito sentido? Esse novo álbum dos caras consegue carregar um feeling semelhante ao das duas consagradas bandas. O Thursday surgiu em 1997, New Jersey e fora um dos responsáveis por popularizar ao lado do Sunny Day Real Estate o termo que no futuro se tornaria tão pejorativo, o Emo. Por esse motivo, para muitos se tornou uma banda de Guilty Pleasure, termo usado geralmente para classificar aquele tipo de coisas que adoramos, mas ao mesmo tempo sentimos vergonha disso, uma verdadeira culpa prazerosa. Tudo isso é uma grande besteira, o som dos caras sempre foi completamente digno e cheio de qualidade, a carga emocional profunda sempre foi um dos fatores que tornaram o Thursday uma banda reconhecida e de sucesso.

No Devolución é sem dúvidas o trabalho mais diferente dos americanos, intencionalmente queriam explorar novos horizontes, algo que sempre é meio perigoso no mundo da música, visto as chances de sair algo muito descaracterizado ou apenas ruim mesmo. Felizmente nada disso acontece, a essência do Thursday ainda está aqui bem evidente, mas dessa vez de forma muito mais atmosférica, as influências do Post-Rock são imensas e é o que dá o grande diferencial do álbum. Mais sombrio que seus antecessores, atmosférico e dessa vez melhor cantado, sem muitos vocais desesperados ou screams, tudo isso para combinar com as belissimas melodias que permeiam o trabalho.

No Devolución é sem dúvidas uma das pérolas de 2011, profundo, emotivo, atmosférico, envolvente e ainda mantém o nivel alto pelas 12 faixas do álbum, algo dificil de acontecer.

Tracklist

1."Fast to the End" – 3:21
2."No Answers" – 4:53
3."A Darker Forest" – 3:40
4."Sparks Against the Sun" – 4:47
5."Open Quotes" – 2:55
6."Past and Future Ruins" – 4:15
7."Magnets Caught in a Metal Heart" – 3:42
8."Empty Glass" – 4:59
9."A Gun in the First Act" – 5:02
10."Millimeter" – 2:48
11."Turnpike Divides" – 4:54
12."Stay True" – 7:53

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segunda-feira, 15 de agosto de 2011
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Sunny Day Real Estate - Diary

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Gênero: Real Emo/Alt Rock
País: Estados Unidos
Ano: 1994

Comentário: Sunny Day Real Estate fora uma das grandes bandas do chamado “Real Emo” gênero que teve seu auge nos anos 90. Se você não sabe o que realmente é esse rótulo, não torça o nariz de cara e associe ao tão mal falado e mitificado emo que explodiu  em meados dos anos 2000 com aquelas bandas meia-boca que tocavam pop-punk/hardcore melódico de quinta. A começar pela sonoridade, tais bandas dos anos 90 tocavam o que eu diria ser uma mistura de rock alternativo/indie rock com influências claras de post-hardcore, e o toque da melancolia advinda do que era o tão grande grunge na primeira metade da década de 90, ainda mais em Seattle, cidade onde o grupo nasceu.

Sunny Day figura entre uma das maiores do estilo, ao lado de outras ótimas bandas como Cap’n'Jazz, Embrace e Mineral. Fizeram um certo sucesso à época e foram uma das grandes apostas da Subpop (a gravadora responsável por revelar o Nirvana e mais uma montanha de bandas de grunge e rock alternativo durante o final dos anos 80 e início dos anos 90), porém, o sucesso alcançado por eles injustamente nunca chegou a ser realmente grande e acabaram se tornando datados. Em 2000 a banda acabou, mas recentemente, em 2009, ela se reuniu relançando o Diary, após 15 anos e saindo em tour comemorativa.

Por curiosidade, ao menos um dos membros conseguiu chegar longe na música, ele no caso é nada mais nada menos do que Nate Mendell, também conhecido por ser baixista da maior banda de rock da atualidade, o Foo Fighters. Enfim, é um álbum obrigatório pra qualquer pessoa que goste de rock alternativo, post-hardcore, e rock dos anos 90 no geral. Um grande medalhão da época.

Tracklist

1."Seven"   4:45
2."In Circles"   4:58
3."Song About an Angel"   6:14
4."Round"   4:10
5."47"   4:34
6."The Blankets Were the Stairs"   5:27
7."Pheurton Skeurto"   2:33
8."Shadows"   4:46
9."48"   4:46
10."Grendel"   4:53
11."Sometimes"   5:43



sábado, 13 de agosto de 2011
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Brand New - Discografia

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Gênero:
Rock Alternativo / Indie Rock / Emocore
País: Estados Unidos
Ano de Formação: 2000

Comentário: No meu post de apresentação neste notável blog, disse que não gostava de bandas que involuiam ou estagnavam através dos anos. Brand New, com certeza, não é uma delas.

O primeiro disco lançado pela banda de Long Island foi definido por eles próprios como a expressão de uma angústia pós final de relacionamento. Ou seja, óbvio que ganhou muitos traços de Emocore. Um disco legal, mas nada além disso, sem inovar e sem transparecer muita maturidade. Mas no segundo disco, aí sim, fomos surpreendidos novamente.

Deja Entendu é um álbum muito sério. Com ele, passaram do simples emocore a um misto de Indie Rock com Post-Hardcore muito bem trabalhado, com letras sérias e compenetradas, configurando uma baita evolução e notável amadurecimento. Os outros dois álbuns da banda também são muito bons, e o estilo foi mantido.

Banda que tem o seu público fiel, com trabalhos muito bons. Vale a pena.

Site Oficial//Facebook//Loja Online



Releases:

Álbum: Your Favorite Weapon
Ano: 2001

Tracklist:
  1. "The Shower Scene" - 2:24
  2. "Jude Law and a Semester Abroad" - 3:41
  3. "Sudden Death in Carolina" - 3:01
  4. "Mix Tape" - 3:57
  5. "Failure by Design" - 3:15
  6. "Last Chance to Lose Your Keys" - 3:25
  7. "Logan to Government Center" - 3:02
  8. "The No Seatbelt Song" - 4:29
  9. "Seventy Times 7" - 3:32
  10. "Secondary" - 3:01
  11. "Magazines" - 2:50
  12. "Soco Amaretto Lime" - 4:46



Mega /Depositfiles


Álbum: Deja Entendu
Ano: 2003

Tracklist:

  1. "Tautou" - 1:42
  2. "Sic Transit Gloria... Glory Fades" - 3:06
  3. "I Will Play My Game Beneath the Spin Light" - 3:57
  4. "Okay I Believe You, But My Tommy Gun Don't" - 5:35
  5. "The Quiet Things That No One Ever Knows" - 4:01
  6. "The Boy Who Blocked His Own Shot" - 4:39
  7. "Jaws Theme Swimming" - 4:34
  8. "Me vs. Maradona vs. Elvis" - 5:19
  9. "Guernica" - 3:23
  10. "Good to Know That if I Ever Need Attention All I Have to Do Is Die" - 7:00
  11. "Play Crack the Sky" - 5:27



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Álbum: The Devil and the God Are Raging Inside Me
Ano: 2006

Tracklist:
  1. "Sowing Season (Yeah)" - 4:31
  2. "Millstone" - 4:16
  3. "Jesus" - 5:18
  4. "Degausser" - 5:32
  5. "Limousine (MS Rebridge)" - 7:42
  6. "You Won't Know" - 5:42
  7. "Welcome to Bangkok" - 3:05
  8. "Not the Sun" - 3:09
  9. "Luca" - 5:08
  10. "-" - 2:04
  11. "The Archers' Bows Have Broken" - 4:14
  12. "Handcuffs" - 4:10



Mega//Depositfiles




Álbum: Daisy
Ano: 2009

Tracklist:
  1. "Vices" - 3:24
  2. "Bed" - 3:10
  3. "At the Bottom" - 4:04
  4. "Gasoline" - 3:32
  5. "You Stole" - 6:00
  6. "Be Gone" - 1:31
  7. "Sink" - 3:20
  8. "Bought a Bride" - 3:07
  9. "Daisy" - 3:06
  10. "In a Jar" - 3:06
  11. "Noro" - 6:27



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quarta-feira, 27 de outubro de 2010
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Gloria - Nueva

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Gênero: Post-Hardcore
País: Brasil
Ano: 2006

Comentário do Damien: Este post foi restaurado, originalmente pertenceu ao Koticho. Como não estava muito afim de resenhar, decidi manter o comentário dele logo abaixo. No mais, este é um bom trabalho, com um porradeirinho post-HC/(podendo até dizer que possui viradas de Metal) e totalmente diferente daquela coisa pop e chorosa que tocava na "Malhação", pertencente ao álbum homônimo de 2009 (não menosprezando o álbum todo, mas várias faixas pouco lembram o Nueva).
Ou seja, se for ler os comentários do novo álbum deles aqui, também pelo Kot, verá que o que eu disse é bem ao contrário do dele. Não o considero na mesma linha deste. Não possui a mesma força.

Comentário Koticho: Gloria é uma banda de post-hardcore brasileira, foi fundada em 2002 como um projeto paralelo formado por Maurício “Mí” (ex-Dance Of Days) e Yuri (ex-vocalista e guitarrista do NX Zero - atual Granada) Com a saída do Maurício do DOD, eles resolveram criar o Gloria. Desde então a banda vem crescendo cada vez mais, estão na estrada a 6 anos de forma independente. Já tiveram mais de dois milhões de downloads em sites de música e já possuem um público muito fiel. Para completar a boa fase, a banda acaba de entrar no casting da Arsenal Music.

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sábado, 3 de outubro de 2009
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Gloria - Gloria

10 comentários


Gênero: Post-Hardcore
País: Brasil
Ano: 2009

Comentário: Tá, esse é meu post atrasado do Emo Day. Sim, sou vagal, fiquei com preguiça de postar no dia, quem não gostou pegael. Ao menos os tempos não estão tão polêmicos e não vou ter milhares de comentários de traidor do movimento e mimimi. Gloria é atualmente a principal banda de Post-HC do Brasil, com o self-titled lançado esse ano por uma gravadora Major, clip na MTV e musicas nas rádios. O CD mantém o mesmo estilo do anterior, algumas musicas mais pesadas, beirando o metalcore, enquanto outras totalmente puxadas pro emocore, em que o Elliot (vocal limpo) canta praticamente a musica inteira. E sei lá, to com preguiça de resenhar isso, quem gosta baixe, quem não gosta não baixe, e sejam felizes.

Tracklist


1. Anemia
2. Minha Paz
3. Tudo Outra Vez
4. Asas Fracas
5. Agora É Minha Vez
6. É Só Você Lembrar
7. Me Tira Daqui
8. Tirar Você De Mim
9. Inimigo Do Tempo
10. Vai Pagar Caro Por Me Conhecer
11. Diferente De Você
12. Sua Canção
13. Quando Tudo Terminar
14. No Dia Em Que Deixei Você Vencer

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
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CPM 22 - Ao Vivo MTV

3 comentários




Gênero: Melodic Hardcore
País: Brasil
Ano Lançamento: 2006

Comentário: O CPM 22 nasceu em 1995 e é uma banda que eu gostava (sim, admito) quando comecei a dar atenção a música, claro que conheci coisas bem melhores e esqueci isso. Pegar esse álbum pra postar foi uma volta aos tempos de criança. Esse é o primeiro álbum ao vivo da banda que também foi lançado como DVD pela MTV, o show foi gravado em um lugar reservado para 2 mil pessoas, tempos em que o CPM estourava como um das maiores bandas do rock nacional. O álbum traz músicas clássicas da banda como Regina Let's Go, Tarde de Outubro, Desconfio entre tantas outras que tocaram exaustivamente pelas rádios FM e tiveram seus clips tantas vezes exibidos pela MTV.

O CPM 22 faz o bom e velho hardcore melódico (naquela época, pelo menos na minha, não era conhecido como emo), a sonoridade lembra completamente vários medalhões do hardcore californiano responsável por popularizar essa faceta mais melódica do hardcore, tanto musicalmente, quanto liricamente com suas letras chorosas e sofridas, que por muitas e muitas vezes vai cair como uma luva para aquele adolescente perdido e angustiado.

Assim como eu, tenho certeza que para muitos o CPM é uma banda que remete a nostálgica, e que ao lembrar com os amigos, é impossivel não entoar rindo "Um minuto para o fim do mundo" ou outros tantos versos que se repetiram incessantemente em nossas cabeças (afinal eles tinham o dom de compor músicas chicletes).


Tracklist


1. Regina Let's Go
2. Desconfio
3. O Mundo dá Voltas
4. Dias Atrás
5. Inevitável
6. Irreversível
7. Light Blue Night
8. Anteontem
9. Não Sei Viver sem Ter Você
10. Além de Nós
11. Atordoado
12. Apostas e Certezas
13. Um Minuto para o Fim do Mundo
14. Não Vá Embora
15. Pouco pra Mim
16. Peter / 60 Segundos / Garota da TV
17. Ontem
18. Cidade em Chamas
19. A Cura
20. Libertar
21. Tarde de Outubro

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My Chemical Romance - Three Cheers For A Sweet Revenge

34 comentários

Gênero: Rock Alternativo/Punk/Post-Hardcore
País: EUA
Ano: 2004


Comentários: Post especial do Emo Day. My Chemical Romance, formado em 2001, mas alcançou seu auge em 2004 com este álbum que vos posto, é uma das bandas mais odiadas da história, óbviamente, e principalmente pela "galera" do mundo 'headbanger'. Antes de mais nada, a banda liderada pelo carismático vocalista Gerrard Way que conseguiu o que poucas bandas conseguem atualmente que é experimentar novas sonoridades e atingir sucesso comercial. É claro que as três músicas mais famosas desse disco (Helena, I'm Not Okay e The Ghost Of You) não são nada experimentais, avant-garde, psicodélicas, ou coisa assim. Mas ao se ouvir o álbum todo, se escuta de introduções jazzisticas à guitarras a lá Deathcore. Os vocais de Gerrard suportam bem todas as variações de sonoridade da banda, chegando em berros em alguns momentos mas se mantendo no limpo habitual que todos cansamos de escutar nas rádios. Three Cheers For A Sweet Revenge é um álbum conceitual que segue a história iniciada no primeiro álbum da banda, I Brought You My Bullets, You Brought Me Your Love, que narra a história de um casal fora-da-lei assassinado em um tiroteio. Lógico que a maioria das músicas segue o estereótipo emo, como Helena, uma composição de Gerrad à sua falecida avó, e I'm Not Okay (I Promise) que nem precisa de longas explicações, mas várias faixas são bem elaboradas, como Thank You For The Venom, uma crítica a religião (sim, troos malditos), e a música Hang 'Em High que é inspirada num filme estrelado por Clint Eastwood chamado "Que Os Enforque Bem Alto/Cometeram Dois Erros". Enfim, sei que muita gente não vai baixar e tal, vai achar que eu to de sacanagem só por que é o Emo Day e tal, mas eu sinceramente curto pra caralho esse disco e acho uma das coisas mais interessantes do mainstream deste século, ao lado do Slipknot.

*ajeita a franja*

Tracklist:



1.Helena
2.Give Em Hell Kid
3.To The End
4.You Know What They Do
5.I'm Not Okay
6.The Ghost Of You
7.The Jetset Life Is Gonna Kill You
8.Interlude
9.Thank You For The Venom
10.Hang 'Em High
11.It's Not A Fashion Statement
12.Cemetery Drive
13.I Never Told Yo


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terça-feira, 26 de maio de 2009
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Vanna - A New Hope

3 comentários



Gênero: Screamo/Post-Hardcore
País: Estados Unidos
Ano Lançamento: 2009


Comentário: Bom, essa é a primeira banda que posto no estilo e não é atoa, pois realmente fora a única que me chamou a atenção, tanto pelos vocais bem gritados e agressivos, e também pelos pedais duplos sempre presentes, algo que não é muito comum de encontrar por aqui. Vanna é uma banda estadunidense, que lançou seu terceiro trabalho no início do ano, intitulado A New Hope, com muitos vocais berrados e também melódicos (aqueles chatinhos), porém o que não deixa a banda entediante é o instrumental de primeira, cheio de riffs pesadíssimos com breakdows de dar inveja á bandas de Deathcore.

Tracklist
01 - Let's Have An Eurthquake
02 - Into Hell's Mouth We March
03 - The Same Graceful Wind
04 - Like Changing Seasons
05 - Trashmouth
06 - Safe To Say
07 - We Are Nameless
08 - Sleepwalker
09 - Where We Are Now
10 - Ten Arms
11 - Life And Limb
12 - The Sun Sets Here

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segunda-feira, 11 de maio de 2009
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Saosin - Saosin

1 comentários

Gênero: Post-Hardcore/Alternative Rock
País: EUA
Ano: 2006


Comentários: Saosin é uma banda californiana de Post-Hardcore dos mais alternativos, pouco hardcore em si, ao menos neste álbum. Formada em 2003, a banda lançou apenas um full-lenght, dois Ep's e um álbum ao vivo até a data, sendo portanto uma banda bem jovem, coisa comum no cenário. A banda inclusive participou da trilha do filme Jogos Mortais IV, com a música Collapse, nona faixa deste álbum. Como já disse, a banda tem um som pouco berrado, embora ainda se ouça alguns berros no decorrer das faixas; o que não é um ponto ruim, já que a banda aposta num som mais focado em refrões grudentos e guitarras melódicas. Saosin é a típica banda viciante, daquelas que fazem até um bom sucesso e tem músicas que ficam guardadas na mente. Se você curte bandas como From First To Last, especialmente mais atualmente, Funeral For A Friend e afins, pode baixar que não se arrependerá. Destaque pras faixas You're Not Alone, It's So Simple e I Never Wanted To.

Tracklist



1."It's Far Better to Learn" – 3:54
2."Sleepers" – 2:51
3."It's So Simple" – 2:48
4."Voices" – 3:37
5."Finding Home" – 3:09
6."Follow and Feel" – 3:19
7."Come Close" – 3:15
8."I Never Wanted To" – 3:29
9."Collapse" – 3:15
10."You're Not Alone" – 3:58
11."Bury Your Head" – 3:34
12."Some Sense of Security" – 4:00



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sábado, 2 de maio de 2009
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New Found Glory - Sticks And Stones

5 comentários



Gênero: Pop Punk
País: E.U.A (Flórida)
Ano: 2002

Comentários: O New Found Glory foi uma das bandas que marcou minha infância hardcoresca, tanto que este foi o primeiro albúm que eu comprei na lendária galeria do rock. De cara pensei que fosse um CD usado, além da impressão da capa estar meio gasta, eu paguei quinze conto num cd importado, hehe! Nesse albúm o NFG está em sua melhor fase (antes de descambar de vez nos clichês do "falso" emo).Recomendíssimo para aqueles que curtem bandas como Paramore , Alkaline Trio , e até.. Pennywise (apesar que o NFG não é lá uma banda "politica", pois suas letras são bem "subjetivas" podemos assim dizer...Opa! Pennywise é uma ótema sugestão para futuros posts =). Destaques para "The Great Houdini", "Understatement", "Forget My Name", "My Friends Over You" e a incrível "Singled Out", que é sem dúvida a melhor faixa!!!

Tracklist:



1.Understatement – 3:11
2.My Friends Over You – 3:40
3.Sonny – 3:27
4.Something I Call Personality – 2:40
5.Head on Collision – 3:46
6.It's Been a Summer – 3:32
7.Forget My Name – 3:09
8.Never Give Up – 3:12
9.The Great Houdini – 2:46
10.Singled Out – 3:19
11.Belated – 3:05
12.The Story So Far – 26:36 (faixa oculta/obscura)

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terça-feira, 28 de abril de 2009
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Silverstein - Discovering The Waterfront

0 comentários
Gênero: Post-Hardcore
País: Canadá
Ano: 2005


Comentários: Silverstein é uma banda de Post-HC de Ontário, Canadá, e Discovering The Waterfront é seu segundo álbum de estúdio. Conhecida no meio emuxo, Silverstein é uma das mais empolgantes e interessantes de bandas do estilo, fazendo uso de muitos vocais berrados, embora à seu modo. O mais interessante da banda é o feeling, dado pelos refrões pegajosos e riffs melódicos. My Heroine, Already And Never, Your Sword And My Daggers, são exemplos de boas músicas deste álbum que só tem boas músicas. As letras, como de praxe, falam de relacionamentos e usam milhares de metáforas pra descrever isso. Destaco o bom vocalista Shane Told e a linearidade da qualidade das músicas. Recomendado à fãs de bandas como Funeral For A Friend, From First To Last e afins.

Tracklist

1. Your Sword Versus My Dagger
2. Smile in Your Sleep
3. The Ides of March
4. Fist Wrapped in Blood
5. Discovering the Waterfront
6. Defend You
7. My Heroine
8. Always and Never
9. Already Dead
10. Call It Karma

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
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Silverstein -18 Candles: the Early Years

4 comentários

Gênero: Post-Hardcore
País: Canadá
Ano: 2006

Comentários: Esse albúm é uma compilação dos dois primeiros EP´s do Silverstein, uma banda muito fofuxa de post-hc, oriunda de Ontário. Os caras fazem um som beem meloso, as músicas lembram aquelas tardes ensolaradas do tempo que você ainda estava na quinta séria, as letras, emo ao quadrado....O que mais dizer sobre o Silverstein??Foi uma banda que marcou minha infância,  já chorei muito ouvindo faixas como "I Wish I Could Forget you" e "Waiting Four Years", já me afoguei na agonia de um fim de namoro ouvindo "Your Sword Vs My Dragger" e "My Consolation". Sim, é pra isso que serve essa banda, pra te pegar no colo e te chamar de "minha nega" nos piores momentos de sua vida. Recomendadíssimo para adolescentes babões, homosexuais, emos e pessoas que não gostam de sertanejo, mas sentem a necessidade de ouvir músicas de corno.

Tracklist:
  1. "Waiting Four Years" - 4:02
  2. "Wish I Could Forget You" - 3:36
  3. "Friends In Fallriver" - 3:01
  4. "Summers Stellar Gaze" - 2:47
  5. "My Consolation" - 4:02
  6. "Forever and a Day" - 4:27
  7. "Red Light Pledge" - 3:51
  8. "Dawn Of The Fall" - 4:17
  9. "Wish I Could Forget You" (Alternate Version)- 3:27
  10. "Bleeds No More" (Remastered)- 3:17
  11. "Last Days Of Summer" (Remastered)- 4:26
  12. "Waiting Four Years" (Alternate Version)- 4:14
  13. "My Heroine" - 3:34
  14. Your Sword Vs My Dragger (bo nus from "Discovering The Waterfont")- 3:43
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