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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
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Os Melhores Discos de 2015 por Rômulo Alexander

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Um hobby: fazer uma lista de melhores álbuns do ano. Aposto que você que está lendo também tem essa mania. Mas se for levado a sério, é um hobby impossível de ser executado. Segundo esta página, em 2010 foram lançados 75.000 álbuns só nos EUA. Quantos devem ter sido lançados em 2015, no mundo inteiro? Mais de 100.000, provavelmente. Impossível ouvir tudo isso num único ano. Listar os melhores álbuns é um trabalho por amostragem.
Por isso, tentei fazer uma lista abrangendo diversos estilos. Portanto, cada um dos álbuns abaixo não está aqui por si só, mas sim como representante de um estilo ou uma cena musical com grande destaque em 2015. Isso numa perspectiva bem pessoal, ok? Não consegui sair muito do Rock, nem do Metal. Vamos lá!

terça-feira, 4 de junho de 2013
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The Middle East - Discografia

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Gênero: Indie Pop / Indie Folk / Post-Rock / Alternative / Ambient
País: Austrália
Anos em atividade: 2005-2011

Comentário: Não, a banda "The Middle East" não é do oriente médio. Tampouco fala sobre o triste conflito entre Palestina e Israel, pelo menos até onde eu pude perceber. The Middle East foi uma versátil banda australiana que viveu o suficiente para lançar poucas canções. Poucas, porém marcantes.

Não há muita informação oficial sobre a história da banda, ou seus membros. Sabemos que é uma banda tímida e "inconstante". Formada em 2005, lançou seu primeiro álbum independentemente em 2008. A banda se separou logo em seguida, mas o sucesso local do disco permitiu que pudessem se juntar e lançar novamente o mesmo álbum em formato EP, com menos canções, pela distribuidora Spunk. Tanto o álbum quanto o EP recebem o título de "The Recordings of the Middle East". Aqui, estou disponibilizando o álbum em seu formato completo. Foi a canção "Blood" que levou The Middle East para o resto do mundo. No embalo de todo o sucesso, e dos fãs que ganhou ao redor do mundo, a banda lança um novo álbum em 2011: "I Want That You Are Always Happy". Mas talvez exista alguma maldição na trajetória de The Middle East. Assim como em 2008, a banda anunciou sua separação poucos meses após o lançamento do disco. Desta vez, definitivamente. Ou, pelo menos até agora.

A sonoridade da banda é triste em 99% do tempo. Até nas canções mais alegres, há um ar de esmorecimento. Mas não pensem que a música é depressiva demais, ou que nada tem além de triste. The Middle East sabe explorar uma tristeza bela - um melancólico confortável, calmo, esperançoso, absorvível.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
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True Widow - As High As the Highest Heavens and from the Center to the Circumference of the Earth

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 Gênero: Shoegaze / Stoner Rock / Post-Rock / Downtempo / Lo-Fi
País: EUA
Ano: 2011

Comentário: Stonegaze. É por este rótulo que o trio originário do Texas descreve seu estilo. E apesar de parecer aquele tipo de rótulo forçado, piada para muitos, a escolha do termo é bem acertada. No Last.fm, a descrição da banda ainda diz: "um encontro entre Black Sabbath e My Bloody Valentine". É bem por aí...

Mas na verdade, o som do True Widow está bem mais puxado para o Shoegaze, para o Post-Rock, para um tipo mais alternativo, cadenciado e devagar. Bem devagar. Tempos bem lentos e riffs bem preguiçosos por toda parte. Principalmente se atrelados aos vocais, aveluados e alternados entre masculino e feminino (isso lembra muito My Bloody Valentine). A parte Stoner Rock se faz presente principalmente na guitarra, que leva um tom um pouco mais grave e um timbre seco, bem cortante. De certa forma, essa "metade Stoner" parece se desprender da atmosfera branda que é constante na música, mas o fato é que isso cai muito bem.

Essa atmosfera constante talvez seja um ponto negativo. Não há muito dinamismo na música de True Widow, mantendo-se quase sempre, num mesmo "humor". Claro, em algumas canções há uma pegada mais rápida, ou um momento mais emocionante. Mas no geral, é tudo bem firme, até mesmo pelos repetitivos riffs. O legal disso é que o trabalho fica consistente e profundo: não dá pra ouvir um álbum sem este se tornar marcante.

Com um "pequeno" título, As High As the Highest Heavens... é o segundo e mais recente LP da banda, que tem ainda alguns EPs lançados, tudo com muita qualidade. E aproveitando o embalo da alta dos tais estilos Shoegaze e Stoner, True Widow está criando um público crescente, fazendo tours com grandes bandas (Alcest, Om, Baroness) e com o intuito de lançar álbum novo ainda em 2013. É uma boa dica para os leitores do Pignes.




Tracklist:
1. Jackyl (05:50)
2. Blooden Horse (07:05)
3. NH (06:40)
4. Skull Eyes (03:45)
5. Wither (05:10)
6. Boaz (07:22)
7. Night Witches (03:16)
8. Interlude (00:56)
9. Doomser (09:06)

Download:
(86mb, VBR~230kbps)
Mega
segunda-feira, 25 de março de 2013
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Martyr Lucifer - Farewell to Graveland

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Gênero: Gothic Metal / Dark Metal / Gothic Rock
País: Itália
Ano: 2011

Comentário: O álbum que apresento aqui é o trabalho solo de Martyr Lucifer, homem que ganhou algum sucesso mundial como vocalista numa banda de Progressive Metal chamada Hortus Animae, tendo atuado também em outras bandas até bem interessantes no cenário do Metal italiano. Seu trabalho solo despertou minha atenção de forma particular. Farewell to Graveland se mostrou um disco de Gothic Metal muito bem feito e digno de destaque.

Farewell to Graveland é um álbum acentuadamente melódico que não foge ao clima obscuro do estilo, nem despreza os instrumentais técnicos. Synths e teclados percorrem por quase todo o disco guiando a intensa melodia ali presente, cuidando ainda de manter o som cadenciado e plácido, apesar de partir para alguns momentos mais alegres, dançantes, experimentais, o que fornece alguns instantes de mudanças de sensação abruptas durante o álbum, mas ainda sem prejudicar seu clima.

Talvez o que mais chame a atenção ao ouvir rapidamente o disco seja o vocal. Não há dúvidas de que a voz de Martyr tem a característica força e clareza do tipo "Dark", o que garantiu sucesso na adequação ao gênero. Entretanto, esse vocal tão destacado tem algo que talvez desagradaria a alguns ouvidos. Em alguns momentos a voz é, de fato, mais sobressaltante do que deveria ser, pois sua qualidade técnica não compensa tal sobressalto (isto sem desprezar a performance de Martyr que, sem dúvidas, canta muito bem). Por outro lado, essa ousadia significa um diferencial no som da banda que pode ser apaixonante para muitos, além de ser uma característica indispensável ao estilo. 

O baixo marcante, outro elemento que prova as influências Post-punk/Darkwave, está presente. Não há o que reclamar da atuação da guitarra. Constantemente melódica, é claro, e impecável. Destaco o solo de "The Horseride", que faz lembrar David Gilmour, e também os arranjos de "From Under The Ground". A isto se juntam instrumentos acústicos, violinos, vocais femininos e outras parafernálias que enriquecem a obra. Apesar de ser um disco desconhecido, o considero quase obrigatório para os que curtem o polêmico estilo Gothic Metal.




Tracklist:
01. Janus
02. Farewell To Graveland
03. Turmoil
04. From Under The Ground
05. Noctua Munda
06. Onironauta (The Demon Of The Earth)
07. L'albero Ed Io
08. The Dustflower
09. They Said With Time All Wounds Will Heal
10. The Horseride
11. Waiting For The Dawn

Download:
(103mb, 256kbps)
Mega || Megashares || SolidFiles || Outros links no Mirrorcreator.com
domingo, 10 de março de 2013
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Lodger - Hi-Fi High Lights Down Low

1 comentários
Gênero: Indie Rock / Alternative Rock
País: Finlândia
Ano: 2004

Comentário: Todos os espectadores das grandes inutilidades da internet que frequentavam a rede virtual, principalmente nos tempos que antecedem o nascimento do video streaming, já visitaram o site Albino Blacksheep, que coleciona alguns daqueles flashs toscos, sem sentido algum, mas super engraçados. E muitos desses espectadores já viram a animação "I Love Death", que conta de maneira bobagenta a trajetória de vida de um bonequinho de pouca sorte, vídeo este que é encontrado no Albino Blacksheep e em outros links. Outras animações parecidas estão disponíveis no mesmo site. Poucos, entretanto, sabem que há uma banda consideravelmente interessante por trás dessas animações.

Lodger é uma banda finlandesa de Indie Rock cujo som, apesar de não apresentar nenhum grande destaque, tem o autêntico charme das bandas que sabem harmonizar teclados, arranjos de guitarras e vocais em melodias acessíveis e agradáveis sem que se pareçam "música ordinária feita por homens ordinários". Em conjunto com as letras quase sempre críticas, a banda se faz digna de um reconhecimento muito maior do que tem de fato.

Idealizada por Teemu Merilä em 2002, a banda pôde ser ouvida em todo o mundo em razão dos seus vídeos. Tem uma considerável fanbase em sua terra natal, com direito a recorde de vendas de uma gravadora, e alguns prêmios, especialmente pelos vídeos. Os vídeos em flash são de autoria de Hannes Häyhä, baixista. Hi-Fi High Lights Down Low é o primeiro disco dos finlandeses, que lançaram mais 2 álbuns - How Vulgar (2007) e Honeymoon Is Over (2008) - que não obtiveram o mesmo sucesso do primeiro, ainda que a qualidade das canções se mantesse. Um quarto disco está sendo gravado, e em breve estará disponível para download gratuito no site da banda.




Tracklist:
01. "Two Smiles is a Long Walk"
02. "Fickle"
03. "Bad Place to Earn a Living"
04. "I Love Death"
05. "Short Man on TV"
06. "Radio"
07. "Ordinary Men Make Ordinary Music"
08. "Doorsteps"
09. "Everyone Got to Go"
10. "Divine Right"
11. "Big Day"
12. "When I Was Six"
13. "Siamese Cats"

Download:
(81mb, VBR~240kbps)
Mega || Rapidshare || Mirrorcreator.com

Quem escreve e faz os uploads:

 
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