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quarta-feira, 23 de abril de 2014
The Bulgarian Voices Angelite feat. Huun Huur Tu and Sergei Starostin - Fly, Fly My Sadness
Categories :
/Nix . Ambient . Drone . World Music
Gênero: Música tradicional tuvana
País: Rússia/ Bulgária
Ano: 1996
Comentário: Aqui no Ignes Elevanium, nós nos esforçamos todos os dias procurando nos confins da Internet e em seus lugares mais sujos por músicas e artistas que sejam superlativamente interessantes, bizarros, undergrounds e de vanguarda. Poucas vezes postamos algo que seja tradicional, lugar-comum ou coisas que se pode achar na seção de música pop da loja da Saraiva.
Pois bem. Esse conceito não serve tão bem quando falamos da música tradicional de certos lugares da Ásia Central...
...já que o TRADICIONAL deles é o nosso AVANT GARDE!!!
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Sobre a Máquina - Sobre a Máquina
Categories :
/Nix . #ExhaleTheSound2013 . Ambient . Drone . Noise
Gênero: Drone/ Ambient/ Noise
País: Brasil
Ano: 2013
Comentário: Olá moças e rapazes, meninos e meninas. Venho cá dizer o quão feliz estou de poder presenciar um dos festivais mais lindos desse nosso Brasil, o Exhale the Sound Festival. São vinte bandas dos gêneros musicais mais bonitos deste cosmos, Sludge, Drone, Post Rock, Grind e mais lindezas desses segmentos, todas condensadas num festival de um dia apenas.
Muito pouco tempo pra apreciar todos os artistas, mas tempo suficiente pra sentir os murros e chutes sonoros.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
The Haxan Cloak - Excavation
Categories :
/Pedro Henrique . #2013 . Ambient . Dark Ambient . Drone
Gênero: Dark Ambient / Drone / Ambient Dub
País: Inglaterra
Ano: 2013
Comentário: Confesso que não tenho lá muita bagagem pra escrever sobre Dark Ambient, mas nos últimos meses eu vinha descobrindo muitos trabalhos do Ambient comum pra me acompanhar nas horas de estudo. Muito Brian Eno, Andrei Machado, Eluvium, dentre outras coisas, me fizeram criar um gosto pela calmaria do piano e instrumentos afins, a ponto de às vezes eu me flagrar ouvindo esse tipo de música encorajadora mesmo quanto não estou debruçado nos livros. Pensei "porque não experimentar a versão mais sombria?" Se o original era bom, o sorumbático também deveria o ser.
E, de fato, o é. Mas não serve para estudar. A não ser que você queira que as palavras entrem na sua mente num ritmo de tensão, ou que você deseje criar um clima de que você esteja na iminência de tomar uma facada na jugular entre um capítulo e outro. Sim, essa é a proposta do Dark Ambient: fazer música de filme de terror. Não das partes de perseguição, mas das partes de tensão. Aquelas em que o diretor precisa preparar o ambiente quando uma merda vai acontecer, para que o potencial do susto seja muito maior no espectador.
E nesse quesito, acredito que 2013 não tenha nos brindado com trabalho mais horripilante do que Excavation, do The Haxan Cloak. Trata-se do projeto mais elaborado de Bobby Krlic, do Reino Unido, que já havia lançado um álbum homônimo em 2011. Retorna agora, dois anos depois, com um dos melhores registros do gênero na última década.
O maior trunfo do registro são as frequências alcançadas por alguns dos tons utilizados pelo artista, capazes de fazer o chão tremer - num sentido sombrio, não no contexto utilizado pela Ivete Sangalo. A atmosfera nebulosa é adornada por gritos esparsos, que parecem revelar algum tipo de angústia sem explicação. Por tudo isso, não é exatamente uma audição fácil, algo que vá soar tranquilo para todos os ouvidos. Por isso mesmo, entretanto, é que o disco merece tanta atenção.
Em resumo: uma experiência visceral. Música pra ser absorvida com muito receio, por causar sensações diversas aos seus ouvintes, e por isso mesmo quase impossível de ser ouvida continuamente por muito tempo. É preciso dar uma pausa entre uma sessão de tortura auditiva e outra, para não se deixar levar mais a fundo pela melancolia que toma conta do registro. E o mais impressionante: embora, a uma primeira vista, não se pareça com nada, a capa sintetiza com precisão o conteúdo do registro. Incerteza e escuridão.
Tracklist:
Spotify
País: Inglaterra
Ano: 2013
Comentário: Confesso que não tenho lá muita bagagem pra escrever sobre Dark Ambient, mas nos últimos meses eu vinha descobrindo muitos trabalhos do Ambient comum pra me acompanhar nas horas de estudo. Muito Brian Eno, Andrei Machado, Eluvium, dentre outras coisas, me fizeram criar um gosto pela calmaria do piano e instrumentos afins, a ponto de às vezes eu me flagrar ouvindo esse tipo de música encorajadora mesmo quanto não estou debruçado nos livros. Pensei "porque não experimentar a versão mais sombria?" Se o original era bom, o sorumbático também deveria o ser.
E, de fato, o é. Mas não serve para estudar. A não ser que você queira que as palavras entrem na sua mente num ritmo de tensão, ou que você deseje criar um clima de que você esteja na iminência de tomar uma facada na jugular entre um capítulo e outro. Sim, essa é a proposta do Dark Ambient: fazer música de filme de terror. Não das partes de perseguição, mas das partes de tensão. Aquelas em que o diretor precisa preparar o ambiente quando uma merda vai acontecer, para que o potencial do susto seja muito maior no espectador.
E nesse quesito, acredito que 2013 não tenha nos brindado com trabalho mais horripilante do que Excavation, do The Haxan Cloak. Trata-se do projeto mais elaborado de Bobby Krlic, do Reino Unido, que já havia lançado um álbum homônimo em 2011. Retorna agora, dois anos depois, com um dos melhores registros do gênero na última década.
O maior trunfo do registro são as frequências alcançadas por alguns dos tons utilizados pelo artista, capazes de fazer o chão tremer - num sentido sombrio, não no contexto utilizado pela Ivete Sangalo. A atmosfera nebulosa é adornada por gritos esparsos, que parecem revelar algum tipo de angústia sem explicação. Por tudo isso, não é exatamente uma audição fácil, algo que vá soar tranquilo para todos os ouvidos. Por isso mesmo, entretanto, é que o disco merece tanta atenção.
Em resumo: uma experiência visceral. Música pra ser absorvida com muito receio, por causar sensações diversas aos seus ouvintes, e por isso mesmo quase impossível de ser ouvida continuamente por muito tempo. É preciso dar uma pausa entre uma sessão de tortura auditiva e outra, para não se deixar levar mais a fundo pela melancolia que toma conta do registro. E o mais impressionante: embora, a uma primeira vista, não se pareça com nada, a capa sintetiza com precisão o conteúdo do registro. Incerteza e escuridão.
Tracklist:
- "Consumed" - 1:39
- "Excavation (Part 1)" - 8:10
- Excavation (Part 2)" - 4:13
- Mara" - 3:13
- "Miste" - 5:38
- "The Mirror Reflecting (Part 1)" - 3:11
- The Mirror Reflecting (Part 2)" - 7:07
- "Dieu" - 5:12
- "The Drop" - 12:56
Spotify
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Gnaw Their Tongues - For All Slaves... A Song Of False Hope (EP)
Categories :
/Forbidden . Ambient . Ambient Black Metal . Dark Ambient . Drone . Noise
Gênero: Dark Ambient/Drone/Noise/Black Metal
País: Holanda
Ano: 2008
Comentário: Gnaw Their Tongues é o nome pelo qual Maurice de Jong, aka Moniker, um holândes de nacionalidade, mas que nasceu aqui pertinho no Suriname, lança suas experimentações musicais no campo do Drone, Black Metal e princpalmente Ambient. Ativo desde 2005 e tendo já uma discografia imensa, Moniker faz um dos mais criativos projetos dentro do chamado Ambient Black Metal da atualidade, embora se considerado um campo mais abrangente, não seja tão diferenciado assim, como comentarei mais adiante. For All Slaves... é na realidade um EP, embora possua 58 minutos de duração, e uma excelente porta de entrada pra conhecer o Gnaw Their Tongues.
Ao longo da sua discografia as influências do projeto são inúmeras, abrangindo nomes como Boris e Earth, até Lustmord, Burzum e Merzbow. De um disco pra outro a sonoridade do cara muda, as vezes sutilmente outras drásticamente. Um dos elementos que se mantém constante em todos os lançamentos é o uso extenso da densidade do Drone, mas sem se apegar ao uso de guitarras; Moniker faz uma coisa extremamente interessante pra alcançar essa densidade, pegando diversas influências da música do cinema para criar uma vibe totalmente opressiva que lembra uma trilha sonora de filme de terror levada ao extremo da coisa com a adição dos vocais desesperados do Black Metal, extremamente abafados porém totalmente visíveis em meio a atmosfera sonora criada pelo cara. E "atmosfera" sonora nunca soou tão perfeito pra se descrever uma banda, pois a profundidade das paredes sonoras são tão texturizadas (a lá Nadja) que passam longe de serem monolíticas, soando mais como flutuações macabras de uma vibração sonora totalmente negativa que vem na forma de muito noise, muitas dissonâncias, e muitos berros de Moniker, totalmente incorporados a essa nuvem musical de forma a soarem mais como um instrumento nessa salada de Noise do que chamando atenção verdadeiramente pra si.
Esse EP particularmente tem muitas semelhanças com o trabalho do Nadja, embora seja muito menos monolítico e muito mais aterrorizantemente macabro. O nível de obscuridade que Moniker consegue dar ao Gnaw Their Tongues é simplesmente absurdo, e em alguns álbuns (o que não é o caso desse, que é um dos mais leves) chega a ser realmente opressivo, um verdadeiro desafio terminar de ouvir. Outra banda cujas atmosferas sonoras se assemelham por vezes ao trabalho de Moniker é o Godspeed You! Black Emperor, que embora seja anos luz mais melódico, possui o hábito de incorporar a música cinematográfica para intensificar a densidade das passagens mais ambient (metais, cordas, orquestrações sintetizadas, sons industriais e afins, numa vibe de música pra um enredo evidente). Portanto o Gnaw Their Tongues é uma perfeita amálgama de diversos campos da música ambient e experimental, onde o "Black Metal" da coisa é extremamente discutível, mas está lá, na forma dos vocais rasgados e da atmosfera fria e macabra.
Enfim, sinceramente, é ingrato resenhar uma banda tão indecifrável quanto o Gnaw Their Tongues, especialmente pelo fato que a cada audição novos elementos surgem por detrás das cortinas mórbidas da sonoridade de Moniker. Só posso dizer com certeza é que fãs de bandas tão distantes quanto Xasthur, Burzum, Lustmord, Merzbow, Nadja, Sunn O))), Corrupted, Godspeed You! Black Emperor ou Boris, certamente encontrarão aqui algo ao qual se apaixonar. Mas estejam preparados pra encarar uma viagem muito mais macabra, mórbida, obscura e sinistra do que estão acostumados. Gnaw Their Tongues é um trabalho genial por conseguir passar ao ouvinte a sensação mais pura e simples de terror e desespero misturando um monte de influências. Apreciem.
PS: Os discos do Gnaw Their Tongues estão todos disponíveis no Bandcamp e por preços absurdamente risíveis, a nível de 2 dólares, por aí. Esse EP aqui, no entanto, eu não encontrei lá, mas se quiserem o resto da discografia, vale muito a pena comprar ao invés de baixar. Incentivem o cara.
Tracklist:
1. For All Slaves... a Song of False Hope I 08:56
2. The Uncomfortable Silence in Between Beatings 09:36
3. A Fiery Deluge 08:04
4. My Womb is Barren and I Want Revenge 09:06
5. Aderlating 15:26
6. For All Slaves... a Song of False Hope II 07:35
Download:
Bayfiles//Freakshare//Gamefront//Outros Links (Mirrorcreator)
Álbum completo no Youtube:
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Karin Park - Highwire Poetry
Categories :
/MarcosAlves . #2012 . Alternative Pop . Dark Ambient . Drone . Electropop . Indie Rock . Synthpop
Gênero: Electropop, Synthpop, Experimental, Dark Ambient, Indie Pop, Drone
País: Suécia
Ano: 2012
Comentário: A primeira coisa que você irá notar ao ouvir esse disco é a semelhança entre as vozes de Karin Park e Karin Dreijer Andersson (The Knife/Fever Ray). Vencida esta barreira a essência de suas músicas pode ser apreciada e a surpresa diante da qualidade sonora é certa. O pop sombrio de Karin Park preenche o ambiente enquanto sua voz dotada de notável profundidade completa o cenário.
Claramente influenciada por artistas como Gary Numan e Depeche Mode, Karin Park nos entrega em seu 4° disco, Highwire Poetry, uma sucessão de músicas tão diversas e densas que torna cada minuto do disco uma experiência nova e envolvente. Criada em um pequeno vilarejo sueco e mais tarde enviada para um colégio missionário japonês não é uma surpresa a singularidade de suas músicas.
Faixas como "Restless", "Fryngies" e "Wildchild" evidenciam as influências citadas anteriormente, enquanto faixas mais experimentais como "New Era" e "6000 Years" dão um brilho a mais ao disco. Karin ainda flerta com o dubstep em "Tiger Dreams", uma das melhores de Highwire Poetry.
O parceiro musical de Karin é seu irmão, David Park, mas, chega de comparações com o The Knife.
Tracklist:
1. Restless
2. Fryngies
3. Tension
4. Tiger Dreams
5. New Era
6. Wildchild
7. Explosions
8. 6000 Years
9. Thousand Loaded Guns
10. Bending Albert Law's
MEGA
País: Suécia
Ano: 2012
Comentário: A primeira coisa que você irá notar ao ouvir esse disco é a semelhança entre as vozes de Karin Park e Karin Dreijer Andersson (The Knife/Fever Ray). Vencida esta barreira a essência de suas músicas pode ser apreciada e a surpresa diante da qualidade sonora é certa. O pop sombrio de Karin Park preenche o ambiente enquanto sua voz dotada de notável profundidade completa o cenário.
Claramente influenciada por artistas como Gary Numan e Depeche Mode, Karin Park nos entrega em seu 4° disco, Highwire Poetry, uma sucessão de músicas tão diversas e densas que torna cada minuto do disco uma experiência nova e envolvente. Criada em um pequeno vilarejo sueco e mais tarde enviada para um colégio missionário japonês não é uma surpresa a singularidade de suas músicas.
Faixas como "Restless", "Fryngies" e "Wildchild" evidenciam as influências citadas anteriormente, enquanto faixas mais experimentais como "New Era" e "6000 Years" dão um brilho a mais ao disco. Karin ainda flerta com o dubstep em "Tiger Dreams", uma das melhores de Highwire Poetry.
O parceiro musical de Karin é seu irmão, David Park, mas, chega de comparações com o The Knife.
Tracklist:
1. Restless
2. Fryngies
3. Tension
4. Tiger Dreams
5. New Era
6. Wildchild
7. Explosions
8. 6000 Years
9. Thousand Loaded Guns
10. Bending Albert Law's
MEGA
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