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domingo, 14 de setembro de 2014
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Death From Above 1979 - The Physical World

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Gênero: Dance Punk, Stoner Rock, Noise Rock
País: Canadá
Ano: 2014

Comentário: No longínquo ano de 2004 o Dance Punk com tons de Stoner Rock do Death From Above 1979 confundia pessoas por aí. Com músicas que ao mesmo tempo podiam encher pistas de dança e criar grandes rodas de mosh, o duo canadense fez seu nome sair do underground e conquistar fãs devotos e críticas positivas mundo afora. A banda formada por um baixista e um baterista ganhou remixes de Justice e Josh Homme, teve música sampleada pelo Cristal Castles e uma singela homenagem dos brasileiros do CSS.

Após o lançamento de apenas um disco a banda se separou. Agora, 10 anos após o lançamento do até então único disco, o incrível You’re A Woman, I’m A Machine, o Death From Above 1979 retorna com um disco tão pesado e dançante quanto seu predecessor, vencendo o ceticismo de muitos, inclusive o meu.

The Physical World é um deleite para os fãs da Death From Above 1979. Produzido por Dave Sardy, que já trabalhou com Oasis, LCD Soundsystem e Nine Inch Nails, o disco, já na música de abertura, “Cheap Talk”, mostra que a banda não perdeu o ritmo e o baixo distorcido em conjunto com os sintetizadores tímidos empolgam qualquer um. Acompanhada de “Right On Frankstein” e a super dançante “Virgins”, o ouvinte já está convencido da qualidade do disco logo em sua sequência inicial. Aos que ainda tinham dúvidas, cabe às ótimas “Nothin’ Left” e “Government Trash” saná-las. Fechando com a faixa título, a monstruosa "The Physical World", fica a vontade de ouvir de novo e de novo este que é um dos melhores discos do gênero lançados este ano.

E que venham os próximos 10 anos!

Tracklist:
1. Cheap Talk
2. Right On, Frankenstein!
3. Virgins
4. Always On
5. Crystal Ball
6. White Is Red
7. Trainwreck 1979
8. Nothin' Left
9. Government Trash
10. Gemini
11. The Physical World

MEGA

sábado, 30 de novembro de 2013
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LCD Soundsystem - This Is Happening

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Gênero: Dance-punk/ Eletronic/ Indie
País: EUA
Ano: 2010

Comentário:
This is Happening entrou fácil na minha lista de melhores de 2010 — mesmo que eu o tenha curtido já em 2011 —, e também na de muitos, visto que o agradável e animador CD pode ser encontrado sem nenhum esforço em listas de 2010, vindo até a encabeçar algumas delas. Não é uma obra necessariamente única, mas é específica e artisticamente original.

Em um breve histórico, o homem por trás deste trabalho, que já rendera 3 álbuns, materiais virtuais e vários singles, é o músico, produtor e Dj James Murphy, co-fundador da gravadora independente de dancepunk DFA Records (o que lhe garantiu uma treta judicial com o Death from Above 1979). Responsável também por produzir remixes para nomes como Radio 4, Le Tigre, N.E.R.D., Soulwax, Blues Explosion, Nine Inch Nails, Automato, Gorillaz, UNKLE e The Chemical Brothers.

Seu maior e mais notável projeto, responsável por tanta aclamação, é a banda LCD Soundsystem, formada em 2002 na cidade de Nova Iorque, e que chamou atenção desde seu primeiro single "Losing My Edge". Em 2005 foi lançado o debut e homônimo, acolhido pela crítica especializada e que contava com o mais novo hit "Daft Punk Is Playing at My House", tornando-se uma das maiores revelações do ano. No ano seguinte, apresentou-se no nosso Skol Beats, em São Paulo, onde dividiu o palco com Prodigy, DJ Marky e Armin van Buuren. No mesmo ano lançaram e disponibilizaram para download a faixa ''45:33'' como parte de uma promoção da Nike, exclusivamente pelo iTunes. O ano de 2007 ganhou seu segundo álbum de Murphy, intitulado Sound of Silver, onde mais uma vez as pessoas e revistas especializas desdobraram-se em elogios. Em novembro do mesmo ano LCD Soundsystem volta ao Brasil e se apresenta na Via Funchal, também São Paulo, com abertura do músico sueco The Field. Ao final desta turnê, é lançada a faixa "Big Ideas" para a trilha do filme ''21'' (conhecido no Brasil como ''Quebrando a Banca'').

This Is Happening só veio anos mais tarde, e depois de todo este tempo de produção, chegou mais uma vez surpreendendo seus fãs e críticos. Apesar de ter vazado antes de seu lançamento — frustração desabafada pelo próprio James Murphy — podemos notar que suas expectativas foram bem saciadas. A música "Drunk Girls" ganhou um clipe, produzido pelo conceituado Spike Jonze (tendo em seu currículo clipes como "Sabotage", dos Beastie Boys; "Wonderboy", de Tenacious D; "The Suburbs", do encabeçador de listas Arcade Fire; além de ter feito de muitos outros grupos, como R.E.M., Daft Punk, The Chemical Brothers, Dinosaur Jr., Teenage Fanclub, Björk, Fatboy Slim, ...) e que certamente merece um super destaque pela criatividade e humor à dar as mãos por esta letra doentia.

Um trabalho pop mas com uma certa progressividade, por vezes em calda de introspecção, se recusando a fazer músicas curtas meramente comerciais. Com um toque extremamente europeu, nos remetendo principalmente as atuais promessas suecas, a banda também nos faz relembrar, delicadamente, de Bowie, Velvet Underground e outros arcossauros. As passagens, muitas vezes altamente repetitivas, estão longe de serem cansativas, criando um clima duradouro, mas um tanto dançante, para ser ouvido nas mais requintadas noitadas, ou mesmo em casa, durante seu processo mental mais criativo do dia — ou ainda para estimula-lo. Um pop feito a partir de inacessibilidades musicais unidas à influências populares do mundo geek. Isso fica claro por suas letras, fazendo referências que nem todo mundo entenderá..

E encerrando, quando escrevi este post, o LCD Soundsystem ainda existia; Murphy não havia participado, ao lado de Andre 3000 (OutKast), do single "Doyathing" do Gorillaz;  Não havia produzido o mais recente disco do Arcade Fire, Reflektor; ....



domingo, 10 de novembro de 2013
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Sleigh Bells - Bitter Rivals

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Gênero: Noise Pop, Dance Punk, Indie Pop
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: Originário de Nova York o duo Noise Pop formado pela vocalista Alexys Krauss e o guitarrista Derek Miller (ex-membro da banda hardcore Poison The Well) traz em Bitter Rivals, seu terceiro disco, uma continuação natural do lançamento anterior, o excelente Reign Of Terror de 2012. Cada vez mais pop e menos noise o Sleigh Bells apresenta neste disco um som mais limpo, fato este que pode acarretar a reprovação daqueles que apreciaram os trabalhos antigos da banda.

O disco abre com a faixa título ‘Bitter Rivals’ uma música que é cara do Sleigh Bells e justifica sua escolha como primeiro single do novo disco. ‘Sugarcane’ já mostra a face mais pop dessa nova fase. Em seguida as explosivas ‘Minnie’ e ‘Sing Like a Wire’, provavelmente as duas que mais lembram os trabalhos anteriores do duo. A partir de ‘Young Legends’ a coisa desanda para o lado do pop de uma vez. Destaque para a faixa ‘You Don’t Get Me Twice’, uma das melhores de toda a carreira da banda.

Tracklist:
1. Bitter Rivals
2. Sugarcane
3. Minnie
4. Sing Like A Wire
5. Young Legends
6. Tiger Kit
7. You Don't Get Me Twice
8. To Hell With You
9. 24
10. Love Sick

MEGA // Novafile

terça-feira, 22 de janeiro de 2013
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DZ Deathrays - Bloodstreams

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Gênero: Dance Punk, Noise Rock, Indie Rock, Thrash Pop
País: Austrália
Ano: 2012

Comentário: O que esperar de uma banda formada para tocar em festas? O Dz Deathrays traz em seu álbum de estreia um verdadeiro ataque sonoro. Com uma explosão guitarras carregadas o duo australiano faz um álbum consistente, do tipo que você quer ouvir mais e mais vezes, sempre no volume máximo. Bloodstreams é um disco enérgico e dançante, carregado de peso e fúria.

Com influência clara de bandas como o Death From Above 1979 o Dz Deathrays caiu nas graças da mídia e recebeu críticas positivas de veículos como o Pitchfork e a NME.

Ao final da introdução os riffs pesados e dançantes de "Teenage Kickstar" mostram a que o DZ Deathrays veio, abrindo Bloodstreams da melhor forma possível, com uma música rápida que exala a essência da banda fazendo o ouvinte se apaixonar logo nos primeiros minutos. "Cops Capacity" segue com o peso e qualidade da banda, destilando peso em uma das melhores faixas do disco. Uma faixa que merece destaque é "Play Dead", uma música mais leve, ao melhor estilo indie rock, que junto com "Gebbie Street" dá um brilho a mais ao disco que ainda traz outras pérolas como "Dollar Chills", "Debt Death" e "LA Lightining". Bloodstream surpreende na qualidade, tirando aquela banda que tocava em festinhas na Austrália e a leva para festinhas ao redor do mundo.

Tracklist:
1. Intro
2. Teenage Kickstar
3. Cops Capacity
4. No Sleep
5. Play Dead
6. Gebbie Street
7. Dinomight
8. Dollar Chills
9. Debt Death
10. Dumb It Down
11. LA Lighting
12. Trans AM

MEGA // Novafile

quarta-feira, 7 de novembro de 2012
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Crystal Castles - Crystal Castles III

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Gênero: Experimental, Noise Pop, Dance Punk, Chiptune
País: Canadá
Ano: 2012

Comentário: O duo canadense Crystal Castles, uma das bandas mais legais dos últimos tempos,  retorna para seu terceiro disco, o tão aguardado Crystal Castles III. O disco traz uma sonoridade diferente dos lançamentos anteriores, claramente a banda amadureceu, e a evolução fica clara logo na primeira faixa, a sombria "Plague". Os três singles lançados anteriormente, a já citada "Plague", "Wrtah Of God" e "Affection" já revelavam essa evolução sonora.

O Crystal Castles foi formado em 2004, em Toronto, pelo produtor Ethan Kath e a vocalista Alice Glass. Conhecidos por suas performances caóticas, a barulheira, os samplers de video games antigos, e o caos musical de seus dois discos anteriores, a banda deixa um pouco de lado esse passado para mergulhar de cabeça em águas mais profundas, flertando por vezes com gêneros como o witch house e o gótico. Todos os pedais e teclados utilizados nos dois primeiros discos foram substituídos, criando uma nova paleta de sons, como revelado por Ethan.

III tem como tema principal a opressão, como dito em entrevista a NME pela vocalista Alice Glass, e isso fica claro logo na capa do disco, a foto de uma mulher segurando seu filho, exposto uma bomba de gás lacrimogêneo durante um protesto no Iêmen em 2011.

Crystal Castles III é um disco atmosférico, pesado, asfixiante, com músicas de tamanha densidade que por vezes beiram a solidez, se tornando quase um objeto concreto, fato este que o torna um dos lançamentos mais interessantes do ano.

Tracklist:
1. Plague
2. Kerosene
3. Wrath Of God
4. Affection
5. Pale Flesh
6. Sad Eyes
7. Insulin
8. Transgender
9. Violent Youth
10. Telepath
11. Mercenary
12. Child I Will Hurt You

MEGA 

Quem escreve e faz os uploads:

 
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