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sexta-feira, 27 de abril de 2012
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Curumin - Arrocha

3 comentários
Gênero: MPB Experimental
País: Brasil
Ano: 2012

Comentário: Acredito que Luciano Nakata Albuquerque, músico paulistano, multi instrumentalista, tenha atingido, sob a alcunha de Curumin, o máximo de fama que um artista alternativo pode alcançar sem transpor a barreira polêmica que os separa do temido e desejado mainstream. No entanto, parece claro que essa transferência não foi realizada não por falta de oportunidade, mas sim por inexistência de interesse: Curumin, no posto em que está, vai muito bem, obrigado.
Com o lançamento de Achados e Perdidos, em 2005, a personalidade tranquila, desencanada, do cantor, sua mistura de estilos, essencialmente Samba, Jazz e Hip Hop, chamaram a atenção e criaram uma boa base para o lançamento de, quase três anos depois, o seu segundo disco, Japan Pop Show, que trouxe aquilo que lhe faltava para entrar, de vez, no gosto da plateia do underground: "aquela" música, que identifique o artista e que venha à cabeça logo que seu nome é citado: Magrela Fever.
Com mais quatro anos de distância entre seu último lançamento, nos deparamos agora com Arrocha, terceiro disco de um já consolidado e reconhecido artista, que trouxe para seu séquito fãs de renome, como Arnaldo Antunes, por exemplo. A obra demorou mais que o esperado, pois estava quase pronta quando Luciano descobriu que seria pai ("como não deu pra adiar o filho, adiamos o disco" - palavras do próprio). E logo no título sua maior característica é evidenciada: a inserção e misturança de elementos da música regional brasileira, de vários cantos do país, inclusive.
O experimentalismo no mix de estilos, aliás, sempre foi o traço mais forte do trabalho de Curumin. Em Arrocha, isso não é diferente, e, na verdade, é até mesmo mais acentuado que nos registros anteriores. A novidade fica por conta do mundo eletrônico, fonte da qual Curumin passou a beber sem vergonha alguma.
As letras, sempre com muitas gírias e palavras não muito convencionais, são outro aspecto diferenciado de seu trabalho. O seu estilo de canto, ainda, é bastante inequívoco. Arrastado e, por vezes, intencionalmente impreciso, pode até desagradar a alguns, com razão, mas por fim acaba sendo mais um diferencial no todo que forma a aura de artista completo e destacado que o circunda.
Pra mim, guardadas as devidas proporções, Arrocha é o Caravana Sereia Bloom masculino de 2012. A MPB alternativa tem muito o que crescer ainda, e boa parte desse crescimento se dará pelas mãos nipônico-paulistas e indígenas de Curumin. É o retrato da miscigenação em forma de música.


[ MySpace / LastFM ]

Tracklist:
  1. "Afoxoque" - 3:17
  2. "Selvage" - 3:22
  3. "Treme Terra" - 4:15
  4. "Passarinho" - 3:23
  5. "Paris Vila Matilde" - 2:12
  6. "Tupãzinho Guerreiro" - 2:21
  7. "Vestido de Prata" - 4:11
  8. "Doce" - 3:11
  9. "Blinblin (Intro)" - 0:14
  10. "Blinblin" - 1:54
  11. "Sapo Garimpeiro" - 1:19
  12. "Accorda" - 2:03
  13. "Pra Nunca Mais" - 2:31
  14. "Bambora" - 1:01


Download:

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    sábado, 24 de março de 2012
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    Baiano e os Novos Caetanos - Baiano e os Novos Caetanos

    2 comentários
    Gênero: MPB, Forró, Samba-rock
    País: Brasil
    Ano: 1974

    Comentário: Formado pelo humorista, cantor, compositor e ator Arnaud Rodrigues ("O Povo Brasileiro" e "Coronel Totonho" de A Praça é Nossa), pelo humorista, ator, escritor e pintor Chico Anysio e pelo músico Renato Piau, o Baiano e os Novos Caetanos, que faz uma pequena troca em seu título com os nomes do conjunto Novos Baianos (que estavam ganhando grande evidência na época) e Caetano Veloso, surgiu nos anos 70 apresentado como uma sátira ao tropicalismo cujo principais elementos eram o humor, o engajamento, a aparência nordestina e as críticas cantadas/interpretadas por Baiano e Paulinho Boca de Profeta (personagens de Chico Anysio e Arnaud Rodrigues, respectivamente, surgidos no Chico City). Além das letras e dessa estética humorística, o trio contava com um instrumental muito bem elaborado e criativo, cheio de referências e fazendo utilização de variados instrumentos. Contudo a sonoridade apresenta um outro diferencial por conta das palmas, assovios, gritos de platéia e frases soltas que fazem do disco uma espécie de quadro ao estilo de Chico City, mesmo.

    Mas por traz dessas óbvias características existe um disco de indignação à ditadura e apoio aos artistas presos e exilados durante este período negro. Mais especificamente, tanto os personagens como as músicas surgiram após a prisão e exílio de Caetano Veloso e Gilberto Gil, que nem mesmo fora devidamente noticiado por conta da censura. Este disco era como uma carta aberta, qualquer um poderia olha-la, mas somente aqueles que buscavam a liberdade iriam entendê-la e por isso tem seu lugar garantido ao lado de muitas outras cartas musicadas compostas naquela época.
    Cada faixa (onze ao todo) possui sua peculiaridade, mas todas transpiram brasilidade, seja pelos instrumentos utilizados, pelo ritmo, modo de interpretação dos humoristas, dizeres populares ou qualquer outra característica presente nesta pérola. É de certa forma um emaranhado de sonoridades nas quais podemos destacar a MPB e toda sua diversidade, além do samba-rock e forró.

    Este é o primeiro de uma série de cinco discos creditados ao Baiano e os Novos Caetanos e por isso cabe a você buscar conhecer os demais. Como você fará isso pouco me importa, apenas não deixe mais esta obra nacional somente aos ouvidos dos velhotes.

    Em tempo aproveito para deixar aqui meus pêsames a todos que, independente de preconceitos com certos canais e programas, puderam acompanhar, mesmo que parcialmente, a carreira do Chico Anysio, que está num patamar elevadíssimo dividindo espaço ao lado de outros grandes nomes do humor do país. Também vale relembrar a carreira e personagens de Arnaud Rodrigues, que fez parte dos meus tempos de intretenimento televisivo.

    segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
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    Mawaca - 4 Releases

    1 comentários


    Gênero: Folk/World Music/Música Antiga
    País: Brasil
    Periodo de Atividade: 1994-Presente

    Comentário: O Brasil é um país de uma diversidade cultural sem igual, isso devido à imigração de povos de diversos lugares do globo. Os imigrantes sempre vieram impulsionados por uma infinidade motivos, na maioria das vezes a procura de uma segunda chance, na esperança de começar uma nova vida em um país diferente.

    Esses povos se fixavam aqui no Brasil, e o adotavam como nova pátria, mas além das suas esperanças, essas pessoas também traziam algo mais, os seus costumes, as suas tradições e cultura, o que fez do nosso país essa colcha de retalhos cultural que é hoje.

    Então partindo desse principio básico, um grupo de músicos brasileiros se dispuseram a pesquisar as raízes culturais de diversos povos do mundo e procurar as conexões com a música brasileira, recriando e reinventando tradições musicais antigas das mais diversas etnias, inclusive as indígenas brasileiras.

    A diversidade cultural já tem inicio pelo nome do grupo, que possui significados semelhantes em diferentes línguas. O termo Mawaca (de pronuncia Mauaca), significa cantores-xamãs, que segundo a etnia hausa do norte da Nigéria recorrem ao poder mágico da palavra cantada para atrair o poder dos espíritos. Esse nome foi escolhido logo no início da formação do grupo e só depois de algum tempo é que os integrantes descobriram que o termo, com algumas variações na escrita, estava presentes no léxico de outras línguas. O mesmo termo na língua japonesa pode significar canto sagrado, canto harmônico. Para uma tribo de índios do Xingu, são os mensageiros entre as aldeias. É o nome de uma comunidade indígena vive nas margens do rio Orinoco e que praticava a antropofagia e é também o nome de um lugar sagrado de aguas andinas.

    Formado por sete cantoras que interpretam canções em mais de dez línguas, são elas: línguas indígenas brasileiras, espanhol, búlgaro, finlandês, japonês, húngaro, swahili, grego, árabe, hebraico, ioruba e português. Além das cantoras o Mawaca é formado por um grupo instrumental também bastante diverso, tocando instrumentos como: acordeom, violoncelo, flauta, violino e sax soprano, baixo, além dos instrumentos de percussão como as tablas indianas, derbak árabe, djembés africanos, berimbau, vibrafone, pandeirões do Maranhão e marimba.

    O grupo consegue fundir todos os elementos em uma harmonia perfeita, misturando o passado com o presente, o santo com o profano, os mais diversos estilos, criando uma música de múltiplo alcance, capaz de remeter aos mais diversos povos e culturas, de maneira autentica, magnifica e até transcendente.

    Aqui tem um pequeno documentário sobre o grupo:


    Cada trabalho do grupo é uma peça única, onde exploram diferentes culturas. Abaixo estão a descrição sucinta, dos quatro álbuns postados aqui.

    Astrolábio Tucupira.Com.Brasil: Nesse trabalho o grupo Mawaca apresenta canções africanas, portuguesas, indígenas, árabes, japonesas, italianas.

    Os Lusíadas: O CD é o resultado da trilha sonora criada para o espetáculo teatral "Os Lusíadas" produzido por Ruth Escobar em São Paulo (2000), este projeto é a primeira versão musical do poema épico português.

    Pra Todo Canto: Já neste trabalho o grupo incorpora influências, como a indígena brasileira, finlandesa, indianas, japonesas, espanhola, hebraica, mulçumana, música regional brasileira, entre outras.

    Rupestres Sonoros: Aqui o Mawaca faz uma homenagem aos povos indígenas brasileiros, revelando uma curiosa relação entre as pinturas rupestres e as canções indígenas. Nesse CD o grupo apresenta arranjos arrojados sobre canções dos índios Suruí de Rondônia; dos Kayapó do Xingu; dos Wari do Guaporé; dos Kaxinawá do Acre, entre outras.

    [Site/MySpace/LastFM]

    Releases:

    Álbum: Astrolábio Tucupira.Com.Brasil
    Ano: 2000

    Tracklist:

    1.Vinheta Astrolábio - (1:17)
    2.Koi Txangaré - (1:33)
    3.Maçadeiras - (1:53)
    4.Roxinha Da Sanabria - (4:40)
    5.Sopros Do Oriente - (5:06)
    6.Reis - (1:43)
    7.Anonimatus - (1:44)
    8.Ladainhas - (1:153)
    9.Alvissaras - (4:18)
    10.Qyria Yefefya - (4:46)
    11.Tambores De Mina - (3:51)
    12.Maracatus - (4:00)
    13.Nana D´aitoni - (4:01)
    14.Nihon Pizzi - (1:52)
    15.Cangoma - (3:31)
    16.Cacuriá - (4:52)
    17.Cauim - (3:49)
    18.Aguerê De Lansã - (2:17)
    19.Ciranda Indiana  - (6:33)






    Álbum: Os Lusíadas
    Ano: 2001

    Tracklist:

    1.Cais - (3:05)
    2.Kalika - (7:15)
    3.Despedida - (1:22)
    4.Largo Oceano - (3:03)
    5.Mauritania - (3:32)
    6.Congo - (1:58)
    7.Tempestade - (3:01)
    8.Orientes - (3:28)
    9.Salalekum - (6:15)
    10.Caminha das Índias - (3:28)
    11.Puro Amor - (3:07)
    12.Tanta Tormenta - (5:57)
    13.Doce Amparo - (3:03)
    14.Velas - (3:01)
    15.Boa Viagem - (1:11)
    16.Monções - (4:56)
    17.Fado - (1:32)
    18.Abertura Cais - (2:14)
    19.Epifânia Lusíadas - (2:34)
    20.Ninfas - (2:18)
    21.Despertar - (1:40)
    22.Sedução - (2:00)


    Álbum: Pra Todo Canto
    Ano: 2004


    Tracklist:

    1.As Sete Mulheres do Minho - (3:28)
    2.Êh Boi! - (1:44)
    3.Dendê Com Curry - (0:49)
    4.Kali - (5:33)
    5.Lamidbar - (3:25)
    6.Acometado - (4:15)
    7.Ahkoy Té/Hotaru Koi - (3:11)
    8.Soran Bushi - (2:20)
    9.Mawaca pra Qualquer Santo - (5:20)
    10.Cangoma Me Chamou - (3:13)
    11.Tango Dos Chavicos - (3:29)
    12.Et Dodim - (4:48)
    13.Boro Horo - (6:30)
    14.Salam! - (3:50)
    15.Asadoya Yunta - (3:50)
    16.Gayatri Mantra - (11:00)






    Álbum: Rupestres Sonoros (O Canto dos Povos da Floresta)
    Ano: 2008

    Tracklist:

    1.Mawaca - (5:28)
    2.So Perewatxe - (3:09)
    3.Duo Wari - (1:29)
    4.Canção Kayapó - (6:22)
    5.Ahkoy Té - (3:20)
    6.Tamota Moriore - (3:51)
    7.Waiko Koman - (0:50)
    8.Koi Txangaré - (3:00)
    9.Matsã Kawã - (2:22)
    10.Tupari - (3:52)
    11.Asurini - (2:47)
    12.Ciranda Indiana Remix - (5:01)



    domingo, 11 de dezembro de 2011
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    Os Originais do Carimbó de Marituba - Os Originais do Carimbó de Marituba

    5 comentários
    Gênero: Carimbó (Música Regional Brasileira)
    País: Brasil (Marituba - PA)
    Ano: ???

    Comentário: Há tempos venho pensando em postar algo de minha terra; algo que não fosse uma xoxota peluda, nojenta e enorme ocupando parte da Home do blog. Então, pensei em um ritmo regional chamado Carimbó. Encaro o Ignes como um blog difusor de música, não sendo esta retilínea, pragmática e de bases fundamentais chulas. Deste modo, ainda acho válida a minha tentativa de propagar músicas boas e desvalorizadas, sobretudo, pelos (e para os) próprios paraenses. Aliado a isto, está o meu sentimento de pertencimento cultural, aflorado por conta do plebiscito do qual ocorreu hoje para saber se a população paraense gostaria ou não que o estado do Pará fosse dividido. Sendo assim, devo ressaltar que este post é, acima de tudo, um desabafo.

    A palavra Carimbó vem do Tupi “Curi” − que quer dizer “pau” − e “Mbó” − que por sua vez significa “oco” ou “furado”. Juntando temos a ideia de pau oco, ou, neste caso, pau que produz som. Carimbó ou Curimbó, em algumas regiões do Pará como é chamado, propriamente dito era o modo como os indígenas chamavam os tambores de diferentes dimensões dos quais baseiam o ritmo da música. A dança do carimbó possui traços indígenas (os passos monótonos dos pés e do ritmo), africanos (tornaram-no uma espécie de derivado do batuque africano) e lusitanos (dos quais contribuíram também para o ritmo, devido ao acompanhamento que faziam com o estalar dos dedos da mão). Esta dança até os dias atuais possui diversos e pequenos rituais envolvidos, desde os passos utilizados até as roupas dos dançarinos e instrumentos dos músicos.

    Confesso que nada sei a respeito do grupo Os Originais do Carimbó de Marituba. Pois a verdade é que o Pará possui muitos pequenos grupos musicais voltados ao Carimbó, que geralmente tocam em datas festivas pelo interior do estado. Contudo, pouco há de incentivo a esses grupos, sobretudo, no quesito divulgação. Alguns deles conseguem gravar alguma coisa, porém, na maior parte dos casos, sempre desse jeito independente e com pouquíssimos recursos. É fato que todo paraense tem/sabe uma música de carimbó, porém sempre de modo muito incompleto a respeito de quem a fez. Por exemplo, a foto utilizada neste post, eu tive de pegar na internet e montá-la a grosso modo, mas ela não é a capa do álbum, aliás, consegui este álbum tão-somente por conta de um trabalho acadêmico do qual fiz. As letras das músicas falam da região paraense, de suas belezas naturais, de seu folclore, dos seus hábitos e do seu cotidiano. Como são voltadas ao popular e ao resgate da memória de um povo, trazem letras simples e carregadas de traços paraenses, com uma musicalidade repetitiva e pegajosa. Na verdade, se vocês prestarem atenção, uma música sempre parece iniciar com o ritmo do fim da outra.

    É interessante o modo como este grupo procura não falar de Belém em si, muito embora eles pertençam à região metropolitana (Marituba é uma localidade metropolitana); eles falam das regiões do estado, como na música No Lago da Princesa: O lago da Princesa fica em uma ilha muito famosa da região do salgado paraense chamada de Ilha de Algodoal. Na música Carimbó do Apuí, o grupo fala do município de Peixe-boi, um de seus famosos igarapés chamado Apuí e em um dos pratos mais típicos do Pará, o peixe assado com açaí. É esta questão cultural algo primordial neste plebiscito que aconteceu hoje. Perguntam-me sempre se o Pará for dividido, se eu continuarei sendo paraense. A resposta é sim. Todavia, o importante é que se dividirem o estado nada mais disso que eu escrevi até aqui existirá. Se as pessoas tivessem consciência do quão a identidade cultural é essencialmente importante na vida de um povo, elas sequer pensariam em destruir isto. Eu realmente sinto vergonha de termos chegado tão longe com esta nossa RIDÍCULA política partidária da qual usou o sofrimento da população como pretexto para seus objetivos. Muito se fala a respeito do etnocentrismo dos quais os paraenses comumente são alvo. Todavia, a meu ver, esta é a maior manifestação de desrespeito à cultura paraense da qual sofremos.

    P.S.: Desculpem-me pelo desabafo e pelo texto enorme.

    Tracklist:
    01. As Belezas do Pará
    02. Os Originais do Carimbó
    03. Carimbó Pau e Corda
    04. Canoa Pequena
    05. Meu Dendezal
    06. Terra de Umari
    07. Carimbó da Preguiça
    08. No Lago da Princesa
    09. Carimbó do Apuí
    10. Festas no Interior
    11. Nós Somos de Marituba
    12. Pantoja do Pará
    13. Carimbó do Curupira
    14. Faixa sem nome
    15. Eu Sou do Norte

    Download: Rapidshare // Outros Links

    segunda-feira, 7 de novembro de 2011
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    RAPadura Xique-Chico - Fita Embolada do Engenho

    2 comentários

    Gênero: Hip Hop/Rap/Música Regional Nordestina
    País: Brasil
    Ano: 2010

    Comentário: O norte e nordeste brasileiro são regiões castigadas pela falta de chuva e muito pobres economicamente, mas em contrapartida sempre foram terras férteis para grandes artistas, sendo uma das regiões mais ricas quando se trata de cultura. E eis que hoje vou apresentar pra vocês um cabra da peste que só corrobora a minha afirmativa. Seu nome de batismo é Francisco Igor Almeida dos Santos, mas é mais conhecido como RAPadura Xique-Chico, nome bastante sugestivo que faz referencia ao seu tipo de arte e ainda remete aos elementos da cultura nordestina.

    Francisco nasceu em Lagoa Seca, vila do município de Fortaleza, no Ceará. Aos 13 anos teve de deixar sua terra natal junto com família, em busca de melhores condições de vida e se mudaram para Brasília, terra de origem de conhecidos nomes do rap brasileiro, e sob essa influencia, RAPadura começa a compor, mas ao invés de abordar temas comuns ao rap, como opressão à população marginalizada da periferia, e utilizar um linguajar com expressões típicas das comunidades pobres dos grandes centros urbanos, o RAPentista nordestino usou como inspiração para as suas canções a saudade que sentia de sua terra natal, abordando temas da cultura regional nordestina, usando em suas canções expressões e o sotaque típicos.

    Em 2006 faz uma participação notável foi na faixa "A Quem Possa Interessar" do CD Aviso às Gerações, do rapper brasiliense GOG. E após isso começa a ganhar uma maior notoriedade, chegando a vencer a categoria "Grupo ou Artista Solo Norte/Nordeste" do Prêmio Hutúz de 2007. Dois anos depois, foi escolhido no mesmo prêmio como um dos três melhores cantores/grupos das duas regiões na década.

    Mas é em 2010 que ele lança o seu primeiro álbum, “Fita Embolada do Engenho”, álbum bem diverso, que mistura Rap com Repente, e as tradicionais batidas do estilo com elementos da musica regional nordestina como o maracatu, a capoeira, o forró, o baião, cantigas de roda, entre outros.

    RAPadura é dotado de um talento incrível e uma grande originalidade para fazer rap, possuindo uma rapidez extraordinária para cantar suas músicas de maneira fluida e marcante, com letras inteligentes, criativas e rimas ricas, deixando suas musicas grudentas e viciantes.

    “Rapadura é tudo que existe de moderno e autêntico na nova música brasileira, um rap contundente, ideológico e totalmente mergulhado na rica cultura nordestina. Não dou seis meses para ele estar viajando pelo mundo, por estar à frente do seu tempo, e com certeza ter condições de provar que o Rap Brasileiro tem uma nova cara. A cara do Brasil. Finalmente!”. - Ferréz, escritor

    [Site/MySpace/LastFM]

    Tracklist:

    1.Fita Embolada do Engenho - (4:15)
    2.Amor Popular - (4:15)
    3.É Doce Mas Num é Mole - (4:14)
    4.Moça Namoradeira - (4:55)
    5.Tu e Eu - Sinopse - (4:01)
    6.Rima Junina - (4:14)
    7.Maracatu de cá pra lá - (5:11)
    8.Norte Nordeste me Veste - (4:45)

    Download:

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