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segunda-feira, 10 de setembro de 2012
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Biz Markie - The Biz Never Sleeps

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Gênero: Hip Hop / Rap
País: Estados Unidos
Ano: 1989

Comentário: Fim dos anos oitenta, começo dos noventa. Um cenário em que o Hip Hop começa a se exsurgir mais veementemente contra as mazelas sociais, contra as injustiças da marginalização dos povos e em nome de cada miserável descontente com a desigualdade na distribuição de renda no mundo todo, notadamente nos Estados Unidos. É nesse enredo que surge o Public Enemy, maior veículo dessa geração enraivecida, A Tribe Called Quest, com seu fino Jazz Hop, e De La Soul, o trio mais revoltado de Long Island, dentre tantos outros bons nomes do que ficou conhecido como a era de ouro do Hip Hop.
Não era só de exortações ao sistema que o rap se mantinha, entretanto. Da mesma Long Island surgia um rapaz gordinho, que, primeiro como DJ e depois como Beatboxer, começou a ajudar nas apresentações de nomes relativamente consagrados da cena local. Aos poucos, Marcel Theo Hall foi deixando seu nome de batismo de lado para assumir a personalidade de Biz Markie. Ao contrário da seridade de seus companheiros de gênero, The Diabolical Biz Markie, como era chamado frequentemente, fazia rimas dotadas de muito bom humor, tirando sarro de tudo à sua volta.
Seu debut, Goin' Off, saiu em 1988, e continha rimas de humor inteligente - não do jeito que a galerinha do stand up se intitula, mas inteligente de verdade - com faixas como Vapors, Nobody Beats the Biz e Make the Music with Your Mouth, Biz. Isso fez com que ele fizesse jus a um título de nobreza - se tornou o Clow Prince of Hip Hop.
No ano seguinte, The Biz Never Sleeps reafirma o seu caráter satírico com rimas empolgantes e trocadilhos hilários com faixas famosas à época. Mas o seu maior trunfo é quinta faixa do disco: Just a Friend se tornou o seu maior sucesso, uma daquelas músicas que marcam pra sempre a discografia de um artista. Tratando sobre uma garota que considera ideal para ser seu par, Biz começa a descrever sua estratégia para conquistá-la, não medindo nenhum esforço para tanto. Em dado momento, contudo, ela o apresenta para a família como um amigo. Ou seja, um ode à friendzone, que fez com que muita gente se identificasse com o som.
Apesar de não ser exatamente o mais brilhante dos rappers de sua geração, nem abordar as temáticas mais expressivas, Biz Markie, hoje com quase cinquenta anos e uma sólida carreira nas costas, não só como rapper, mas também como comediante, conseguiu cavar o seu lugar dentre os expoentes do Hip Hop de sua época. Não de maneira crítica e política, mas de forma humorística e jocosa, o que, num horizonte no qual o que ganhava força era a revolta, é de se admirar bastante. Descompromisso não combinava com aquela geração. E mesmo assim Biz Markie trilhou um caminho de sucesso por esse atalho.


[ MySpace / LastFM ]

Tracklist:
  1. "Dedication"- 4:02
  2. "Check It Out"- 4:01
  3. "The Dragon"- 4:08
  4. "Spring Again"- 4:03
  5. "Just a Friend"- 4:00
  6. "She's Not Just Another Woman"- 3:46
  7. "Mudd Foot"- 4:16
  8. "Me vs. Myself"- 4:47
  9. "My Man Rich"- 3:44
  10. "I Hear Music"- 3:01
  11. "Biz" (feat. Billy Idol) - 4:11
  12. "Things Get a Little Easier"- 4:12
  13. "Serious Business" - 2:46

Download:
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quinta-feira, 26 de abril de 2012
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Moreira, Bezerra e Dicró - Os 3 Malandros In Concert

6 comentários
Gênero: Samba / Partido Alto
País: Brasil
Ano: 1995

Comentário: "Dicró cantando bolero do compositor Ravel / Bezerra cantando ópera, parecendo um menestrel / e eu, Moreira da Silva, com a minha voz de veludo / chego a quebrar cristais quando dou o meu agudo". É nesse tom jocoso, como não poderia deixar de ser, que se inicia um disco que pode ser considerado um verdadeiro tratado em matéria de malandragem. Moreira da Silva, Bezerra da Silva e Dicró, três sambistas que possuíam extrema habilidade em retratar o cotidiano daqueles que escolheram a personalidade do malandro para se promover, lançaram, em 1995, o presente disco, satirizando Os Três Tenores, Plácido Domingo, José Carreras e Luciano Pavarotti, que se uniram na década de noventa.
É extremamente satisfatório ouvir cada uma das faixas, que geralmente contam uma história, algo corriqueiro no morro, constatando-se a habilidade desses compositores em transpassar sua própria vida às letras de seus sambas.
O que impera, aqui, é o politicamente incorreto: tirar vantagem dos outros, lei do morro, drogas, vadiagem, boêmia, mulherada e, até mesmo, assassinatos são temas abertos, tratados sempre com um quê de crítica social. É hilário, por exemplo, o esquete de O Político, que, ao não ser reeleito, começa a ameaçar seu suposto eleitorado, dizendo até mesmo que iria abrir uma CPI contra os eleitores corruptos. Ou então, a distorção de valores: em Na Subida do Morro, Moreira se indigna - e depois dá cabo dele - com um malandro que bateu em uma mulher. O problema, no entanto, não é ele ter agredido uma fêmea, mas sim ter batido numa mulher que não é a dele.
Polêmicas à parte, a construção do disco é genial, e a ambientação é feita de maneira maestral. Algo raro de se ver hoje em dia, em que o tal do politicamente incorreto é explorado de maneira forçada, para se atrair atenção a qualquer custo, quando falamos do mundo humorístico.
Há algum tempo eu não consultava a obra de nenhum desses três saudosos artistas, mas hoje o fiz por um motivo triste: o último dos malandros, Dicró, faleceu no Rio de Janeiro, aos sessenta e seis anos. Preste-se essa homenagem, mais que merecida. Se juntará agora aos outros dois, que já haviam partido.

UPDATE: descobri um outro fato que me fez admirar ainda mais a pessoa de Dicró. Durante sua carreira, travou uma verdadeira guerra contra o ECAD, o famigerado órgão de arrecadação e distribuição dos direitos autorais, dizendo que muito arrecadava, mas pouco ou nada distribuía. A noção de justiça estava sempre em sua mente. Que descanse em paz.


Tracklist:
  1. "O Recital"
  2. "Os Três Pagodeiros do Rio"
  3. "Ópera do Morro"
  4. "Malandros In Concert"
  5. "Ressuscita Ele"
  6. "Chave de Cadeia"
  7. "Malandro Não Vacila"
  8. "O Político"
  9. "Na Subida do Morro"
  10. "Dava Dois"
  11. "Lugar Macabro"
  12. "Jogando com o Capeta"
  13. "Rua da Amargura"


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    sábado, 24 de março de 2012
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    Baiano e os Novos Caetanos - Baiano e os Novos Caetanos

    2 comentários
    Gênero: MPB, Forró, Samba-rock
    País: Brasil
    Ano: 1974

    Comentário: Formado pelo humorista, cantor, compositor e ator Arnaud Rodrigues ("O Povo Brasileiro" e "Coronel Totonho" de A Praça é Nossa), pelo humorista, ator, escritor e pintor Chico Anysio e pelo músico Renato Piau, o Baiano e os Novos Caetanos, que faz uma pequena troca em seu título com os nomes do conjunto Novos Baianos (que estavam ganhando grande evidência na época) e Caetano Veloso, surgiu nos anos 70 apresentado como uma sátira ao tropicalismo cujo principais elementos eram o humor, o engajamento, a aparência nordestina e as críticas cantadas/interpretadas por Baiano e Paulinho Boca de Profeta (personagens de Chico Anysio e Arnaud Rodrigues, respectivamente, surgidos no Chico City). Além das letras e dessa estética humorística, o trio contava com um instrumental muito bem elaborado e criativo, cheio de referências e fazendo utilização de variados instrumentos. Contudo a sonoridade apresenta um outro diferencial por conta das palmas, assovios, gritos de platéia e frases soltas que fazem do disco uma espécie de quadro ao estilo de Chico City, mesmo.

    Mas por traz dessas óbvias características existe um disco de indignação à ditadura e apoio aos artistas presos e exilados durante este período negro. Mais especificamente, tanto os personagens como as músicas surgiram após a prisão e exílio de Caetano Veloso e Gilberto Gil, que nem mesmo fora devidamente noticiado por conta da censura. Este disco era como uma carta aberta, qualquer um poderia olha-la, mas somente aqueles que buscavam a liberdade iriam entendê-la e por isso tem seu lugar garantido ao lado de muitas outras cartas musicadas compostas naquela época.
    Cada faixa (onze ao todo) possui sua peculiaridade, mas todas transpiram brasilidade, seja pelos instrumentos utilizados, pelo ritmo, modo de interpretação dos humoristas, dizeres populares ou qualquer outra característica presente nesta pérola. É de certa forma um emaranhado de sonoridades nas quais podemos destacar a MPB e toda sua diversidade, além do samba-rock e forró.

    Este é o primeiro de uma série de cinco discos creditados ao Baiano e os Novos Caetanos e por isso cabe a você buscar conhecer os demais. Como você fará isso pouco me importa, apenas não deixe mais esta obra nacional somente aos ouvidos dos velhotes.

    Em tempo aproveito para deixar aqui meus pêsames a todos que, independente de preconceitos com certos canais e programas, puderam acompanhar, mesmo que parcialmente, a carreira do Chico Anysio, que está num patamar elevadíssimo dividindo espaço ao lado de outros grandes nomes do humor do país. Também vale relembrar a carreira e personagens de Arnaud Rodrigues, que fez parte dos meus tempos de intretenimento televisivo.

    sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
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    Pedofilia (A Banda) - Festa na Piscina de Bolinhas

    3 comentários

    Gênero: Grindcore/Porngrind
    País: Brasil
    Ano: 2008(?)

    Comentário: QUERO AQUI, DESDE O ÍNICIO, DEIXAR BEM CLARO, QUE O OBJETIVO DE POSTAR ESSE ÁLBUM, NÃO É FAZER APOLOGIA A PEDOFILIA, E SIM DIVULGAR O TRABALHO DA BANDA, QUE TAMBÉM NÃO INCITA OU INCENTIVA O ABUSO INFATIL, É APENAS UM ÁLBUM HUMORISTICO, HUMOR NEGRO, SIM, MAS EM TODO CASO, HUMOR, E APENAS ISSO.

    Por motivos óbvios, não se encontra informações precisas a respeito da banda/projeto, apenas que teve seu inicio em 2004, e que foi idealizado e efetuado por um mancebo, que grita de maneira selvagem e ininteligível as canções, essas que possuem uma temática lírica bem de acordo com a proposta musical do trabalho, que é um Grindcore, mas especificamente Porngrind, sujo e feito pelas coxas, bem como deve ser, com canções curtas, rápidas, ruidosas e caóticas.

    O álbum “Festa na Piscina de Bolinhas”, me parece que foi gravado por volta de 2008, e foi o único registro da banda que consegui encontrar. Esse álbum foi jogado na internet, e permaneceu no underground, onde logicamente deveria estar, até então.

    Nas canções se ouve apenas uma guitarra bem suja, com distorções bem ruidosas, uma bateria eletrônica, e claro, o mancebo, berrando e gritando descontroladamente. Mas o que deixa o negócio engraçado mesmo, é que antes de cada canção, é colocado um trechozinho de uma narrativa pornográfica, narradas por um homem com voz bem radiofônica, com uma riqueza de detalhes e fazendo uso de algumas gírias, mas com um tom bem sério, o que se torna extremamente cômico.

    Apesar de não ter visto nada que confirmasse, eu desconfio que esse trabalho seja obra de algum dos integrantes da UDR, porque todo esse humor negro, satirizando situações e questões tão polêmicas de maneira escrachada e tão chocante, pra mim, só pode ser obra de um daqueles 3 cheiradores de benzina, praticantes de orgias de travecos, com muito scat, claro, adoradores de Belial, e responsáveis por espalhar mensagens de paz, amor e aids pelo mundo. Mas isso é especulação minha não posso confirmar nada.

    Se você não for puritano, e gostar de umas tosqueiras, esse álbum é uma boa pedida.

    LastFM

    Tracklist:

    1.Introdução (ummmm) - (1:59)
    2.Incontinencia Fecal - (0:36)
    3.Senta No Meu Que Eu Entro Na Tua - (0:40)
    4.Lenhador - (0:45)
    5.Trem Da Alegria - (0:48)
    6.Revista De Zoofilia - (0:56)
    7.Boi Da Cara Preta - (0:21)
    8.Crianca Skazeira - (0:54)
    9.Pediatra Peralta - (0:46)
    10.Paixão Gaseiforme - (2:07)
    11.Giba Portinari - (0:49)

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    sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
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    Rage Against the Manger

    1 comentários
    Gênero: Christmas / Parody & Comedy
    País: Estados Unidos
    Ano: 2011

    Comentário: Eu sou um verdadeiro fã do Rage Against the Machine. Acho a discografia deles de enorme qualidade e importância e estou para conhecer artistas mais arrebatadores do que Tom Morello e Zack De La Rocha. Isso não me impede de admirar quem tira sarro deles também.
    Não se sabe se é em tom jocoso ou com o escopo de homenageá-los, mas um grupo americano denominado Rage Against the Manger - que significa "manjedoura" - jogou no bandcamp versões natalinas das músicas do RATM. Versões hilárias, diga-se de passagem. Versos como "They caroul round the family, with a seligh full of bells" (Bulls on Parade); "Hey mom, I want a radio, wrap that shit up" (Guerrilla Radio); e "Those that die were crucified, so santa could fly, give us gifts in white" (Killing In the Name); preenchem o pacote de oito músicas, adaptadas desde o seu título ao tema proposto.
    Os músicos também denotam alguma qualidade, e há, ainda, a inserção de corais em algumas faixas. Um ótimo entretenimento inútil, e uma trilha sonora alternativa para o seu Natal, que logo logo se aprochega.

    [ Bandcamp ]

    Tracklist:
    1. "Elves On Parade" (versão de Bulls on Parade) - 03:53
    2. "Sanctify" (versão de Testify) - 03:40
    3. "I Want A Gorilla Radio" (versão de Guerrilla Radio) - 03:30
    4. "Free Food" (versão de Freedom) - 06:21
    5. "Calm Like Your Mom (Black Friday)" (versão de Calm Like a Bomb) - 05:03
    6. "Christmas In The Name" (versão de Killing in the Name) - 05:20
    7. "Shop Now In The Fire" (versão de Sleep Now in the Fire) - 03:19
    8. "Wake Up (It's Christmas!)" (versão de Wake Up) - 06:05

     
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