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domingo, 13 de setembro de 2015
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Nx Zero - Norte

3 comentários
Gênero: Rock
País: Brasil
Ano: 2015

Comentário: Foi no ano de 2006 que eu ouvi o Nx Zero pela primeira vez, eles tinham acabado de estourar com o hit "Razões e Emoções", tocando direto na radio, aparecendo em programas e conquistando uma legião de fãs. Mas claro que com o sucesso veio as criticas e não demorou muito para eles serem taxados como uma banda de 'emos' e 'bixas' que não sabem fazer rock, e eu, como um bom menino imaturo, estava no meio dos que xingavam a banda. O tempo passou, eu fui aprendendo a respeitar o trabalho dos outros, mas ainda assim a banda  não descia, eu achava o som meio infantil, instrumental fraco, e não me agradava muito.

Até que veio a musica "só rezo", já mostrando que a banda tentava seguir um outro caminho, apostando em coisas novas e saindo da mesmice. Foi ai que dei uma chance para o disco "Projeto Paralelo", que é cheio de convidados especiais e talentosos, mas não consegui me apegar ao disco,
nem passar pela metade. E por um bom tempo eu deixei pra lá, cheguei até a achar que a banda tinha acabado.

Então em 2015, passeando pelo meu feed no facebook, vejo que a banda deu uma entrevista à um portal de noticias, onde o vocalista declara que lutaram para não virar um produto. Fico curioso, clico, gosto bastante da conversa e acabo conhecendo a nova musica deles, chamada "Meu Bem".
A musica tem um som agradável, diferente, puxando um groove impressionante e uma quebra de ritmo que flui inteligentemente, sem ser brusca. Acabei baixando o disco e dando mais uma chance para a banda.

O disco abre com "Modo Avião", que já mostra um amadurecimento no instrumental, com um baixo seguindo a guitarra no melhor estilo Chili Peppers e uma letra que, adivinha, não fala sobre romance adolescente. Os efeitos no vocal deixam a musica mais interessante e com um ar experimental.
É nítido o trabalho do teclado no álbum, que deu uma encorpada na atmosfera, como é possível ouvir em "Mandela" e "Fração de Segundo". Em "Por Amor" o vocalista arrisca uma especie de rap que agrada, apesar de um refrão um tanto quanto repetitivo e bobo. "Milianos" é o ponto alto para mostrar o amadurecimento nas letras, com versos ácidos e que questionam o mundo atual, mas devo destacar também o solo de guitarra.

Ao todo, o disco mostra uma banda que evoluiu muito musicalmente, passando de adolescentes com instrumentos, para músicos que demonstram segurança em cima de seu trabalho e sabem o que estão fazendo. E isso é uma das coisas que torna o disco "Norte" mais interessante ainda, essa decisão, de uma banda que tem uma base de fãs conquistada por um determinado tipo de musica, de mudar totalmente seu estilo para não cair na mesmice e apostar em novos caminhos. E conseguiram mudar com sucesso, o instrumental impecável mostra que eles evoluíram muito dentro da banda.
Claro que muitos não vão dar chance para o disco, pelo fato de a banda sofrer muito preconceito por causa de seus hits passados e por não serem considerados "verdadeiro rock", mas eu prefiro ouvir uma banda de "ursinhos do rock", que muda seu estilo sem medo, a ouvir esses dinossauros que continuam no preto por trinta anos e nunca saem da mesmice.


Tracklist:
1. Modo Avião
2. Meu Bem
3. Mandela
4. Fração de Segundo
5. Por Amor
6. Personal Privê
7. Vibe
8. Pedra Murano
9. Breve Momento
10. Gole de Sorte
11. Milianos
12. Marcas de Expressão

Ouça em: Spotify
quinta-feira, 9 de abril de 2015
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Os mutantes - Os mutantes

1 comentários
Gênero: Psicodélico, experimental
País: Brasil
Ano: 1968

Comentário:
Os mutantes é, sem duvida, não só um dos discos mais importantes do tropicalismo, como também é um dos melhores. Ele traduz de uma forma espetacular o que o tropicalismo representou na  musica. Toda a influencia que esse movimento estava recebendo, as novidades que o Brasil estava ganhando, e que alguns repudiavam, o experimentalismo, a critica a sociedade, tudo isso está nele.

O disco se inicia com a musica “Panis Et Circenses”, e começa com uma letra que faz critica as pessoas “caretas” e acomodadas que estão tão ocupadas em morrer. “A Minha Menina” é uma das musicas que eu mais gosto nesse disco, o modo como ela começa, com aqueles acordes de violão, e depois um riff sujo e distorcido de guitarra que serve como antítese aos  acordes que abriram a música, tudo isso sendo acompanhados por uma incrível percussão. E, pode ser só comigo, mas essa musica tem uma sonoridade envolvente por causa desse ritmo e dessa letra.

“Adeus Maria Fulo” puxa mais para o experimentalismo, quanto “Senhor F” apresenta um alivio cômico no disco por causa de sua letra, além de possuir uma sonoridade bem semelhante aos Beatles.

A parte mais psicodélica fica a cargo de “Batmacumba”, que vem caracterizada com sons distorcidos e uma percussão animada lembrando um ritmo de capoeira.

Não tem como dizer não para esse disco, além de ser importante para o Brasil, é uma aula pra quem reclama da musica brasileira.

Tracklist:
1 Panis Et Circenses
2. A Minha Menina
3. O Relógio
4. Adeus Maria Fulo
5. Baby
6. Senhor F
7. Bat Macumba
8. Le Premier Bonheur Du Jour
9. Trem Fantasma
10. Tempo No Tempo

Ouças em: Spotify
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
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Henri Texie - Varech

2 comentários

Gênero
: Jazz
País: França
Ano: 1977

Comentário:
Henri Texie é um gênio, um musico que transforma suas notas no contrabaixo em poesia, sim, eu sei que isso é algo muito clichê de se dizer, mas é verdade pois seu disco, Varech, concretiza essa frase clichê, do melhor jeito possível.

Começando com “Les La-bas”, Henri já mostra todo seu domínio e  talento com o instrumento, com uma linha suave, mas que chega a ser dançante. A música ainda possui um canto que chega a ser alegre na medida em que se encaixa na musica.

“Terre-Basse” Possui uma das melhores melodias do disco, com Henri fazendo notas calmas, mas um tanto rápidas, fazendo uma dança com o som. Enquanto “Mr. Donald Creise” possui uma levada com mais pitada de jazz do que nas outras musicas.

“L’ultime Danse” termina o disco de maneira espetacular, com a melodia e o arranjo mais bonito do disco, casando flauta com gaita de fole. E mais uma vez a percussão aparece aqui de forma espetacular, dando uma atmosfera medieval para a musica. 

Tracklist:
1. Les La-bas
2. Quand Le Blues S’en Ira
3. L’elephant
4. Terre-Basse
5. Varech
6. Mr. Donald Creise
7. Angele
8. L’ecluse
9. L’ultime Danse

Ouça em:  Spotify
domingo, 28 de setembro de 2014
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Atoms For Peace – Amok

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Gênero: Experimental
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: Atoms for Peace é um supergrupo formado pelo vocalista Thom Yorke (Radiohead), percussionista Mauro Refosco (forró in the dark), tecladista e guitarrista Nigel Godrich, baterista Joey Waronker e pelo baixista Flea (RHCP).

 É claro que, de uma união como essa, deve sair algo bom, cada um trazendo diferentes influencias, manias e ideias, ajudando a construir uma atmosfera diferente no Atoms for Peace. Ainda que o disco soe como algo solo do Thom Yorke (ou até mesmo um parte dois do “King Of Limbs” do Radiohead), cada um acrescenta algo interessante para a musicalidade.

Mauro Refosco, grande percussionista que participa do forró in the dark  e do RHCP, traz uma percussão com fortes influencias latinas, e isso casa perfeitamente com as batidas eletrônicas feitas pelo Joey e Nigel como podemos ouvir em Before Your Very Eyes e Stuck Pieces Together. Flea aparece sem slaps nervosos influenciados pelo funky, mas mostra um lado diferente seu (diferente até de seu EP), dando linhas de baixos sustentáveis e nada exageradas (ouça  “Ingenue”).

As musicas surgiram de Jams, que foram gravadas e editadas por Thom e Nigel, o que deu uma grande liberdade para criar o som final do disco. Ainda que a influencia do Thom Yorke pese nesse disco, seria besteira falar que os outros músicos não acrescentaram nada na sonoridade. Sutilmente, cada um faz seu papel contribuindo para a contextualização do disco. Creio que esse álbum seja um daqueles casos que todos estão pensando na mesma direção na hora de gravar.


Tracklist:
1. Before Your Very Eyes
2. Default
3. Ingenue
4. Dropped
5. Unless
6. Stuck Together Pieces
7. Judge, Jury and Executioner
8. Reverse Running
9. Amok

Download: Solidfiles / Sendmyway / Hugefiles
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
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War - The World Is A Ghetto

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Gênero: Funk Rock; Jazz Fusion
País: Estados Unidos
Ano: 1972

Comentário:  War foi um grupo de Funck rock e jazz fusion que começou em 1969, desde o inicio sempre procurou fundir diferentes estilos musicais para criar um som único para o grupo, tal feito fez com que a banda se destacasse e ganhasse importância musical.

Algumas pessoas podem achar exagero unir vários elementos musicais, bem, o War conseguiu unir rock, funk, jazz, blues e musica latina, tudo isso de uma maneira brilhante e sem deixar a atmosfera da banda pesada e chata, ou sem fazer quebras absurdas no estilo.

Na primeira musica, “The Cisco Kid”, temos uma levada voltada mais para o reggae e para a musica latina, o que traz uma atmosfera animada com uma linha de riffs bem ajustada. “Where As You At” surge com uma levada funk com pitadas de blues, uma musica dançante com um refrão que fica na cabeça.

“City, country, city” é uma viagem através de estilos, a musica é guiada por um sopro bem trabalhado, e uma percussão que o acompanha de maneira brilhante. Funciona quase que como uma receita de um cozinheiro doido, mas que no fim da certo.

“Four Cornered Room” possui uma levada mais voltada para o jazz, mas isso não impede que apareçam claros elementos de Blues.

“Beetles In The Bog” encera o disco de maneira calma e suave, uma tempo para respirar de um disco assim. Mas isso não é motivo para deixarem a sua animação de lado.

Tracklist:
1. The Cisco Kid
2. Where As You At
3. City, country, city
4. Four Cornered Room
5. The World Is a Ghetto
6. Beetles In The Bog
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
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The Tiger Lillies – Shockheaded Peter: A Junk Opera

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Gênero: Dark Cabaret
País: Inglaterra
Ano: 1998

Comentário: The Tiger Lillies é uma banda de Londres que possui uma sonoridade muito peculiar, isso pelas misturas e influencias que suas musicas levam. A sonoridade de cada canção traz junto uma atmosfera que facilmente te lembra um circo, normal ou de horrores, musica cigana e cabaret, tudo isso influencia para que a banda seja, também, uma das mais teatrais que eu conheço. Cada musica remete á um conto diferente de Heinrich Hoffmann’s, e o jeito do vocalista de conta-las enriquece mais a musica, trazendo, muitas vezes, pitadas de ópera.

“The Story Of Cruel Frederick” é a segunda musica do disco e a primeira a chamar atenção, nela o grupo já mostra sua habilidade ao contar historias e ao invés de usar o convencional, que seria usar sons para simular os sons nas historias, eles fazem diferente, mantendo a melodia e utilizando dos vocais para simular o que se está passando na historia.

“The Dreadful story About Harriet And The Matches” possui uma das melhores letras do disco, a triste historia da menina que brincou com fósforos, o violino acompanha as frases do vocalista, dando um tom animado e melancólico ao mesmo tempo. Já “Bully Boys” surge com uma melodia animada já com uma atmosfera mais cabaret.

“Augustus And The Soup” possui uma melancolia inigualável e é nela que encontramos, de um jeito mais presente, as pitadas de ópera que o disco traz.

O disco ainda possui incríveis musicas como “Fidgety Phil”, “Johnny Head-In-Air” que possui uma bela sonoridade cigana, e encerra com “Shockheaded Peter”. Ouvir um disco acaba sendo uma dupla recompensa, pois além de conhecer as historias de Heinrich, você ainda as ouve sendo interpretadas de maneira brilhante por um dos melhores grupos teatrais da atualidade.

Tracklist:
1. The Struwwelpeter Overture
2. Cruel Frederick
3. The dreadful story about Harriet and the matches
4. Bully Boys
5. The Story of the man that went out shooting
6. Snip Snip
7. Augustus
8. Fidgety Phil
9. Johnny Head-In-Air
10. Flying Robert
11. Shockheaded Peter

Download: Bayfile / Solidfiles / Sendmyway / Hugefiles / 4Shared / Mediafire
segunda-feira, 16 de junho de 2014
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Jack White - Lazaretto

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Gênero: Rock/Country
País: USA
Ano: 2014

Comentário: E chega ao mundão o segundo disco do Mrs. Jack White, “Lazaretto”, que, assim como seu primeiro disco (já resenhado bem aqui), vem se diferenciando de seus outros trabalhos e trazendo agradáveis surpresas. Antes de comentar as musicas, quero falar que o disco já é um marco, pois ele vem com um conceito chamado de “ultra LP”, que torna o disco mais interessante. Não vou ficar explicando o que isso significa, deixo vocês com um vídeo do próprio Jack branco falando, basta clicar aqui.

“Thrree Women” abre o álbum com uma boa energia, trazendo uma dança nos instrumentos, que são pontuadas ao fim dos versos cantados, o que traz uma dinâmica interessante para a musica, como se ela apresentasse os instrumentos que vão ser usados. Ela faz par com “Lazaretto”, que vem logo em seguida, continuando com um tom bem elétrico e animado. Elas duas já mostram uma boa construção musical que não se ouvia antes.

domingo, 13 de abril de 2014
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John Frusciante - Enclosure

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Gênero: Eletrônica/Experimental
País: Estados Unidos
Ano: 2014

Comentário: Desde pequeno sou fã dos Red Hot Chili Peppers, e quando John Frusciante deixou a banda, senti, como muitos, uma raiva imatura dele e do guitarrista que veio substitui-lo. Mas o tempo e a raiva passaram, reconheci o talento do novo guitarrista e comecei a ficar ansioso pelos próximos trabalhos do Frusciante.

A primeiro coisa que ele lançou, ao sair da banda, foi o EP “Letur - Lefr”, não vou entrar em detalhes sobre ele, até porque você pode ler uma resenha clicando aqui, mas ele basicamente mostrava que o guitarrista estava em uma onde diferente agora, tomado por musica eletrônica e com sede de explorar algo novo. Depois veio o EP “outsides”, que se mostrou mais firme na sonoridade e menos bagunçado, e então temos o recente “enclosure”, o disco que marca o fim de um ciclo, segundo o próprio Frusciante. E se as batidas dos outros discos pareciam ser sem sentido, desesperadas e apenas um monte de colagem de camadas, “enclosure” vem para mostrar o amadurecimento de Frusciante nessa área, com uma sonoridade coesa e ainda assim experimental.

sábado, 15 de março de 2014
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Tom Zé - Tropicália Lixo Lógico

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Gênero: MPB
País: Brasil
Ano: 2012

Comentário: 
“E recebida na sala se trata por tropicália”,   é com essa frase Tom Zé apresenta seu álbum e o movimento cultural brasileiro chamado “tropicália”. A primeira música é uma apresentação divertida do movimento que tomou o Brasil nos anos 60, tem um tom sombrio e épico de certa forma, é uma grande introdução que abre o disco de maneira justa.

Seguindo o jeito Tom Zé de contar historia, chegamos a terceira musica chamada “tropicalea jacta est” que já começa com um agradável trecho que vai ficar na sua cabeça:
“Parassá penteu escuta cá
Parassá penteu escuta aqui
Quando Baco bicou no barco
Tinha Pigna, Campos in
Celso Zeopardo
Matinê par’o delfin
Vi, vi, vi”
Entendeu? Não? Pois é, nem eu, e mesmo que tivesse entendido não ousaria explicar, mas deixo aqui as palavras de Tom Zé: “ O Parassá penteu escuta cá, teoricamente é o seguinte, alguns reis da Grécia, não queriam aceitar um novo Deus que tava aparecendo, que era um Deus estrangeiro, que era o Baco”. Esse jeito maluco que o Tom Zé usa pra contar uma historia na musica é confuso, porém é incrível, mesmo que você não entenda cantará esse trecho sempre que aparecer. Além desse trecho a musica possui momentos em que ele aparece contando a historia de um jeito confuso, como por exemplo: “No disco do Sinatra, a viagem começa no século VIII, quando o zero invadiu nossos avós. Mas voltamos aos anos 60”.  A canção tem um tom de marcha, não marchinha de carnaval, marcha mesmo, é só ouvir pra ter vontade de descer a avenida marchando ao som do refrão.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013
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Camille - Le Sac Des Filles

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Gênero: Chanson, Indie
País: França
Ano: 2002

Comentário:
Camille Dalmais é uma das cantoras francesas que tive o prazer de descobrir recentemente.  Mexendo, pesquisando, procurando, em busca de conhecer mais sobre musica francesa, acho ali “Le Sac Des Filles”, primeiro disco de Camille que se mostra um ótimo disco de estreia. É bem difícil ouvir o disco e não se encantar com o carisma que ela demonstra ao cantar, difícil também não se apaixonar pelas melodias bem feitas, que acompanham a voz de Camille perfeitamente.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
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Flea - Helen Burns (EP)

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Gênero: Experimental
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: Estamos acostumados em ver o baixista flea na sua banda (RHCP), fazendo slaps, linhas de baixo recheadas de groove, dando espirito funky para musica, completando uma bela cozinha com Chad Smith.  Essa descrição poderia ser uma mera desculpa, uma desculpa para ele continuar seguindo com isso até o fim de sua carreira/vida, achando que isso é mais que necessário, mas, felizmente, essa descrição é só uma descrição, nada de desculpas aqui e “Helen Burns” mostra porque ele é livre disso.

É extremamente bom quando vemos um artista sair de sua “zona de conforto” e fazer algo novo, claro que a própria banda do Flea varia bastante na musicalidade, mas só isso não é o suficiente para um artista, é preciso ir atrás de outras coisas, com outros caras, ou até sozinho. O baixista foi para uma escola de musica, entrou no Atoms for Peace e nos deu “Helen Burns”, um disco doce e diferente do que ele tem feito durante todos esses anos, claro que o disco possui uns pontos baixos, como a espera monótona no começo de “333”, mas não é nada que estrague o disco.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013
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Nouvelle Vague - Nouvelle Vague

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Gênero: Bossa Nova
País: França
Ano: 2004

Comentário: Muitos artistas tentam inovar do jeito mais interessante possível, afinal, o mundo da musica tem muito “mais do mesmo”, e fazer algo diferente pode ser essencial para reconhecimento e para inovar na roda. Se você vasculhar, irá achar interessantes projetos que com certeza chamam a atenção pela ousadia. Isso vai desde fazer clássicos do rock em samba, até fazer um forró com elementos de outros estilos musicais, mas sem perder a essência. Acontece que nem sempre o projeto da certo (sambô), já em outras vezes, da muito certo e merece destaque (Forró in the Dark), então, o que esperar quando você lê sobre uma banda francesa, que decidiu fazer versões em bossa nova/jazz de musicas de bandas punks/new wave/ska?

Poderia ser só mais um projeto louco, estranho, que só vai funcionar no papel, mas isso não é o que acontece com Nouvelle Vague. As musicas funcionam de maneira impressionante, às vezes ficando até melhor que a versão original. É claro que, mudando de punk/new wave/ska pra bossa nova, se perde um pouco da essência original, mas isso não é lá um grande problema, pois, pelo menos aqui, a perda acaba sendo um ganho, um bom ganho, e acrescenta nova essência e clima para a musica.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013
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Paul McCartney - New

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Gênero: Rock, Pop
País: Inglaterra
Ano: 2013

Comentário: Sir. Paul McCartney tem todos os motivos que um artista “precisa” ter, para se despedir do estúdio e se aposentar. Foi membro de uma das mais importantes bandas para o mundo da musica, influenciou músicos ao redor do mundo, gravou com artistas de diversas áreas, tem uma bagagem cultural incrível, entre outras coisas que não caberiam neste humilde texto. Mas ele continua ai, firme, forte, fazendo shows incríveis com quase três horas de duração, inovando dentro de seu portfólio e tendo musicas novas para apresentar ao vivo, e vale ressaltar que, essa lista de musicas novas para  apresentar ao vivo, inclui tanto as musicas de sua banda passada, quanto musicas de sua carreira solo.

E assim, com toda energia do mundo, Paul lança seu novo disco intitulado “New”. É interessante olhar para a carreira dele antes de ouvir esse disco, ouvir (quase) tudo que ele fez e, então, ouvir "new". Digo que é interessante, porque você percebe que Paul continua inovando, talvez não para o mundo da musica, mas como artista, experimentando coisas novas e indo por vários caminhos.

domingo, 13 de outubro de 2013
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Noora Noor – Soul Deep

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Gênero: Blues, R&B
País: Somália
Ano: 2009

Comentário: O Blues tem uma magia certeira, algo criado pela mistura de instrumentos e dança de melodias, algo que certamente te atinge e conquista na hora, mas para isso é fortemente necessário uma voz potente, suave e sentimental ao mesmo tempo. Bem, Noora Noor pode se orgulhar, pois a voz dela é exatamente com essas características e ela faz um incrível disco, recheado de referencias e bom gosto.

O disco abre com “What Man Have Done”, e logo percebemos que o disco não vai se limitar a um estilo, mas vai arriscar, variar e misturar. Nessa primeira musica, por exemplo, nos somos apresentados a sons eletrônicos misturados com um clima bem R&B. Mas é na segunda musica que o disco começa a se abrir e mostrar suas “garras”. “Someone You Use” traz uma musica com um clima bem gospel, embora sua letra não se agarre a esse estilo, pelo contrario, ela reflete um desabafo que fica ótimo na voz de Noora, que a cada musica mostra um poder musical incrível.

É difícil escolher o ponto alto do disco, mas aposto em “Forget What I Said”, que mostra um autentico Blues e uma guitarra com suas melhores melodias casando perfeitamente com a voz cheia de dor de Noora. “Your Good Thing” se mostra uma boa sequencia para sua antecessora, e não decepciona ao mostrar suavidade nas melodias e agressividade no vocal.

Destaco aqui também “Dedication”, “Die For You” e “Move On Up” que não deixam o disco cair e provam sua força.


Tracklist:
1. What Man Have Done
2. Someone You Use
3. Funky Way
4. Forget What I Said
5. Your Good Thing
6. Little Ghetto Boy
7. She Will Break Your Heart
8. Dedication
9. Musiq
10. Die For You
11. Move On Up
12. You Will Always Be Free

Download: Mega / Mirror
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
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Dorothy Ashby - The Jazz Harpist

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Gênero: Jazz
País: Estados Unidos
Ano: 1957

Comentário: Dorothy Ashby foi uma importante e incrível compositora que popularizou o gênero “Jazz Harp”. Com suas habilidades, tanto na criação quanto na harpa, Dorothy conseguiu chamar a atenção e ganhar espaço na musica, tendo gravado discos com Stevie Wonder, Billy Preston, Sonny Cris, entre outros.

“The Jazz Harpist” é o primeiro disco de Dorothy, e nele já podemos ver seu grande talento com a harpa, criando melodias que casam perfeitamente com os outros instrumentos, sem roubar seus espaços, mas sem perder sua beleza. Claramente que a harpa é um instrumento que ganha maior destaque, afinal, não é todo dia que você ouve musicas que usam tal instrumento, mas Ashby faz dele mais que isso, aqui ele não é um mero instrumento incomum, ele se tornar um forte instrumento musical que passa todo um sentimentalismo de maneira brilhante e sensível.

O disco é de jazz, mas ele não se limita a isso, podemos ouvir claramente influencias de outros estilos, como na primeira musica “Thou Swell” onde a flauta de Frank Wess se faz presente e marca a musica dando um clima um tanto R&B para a canção. O disco possui ótimos momentos, como os sete minutos da musica “Dancing On The Ceiling”, onde a harpa se mostra mais forte e presente.

Sem duvida é um ótimo album, tanto para aprecia-lo em uma hora calma, tranquila, quanto para conhecer mais dessa grande artista e desse estilo pouco popular, mas que tem grande força e merece ser observado. 

Tracklist:
1. Thou Swell
2. Stella by Starlight
3. Dancing on the Ceiling
4. Aeolian Groove
5. Quietude
6. Spicy
7. Lamentation

Download: Mega / Solidfiles / Sendmyway
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
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Luiz Gonzaga - Aquarela Nordestina

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Gênero: Forró, Baião
País: Brasil
Ano: 1989

Comentário: Luiz Gonzaga, o rei do baião, querido por todos os brasileiros que conhece pelo menos um pouco de sua cultura musical. Nascido em 1912, Luís foi uma importante peça não só para o forró, mas para a musica brasileira em sua totalidade. Conseguia ter uma sonoridade autentica, guiando uma sanfona e cantarolando letras que hoje são consideradas poesias. 

Começou a dedicar-se a musica após sair do exercito, em 1939. Começou tocando em pontos de prostituição, musicas simples, que não fazia muito sucesso, mas em 1941 apresentou uma musica de sua autoria chamada “vira e mexe” que chamou atenção das pessoas e que lhe rendeu contrato com gravadora. 

E o disco que trago aqui deste grande compositor é “aquarela nordestina”. Lançado em 1989 o disco traz a essência de Luiz Gonzaga através de musicas executadas da melhor forma possível. Abrindo com “A rede Véia” somos logo apresentados ao típico forró dançante tocando em festas der são João, guiada pela sanfona que segue uma letra que funciona quase que como um alivio cômico.  


segunda-feira, 12 de agosto de 2013
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Ghost - Infestissumam

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Gênero: Heavy/Doom Metal
País: Suécia
Ano: 2013

Comentário: O teste do segundo disco é sempre algo duro pela qual todas as bandas devem passar, e com o Ghost não foi diferente. Após mostrar um ótimo disco de estreia, a banda tinha que provar agora, que conseguiria manter a fúria apresentada no primeiro disco, e que conseguiriam mudar dentro da banda, sem causar estragos.

Enquanto o primeiro disco apresentava musicas guiadas por baixo, melodias que davam a sensação de estar preso em um loop e letras um tanto interessante, o segundo disco surge diferente, claramente que as letras continuam com o mesmo impacto, assim como a caracterização da banda e o proposito, mas a sonoridade ganhou uma textura muito mais forte e impactante com esse novo disco e isso é algo que vemos logo na primeira musica, “Infestissumam”, que aparece certeiramente como uma espécie de coral de cardeais de uma igreja, é também a musica que serve de cabeça para “Per Aspera Ad Inferi” que ainda possui elementos do disco anterior, mas com sonoridade melhor trabalhada.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
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Moveis Coloniais de Acaju - Discografia

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Gênero: Ska, Rock
País: Brasil
Ano: 1998 até os dias atuais

Comentário: Moveis Coloniais de Acaju é uma banda formada no ano de 1998 em Brasília, a adorada capital. A banda conta com dez integrantes, nove músicos e um produtor e todos eles assinam as composições. Os integrantes são: André (vocal), Beto Mejía (flauta), Eduardo Borém (Gaita, Teclado e Escaleta), Esdras (Saxofone), Fabio (Baixo), Fernando (Guitarra), Paulo (Sax Tenor), Gabriel Coaracy (Bateria), Alexandre (Trombone) e Fabricio (Produtor). Toda essa pluralidade no arranjo faz a banda criar um som perfeito e único, fazendo ela se destacar no cenário atual e acarretar vários fãs ao longo do Brasil.

A banda deve ótimo destaque após o show no porão do rock, em 2000, na qual fez um incrível show que repercutiu no Brasil todo. A banda ainda venceu o FINCA duas vezes, em 2001 e 2002. A banda ainda é criadora de um ótimo festival que acontece em Brasília, chamado “Moveis Convida” que foi criado em 2005 com o objetivo de reunir banda de todo o país, e de fora também como foi o caso de bandas como Juana Fé do Chile, para uma noite incrível de shows, e ainda possui debates sobre o mercado musical.

O primeiro disco de chama “Idem” e foi lançado em 2005 e tem uma pegada mio experimental no ritmo que possui ótimas quebras. Nesse primeiro disco você percebe claramente o som único da banda e a vontade de sempre explorar novas sonoridades dentro de uma única musica fazendo assim você ter uma experiência incrível viajando por diferentes ritmos e sons.

segunda-feira, 1 de julho de 2013
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Bois de Gerião - Discografia

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Gênero: Ska
País: Brasil
Ano: Meados da década de 90 até 2006

Comentário: Vira e Meche Brasília está sempre lançando ótimas bandas para o Brasil, algumas continuam outras terminam por motivos pessoais, mas é inquestionável a importância da banda para o cenário cultural da cidade, e uma dessas bandas é Bois de Gerião, que tem dois discos lançados e que foi uma importante banda para movimentar a cena.

No primeiro disco a banda apostou em uma sonoridade voltada para o ska com pitadas daquela boa e velha textura Hardcore. A primeira musica, “Cifrão”, já mostra um sopro bem estruturado e riffs de guitarra que flertam com o vocal e sua letra clara e simples.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
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Regina Spektor - What We Saw From The Cheap Seats

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Gênero: Blues, Pop
País: E.U.A
Ano: 2012

Comentário: Desde o começo de sua carreira Regina Spektor vem mostrando um dom para compor no piano e para criar ótimas letras, mas ainda se mostrava um tanto limitada quanto à sonoridade de seus discos. Mas com “What We Saw From The Cheap Seats” ela quebra esse suposto limite e experimenta sonoridades diferentes do costume.

“Oh Marcello” é a primeira a chamar atenção, pois apesar de apresentar momentos já usuais, ela apresentar quebras na melodia que mostram certo experimentalismo por parte da cantora, que parece querer deixar a musica em um tom mais serio e variado.

Seu ultimo disco de estúdio foi “Far” em 2009 que obteve um ótimo sucesso comercial. E uma coisa que percebemos entre “Far” e “What We Saw From The Cheap Seats” é a diferença na textura das musicas, que neste ultimo parecem ser mais bem construídas com uma sonoridade mais impactante e bem trabalhadas, o que mostra não só o ótimo trabalho de Regina, mas também da equipe de gravação.  Em “Firewood” percebemos isso bem, o pião é tão ressaltado quanto o vocal, já em “Far” provavelmente iria dar destaque maior ao vocal.

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