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domingo, 14 de setembro de 2014
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Death From Above 1979 - The Physical World

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Gênero: Dance Punk, Stoner Rock, Noise Rock
País: Canadá
Ano: 2014

Comentário: No longínquo ano de 2004 o Dance Punk com tons de Stoner Rock do Death From Above 1979 confundia pessoas por aí. Com músicas que ao mesmo tempo podiam encher pistas de dança e criar grandes rodas de mosh, o duo canadense fez seu nome sair do underground e conquistar fãs devotos e críticas positivas mundo afora. A banda formada por um baixista e um baterista ganhou remixes de Justice e Josh Homme, teve música sampleada pelo Cristal Castles e uma singela homenagem dos brasileiros do CSS.

Após o lançamento de apenas um disco a banda se separou. Agora, 10 anos após o lançamento do até então único disco, o incrível You’re A Woman, I’m A Machine, o Death From Above 1979 retorna com um disco tão pesado e dançante quanto seu predecessor, vencendo o ceticismo de muitos, inclusive o meu.

The Physical World é um deleite para os fãs da Death From Above 1979. Produzido por Dave Sardy, que já trabalhou com Oasis, LCD Soundsystem e Nine Inch Nails, o disco, já na música de abertura, “Cheap Talk”, mostra que a banda não perdeu o ritmo e o baixo distorcido em conjunto com os sintetizadores tímidos empolgam qualquer um. Acompanhada de “Right On Frankstein” e a super dançante “Virgins”, o ouvinte já está convencido da qualidade do disco logo em sua sequência inicial. Aos que ainda tinham dúvidas, cabe às ótimas “Nothin’ Left” e “Government Trash” saná-las. Fechando com a faixa título, a monstruosa "The Physical World", fica a vontade de ouvir de novo e de novo este que é um dos melhores discos do gênero lançados este ano.

E que venham os próximos 10 anos!

Tracklist:
1. Cheap Talk
2. Right On, Frankenstein!
3. Virgins
4. Always On
5. Crystal Ball
6. White Is Red
7. Trainwreck 1979
8. Nothin' Left
9. Government Trash
10. Gemini
11. The Physical World

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sábado, 30 de novembro de 2013
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LCD Soundsystem - This Is Happening

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Gênero: Dance-punk/ Eletronic/ Indie
País: EUA
Ano: 2010

Comentário:
This is Happening entrou fácil na minha lista de melhores de 2010 — mesmo que eu o tenha curtido já em 2011 —, e também na de muitos, visto que o agradável e animador CD pode ser encontrado sem nenhum esforço em listas de 2010, vindo até a encabeçar algumas delas. Não é uma obra necessariamente única, mas é específica e artisticamente original.

Em um breve histórico, o homem por trás deste trabalho, que já rendera 3 álbuns, materiais virtuais e vários singles, é o músico, produtor e Dj James Murphy, co-fundador da gravadora independente de dancepunk DFA Records (o que lhe garantiu uma treta judicial com o Death from Above 1979). Responsável também por produzir remixes para nomes como Radio 4, Le Tigre, N.E.R.D., Soulwax, Blues Explosion, Nine Inch Nails, Automato, Gorillaz, UNKLE e The Chemical Brothers.

Seu maior e mais notável projeto, responsável por tanta aclamação, é a banda LCD Soundsystem, formada em 2002 na cidade de Nova Iorque, e que chamou atenção desde seu primeiro single "Losing My Edge". Em 2005 foi lançado o debut e homônimo, acolhido pela crítica especializada e que contava com o mais novo hit "Daft Punk Is Playing at My House", tornando-se uma das maiores revelações do ano. No ano seguinte, apresentou-se no nosso Skol Beats, em São Paulo, onde dividiu o palco com Prodigy, DJ Marky e Armin van Buuren. No mesmo ano lançaram e disponibilizaram para download a faixa ''45:33'' como parte de uma promoção da Nike, exclusivamente pelo iTunes. O ano de 2007 ganhou seu segundo álbum de Murphy, intitulado Sound of Silver, onde mais uma vez as pessoas e revistas especializas desdobraram-se em elogios. Em novembro do mesmo ano LCD Soundsystem volta ao Brasil e se apresenta na Via Funchal, também São Paulo, com abertura do músico sueco The Field. Ao final desta turnê, é lançada a faixa "Big Ideas" para a trilha do filme ''21'' (conhecido no Brasil como ''Quebrando a Banca'').

This Is Happening só veio anos mais tarde, e depois de todo este tempo de produção, chegou mais uma vez surpreendendo seus fãs e críticos. Apesar de ter vazado antes de seu lançamento — frustração desabafada pelo próprio James Murphy — podemos notar que suas expectativas foram bem saciadas. A música "Drunk Girls" ganhou um clipe, produzido pelo conceituado Spike Jonze (tendo em seu currículo clipes como "Sabotage", dos Beastie Boys; "Wonderboy", de Tenacious D; "The Suburbs", do encabeçador de listas Arcade Fire; além de ter feito de muitos outros grupos, como R.E.M., Daft Punk, The Chemical Brothers, Dinosaur Jr., Teenage Fanclub, Björk, Fatboy Slim, ...) e que certamente merece um super destaque pela criatividade e humor à dar as mãos por esta letra doentia.

Um trabalho pop mas com uma certa progressividade, por vezes em calda de introspecção, se recusando a fazer músicas curtas meramente comerciais. Com um toque extremamente europeu, nos remetendo principalmente as atuais promessas suecas, a banda também nos faz relembrar, delicadamente, de Bowie, Velvet Underground e outros arcossauros. As passagens, muitas vezes altamente repetitivas, estão longe de serem cansativas, criando um clima duradouro, mas um tanto dançante, para ser ouvido nas mais requintadas noitadas, ou mesmo em casa, durante seu processo mental mais criativo do dia — ou ainda para estimula-lo. Um pop feito a partir de inacessibilidades musicais unidas à influências populares do mundo geek. Isso fica claro por suas letras, fazendo referências que nem todo mundo entenderá..

E encerrando, quando escrevi este post, o LCD Soundsystem ainda existia; Murphy não havia participado, ao lado de Andre 3000 (OutKast), do single "Doyathing" do Gorillaz;  Não havia produzido o mais recente disco do Arcade FireReflektor; ....



domingo, 10 de novembro de 2013
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Sleigh Bells - Bitter Rivals

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Gênero: Noise Pop, Dance Punk, Indie Pop
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: Originário de Nova York o duo Noise Pop formado pela vocalista Alexys Krauss e o guitarrista Derek Miller (ex-membro da banda hardcore Poison The Well) traz em Bitter Rivals, seu terceiro disco, uma continuação natural do lançamento anterior, o excelente Reign Of Terror de 2012. Cada vez mais pop e menos noise o Sleigh Bells apresenta neste disco um som mais limpo, fato este que pode acarretar a reprovação daqueles que apreciaram os trabalhos antigos da banda.

O disco abre com a faixa título ‘Bitter Rivals’ uma música que é cara do Sleigh Bells e justifica sua escolha como primeiro single do novo disco. ‘Sugarcane’ já mostra a face mais pop dessa nova fase. Em seguida as explosivas ‘Minnie’ e ‘Sing Like a Wire’, provavelmente as duas que mais lembram os trabalhos anteriores do duo. A partir de ‘Young Legends’ a coisa desanda para o lado do pop de uma vez. Destaque para a faixa ‘You Don’t Get Me Twice’, uma das melhores de toda a carreira da banda.

Tracklist:
1. Bitter Rivals
2. Sugarcane
3. Minnie
4. Sing Like A Wire
5. Young Legends
6. Tiger Kit
7. You Don't Get Me Twice
8. To Hell With You
9. 24
10. Love Sick

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terça-feira, 22 de janeiro de 2013
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DZ Deathrays - Bloodstreams

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Gênero: Dance Punk, Noise Rock, Indie Rock, Thrash Pop
País: Austrália
Ano: 2012

Comentário: O que esperar de uma banda formada para tocar em festas? O Dz Deathrays traz em seu álbum de estreia um verdadeiro ataque sonoro. Com uma explosão guitarras carregadas o duo australiano faz um álbum consistente, do tipo que você quer ouvir mais e mais vezes, sempre no volume máximo. Bloodstreams é um disco enérgico e dançante, carregado de peso e fúria.

Com influência clara de bandas como o Death From Above 1979 o Dz Deathrays caiu nas graças da mídia e recebeu críticas positivas de veículos como o Pitchfork e a NME.

Ao final da introdução os riffs pesados e dançantes de "Teenage Kickstar" mostram a que o DZ Deathrays veio, abrindo Bloodstreams da melhor forma possível, com uma música rápida que exala a essência da banda fazendo o ouvinte se apaixonar logo nos primeiros minutos. "Cops Capacity" segue com o peso e qualidade da banda, destilando peso em uma das melhores faixas do disco. Uma faixa que merece destaque é "Play Dead", uma música mais leve, ao melhor estilo indie rock, que junto com "Gebbie Street" dá um brilho a mais ao disco que ainda traz outras pérolas como "Dollar Chills", "Debt Death" e "LA Lightining". Bloodstream surpreende na qualidade, tirando aquela banda que tocava em festinhas na Austrália e a leva para festinhas ao redor do mundo.

Tracklist:
1. Intro
2. Teenage Kickstar
3. Cops Capacity
4. No Sleep
5. Play Dead
6. Gebbie Street
7. Dinomight
8. Dollar Chills
9. Debt Death
10. Dumb It Down
11. LA Lighting
12. Trans AM

MEGA // Novafile

quarta-feira, 7 de novembro de 2012
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Crystal Castles - Crystal Castles III

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Gênero: Experimental, Noise Pop, Dance Punk, Chiptune
País: Canadá
Ano: 2012

Comentário: O duo canadense Crystal Castles, uma das bandas mais legais dos últimos tempos,  retorna para seu terceiro disco, o tão aguardado Crystal Castles III. O disco traz uma sonoridade diferente dos lançamentos anteriores, claramente a banda amadureceu, e a evolução fica clara logo na primeira faixa, a sombria "Plague". Os três singles lançados anteriormente, a já citada "Plague", "Wrtah Of God" e "Affection" já revelavam essa evolução sonora.

O Crystal Castles foi formado em 2004, em Toronto, pelo produtor Ethan Kath e a vocalista Alice Glass. Conhecidos por suas performances caóticas, a barulheira, os samplers de video games antigos, e o caos musical de seus dois discos anteriores, a banda deixa um pouco de lado esse passado para mergulhar de cabeça em águas mais profundas, flertando por vezes com gêneros como o witch house e o gótico. Todos os pedais e teclados utilizados nos dois primeiros discos foram substituídos, criando uma nova paleta de sons, como revelado por Ethan.

III tem como tema principal a opressão, como dito em entrevista a NME pela vocalista Alice Glass, e isso fica claro logo na capa do disco, a foto de uma mulher segurando seu filho, exposto uma bomba de gás lacrimogêneo durante um protesto no Iêmen em 2011.

Crystal Castles III é um disco atmosférico, pesado, asfixiante, com músicas de tamanha densidade que por vezes beiram a solidez, se tornando quase um objeto concreto, fato este que o torna um dos lançamentos mais interessantes do ano.

Tracklist:
1. Plague
2. Kerosene
3. Wrath Of God
4. Affection
5. Pale Flesh
6. Sad Eyes
7. Insulin
8. Transgender
9. Violent Youth
10. Telepath
11. Mercenary
12. Child I Will Hurt You

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sexta-feira, 6 de julho de 2012
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Pignes LIVE! # 11 - Crystal Castles - Live At Reading Festival 2011

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Gênero: Experimental, Electronic, Noise Pop, Dance Punk
País de Origem: Canadá
Quando: 27 de agosto de 2011.
Onde: Reading Festival, Inglaterra

Comentário: O Crystal Castles foi formado em 2004, no Canadá, pelo produtor Ethan Kath e a ex-vocalista de uma banda punk Alice Glass. Em 2008 lançaram seu primeiro disco que levava o nome da banda, nessa época a música "Alice Pratice" (que era na verdade um teste de vocal de Alice gravada por um dos engenheiros do estúdio e lançado por Ethan na internet) já era conhecida e isso trouxe certa expectativa para esse lançamento, que foi considerado pela NME um dos 100 melhores discos da década. O disco era uma compilação de singles lançados anteriormente pela banda, musicas do começo da carreira e três inéditas. O segundo disco, Crystal Castles II foi lançado em 2010 e trazia em uma de suas faixas, "Not In Love" a participação de Robert Smith do The Cure. O disco foi gravado em vários locais diferentes, como uma igreja abandonada na Islândia, uma garagem em uma farmácia abandonada em Ontário e em um estúdio em Londres.

Um dos maiores atrativos do duo canadense Crystal Castles são suas performances explosivas, com sua vocalista Alice Glass se jogando por cima da plateia, correndo e dançando em um mix de euforia e desespero. No ano de 2011 a banda já havia lançado seu segundo disco, o aclamadíssimo Crystal Castles II, e conquistado público e crítica, um show no Reading Festival, um dos festivais mais importantes do mundo, viria para consolidar a banda, que fez uma performance típica do Crystal Castles, carregada de energia e caos, a banda levantou o público e fez um dos melhores shows do festival naquele ano. Trazendo em seu set músicas do novo disco, como "Baptism", "Celestica" e "Not In Love" e clássicos do primeiro disco, como a ótima "Alice Pratice", uma das melhores da banda, Alice não parou um segundo, subiu na bateria, se jogou no público e levou todos do local ao delírio, provando ser uma das melhores bandas ao vivo da atualidade.

Tracklist:
1. Intimate
2. Baptism
3. Suffocation
4. Alice Pratice
5. Air War
6. Black Panther
7. Celestica
8. Not In Love

Parte 1: Jumbofiles
Parte 2: Jumbofiles



sexta-feira, 25 de maio de 2012
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Tying Tiffany - Dark Days, White Nights

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Gênero: Electroclash, Synthpop, Shoegaze, Experimental
País: Itália
Ano: 2012

Comentário: Vinda da cena Indie Rock italiana, a ex-baixista, Tying Tiffany, que também já atuou em filmes independentes, lançou em 2005 a primeira música desse novo projeto, que saiu na coletânea Full Body Workout Vol. 2, da gravadora de música eletrônica alemã Get Physical. Em 2005 ela lançou seu primeiro disco, Undercover, e de lá pra cá ela não parou mais, foram dois discos e dois Ep's até chegar ao disco em questão, Dark Days, White Nights.

 Dark Days, White Nights começa com a épica "New Colony", a música é grandiosa, a típica música de abertura. "Dark Day" é mais dançante, e tem mais a cara de Tying Tiffany, "Drowin" faz parte da trilha sonora do jogo FIFA 12 e é uma grande música. "Sinistral" cumpre o que título promete, é bom gothic rock, ecos de Siouxsie And The Banshees podem ser ouvidos durante a música. "She Never Dies" tem uma batida forte, é a mais dançante do disco. "Universe" e "Unleashed" são duas músicas bem post-industrial. "5 am" tem um clima ambiente que mesmo em meio a barulheira de algumas músicas não destoa do resto do disco, certamente um dos maiores destaques. "White Nights" fecha o disco invocando novamente o clima Gothic Rock.

Tracklist:
1. New Colony
2. Dark Day
3. Drownin
4. Sinistral
5. She Never Dies
6. Universe
7. Unleashed
8. 5 Am
9. Lepers Of The Sun
10. White Night

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quarta-feira, 23 de maio de 2012
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You Love Her Coz She's Dead - You Love Her Coz She's Dead

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Gênero: Dance Punk, Noise, Experimental, 8-Bit, Electroclash, Digital Hardcore
País: Inglaterra
Ano: 2011

Comentário: A primeira vez que ouvi o You Love Her Coz She's Dead achei que era só mais uma banda tentando ser o Crystal Castles, depois percebi que o som deles vai bem além disso. Formado em 2007 por Jay Rocky Dead e Elle Dead, o duo de música eletrônica britânico mistura vários estilos em uma barulheira caótica que pode causar certo estranhamento para aqueles que não estão acostumados ao estilo.

A banda assinou com o selo Kitsuné em 2008, lançando no mesmo ano a música "Wizards" em uma coletânea da gravadora, que contou também com nomes como Does It Offend You Yeah, The Chemical Brothers, Hot Chip e The Gossip. No mesmo ano a música "Superheroes" foi lançada também em uma coletânea da referida gravadora, que dessa vez contava com bandas como La Roux e Digitalism. Em 2011 o álbum homônimo foi lançado.

O disco abre com "Leap Of Desire" uma faixa excelente, logo de cara mostrando todo o poder da banda, com Elle gritando os pulmões para fora, como é feito na maior parte do disco, com samples de vídeo games antigos e uma batida marcante a música certamente foi uma ótima escolha para a abertura do disco, seguida por "Sunday Best", que é a faixa mais dançante do disco, com uma linha de baixo muito bem feita é uma música feita para as pistas. "Mud", a minha preferida, traz bastante elementos de dubstep misturada com a barulheira que a banda sabe fazer muito bem. "Legacy", é uma música cativante, com um refrão marcante é um dos grandes destaques do disco, seguida pela ótima "Blinded". "Pull Out The Nails" é explosiva, dançante e barulhenta, funciona muito bem ao vivo. O Disco fecha com a calma "Softer Cell". You Love Coz She's Dead é um disco para ser ouvido sempre, SEMPRE, no volume máximo.

Infelizmente, em abril desse ano, por meio do Facebook foi anunciado que Elle deixaria o You Love Coz She's Dead, isso deixa a banda em uma situação bem difícil e perto do fim.

Tracklist:
1. Leap Of Desire
2. Sunday Best
3. Mud (feat. Sucker Twin)
4. Legacy
5. Blinded
6. This Is Raid
7. Pull Out The Nails
8. Leap Of Desire II
9. Nowhere To Run
10. Softer Cell

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sábado, 25 de fevereiro de 2012
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The Ting Tings - Sounds From Nowheresville

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Gênero: Indie Pop, Indie Rock, Dance Punk
País: Inglaterra
Ano: 2012

Comentário: Depois de uma longa espera o duo britânico The Ting Tings lança Sounds From Nowhersville, sucessor do ótimo We Started Nothing, de 2008. O esperado segundo disco foi adiado por várias vezes, até seu lançamento enfim em 2012, o que aparentemente despertou certa antipatia por parte dos fãs. O disco recebeu críticas pesadas e eu sinceramente não entendo o porquê, o disco realmente não é tão bom quanto We Started Nothing, mas de forma alguma é um disco ruim, é um ótimo disco pop, as pessoas parecem que esqueceram o tipo de música pop que é feita hoje em dia, perto dos hits radiofônicos atuais Sounds From Nowheresville é uma obra prima.

O disco, que originalmente se chamaria Kunst, teve seu lançamento cancelado em 2010, segundo a banda por que soava muito igual a tudo que tocava na época. Sounds From Nowheresville traz ótimas músicas pop, como pode ser visto na sequencia inicial com "Silence", "Hit Me Down Sonny" e "Hang It Up", o disco traz também uma nova face da banda, com músicas mais sérias como "Guggenheim" e "Day To Day" e a quase tropical "Soul Killing", que me lembrou bastante o Copacabana Club, o disco encerra com a melancólica "In Your Life", que é o tipo de música que eu jamais esperava do The Ting Tings.

MySpace

Tracklist:
1. Silence
2. Hit Me Down Sonny
3. Hang It Up
4. Give It Back
5. Guggenheim
6. Soul Killing
7. One By One
8. Day To Day
9. Help
10. In Your Life

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
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Sleigh Bells - Reign Of Terror

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Gênero: Noise Pop, Indie Pop, Dance Punk
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: Sleigh Bells é um duo norte americano de noise pop composto pelo guitarrista/produtor Derek Miller e pela bela vocalista Alexis Krauss, formado no Brooklyn, em Nova York no ano de 2008. Em 2010 a banda lançou o seu disco de estréia Treats, um ótimo disco que trouxe fama a banda, que se apresentou no Coachella e no Pitchfork Music Festival daquele ano. Treats trazia músicas que misturavam um som pop radiofônico com uma barulheira eletrônica e guitarras distorcidas, formula que deu extremamente certo e pode ser vista em músicas como “Infinite Guitars” que fez parte de um comercial do Windows Phone.

Em seu segundo disco o Sleigh Bells afasta a tal “maldição do segundo disco”, Reign Of Terror é um disco ótimo, que deve ser ouvido no último volume, como já mostrava o Video Promocional liberado pela banda no final do ano passado. Reign Of Terror é mais pesado que seu antecessor e a combinação de melodias pop e guitarras distorcidas soa absurdamente bem. O disco abre com explosiva faixa ao vivo “True Shred Guitar”, que junto com “Born To Lose” e “Crush” fazem uma ótima abertura para o disco, a parte mais pop do disco fica por conta da seqüência “End Of The Line”, “Leader Of The Pack” e “Comeback Kid”, o peso da guitarra de Derek volta em “Demons”, o disco fecha com a excelente “D.O.A.”.

MySpace

Tracklist:
1. True Shred Guitar
2. Born To Lose
3. Crush
4. End Of The Line
5. Leader Of The Pack
6. Comeback Kid
7. Demons
8. Road To Hell
9. You Lost Me
10. Never Say Die
11. D.O.A.


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quinta-feira, 10 de novembro de 2011
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!!! - Myth Takes

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Gênero: Dance-Punk / Indie Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2007

Comentário: Que sensação deveria ser causada pelo som de uma banda que atende pela alcunha de três exclamações? Certamente, causa surpresa. O !!! - ou Chk Chk Chk - é um grupo de Dance-Punk. Aliás, é O grupo de Dance-Punk. Acredito que eles sejam os maiores expoentes do gênero em atividade.
Tal estilo se revela como um Indie Rock mais puxado pro eletrônico, assim como o LCD Soundsystem, só que de uma maneira muito mais obscura. É um jeito desajeitado e voraz de fazer música dançante.
Achei o som interessantíssimo, embora não tenha me aprofundado na discografia do grupo. Segue o álbum que mais me agradou. De acordo com as suas músicas, acredito que o desempenho da banda no palco deve ser bastante enérgico.


[ Site Oficial / MySpace / LastFM ]

Tracklist:
  1. "Myth Takes" - 2:24
  2. "All My Heroes Are Weirdos" - 3:04
  3. "Must Be the Moon" - 5:56
  4. "A New Name" - 4:55
  5. "Heart of Hearts" - 6:02
  6. "Sweet Life" - 3:46
  7. "Yadnus" - 5:13
  8. "Bend Over Beethoven" - 8:06
  9. "Break in Case of Anything" - 3:39
  10. "Infinifold - 5:11

Myth Takes by Victoria Mil

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domingo, 23 de outubro de 2011
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Crystal Castles - Crystal Castles

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Gênero: Experimental, Eletrônico, Noise Pop, Dance Punk
País: Canadá
Ano: 2008

Comentário: Formada em 2003, em Toronto, Canadá, por Ethan Kath e Alice Glass, Crystal Castles faz um som eletrônico estranho,com samplers de vídeo games antigos, ruídos, cheio de sintetizadores e coisas que fizeram a minha mãe definir a banda como “ A pior coisa que eu já ouvi”. A banda lançou dois discos, “Crystal Castles” de 2008 e “Crystal Castles II” de 2010, o nome da banda é inspirado pela personagem She-Ra (Vocês devem se lembrar dela).

Os shows são sempre caóticos e cheios de energia, a banda fez uma apresentação no seriado britânico Skins, tocando a faixa Alice Pratice, uma das melhores do primeiro disco que é recheado de esquisitices e coisas que atraíram toda a atenção à banda, que seguiu se apresentando em programas de TV e grandes festivais como o Coachella e o Glastonbury.

A faixa “Untrust Us”, que abre o disco, tem um sampler de “Dead Womb” do Death From Above 1979, o disco segue com "Crimewave" e "Alice Pratice", dois dos maiores hits da banda, "Xxzxcuzx Me" soa genial, lá pela metade o disco dá uma aliviada na esquisitice, que volta com força total em “Love and Caring”, o disco fecha com a suave “Tell Me What to Swallow”.

Crystal Castles é com certeza uma das bandas mais interessantes dos últimos tempos, como definido pela NME, que colocou o primeiro disco da banda entre os 100 melhores dos últimos 10 anos, ou pela definição da BBC “é ser lançado à deriva em um vórtice de dor ensurdecedor... você tem a sensação de que poderia fazer qualquer coisa, mas “qualquer coisa” acabaria por não significar nada”, eu não conseguiria definir de forma melhor.

Tracklist:
1. Untrust US
2. Alice Pratice
3. Crimewave
4. Magic Spells
5. Xxzxcuzx Me
6. Air War
7. Courtship Dating
8. Good Time
9. 1991
10. Vanished
11. Knights
12. Love and Caring
13. Through The Housiery
14. Reckless
15. Black Panther
16. Tell Me What To Swallow

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