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quinta-feira, 6 de março de 2014

Kiss The Anus Of A Black Cat - Hewers Of Wood And Drawers Of Water
Categories :
Gênero: Neofolk
País: Bélgica
Ano: 2010
Comentário: Formada em Gent, Bélgica, em 2004, o Kiss The Anus Of A Black Cat foi felícíssimo ao escolher seu nome. Derivado de um ritual mágico de bruxas medievais, nada encaixa melhor na sonoridade mística da banda, apesar da nossa visão moderna nos forçar a achar estranho.
A temática do grupo é, em todas as formas, mágica: xamanismo, ocultismo, bruxaria, satanismo; tudo se encaixa numa vibe totalmente ritualística. As músicas tem levadas hipnóticas, com bases acústicas e os vocais trêmulos, intensos e maravilhosos de Stef Heeren. Quando achamos estar diante de algo leve e sadio, rapidamente as músicas se tornam máquinas do tempo nos levado a uma obscura Europa medieval, onde o limite entre o explicável e o inexplicável era muito mais tênue. Não é um Neofolk bruto, apocalíptico ou desolador, mas é totalmente imersivo e orgânico como deveria ser.
Hewers Of Wood And Drawers Of Water é de fato o quarto lançamento da banda, e para muitos perde um pouco da essência original do grupo. Eu particularmente considero um disco entre a distopia de um Death In June e a melodia romântica de um Rome. Kiss The Anus Of A Black Cat se disfarça bem de acessível, mas é opressivo o suficiente pra não o ser. Psicodélico também o é, mas é monocromático ao mesmo tempo. Ainda há de se citar o uso magistral de elementos de rock psicodélico, como os ocasionais teclados, que incentivam a sensação nostálgica na sonoridade do grupo, sem perder de forma alguma a organicidade que o Neofolk necessita. Tudo é combinado de forma exata e coesa.
Já vejo os sátiros correndo em círculos à minha volta.
Tracklist:
1. Hewers of Wood and Drawers of Water 04:52
2. All Your Ghosts Are Worried 03:24
3. Argonaut and Magneto 04:51
4. Harrow 05:17
5. Veneration 05:00
6. Taking the Auspices 05:58
7. Feathers of the Wings of the Angel Gabriel 04:22
8. All the Heroes Run in Amour 03:14
9. Wander and Waiver 02:17
Download:
MEGA
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Disemballerina - Disemballerina
Categories :
/Forbidden . #2010 . Doom Metal . Música Erudita . Neoclassical . Neofolk
Gênero: Neofolk/Doom Metal ("acústico")
País: EUA
Ano: 2010
Comentário: Já aviso logo: quem ao menos parou pra ler com mais atenção o gênero dessa banda aí encima, e portanto tem algum remoto interesse em Neofolk, Neoclássico, Música de Câmara, Doom Metal e bandas na linha do Agalloch, vai com certeza absoluta encontrar em Disemballerina uma nova banda favorita. Ah, e como o texto será um pouco longo, já vai ouvindo o que lhe aguarda com essa demo enquanto lê o contexto, pra ter certeza que vai valer a pena ficar até o final:
Dito isto, vamos em frente. Disemballerina é um projeto elaborado por inicialmente três individuos: Ayla Holland (Violão, Banjo e Bandola), Myles Donovan (Viola, Harpa e Mandola) e Jennifer Christensen (Violoncelo), mas que atualmente conta também com Marit Schmidt (Viola) - se eu tiver dito alguma besteira aqui, por favor me corrijam, encontrei pouca coisa precisa sobre a formação atual da banda. A cidade donde vem a banda já conta grande parte de sua história: Portland. Aos mais chegados, a região de Portland é pivô de uma das mais interessantes cenas de Black Metal atuais, o chamado Cascadian Black Metal. Para os desavisados, é uma corrente de bandas com temáticas bem próximas do Neofolk europeu, musicalidade e intensidade, como Agalloch, Fell Voices e Wolves In The Throne Room. Mas apesar de eu ter citado o Black Metal, essa vibe tomou conta cena musical de Portland e é lotada de bandas intimistas e com temáticas filosóficas e profundas, dos mais variados estilos, desde o Sludge Metal até a música de câmara, como é o caso aqui. Fora da região de Cascádia, o maior expoente dessa musicalidade é sem dúvida o Drudkh.
Mas por quê Cascadian? Cascádia é uma região entre os Estados Unidos e o Canadá, à beira do pacífico, que revela um movimento independentista desde o século XIX, e que hoje em dia reside sua motivação à independência num projeto chamado por muitos de "eco-socialismo". Cascádia é lar de diversas reservas naturais, e estando ela dentro de dois países com um voraz capitalismo predatório, não é de se surpreender que lá exista muita gente querendo governar a si próprio. E também não surpreendentemente, então, a música produzida nessa região tem uma proximidade fantástica do neopaganismo europeu e da melancolia da fuga para a floresta.
Disemballerina entra nessa história como uma banda formada por, como vocês já notaram, instrumentistas eruditos, mas com toda a vibe Cascadiana intacta. Tanto a influência cavalar e monstruosa do Neofolk, quanto a melancolia do Doom Metal e até mesmo a violência do Black Metal estão sumarizadas na sonoridade do grupo, ainda que numa fórmula totalmente inortodoxa. Projetos com músicos eruditos se aproximando da música extrema não são raros - Apocalyptica ta aí pra (desmoralizar) provar isso - mas francamente eu nunca ouvi nada como essa demo do Disemballerina. Sim, essa é uma demo, embora tenha seus 31 minutos de duração. Tudo aqui é emocionante, belo e poderoso. Poderosa é a melhor palavra para descrever o Disemballerina, pois ela toca profundamente, intensamente e a sensação bucólica que imprime em nossa alma dura muito tempo depois de ouvida. Simplesmente, como eu disse no início, é algo completamente imperdível pra quem curte remotamente os estilos dessa banda e todo esse clima citado.
Pra felicidade geral, a banda deve lançar seu primeiro Full-Lenght em 2014. Aguardo mais do que ansiosamente.
Tracklist:
1- Saturn Return
2- Thieves' Oil
3- The Walking Dead
4- Drown
5- Hex
Download:
MEGA
domingo, 2 de fevereiro de 2014

Vulture Industries – Discografia
Categories :
/mathsaez . #2010 . #2013 . Avant-Garde . Black Metal . Prog/Black
Gênero: Avantgarde Black Metal/ Progressive Black
País: Noruega
Ano: 1998/2003 - Atualmente
Comentário:
Essa banda realmente me impressionou, se tornou uma de minhas favoritas em pouquíssimo tempo. Ela tem uma sonoridade riquíssima, vocais com clima de terror puro que variam do limpo a gritos e guturais, riffs que grudam na sua cabeça fácil, harmonia de sobra entre os instrumentos e variações rítmicas que te colocam no ambiente da música.
Foi formada em 1998 na cidade norueguesa de Bergen como Dead Rose Garden. Depois de algumas mudanças na formação o nome foi alterado para o atual em 2003. A banda conta com Tor Helge na bateria, Kyrre Teigen nos baixos, Specter, Envid Huse e Øyvind Madsen nas guitarras, os dois últimos já tocaram juntos na Sulphur. E por ultimo, mas com certeza não menos importante, Bjørnar Nilsen nos vocais e letras.
A estética do som deles é bem singular, eu conheço poucas bandas que conseguem ser tão fieis à uma atmosfera como Vulture Industries faz. O terror permeia as faixas dos discos como se fossem um filme noir em forma de música. O que realmente gosto de destacar nessa banda, além de tudo, é o gosto de loucura que eles colocam nas canções. Os diálogos insanos que acontecem nas músicas, as narrativas dramáticas de histórias lamentáveis.
Não sei muito bem o que falar, a banda e magnífica e tem muita coisa pra mostrar.
Endereço oficial / Facebook / Last.fm
País: Noruega
Ano: 1998/2003 - Atualmente
Comentário:
Essa banda realmente me impressionou, se tornou uma de minhas favoritas em pouquíssimo tempo. Ela tem uma sonoridade riquíssima, vocais com clima de terror puro que variam do limpo a gritos e guturais, riffs que grudam na sua cabeça fácil, harmonia de sobra entre os instrumentos e variações rítmicas que te colocam no ambiente da música.
Foi formada em 1998 na cidade norueguesa de Bergen como Dead Rose Garden. Depois de algumas mudanças na formação o nome foi alterado para o atual em 2003. A banda conta com Tor Helge na bateria, Kyrre Teigen nos baixos, Specter, Envid Huse e Øyvind Madsen nas guitarras, os dois últimos já tocaram juntos na Sulphur. E por ultimo, mas com certeza não menos importante, Bjørnar Nilsen nos vocais e letras.
A estética do som deles é bem singular, eu conheço poucas bandas que conseguem ser tão fieis à uma atmosfera como Vulture Industries faz. O terror permeia as faixas dos discos como se fossem um filme noir em forma de música. O que realmente gosto de destacar nessa banda, além de tudo, é o gosto de loucura que eles colocam nas canções. Os diálogos insanos que acontecem nas músicas, as narrativas dramáticas de histórias lamentáveis.
Não sei muito bem o que falar, a banda e magnífica e tem muita coisa pra mostrar.
Endereço oficial / Facebook / Last.fm
segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Alizée - Une Enfant Du Siecle
Categories :
/mathsaez . #2010 . #Female Fronted . Dance . Electronic . Eurodance . Pop
Gênero: Pop/Europop/Dance/Eletronica
País: França
Ano: 2010
Comentário: Então que eu estava conferindo um vídeo na internet
Alizée Jecotey foi descoberta em um desses realities musicais da França, o Granies Star, e ganhou a oportunidade de gravar dois álbuns. Com o sucesso feito pelos discos e pelos singles da cantora que atingiram muito bem a Asia, America do sul e Europa. As músicas falavam principalmente de experiências vividas na adolescência dela, como Moi...Lolita e L’Alizé, com essas ela conseguiu garantir a carreira que viria pela frente.
O cd é bem suave e tem músicas pequenas, de lentinhas bonitinhas à rapidinhas com ritmo bacana pra dançar. Os elementos de musica eletrônica e dance com certeza dão uma força nessa parte. A voz de Alizée e seu sotaque francês assinam a música, em outras palavras, quando se escuta é impossível não pensar “ó, isso é da Alizée”.
A primeira música que eu ouvi dela foi a “Les Collines (Never Leave You)”
Eu queria ter mais pra falar sobre ela, mas foi assim que fiquei quando a conheci, sem palavras, e assim estou até hoje.
Site Oficial / Facebook
Tracklist:
01. Eden, Eden – 4:22
02. Grand Central – 3:24
03. Limelight – 5:09
04. La Candida – 2:14
05. Les Collines (Never Leave You)- 3:43
06. 14 Decembre – 3:18
07. A Coeur Fendre – 3:07
08. Factory Girl – 4:11
09. Une Fille Difficile – 3:41
10. Mes Fantomes – 3:16
Download: Mega / 4shared
quarta-feira, 8 de maio de 2013

Tom Caruana - Wu-Tang vs The Beatles
Categories :
/daniel . #2010 . #Mashups . Hip Hop/Rap
País: Estados Unidos
Ano: 2010
Comentário: O mundo dos mashups ainda é, infelizmente, meio desconhecido entre os ouvintes de música, até mesmo nos grupos mais dedicados. Eu, particularmente, também conheço pouco; um Grey álbum aqui, 365 mashups ali. Ainda assim tenho um favorito: Wu Tang Vs The Beatles: Enter the magical mistery chamber.
Juntando, como é de se perceber, Beatles e Wu Tang Clan, o
DJ Tom Caruana estava fazendo, a princípio, algo que praticamente todos que
fazem mashup já fizeram: O fab four com hip-hop. Mas essa mixtape tem algumas
peculiaridades que, no fim, se somam pra fazer um som novo e grandioso.
O trabalho é completo, ou seja, é um álbum inteiro. Batendo
em quase 1 hora e 20 de duração, o disco aborda samples de basicamente toda a
carreira dos Beatles – que formam a parte instrumental – além de raps a capela
de diversos trabalhos do Wu Tang. Passando de singles obscuros da carreira dos
Beatles e por vários dos grandes trabalhos paralelos dos membros do Wu Tang, o
disco me parece ter um foco: Adicionar a sonoridade dos Beatles às músicas
clássicas do Wu-Tang e não exatamente somar os dois em doses iguais.
Justamente por terem praticamente todos os samples vocais,
as músicas do coletivo rapper tem uma vantagem de identificação. Isso, tendo
também em vista a escolha de muitos dos samples de Beatles, acaba puxando a
sardinha pro lado do hip-hop. O que não quer dizer que a sonoridade pop dos
anos 60 não seja marcante. As músicas ganham uma roupagem completamente nova,
fazendo com que soem incrivelmente como um parto bizarro das duas épocas
opostas da música. É estranhamente normal ouvir a levada da guitarra de
Harrison ou do baixo de Paul com as rimas de GZA ou Method Man.
A seleção de faixas é muito boa. Alguns clássicos de ambos
os lados são abordados, como Crimology, C.R.E.A.M e Get Back. Outras faixas me
surpreenderam, Clientele Kidd e Run. Um detalhe, que creio ser prova do esmero
posto nessa mixtape, são os próprios samples de entrevistas com os Beatles e
fãs, postos antes de muitas faixas. Eles, além de documentação da beatlemania,
servem como uma espécie de substituto aos samples de filmes antigos de kung-fu
tão marcantes no começo das músicas dos Wu-Tang.
No geral, recomendo esse disco não só pra quem gosta de
Beatles e Wu-Tang e mashups em geral, mas também pra quem está querendo começar
no hip-hop. Somar as rimas a bases mais conhecidas e fáceis de digerir
tranquiliza muito a compreensão do que compõe o hip-hop. Essas convenções
permitem pensar não duas coisas ao mesmo tempo – batida e rima – mas somente a
parte falada. Depois é só um pulo para começar a curtir o gênero, que eu
particularmente pretendo postar muito ainda.
Tracklist:
1. Wu vs Beatles - 1:30
2. C.R.E.A.M - 3:20
3. Got your money - 3:43
4. Forget me not - 4:09
5. Back in the game - 4:48
6. Uh huh - 3:31
7. Criminology - 3:11
8. Da mistery of chessboxin' - 2:01
9. Daytona 500 - 3:20
10. Labels - 2:50
11. Smith Bros. - 1:38
12. R.E.C Room - 3:28
13. Wu vs Beatles (skit) - 1:14
14. Mighty Healthy - 3:11
15. Clientele Kidd - 2:52
16. Cutting it up - 3:09
17. Release Yo self - 2:57
19. Run - 2:37
20. Cross my heart - 2:08
21. Uzi (pinky ring) - 4:36
22. Bizarre - 1:32
23. Slang Editorial - 2:05
24. Save me dear - 3:04
25. The movement - 2:35
26. Wu Tang Cream Team line-up - 3:28
27. Wu vs Beatles (outro) 2:24
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