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quinta-feira, 10 de julho de 2014
Garbage & Brody Dalle - Girls Talk
Categories :
/MarcosAlves . #2014 . Alternative Pop . Alternative Rock . Grunge Rock . Indie Rock
Gênero: Alternative, Grunge, Indie
País: Estados Unidos
Ano: 2014
Comentário: Como citado anteriormente aqui, a parceria entre Garbage e Brody Dalle rendeu frutos este ano. ‘Girls Talk’ é mais um fruto da parceria entre uma das bandas mais importantes da música alternativa dos anos 90 e a eterna musa punk.
O Garbage surgiu em 1993. Liderado por Shirley Manson a banda conta ainda com o lendário produtor Butch Vig. Responsável pela produção de discos seminais como Nevermind (Nirvana), Dirty (Sonic Youth) e Siamese Dream (Smashing Pumpkins), Butch atua como baterista, bem como produtor, do Garbage. A banda fez muito barulho nos anos 90 e após um longo período na geladeira retomou as atividades para o lançamento de Not Your Kind Of People, em 2012.
Brody Dalle surgiu para os olhos e ouvidos do grande público no começo dos anos 2000, liderando o The Distillers. Aos gritos Brody lançou 3 discos com sua banda, sendo o último deles, Coral Fang, o mais aclamado. Após o fim da banda que alavancou Brody, a moça formou o Spinnerette e mais recentemente, no ano de 2014, lançou seu primeiro disco solo, Diploid Love, que conta com Shirley Manson na faixa, “Meet The Foetus/Oh The Joy’.
Girls Talk é um single lançado em comemoração ao Record Store Day 2014, composto por duas músicas, a pesa e sombria ‘Girsl Talk’ e a eletrônica ‘Time Will Destroy Everything’.
Tracklist:
1. Girls Talk
2. Time Will Destroy Everything
MEGA // Novafile
domingo, 10 de novembro de 2013
Sleigh Bells - Bitter Rivals
Categories :
/MarcosAlves . #2013 . Alternative Pop . Dance Punk . Indie Pop . Noise Pop
Gênero: Noise Pop, Dance Punk, Indie Pop
País: Estados Unidos
Ano: 2013
Comentário: Originário de Nova York o duo Noise Pop formado pela vocalista Alexys Krauss e o guitarrista Derek Miller (ex-membro da banda hardcore Poison The Well) traz em Bitter Rivals, seu terceiro disco, uma continuação natural do lançamento anterior, o excelente Reign Of Terror de 2012. Cada vez mais pop e menos noise o Sleigh Bells apresenta neste disco um som mais limpo, fato este que pode acarretar a reprovação daqueles que apreciaram os trabalhos antigos da banda.
Tracklist:
1. Bitter Rivals
2. Sugarcane
3. Minnie
4. Sing Like A Wire
5. Young Legends
6. Tiger Kit
7. You Don't Get Me Twice
8. To Hell With You
9. 24
10. Love Sick
MEGA // Novafile
País: Estados Unidos
Ano: 2013
Comentário: Originário de Nova York o duo Noise Pop formado pela vocalista Alexys Krauss e o guitarrista Derek Miller (ex-membro da banda hardcore Poison The Well) traz em Bitter Rivals, seu terceiro disco, uma continuação natural do lançamento anterior, o excelente Reign Of Terror de 2012. Cada vez mais pop e menos noise o Sleigh Bells apresenta neste disco um som mais limpo, fato este que pode acarretar a reprovação daqueles que apreciaram os trabalhos antigos da banda.
O disco abre com a faixa título ‘Bitter Rivals’ uma música
que é cara do Sleigh Bells e justifica sua escolha como primeiro single do novo
disco. ‘Sugarcane’ já mostra a face mais pop dessa nova fase.
Em seguida as explosivas ‘Minnie’ e ‘Sing Like a Wire’, provavelmente as duas
que mais lembram os trabalhos anteriores do duo. A partir de ‘Young Legends’ a
coisa desanda para o lado do pop de uma vez. Destaque para a faixa ‘You Don’t
Get Me Twice’, uma das melhores de toda a carreira da banda.
1. Bitter Rivals
2. Sugarcane
3. Minnie
4. Sing Like A Wire
5. Young Legends
6. Tiger Kit
7. You Don't Get Me Twice
8. To Hell With You
9. 24
10. Love Sick
MEGA // Novafile
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Nana Grizol - Ruth
Categories :
Gênero: Pop Alternativo
País: Estados Unidos
Ano: 2009
Comentário: Volta e meia surgem uns discos na sua vida que mudam tudo o que você
pensa sobre música - e sobre a vida também, se bobear. Algumas pessoas tem
experiências desse tipo com frequência o que é completamente válido, mas que
não é meu caso. Foram poucos os discos de que eu tenho a vívida memória de
terem impactado minhas impressões. Daqueles que já nas primeiras músicas você
sente que as coisas vão ser diferentes.
Ruth, o segundo disco da banda americana Nana Grizol, faz parte dessa
pequena coleção sentimental que eu carrego comigo todos os dias - bendita seja
a tecnologia. Um conjunto de músicas que eu chamaria de canções de ninar para
grandes bebês hipsters, o disco é realmente acolhedor e aconchegante. Com uma
sonoridade puxada de Neutral Milk Hotel - mais na parte da instrumentação, já
que o ritmo é bem mais lento - Nana Grizol não se propõe a grandes revoluções
musicais. As canções seguem um ritmo parecido, como um todo, e os únicos
instrumentos que - raramente - ganham algum destaque são os de sopro. O resto
da banda serve como acompanhamento.
Acompanhamento para a voz e o lirismo de Theo, o vocalista - ex
Defiance, Ohio uma outra ótima banda que pretendo cobrir numa resenha futura -
que é o ponto forte do disco. A parte que, de fato, mudou minha percepção sobre
letras em músicas. Não é que elas sejam de um nível poético altíssimo - como
alguns músicos alcançam, vide Leonard Cohen e Bob Dylan, para citar americanos
- mas elas são o complemento perfeito para a instrumentação.
Os dois violões num momento x, a tuba em algum outro ponto, a banda em
profusão em outro, tudo se vê unido nas melancólicas letras. É quase uma
espécie de confissão de mais dos milhões de jovens adultos do mundo que,
sinceramente, não fazem a mínima ideia do que fazer com o próprio passado e
acabam mergulhando em lembranças de nem tanto tempo atrás.
Em Atoms, é um diálogo com as pequenas partículas do seu corpo, eternas,
que observam a passagem do tempo indiferentes. Em Black Box, a lembrança do
passado na cidadezinha de infância. Em Cynicism, um pedido por um pouco mais de
otimismo, de verdade em um mundo cheio de descaso.
São músicas inocentes dos dois lados da moeda - instrumental e liricamente
- e está bom desse jeito. No mar de discos cínicos, pessimistas e
auto-destrutivos, alguma coisa - ainda mais bem feita! - que nos faça nos
sentir um pouquinho mais felizes já faz uma diferença enorme. A motivação e o
acalanto desse disco mudaram um pedaço de mim. Então, espero poder proporcionar
a vocês a mesma sensação.
Tracklist:
1. Cynicism - 2:28
2. Galaxies - 2:55
3. Blackbox - 3:48
4. Atoms - 2:44
5. Gave On - 1:27
6. Grady and Dubose - 1:56
7. From Here - 3:02
8. Alice and Gertrude - 3:29
9. Arthur Hall - 2:19
10. For Things That Haven't Come Yet - 4:12
11. Sands - 4:51
Download: MEGA
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Zola Jesus - Versions
Categories :
/MarcosAlves . #2013 . Alternative Pop . Ambient . Electronic . Experimental . Synthpop . Witch House
País: Estados Unidos
Ano: 2013
Comentário: Alguns anos se passaram desde que Nika Roza Danilova surgiu sob o pseudônimo de Zola Jesus com seu synthpop sombrio arrebatando a admiração da crítica e do público. Três discos e alguns Ep's depois era hora de Nika se aventurar em algo diferente.
Em 2012 Nika se reuniu com o produtor australiano J.G. Thirlwell para reconstruir algumas de suas músicas, as adaptando a um quarteto de cordas. Essas novas versões foram apresentadas em um show no Guggenheim Museum em Nova York, em maio de 2012. O resultado da fusão da voz incrível de Nika com os arranjos de cordas agradou tanto que esse ano é lançado "Versions".
Em "Version" a voz de Nika soa diferente dos lançamentos anteriores, o que pode causar certo estranhamento nos primeiros momentos. Em "Avalanche" por exemplo, o vocal soa bem mais agudo, mais feminino. "Fall Back" a segunda faixa do disco, já soa mais como a Zola Jesus que conhecemos. O disco tem grandes momentos como "Run Me Out", "Seekir", "Sea Talk" e "In Your Nature".
"Versions" é um disco suave, agradável, profundo, com muitos acertos e alguns poucos erros. Essencial para qualquer fã da moça.
Tracklist:
1. Avalanche (slow)
2. Fall Back
3. Hikikomori
4. Run Me Out
5. Seekir
6. Sea Talk
7. Night
8. In Your Nature
9. Collapse
MEGA // Novafile
domingo, 28 de julho de 2013
Milla (Jovovich) - The Divine Comedy
Categories :
/Damien Willis . Alternative Pop . Alternative Rock . Art rock . Folk Rock . Pop Rock . Soft Rock
Gênero: Folk rock/ Folk pop/ Art pop/ Alternative
País: Ucrânia/EUA
Ano: 1994
Comentário: Não sou nenhum fã, embora não negue que a beleza de Milla Jovovich e sua posição no cinema e no mundo da moda — que eu não entendo bulhufas — mereçam certo reconhecimento. Tanto é que sua música é que me chamou mais atenção, pois concentra certa originalidade e um tipo de “sutil ousadia”. Não é música insossa feita por alguém que poderia pagar para ser ouvida (e ela pode pagar), mas é um folk rock bem gostoso, mas também pop, mas também vai um pouco mais além disso. Por isso está indiscutivelmente mais para “Return to the Blue Lagoon” do que para “Resident Evil” (a não ser que você ouça sua participação em “REV 22:20”, ou "The Mission", ambas do Puscifer), mas possui suas peculiaridades, não sendo aquela eterna espera por socorro de Sessão da Tarde. Abaixando os níveis de testosterona, posso dizer que tem doçura, leveza, faixas dançantes e outras vezes reflexivas, mas não beirando o piegas e o tédio, contudo, não se engane quando falo em “peculiaridades”, pois de forma alguma existe uma super referência a Leeloo de “The Fifth Element”... ou pouco, talvez, nos pequenos e sutis detalhes... mas se busca algo a mais, quem sabe com “PlasticHas Memory”, único disco da banda de mesmo nome que Milla formou em 1999 e que segue uma linha mais tortuosa como a feita por bandas como Portishead, por exemplo, você possa se satisfazer melhor (ouça "On The Hill" e também "Left & Right (Live)").
Somado a letras sinceras escritas quando tinha apenas 15 anos — com exceção de “In a Glabe”, uma música folclórica ucraniana que ela regravou —, uma belíssima arte como encarte e a óbvia referência ao poema de Dante Alighieri, o instrumental é apenas mais um dos pontos que abrilhantam o disco: As performances vocais apresentadas em The Divine Comedy reforçam e eliminam o preconceito de que Jovovich seria “carregada” por uma boa banda, por uma boa produção impecável. Ela manda muito bem, o que às vezes me remete a comparações com Alanis Morissette em certos trechos, enquanto que a melodia e toda instrumentação mantém as músicas num clima a la Tori Amos. E pode ser que tenha exagerado na Alanis, mas existe uma grande simpatia com uma aparente influência entre um misto de Tori Amos, Kate Rush (mas tirem “Wuthering Heights” da cabeça) e até Cocteau Twins, que seria o diferencial do disco.
Vai muito além de um disquinho pop feito por uma atriz famosa e naturalizada americana, que inclusive não deixa esse lado "pop-americano" oculto, pois é o lado ucraniano, unido à influências britânicas que o envolve todo o álbum.
E se existe interesse, Jovovich tem ainda composições e participações em trilhas de alguns filmes, como por exemplo com “Rocket Collecting“, composta ao lado de Danny Lohner (ex- Nine Inch Nails e A Perfect Circle — ambas também presentes na trilha sonora) para o filme “Underworld” de 2003.
Tracklist:
Download: Mega.co
País: Ucrânia/EUA
Ano: 1994
Comentário: Não sou nenhum fã, embora não negue que a beleza de Milla Jovovich e sua posição no cinema e no mundo da moda — que eu não entendo bulhufas — mereçam certo reconhecimento. Tanto é que sua música é que me chamou mais atenção, pois concentra certa originalidade e um tipo de “sutil ousadia”. Não é música insossa feita por alguém que poderia pagar para ser ouvida (e ela pode pagar), mas é um folk rock bem gostoso, mas também pop, mas também vai um pouco mais além disso. Por isso está indiscutivelmente mais para “Return to the Blue Lagoon” do que para “Resident Evil” (a não ser que você ouça sua participação em “REV 22:20”, ou "The Mission", ambas do Puscifer), mas possui suas peculiaridades, não sendo aquela eterna espera por socorro de Sessão da Tarde. Abaixando os níveis de testosterona, posso dizer que tem doçura, leveza, faixas dançantes e outras vezes reflexivas, mas não beirando o piegas e o tédio, contudo, não se engane quando falo em “peculiaridades”, pois de forma alguma existe uma super referência a Leeloo de “The Fifth Element”... ou pouco, talvez, nos pequenos e sutis detalhes... mas se busca algo a mais, quem sabe com “PlasticHas Memory”, único disco da banda de mesmo nome que Milla formou em 1999 e que segue uma linha mais tortuosa como a feita por bandas como Portishead, por exemplo, você possa se satisfazer melhor (ouça "On The Hill" e também "Left & Right (Live)").
Somado a letras sinceras escritas quando tinha apenas 15 anos — com exceção de “In a Glabe”, uma música folclórica ucraniana que ela regravou —, uma belíssima arte como encarte e a óbvia referência ao poema de Dante Alighieri, o instrumental é apenas mais um dos pontos que abrilhantam o disco: As performances vocais apresentadas em The Divine Comedy reforçam e eliminam o preconceito de que Jovovich seria “carregada” por uma boa banda, por uma boa produção impecável. Ela manda muito bem, o que às vezes me remete a comparações com Alanis Morissette em certos trechos, enquanto que a melodia e toda instrumentação mantém as músicas num clima a la Tori Amos. E pode ser que tenha exagerado na Alanis, mas existe uma grande simpatia com uma aparente influência entre um misto de Tori Amos, Kate Rush (mas tirem “Wuthering Heights” da cabeça) e até Cocteau Twins, que seria o diferencial do disco.
Vai muito além de um disquinho pop feito por uma atriz famosa e naturalizada americana, que inclusive não deixa esse lado "pop-americano" oculto, pois é o lado ucraniano, unido à influências britânicas que o envolve todo o álbum.
E se existe interesse, Jovovich tem ainda composições e participações em trilhas de alguns filmes, como por exemplo com “Rocket Collecting“, composta ao lado de Danny Lohner (ex- Nine Inch Nails e A Perfect Circle — ambas também presentes na trilha sonora) para o filme “Underworld” de 2003.
Tracklist:
- The Alien Song — 4:45
- Gentleman Who Fell — 4:39
- It’s Your Life — 3:45
- Reaching From Nowhere — 4:10
- Charlie — 4:10
- Ruby Lane — 4:36
- Bang Your Head — 3:23
- Clock — 4:15
- Don’t Fade Away — 5:43
- You Did It All Before — 3:58
- In a Glade — 2:27
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