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terça-feira, 17 de maio de 2016
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Anohni - Hopelessness

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Gênero: Pop/Eletrônico
País: EUA
Ano: 2016

Comentário: Por trás do nome Anohni está Antony Hegarty, um artista transgênero que fez sua carreira à frente do Antony & the Johnsons, um grupo musical novaiorquino que conquistou certo sucesso, especialmente em 2005 com o álbum I Am A Bird Now. Anohni é dona de uma voz estupidamente incrível, e isso já deveria convencer qualquer um de ouvir Hopelessness. Mas tem muito mais aqui.

Anohni é um indivíduo transgênero, e como tal (como qualquer cidadão com mínimo de consciência, capacidade crítica e pensamento independente deve saber) sofre preconceito, opressão e marginalização pelos poderes políticos e paradigmas sociais vigentes. Dessa forma, não é surpreendente a posição política indignada e revolucionária da cantora,  que se mistura docemente a melodias pop e melódicas lambuzadas pela sua voz grave e encorpada. As letras são tão explícitas que tornam o som quase experimental, ainda que não pretenda exatamente ser. Temos aqui músicas como "Watch Me", que versa sobre perseguição governamental, "Execution" que versa sobre exatamente o que parece, execução, e como penas capitais unem culturas supostamente tão diferentes quanto os Estados Unidos e a Coréia do Norte ou ainda "Drone Bomb Me", que nas próprias palavras de Anohni: "É uma canção de amor na perspectiva de uma menina afegã de nove anos cuja família foi morta por uma bomba atirada por um drone. Ela está olhando pro céu, enquanto se vê pedindo para ser morta por uma bomba também".

E para jogar tudo isso na sua cara hétera, branca e de classe média, ainda tem um clipe com a Naomi Campbell:

Drone Bomb Me - by ANOHNI from nabil elderkin on Vimeo.

Lágrimas devidamente escorrendo pela cara, ainda vale dizer como a voz diferenciada de Anohni também contribui, claramente tão transgênera quanto a cantora, para criar uma atmosfera desconfortavelmente melódica. O instrumental é eletrônico e suave, mas devidamente quebrado a gosto de Oneothrix Point Never e Hudson Mohawke, que participam do disco. Se você os conhece, já sabe que pode esperar baixos poderosamente profundos de Mohawke e as edições pouco convencionais de Oneotrhix, que tornam o vocal de Anohni ainda mais desconcertante. É inclusive contraditório rotular esse disco como 'Pop', e o faço por mera incapacidade de escolher gênero melhor, por que a sonoridade do disco é demasiada intensa para ouvidos populares. É como se Anohni na verdade quisesse ter mesmo é uma puta banda de grindcore berrando loucamente as mais revolucionárias e odiosas letras, mas por mero capricho ou teimosia encapsula tudo isso num pop melódico radialístico. E isso é maravilhoso. Diga-se de passagem, desde 2006 a cantora faz colaborações com o Current 93, por exemplo, o que já é sinal que há muito mais aqui do que mero pop.

O disco é inteiramente fantástico e certamente figurará entre tops de 2016. E a fórmula com que vem consegue levar críticas à ouvidos que dificilmente as ouviriam de outra forma. E a melhor parte é que apesar da politização das letras, todas as críticas são sobre coisas tão claramente óbvias que ficam acima de espectros políticos. Difícil superar esse álbum e a forma com que nos faz ao mesmo tempo nos deliciar e nos incomodar com nossas hipocrisias. O que é totalmente necessário.



Tracklist:

1. "Drone Bomb Me"   4:10
2. "4 Degrees"   3:51
3. "Watch Me"   3:26
4. "Execution"   3:38
5. "I Don't Love You Anymore"   5:00
6. "Obama"   4:11
7. "Violent Men"   2:10
8. "Why Did You Separate Me from the Earth?"   3:36
9. "Crisis"   4:42
10. "Hopelessness"   3:54
11. "Marrow"      3:01

Ouça no Spotify.


domingo, 30 de setembro de 2012
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Caprice - Discografia

12 comentários
Gênero: Neoclassical, Baroque, Ethereal, Neofolk
País: Rússia

Comentário: Esses tempos tenho apelado para o Last.fm para conhecer bandas, já que me falta o tempo para visitar os meus compartimentos secretos nesta imensidão suja cibernética. A ironia é que todo mundo já fazia isso e eu só descobri agora! Enfim, Caprice é outro fruto desta minha vida de desbravadora em terras lastiéfeminianas!

Formado em 1996 e liderado pelo pianista/compositor Anton Brejestovski, esse grupo é outro pupilo da Prikosnovénie, gravadora já conhecida pela sua quedinha por bandas que fazem a linha Ethereal Feérico. Contudo, até 2001 – ano que assinaram com a mesma – os tempos eram outros... No mesmo ano de formação, lançaram seu primeiro álbum intitulado Зеркало (Mirror) e o qual é cantado em russo. Esse álbum fala do fim da vida, da morte e da vida após a morte. E nele é perceptível a influência do Rock Progressivo e até mesmo um certo experimentalismo em algumas passagens de certas músicas. Contudo, a Prikosnovénie veio e as ideias do grupo mudaram junto à gravadora. Eles começaram a se interessar por fadas e elfos; e junto aos vocais doces e agudos – por vezes líricos – de Inna Brejestovskaya e ao idioma Laoris – este criado pelo próprio grupo como a representação da língua que as fadas provavelmente falariam – é a marca do grupo. Possuem uma típica sonoridade acústica clássica, com a utilização de violino, harpas, flauta, clarinete, violoncelo, etc, além de piano e uns synths muito sutis.

Após o contrato com a gravadora, Anton passou a abordar outros temas como a poesia de William Blake e o universo épico de Tolkien, além de escrever as letras em outros idiomas além do russo, como alemão, inglês e o próprio laoris; possivelmente em uma tentativa de ir mais longe do meio musical de onde já viviam no leste europeu. A grande ironia é que Caprice, para nós que vivemos no Ocidente, chegou apenas com sua trilogia das músicas das fadas: Elvenmusic 1, 2 e 3. Estes álbuns são cantados principalmente em laoris e simbolizam as músicas das fadas, mas também são cantados em outros idiomas como o inglês na faixa Faeries Stole Bridget (Elvenmusic 3), pois esta seria o mundo das fadas na percepção humana. Indubitavelmente esta trilogia é a mais famosa do grupo, a que mais encontramos em sites brasileiros e, mesmo tão conhecidos por nós, ainda há uma grande lacuna nas informações disponíveis por aí!

Obs 1: Antes que uma certa pessoinha venha me perguntar qual álbum baixar primeiro, sugiro a seguinte ordem: baixe primeiro a trilogia (se não gostar de Elvenmusic 1 nem continue escutando os outros álbuns de Caprice!), depois passe para o álbum Зеркало. Depois escute qualquer outro álbum desde que não seja o Kywitt! Kywitt!, este possue uma sonoridade mais "densa" o que o torna sutilmente diferente dos demais e, portanto, deveria ser escutado por último.

Obs 2: Normalmente eu não coloco as imagens dos encartes dos álbuns, mas o encarte (covers) do Ginderwodan Part I é tão bonito que abri uma exceção!

Obs 3 (e mais importante): Este post marca a minha utilização do Narod como servidor “âncora”. Este é um servidor russo que atuará em meus posts mais ou menos como o Megaupload fazia. Ele é bem fácil de usar, mas de todo modo elaborei uma “tutorial” que está disponível na nossa barra de Informações: Como usar o narod em 3 passos.

terça-feira, 6 de março de 2012
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Pepe Deluxe - Queen Of The Wave

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Gênero: Baroque Pop/Art Rock/Psychedelic Rock/Inclassificável
País: Finlândia
Ano: 2012

Comentário: Mindblowing é a palavra que pode definir o quarto álbum do Pepe Deluxé, o insano duo finlandês que desde os anos 90 criam músicas complexas, difíceis de definir, mas ao mesmo tempo assaz aprazíveis, que tamanha musicalidade são de fácil digestão, mas ainda assim conseguem explodir nossa mente. Começaram na onda forte do Big Beat e do Trip Hop que tanto fazia sucesso nos anos 90, e com o passar do tempo foram cada vez mais incorporando influências diversas em sua sonoridade formando algo completamente único. Provavelmente The Queen of the Wave se tornara a Magnum opus dos finlandeses. Pessoalmente esse já figura no topo dos melhores álbuns de 2012, mesmo ainda restando 9 meses para o ano acabar.

Falando sobre The Queen of the Wave, é um álbum conceitual, algo próximo de uma ópera rock maluca, uma história mágica que pode ser acompanhada pelas letras contidas em seu livreto. Já adianto que cada música difere completamente uma da outra, mas ainda assim conseguem manter a proposta coesa, das quebradas barulhentas do breakcore, ao surf rock, da musica barroca ao folk, incorporações de violinos e corais permeando levadas eletrônicas, do sensual trip hop as lisergias do psicodelismo. Queen of the Wave merece ser ouvido por toda sua coragem e ousadia inovadora, ouça de mente aberta, a experiência no mínimo vale apena.

Facebook//LastFM

Tracklist:
1.Queenswave 4:54
2.A Night and a Day 4:04
3.Go Supersonic 4:44
4.Temple of Unfed Fire 2:48
5.Contain Thyself 3:52
6.Hesperus Garden 4:09
7.Grave Prophecy 4:33
8.In The Cave 1:51
9.My Flaming Thirst 3:49
10.Iron Giant 2:22
11.The Storm 3:43
12.Riders on the First Ark 7:18

OS LINKS FORAM REMOVIDOS POR PRESSÃO DA DMCA
MESMO ASSIM O POST CONTINUA COMO RECOMENDAÇÃO.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
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Florence + The Machine - Ceremonials

2 comentários
Gênero: Indie Pop, Art Rock, Experimental
País: Inglaterra
Ano: 2011

Comentário:  Florence + The Machine é uma banda britânica formada em 2007, seu som é uma mistura de vários gêneros entre eles indie pop, soul, art rock, etc., fizeram sua estréia com o disco "Lungs" de 2009 com mega-hits como “Kiss With a Fist” e “Dog Days Are Over” que tocou incessantemente em todo e qualquer canto desse mundo.

Dois anos após o lançamento do aclamadíssimo "Lungs", Florence Welsh e sua máquina voltam com seu novo álbum “Ceremonials”, lançado no dia 31 de outubro na Ingleterra, foi logo para o número 1 das paradas britânicas. “Ceremonials” tem tudo que fez de “Lungs” um sucesso instantâneo, as batidas fortes, os vocais poderosos e refrões explosivos, porém em canções bem mais sombrias do que as do primeiro álbum, “Ceremonials” soa bem mais sóbrio do que “Lungs”, Florence ao invés de se entregar as rádios e ao sucesso de “Dog Days Are Over” se afundou em sua própria escuridão para criar um disco incrível, e certamente foi a melhor opção.

Tracklist:
1. Only If For A Night
2. Shake It Out
3. What The Water Gave Me
4. Never Let Me Go
5. Breaking Down
6. Lover To Lover
7. No Light, No Light
8. Seven Devils
9. Heartlines
10 Spectrum
11. All This And Heaven Too
12. Leave My Body

MEGA // Novafile

Quem escreve e faz os uploads:

 
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