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terça-feira, 17 de julho de 2012
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Concerto Moon - Savior Never Cry

4 comentários

Gênero: Power Metal
País: Japão
Ano: 2011 

Comentário: Esse com certeza foi um dos álbuns que mais tive dificuldade de encontrar na internet, fiquei por volta, se não me engano, uns três meses procurando em todos os lugares uma maneira de baixar ou comprar, mas tudo isso sem êxito, o que me deixou muito frustrado. E isso porque é um álbum que foi lançado em novembro de 2011. O que pareceu é que haviam lançado o álbum em edição limitada apenas para o Japão, e não fizeram questão de divulgar em outros países, mas isso eu até entenderia, porque essa é uma banda que possui poucos fãs ao redor do mundo, mantendo o seu sucesso num nicho bem especifico, com uma solida carreira lá na terra do sol nascente. Mas eu ansiava tanto em ouvir esse álbum que de vez em quando eu ainda dava uma pesquisada no google, sem muita esperança, até que pra minha surpresa, alguém havia disponibilizado o álbum para download. Fiquei muito empolgado, logo baixei, e comecei a ouvir.

Agora vocês devem estar se perguntando por que todo esse entusiasmo e trabalho despendido para procurar um álbum, ainda mais de uma banda desse gênero que se tornou tão clichê, que é Power Metal. Pois bem, o Power Metal foi um dos meus estilos preferidos por um tempo, só que com o tempo ficou sem graça e enjoativo, e apesar de ainda gostar das bandas icônicas do cenário, as suas musicas já não desciam, nem as antigas, nem os lançamentos, dai larguei de vez, e já não ouvia nenhuma banda desse estilo há um bom tempo, até que um belo dia, eu vi um clipe dessa banda, Concerto Moon, e quando comecei a ouvir... Fiquei muito empolgado, como há muito tempo não ficava ao ouvir uma banda de Power Metal. O clipe era da música que dava titulo ao álbum, “Savior Never Cry”, e antes mesmo de terminar de ouvir a música, já me pus a procurar pelo álbum inteiro, e como já havia dito, não encontrei em lugar nenhum, e o único registro desse álbum que eu tinha era a musica do clipe. Até baixei uns álbuns antigos, mas eles eram genéricos demais, e não possuíam a mesma vivacidade e vigor daquela canção. Mas até que enfim, eu ncontrei o álbum e pude ouvi-lo na integra. Então, eu ouvi, não me decepcionei, e por isso vou compartilhar aqui com vocês.

Sobre a banda, sei que ela foi fundada em 1996, e de lá pra cá, já lançou 9 full-lengths, e possui uma solida carreira e um séquito número de fãs no Japão. A banda também lançou alguns álbuns por uma gravadora alemã, mas não conseguiu expressividade na Europa, ficando mais restrita ao Japão mesmo. Ela também passou por várias formações ao longo dos anos, com uma constante mudança de membros, e o único que fazia parte da formação original e que continua até hoje é o guitarrista, e também líder, Norifumi Shima. Como já disse anteriormente, eu ouvi algumas músicas de álbuns mais antigos da banda, e não me agradaram muito. Mas o que fez a grande diferença, creio eu, na sonoridade dos caras, foi a entrada do vocalista Atsushi Kuze, que possui um vocal incrível e contribuiu para que dessem uma reestruturada na sonoridade, deixando a banda novinha em folha, e com um som arrebatador.

A banda é classificada como Power Metal, e esse derradeiro lançamento segue essa mesma linha, mas como eu disse antes, não é aquela coisa chata e enjoativa de sempre, e apesar de não ter nenhum elemento novo, a sonoridade dos caras é surpreendentemente revigorante, e trás um novo ânimo a um estilo tão degastado. Nesse último álbum a banda aposta em uma sonoridade mais pesada, rapida e direta, puxada para o Heavy Metal, o teclado é deixado de lado, quase não aparecendo, e a banda também exibe canções mais elaboradas e mais técnicas, permeadas por um ar mais progressivo, mas nada em demasia e sem deixar o som tedioso. Também podemos notar em algumas canções um toque bem japonês, que lembra musica de anime, como é o caso da faixa “The Shining Light Of The Moon”, mas nada alegre demais, apenas um pouco mais melódico, o que não quebra com o clima do álbum. Todos os integrantes desempenham muito bem seus papeis, não deixando nada a desejar. Sendo que, temos a bateria a cargo de Masayuki Osada, sempre equilibrada, sem fazer muitas firulas, segurando bem e não fazendo economia nos pedais duplos, que algumas vezes corta as canções de fora a fora, o baixo, nas mãos de Toshiyuki Sugimori, não tem muito destaque, mas desempenha papel fundamental, dando suporte e coesão as canções. Só que o destaque mesmo vai para o guitarrista, que conduz as canções com seus riffs dinâmicos e solos inspirados, que prendem a atenção do ouvinte. E casando perfeitamente ao instrumental entra o vocal de Atsushi Kuze, que apesar do sotaque carregado, é firme, cheio de energia e vigor, alcançando notas altas, com passagens vocais prolongadas, bem características do estilo, mas feito de forma impecável e extraordinária. Em suma, é uma banda fazendo o mesmo, mas que de alguma forma soa como nova, com um som cheio de emoção e bastante entusiasmado.

Mas, pode até ser que em minha ânsia por encontrar algo novo nessa linha, e unido à dificuldade, e ao tempo gasto para encontrar esse álbum, podem ter influenciado de alguma forma no meu julgamento. Nesse caso, o álbum está ai, com prévias, e o clipe que me motivou a procurar pela banda, agora fica a cargo de vocês, fies leitores, julgarem de maneira mais imparcial.

Site || MySpace || Lastfm

Tracklist:

1.Savior Never Cry - (5:06)
2.Stright from the heart - (4:45)       
3.The Shining Light of the Moon - (5:00)       
4.Stay in My Heart - (4:06)       
5.Lay Down Your Life(To Be Free) - (5:10)      
6.Over the Fear - (3:59)       
7.Lovers Again - (6:04)       
8.In My Dream - (5:17)      
9.Don't Leave Me Now - (5:26)       
10.Chasing the Devil - (4:38)       
11.Slash the Lies - (4:10)

Download:
(113mb,320kbps)
Mega || 4shared

sexta-feira, 15 de junho de 2012
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Evile - Discografia

3 comentários

Gênero: Thrash Metal
País: Inglaterra
Periodo de Atividade: 2004-Presente

Comentário: Evile (pronunciado "eeh-vile”) é uma banda inglesa formada pelos amigos de escola Matt Drake (vocal e guitarra) e Ben Carter (bateria), junto com Ol Drake (Guitarra), que é irmão de Matt, e Mike Alexander (baixo). A banda iniciou suas atividades em meados de 2000, e começou apenas como uma banda cover do Metallica, chamada Metal Militia. Até que em 2004, eles resolvem deixar de lado os covers, e passaram a compor suas próprias canções, mas com o compromisso de trazer o velho e saudoso Thrash Metal dos anos 80. Acho que a banda teve além de tudo coragem, porque se propor a tocar um Thrash nos moldes antigos é já de imediato se colocar em uma posição vulnerável, e se sujeitar as inevitáveis comparações com os grandes nomes do cenário, o que por se só já é uma tarefa difícil, e além de tudo, teriam de recriar essa sonoridade, que possui um padrão bem estático, sem soar superficial ou como copias baratas das bandas já consagradas. 

Então com essa audaciosa proposta, a banda vai com tudo e lança em 2007 seu primeiro álbum, intitulado “Enter the Grave”, produzido por Flemming Rasmussen, responsável, dentre outros trabalhos, por também produzir três álbuns do Metallica. O trabalho recebeu criticas positivas, e mesmo com as influencias evidentes do Metallica, Exodus, Slayer, Testament, entre outros, a banda conseguiu mostrar que tinha sua própria identidade, sendo recebida com entusiasmo por muitos, e já angariando alguns fãs nos EUA, Japão e Europa.

Já gozando de um relativo sucesso e empolgados com a boa recepção do seu primeiro trabalho, em 2009 lançam o segundo disco “Infected Nations”, dessa vez produzido por Russ Russell, que trabalhou com bandas como Napalm Death, The Exploited, Dimmu Borgir, entre outras. O álbum seguiu a mesma linha do seu anterior sem muita variação, mas mantendo a qualidade, e as influências. Então a banda sai em turnê pela Europa para promoção no novo trabalho, mas infelizmente durante a turnê, o então baixista, Mike Alexander, morre, vitima de embolia pulmonar, o que foi sem duvidas um choque para os seus membros. Mas com a agenda cheia, e o recente trabalho lançando, a banda não pode perder tempo e seguiu em frente, e colocou para comandar o baixo Joel Graham, antigo Rise to Addiction, dois meses depois da morte de Mike. Apesar da perda, a banda manteve a sua qualidade e coesão, e o novo integrante aderiu bem ao grupo.

Após dois anos de trabalho, a banda, agora já estabelecida no meio, e com um séquito números de fãs, lança mais um álbum, em 2011, intitulado “Five Serpent's Teeth”, também produzido por Russ Russell, e como era de se esperar, manteve a mesma linha dos seus anteriores. E dentre as faixas do disco encontra-se a canção “In Memoriam”, que é uma homenagem a Mike.

Como disse no inicio, a proposta da banda é ousada, mas creio que ela tem se saído bem nesses trabalhos, e apesar do padrão, que não é muito aberto a mudanças, eles tem tentado inovar, mas de maneira sutil, com alguma coisinha de Death Metal, e variações até que normais dentro do gênero. É claro que ela não agradou a todos, ainda mais aqueles que insistem em compara-los com as bandas já consagradas. E como eu já havia dito, isso é uma coisa inevitável, mas de toda forma descabida, como a maioria desses tipos de comparação entre bandas é. Porque eu posso ter uma afinidade maior pelo Metallica ou Annihilator, mais isso não invalida a importância do Megadeth no cenário musical, ou do Pantera, do Slayer, Forbidden, Exodus, Testament, ou de qualquer outro grande nome da cena. Até bandas nem tão conhecidas, desempenharam o seu papel no desenvolvimento e estabelecimento do estilo, assim, como hoje, eu penso que o Evile desempenha um papel importante, porque mesmo soando como os dinossauros do passado, e o vocalista que as vezes tem um jeito de cantar meio “Hetfieldiano”, consegue dar um cara nova ao Thrash old school, mas sem distorcê-lo ou deforma-lo, apenas dando uma polida, lustrando, revitalizando-o, mantendo a tradição, só que com sua própria identidade, subindo nas costas dos gigantes do passado, sim, mas também deixando sua marca no meio da cena Thrash.

Site || MySpace || Lastfm

Álbuns:


Álbum: Enter the Grave
Ano: 2007

Tracklist:

1.Enter the Grave - (4:30)
2.Thrasher - (3:09)
3.First Blood - (4:20)
4.Man Against Machine - (6:21)
5.Burned Alive - (5:54)
6.Killer from the Deep - (4:40)
7.We Who Are About to Die - (7:43)
8.Schizophrenia - (4:18)
9.Bathe in Blood - (6:22)
10.Armoured Assault - (5:38)

Download:
(87mb,256kbps)


Álbum: Infected Nations
Ano: 2009

Tracklist:

1.Infected Nation - (5:33)
2.Now Demolition - (5:46)
3.Nosophoros - (5:29)
4.Genocide - (7:42)
5.Plague to End All Plagues - (5:55)
6.Devoid of Thought - (5:37)
7.Time No More - (4:00)
8.Metamorphosis - (7:40)
9.Hundred Wrathful Deities - (11:41)

Download:
(94mb,256kbps)

Álbum: Five Serpent's Teeth
Ano: 2011

Tracklist:

1.Five Serpent's Teeth - (5:34)
2.In Dreams of Terror - (5:09)
3.Cult - (4:52)
4.Eternal Empire - (5:34)
5.Xaraya - (6:04)
6.Origin of Oblivion - (5:06)
7.Centurion - (5:46)
8.In Memoriam - (5:48)
9.Descent Into Madness - (4:26)
10.Long Live New Flesh - (5:17)

Download:
(124mb,320kbps)


Álbum: Skull
Ano: 2013

Tracklist:

01. Underworld
02. Skull
03. The Naked Sun
04. Head Of The Demon
05. Tomb
06. Words Of The Dead
07. Outsider
08. What You Become
09. New Truths Old Lies
10. A Sinister Call (Bonus Track)

Download:

[MEGA]
quarta-feira, 13 de junho de 2012
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Semargl - Satanic Pop Metal

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Gênero: Black Metal + Eletronic + Pop = Satanic Pop Metal
País: Ucrânia
Ano: 2012

Comentário: Nesses últimos tempos o Black Metal tem mostrado uma versatilidade e capacidade de se reiventar surpreendente, que não se observa em outras vertentes do Metal. Então, eu tenho tentado acompanhar, na medida do possível, essas evoluções do Black Metal, e as suas respectivas “crias”, que tem quebrado paradigmas e inovado cada vez mais o cenário da musica extrema, muitas vezes trazendo e incorporando elementos outrora mal vistos pelos fãs do Metal, e que até hoje pode causar certa repulsa para os fãs mais ortodoxos, os afamados tr00s. Mas enquanto estes insistem em se fechar para as coisas novas, eu me deleito com as mais variadas facetas desse novíssimo metal negro, que graças à internet, está cada fez mais acessível.

E pra que essa falação toda? É porque esse post será dedicado a uma banda que eu acho que sintetiza um pouco do que disse ai em cima, se trata de Semargl, banda proveniente da Ucrânia, que foi formada em 1997. Eu sei que ela não vai agradar muito os mais tr00s, ainda mais que no seu último lançamento a banda teve a audácia de intitular o seu álbum como “Satanic Pop Metal”, que acho que também pode ser usado para descrever o som dos caras nesse trabalho, que trás um Black Metal, que não tem quase nada de Black Metal, exceto pelo visual e postura dos integrantes, e a temática das canções, porque a sonoridade ganhou uma nova roupagem, que a deixou, assim como o nome sugere, um tanto pop.

Apesar de ter iniciado suas atividades em 1997, eu só fui conhecer a banda esse ano, e o que escutei foi justamente esse último CD lançando, que já de imediato despertou minha curiosidade pelo seu sugestivo, não convencional e, para alguns, até blasfemo nome do álbum (confesso que a capa também foi um atrativo). Eu não tive ainda a oportunidade de ouvir os antigos trabalhos dos caras, mas pelo que li na internet, a banda começou com uma proposta padrão de Black Metal, um som rápido, agressivo, membros usando corpse paint, temáticas satanistas anticristãs, guerra, ódio, violências, etc., coisas normais para o gênero. Mas com o passar dos anos, a banda foi mudando sua sonoridade, experimentando, mas deixando intactos o visual e as temática líricas, o que culminou nesse lançamento de 2012, que é o quinto álbum do grupo, e o que mais se distância do Black Metal tradicional.

Bom, depois de tanta falação, vamos à sonoridade, que é bem peculiar, mas não é coisa nova. Nesse álbum temos os sintetizadores dominando as canções, estilo industrial, com batidas fortes, marcantes e extremamente dançantes, de forma que daria pra animar qualquer balada gótica, e fazer todos balançar o esqueleto, mas preservando aquela atmosfera agressiva e obscura do Black Metal. Já os instrumentos servem como pano de fundo, não ganhando muito destaque, mas ajudam a preencher bem o som, e permitem a banda ainda ser classificada como Metal, apesar do grande apelo eletrônico. O vocal predominante é gutural, grave e agressivo, mas em determinadas ocasiões temos um vocal feminino limpo e bastante melódico, que cria um contraste bem interessante e deixa o som com um tempero bem pop. Outra coisa é que a banda também incorporou um pouco de erotismo as suas canções, assim como nas suas apresentações e divulgação, vide a capa do álbum, e isso é uma boa maneira de cativar um publico masculino maior.

Portanto, o que temos aqui não é algo muito original, já que a sonoridade se assemelha com alguns estilos eletrônicos mais extremos como: Aggrotech, EBM, Industrial, Dark Electro, etc. Mas de qualquer forma, esse álbum me agradou bastante, e acho que vale a pena experimentar.

Haters gonna hate!

Site || MySpace || Lastfm

Tracklist:

1.I Hunger - (3:24)
2.Sweet Suicide - (3:24)
3.Drag Me to Hell - (3:31)
4.God Is Not Love - (3:29)
5.Tak, Kurwa - (3:53)
6.Suck My Dick - (2:47)
7.Labyrinth - (3:22)
8.Join in Fire - (2:43)
9.I Hate You - (3:26)
10.Opium - (4:01)
11.Anti I Am - (3:13)
12.Loneliness - (4:03)
13.Redire - (2:47)

Download:
(81mb,256kbps)
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quarta-feira, 30 de maio de 2012
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Coletânea Anos 70, 80 e 90

71 comentários

Gênero: Pop/Dance/Disco/Rock/Folk/Country/etc.
País: Vários
Anos: 70/80/90

Comentário: Bem pessoal, quando eu entrei aqui no blog me foi dito que eu poderia postar o que eu quisesse, e eu venho seguindo isso ao pé da letra, postando tudo em quanto há tipo de música que eu escuto, bem variado e bem eclético, mas sempre um artista por post. Mas dessa vez eu vou fazer algo não usual e postar uma coletânea de diversas musicas de diferentes artistas/bandas internacionais que fizeram sucesso nas décadas de 70, 80 e 90.

Essa coletânea foi feita por mim já faz algum tempo, e eu não criei com a intenção de postar aqui no blog, na verdade quando compilei essas canções eu nem participava do Ignes. Reuni essas canções porque elas fizeram parte da minha infância e adolescência, e de alguma forma me marcaram, de forma que quando eu as escuto, sou tomado por sentimentos saudosos de melancolia ou regozijo, e é o tipo de experiência que só a música é capaz de proporcionar.

E o critério utilizado por mim para montar esse compêndio das músicas populares dessas três décadas foi o seguinte: se eu lembrava da música, eu baixava. E eu não me lembro de onde tinha ouvido a música, mas com certeza eram musicas que passavam nas rádios, eram temas de novelas e filmes e/ou meus pais ou parentes escutavam. Então eu não sei dizer como tive contato com essas canções, mas de alguma forma elas estiveram presentes em algum momento da minha vida. E sendo assim, eu não dei prioridade a nenhum artista e a nenhum estilo em particular, de forma que você vai encontrar canções de new wave, disco, dance, pop, country, classic rock, folk, soft rock, algumas músicas bem bregas, confesso, outras clássicas do seu estilo e época, entre outras. Dentre os artistas você vai encontrar Bryan Adams, Air Supply, Cyndi Lauper, Tracy Chapman, Van Halen, Kansas, Bee Gees, Alphaville, Roxette, Nazareth, Dire Straits, Boston, Extreme, A-Ha, Baltimora, Abba, Elton John, e muitos outros, alguns artistas e bandas que são consagrados e aclamados até hoje, e outros que fizeram sucesso apenas com uma ou duas canções, ou por um curto período de tempo e acabaram sumindo, mas que deixaram sua marca na historia da música. É bem provável eu não ter colocado algum artista ou música que fez sucesso na época e ter cometido alguma injustiça, mas isso é porque eu não devo ter conhecido, ou lembrado. Mas a coletânea é grande, são 66 canções ao todo.

Outra coisa que eu queria ressaltar é que apesar da coletânea abranger as décadas de 70, 80 e 90, a grande maioria das canções é da década de 80, que foi a década que nasci, e que marcou o declínio da música popular, que agonizou durante a década de 90, e que no fim dessa teve sua morte decretada, na minha opinião. Mas quando digo isso, não estou sugerindo que não existe mais boas músicas e/ou bons artistas, pelo contrario, hoje em dia temos um numero muito grande de talentosos artistas e maravilhosas composições, mas elas já não caem mais na graça do publico em geral, que na sua maioria, prefere alimentar seus ouvidos com essa lavagem sonora que a mídia convencional oferece diariamente.

Enfim, se você viveu nessa época essa coletânea é uma viagem no tempo, e se for dessa nova geração, é uma boa forma de conhecer como era a música que talvez seus pais e tios escutavam. (Sei que falei como se fosse um senhor já senil, mas apesar da minha (relativa) pouca idade, eu já me sinto um velho!).

P.S.: Eu não iria colocar a tracklist por ser muito extensa, mas como uma legião de leitores insatisfeitos (na verdade apenas um) se manifestou, eu resolvi colocar. E eu deixei as tags de cada canção com o álbum que a continha, para que se alguém quiser baixar o disco inteiro de alguma canção ficar mais fácil. Também dividi o arquivo para download em duas partes, cada um com 33 músicas, ordenadas aleatoriamente.

Tracklist:

Parte 1:
Air Supply - All By Myself
Air Supply - Just As I Am
Air Supply - Lonely Is The Night
Alan Jackson - I'll Try
Alphaville - Forever Young
Bangles - Eternal Flame
Bee Gees - I Started A Joke
Bill Medley - (I've Had) The Time Of My Life (Feat. Jennifer Warnes)
Bon Jovi - Always
Bryan Adams - Heaven
Bryan Adams - I Do It For You
Cyndi Lauper - All Through The Night
Cyndi Lauper - Girls Just Want To Have Fun
Debbie Gibson - Lost In Your Eyes
Deborah Blando - Innocence
Eagles - Hotel California
Foreigner - I Want to Know What Love Is
Jim Diamond - I Should Have Known Better
Kansas - Dust In The Wind
Men At Work - Down Under
Mr. Mister - Broken Wings
Peter Cetera - Glory Of Love
Player - Baby Come Back
Roxette - It Must Have Been Love
Roxette - Listen To Your Heart
Simply Red - For Your Babies
The Housemartins - Build
The Police - Every Breath You Take
The Pretenders - I'll Stand By You
Tracy Chapman - Baby Can I Hold You
Van Halen - Can't Stop Lovin' You
Wham! - Careless Whisper
Whitney Houston - I Will Always Love You

Parte 2:
4 Non Blondes - What's Up
Abba - The Winner Takes It All
A-Ha - Take On Me
Air Supply - Making Love Out Of Nothing At All
Baltimora - Tarzan Boy
Bon Jovi - You Give Love A Bad Name
Bonnie Tyler - Total Eclipse Of The Heart
Boston - More Than A Feeling
Century - Lover Why
Chris De Burgh - The Lady In Red
Desireless - Voyage Voyage
Dire Straits - Money For Nothing
Elton John - Sacrifice
Extreme - More Than Words
Glenn Medeiros - Nothing Gonna Change My Love For You
Joan Osborne - One Of Us
KC and the Sunshine Band - Please Don't Go
Lara Fabian - Love By Grace
Laura Pausini - Strani Amori
Lionel Richie - Stuck On You
Mike + the Mechanics - Over My Shoulder
Nazareth - Love Hurts
Nazareth - Where Are You Now
Queen - Under Pressure
Richard Marx - Right Here Waiting
Roxette - Spending My Time
Shania Twain - You're Still The One
Spandau Ballet - True
The Cranberries - Ode To My Family
The Cranberries - Zombie
The Outfield - Your Love
Winger - Miles Away
Wonder Girls - Wishing On A Star

Download: Mega
terça-feira, 29 de maio de 2012
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Hail Spirit Noir - Pneuma

4 comentários

Gênero: Progressive/Psychedelic Rock/Black Metal
País: Grécia
Ano: 2012

Comentário: Tenho postado ultimamente algumas coisas bem não convencionais aqui, algumas bandas de vanguarda que fazem misturas inusitadas, dando nova roupagem ao Rock e/ou Metal. E sempre quando eu acho que não vou mais me surpreender, eu me deparo com algo totalmente inesperado, como é o caso da banda Hail Spirit Noir, proveniente da Grécia, fundada em 2010, mas que foi lançar seu primeiro trabalho só agora no inicio de 2012, “Pneuma”, pela gravadora Code666 Records, a mesma responsável pelo lançamento do álbum “Portal Of I” do Ne Obliviscaris. E sem a menor sombra de dúvidas, em minha opinião, esses dois trabalhos já figuram entre os melhores lançamentos de 2012.

O álbum de estreia da banda tem pouco tempo de lançamento, mas já está bem difundido no meio underground, e recebendo criticas bastante positivas, e isso se deve a habilidade, criatividade e originalidade dos seus membros, que dentre outros projetos, também são integrantes da banda de Avant-Garde Black Metal Transcending Bizarre?, e são eles: Dim (Baixo e Violão), Theoharis (Guitarra e vocal) e Haris (Teclado). E só o fato de saber da procedência dos seus integrantes já se pode imaginar que a musicalidade do Hail Spirit Noir não é nada ordinária e completamente fora dos padrões.

Podemos encontrar em alguns lugares o estilo da banda sendo definido como Progressive/Psychedelic Black Metal, mas só essa classificação não te dá a real ideia do som que a banda executa, que é também difícil de descrever. Acho que seria mais adequado dar uma breve descrição de música por música, mas isso deixaria a resenha muito extensa (devido a minha prolixidade), então vou tentar destacar as características mais marcantes encontradas por todo o álbum, só pra você ter uma noção e já ir preparando os seus ouvidos.

Pois bem, na audição você vai encontrar elementos de Black Metal, como vocais rasgados, algumas passagens de guitarra mais agressivas, e a atmosfera obscura e meio raivosa em algumas ocasiões, sem falar nas temáticas das canções, que fala sobre demônios e ocultismo, temas recorrentes em bandas de Black Metal. Mas as influências do Black Metal estão longe de serem predominantes, unido a isso temos diversas influências que nos remetem a bandas de décadas anteriores, como passagens mais folk, pitadas de psychobilly, alguma coisa de Jazz, o vocal limpo cheio de feeling, riffs de guitarra hipnotizantes, assim como os solos, a condução da bateria, o incrível trabalho do teclado e dos sintetizadores, que unidos a outros elementos mais discretos, criam um clima mais retro, que nos faz lembrar bandas de Prog/Psychedelic/Space Rock dos anos 60 e 70, algumas como The Doors, The Who, King Crimson, entre outras.

A descrição do parágrafo acima pode soar estranha, e confesso que se eu tivesse lido uma descrição como essa antes de escutar a banda, eu iria pensar que as canções seriam uma bosta, mas é completamente o oposto. Os caras consegue executar essa mistura de estilos de forma primorosa, e as passagens que lembram o rock dos anos 60 e 70 são tão cheias de pegada e feeling, que é como se os caras tivessem entrado em uma máquina do tempo e voltassem ao passado para gravar a parte instrumental, o resultado é um som saudoso, mas ao mesmo tempo moderno e agressivo, em que passagens progressivas e psicodélicas são intercaladas com a agressividade do Black Metal, cedendo lugar uma pra outra ou, em determinadas ocasiões, coexistindo de maneira harmoniosa, criando atmosferas incríveis e um contraste fantástico e viajante. Portanto, véi, na boa, baixa esse álbum ae, e let your devil come inside!

Site || MySpace || Lastfm

Tracklist:

1.Mountain Of Horror - (5:16)
2.Let Your Devil Come Inside - (3:23)
3.Against the Curse, We Dream - (6:25)
4.When All Is Black - (5:22)
5.Into The Gates Of Time - (13:21)
6.Haire Pneuma Skoteino - (3:49)

Download:
(84mb,320kbps)
Mediafire || Depositfiles || Bayfiles || UppIT

Quem escreve e faz os uploads:

 
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