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sábado, 31 de janeiro de 2015
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Marilyn Manson - The Pale Emperor

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Gênero: Industrial/Blues Rock
País: USA
Ano: 2015

Comentário: Foi no final dos anos 80 que Brian Hugh Warner adotou o pseudônimo Marilyn Manson e adentrou o universo da música. Demorou um bom tempo até que alcançasse o sucesso em 1996 com Antichrist Superstar. Sucesso que em muito se deve ao empurrão de um grande amigo da época, Trent Reznor, a mente por trás do Nine Inch Nails.

Com o hit "The Beautiful People" não demorou muito para que Manson invadisse a MTV.  Seu nome começou a ventilar por toda a mídia americana e automaticamente se tornou o inimigo numero um de todos os cidadãos de bem dos Estados Unidos.  Tornando seus filhos, em sua maioria garotos excluídos e problemáticos, os primeiros fãs de um recente ídolo Outro fator que ajudara e muito a projeção de Manson foi seu sucesso ter vindo durante a construção do New Metal. Bandas como Korn, Deftones, Limp Bizkit e Slipknot começavam a surgir e despontar por toda a América do Norte, atraindo uma geração de jovens que se identificavam com suas letras pessimistas e cheias de angustia. Apesar de Marilyn Manson não ser exatamente uma banda de New Metal, as semelhanças entre ambos eram inegáveis.

A aparência andrógena e extravagante e as constantes declarações anticristãs e pró-satanismo (apesar de sempre em tom de ironia e escárnio) causaram grande choque em boa parte do mundo nos anos 90. Assim como bandas como Black Sabbath e Alice Cooper fizeram nos anos 70, o cantor repetia a dose. Em um mundo globalizado e com muito mais acesso à informação, Marilyn Manson se tornou uma das figuras mais extremas e controversas da década. Mas isso aos poucos foi mudando. Com o status de rockstar já consolidado nos anos 2000, o músico fora visto cada vez mais envolvido em Hollywood, se relacionado com belas mulheres, participando de diversos filmes e seriados e passando de figura extrema do rock a mais um excêntrico personagem do show business. Suas letras e estética também aos poucos foram mudando, perdendo a temática anticristã e se enveredando por caminhos como luxuria, sexo, drogas e violência. Manson se tornou um ‘Bon Vivant’.

Por coincidência ou não, foi a partir dos anos 2000 que a música de Manson começou a perder relevância. Suas letras se tornaram óbvias demais, suas referências a drogas e violência ficaram batidas e sonoramente seus discos mais distantes do Metal Industrial do início da carreira. Com menos distorção e poucas batidas eletrônicas que sempre caracterizaram o gênero, The Pale Emperor é praticamente um disco de hard rock (no termo geral da palavra, como os americanos gostam de usar pra englobar qualquer banda um pouco mais pesada do que o Coldplay). Provavelmente é o seu melhor trabalho em tempos recentes, pós The Golden Age of Grotesque, que marcou sua guinada a uma persona mais acessível, mesmo que ainda se distancie muito do artista perturbado que surpreendeu e chocou o mundo na década de 90. Temos alguns bons respiros de criatividade no disco, como em The Mephistopheles of Los Angeles: "Lazarus has got no dirt on me, And I'll rise every danger, I'm the mephistopheles of los angeles". Porém, Manson podia ter se esforçado mais. O disco é longo e se torna repetitivo demais durante sua execução, coisa que acaba por encobrir as boas faixas do disco que seria melhor se fosse mais enxuto.

Fazendo alusão ao próprio titulo do disco, The Pale Emperor pode soar um trabalho quase pálido e sem vida. Mas não chega a soar incômodo em momento algum.  Com atenção podemos encontrar bons suspiros de criatividade em seu decorrer, mas distancia cada vez mais de seus tempos mais extremos que talvez nunca mais retornem. Mas tudo bem, esse novo Manson do Show Business, ator de ótimas séries como Sons of Anarchy continua sendo um personagem bem legal para se ter por aí.




Tracklist:

1. "Killing Strangers" 5:36
2. "Deep Six" 5:02
3. "Third Day of a Seven Day Binge" 4:26
4. "The Mephistopheles of Los Angeles" 4:57
5. "Warship My Wreck" 5:57
6. "Slave Only Dreams to be King" 5:20
7. "The Devil Beneath My Feet" 4:16
8. "Birds of Hell Awaiting" 5:05
9. "Cupid Carries a Gun" 4:59
10. "Odds of Even" 6:22

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sábado, 20 de dezembro de 2014
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Os melhores discos de 2014 por Koticho

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Toda vez que eu ouço aquele papo de que a música atual não presta ou está pior do que antigamente, minha vontade é apontar pra cara da pessoa e rir. A música está em constante evolução, são milhares de bandas ao redor do mundo produzindo material finissimo dos mais diversos estilos, e que graças a internet, temos a possibilidade de acesso a tudo isso. Tenho pena de quem não tem essa capacidade de exploração, se limita ao que jogam no colo dela e ainda assim tem a coragem de fazer alguma crítica. A música está em seu melhor, como nunca esteve antes. Montar esse top 15 foi realmente dificil, são 15 de 206 discos lançados em 2014 que eu pude ouvir, e sei que ainda faltou coisa, mas tentei acompanhar como faço em todos os anos, ouvindo da mpb ao black metal, do rap ao experimental. Minhas escolhas não se deram por nenhum método de avaliação específico. Meu primeiro colocado foi aquele disco que o feeling bateu mais forte, mas logo após vem o Swans, com certeza o maior disco do ano musicalmente falando, as escolhas são baseadas puramente em gosto e percepções pessoais.

domingo, 18 de maio de 2014
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Porco na Cena #40 - Sub Pop Festival

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Os anos 90 já passaram a muito tempo, mas a sua música continua sendo cultuada, e os fãs da década tiveram uma ótima noticia quando souberam que a Sub Pop teria seu primeiro festival no Brasil, a iconica gravadora que lançara o Nirvana e grande parte das bandas de destaque da época viria para cá trazendo consigo o Mudhoney, talvez a referência mais viva do Grunge nos tempos de hoje, juntamente da molecada barulhenta do Metz e do Obits, banda nova formada apenas por veteranos de primeira categoria.

O Sub Pop Festival seria como um teste da nova casa de shows de São Paulo, a Audio Club, que inaugurou recentemente e ainda está em seus primeiros eventos. E a surpresa ao entrar foi completamente positiva, a casa que aparentemente pela fachada aparenta ser pequena, por dentro possue vários ambientes e uma pista principal bem espaçosa. O fumodromo é extremamente atraente, espaço externo com bar, e árvores decorativas, um dos mais bonitos que já vi. A pista com espaço para até 2500 é de primeiro mundo, também muito bonita, e a acustica da casa não deve em nada ao resto.

A primeira banda da noite a entrar no palco foi o Obits, que só depois naquela noite eu iria descobrir que seu vocalista era Rick Frosberg, responsável por capitanear o Drive Like Jehu, banda seminal do Post-Hardcore americano. Uma mistura de post-punk com garage rock e pegada folk dava o gás no som, o público ainda parecia um pouco deslocado, alguns aproveitavam a area externa do fumodromo da casa para conversar, alguns outros ainda estavam na parte de fora da casa esperando para entrar mais próximo da hora do Mudhoney, os grandes da noite. O show de cerca de 1 hora do Obits foi bom, muito bom e abriu majestosamente a noite.

quinta-feira, 24 de abril de 2014
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Porco na Cena #37 - Hypocrisy

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Em uma segunda-feira, feriado de Tiradentes, os suecos do Hypocrisy deram o pontapé inicial em sua segunda passagem pelo Brasil. Quatro anos atrás o grupo tocou no mesmo Carioca Club, dessa vez retornam para a tour de divulgação do seu disco mais recente, End of Disclosure de 2013.

As 19h em ponto o Torture Squad teve a responsa de abrir o show. Torture já é figurinha carimbada em eventos do tipo, sempre cumpre bem o serviço com seu Thrash/Death técnico e cheio de quebradas. 

Meia hora após o término do Torture Squad, o palco já estava redondinho e o bom número de pessoas que preenchia a casa esperava ansiosa para receber Peter Tagtgren e sua trupe, que sem delongas entraram ao som dos teclados de End of Disclosure, faixa-titulo do último disco. Death Metal cadenciado e atmosférico de refrão grudento empolgou de cara, e na sequência veio com Tales of Thy Spineless também do último álbum. Mas isso era só a preparação pelo que viria a seguir, a dobradinha Fractured Millenium e Killing Art, do disco Abducted de 1996, o grande clássico da banda. Nessa hora o caos se instaurou na pista e uma grande roda engoliu quem estava no meio.  A qualidade sonora estava privilegiada no dia, o som estava alto e pesado como um rolo compressor, algo indispensável para se aproveitar ao máximo um show de metal extremo que não são raras as ocasiões onde o som fica completamente embolado. 

segunda-feira, 14 de abril de 2014
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Porco na cena #36 - Lollapalooza Brasil 2014 (domingo)

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O segundo dia festival não foi tão tumultuado quanto sábado. O público reduzido pôde circular sem maiores problemas entre os palcos.

Stand Locomotiva discos - Fonte: ZP
Entre um show e outro também foi possível conhecer o que o festival oferecia em termos de entretenimento e afins. Uma roda gigante, um stand da Locomotiva discos, lotado de lps para compra, as lojas de souvenirs do evento e stands gigantes dos patrocinadores com diversos brindes foram alguns exemplos.

A maratona de shows neste dia começou cedo mais cedo.

Quem escreve e faz os uploads:

 
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