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domingo, 4 de novembro de 2012
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Worship - Discografia

11 comentários


Gênero: Funeral Doom Metal
País: Alemanha
Ano: 1998-atualmente

Comentário: Worship é a definição do termo "underground cult", pra começo de conversa. Especialmente por dois fatos.

O primeiro vem a ser que o lançamento mais famoso da banda é sua DEMO. Que depois foi relançada em diversos formatos, mas originalmente chamava-se Last Tape Before Doomsday. E essa demo tinha tudo que uma demo deveria ter, gravação ruim, instrumentos e vocais abafados e foi péssimamente distribuida. Mas no entanto ela tinha uma coisa essencial: uma inspiração absurda. Não basta o fato que essa única demo ditou gênero no Doom Metal e praticamente recriou o Funeral Doom, ela era em si absurdamente inspirada e carregava em si uma emoção que pouquíssimos discos que eu ouvi na minha vida conseguiram expressar. São quatro faixas da mais intensa melancolia, mas tudo dosado de uma forma tão espetacular que soa reconfortante. É absolutamente inexplicável. E inexplicavelmente lindo.

Max Varnier aka Fucked-Up Mad Max
E o segundo fato é que todas essas virtudes da demo foram arquitetadas por um francês - de nome não muito melancólico - Maximilien Varnier, ou, Fucked Up Mad Max. Ele se dividiu entre os vocais e a bateria na demo, enquanto quem se encarregou das guitarras foi Doommonger, de quem falaremos mais sobre logo adiante. A demo foi lançada em 1999 mas em 2001 (após gravar músicas que fariam posteriormente parte de uma série de splits com bandas igualmente sensacionais como Mournful Congregation, Agathocles, Stabat Mater e Loss) o mastermind do Worship, Max, resolve se despedir desse mundo se jogando de uma ponte no Canadá. Ou seja, temos cá uma banda famosa essencialmente por uma demo e cujo vocalista, mastermind e tomado por muitos como gênio, morreu se suicidando poéticamente. Por esses fatores pode-se afirmar tranquilamente que o Worship é uma das bandas mais cult ever. 

Mas enfim, a banda não acabou definitivamente com a morte de Max, embora tenha tido um hiato de músicas inéditas até meados de 2005 quando a banda surge desta vez liderada por Doommonger. Dessa volta da banda o resultado foi o primeiro full lenght, Dooom, que havia sido composto em 2000, ainda com Max, mas sofreu algumas revisões antes de ser lançado oficialmente por Doommonger. O álbum tem todas as caracteristicas presentes na demo (embora seja ingrato e injusto comparar qualquer coisa com um clássico) e não decepcionou os fãs e seguidores da banda, especialmente pelo valor sentimental agregado a um material originalmente composto por Max. A banda torna-se então uma espécie de tributo ao Max e suas composições e mas segue compondo músicas próprias e logo em 2007 lança um breve split com o Wither seguido de um outro split com o Persistence In Mourning. Até que em 2012 a banda traz seu segundo full lenght, Terranean Wake.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
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Impetigo - Ultimo Mondo Cannibale

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Gênero: Death Metal / Goregrind
País: Estados Unidos
Ano: 1990

Comentário:No fim dos anos 80, mais precisamente em 1987, sob a alcunha de Slow Death, surgia um grupo que veio se firmar como um dos precursores do Death/Gore/Grind, juntamente com os ingleses do "Carcass" e dos americanos "Necrophagia" e "Macabre".Diferente das bandas citadas, que têm um vasto material de estúdio, Impetigo tem um cartel de apenas 2 full-lenghts, o que talvez seja a credencial pra ser a mais cultuada entre os grandes nomes do estilo que hoje é um dos mais populares da música extrema. Com a mudança do nome, a veia splatter se tornou muito evidente. A grosso modo, Impetigo é uma doença de pele bacteriana, causada pela má higiene.

Com um instrumental que hoje se tornou característico, o conjunto de músicos que gravou o disco conta com Dan Malin, na bateria e backing vocals, com levadas firmes, não faz nada na velocidade da luz, pelo contrário, mantém uma levada mais thrash, usando o bumbo duplo, mas nunca deixando de ser rápido para o seu tempo (o disco é de 1990). Fechando a cozinha, o baixista e vocalista Stevo Dobbins, faz um trabalho línear no contra-baixo, audível com muito esforço, mas é no vocal ultra versátil que ele se tornou um monstro. Gritado, gutural, cantado, vomitado, vociferado, ele encaixa como poucos as frases de uma maneira fenômenal, usando a técnica perfeita para cada estágio das canções. Ouvindo esse disco, talvez se tenha uma idéia de onde veio a influência de muitos vocalistas por ai. As 6 cordas ficam a cargo de Mark Sawickis, que faz a guitarra base e backing vocals, e Scott Bross, responsável pela guitarra principal. Os riffs são algo de outro mundo, mostrando o porque deu início a uma vertente tão popular do metal. Destaque para os solos muito legais, bem feitos, criativos, o que vem a ser raridade nos trabalhos de hoje, com as bandas que deram início ao genêro, isso era pré-requisito de qualidade. Ouvindo o estilo hoje em dia, vemos que os músicos mudaram, para o bem ou para o mal, colocando o pensamento "evolução do estilo" em xeque em alguns momentos da audição de clássicos como esse.

Capa Alternativa do cd de 2000
Originalmente, esse trabalho vinha em 2 mídias diferente: O LP, com 2 bônus track, "Heart of Illinois" e "My Lai"; e o K7 com as bônus diferente, sendo elas "Bad Dreams" e "Who's Fucking Who?", quase obrigando o verdadeiro fã a adquirir os dois materiais. Esse disco que posto, é um cd lançado pela Mobid Records em 2000, que trás as 4 bônus juntas e uma capa alternativa. Fazendo um breve comentário sobre as canções do album, impossível não destacar as letras ricas de doença, zumbi, intros usando partes de filmes e muita gritaria. "Bitch Death Teenage Mucous Monster From Hell" é uma canção muito bem feita, com um instrumental riquíssimo, rápida, que começa com um zumbi se alimentando de um homem que agoniza até a morte. Em "Dis-Organ-Ized", a melhor canção do disco, o instrumental é algo realmente bom, varia muito, e o vocal é algo soberbo, e aqui eles abrem a caixa de ferramenta splatter, abusando dos termos médicos e doenças, terminando com um arroto singelo. Extremamente influênciado por filmes gore, "Zombie" tem na introdução, a parte do filme "Zombi Holocaust" de 1982, onde é explicado por um cientista na ilha de Mollucas (onde se passa o filme) como surgem os zumbis, citando o uso de voodo e rituais tribais, já a música, é extremamente rápida para os padrões do disco, mesmo assim, muito bem feita, com uma levada destacada da bateria.

Disco valiosíssimo, onde se nota toda a raiz do que é feito hoje em dia, e pode se entender toda a (in)evolução do gênero, e perceber com muita riqueza o porquê da popularidade do estilo. Pra quem é fã de death/grind, indispensável, uma obra prima que usa todos os ingredientes de maneira pioneira e perfeita! Vale muito o download.

LastFM / Myspace

Tracklist:
1.Maggots - 03:48    
2.Dis-Organ-Ized - 01:51
3.Intense Mortification - 02:48      
4.Revenge of the Scabby Man - 02:44      
5.Venereal Warts, Part 3 - 00:12    
6.Bloody Pit of Horror - 04:16      
7.Dear Uncle Creepy... - 01:32      
8.Bitch Death Teenage Mucous Monster From Hell - 04:21      
9.Zombie - 01:14      
10.Jane Fonda Sucks, Part 2 - 00:45    
11.Red Wigglers - 03:51      
12.Harbinger of Death - 01:58      
13.Unadulterated Brutality - 04:13    
14.Mortado - 02:44
15.Bad Dreams - 0:58
16.Who's Fucking Who? - 1:13
17.Heart of Illinois - 4:49
18.My Lai - 1:31

Download:
Crocko  / Bayfiles / Ziddu / Rapidgator / Sockshare / Bitshare / Freakshare


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
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Disturbed - Indestructible

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Gênero: New Metal, Alternative
País: Estados Unidos
Ano: 2008

Comentário: (uma resenha um tanto quanto antiga (mas boa), visto que Korn e LP já passaram da fase do "glamour" há tempos (mesmo que hajam controvérsias) e Disturbed já lançara recentemente o Asylum).

Menos popular que KORN e LINKIN PARK, dois bastiões do movimento nü metal, o DISTURBED é muito mais constante e consistente. E tudo isso graças ao gênio criativo de David Draiman, um cara mais centrado do que Jonathan Davis (KORN) e muito mais talentoso do que Mike Shinoda e Chester Bennington (LINKIN PARK) juntos. Sem tanto glamour quanto os colegas de movimento, o DISTURBED vem ganhando terreno a cada nova turnê, a cada novo single, a cada novo álbum, com a proposta de fazer um "metal alternativo", com letras inteligentes e uma pegada forte. No final das contas, a atitude da banda e a qualidade dos trabalhos fazem a diferença. E o novo álbum tem bons atributos de sobra para mostrar. Um detalhe importante sobre o disco recém-lançado é a produção. Após quase uma década trabalhando com Johnny K, que assistiu a banda em seus três primeiros trabalhos de estúdio, David Draiman decidiu colocar de vez a mão na massa e assumiu a produção de "Indestructible", contando com o reforço dos colegas Dan Donegan (guitarra e sintetizadores) e Mike Wengren (bateria). E é muito provável que os quatro – o baixista John Moyer completa o time – tenham ficado satisfeitos com esta primeira experiência. Olhando para a discografia do DISTURBED, "Indestructible" alinha-se ao inigualável "The Sickness" (2000), debute oficial da banda e, de longe, o melhor disco da lista. Depois de "Believe" (2002), em que o grupo perdeu punch porque Draiman abusou das "músicas de autor" (mais densas, depressivas e cansativas), e do animador "Ten Thousand Fists" (2005), em que o DISTURBED voltou a soar como DISTURBED, "Indestructible" traz o que Draiman e seus colegas têm de melhor. A faixa-título é forte candidata a entrar em qualquer "Best Of" da banda, assim como "Inside the Fire", sua sucessora direta no set list. Mas, na realidade, "Indestructible" é envolvente do começo ao final. O que dizer, por exemplo, da pesada "Haunted"? Esta é uma faixa de clima sombrio, que remonta ao (grande) trabalho de Draiman e Jonathan Davis na trilha sonora do filme "A Rainha dos Condenados" ("Queen of the Damned"), de 2002. "Criminal", por sua parte, é uma música que segue todos os bons ingredientes de "Down With the Sickness" e "Fear", faixas de "The Sickness" que catapultaram o DISTURBED à linha de frente da cena do novo metal. Ainda merece destaque especial a boa "Façade", que trabalha os aparatos eletrônicos sem se tornar pedante ou perder o peso. Para quem se anima a conhecer o DISTURBED mais a fundo, "Indestructible" é uma excelente pedida, juntamente com a obra-prima "The Sickness". Estes dois álbuns valem o investimento. Pode confiar!

Por Fernão Silveira.

WebSite

TrackList:
  1. "Indestructible"
  2. "Inside The Fire"
  3. "Deceiver"
  4. "The Night"
  5. "Perfect Insanity"
  6. "Haunted"
  7. "Enough"
  8. "The Curse"
  9. "Torn"
  10. "Criminal"
  11. "Divide"
  12. "Facade"

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terça-feira, 27 de julho de 2010
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Ex Deo - Romulus

5 comentários
Gênero: Death Metal
País: Canadá
Ano: 2009

Comentário por Humberto Sobrinho: Projeto de Maurizio Iacono (Kataklysm), vocalista aqui em questão, em que se propõe a explorar a história e mitologia romana. Os vocais estão ótimos e temos um Death Metal primoroso com adições de teclados, aqui executadas por Jonathan Leduc (Blackguard) com ressalva de ser o único membro que não pertence ao Kataklysm. O disco é muito bom e temos riffs apuradíssimos com técnica, obras que se ambientam pelo tema proposto dando uma sonoridade autêntica que retrata em certos momentos um clima épico. O disco tem que ser ouvido todo para que o ouvinte se enquadre na história e nos "caminhos do império romano". Indicado para quem quer um Death Metal bem produzido e com linhas mais tradicionais do gênero.
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Comentário por Jonathan Eusebio: Ex Deo é um projeto paralelo do vocalista Maurizio Iacono do Kataklysm, baseado na história do Império Romano.
Formado em 2008 o ExDeo é um som trabalhado de alto nível, com teclados que dão as músicas o clima perfeito para um campo de batalha romano.
Um destaque são os clips que foram bem produzidos, muito foda e bom de ouvir.
Participacipações especiais nesse projeto: Nergal (Behemoth) cantará um trecho muito famoso de Júlio César, na faixa "Storm the Gates of Alesia". Karl Sanders (Nile) adicionou um solo na faixa "The Final War (The Battle of Actium)". Obsidian C. (Keep of Kalessin) incluiu um majestoso, belo e melódico solo na faixa "Cruor Nostri Abbas".
Não há muito o que falar é só ouvindo pra compreender.
Então baixa esse trem ai e aproveite ao máximo!!! e assista os clips que também são foda como já disse anteriormente
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MySpace

Formação:
Maurizio Iacono (KATAKLYSM) - Vocais
Stephane Barbe (KATAKLYSM) - Guitarra
J-F Dagenais (KATAKLYSM) - Guitarra
Max Duhamel (KATAKLYSM) - Bateria
Francois Mongrain (MARTYR) - Baixo
Jonathan Leduc (BLACKGUARD) - Teclado

Tracklist:
  1. "Romulus"
  2. "Storm The Gates Of Alesia"
  3. "Cry Havoc"
  4. "In Her Dark Embrace"
  5. "Invictus"
  6. "The Final War (Battle Of Actium)"
  7. "Legio XIII"
  8. "Blood, Courage And The Gods That Walk The Earth"
  9. "Cruor Nostri Abbas"
  10. "Surrender The Sun"
  11. "The Pantheon (Jupiter's Reign)"

DepositFiles|MegaUpload
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
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Shadows Fall - Retribution

3 comentários
Gênero: Thrash/Metalcore
País: Estados Unidos
Ano: 2009

Comentário: O Shadows Fall vai completar 15 anos de carreira ano que vem, seu sétimo full-legth, Retribuition vai ser lançado oficialmente dia 15 do próximo mês. Com mais vocais melódicos que os discos anteriores, a banda aposta na grande fase que vive o metalcore. Os riffs cadênciados, combinados com os pedais duplos são indispensáveis, os solos de guitarra no Retribution estão sendo bem valorizados, dando mais destaque e melodia nas canções. Enfim, Shadows Fall com mais um excelente e headbanger álbum. Não é atoa que é minha banda favorita do estilo :B


Tracklist:
  1. "The Path to Imminent Ruin"
  2. "My Demise"
  3. "Still I Rise"
  4. "War"
  5. "King of Nothing"
  6. "The Taste of Fear"
  7. "Embrace Annihilation"
  8. "Picture Perfect"
  9. "A Public Execution"
  10. "Dead and Gone"

Download Rapidshare
Download Megaupload
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Download MediaFire
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Quem escreve e faz os uploads:

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.