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quarta-feira, 13 de agosto de 2014
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Damon Albarn - Everyday robots

2 comentários

Gênero: Folk / Eletronic / Trip - hop
País: Inglaterra
Ano: 2014

Comentário: Primeiramente, é estranho pensar que somente agora em 2014 Damon Albarn lançaria seu primeiro disco solo. Com carreira musical iniciada na década de 90, a mente pensante (e por muitas vezes brilhante) por trás de inúmeros projetos de sucesso como o Gorillaz, a The good, the bad & the queen somado aos anos de dedicação ao Blur, entre idas e voltas, iniciativas que disputaram a sua atenção e o "privaram" desta aguardada guinada. Porém, a espera valeu à pena.

Produzido primordialmente pelo próprio cantor em parceria com Richard Russel (dono da gravadora XL) Everyday robots é uma das mais belas reflexões ao mundo contemporâneo promovida nos últimos tempos. Promovendo a discussão entre opostos, a tecnologia sonora é utilizada como suporte para que o britânico aborde em tom lúgubre a atual natureza humana.

Utilizando dos mais diferenciados recursos tais como samples, bateria eletrônica, sintetizadores e instrumentos acústicos, o disco vai de encontro a sonoridades calcadas no folk, na eletrônica e o trip-hop. A faixa título, cartão de visita deste trabalho e primeiro single, traz em si todo o conceito promovido pelo álbum ao observar a robotização da vida humana, em tempos onde as redes sociais nos torna mais frios. A incomunicabilidade de relações foscas é o tema da delicada "Hostiles". A belíssima "Lonely press play" é o hino de 2014 para os solitários de plantão. A ensolarada "Mr. Tembo" quebra o gelo em canção sobre a vida de um bebê elefante. O famoso conto de Oscar Wilde, "O gigante egoísta", permeia o mais belo tratado deste ano na faixa de mesmo nome que ainda com a participação de Natasha Khan, do Bat for Lashes. Brian Eno empresta o seu talento a longa e enigmática "You & me". "The photographs", crítica condizente aos "zumbis" que vagueiam mundo afora, sem perceber a beleza que nos cerca. Por fim, em "Heavy seas of love" temos novamente Brian Eno atuando junto ao coral The Leytonstone City Mission em prol de um petardo delicioso, enebriado da atmosfera gospel e com mensagem esperançosa, mesmo que à meia luz, sobre o amor.      

"Esta é a minha gravação mais pessoal", assim afirmou Albarn em entrevista ao NME. E este é o grande trunfo deste trabalho. Em tempos de vazio existencial, onde cada vez mais o distanciamento humano é promovido por aqueles que adotam a tecnologia como forma de vida, e não como suporte para o que realmente importa,  Everyday robots é um sopro de vitalidade direcionado a aqueles que preferem viver, tal como acredito, em harmonia presencial aos seus pares. Sim, nós somos a resistência.      

   [site oficial / i tunes]

Tracklist:

1."Everyday Robots"  
2."Hostiles"  
3."Lonely Press Play"  
4."Mr Tembo" (featuring. The Leytonstone City Mission Choir)
5."Parakeet"  
6."The Selfish Giant" (featuring. Natasha Khan)
7."You and Me" (featuring. Brian Eno)
8."Hollow Ponds"  
9."Seven High"  
10."Photographs (You Are Taking Now)"  
11."The History of a Cheating Heart"  
12."Heavy Seas of Love" (featuring. Brian Eno & The Leytonstone City Mission Choir)

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quarta-feira, 27 de novembro de 2013
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Keep Shelly In Athens - At Home

2 comentários

Gênero: Downtempo, Dream Pop, Ambient, Experimental, Trip Hop, Synthpop, Chillwave
País: Grécia
Ano: 2013

Comentário: Originário da Grécia, o duo Keep Shelly In Athens surgiu em 2010, no auge do movimento relâmpago que foi o witch house. At Home, segundo full lenght deles, segue a mesma linha sombria e densa de In Love With Dusk/Our Own Dream, na verdade é uma compilação de dois Ep's, lançado em 2012 e que também apareceu por aqui no Pignes.

Nas palavras da vocalista Sarah P. “Nós ouvíamos bastante Oasis e coisas do tipo. E eu também tinha influências de darkwave. Então há certa mistura e no começo estávamos um pouco receosos com isto. Mas então decidimos seguir toda esta diversidade (...) nós misturamos todas essa essas coisas e tentamos criar algo novo.”

Não muito diferente de seu antecessor, At Home é recheado de vocais suaves, batidas densas e sintetizadores. A faixa de abertura, ‘Time Only Exist To Betray Us”, se destaca como uma das melhores do disco, seguida da ótima ‘Oostende’. A banda encontra um dos seus melhores momentos na seqüência ‘Room 14 (I’m fine)’, música que se destaca por sua linha de baixo, ‘DIY’ e ‘Knife’ que com seu riff de guitarra e vocais que lembram os tempos áureos do Yeah Yeah Yeahs conquista todo e qualquer ouvinte. Vale a pena citar também o belíssimo vídeo da faixa 'Recollection', que se encontra no final deste post.

At Home me parece um disco perfeito para ser ouvido em um fim de tarde, em um cenário urbano, cinzento, de um dia chuvoso, como este em que escrevo essa resenha.

Tracklist:
1. Time Exists Only To Betray Us
2. Oostende
3. Recollection
4. Flyway
5. Higher
6. Madmen Love
7. Stay Away
8. Room 14 (I'm Fine)
9. DIY
10. Knife
11. Sails
12. Hover
13. Back To Kresnas Street
14. Addictions

MEGA 

domingo, 3 de fevereiro de 2013
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Bang Gang - Discografia

2 comentários
Gênero: Trip-Hop, Downtempo, Indie
País: Islândia

Comentário: Eu realmente não sei como cada um sente ao conhecer uma banda com uma sonoridade que parecia procurar a tempos! De qualquer maneira, penso que deva ser um acontecimento. Pessoalmente, escuto dias e dias incansavelmente até consumir toda fúria que uma paixão repentina – como essa – nos proporciona. Depois, esta paixão já não me satisfaz mais por completo e parto em busca de outra, assim, completando o ciclo... Bang Gang  não é novidade por aqui, muito embora, raro são os casos de alguém tê-la percebido. De todo modo, a música em destaque ("Inside") da OST do filme Cashback – postada também por mim – pertence ao Bang Gang... Então, não deve ser difícil imaginar como conheci esse projeto!

Formado em 1996, Bang Gang ganhou vida pelo compositor/produtor/performer/cosplay do Napoleon Dynamite don’t vote for Pedro Barði Jóhannson, junto às participações da cantora Keren Ann. Muito embora Bang Gang exista há anos, possui apenas três álbuns e alguns EP’s no currículo, além de algumas apresentações monstruosas nas terras geladas do leste europeu. Claro, muito embora não seja o tipo de banda desconhecida – daquelas que nem foto tem! –, não é muito fácil encontrar informações curiosas a respeito da mesma (que, quem sabe, nem tenha!) devido as alusões pornográficas que o Google (grandioso, porém funcional) entende e mostra...

Bang Gang possui uma sonoridade melancólica e abissal. Trip-hop intimista, a meu ver; nada do tipo Trip-Fuck; transborda os limites trip-hopianos com uma mistura de synths com acústico e esbarra em um suave Indie. Aliás, para mim, o álbum com a maior levada propriamente dita de Trip-Hop/Downtempo é o primeiro, You (2000), e o álbum mais Indie é o último, Ghost From The Past (2008). As letras são simples, repetitivas, fáceis até para quem não entende muito da língua dos “gringos”. Do mesmo modo são cantadas por vocais sutis masculinos e infantis femininos. Um verdadeiro etéreo agridoce musical!

P.S.: Ressalto a proeza deste projeto em conseguir lançar três álbuns com identidade própria e que, nas minhas primeiras ouvidas, difícil foi escolher uma música preferida!

Myspace || Site Oficial || Lastfm

domingo, 7 de outubro de 2012
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Jeanne Mas - Made in France

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Gênero: Eurodisco, Pop, Chillout, Trip-Hop
País: França
Ano: 2012

Comentário: Um dia hei de transcender esta minha indecisão crônica de Libra e fazer um Julgue o Disco pela Capa, mas, enquanto permaneço em minha batalha, mato esse gostinho postando álbuns como este aqui. E eu sei que você deve estar pensando “Ei, eu já vi esta mulher em algum lugar...” e a resposta é que provavelmente já viu mesmo, pois a jovem-senhora na capa do álbum é a atriz Jeanne Mas... Agora você se pergunta: Quem? E a verdade é que pesquisando sobre ela – quem até então eu só achava o rosto familiar – descobri que o filme mais famoso que ela fez foi O conde de Monte Cristo, filme este que eu nunca vi!

O fato é que Made in France é um álbum instável e indefinido, com uma sonoridade bem atípica que alguns dizem ser Electropop, outros galera do Pignes acham que é Eurodisco. E ainda tem uma levada que muito me lembra Trip-Hop e Chillout! Acredito que esta instabilidade e indefinição acontecem por conta da essência introspectiva do álbum, que se resume em músicas ora breves, ora lamuriosas, ora pop’s e que são cantadas por um vocal quase infantil.

Tracklist:
01. Ouverture
02. Made In France
03. Un Peu De
04. Fais Moi De La Peine
05. La Première
06. Entracte #1
07. Au Bout Du Chemin
08. Décembre
09. Entracte #2
10. Pour Toi J'ai Tort
11. Regarde Ailleurs
12. # Dans Le Désert

Download: Rapidshare // Outros Links

domingo, 8 de julho de 2012
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Suilen - Discografia

5 comentários
Gênero: Eletronic/ Ambient/ Chillout/ Industrial/ Gothic/ Trancecore/ Tripcore (???)...
País: Japão

Comentário:
Os japoneses, musicalmente falando, conseguem reproduzir quase todo tipo de música e deixar rastros de sua cultura, como manchas de sangue após um assassinato. Do jazz ao rock, do instrumental ao eletrônico, do ambiental ao metal, é fácil, mesmo que não seja a real intenção, separar um material nipônico, ou mesmo, algo oriental do ocidental. Isso, obviamente, ignorando totalmente os vocais, caso estes estejam em japonês, ou tragam consigo aquela dificuldade em pronunciar certas letras.
Suilen deixa isso bem claro ao executar seu som. Uma sonoridade eletrônica/industrial com toques severos, mas uniformes, de música gótica e chillout (além de outros elementos) que são unidos em perfeita harmonia. Mas a parte oriental é fortalecida por uma sonoridade única e inexplicável (ou talvez só para mim, um leigo) dissipada das cordas de aço de guitarras, efeitos eletrônicos e muitas vezes, vocais típicos ao lado de violinos, dando um clima mais folk, mas sem esforços extras para isso, um tanto quanto natural.

O nome da banda deriva de uma flor, a lírio d'água e foi formada em 2006 por Shakuyaku (芍薬), uma vocalista que navega entre o japonês e o inglês, e o guitarrista Maki (麻輝), ex-guitarrista da banda de synthpop Soft Ballet. Ambos revezam também nos eletrônicos. É a união da delicadeza vocal e comunicativa de Shakuyaku com o ruído provocativo, mas cauteloso de Maki. Com a introdução de barulhos industriais e ruídos diversos, eles estão longe de quererem competir com outros projetos do estilo, buscando algo diferente. Eles criam um clima, fazem você viajar com a bela vocal e lhe cutucam com batidas soltas e ruídos industriais. Ainda assim, não fogem da alma central que define e diferencia o modo japonês, seu sentimento e seu emblemático cosmo. E como se não bastasse, ainda fazem uma pergunta para você: — Você não quer ser perturbado?

Cada CD tem sua peculiaridade, claro, mas não estou apito à mostrá-las. Também são donos da música Magnolia, faixa título de um dos OVAs de Hellsing (se não me engano, do sexto) e que é também a mais diferente, pesada (no sentido heavy metal mesmo) e direta da dupla.

O duo, ao falar de si mesmo, pouco é humilde, mas sua exaltação sentimental é no mínimo o mais justo esclarecer sobre sua própria obra.




2007.12.19
Neo Haram
Tracklist:
1. Lotus
2. Hiruma
3. Keitou
4. Yuzurikai
5. Hidarite
6. Spine
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2008.06.18
Hita Hita
Tracklist:
1. Jo
2. Yotoshite
3. Haru No Kuni
4. Hakage Koshinyoku
5. Sukima
6. Hazakura No Koro
7. Tsuki No Shuku
Download: MEGA//4Shared



2009.03.11
Licca-no-ne
Tracklist:
1. Shinto Shite
2. Fuyoudo
3. Tsuki ni Naku
4. Song 6
5. Nenone Nitayuta
6. Kanashimi
Download: MEGA//4Shared


2009.12.23
THE DAWN
Tracklist:
1. Zakuro
2. Hakuro
3. Magnolia
4. Sorewa Mohaya Chimoku to Shite
5. Shintoushite ver.2.0
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Quem escreve e faz os uploads:

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.