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quinta-feira, 6 de março de 2014
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Pantera - Vulgar display of power

1 comentários

Gênero: Thrash metal / Groove Metal / Heavy Metal
País: Estados Unidos
Ano: 1992

Comentário: "O passado é um lugar estranho", assim pondera o cantor britânico Morrissey, num dos momentos de interação com o público no disco ao vivo Live at Earls Court. Tal afirmação é, talvez, a melhor maneira de tentar compreender os primórdios do Pantera.

Com carreira iniciada na década de 80, o hoje ícone mor da segunda leva do thrash metal safra anos 90 foi durante os anos inicias uma banda que condessou o que pior existiu no período: o glam metal. Tal aposta durou cerca de quatro álbuns, todos quase indignos de nota. O cansaço e o fracasso resultaram numa enorme guinada para algo mais pesado e sujo: o ótimo Cowboys from hell. Mas se o disco lançado em 1990, apesar de inovador, ainda carregava heranças do malfadado passado é exatamente em Vulgar Display of power que o grupo texano atingiu o seu ápice criativo.

Produzido por Terry Date, produtor que seria responsável por grande parte da discografia da banda, o disco reúne o que de melhor a trupe de liderada por Phil Anselmo, vocalista e um dos melhores frontman de todos os tempos. De um lado temos as já clássicas guitarras de Dimebag Darrel que carregam de melodias dissonantes suas canções que primam por muito peso e distorções. Anselmo foi responsável pela temática das letras que primam, como a capa pode indicar, por retratar a violência e brutalidade quotidiana. Carregado de hinos, temos aqui desde os mundialmente famosos singles "Mouth for war", a enrustida balada "This love", "Hollow" e "Walk" que, de longe, sintetiza todo o poderio da banda dada a sequência de riffs marcantes cometidos por Dimebag que somada a ótica desafiadora impressa por Anselmo nos versos e a cozinha precisa formada por Rex Brown e o baterista Vinnie Paul criam o que talvez seja a clássica canção que será eternizada pelo público fã deste gênero. Ainda vale fazer menção as ferozes e rápidas "Fucking hostile" e "Rise"; o groove presente em "Regular people (conceit)" e peso absurdo cometido em "By demons be driven".    

O álbum segue até hoje com um dos discos mais influentes da seara thrash, groove e heavy metal. Todo e qualquer ouvinte do som pesado perpassa por este clássico que em 2012 comemorou 20 anos de existência com reedição de luxo contendo uma faixa a mais, "Piss", e um DVD contendo performances ao vivo e os vídeos clipes do período.

A banda seguiria produzindo discos que seriam cada vez mais pesados e sucessos de público e crítica, mas infelizmente um "fã" assassinou Darrell em plena performance em 2004.

A volta e o futuro do grupo seguem em aberto, mas com chances remotas infelizmente.

O que nos resta é seguir ouvindo este petardo.
 

Tracklist:

01. Mouth for war
02. A new level
03. Walk
04. Fucking hostile
05. This love
06. Rise
07. No good (attack the radical)
08. Live in a hole
09. Regular people (conceit)
10. By demons be driven
11. Hollow

Download: Mediafire

sábado, 28 de setembro de 2013
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Soulfly - Savages

3 comentários
Gênero: Groove / Thrash Metal
País: Brasil / Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: Sempre tive muito preconceito em relação a essa banda e a tudo que os irmãos Cavalera faziam solo ou em parceria, ainda mais quando ouvi o primeiro disco do Soulfly quando foi lançado, e não me agradou o som proposto, e me desliguei de tudo, de todo o trabalho que era feito, e quando vi o novo disco e soube que não trataria de um som nu-metal tribalista, pensei: "Por que não? Vou dar uma chance pra ver se gosto", e estou aqui falando sobre esse trabalho novo.

Formado em 1997 pelo Cavalera mais velho, esse é o novo full-lenght do grupo, e aposta num groove thrashera, e conta com Marc Rizzo nas guitarras, Tonny Campos no contrabaixo, Zyon Cavalera, o primogênito de Max na bateria e o próprio criador do projeto nas guitarras bases e vocais.

O disco lançado pela Nuclear Blast me causou um baque extremamante positivo na primeira audição, ainda mais porque fui descrente em relação ao que eu ouviria. Eu já esperava um som modernoso, porque repito, eu nunca tinha ouvido nada desde o homônimo de 1998 e foi ai que cai do cavalo. É uma porrada, sem frescurera, direto, com riffs contundentes e vários elementos que me agradaram. A começar pela guitarra, firme, coesa, rica, e com umas nuances de timbres e distorções que me lembram muito o sepultura  em algumas passagens, mas em sua maioria usa uma distorção poderosa e até certo ponto básica. O contrabaixo faz lá sua basiqueira acompanhando sem inovar, e a batera, que esta a cargo de Zyon, não titubeia em nenhum momento, lembrando as levadas do tio rockstar. Uma porrada nos tambores, viradas precisas e um punch muito foda, mostrando muita maturidade pra um jovem de 20 anos e calando a boca da  galera na base da porrada. E o que falar do Max??? (momento depoimento de orkut) O cara está um monstro, apesar de usar alguns efeitinhos de vocais abafados e talz, o que eu acho totalmente desnecessário, o cara apavora. Muito urro, raiva e técnica, me fez lembrar da época de ouro do "Beneath the Remains", impossível o entusiasta do estilo não associar e imaginar uma (im)possível volta apoteótica.

O album inteiro é um petardo do começo ao fim, com as músicas "Bloodshed" e "Master of Savagery" como meus destaques, mas não vou falar detalhadamente dos destaques músicais, e sim dos comentários que me fizeram ouvir esse disco. Aqui acabou o mimi nu-metal mulecão criado com a vó. Muitos meninões falando: "Soulfly acabou pra mim"; "Preferia o som tribal"; "Esperava um metalcore"; "Soulfly old bla bla bla". Pelo menos esse album é um genuino trabalho de Thrash Metal, sem frescura e me faz ter uma esperança no futuro da banda. É pauleira do começo ao fim, é o mais próximo a raíz brasileira que vejo um conjunto chegar em anos. Está tudo aqui, violência, protesto, raiva e sem, REPITO, sem triablismo e ingredientes do  nu/metalcore.

Foi o album que mais me surpreendeu esse ano, por minha descrença em relação ao grupo, meu preconceito, e por nunca ter ouvido nada desde 1998 do conjunto. Album sem frescura, porrada, e convido aos leitores que assim como eu, ávidos pelo bom e velho thrashão, que conheça esse disco, e tire suas próprias conclusões. Para os fãs antigos que esperam tambores primitivos e um som moderno, como a banda costumava fazer, passe longe, pois esse cd é algo totalmente fora dos antigos propósitos. Basta esperar pra ver se essa é apenas uma fase, ou se realmente essa nova cara veio pra ficar, é o que eu espero. Tire o preconceito da cabeça, esqueça tudo que você já ouviu sobre a banda, e baixe o album sem medo e deixe-se surpreender. Porrada que eu garanto.

Facebook / Myspace

Tracklist:
1.Bloodshed - 06:55
2.Cannibal Holocaust - 03:29    
3.Fallen - 05:55    
4.Ayatollah of Rock 'n' Rolla - 07:29    
5.Master of Savagery - 05:10    
6.Spiral - 05:34    
7.This Is Violence - 04:23    
8.K.C.S. - 05:15    
9.El Comegente - 08:17    
10.Soulfliktion - 05:43    

Download:
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sábado, 14 de julho de 2012
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Demon Hunter - True Defiance

0 comentários

Gênero: Metalcore/ Groove metal/ Alternative metal
País: EUA
Ano: 2012

Comentário: Quase tão clichê quanto subestimar uma banda cristã é tentar defendê-la dizendo que ao contrário de muitas, esta é de qualidade e não fica apenas na adoração ao magnânimo senhor do universo (e começar o post dessa maneira não é nada clichê, né Sr. Damien?). Na realidade se eu não pesquisasse, provavelmente demoraria um tempo para saber que Demon Hunter, com este som, com esse groove e com esta aparência se tratava de uma banda cristã (embora algumas das letras e títulos dedurem isso). Mas, já adiantando para as primeiras prováveis caras feias e olhares tortos, tanto a instrumentação como os vocais são no mínimo muito bons e presenciais.

O metalcore é o principal "adjetivo" carregado pela banda que, formada em 2000 na cidade de Seattle, já conta com seis discos e uma carreira promissora, agradando até mesmo um número bastante grande de "mundanos" e "ímpios" (ou seja, não-cristãos), mas neste disco, felizmente, não é o único que ela carregou.

Não ouvi os lançamento anteriores, apenas algumas músicas soltas, mas alguns discos, não todos, já são tachados como tendo uma pegada mais groove. Acontece porém que neste último, True Defiance, a banda deixou seu som mais pesado e com aquele gostinho de bebida amadeirada e envelhecida que o thrash metal apresenta, e isso não é somente eu falando, pois pesquisando mais um pouco podemos notar que os fãs da banda não deixam de citar tal peso, que é um ponto positivo para mim, talvez para os fãs e provavelmente melhor ainda para asvendas e na conquista de novos seguidores.

Apesar disto ainda resta bons indícios de metal alternativo e do próprio metalcore, que fazem deste álbum uma ótima pedida para este ano de 2012.

Facebook//LastFM//Site
quarta-feira, 23 de maio de 2012
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Six Feet Under - Undead

3 comentários
Gênero: Death/Groove Metal, Death 'n' Roll
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: Esse é o mais novo full-lenght dessa banda que é o que há de mais mainstream em se tratando de rock/metal, o que não é um defeito, pois esse grupo tem um cartel de respeito, sendo esse o 12º álbum de estudio, além de no mínimo 3 dvds, o que torna esse grupo um grande expoente do gênero. Todos sabem que esse projeto era pra ser um passatempo de Barnes e Allen West, mas Allen abandonou o barco em 1998, passando por bandas como Lowbrow e Obtuary (sua banda principal em 1988-1989, 1993-1997, 2003-2007)  e hoje ficando apenas com a Southwicked.

Esse trabalho conta com uma produção impecável, tudo em perfeita harmonia. Steve Swanson e Rob Arnold (também responsável pelo contra-baixo) fazem um som inconfundível, com riffs contundentes, mas muito cadenciado, carregado, ao contrário dos solos, muito escassos, ausente na grande maioria das canções, e quando aparece é acelerado, e sem muito nexo. A cozinha vem com uma bateria competente, com uma pegada monstra, sem se aventurar por quebradeiras, mas com passagens bem interessantes, e o baixo fazendo a mesma coisa que a guitarra. O vocal segue a linha gutural linear, sem ocilar, extremamente grave.

Esse disco tem uma coerência e linearidade notáveis até pelos mais leigos, soando sem inovações durante os seus quase 41 minutos. Um trabalho sem variações deixa um resenhista cozido numa alegria só, mas aquele que gosta de escrever, fica de mãos atadas. "Formaldehyde" começa com uma bateria comendo solta sendo rápida, a mais expontânea do trabalho em minha opinião. "Reckless" é a mais pop do cd, sendo bem acessível, com um refrão e um riff que colam fácil, grande candidata a clássico. A minha preferida foi "Near Death Experience", que é a mais rápida, soando a mais honesta, com um riff lindo .

Bom disco, agradável, um grande lançamento de 2012. Mesmo sendo uma banda mainstream e nem tudo soar tão honesto (um disco de metal sem solos de guitarra me faz chorar), e sim, é um disco pesado e não conta com parcerias duvidosas de outrora, como Ice-T nos vocais. Boa pedida pra quem curte um bom metal e adora ver sua banda na MTV. Eu curti pelo trabalho muito competente, só achando que faltou peso na produção, que por ser muito cristalina, tirou a sujeira que da o peso e o feeling.

MySpace//LastFM

Tracklist:
1.Frozen at the Moment of Death - 03:42    
2.Formaldehyde - 02:47    
3.18 Days - 02:40
4.Molest Dead - 03:13    
5.Blood on My Hands - 03:37    
6.Missing Victims - 03:57    
7.Reckless - 03:04    
8.Near Death Experience - 02:56    
9.The Scar - 03:07    
10.Delayed Combustion Device - 03:27    
11.Vampire Apocalypse - 03:54    
12.The Depths of Depravity - 03:49 

Download:
Rapidshare / 2shared / Crocko / Sendmyway / Badongo / Freakshare / Depositfiles / Bayfiles

sábado, 17 de março de 2012
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Soulfly - Enslaved

2 comentários
Gênero: Thrash Metal
País: Brasil / Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: Sobre o Soulfly acho que não preciso falar muito. É a banda pós-Sepultura de Max Cavalera, formada em 1997 já lançou 8 discos e teve várias mudanças em sua formação durante os anos. Enslaved, oitavo disco de estúdio da banda, é certamente o mais pesado do Soulfly e um dos melhores trabalhos de Max nos últimos anos, esqueça todo aquele Nu Metal do começo da carreira, esqueça as participações de Fred Durst, Corey Taylor entre outros, this is the real shit. Em Enslaved o Soulfly continua aquilo que já vinha fazendo desde o Dark Ages, o retorno a um som mais pesado e mais parecido com aquele que o Sepultura fazia nos bons tempos.

Enslaved soa como uma orquestra caótica e brutal, com muitas influências de Death Metal parece que a nova formação pesou no som da banda. O disco abre com "Resistance" que já vai lhe preparando para o que está por vir, "World Scum" primeiro single desse novo disco, que tem participação de Travis Ryan do Cattle Decapitation, é incrivelmente pesada e bem produzida, após "Intervention"o que se ouve é uma sucessão explosiva de músicas, "Gladiator", uma das melhores do disco em minha opinião, "Legions" e "American Steel". "Plata O Plomo" é a música que mais me surpreendeu nesse disco, com letras em português e espanhol (por Tony Campos, novo baixista da banda), a música fala sobre o mega traficante Pablo Escobar e rola até um bandolin (acho que é esse o instrumento mesmo) no meio da música, é a que mais gostei nesse disco. "Revengeance" que fecha o disco tem participações de toda a prole de Max Cavalera, Ritchie, Zyon e Igor. A versão deluxe do disco traz mais 3 músicas, "Slave", com direito a Max tocando berimbau, "Bastard" e "Soulfly VIII".

Tracklist:
1. Resistance
2. World Scum
3. Intervention
4. Gladiator
5. Legions
6. American Steel
7. Redemption Of Man By God
8. Treachery
9. Plata O Plomo
10. Chains
11. Revengeance
12. Slave
13. Bastards
14. Soulfly VIII

MEGA // Novafile

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