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domingo, 4 de setembro de 2011
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Pignes 60's: Psychedelic Rock

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A partir da segunda metade da década de 60, o rock e o psicodelismo se misturam claramente e se torna praticamente impossivel separar ambas até o final da década/início da década de 70. Surgido a partir da reprodução de experiências com drogas lisérgicas na forma de música, a psicodelia se enveredou no rock e claramente ajudou a dar o pontapé inicial pra inúmeros subgêneros que viriam a dar as caras futuramente.

Essa reprodução de lisergia se deu principalmente no experimentalismo de novas técnicas e efeitos de gravação como delays, wah wah, distorções experimentais , usos de instrumentos não muito tradicionais como a citara, orgãos, harpas, mellotrons, fora os instrumentos eletrônicos mais primitivos como os sintetizadores e teremins. Fora isso tivemos o início da saga dos solos virtuoses, viajados e cheios de feeling. E sem esquecer muita influência de melodias indianas incorporadas a estilos mais tradicionais como o Blues Rock e o Folk Rock. Tudo isso gerou gêneros como psychedelic folk, psychedelic rock, psychedelic pop, psychedelic soul (tava todo mundo muito louco) fora outros gêneros que colheram os frutos disso claramente como o prog rock em especial, além do jazz rock, heavy metal, glam rock e até a música eletrônica.

Na montagem da coletânea, não consegui ter coragem de fugir dos grandes clássicos, seria ingrato não colocar o 13th Floor Elevators, os considerados criadores do gênero, que apesar de ser uma informação contraditória, ao menos  responsáveis por criar o termo foram eles. Também não daria pra deixar de fora o Sgt. Peppers do Beatles, considerado como um dos melhores álbuns da história, e também o de maior sucesso de toda essa onda. O Pink Floyd em sua fase embrionária e mais experimental, quando ainda eram liderados por Syd Barret que pouco depois iria pirar completamente graças ao uso excessivo de drogas. Ainda temos nosso querido Mutantes pra representar o Brasil, que se tornara provavelmente a segunda banda de rock brasileira (depois do Sepultura) a ter maior fama internacional, com total merecimento. Stones, Hendrix, Doors, Who, Cream também marcam como grandes medalhões de toda a história do Rock. Os amigos e colaboradores Zappa com seu Mothers of Creation e Van Vilet como Captain Beefheart and his Magical Band, dois dos músicos mais geniais de toda história sem exageros, completamente incomparaveis. Os fundamentos do Prog Rock também aparecem com King Crimson e Jefferson Airplane, além dos irmãos alemães mais experimentais do Prog como o Can e o Amon Düll II representando o Krautrock.
Enfim, tentei sintetizar essa fase tão rica e boa do rock que fora a psicodelia, embora seja até pretensioso fazer isso em uma coletânea com vinte e poucas músicas, espero que a audição seja uma experiência prazerosa.

Tracklist

1.Pink Floyd - Astronomy Domine (The Piper At The Gates Of Dawn)
2.Mutantes - Panis Et Circenses (Os Mutantes)
3.Frank Zappa & The Mothers Of Invetion - Motherly Love (Freak Out!)
4.Captain Beefheart and His Magical Band - Abba Zaba (Safe as Milk)
5.Velvet Underground - All Tomorrow's Parties (Velvet Underground & Nico)
6.Beatles - Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band)
7.The 13th Floor Elevators - Roller Coaster (The Psychedelic Sounds Of 13th Floor Elevators)
8.Can - Mary, Mary So Contrary (Monster Movie)
9.The Who - I Can See For Miles (The Who Sell Out)
10.King Crimson - 21st Century Schizoid Man (In The Court Of King Crimson)
11.Cream - Sunshine Of Your Love (Disraeli Gears)
12.Jimi Hendrix Experience - Fire (Are You Experienced?)
13.The Doors - People Are Strange (Strange Days)
14.Jefferson Airplane - Somebody To Love (Surrealistic Pillow)
15.Grateful Dead - Born Cross-Eyed (Anthem Of The Sun)
16.Blue Cheer - Summertime Blues (Vincebus Eruptum)
17.Amon Düül II - Kanaan (Phallus Dei) 
18.Yardbirds - Over Under Sideways Down (Roger The Engineer) 
19.Rolling Stones - On With The Show (Their Satanic Majesties Request)
20.Aphrodite's Child - The Shepherd And The Moon (End Of The World)
21.H.P. Lovecraft - Let's Get Together (H.P. Lovecraft) 
22.Red Krayola - Hurricane Fighter Plane (The Parable Of Arable Land) 


sábado, 3 de setembro de 2011
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Pignes 60's: Experimental Rock

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Antes de começar a falar sobre a minha coletânea, vou falar sobre um fato constatável ao se fazer um apanhado de bandas experimentais dos anos 60. Bom, o rock em si como conhecemos começou a ficar famoso em seus moldes atuais naquela década, então, de forma grosseira, todo o rock daquela época tem um pé no experimental. Todas as bandas a algum nível deram sua contribuição de originalidade ao estilo, criando bases para a diversidade de vertentes que vemos atualmente.

No que tange as minhas escolhas, tentei não ser muito clichê, e não botei um nome que certamente gerará controvérsias: Frank Zappa. Mas só pelo motivo que ele deve aparecer em outras coletâneas por aí a rodo ainda nesta década. Mas como podem observar, não deu pra fugir muito de repetir bandas de outras coletâneas, como o caso do Velvet Underground, que apareceu numas três. Mas indo além desse problema, tentei fazer um apanhado de bandas e músicas que não só são em si experimentais, mas criaram despretenciosamente escolas de música experimental, como o Red Crayola e o Grateful Dead. Sem falar, é claro, dos primórdios do Progressivo, com King Crimson e Magma. O tropicalismo dos Mutantes está presente, assim como o Krautrock do Xhol Caravan e do Can. Pra finalizar os meus comentários, botei ainda o psicodelismo experimental do The 13th Floor Elevators.

Então é isso, a coletânea não está muito extensa, nem tem muitos nomes, mas por que eu coloquei algumas músicas muito longas, com mais de 20 minutos, e ficaria bastante tedioso uma coletanea extensa de músicas longas. É um aperitivo do que o experimental nessa década proporciona, e mais ainda um sinal do que viria a explodir na década de 70 no Krautrock e o Rock Progressivo. Espero que gostem.

Tracklist

1: Magma - Kobaia
2: The 13th Floor Elevators - You Don't Know
3: King Crimson - Moonchild
4: Can - You Doo Right
5: O Terço - A Flauta
6: Os Mutantes - Bat Macumba
7: The Grateful Dead - Attics Of My Life
8: The Monks - I Hate You
9: The Velvet Underground - Venus In Furs
10: The Reed Krayola - Guitar
11: Xhol Caravan - Pop Games

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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
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Pignes 60's: Folk/Country

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A maioria dos leitores certamente estudou algo sobre o folclore na escola. Vocês se lembram? Falavam de cultura popular, costumes, tradições, histórias e cantigas passados de geração a geração. O termo "Folk" de "Folklore" é o mesmo "Folk" referente ao gênero musical desta coletânea. Assim sendo, pode-se dizer, a princípio, que a música Folk é a música tradicional de um povo, de uma região. Cada região no mundo teria seu próprio estilo musical Folk.
Esta coletânea, porém, se foca num Folk mais "específico". Trata-se de uma evolução da música Folk tradicional anglo-americana, um processo que começou no final do século XIX com artistas interessados na preservação desse tipo de música. Aos poucos, a música Folk foi se solidificando, com a criação de novas canções enraizadas nas canções tradicionais. Este novo estilo foi chamado de "Folk Revival" ou "Música Folk Contemporânea". O exemplo mais claro deste processo é o trabalho de Woody Guthrie. Ele interpretou muitas canções tradicionais e também escreveu canções próprias. (Seu trabalho é fantástico, ouçam! Por mais simples que sejam, suas canções são verdadeiramente tocantes). Woody foi inspiração para a maioria dos artistas presentes nesta coletânea.
Esta coletânea aborda também a música Country. Esta nada mais é do que outra evolução da música Folk que ocorreu nos EUA. A música Country nasceu no sudeste americano e se ramificou em diferentes formas, como o Honky Tonk, Outlaw e Hillbilly, este último que deu origem ao Rockabilly. Country e Folk se encontram com frequência. Muitos artistas - nesta coletânea temos Dylan, Cash, Seeger - escreveram canções enquadráveis nos dois gêneros.
Na década de 60, ambos os estilos se fundiram com o Rock. Talvez esta década tenha sido mais importante para o Folk do que para o Country, uma vez que o Country já era bem definido nos anos 50, ao passo que o Folk, bem disperso na década de 50, teve uma explosiva popularização na década seguinte. Surgiram muitos artistas que se utilizaram da música Folk das mais diversas maneiras. Por isto, o estilo se distanciou muito do "folclórico" original.
Quanto à sonoridade, o Folk se caracteriza - a princípio - pelo uso do violão combinado com gaita. Este instrumental foi sendo incrementado ao passar do tempo, mas ainda hoje continua sendo a base do estilo. O Country foi sempre mais versátil em relação ao instrumental, cabendo facilmente nele o uso de diversos instrumentos e sons. Mas o papel principal, em ambos os estilos, fica por conta do vocal e das letras. Belas vozes e letras inteligentíssimas estão presentes nestes estilos.
Esta coletânea começa com a canção "Where Have All The Flowers Gone?" escrita por Pete Seeger e Joe Hickerson em anos diferentes. É um bom exemplo de uma canção que remete ao Folk tradicional. Estruturada em estrofes padronizadas, lembra muito uma cantiga infantil. Sua profunda letra, porém, pouco tem de infantil. Esta canção me encantou especialmente, por isso dei destaque a ela. A seleção segue com outras canções mais tradicionais, incluindo a famosa House of the Rising Song, aqui cantada por Joan Baez. Foram inseridos também os populares Simon & Garfunkel e The Mamas & The Papas. (Não consegui deixar "California Dreamin'" de fora. É o tipo de música que todo mundo conhece, mas é digna de tanto reconhecimento [Michelle Phillips é muito linda! *.*]). "Woodstock" refere-se ao importante festival, onde o Folk teve grande participação. Em seguida, foram inseridas algumas canções Country, onde se destacam as belas vozes de Don Gibson, Willie Nelson, etc. A partir da faixa 17 - com The Byrds, banda pioneira tanto no Folk Rock quanto no Country Rock - apresenta-se uma lado mais "moderno" dos estilos. Além das fusões com o Rock, tem um pouco de Psychodelic-Folk com The Incredible String Band e um Blues-Folk sofisticado com Van Morrison. A memorável "Like a Rolling Stone" finaliza a seleção. Esta canção tem importância descomunal, quase tão grande quanto a importância de Bob Dylan para a história da Folk contemporâneo. É uma pena ter inserido apenas uma canção de Dylan na coletânea, mas ele é praticamente onipresente. Quase todos os outros artistas da coletânea já fizeram parceria com Dylan, ou já tocaram composições suas.

Obs.: Meus conhecimentos sobre Folk e Country, antes de começar a montar esta coletânea, eram próximos a zero. Provavelmente deixei artistas importantes de fora, provavelmente escrevi alguma informação errada. Peço que conhecedores do estilo adicionem informações relevantes nos comentários. ^^
Peço desculpas também pela baixa qualidade de algumas faixas. Em muitos momentos fiquei dividido entre retirar a canção ou deixá-la com qualidade ruim, e acabei optando pela segunda alternativa - como é o exemplo de "Turn! Turn! Turn!", na belissíssima versão de Judy Collins junto com Pete Seeger, cujo áudio foi retirado da gravação de um programa de TV.
Peço desculpas ainda pelo texto imenso.

Tracklist:

01. The Kingston Trio - Where Have All The Flowers Gone?
02. Peter, Paul and Mary - All My Trials
03. Simon & Garfunkel - I Am a Rock
04. Joan Baez - House Of The Rising Sun
05. Judy Collins & Pete Seeger - Turn! Turn! Turn!
06. The Highwaymen - The Gypsy Rover
07. The Mamas & The Papas - California Dreamin'
08. Odetta - The Golden Vanity
09. John Denver - Leaving On a Jet Plane
10. Joni Mitchell - Woodstock
11. Don Gibson - Sea Of Heartbreak
12. Merle Haggard - Workin' Man Blues
13. Bobby Bare - Detroit City
14. Tammy Wynette - I Don't Wanna Play House
15. Willie Nelson - Mr. Record Man
16. Johnny Cash - Ring Of Fire
17. The Byrds - I Am a Pilgrim
18. Buffalo Springfield - For What It's Worth
19. The Flying Burrito Brothers - Christine's Tune
20. Tim Buckley - Once I Was
21. Nick Drake - Three Hours
22. Pentangle - Light Flight
23. The Incredible String Band - Painting Box
24. Van Morrison - Cyprus Avenue
25. Bob Dylan - Like a Rolling Stone

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quarta-feira, 31 de agosto de 2011
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Pignes 60's: Funk/Soul/RnB

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No meu post de apresentação neste notável blog, eu disse que vocês não haveriam de esperar de mim resenhas muito longas, já que o papel delas é instigar, de forma sucinta, o leitor a comprar a sua ideia, no caso, baixar o disco indicado. No entanto, vai ser bem difícil cumprir com o prometido ao se falar de uma coletânea que cobre uma década. Ainda mais com estilos tão marcantes.
De um modo geral, Funk, Soul e R&B se entrelaçaram na década de 60. Alguns artistas desse selecionado se enveredaram pelos três estilos alternadamente. Os frutos desse período são colhidos até hoje, e um deles é o tão amado Hip Hop, e esse é um dos motivos que mais me alegraram em pesquisar mais a fundo o objeto desta coletânea. Sendo assim, passemos aos artistas escolhidos.
Quanto ao funk, cabe ressaltar que falar dele e não falar de James Brown é incorrer em erro gravíssimo. O cara praticamente inventou o estilo, que na década seguinte causou frenesi geral e encimou todas as paradas. Papa's Got a Brand New Bag retrata perfeitamente seu estilo e sua vivacidade. Elétrica e direta. E Se alguma música pode rivalizar com o legado de Brown no quesito importância ao funk, certamente é Thank You (Fallentinme Be Mice Elf Agin). Considerada uma das mais influentes canções do gênero, foi lançada em dezembro de 69, e obteve trocentas regravações, inluindo uma de Eddie Murphy, bem recente, pro terceiro filme da série Shrek.
Passando-se ao Soul, inicio com aquela que é reconhecida como a rainha do estilo. Respect foi escrita por Otis Redding (que também consta dessa lista), e afirmou a carreira de Aretha Franklin de vez, em 1965. Além dela, Sam Cooke é considerado um dos inventores do Soul, e consta de qualquer lista que fale do gênero, inequivocamente. Quanto aos duos, Sam & Dave formaram uma dupla carismática e de grande sucesso, que outorgaram alegria ao estilo e contribuíram para seu sucesso. Não poderia faltar, também, a vertente do Soul Blues, cujo maior expoente é Bobby Bland.
Mas o grande difusor do estilo, cuja importância histórica é inegável, é a Motown Records, gravadora fundada por Berry Gordy Jr em Nova York que propagou diversas formas de Soul. É responsável por grande parte dos lançamentos da década, inclusive das faixas aqui inscritas da lavra de The Miracles, Martha & the Vandellas, The Mar-Keys (soul instrumental), The Four Tops, The Temptations e The Supremes.
Completam esse selecionado alguns nomes que dispensam apresentações: Ray Charles, Stevie Wonder, Barbara Lewis, Wilson Pickett e Otis Redding, cujas canções que aqui incluí combinam letra e melodia perfeitamente. Valeu a pena montar essa coletânea só por descobrir tais músicas, de verdade.
Por fim, eu não poderia deixar de incluir algo nosso. Wilson Simonal é o Brasil na Soul/Funk/R&B do pignes. Nem Vem que Não Tem é a canção mais malandrona da face da terra. “Uma musiquinha para machucar os corações”, como ele próprio, do alto de toda sua sagacidade, introduz. Com “nem vem de garfo que hoje é dia de sopa” e “nem vem de escada que o incêndio é no porão”, chego à conclusão que tantos sentidos figurados juntos não podem dar em algo ruim. E como se não bastasse, incluí, como bonus track, a versão EM FRANCÊS, sim, EM FRANCÊS, desse clássico, feita por Michel Zanini. Aproveitem!

Tracklist
  1. James Brown - Papa's Got A Brand New Bag - 4:20
  2. Sly & the Family Stone - Thank You (Falettinme Be Mice Elf Agin) - 4:50
  3. Aretha Franklin - Respect - 2:22
  4. Sam & Dave - Soul Man - 2:39
  5. Wilson Pickett - Mustang Sally - 3:59
  6. Wilson Simonal - Nem Vem que Não Tem - 2:31
  7. The Supremes - You Can't Hurry Love - 2:53
  8. The Four Tops - I Can't Help Myself (Sugar Pie, Honey Bunch)
  9. Marvin Gaye & Tammi Terrel - Ain't no Mountain High Enough - 2:24
  10. The Temptations - Ain't Too Proud To Beg - 2:30
  11. The Mar-Keys - Last Night - 2:33
  12. Martha & the Vandellas - Nowhere to Run - 2:55
  13. Sam Cooke - (What A) Wonderful World - 2:11
  14. The Miracles - Ooo Baby Baby - 2:47
  15. Bobby Bland - Turn On Your Love Light - 2:31
  16. Otis Redding - (Sittin' On) the Dock of the Bay - 2:45
  17. Stevie Wonder - For Once In My Life - 2:49
  18. Ray Charles - I Can't Stop Loving You - 4:13
  19. Barbara Lewis - Baby I'm Yours - 2:30
  20. Michel Zanini - Tu Veux Ou Tu Veux Pas - 2:45
Mirrorcreator
terça-feira, 30 de agosto de 2011
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Pignes 60's: Protopunk/Garage Rock

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Segundo o Wikipedia, aquele site de fontes bem duvidosas, o rock de garagem (ou Garage Rock) e o protopunk nunca foram reconhecidos como tal durante o boom de sua existência, ou seja, nos anos 60. Os termos vieram apenas na década seguinte exatamente para diferenciar os sons produzidos nos anos 60 e 70. “Rock de Garagem” ganhou este nome por ser algo tão caseiro, bruto, cru e efêmero que qualquer pessoa poderia muito bem montar a sua bandinha e ensaiar na garagem de seu pai! Daí vem a explicação da miríade de bandas que apareceram, tocaram − algumas gravaram alguma coisa (e isso não significa que foi algo bem feito, pelo contrário!), outras ficaram “famosas” − e, como todo pó volta a ser pó, sumiram...

Quanto ao Protopunk, a história já é um pouquinho mais complicada, ou não, depende do ponto de vista! Para quem não sabe, se é que alguém não sabe, o prefixo “proto” significa algo como “aquilo que se forma antes”; desta forma “protopunk” nada mais é que a “origem” do punk, claro, apresentado sonoramente bem diferente do que conhecemos, até porque, ao que percebi em minhas pesquisas e ressalto que posso estar errada e estar praticando a heresia musical, o Protopunk praticamente não existe quanto à parte sonora; seria algo mais ideológico do que propriamente musical! E isso se explicita nos próprios sites de músicas disponíveis por aí, se você procurá-los, encontrará tags como “Garage Punk”, “Garage Rock”, “Garage Rock/Psych/Beat” e os caralhos, mas dificilmente encontrará “Protopunk”, ao menos, isto foi algo que constatei. No entanto, a meu ver, há dois princípios básicos que, de certa forma, unem o Protopunk ao Garage Rock: a primitiva idéia de “Do it yourself” e as temáticas “revolucionárias”.

O fato é que eu não conhecia ABSOLUTAMENTE nada sobre ambos os estilos; a frustração foi grande quando descobri que as únicas bandas que conhecia dos gêneros eram: The Stooges, Velvet Underground e Beatles; as primeiras eu nunca gostei e Beatles?! Bem... gosto das mais conhecidas! E a decepção foi proporcional quando constatei que as melhores músicas do Bowie, que se encaixariam perfeitamente em minha coletânea, eram dos anos 70! Outro grande empecilho fora as constantes influências de outros gêneros que ocorriam nos anos 60, sendo assim, difícil seria montar uma coletânea genuína. Portanto, acho que o que fiz ficou mais para “coletânea híbrida”. Também fiquei muito feliz, apesar dos pesares, em conseguir reunir características bem minhas nas bandas/músicas que selecionei, por exemplo:
- o clichêzão: Beatles;
- o idioma estranho: Dzikusu (banda polonesa que canta em polonês, olha que coisa linda!);
- a salada: Les Baroques (banda holandesa com nome francês que canta em inglês!);
- o feminismo (?) incubado: Lyn & The Invaders, Denise e The Luv’d Ones (esta última composta apenas por mulheres que, de fato, não perderam tempo se descabelando e dando gritinhos histéricos, e foram fazer as suas próprias músicas!);
- o cláááááááássico: The Monks, The Sonics, MC5 (sem dúvida, MC5 é uma das bandas que mostra já nos anos 60 o desprezo por temáticas cute cute e o gosto por passar mensagens revolucionárias repletas de palavrões e... É, FODA-SE!);
- o underground: Crushed Butler (tão underground que nem lembro como a conheci!);
- a dedicatória: The Fugs − a minha mona, Camilo; que sempre me ajudou e desta vez não foi diferente, afinal, “quem ama reupa!”.



Tracklist:

01. The Monks - Boys Are Boys
02. The Sonics - Have Love Will Travel
03. West Coast Pop Art Experimental Band - You Really Got Me
04. MC5 - Tonite
05. Five Canadians - Writing On The Wall
06. Les Baroques - I Was Wrong
07. The Fugs - Doin' All Rignt
08. Pretty Things - Free Love
09. Crushed Butler - High School Dropout
10. Lincoln Street Exit - The Brummer
11. The Rationals - I Need You
12. The Lemon Fog - Yes I cry
13. Dzikusu - Piastelsi
14. The Beatles- She Loves You
15. Denise - What'll You Do Then
16. The Who - Run Run Run
17. The Luv'd Ones - Walkin' The Dog
18. Lyn & The Invaders - Boy is Gone
19. Los Saicos - Lonely Star
20. Hipster Image - Make Her Mine

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