Demorou, mas saiu. Eis a lista com os 50 melhores discos na opinião da vasta equipe do Pignes. Uma lista que reflete perfeitamente o ecletismo de nossos colaboradores, indo do pop chiclete de MIA ao black metal do Peste Noire, passando ainda pelos Stoner Rockers do Red Fang, o rapper Kanye West, o shoegaze do My Bloody Valentine, entre outros vários que passaram pelo blog neste que foi um grande ano para os fãs de música. E agora, nos dias finais de 2013, é a hora de relembrar os discos que nos fizeram passar pelos dias com mais facilidade, pois a música, a música é o que nos move.
O ano de 2011 já acabou, mas deixou memórias e alguns resquícios, e dentre eles a parte final do TOP 50 do ano, com os dez melhores álbuns do ano. Separamos, nessa postagem, os dez melhores do ano, na humilde opinião dos postadores desse blog. A experiência deu muito trabalho, mas foi, certamente, bastante proveitosa. Antes de passar aos vencedores, gostaria de salientar que não só os discos dessas postagens resumiram 2011: também a arte que encimou cada um dos posts colaborou para uma espécie de retrospectiva. A primeira postagem mostrava uma foto de um confronto das tropas americanas no Afeganistão,e m janeiro de 2011. A segunda era baseada na vitória dos rebeldes contra a ditadura do falecido Gadafi. A terceira denotava o inesquecível nocaute de Anderson Silva pra cima de Belfort. A quarta usou como base aquela que foi considerada a foto do ano: um casal se beijando, alheio aos conflitos que devastaram o Canadá.
Por fim, a arte de hoje representa os festejos de ano novo. Que 2012 nos traga um Top 50 de nível ainda maior do que em 2011.
#10
TesseracT - One (22/03/2011)
"Mesmo que a produção cubra a maior parte da emoção da música, os vocais limpos de Dan e a brilhante e sensacional musicalidade fazem de TeressacT um esforço a ser reconhecido" - Metal Assault - 8.5/10 estrelas
"Enquanto as gravadoras continuam assinando com jovens fenômenos, todas elas também acabam por forçar o lançamento de um debut antes que as bandas tenham tempo de amadurecer e encontrar seu próprio som. TesseracT, por outro lado, passou muito tempo no underground crescendo como uma banda, e agora ascende completamente formada" - PopMatters - 8/10
"Com todas as frases, letras e amor que Astronautalis colocou em This Is Our Science, ele certamente se sentirá em casa em cada cidade que visitar em turnê, além de uma crescente base de fãs e amigos" - Consequence of Sound - 5/5 estrelas
"Descrever This Is Our Science é como tentar mostrar a alguém que nunca foi ao Grand Canyon uma foto do lugar e dizer 'uh, é bem grande, não?'" - Nanobot Rock - N/A
"Há muito mais musicalidade correndo por War of Roses do que pela maioria dos álbuns contemporâneos de ambient - Prog Sphere - N/A
"Dizer que eu gosto desse álbum é a mesma coisa que afirmar que Charlie Sheen gosta de entrar em um hotel e, simultaneamente, cheirar sete gramas e transar com três pornstars, sendo que cada uma tenha mais doenças transmissíveis do que o Manowar tem de álbuns ao vivo" - Metal Storm - 8.7/10
IIWrestledABearOnce - Ruining It for Everybody (26/07/2011)
"IWrestledABearOnce é realmente uma banda muito técnica, e seus membros têm verdadeira proficiência em música. Eles não são a banda mais encorpada do universo, mas eles estão convencendo em tudo o que estão fazendo" - 411 Mania - 6.5/10
"Caótico e criativamente inspirado, o novo disco do IWrestledABearOnce vai, com certeza, permanecer na sua mente durante um bom tempo" - Ultimate Guitar - 8/10 Postagem Original (Discografia)
#06
Foo Fighters - Wasting Light (12/04/2011)
"Wasting Light é um confrontamente: é o retorno de Grohl a um passado quebrado e ainda doloroso, tanto em busca de inspiração quanto para fechá-lo" - Rolling Stone - 4/5 estrelas
"Primeiro, Dave Grohl aprendeu a voar. Depois, em Times Like These, ele aprendeu a amar e viver de novo. E agora, no final de Wasting Light, ele está aprendendo a andar novamente" - Spin - 9/10
#05
City and Colour - Little Hell (07/06/2011)
"Depois de três álbuns, ainda é difícil rotular o City and Colour com um gênero específico, mas quando seu nome é sinônimo de qualidade na composição acima de tudo, isso significa algo muito bom" - Rocksound - 8/10
"O terceiro esforço de Dallas Green parece continuar na direção de crescimentos dos outros discos do versátil canadense. Dessa vez, no entanto, suas coposições estão ainda melhores, e as instrumentações também" - Alter the Press! - 4.5/5
"A pluralidade de formas que atuam como os pilares do trabalho ajudam Criolo a não desabar em redundâncias, evitando que caia nos repetitivos vícios do rap nacional" - Miojo Indie - 8.9/10
"Boas intenções não resultam necessariamente em discos elogiáveis. Mas Nó na Orelha acaba sendo o retrato mais bem acabado de uma música que pode ser atual, pungente e acessível; difícil de aprisionar em rótulos anacrônicos, mas feito com suor" - Music fot he People - 9/10
"Heritage satisfaz um humor reflexivo e um gosto pelo progressivo, e Opeth carrega isso tudo com a habilidade musical que era esperada e com o brilho pelo qual eles são conhecidos" - Metal Injection - 7/10
"Opeth ainda continua a fazer música especialmente fenomenal e, para nossa sorte, eles não estão dando nenhum sinal de estagnação" - PopMatters - 8/10
"Sua voz é uma maravilha. Há calor, poder e vulnerabilidade, às vezes, numa mesma nota. É uma voz que parece atingir diretamente o coração" - The Telegraph - 5/5 estrelas
"Adele prova, nesse segundo álbum, que é uma estrela durável. Trata-se do maior hit album que se possa lembrar na história recente do Reino Unido, tendo atingido a platina dupla de vendas em apenas quatro semanas à disposição" - About.com - 5/5 estrelas
"Os títulos das canções, tais como Blasteroid e Stargasm, capturam o humor do disco. Além disso, que dá o tom aqui é o baterista Bran Dailor, com suas geniais entradas jazzísticas" - The Guardian - 4/5 estrelas
"Mesmo que opte por um tipo de som e texturas instrumentais contrárias ao que a banda já vinha desenvolvendo (Blood Mountain e Crack the Skye deixarão saudades), The Hunter mantém o mesmo resultado impecável de outrora, apenas apresenta o Mastodon sobre outra ótica e sonoridade, tão ou talvez até mais interessante que a anterior" - Miojo Indie - 8.3/10
Com alguns atrasos - até porque é fim de ano, poxa - chegamos à penúltima parte do Top 50. Vendo que os comentários estão incitando algumas polêmicas, gostaria de ressaltar, novamente, que as posições são meramente exeplificativas. Certamente existem membros do blog que acham que um álbum que está dentre os 40 deveria estar dentre os 10, e tem membro que acha que ele não deveria nem constar da lista. É essa nossa diversidade que determinou que fosse bem difícil organizar um ranking com posições exatas. E é essa diversidade que faz do Pignes um grande blog. Aproveitem, que tá acabando. E fiquem à vontade pra criar mais polêmicas!
PS: a derradeira sai na primeira semana de janeiro.
#20
The Strokes - Angles (22/03/2011)
"O álbum tenta reconstruir a banda de baixo pra cima. Considerando que Casablancas tinha escrito quase todas as músicas do grupo anteriormente, incluindo os solos de guitarra e as basslines, ele recua em Angles, que apresenta canções de outros membros" - Pitchfork Media - 5.9/10
"O inusitado Angles serviu para demonstrar que seus membros jamais serão aquela banda de novo, mas, inegavelmente, deixaram sua via nos Strokes. Quando ele srealmente querem, ainda podem fazer boa música" - NME - 7/10
#19
*Shels - Plains of the Purple Buffalo (27/06/2011)
"Muito do que eu tenho admirado esse ano é a música que se atreve a ser diferente, e esse álbum certamente se enquadra nessa categoria. Ao passo que existem muitos ganchos melódicos e passagens memoráveis ao longe de Plains of the Purple Buffalo, o escopo do que é tentado aqui ignora completamente aquilo que é considerado convencional hoje em dia" - Faded Glamour - 8/10
Plains of the Purple Buffalo é um álbum muito pessoal, que possui ações e pensamentos inspiradores. Percorrendo os setenta minutos de música, o seu humor vai mudar: você vai ser exaltado, vai se sentir feliz e poderoso. Você também vai sentir uma genuina apatia por algum aparente acontecimento triste cada vez que o ritmo e a melodia caírem para uma guitarra acústica dedilhada passviamente, juntamente a um vocal fantasmagórico." - Live4Ever Ezine - N/A
#18
Atari Teenage Riot - Is This Hyperreal? (20/06/2011)
"O trabalho é exatamente o que os fãs aguardavam, precisamente o que queriam. Quem imaginava algo mais experimental, perfil mais coerente com a carreira-solo de Alec Empire pode de certa forma se decepcionar" - Territória da Música - N/A
"Além, é claro, do conjunto de faixas montadas com excelência para as mais anfetaminadas pistas de dança do globo, Is It Hyperreal? funciona como um exercício de percepção dos mais variados ritmos e gêneros musicais. No meio da troca de influências quem ganha é o ouvinte, que terá com esse trabalho uma verdadeira rajada de ataques instrumentais." - Miojo Indie - 7.4/10
"O rapper transformou o primeiro grande registro da carreira – Dádiva e Dívida – em uma sucessão invejável de composições fortes, faixas que ecoam as origens, perdas e glórias que dão formas ao cotidiano do artista" - Miojo Indie - 8.5/10
"Precisamos de mais artistas que usem sua arte pra chamar a atenção do povo a algo que está acontecendo, e fazer isso sem perder a qualidade do som e da produção. Precisamos de mais alguns Rashid, se é que me entendem" - Vai Ser Rimando - N/A
In Flames - Sounds of a Playground Fading (15/06/2011)
"Há uma razão para que esses suecos pioneiros do Melodic Death Metal continuem a cativar, encantar e enfurecer por quase duas décadas, enquanto batalhões de bandas sem originalidade vêm e vão com impactos relativamente pequenos: sua verdadeira e original, em constante evolução, visão de progresso" - Metal Underground - 4.5/5
"Seria Sounds of a Playground Fading um álbum cinco anos à frente de seu tempo? Não. Mas é cheio de tendências que já foram observadas em alguns dos melhores lançamentos do ano. Além disso, o In Flames continua solidamente baseado em quem eles realmente são. Ouvindo o álbum, você pode identificar exatamente o que predominará na cena metaleira nos próximos anos, mas ninguém vai fazer tão bem quanto o In Flames" - The NewReview - 4/5 estrelas
"O que há aqui é mais promessa do que entrega, mas ainda assim é um disco que vai mudar o jogo da cena do Indie Rap - é um álbum singular e sonoramente complexo que não se encaixa nem no "verdadeiro" Hip Hop de 1986-88, nem criado por alguém com o objetivo de definir sua posição contrária ao mainstream" - Pitchfork Media - 8/10
"Com mais de uma hora de duração, Goblin cobre um terreno muito estilístico e lírico, com letras variadas. Vai de dificuldades desconexas a lixo espacial. Mas, ao contrário do que você deve ter ouvido por aí, Goblin não é nenhum semeador da vontade assassina. Ao contrário, é uma simplória tentaiva de Tyler realizar uma auto-psicanálise, escritas em anotações auto-destrutivas e cifras absurdas" - Popmatters - 8/10
Projota - Não Há Lugar Melhor no Mundo que o Nosso Lugar (Julho de 2011)
"Drogas, racismo, violência e preconceito, temas tão presentes no rap nacional e que muitas vezes acabam desgastados ou perdem o valor na voz e nos versos de determinados artistas, mas não para Projota, que entre poesias acessíveis para todos os públicos acaba assumindo de forma honesta o que os Racionais fizeram no começo dos anos 90" - Miojo Indie - 8/10
"Projota realizou um trabalho bastante sólido, recheado de pancadas e beleza, com uma grande perícia característica dos grandes MCs. Pra quem ainda insiste em enxergar o rap como um alien a ser analisado não por seus méritos musicais mas como um estudo político-social" - Music for the People - 8/10
"Mesmo com uma audição passivo, o álbum soa muito bom. Os tons da guitarra são excelentes, e a bateria é desempenhada da melhor forma possível. William Putney e AJ Minette fizeram um ótimo trabalho na produção" - Heavy Blog Is Heavy - 5/5
"Com Digital Veil, The Human Abstract está realmente progredindo, mesmo após as bases sólidas de metal do homem-pensante que eles fizeram" - The NewReview - 4.5/5
"Se esse trabalho prova alguma coisa, é que o Anathema em vinte anos de carreira manufaturou algumas fantástica slinhas de melodia, mas principalmente que a banda é capaz de inserir emoções intensas em cada um de seus trabalhos" - Lords of Metal - 94/100
"As passagens progressivas - que muitas vezes remetem à fase mais viajandona do Pink Floyd - ganharam destaque ainda maior em Falling Deeper e o peso foi deixado de lado de vez. Os vocais de Vincent Cavanagh estão limpos e as guitarras de Daniel Cavanagh, sutis. Os irmãos respondem pela produção do belo álbum" - Território da Música - 4/5 estrelas
"O álbum tem muitas coisas boas, incluindo algumas das mais tradicionais donoridades depressivas que mantêm a linhagem da banda viva nesse disco, e alguns dos mais experimentais e tradicionais elementos do Black Metal - Apoch's Metal - N/A
"Tem sua parcela de faixas monótonas, mas nenhuma delas é dolorosa de se ouvir, e quase nem interrompem o fluxo" - Metal Storm - 8/10
Os números vão se afunilando, e a qualidade dos álbuns vão melhorando ainda mais. Um lado mais sombrio invadiu essa parte do nosso ranking, mas nem por isso a alegria deixou de dar as caras. Devo ressaltar que, nessa edição, também constam algumas das melhores capas do ano, como nos itens 21 e 22. Aproveitem, pois falta pouco!
#30
Pain of Salvation - Road Salt Two (26/09/2011)
"É um álbum que tem alguns destaques, mas que nunca fica ruim, de fato. Infundido em tristeza simples, luto e raiva madura, o álbum expõe um pouco do novo e esquálido rosto do Pain of Salvation" - Sputnik Music - 3/5 estrelas
"O conceito estético que Daniel Gildenlöw traz à música do PoS é novamente voltado para questões pessoais e introspectivas. Parece que Gildenlöw - responsável por todas as letras e composições - está analisando personalidades de pessoas conhecidas ou de personagens que cria." - Território da Música - 3/5 estrelas
O Teatro Mágico - A Sociedade do Espetáculo (06/09/2011)
"A mistura que mescla circo, teatro, poesia, política e, claro, música, está em "A Sociedade do Espetáculo", terceiro disco dO Teatro Mágico. Mas musicalmente há uma aposta no que a própria banda chama de "pop moderno". As influências são abrangentes: vão de elementos gaúchos, passam pelo rock e chegam à sonoridade do Clube da Esquina." - Território da Música - 3/5
"O circo continua, mas de cara nova. No terceiro disco de O Teatro Mágico, A Sociedade do Espetáculo, Fernando Anitelli e sua trupe surgem mais maduros com a chegada do produtor musical Daniel Santiago e a participação inédita dos fãs na criação de uma das faixas do álbum pelo twitter" - R7 - N/A
"Esse álbum não é perfeito e realmente demonstra alguns momentos de fraqueza. No entanto, a atmosfera e os vocais empregados por Eklatanz se complementam de uma maneira muito bonita. Essencial" - Ultimate Guitar - 8.7/10
"Esse álbum merece mais atenção, as composições são ótimas e os vocais se encaixam na música. A produção pode melhorar no futuro, mas esse tipo de produção dá a esse estilo musical um tom atmosférico" - JorZine Reviews - 7.5/10
"As oito músicas soam muito bem, e configuram um pop lento, sonhador. Além disso, incorporam alguns bem colocados componentes atmosférico-eletrônico que detalham bem o som e o ânimo do disco em geral" - Scene Point Blank - 8/10
"O ideal seria que o Iroha tentasse criar seu próprio nicho. No entanto, esse registro é bastante agradável, e deve configurar um bom apelo para qualquer fã do Jesu, tornando-se um disco muito fácil de se recomendar - SSMT Reviews - N/A
"Isso aqui é o Primus clássico em ação, e os veteranos em ação provavelmente identificarão as reminiscências de Frizzle Fry e Sailing the Seas of Cheese. Green Naugahyde é tecnicamente surpreendemente de uma amneira bem sutil, hilariante em toda sua extensão e um disco bem difícil de não se gostar" - Scene Point Blank - 8.5/10
"O disco se baseia um pouco demais nos materiais do passado da banda, mas com Lane na bateria as canções têm muita probabilidade de serem levadas a esse terreno, e Claypool e La Londe estão claramente se divertindo" - Popmatters - 6/10
"La Liberación é melhor em seus momentos mais calmos, notadamente em Partners In Crime, ao passo que a revolta adolescente consagrada na faixa final, Fuck Everything, começar a soar um pouco forçada" - The Guardian - 2/5 estrelas
"La Liberación mostra o potencial da banda como um brilhante e caótico ato ao vivo, mas não vai muito além disso. O terceiro álbum é algo difícil para qualquer grupo. E enquanto outros entenderam esse como o momento para nadar ou afundar, CSS escolheu - quer sabiamente, quer ambivalentemente - continuar apenas flutuando" - The AV Club - B-
Unexpect - Fables of the Sleepless Empire (31/05/2011)
"Esteja ciente que este disco não é para qualquer um, tenha uma mente aberta musicalmente, caso contrário passe longe. Fables of the Sleepless Empire é arte raramente vista, uma verdadeira aventura extremamente perigosa" - Prog Cast - 9/10
"Fables of the Sleepless Empira é, essencialmente, apenas o Unexpect fazendo as coisas que eles já vinham fazendo antes. O detalhe é que, aqui, eles conseguiram melhorar seu trabalho em toda e qualquer maneira possível" - Sputnik Music - 4.5/5
"Os devotos de longa data podem não achar muita graça, pois pode parecer que uma de suas bandas favoritas tenha seguido a multidão e se disperçado do som que levou o grupo a ter tantos fãs" - Revolver Mag - 3/5
"O álbum como um todo não chega a ser um mero punhado de erros. Músicas como Another Tribe, Upon Returning, The Ornament e Sun Goes Down ostentam a pegada pop que realmente funciona com o dredg. E quando a banda se desprende da parafernalha sonora e parte para a simplicidade, como em Kalathat, o resultado também agrada." - Coisa Moderna - 6.1/10
"Há movimentos de inspiração orquestral, que explodem em lindos cantos que se iniciam nos quadris e temrinam em arrepios nos seus braços. Há explosões incendiárias do meio da barriga da besta, e de repente pulamos para essas cativantes, e insanamente afeitas ao pop, seções com os mais virginais vocais" - The New Review - 5/5
"Townsend trouxe, dessa vez, tudo, menos a pia da cozinha, consigo, incluindo uma orquestra completa, um coral vocal e quase uma dúzia de convidados. Isso sem falar em uma das melhores capas do ano" - My Global Mind - 8/10
#21
Jesu - Ascension (10/05/2011)
"Jesu, especialmente no novo Ascension, faz um trabalho muito incrível evocando a depressão através da música, com suas melodias enterradas embaixo de vários oceanos de sons tão impossivelmente lentos que você mal nota que eles estão lá" - Pitchfork Media - 7/10
"Eu não sei se eu poderia cantarolar nenhuma destas faixas, ou dizer a você sobre o que Broadrick está cantando. No entanto, nesse último caso, eu posso oferecer alguns palpites bem sólidos: ele provavelmente não parece que está feliz consigo mesmo, com você, com as pessoas, com o mundo" - Popmatters - 7/10
Prosseguindo com a listagem dos melhores álbuns do ano, o segundo bloco traz, outra vez, uma grande variedade de estilos. Esses daqui foram um pouco mais aclamados pelos membros do blog. O post segue o mesmo formato da primeira parte, e seus xingamentos e concordâncias sempre serão bem-vindos nos comentários. Aproveitem!
#40
James Blake - James Blake (04/02/2011)
"Enquanto as canções são o centro magnético aqui, a musicalidade e a sonoridade de Blake são igualmente impressionantes. Um produtor de dubstep com um toque gentil de piano e um ouvido tão afiado para a síntese granular que causará inveja em frotas de laptop toters: seu kit de ferramentas é interminável" - Pitchfork Media - 9/10
"Blakenão está tentandoser umhomem brancodando continuação a uma tradiçãonegra.Em vez disso, ele é mais parecido comseu ídoloArthurRussell, trazendo uma sensibilidadeartísticae umaestranhezaprovocativa paraformas antigas" - Popmatters - 8/10
The Kilimanjaro Darkjazz Ensemble - From the Stairwell (01/03/2011)
"Tendo em vista que a marca de Jazz do The Kilimanjaro Darkjazz Ensemble não é, de maneira alguma, material para o mainstream, eles se fizeram acessíveis pela primeira vez. Ao dominar o que já tinham a oferecer, e adicionando mais carnes aos seus ossos, eles inventaram um release apto a seduzir mais do que simplesmente a sua base cult e obscura de fãs" - Sputnik Music - 4/5
"From the Stairwell é uma audição completamente coesa, e outro exemplo da capacidade que os membros da banda têm de criar os mais dissonantes, desanimados, desoladores e deliciosos humores que um álbum pode causar em você" - Rockfreaks - 8/10
Explosions in the Sky - Take Care, Take Care, Take Care (18/04/2011)
"Take Care, Take Care, Take Care tem, de maneira tão indistinta, a marca do Explosions in the Sky que até mesmo as canções mais fracas são muito bem construídas. É como se fosse, ao mesmo tempo, inofensivo e delicioso" - Rockfreaks - 7/10
"Alguém poderia argumentar quea músicaaqui éprevisívele até um poucoantiquada. Nós temos convivido com esse tipo de música e temos alguns clássicos com os quais podemos comparar o álbum, inclusive dentro dos próprios trabalhos do Explosions in the Sky. E esse argumento tem um certo embasamento. Mas há o simples fato de que a banda é muito boa nessa coisa em particular, e parece que não importa quantos crescendos e diminuendos eles toquem, continua a haver uma certa quantidade de poder catártico em sua música" - Pitchfork Media - 7.2/10
"Crosses significa, definitivamente, uma grande melhora com relação ao último side project de Chino, Team Sleep, que, embora com estilos similares, não obteve o mesmo brilho que este EP. É provável que Chino tenha tido, aqui, a oportunidade de expandir suas ideias musicas que começaram a se formar com o Team Sleep" - Under the Radar - 6.5/10
"Dizer que a maioria dos fãs dos Deftones irá desfrutar completamente do que o Crosses tem a oferecer é um eufemismo. O constante flerte de seus membros com a melancolia eltrônica através dos anos fez do Crosses uma transição indolor para aqueles que não estejam tão sedentos por distorcidas agressões" - The PRP - 4/5 estrelas
"Talvez seja melhor que os membros de Terra Tenebrosa escondam suas identidades por meio de pseudônimos, como o fazem, porque The Tunnels é uma abordagem musical bem retorcida. A audição do disco pode ser desconfortável, e ainda assim, de um jeito estranho, sádico e fodido, tem algo de belo nisso e no jeito que eles deixam o ouvinte nervoso com apenas música. Isso demanda habilidade" - Rockfreaks - 8/10
"Assim é The Tunnels: muito mais uma trilha sonora para alguém que se arrasta com as pernas quebradas por trilhos de trem enferrujados após um colapso do que música para celebrar a vida e o amor. E isso não é necessariamente ruim" - Metal News (ALE) - 5/7
"Não poderia existir título mais adequado para esse disco: a imagem que vem à cabeça ao se ouvir é mesmo a de montanhas inteiras sendo dinamitadas. Riffs graves de guitarra, com bases secas e agressivas, unidos ao groove infernal causado pelo baixo transformam auto-falantes em pulsantes máquinas de destruição" - Hoochie Koo - 3.5/5 estrelas
"Red Fang pratica o mesmo Stoner/Uptempo Rock que Torch, Sword e dúzias de outros que têm se aventurado nesse gênero. A sua tentativa é bastante simples, com foco em riffs cativantes e grooves concisos" - Revolver Mag - 2/5
"As letras são de um outro mundo que não o do primeiro álbum da banda: no lugar de referências estereotipadas a morte, trevas e depressão, encontramos uma motivação obviamente social e política. A artwork mostra essa mudança de maneira clara" - Sputnik Music - 4/5
"À verdadeira moda do Peste Noire, esse é um álbum do tipo ame-ou-odeie. Mas não tenha medo, dê ao álbum uma chance, olhe nos olhos da morte e puxe o gatilho. Você pode descobrir um mundo ridículo e divertido... ou acabar no chão, sangrando de desgosto" - Metal Storm - 8.7/10
"Tal é o poder da música que eu juro que se você cortar Devin Townsend, é música que vai jorrar pra fora. Quanto menos poluído é o sangue, mais transparente se torna a pele. E, aqui, durante esse álbum, por algumas vezes, eu posso jurar que enxerguei a alma de Devin Townsend" - The NewReview - 3.5/5
"Um disco muito importante, que mostra toda a personalidade e versatilidade, criando um trabalho cem por cento ambiente. É por isso que digo sem menor dúvida que Devin Townsend é um dos grandes músicos dos últimos tempos" - ProgCast - 9/10
#32
Soror Dolorosa - Blind Scenes (Fevereiro de 2011)
"Muito encantador! O todo inclui uma dose adequada de presunção decadente que revigora o ambiente obscuro. Uma surpreendente entrada em cena, que esperamos que seja de muito sucesso" - Lords of Metal - 88/100
"Para usar as palavras da própria banda, o álbum é bastante frio, com neblinas de tristeza. Blind Scenes é melhor entendido como uma série d cenas invisíveis, isto é, fora do tempo e fora do mundo real. É como um estado de graça ofuscado pela inevitabilidade da vida cotidiana" - Music Is Amazing - 4/5
"Em seu segundo álbum, Ritual, o White Lies explora um lado mais sombrio, mais etéreo, do Post-Punk Revival. Turvo e taciturno, o álbum revela que os membros da banda estão se desenvolvendo como compositores, e são recompensados com uma sonoridade mais profunda devido aos sesu problemas" - Allmusic - 4/5 estrelas
"Se a palavra ritual envolve ser transportado de uma hora e um lugar para outro mundo, então esse álbum, inicialmente, parece cumprir o acertado: mais uma vez somos levados para outro país, qual seja a Grã-Bretanha do Post-Punk dos anos oitenta" - Popmatters - 4/10
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