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segunda-feira, 15 de setembro de 2014
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Ryan Adams - Ryan Adams

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Gênero: Alternative country
País: Estados Unidos
Ano: 2014

Comentário: Prolífico: esta é a palavra que melhor define Ryan Adams como artista. Desde a década de 90, período em que comandava o Whiskeyton (banda representativa da cena alternative country ao de Wilco e Jayhawks) Adams já produzia largamente canções que associava a estética country com a crueza do punk. Após 3 álbuns de estúdio (Faithless street, Stranger Almanac e o clássico póstumo Pneumonia), o cantor americano partiu para uma extensa e elogiada carreira solo.

Lançando basicamente um disco por ano, Ryan conquistou um contingente admirável de fãs mundo afora, Elton John, Mick Jagger, Joan Baez (que regravou "In my time of need" do próprio) e Emmylou Harris são alguns dos mais célebres, que se derreteram ante ao caráter passional de suas canções calcadas na estética folk, com doses de country e a visceralidade do rock de garagem. Se com os dois primeiros rebentos,  Heartbreaker (2000) e Gold  (2001), que de forma surpreedente ganhou disco de ouro nos EUA pela vendagem de 500 mil cópias, a popularidade e rasgados elogios bateram-lhe a porta (gerando inclusive indicações ao Grammy 2002 nas categorias melhor álbum de rock, melhor performance masculina nas categorias rock e country, todas relacionadas ao álbum de 2001). Na sequência Demolition (2002), Rock n roll (2003) e Love is hell (2004) mantiveram a qualidade em alta, mas sem atingir o burburinho merecido.

O famoso embate com a sua gravadora Lost Highway é desta época. Devido a rejeição do repertório de Love is hell, tido como altamente "depressivo", o cantor criou em tom de resposta, de forma quase solitária e a curto prazo o cru e enérgico Rock n roll.  Mesmo com o lançamento posterior do álbum de 2004 acontecendo, isto não mascarou a insatisfação quanto a postura dos executivos do selo ante ao seu trabalho. Anos mais tarde Adams teria seu trabalho novamente denegrido, no caso as canções presentes posteriormente em III\IV (2008), e isto fez com que criasse em 2004 a Pax Americana (PAX-AM), gravadora responsável, inicialmente, pelo vasto lançamento de material demo, mas que desde 2008 gere o seu trabalho como um todo.               

Buscando a reinvenção, na sequência Ryan contratou os serviços dos The cardinals, músicos que seriam sua banda de apoio no frutífero período no qual 7 discos, entre álbuns e EPs, seriam produzidos  num curto espaço de tempo. Desta fase destacam-se Cold Roses (2005), Cardinology (2008) e o EP Follow the lights, que contém a inusitada cover de "Down in a Hole" do Alice in Chains.   

Paralela a sua carreira, ao longo dos anos Adams ainda encontrou tempo para desenvolver outras atividades tais como produzir outros artistas (Willie Nelson, Jenny Lewis e Fall Out Boy) e colaborar com outras tantas produções (Beth Orton, Weezer, Norah Jones, Cowboy Junkies, Counting Crows).

Ryan, como se não bastasse, também mostrou seu lado escritor publicando dois livros em 2009 (Infinity Blues e Hello Sunshine).

Tantos trabalho em tão pouco tempo podem até assustar os habituados a lançamentos artísticos espaçados, entretanto sua carreira solo estava em estado de hibernação desde 2011, época em que o ótimo Ashes and fire chegou as lojas. 

Neste entremeio, Adams foi diagnosticado com síndrome de Méniere, doença ligada a degeneração da audição e do equilíbrio. Devido a mesma, o cantor precisou de dois anos para recuperação plena. Porém, o mais longo hiato de sua carreira foi findado com o lançamento de Ryan Adams, o álbum..

Produzido pelo próprio com apoio de Mike Viola, Ryan Adams celebra o retorno do cantor ao seu habitat natural, composto por canções extremamente pessoais.

Contando com uma exímia e experiente banda de apoio composta por Benmont Tench (tecladista do The Heartbreakers, banda de apoio de Tom Petty), Jeremy Stacey (baterista da fase Ashes & Fire e parceiro de Noel Gallagher), Tal Wilkenfeld (baixista de Jeff Beck) o álbum inicia com "Gimme something good", primeiro single, cujos versos sobre inadaptação e esperança são casados à riffs de guitarra cortantes, estridentes e com a marcante presença dos teclados de Tench.

O sentimento de insegurança e solidão permeia a pegajosa "Am I safe", faixa que conta com discreta participação de Mandy Moore (atriz, cantora e esposa do próprio) nos vocais de apoio. Johnny Depp também surge nos créditos como colaborador, adicionando guitarras na cadenciada "Kim" e na marcial "Feels like fire", faixa na qual também participa como backing vocal .

As homenagens e emulações aos seus heróis musicais novamente dão o tom como na apaixonada "Stay with me", puro Tom Petty, e "I just might" que ecoa Bruce Springsteen em sua fase inicial de carreira.

A predominantemente acústica "My wrecking ball" é uma tocante canção em ode a necessária autodestruição pessoal, quando a renovação é a última saída. Diretamente, pode se associar aqui aos infindáveis problemas com drogas que o cantor enfrentou mas que, aparentemente, findaram. O tema reabilitação, peça chave deste trabalho, surge novamente em "Tired of giving up", canção em que Adams revela estar cansado de desistir ante as dificuldades que a vida oferece. A faixa de encerramento,"Let go", traz em si o clima de redenção e paz ligados à aquele que buscou arduamente por tais princípios e, finalmente, os alcançou.        

De fato, Ryan Adams, o disco, não representa nenhum tipo de novidade aos já habituados a seu universo musical , mas os fãs de boa música não tem do que reclama: afinal o caráter confessional e largamente biográfico faz deste disco um autêntico respirar, em tempos nos quais o artificialismo artístico predomina mundo afora.
            
(Site)

Tracklist:

1."Gimme Something Good"
2."Kim"  
3."Trouble"  
4."Am I Safe"  
5."My Wrecking Ball"
6."Stay with Me"  
7."Shadows"  
8."Feels Like Fire"  
9."I Just Might"  
10."Tired of Giving Up"
11."Let Go"  

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quinta-feira, 3 de julho de 2014
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Josh Ritter – The Animal Years

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Gênero: Folk / Country / Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2006

Comentário: "The Animal Years", do Josh Ritter, cantor e compositor estadunidense nascido em Idaho, um dos 50 estados localizados na Região dos Estados das Montanhas Rochosas, chega a mim meio que para preencher uma necessidade recente de ouvir, com empolgação de devorar, até, mais e mais do folk/country feito recentemente nos Estados Unidos.

Interpreto aqui essa necessidade como cultural, já que me sinto cada vez mais ligado com esse pedaço tão tradicional e dúbio de um país tão autocentrado que cada vez mais exporta uma música e mais profundo ainda, uma visão artística e cultural de si mesmo que não condiz muito com esse som tradicional que vai se adaptando para poder agradar e se fazer ainda presente. Não tenho nada contra essa adaptação de um pedaço tao rico de um país para que ela ainda exista, acho até importante. Anteriormente apresentei aqui o Carolina Chocolate Drops, banda a qual mantêm acessa uma tradição outrora esquecida e incorpora essa sonoridade em canções contemporâneas, até E de certa forma o Josh ainda faz isso, mas flertando com o contemporâneo de uma forma diferenciada: inserindo elementos novos em sua tradição – mudando um pouco a roupagem para ainda se fazer presente.

"Girl in The War" abre o álbum com umas cordas bastante tradicionais e a voz do Josh segue ao estilo dos gêneros, é suave, mas marca, se faz muito bem ouvida. Mesmo vendo elementos tradicionais dos gêneros que Ritter carrega julgo que a faixa está no álbum mais para "quebrar o gelo" e poder, de fato, introduzir o melhor do estilo do cara, que vejo estar presente aqui em "Lilian, Egypt". Cordas rápidas, batida corrida, voz um bocado mais estridente, um ar country permeando tudo e taqueparel, uma vibe muito da boa. Tradicionalzão, mas de certa forma reinventado, com algo de rebelde e descompromissado na sonoridade. Pra mim, de longe, uma das melhores do álbum.

Na faixa anterior, “Monster Ballads”, vínhamos uma balada tipicamente country. Um ritmo lento e uma batida bem ritmada, com umas cordas elevando-se aos poucos, boa faixa, mas nada de tão inovadora perto de “Lilian, Egypt”. Aliás, essas duas faixas já citadas, mais a seguinte “Idaho” compõe muito bem a melhor passagem do álbum. “Idaho” é composta, basicamente somente com a voz do Ritter, voz essa que mostra toda sua potência e diferenciação, toda sua entrega ao cantar sobre o seu estado, ouvimos somente bem de relance o que provavelmente parece ser um violão solitário seguindo os passos do Ritter em uma canção com uma letra tão bonita e tão entregue quanto a interpretação. A faixa tem um tom low-fi, parece meio experimental, uma puta duma faixa pra um álbum que, inicialmente, se mostra tão “certinho”.

“In The Dark” coloca o álbum de volta aos seus eixos com mais uma baladinha, calma e tranquila, na medida certa, não é excepcional não. “One More Mouth” volta ao experimentalismo, com uma distorção na voz do Ritter, mas novamente aqui temos uma calmaria, mas confesso que me entreguei pra essa faixa de tão bonitinha que ela é, tão delicada, mas inovadora dentro do contexto do álbum.

O álbum ganha um tom mais sombrio em “Thin Blue Flame”, que ameaça até a começar como as outras faixas, mas no meio já ganha um vocal quase falado e um piano bastante do agressivo, que aos poucos vai crescendo junto com a batida e o vocal se tornando cada vez mais rápido e mais cuspido. E essa faixa é foda, tem um tom meio maligno e sombrio que descombina com o álbum, mas depois retorna ao que era, com uma letra tão densa quanto a canção. Sério, ouçam, a faixa deveria ser a escolhida para encerrar o álbum de tão arrebatadora, se encaixaria muito melhor do que “Here At The Rigth Time”




Tracklist:
01. Girl in the War
02. Wolves
03. Monster Ballads
04. Lillian, Egypt
05. Idaho
06. In the Dark
07. One More Mouth
08. Good Man
09. Best for the Best
10. Thin Blue Flame
11. Here at the Right Time

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segunda-feira, 16 de junho de 2014
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Jack White - Lazaretto

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Gênero: Rock/Country
País: USA
Ano: 2014

Comentário: E chega ao mundão o segundo disco do Mrs. Jack White, “Lazaretto”, que, assim como seu primeiro disco (já resenhado bem aqui), vem se diferenciando de seus outros trabalhos e trazendo agradáveis surpresas. Antes de comentar as musicas, quero falar que o disco já é um marco, pois ele vem com um conceito chamado de “ultra LP”, que torna o disco mais interessante. Não vou ficar explicando o que isso significa, deixo vocês com um vídeo do próprio Jack branco falando, basta clicar aqui.

“Thrree Women” abre o álbum com uma boa energia, trazendo uma dança nos instrumentos, que são pontuadas ao fim dos versos cantados, o que traz uma dinâmica interessante para a musica, como se ela apresentasse os instrumentos que vão ser usados. Ela faz par com “Lazaretto”, que vem logo em seguida, continuando com um tom bem elétrico e animado. Elas duas já mostram uma boa construção musical que não se ouvia antes.

terça-feira, 9 de julho de 2013
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Ryan Adams - Heartbreaker

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Gênero: Country Alternativo
País: Estados Unidos
Ano: 2000

Comentário: Não existe coisa muito mais piegas que foto deitado com um cigarro. Portanto, Heartbreaker já parece um disco "coxinha" (pra citar meus amigos paulistanos). O próprio Ryan Adams tem uma estranha capacidade de parecer um Billy Joel mais babaca na capa de seus álbuns. O que é uma grande pena, tendo em vista a qualidade de seu trabalho.


Heartbreaker é um disco pesado e atormentado. Ryan vinha com seu primeiro disco da sua carreira solo, no famigerado gênero que é o country alternativo. Vindo de decepções amorosas e problemas com a vida em geral - pra não ficar me enumerando, já que não eram poucos - o jovem rapaz tinha tudo pra estragar sua própria música. O que saiu das sessões de gravação, porém, foi tocante, angustiante e lindamente melodioso.

A primeira música, To be young (is to be sad is to be high) é um clássico dos filmes de besteirol universitário. Uma pena, pois é um dos destaques do disco. A voz marcante de Adams entra junto de uma instrumentação country envergada, trabalhada fora das convenções. A batida e o ritmo relativamente alegres se contrapõe a letra melancólica.

Logo depois vem a dobradinha My winding wheel e Amy. Duas músicas que mostram muito do melhor do disco. Dois pedidos apaixonados por compaixão. Ryan Adams não é o Heartbreaker, ele é a pessoa de coração quebrado. Amy é, em especial, uma composição das mais bonitas que já ouvi. As vozes sobrepostas de Adams abrem espaço para uma bela soma de violão e violinos e a frase que mais bem definem tudo o que é construído por Adams: "Is God playing evil tricks on me? Oh, I love you Amy, do you still love me?"  tudo é mínimo e ainda assim desolador.

O disco segue com mais duas faixas que fecham a primeira metade com chave de ouro: Oh my sweet Carolina e Bartering Lines são ambas delicadas mas potentes. Bartering Lines, em especial, é talvez minha música favorita aqui, junto de Why do they leave? que tem um ótimo solo de gaita. Quase finalizando a viagem, temos In my time of need outra pequena balada mais do que clássica. Adams faz um country desconstruído mas ainda assim claramente country. É a subversão necessária para um gênero se manter vivo ao longo dos anos.

Heartbreaker não é um disco para todos os momentos. Muitas vezes ele pode soar depressivo demais ou auto depreciativo. Mas nos momentos em que faz sentido, em que toca exatamente o lugar em que foi feito pra chegar, é simplesmente arrasador. Suas composições são belíssimas, apesar de contidas, e as letras de Adams são de uma extrema sensibilidade. Não é seu único disco bom, mas é talvez seu melhor.

No fim das contas, é a estréia solo de um artista a ser respeitado, um livro para ser lido apesar da capa. É muitas vezes dessas exóticas combinações que se faz a melhor das experiências. Afinal, para um disco de country alternativo com tendências depressivas impressionar tanto um carioca feliz, a coisa tem de ser realmente boa.




Tracklist:
1. "(Argument with David Rawlings Concerning Morrissey)"
2. To be young (is to be sad, is to be high)
3. My Winding Wheel
4. AMY
5. Oh my sweet carolina 
6. Bartering Lines
7. Call Me On Your Way Back Home
8. Damn, Sam (I love a woman that rains)
9. Come pick me up
10. To be the one
11. Why do they leave
12. Shakedown on 9th street
13. Don't ask for the water
14. In my time of need

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quarta-feira, 13 de março de 2013
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Neko Case - Blacklisted

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Gênero: Alt-Country, Folk
País: E.U.A.
Ano: 2002

Comentário:

A voz ímpar desta mulher me encantou desde a primeira vez que a ouvi. Neko Case é uma cantora e compositora estadunidense com seus 42 anos de idade e que já participou de alguns outros projetos musicais como é o caso de The New Pornographers. Neko Case iniciou sua carreira solo como "Neko Case and Her Boyfriends", mas atualmente utiliza só o seu nome (o que é uma pena, por que aquele título era legal). Nessa carreira solo ela já possui oito álbuns e este que vos posto, o Blacklisted, é um dos mais apreciados da cantora e, na minha opinião, o melhor que ouvi até o momento.

Blacklisted é um maravilhoso álbum de country alternativo. Apesar das muitas discussões em torno desse termo, vamos dizer que o som executado por Neko Case é uma espécie de country com influências de estilos mais modernos como o indie rock (infelizmente, outro termo muito abrangente), mas que sempre soa com a intensidade do country original da primeira metade do século passado. Na realidade, intensidade é uma palavra que serve pra definir bem as músicas de Neko e isto se deve em grande parte à sua voz forte e marcante, sabendo variar entre os momentos mais sutis e os mais "poderosos".

O álbum tem uma duração de apenas trinta e nove minutos, o que eu considero curta. Mesmo assim, ele já inicia em grande estilo com a música Things That Scare Me que contém em si uma crítica bastante sutil ao tão cobiçado "american dream". Vale salientar que, apesar de Neko ter alcançado certa fama, suas músicas não soam como produtos industrializados em massa para agradar o público (apesar de que realmente agradam), mas nota-se que há profundidade e criatividade artística. Pelo fato de ser curto, é um álbum de facílima audição em que eu acredito ter seu ponto forte em sua parte final, com as últimas músicas, apesar de que não há, em minha opinião, músicas que não sejam boas ou que fiquem apenas como pano de fundo.

A faixa Blacklisted é uma música sensacional que com apenas dois minutos de duração é, ainda assim, uma canção com um forte tom emotivo. Considero genial quando na parte da letra "Slow down fast train/ Take me with you", a instrumentação imita o som de um trem. Em sequência, temos o que talvez seja o maior sucesso da cantora, a música "I Wish I Was The Moon", que foi, de fato, a primeira música dela que ouvi. Não sabia eu que a música fez parte da série True Blood por que não a acompanho, mas pelo visto isto serviu pra dar maior notoriedade à Neko. Temos ainda em seguida uma versão de "Runnin' Out Of Fools", música que já fez sucesso nas vozes de Aretha Franklin e Elvis Costello. Acho que seria arriscado dizer que essa versão é melhor que as outras, mas com certeza consegue se equiparar a elas.

Enfim, para quem curte o estilo ou pretende conhecer, é uma boa pedida, seja você fã de True Blood ou não, como é o meu caso.



Tracklist:

01. Things That Scare Me - 02:30
02. Deep Red Bells – 04:03
03. With Bees (Outro) – 01:35
04. Lady Pilot – 02:26
05. Tightly – 02:16
06. Look for Me (I'll Be Around) – 03:21
07. Stinging Velvet – 02:55
08. Pretty Girls – 03:25
09. I Missed the Point – 01:52
10. Blacklisted – 02:22
11. I Wish I Was the Moon – 03:34
12. Runnin' Out of Fools – 03:05
13. Ghost Wiring – 03:54
14. With Bees (Outro)(Reprise)(Bonus Track) - 02:25


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quinta-feira, 24 de maio de 2012
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The Black Belles - The Black Belles

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Gênero: Garage Rock, Alternative Rock, Alternative Country
País: Estados Unidos
Ano: 2011

Comentário: O The Black Belles faz um som que pode ser definido como Garage Country Goth Rock. Sim, isso existe. Vintage, sombrio, com influencias de Country Music, elas lançaram em 2011 seu primeiro disco pela Third Man Records, gravadora de um dos maiores workaholics da música atual, Jack White. O visual delas reflete bem a obscuridade da música, roupas escuras, chapéus e maquiagem carregada contrastando com suas peles pálidas compõe o "uniforme" da banda. O som delas é bem a cara da Third Man Records, gravadora que além do próprio Jack White e seus milhares de projetos, traz em seu catálogo artistas como Karen Elson e Wanda Jackson.

O disco abre com "Leave You A Letter" com sua guitarra hipnótica, já expõe logo de cara o clima sombrio que acompanha todo o disco. "In A Cage" junto com a dançante "Wishing Well" são um dos maiores destaque do disco, seguidas por "Honky Tonk Horror" que peso ao disco. A ótima "The Wrong Door" soa como uma banda de rock dos anos 60. A pesada e maravilhosa "The Tease" mantém o nível na metade do disco, "Howl At The Moon" é a mais country do disco, o piano envolvente de "Not Tonight" seguido por "Hey Velda" fecham o disco de uma forma que não poderia ser melhor. The Black Belles é um grande disco e certamente essas quatro garotas do Tennessee ainda vão fazer muito barulho por aí. Jack White acertou mais uma vez.

Tracklist:
1. Leave You With A Letter
2. In a Cage
3. Wishing Well
4. Honky Tonk Horror
5. The Wrong Door
6. Breathing Down My Neck
7.  The Tease
8. Howl At The Moon
9. Pushing Up Daisies
10. Not Tonight
11. Hey Velda

MEGA


sexta-feira, 11 de maio de 2012
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Caitlin Rose - Own Side Now

2 comentários
Gênero: Alternative Country
País: EUA
Ano: 2010

Comentário: Antes de mais nada, queria dizer que este álbum é bem o que parece: afeminado. E também queria dizer que, apesar disso, não sou gay. Enfim, vamos à resenha.
 Criada no interior do Tennessee (suldeste dos EUA), Caitlin Rose, antes desse lançamento apenas participou de uma banda de garagem indie local, que a propósito, não durou muito. Sendo assim, este álbum é praticamente sua estréia no mundo da música e apesar da temática garota-criada-no-interior-que-sonha-em-conhecer-o-mundo, pra lá de batida, seu hábito não-saudável nos traz o ponto alto do disco: Shangai Cigarettes.
Após o início lento de Learning To Ride, a canção melosa (não que eu não tenha gostado, só achei afeminado demais pra mim, ainda assim é uma ótima faixa) que deu nome ao disco, Own Side, e For The Rabbits; a quarta faixa da início a parte boa do álbum: Shangai Cigarettes + New York + Spare Me (Fetzer's Blues) + Things Change. Não estou dizendo em momento algum que o release acabe aí, mas com exceção (das já citadas e) de Sinful Wishing Well, as outras canções não me agradam tanto assim.
 Vocês então provavelmente se perguntarão: porquê caralhos eu resolvi postar esse álbum; e sinceramente: porque (considerando que é seu "primeiro" trabalho) eu gostei tanto dessas faixas que imagino que se ela chegar a amadurecer seu estilo, teremos um grande segundo álbum que não hesitarei em postar (mesmo que vocês me achem homossexual).

Site//MySpace//LastFM

Tracklist:
1. "Learning To Ride" - 4:29
2. "Own Side" - 3:57
3. "For The Rabbits" - 4:52
4. "Shangai Cigarettes" - 3:52
5. "New York" - 4:47
6. "Spare Me (Fetzer's Blues)" - 3:44
7. "Things Change" - 5:57
8. "That's Alright" - 4:23
9. "Sinful Wishing Well" - 4:22
10. "Coming Up" - 5:26

Bayfiles//Depositfiles//Rapidshare

terça-feira, 17 de abril de 2012
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Jack White - Blunderbuss

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Gênero: Alternative Rock, Garage Rock, Blues Rock, Indie Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: Jack White é um músico/produtor conhecido pelo seu trabalho em bandas como White Stripes, The Dead Weather e The Raconteurs. Jack é considerado pela Rolling Stone Magazine como um dos 100 melhores guitarristas da história, entre outros títulos e prêmios conquistados por ele durante sua carreira. Em abril desse ano sai o tão aguardado disco solo. Confesso que fiquei meio desconfiado com o lançamento do primeiro single, "Love Interruption" não é exatamente uma boa música, porém, o segundo single "Sixteen Saltines" uma música excelente, com a cara de Jack White. O disco foi escrito, gravado e produzido inteiro por ele e lançado pela própria gravadora, coisas de Jack White. Os dois singles, "Love Interruption" e "Sixteen Saltines" foram apresentadas no Saturday Night Live. A faixa "Freedom At 21" foi lançada em CDs amarrados a balões de hélio, os fãs que achavam os CDs poderiam fazer um check in no site do músico, indicando onde o CD foi achado.

O disco abre com "Missing Pieces" e um piano suave de White, seguida pela já citada e incrível "Sixteen Saltines", "Freedon At 21" e a dispensável "Love Interruption". A faixa título, "Blunderbuss" é uma baladinha que lembra alguns b-sides do White Stripes. "Weep Themselves To Sleep" é uma faixa que merece destaque, seguida pela dançante "I'm Shakin", "I Guess I Should Go To Sleep" é outra faixa que conta com Jack White no piano, de forma genial. O disco fecha com "Take Me With You When You Go". Blundesbuss é um disco com uma bela capa e que seria perfeito se não fosse por "Love Interruption", na boa, essa música é muito ruim.

Tracklist:
1. Missing Pieces
2. Sixteen Saltines
3.  Freedom At 21
4. Love Interruption
5. Blunderbuss
6. Hypocritical Kiss
7. Weep Themselves To Sleep
8. I'm Shakin'
9. Trash Tongue Talker
10. Hip (Eponymous) Poor Boy
11. I Guess I Should Go To Sleep
12. On an On and On
13 Take Me With You When You Go

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sábado, 14 de janeiro de 2012
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The Folsoms - Outlaw Country

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Gênero: Alternative Country
País: Brasil
Ano: 2010

Comentário:  "Folsom Prison Blues. O título da música antológica de Johnny Cash deu nome a uma dais mais importantes bandas do Alternative Country brasileiro: o The Folsoms. Em uma sonoridade que integra o Outlaw Country e o Rock Underground o grupo criado em Belo Horizonte em 2005 destaca-se no cenário nacional como uma das mais prestigiadas no estilo.

Conhecida por seu shows marcantes a banda lança em outubro de 2010 seu primeiro CD, pela gravadora 53HC / V8 Records. Com respeito a suas matrizes e com a apresentação de seu repertório autoral o The Folsoms mostra sua habilidade em transitar por públicos diversos sem perder sua essência fazendo uma ponte legítima entre o Country e o Rock."  Texto retirado do Myspace da banda.

Há algum tempo venho pensando em postar alguma banda da minha cidade, optei pelo The Folsoms, pois acho uma das bandas mais interessantes do underground de BH, eles possuem uma sonoridade influenciada pelo mito Johnny Cash e sempre fazem shows muito animados, eu já assisti a uns dois shows deles e posso garantir que é coisa de primeira. Não consegui achar muitas informações sobre eles na internet, o vídeo abaixo tem uma pequena entrevista feita em um programa de TV e uma apresentação da música que abre o disco, a música começa aos 2:54, o resto da entrevista e outras músicas podem ser vistos aqui e aqui.

MySpace

Tracklist:
1. I'm So Tired
2. He Wanted Out
3. White Queen
4. Runaway
5. My Dear Friend
6 You And Me
7. Nobody's Sweet Like My Baby
8. No Goodbyes
9. Lonely Fools
10. Ilusion
11. She
12. The Bourbon King
13. A Carcaça De Um Outro Alguém + Cavaleiros Do Céu

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