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segunda-feira, 18 de novembro de 2013
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Nouvelle Vague - Nouvelle Vague

2 comentários
Gênero: Bossa Nova
País: França
Ano: 2004

Comentário: Muitos artistas tentam inovar do jeito mais interessante possível, afinal, o mundo da musica tem muito “mais do mesmo”, e fazer algo diferente pode ser essencial para reconhecimento e para inovar na roda. Se você vasculhar, irá achar interessantes projetos que com certeza chamam a atenção pela ousadia. Isso vai desde fazer clássicos do rock em samba, até fazer um forró com elementos de outros estilos musicais, mas sem perder a essência. Acontece que nem sempre o projeto da certo (sambô), já em outras vezes, da muito certo e merece destaque (Forró in the Dark), então, o que esperar quando você lê sobre uma banda francesa, que decidiu fazer versões em bossa nova/jazz de musicas de bandas punks/new wave/ska?

Poderia ser só mais um projeto louco, estranho, que só vai funcionar no papel, mas isso não é o que acontece com Nouvelle Vague. As musicas funcionam de maneira impressionante, às vezes ficando até melhor que a versão original. É claro que, mudando de punk/new wave/ska pra bossa nova, se perde um pouco da essência original, mas isso não é lá um grande problema, pois, pelo menos aqui, a perda acaba sendo um ganho, um bom ganho, e acrescenta nova essência e clima para a musica.

quinta-feira, 5 de julho de 2012
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Toquinho - O Melhor de Toquinho

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Gênero: MPB / Samba / Bossa Nova
País: Brasil
Ano: 1985

Comentário: Há um certo tipo de pessoa que se dedica à música de maneira tão zelosa e esforçada que é quase impossível se dissociar o artista de sua obra. Antonio Pecci Filho é, certamente, um dos mais notáveis representantes dessa sorte apaixonada de músico. Aos sessenta e cinco anos de idade, segue praticando sua maior habilidade: a composição.
Sua sagacidade no uso das palavras, quer seja sozinho, quer seja em parceria de nomes como Tom Jobim e Vinícius de Moraes, nos brindou com algumas das mais memoráveis letras de música com as quais a língua portuguesa já se deparou. Quem é que, quando criança, não ouvia a canção "Aquarela" pensando se tratar de algo inocente, e, depois de crescido, se deu conta da tristeza perpassada pelos seus versos, travestida de alegria colorida? Ou ainda, quem é que, sendo apaixonado por música, ao se analisar a letra de "Made In Coração", não enxerga ali consubstanciado todo o seu próprio pensamento, quero dizer, o de unir todas as pessoas, com seus diferentes credos, cores e preferências, através da arte? Por essas e outras geniais aglomerações de versos é que Toquinho, alcunha pela qual é conhecido o senhor de quem falo, é um dos mais respeitáveis compositores que esse país já conheceu.
Em quase cinquenta anos de carreira, Toquinho compôs centenas de canções, lançou dezenas de discos e realizou milhares de apresentações. Em suas vistosas aparições com Vinícius de Moraes, poeta dos mais aclamados, marcou a vida de muita gente, dada a emoção com que sempre contagiou cada pedaço de seu trabalho. No disco que lhes trago, há apenas uma parcela de sua obra, contendo as mais significativas passagens de sua carreira até a metade da década de oitenta.
Entretanto, não vou negar: a exaltação de suas habilidades não é o único motivo desta postagem. Elevando seu tino de compositor, mais uma vez, devo dizer que a habilidade de Toquinho é tão grande, sua intimidade com as palavras é tamanha, que ele foi a única pessoa que conseguiu reduzir a termo o mais próximo do que é o sentimento de ser corintiano, sofredor, apaixonado incondicional, juntamente com mais trinta milhões de maloqueiros, que vibram, choram e se emocionam a cada jogo, não importando se há vitória ou derrota.
Eu esperei só vinte e quatro anos pra isso, Toquinho, mas você esperou sessenta e cinco. O Dia de São Nunca chegou: a Libertadores é nossa! A América é nossa! Uma homenagem sincera  - e mais do que merecida - de um corintiano anônimo para um ilustre louco do bando. VAI CORINTHIANS!

[ Site Oficial / LastFM ]

Tracklist:
  1. "Made In Coração"
  2. "Carinhoso"
  3. "Lindo e Triste Brasil"
  4. "A Sobra de um Jatobá"
  5. "Aquarela"
  6. "La Casa In Riva Al Mare"
  7. "Tarde em Itapoã"
  8. "Lua Cheia/Samba de Orly/Samba para Vinícius"
  9. "Na Boca da Noite"
  10. "Que Maravilha"
  11. "O Bem Amado"
  12. "Escravo da Alegria/Ao Que Vai Chegar/O Caderno"
  13. "Carta ao Tom 74"
  14. "Como Dizia o Poeta/Morena Flor/Samba da Volta/Regra Três"
  15. "Corinthians do Meu Coração"

Mediafire / Hotfile / Outros Links


sexta-feira, 27 de abril de 2012
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Curumin - Arrocha

3 comentários
Gênero: MPB Experimental
País: Brasil
Ano: 2012

Comentário: Acredito que Luciano Nakata Albuquerque, músico paulistano, multi instrumentalista, tenha atingido, sob a alcunha de Curumin, o máximo de fama que um artista alternativo pode alcançar sem transpor a barreira polêmica que os separa do temido e desejado mainstream. No entanto, parece claro que essa transferência não foi realizada não por falta de oportunidade, mas sim por inexistência de interesse: Curumin, no posto em que está, vai muito bem, obrigado.
Com o lançamento de Achados e Perdidos, em 2005, a personalidade tranquila, desencanada, do cantor, sua mistura de estilos, essencialmente Samba, Jazz e Hip Hop, chamaram a atenção e criaram uma boa base para o lançamento de, quase três anos depois, o seu segundo disco, Japan Pop Show, que trouxe aquilo que lhe faltava para entrar, de vez, no gosto da plateia do underground: "aquela" música, que identifique o artista e que venha à cabeça logo que seu nome é citado: Magrela Fever.
Com mais quatro anos de distância entre seu último lançamento, nos deparamos agora com Arrocha, terceiro disco de um já consolidado e reconhecido artista, que trouxe para seu séquito fãs de renome, como Arnaldo Antunes, por exemplo. A obra demorou mais que o esperado, pois estava quase pronta quando Luciano descobriu que seria pai ("como não deu pra adiar o filho, adiamos o disco" - palavras do próprio). E logo no título sua maior característica é evidenciada: a inserção e misturança de elementos da música regional brasileira, de vários cantos do país, inclusive.
O experimentalismo no mix de estilos, aliás, sempre foi o traço mais forte do trabalho de Curumin. Em Arrocha, isso não é diferente, e, na verdade, é até mesmo mais acentuado que nos registros anteriores. A novidade fica por conta do mundo eletrônico, fonte da qual Curumin passou a beber sem vergonha alguma.
As letras, sempre com muitas gírias e palavras não muito convencionais, são outro aspecto diferenciado de seu trabalho. O seu estilo de canto, ainda, é bastante inequívoco. Arrastado e, por vezes, intencionalmente impreciso, pode até desagradar a alguns, com razão, mas por fim acaba sendo mais um diferencial no todo que forma a aura de artista completo e destacado que o circunda.
Pra mim, guardadas as devidas proporções, Arrocha é o Caravana Sereia Bloom masculino de 2012. A MPB alternativa tem muito o que crescer ainda, e boa parte desse crescimento se dará pelas mãos nipônico-paulistas e indígenas de Curumin. É o retrato da miscigenação em forma de música.


[ MySpace / LastFM ]

Tracklist:
  1. "Afoxoque" - 3:17
  2. "Selvage" - 3:22
  3. "Treme Terra" - 4:15
  4. "Passarinho" - 3:23
  5. "Paris Vila Matilde" - 2:12
  6. "Tupãzinho Guerreiro" - 2:21
  7. "Vestido de Prata" - 4:11
  8. "Doce" - 3:11
  9. "Blinblin (Intro)" - 0:14
  10. "Blinblin" - 1:54
  11. "Sapo Garimpeiro" - 1:19
  12. "Accorda" - 2:03
  13. "Pra Nunca Mais" - 2:31
  14. "Bambora" - 1:01


Download:

Bayfiles / Mediafire / Deposit Files
    domingo, 19 de fevereiro de 2012
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    CéU - Caravana Sereia Bloom

    2 comentários


    Gênero: MPB/Jazz/World Music
    País: Brasil
    Ano: 2012

    Comentário: Maria do Céu Whitaker Poças, ou apenas CéU surgiu de forma repentina na música brasileira em 2005 e desde então vem acumulando sucesso tanto no Brasil quanto no exterior, incluindo até indicações ao Grammy. Ouso dizer que Caravana Sereia Bloom, o terceiro, é até agora o melhor disco da cantora, e faço apostas de que repercutirá para a MPB como o álbum do Criolo repercutiu em 2011. O álbum é todo permeado por um jazz gostoso e cheio de glamour, as influências claras da nossa MPB e o que dá todo o diferencial da CéU, ela ser uma cantora moderna que ao invés de estagnar e ocupar apenas mais um espaço dentre as chatonas e estagnadas cantoras já consagradas do gênero, incorpora influências de tudo aquilo que a agrada, seja desde o Afrobeat, passando pelo Soul e R&B até a World Music.

    Caravana Sereia Bloom chega a ser poético em alguns momentos dentre todo esse liquidificador de misturas que ele apresenta. CéU consegue demonstrar genialidade seja em curtas faixas como Fffree e seus 1:06 de duração, ou cantando em inglês em seu cover Rocksteady  de “You Won’t Regret It”. Seja no approach pop de Amor de Antigos, no Dub de Vagarosa ou no flerte com o Blues em Retrovisor, Maria surpreende ao criar e reproduzir tudo isso com grande perfeição. Vale apena a ouvida desse que é sem dúvida um must da música brasileira em 2012.

    Facebook//LastFM

    Tracklist:

    1. Falta de Ar
    2. Amor de Antigos
    3. Asfalto e Sal
    4. Retrovisor
    5. Teju Na Estrada
    6. Contravento
    7. Palhaço
    8. You Won't Regret It
    9. Sereia
    10. Baile de Ilusão
    11. Fffree
    12. Streets Bloom
    13. Chegar em Mim

    Rapidshare//DepositFiles//TurboBit//WUpload//IFile//JumboFiles

    sexta-feira, 21 de outubro de 2011
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    Brothers of Brazil - PunkaNova

    1 comentários
    Gênero: Bossa Nova/ Punk/ Samba-rock
    País: Bra(z)il
    Ano: 2009

    Comentário: O que esperar do Papito? Do nosso Charada Brasileiro? Talvez você não saiba com exatidão, mas certamente o associará a qualquer tipo de loucura. Supla por si só desbanca várias opiniões, tanto aqui, em sua terra natal, como no exterior, onde aparentemente divide sua paixão. Seu visual, maneira de agir e falar passeiam entre o extrovertido, crítico, 'largado', dotado de uma certa intelectualidade e, por vezes, normal. É um cara que declara grande paixão pelo seu país, sobre tudo à cidade de São Paulo, mas seu dialeto impregnado de um inglês impecável mostra que sua paixão vai além de nossas terras. Ele se considera um 'punk louco' e parece consumir tudo quanto é informação, estar em toda tribo e não se limitar, realmente. Punk convicto, nota-se ter seu gosto e estilo guiado por ídolos mais controversos e em maioria bem maleáveis (música), como Sid Vicious, Billy Idol, Iggy Pop, David Bowie e inclusive Elvis Presley, além de outros.
    Mesmo sendo conhecido por ignorar a imprensa e suas críticas, o Papito é figura marcante na TV, participando de vários programas — como convidado, integrante ou apresentador —, filmes e além da sua participação no Rock In Rio, por duas vezes.

    Tudo isso já seria material mais que suficiente para ser criticado e até malhado, ignorado pelos punks tradicionalistas e por qualquer um que não simpatize com a sua 'loucura'. Mas por ter vindo de uma família importante e politicamente ativa, sempre foi visto como o 'filhinho de papai', o 'rebelde sem causa', e isso é talvez o que mais pesou.

    Bom, dane-se, o ex-Tokyo e ex-Psycho 69 sabe se virar e já mostrou que tem uma interessante visão musical. Sabe ser autêntico, mesmo com a óbvia chuva de influências.

    Porém Brothers of Brazil precisa de um irmão para ser realizado, e esse irmão é de sangue!

    Confesso que não conhecia a carreira de João Suplicy até então, mas levando em conta seu interesse pela música logo cedo (influenciado por Supla) e tendo ótimos professores (Flávio Martins, Mozart Mello e Jargas Barboza + Musicians Institute, Kevyn Lettau e Sérgio Benevenuto), já estava bem treinado ao fazer PunkaNova. Isso porque João tem uma estrada reconhecida por ambientar o rock na bossa nova, ou vice e versa, criando para si uma identidade especial.
    Embora tenha a semelhança do rock'in'roll, baby! de seu irmão, João se entrega totalmente ao romantismo, ao samba-rock e aos covers de Elvis Presley in Bossa.

    Aí você pensa: Bossa Nova com Punk? Isso deve estar uma bagunça! - Mas é uma delícia de bagunça, onde tudo foi muito bem encaixado. Porém não é exatamente um disco de bossa e punk. Brothers of Brazil não se limita a estes dois estilos e tão pouco vê a necessidade de seguir essa fusão em todas as músicas. Com claras influências clássicas, seja no punk, rock'n'roll, bossa e samba, mpb, blues, folk e até um certo cheirinho de mofo de garagem... tudo é despejado em suas 16 faixas.

    O disco é consideravelmente grande para algo 'arriscado' como isso, de misturar gêneros bem distintos, mas os irmãos Suplicy sabiam o que estavam fazendo e criaram um dos mais satisfatórios discos independentes e nacionais que ouvi nos últimos anos. Interessante da primeira à última faixa, o disco soa como "isso é o que várias pessoas, por muito tempo, desejavam ouvir. Também é o que os demais temiam e iriam odiar".
    Ambos seguem cantando, mas enquanto Supla segura a base na bateria, João demonstra intimidade com o violão.

    Any way, é um disco que eu curto muito; original como uma colcha de retalhos; patrioticamente internacional; requintado e maltrapilho; Supla e João.

    MySpace//LastFM//Facebook//Site

    Quem escreve e faz os uploads:

     
    Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

    Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.