País: —
Ano: 2010
Comentário:
Scott Pilgrim vs. The World (Scott Pilgrim contra o Mundo) é sem dúvida alguma um dos prediletos à adentrar na minha lista de filmes nerds desta década, com direito a uma nova musa para os amantes deste universo jovem: A casável Ramona. Também podemos considerar uma das boas e raras (principalmente nos tempos atuais) adaptações (ou meramente baseado) dos quadrinhos que não gerara enormes manifestações, tumultos, insultos, pancadaria e juras de morte
Sabe aquela sensação de música feita nas coxas, crua, amadora e suja? E as letras então, quase tão sem sentido quanto os personagens e seus atos, mas que quando encaixados no filme, ou na vida, parecem fazer todo sentido? Ou mesmo os vocais desafinados, rasgados, gritados, gemidos, descompassados e sussurrados? Pois é, esses são os ingredientes da fórmula usada pela Sex Bob-omb para criar todas as suas músicas. Bandas de garagem — ...e de outros cômodos da casa... — que buscam um reconhecimento, um lugar ao sol para se aquecerem do clima gélido de Toronto enquanto sofrem de sentimentos, comportamentos e sorte instáveis. Assim se mostram também outras músicas compostas pelas bandas, criando uma harmonia distorcida, barulhenta e alternativa durante todo o filme.
Porém temos que esclarecer algumas coisas. Sex Bob-omb é a banda fictícia de Scott Pilgrim e sua trupe. Aliás, é a banda real dele, mas no mundo fictício de vs. The World, que dispensa meu mísero senso de humor. Por trás de suas músicas está Beck (Beck Hansen), cantor, compositor e multi-instrumentalista — que já trabalhara com bandas como The Flaming Lips, Charlotte Gainsbourg e The White Stripes — que se encarregou de compô-las. Mas isso não significou descanso para os atores, pelo contrário. Mark Webber, Alison Pill e Johnny Simmons tiveram de aprender a tocar seus próprios instrumentos. Aulas e ensaios acompanhados por Michael Cera (que já tocou baixo) e Beck, tiveram de ocorrer antes do início das filmagens.
Brendan Canning e Kevin Drew do Broken Social Scene escreveram as duas músicas para Crash and the Boys, mas a voz ouvida é do próprio ator Erik Knudsen.
Outras músicas pertencem originalmente à Frank Black, Black Lips, Metric (interpretada pela banda dos "ex", o The Clash at the Demonhead), T. Rex, Rolling Stones e os próprios Broken Social Scene e Beck. Também a faixa Scott Pilgrim, da banda canadense Plumtree, que serviu de influência na criação da HQ de Bryan Lee O'Malley, foi adicionada à trilha.
Por fim, não podemos fazer a injúria e deixar de citar Nigel Godrich, o "sexto membro" do Radiohead, produtor deste álbum que voz trago, e que ainda conta com a contribuição dos músicos Cornelius, Dan the Automator, Kid Koala e David Campbell. E nem vou comentar sobre a versão em 8 bit da empolgante Threshold.
Esclarecendo que, aqui lhes trago o Original Motion Picture Soundtrack, e não o Original Score. O Original Score foi lançado em um CD separado (aquele de fundo verde). Ou seja, aqui estão as músicas fodas, lá, todas as demais sonoridades feitas para o filme. Também ressalto que esta é a versão deluxe, contendo 3 faixas extras.
