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domingo, 15 de dezembro de 2013
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Blutengel - Monument

0 comentários
Gênero: Darkwave, Gothic Synth, Dark Electro
País: Alemanha
Ano: 2013

Comentário: Em algum momento no passado, li um artigo de revista que falava sobre os vários tipos de vampiros, seus poderes, fisiologia, proveniência e maldições. Blutengel, por sua vez, conta os vários tipos de sentimentos que um vampiro poderia ter. É a narradora de um ser amaldiçoado e seu pacto com o diabo, onde adquire sua “meia-vida”. Em Monument, a historia contada é daquele que já sente o peso da eternidade e sua inevitável solidão.

Se de um lado temos a perspectiva contemporânea de vampiro: alguém que vive em casarões antigos e usa roupas de látex justíssimas ou formais no estilo mais clássico do que é concebido como gala – e aqui cabe a observação da verossímil semelhança da arte de Monument para Underworld (o filme); exposta em figurinos e tonalidades das cores nas fotografias (será que só eu percebi isso?). Do outro temos todos os clichês românticos, dramáticos e existenciais – típicos de Blutengel – passíveis de tal perspectiva.

A temática do amor é uma constante em Monument, porém como um amor proibido ou que, por algum motivo, não pode ser concretizado e, por isso, machuca. O álbum começa e termina com a mesma música pós-apocalíptica que, por fim, acaba deixando margem para um novo começo. O primeiro single lançado é também a segunda faixa do álbum, Save Our Souls, uma crítica um tanto quanto ácida cuja fotografia e lugar do videoclipe são belíssimo! O segundo single, You Walk Away, é a faixa que destaquei pelo clichê dramático e pela bela batida introdutória da música (confesso). Por fim, o terceiro single Kinder Dieser Stadt – faixa 3 – é uma das amarras dos sentimentos e ideologias ao “vampirismo” (e eu devo dizer que, além de ter um videoclipe bonito, até agora é uma das minhas preferidas do álbum; quiçá, perdendo apenas para Uns Gehort Die Nacht e All These Lies).

Em suma, fazia tempo que não tínhamos uma Blutengel tão pesada e dançante. Há quem diga que Monument é o ápice, que estas são as músicas que consolidam a sonoridade de Blutengel e que é de certa forma questionador pelo que virá depois. Particularmente, eu discordo; acho que isso foi feito lá em 2007 com meu tão amado Labyrinth. Contudo, Monument ainda é um marco e, seja lá o que vier, terá de suprir muitas expectativas. Então, carpe Monument!

P.S.: Lembrando que já postei a discografia de Blutengel aqui.

[ Myspace / Site Oficial / Lastfm ]

Tracklist:

CD 1:
01. A New Dawn To Rise (Intro)
02. Save Our Souls
03. Kinder Dieser Stadt
04. All These Lies
05. Tears Might Dry
06. Uns Gehort Die Nacht
07. Die Zeit
08. When I Feel You
09. Willst Du?
10. Nie Mehr
11. You Walk Away
12. Deine Welt
13. Lebensrichter
14. Monument

CD 2:
01. Legend Part 1
02. A Place Called Home
03. Tod_Sunde
04. One Voice
05. Wake Me Up
06. Konigin Der Nacht
07. I Am
08. Legend Part 2

CD 3 (Dark & Pure):
01. No Eternity (Piano Version)
02. Weine Nicht Um Mich (Piano Version)
03. Time (Piano Version)
04. Save Me (Piano Version)
05. Am Ziel (Piano Version)

[ Mega ]

domingo, 28 de abril de 2013
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CygnosiC - Fire and Forget

2 comentários
Gênero: Dark Electro, Industrial, EBM
País: Grécia
Ano: 2013

Comentário: CygnosiC é um estrangeiro som emergente buscando espaço nesse gremlinsíco mundo de bandas/projetos "electro". Formada em 2006 é uma banda do tipo "one man": Georg Psaroudakis, <tietagem> este portador da genuína beleza grega! </tietagem>. Com três álbuns no currículo – dentre eles o aclamado "A Deity In Pain", lançado em 2010 e um "reborn" em 2012 – e muitos elogios pela sonoridade em antítese: levemente pesada!

Fire and Forget é um álbum, primeiramente com uma bela capa (isto por si só chama atenção!) e, segundo, marca uma fase mais leve de CygnosiC, com mais synths de "boate", porém também com a velha batida hard de pano de fundo e o vocal marcante de Georg: seco, rouco, gutural. Quando eu falei do som em antítese, eu me referia a esta mistura do artista; a sonoridade da música a princípio é soft, mas o vocal e a letra são hard. Em outras palavras, Fire and Forget é o Futurepop para quem gosta de Harsh EBM!

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Tracklist:
01. Fire And Forget
02. Escape
03. This Is The Night
04. Alone
05. Crawl
06. The Drowning
07. Mad Desire
08. Begin With Me
09. One Last Time
10. Behold The Lie
11. Greed
12. The Darkness
13. Find You
14. Until Glory

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segunda-feira, 4 de março de 2013
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Centhron - Asgard

8 comentários
Gênero: EBM, Industrial, Aggrotech, Dark Electro
País: Alemanha
Ano: 2013

Comentário: É foda você ser apaixonada por um gênero em que 80% do que produzem é uma merda! E nem me venham dizer que as batidas dessas bandinhas de Metal Agrário (Aggrotech) incendeiam uma pista de dança! Reconheço que uma ou outra música é "inflamável", contudo, não dá para juntar música a música e fazer uma playlist de determinada banda/projeto! Sou chata para com música eletrônica e, sendo bem sincera, é o tipo música que geralmente não aguento ouvir um álbum inteiro de tanta mesmice que tende a ser.

Penso na raridade que é encontrar e ouvir um álbum como Asgard. Era esperável uma batida dançante nesse álbum, haja vista que se trata de Centhron, a banda que mais protagonizou vídeos no Youtube de Industrial Dance no mundo ocidental! Contudo, devo ressaltar que a qualidade desse álbum vai muito mais além do que simples músicas dançantes (e puta que pariu, bota dançante nisso!)...

Asgard é a morada dos deuses nórdicos e, na faixa de mesmo nome, é nítida a exclamação instigante a Odin. A capa do álbum, devo ressaltar, foi o que me chamou atenção a princípio. Pensei "Nossa, parece jogo de RPG!". A ironia (ou não... vai saber!) é que se você ouvir o álbum e imaginar lutas contra monstros, zumbis, alienígenas, robôs ou seja lá o que for que tenha invadido a Terra e transformado-a em um grande buraco escuro e levando à extinção a raça humana... Bem, você chegará a conclusão de que não é uma teoria absurda, pelo contrário... Parece mesmo uma aventura trevosa musicada (e as foderosas fotos promo desse álbum provam isso)!

Eu disse que as músicas eram dançantes. A diferença é que TODAS as músicas são dançantes (exceto a último, pois é o pronunciamento misericordioso da batalha e do campo de carnificina e do odor da morte!)... Vocais rasgados, samplers, efeitos sonoros, brutalidade eletrônica; se você ligar seu corpo junto ao play das músicas, você terá de aguentar firme e não infartar! No mínimo, Asgard é para quebrar o pé dançando ou matando algumas criaturas!

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Tracklist:
01. Fuck Off And Die
02. Viking
03. Zombie Nazi Babe
04. Dr. Fuck You
05. Cyberlady
06. Slutbutt
07. Lamia
08. Panzerfaust Tyr
09. L’etat C’est Moi
10. Asgard
11. Ich Bin Ein Gott
12. Draugr
13. Untitled (Bonus Track)

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
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Blutengel - Discografia

40 comentários
Gênero: Electrogoth, Futurepop, Darkwave, Dark Electro
País: Alemanha

Comentário: Apresenta-me um indivíduo que pire nessa bagaça de Dark Eletrônico que não goste/tenha gostado de Blutengel! Do mesmo modo, mostra-me um site de download de música dark que não tenha no mínimo um álbum da banda... É fato que todo mundo já achou/acha o Chris Pohl bonito, ou já pirou/pira nas performances que acontecem durante os shows. Até os mais “puros-sangues” possuem um passado que, em algum momento, envolveu Blutengel − que eu sei...
Não tem jeito: Blutengel é o pop, o feijão-com-arroz, o clichê o Iron Maiden do meio Dark Eletrônico!

A banda foi fundada em 1998 pelo Chris Pohl, quem teve problemas contratuais com seu antigo grupo, o tal do “Seelenkrank”. Conquanto a banda, de algum modo, tenha permanecido uns bons sei-lá-quantos-anos com a mesma formação, esta mudou bastante. Logo no início, quando Blutengel ainda era um espermatozóide caminhando para vagina do mundo, a vocalista Nina Bendigkeit foi a primeira a pedir arrego em 2000. Depois vieram as duaszinhas do Tristesse de La Lune (Katie Roloff e Gini Martin, esta última que entrou para ficar no lugar de Nina) em 2001. Em 2004, foi a vez de Eva Pölzing pedir para sair (ela havia entrado no lugar de Gini). E por último, em 2010, Constance Rudert deixou a banda para se dedicar ao seu projeto cute-cute/hellokittiano , o Cinderella Effect. Ou seja, o único sobrevivente da formação original é o próprio Chris Pohl (irônico, né?!).

A palavra “Blutengel” significa Anjo de Sangue e a característica mais marcante da banda é o embasamento vampírico das músicas, das roupas e tudo mais. E ainda adotando a concepção de que o vampiro é um ser amaldiçoado que fez um pacto com o diabo (Lúcifer). No entanto, tal pacto é visto de forma positiva (imortalidade, beleza e força) e, a partir disto, persuasiva...

Deixe-nos mudar sua vida
Você só tem que fechar seus olhos
Você verá beleza e prazer

Isso é real ou só um sonho?
Feridas que sangram, almas sem vida
Dias se passaram e não voltam
Não há nada pra se arrepender

Noites inquietantes - um pesadelo vencerá
Olhos que queimam e lábios sangrentos
Pele tão branca, veja o fato:
Vida imortal, para sempre [...]

Beauty and Delight

A sonoridade de Blutengel permanece na escuridão, onde o mais dançante e alegre tende para uma festa ala Blade II. Há o abuso de duos femininos e sobrepujantes vocais masculinos (limpos), sobreposição vocal e sonora que por vezes, para no fim encontrarem a harmonia, estão em tempos diferentes. Desta forma, a construção musical de Blutengel está nos detalhes: são tonalidades vocais mais firmes, em determinado momento, ou a breve galhofagem-solo eletrônica ou teclados, e por aí vai.

Particularmente, Blutengel teve um papel catalisador e integrante de suma importância em minha vida, em dois momentos principais: Em meados de 2007, quando ouvi pela primeira vez a banda, da qual era “classificada” como EBM/Industrial, e vendo isto comecei a procurar mais sobre esses gêneros que, até então, desconhecia. E, no final de 2008, quando, na minha ânsia por mais álbuns da banda, acabei vindo parar aqui... O resto da história você já conhece!

Obs: Para quem já tentou, sabe que o difícil não é encontrar a discografia do Blutengel, e sim encontrá-la completa. Eu realmente pesquisei muito e me baseei no site da banda para chegar até aqui; porém, se estiver faltando algum álbum, é só falar que retorno às minhas pesquisas.


domingo, 2 de dezembro de 2012
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Grausame Töchter - Mein Eigentliches Element

4 comentários
Gênero: Noise, Dark Electro (SadoMaso Music)
País: Alemanha
Ano: 2011

Comentário: Quando eu penso na famigerada fama pervertida da galera dark, da bissexualidade em "massa", das performances eróticas/pornográficas ensanguentadas feitas nas festas e nas bandas que comumente levam isso para o palco, eu penso que tudo faz sentido! E se vocês pensam que a imagem da capa do álbum sugere alguma coisa, meus queridos, vocês ainda não viram nada! Este post é para quem curte duas mulheres seminuas se pegando no palco no meio do show; aos adeptos do sexo violento e do Sadomaso Music. Portanto, tirem suas roupas de látex preto justíssimas daquele esconderijo no guarda-roupa, pois este post aqui é para derramar muita cera de vela no mamilo!

Grausame Töchter é o tipo de banda "famosa" que ninguém sabe porra nenhuma, nem se a vocalista/dançarina (Aranea Peel - a loira da foto) é mulher mesmo! Porque, convenhamos, tem fotos dela por aí que são bem masculinas, hein! Aliás, eu devo ressaltar que as fotos promo e os vídeos dos shows de Grausame Töchter geralmente são o que de mais sádico a banda tem. O próprio nome do grupo remete à violência, pois "Grausame Töchter", em tradução livre, significa "Filhas Cruéis". De resto, ao que me parece e pude perceber, o único integrante de fato da banda além de Aranea, é um DJ chamado Gregor Hennig, quem compõe a sonoridade das ideias propostas pela vocalista, ideias estas que geralmente se referem a alguma paixão de Aranea.

Seu som é o suprassumo do eletrônico, cibernético até no vocal. Verdadeira cacofonia de sintetizadores que, muito embora possua sempre vocais, nem sempre é dançante! Aliás, esse "dançante" é bem relativo, pois no mesmo álbum encontramos um Techno/EBM ("Mephisto", faixa 02) e um Trip Hop Macabro ("Beleidigte Engel", faixa 03; que eu devo ressaltar ser lindo!) e esta contradição do hard com o soft se repete outras vezes. Para mim, Mein Eigentliches Element é um álbum sutilmente perturbador, pelo simples fato de sua inconstância, indefinição a tal ponto de eu ter ouvi-lo inúmeras vezes para taggear e ainda assim sentir que não cheguei nem próximo do som real. Afinal, o que se esperar de músicas cuja autora já fez até sexo no palco na hora de cantá-las?!

P.S.: Quem upou para mim este álbum foi o Gabriel. Obrigada, Gab!

Tracklist:
01. Untergang
02. Mephisto
03. Beleidigte Engel
04. Bis das Blut Fliesst
05. Freundin
06. Wie eine Schlange
07. Liebestod
08. Drecksau
09. Mein Messer
10. Warum Nur?

Download: Uploaded // Rapidgator // DepositFiles

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