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terça-feira, 22 de setembro de 2015
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Hante. - Her Fall And Rise

0 comentários
Gênero: Synthwave / Coldwave
País: França
Ano: 2014

Comentário: A tecladista/vocalista Hélène de Thoury é a cabeça pensante por trás de Hante. (em que a tradução literal seria “assombração”), este é um projeto solo e paralelo de Hélène, cujo trabalho já vem sendo consolidado em sua performance na banda Minuit Machine, esta por sua vez segue mais ou menos a mesma vertente de música eletrônica que Hélène apresenta em Hante e é igualmente encantadora. Contudo, ressalto que em seu projeto, a artista adota uma postura mais agressiva e por isso é necessário saber separar os trabalhos que, apesar de bem próximos (tanto no quesito estrutural da sonoridade e composição das músicas quanto na estética), são diferentes. Volto a dizer, Hante. tem uma pegada mais instigante em contraponto à introspecção dos synths de Minuit Machine.

Não me arrependo de meu Top Melhores de 2014, mas confesso que se tivesse escutado Hante. antes, seria com certeza mais uma dúvida pairando sobre minhas escolhas tendo em vista tamanha qualidade e potencial que este projeto traz. Se de um lado a estrutura instrumental de Her Fall And Rise é firulenta porque carrega os sintetizadores de Hélène na base, do outro é puramente crua porque este é o único instrumento musical físico de fato presente. No mais, Thoury leva Hante. no gogó. E ressalto: que voz desdenhosa! Muito embora, suportar o peso do resquício de Coldwave em uma estrutura de synths e vocais traga demasiadas responsabilidades, parece que a sonoridade de Hante. encaixa tão bem nessa forma de se fazer música que até aquelas velhas e duras linhas de contrabaixo típicas dessa vertente musical soam mais como caprichos do que essenciais.

Em suma, mesmo já ouvindo quantas vezes foi possível, eu ainda não sei o que me agrada mais: se é a pegada dark das batidas (um revival goth 80/90’s) ou a atmosfera de perigo ou alerta e escape que o disco vai te arrastando. Ele é volátil o que combina bem com a estética da artista e da artwork do disco (essa coisa abstrata e que se esvai) assim como sua brevidade. Her Fall And Rise é um disco de excessos (synths em excesso) bem dosados.

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Tracklist:
01. Falling From Grace
02. Damages
03. One More Dance
04. Beyond The Waves
05. The Storm
06. Il n'y a qu'un pas
07. This Morning of September

Ouça: Bandcamp

quarta-feira, 16 de setembro de 2015
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~▲†▲~ (Xwxwxwxwv) - Discografia

5 comentários
Gênero: Eletrônica/ Witch House/ Industrial/ Ambiente
País: Rússia
Ano: 2010 e 2011

Comentários: Apesar dos parênteses no título, a banda deixa em seus discos, e nas demais tags, os caracteres ~▲†▲~, referindo-se realmente ao seu nome. Obviamente é praticamente impossível achar tal banda desta forma, por isso utilizam a sequência Xwxwxwxwv para facilitar a busca e a divulgação de seu nome. Assim sendo, também fiz a utilização de ambos por via das dúvidas.

Pouco se sabe sobre ela, aliás, sou sincero em dizer que sei quase nada, fora seu som, e por isso ficarei devendo (quem deve é ela) informações. Contudo, seu som é hipnótico e agressivamente confuso. Perturbante e medonho, mostra o lado obscuro da música eletrônica, que ainda aumenta ao analisarmos os títulos das faixas e, evidentemente, as capas dos discos. Capas estas que querem dizer algo, ou não querem, ou não sabemos interpretar, ou não há o que interpretar. Apesar dessa aparência sombria, ela soa mais como 'desconhecida', e como bem sabemos, o desconhecido sempre nos gera receio, porém curiosidade.


Pode-se dizer que a 'til triângulo cruz triângulo til' se encaixa em uma 'nova' (década de 2000) categoria de música que cresce no submundo, principalmente estadunidense e europeu. Existem outras mais, algumas tão estranhas quanto, mas todas com suas características próprias. Porém uma coisa muitas delas tem em comum: O uso abusivo de triângulos (ou deltas), olhos e cruzes. Seu significado foge do meu conhecimento, mas sempre sugerem interpretação, e como cada um tem a sua, será fácil encontrar desde boas palavras como 'equilíbrio' até fantasias e conspirações como 'illuminat'. Já com relação ao Witch house, você pode ler algo a respeito na Wikipédia, mas aparentemente não segue as mesmas ideias mirabolantes, ou talvez seja simplesmente informação incompleta.


O som é deveras atraente aos que apreciam a música eletrônica com uma certa interferência industrial e executada de forma mais ambiente, calma, mas ao mesmo tempo com uma movimentação intensa, como de pequenas partículas. Apesar de parecer novo para alguns, em seu som podemos notar muitas influências, entre elas hiphop, darkwave, trance... e da própria música que fora anteriormente encapsulada, pois, sim, o comum é desacelerar músicas conhecidas, inclusive do mundo pop, até resultar nessa forma decadente.

O segundo disco, ~▲††▲~, é em geral mais 'acessível', puxando mais para o ambient e deixando de lado um pouco todo aquele masoquismo mental. Entretanto não se torna inferior, pelo contrário, é mais conciso e coeso, apesar de eu gostar mais do choque do EP.
O clipe acima é da música '•'(ponto), a primeira do EP, e foi feito à partir de cenas retiradas do filme Häxän, de 1922, conhecido por aqui como Haxan - A Feitiçaria Através dos Tempos. O segundo clipe é do novo álbum, uma viajem alucinante.

Este post foi atualizado em 14/09/2015 para restaurar os links quebrados e relatar que o projeto não mais existe (bom, pelo menos todos os seus links oficiais foram removidos), mesmo tendo mudado seu nome para VEINS há algum tempo.

//discoGs - ~▲†▲~ //discoGs - VEINS


~▲††▲~ [Album]
Tracklist:
1. Vague I 03:49
2. Social Phobia 04:02
3. unfortunately stuck 00:03
4. Dusk 03:19
5. экзотика 04:05
6. Vague II 03:21
7. Stickweed Houses 04:00
8. Disunited 03:46
9. Vague III 03:57
10. Spoffish 03:38

DOWNLOAD (discografia)

domingo, 8 de março de 2015
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Lebanon Hanover - Besides The Abyss

1 comentários
Gênero: Coldwave / Post-Punk / Minimal
País: UK
Ano: 2015

Comentário: Uma das coisas que sempre me abalou em Lebanon Hanover é delicadeza decadente e poética da arte sonora e, curiosamente, também visual da banda. Reconheço que prezo muito pela estética e me deparar com os filtros, lugares, cores e synths de Lebanon Hanover chega a doer de tanta paixão! Sobretudo, porque nunca uma banda conseguiu personificar ou materializar sensações da sonoridade de suas músicas de forma tão harmoniosa como LH. As capas dos discos falam por si próprias (e isso desde o primeiro disco lançado The World is Getting Colder, o qual postei aqui).

Com uma sonoridade mais disforme nos quesitos sintetizadores e riffs psicodélicos estendidos, Besides The Abyss parece ser o disco mais introspectivo já lançado por Lebanon Hanover. Retornei para Tomb For Two e sua Gallowdance (postados aqui), como também voltei ao (ultra)romantismo de Why Not Just Be Solo com suas Northern Lights e a crueza belíssima (ainda em primeiro lugar de meu pedestal lebaniano) de The World is Getting Colder e seu “Die World”. De fato, Besides The Abyss tem sim um caráter mais intimista, seja pela composição sonora, pela proposta do disco ou as letras das músicas.

A estrutura musical de Lebanon Hanover é a mesma: o vocal cru, grave e gélido de Larissa (que ainda canta em alemão) com o vocal emotivo de William, junto aos supracitados synths disformes, linhas de baixo duras e riffs canalhas psicodelicamente estendidos em uma composição minimalista e trevosa – daquela velha tentativa de revival goth 80’s que a banda carrega. Besides The Abyss soa ser uma noite mais escura e fria às criaturinhas cheias de clichês que vagam solitárias e de preto por aí. Como uma vez disse, Lebanon Hanover é coisa finíssima!

Facebook || Last.fm || Bandcamp || Soundcloud

Tracklist:
01. Hollow Sky
02. The Crater
03. Fall Industrial Wall
04. The Chamber
05. The Well
06. The Moor
07. Broken Characters
08. Chimerical
09. Dark Hill
10. Spirals

Download: Bandcamp

domingo, 14 de dezembro de 2014
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Friends of Alice Ivy - The Golden Cage And Its Mirrored Maze

0 comentários
Gênero: Darkwave, Ethereal, Neoclassical
País: Australia
Ano: 2014

ComentárioE cá estou eu trazendo justiça a um dos discos que não pude colocar no Top 2014. Friends of Alice Ivy passou perto, todavia infelizmente não tive tempo suficiente de absorver a beleza estética Steampunk em forma de romance e sonoridade de The Golden Cage And Its Mirrored Maze – muito embora eu saiba que não teria onde alocá-lo. De qualquer forma, 2014 não pode acabar sem mais esta citação.

Formada em 2007, pela vocalista Kylie e o músico Amps, os mesmos vinham de uma banda chamada Ostia, nos anos 90. Também seguindo a linha Ethereal/Darkwave. Contudo, passado tempo e amadurecimento, Kylie e Amps se juntaram para formar suas próprias canções que figuram curiosamente entre os gostos por Cocteau Twins e Dead Can Dance.

De um lado temos a delicadeza dos celestiais vocais de Kylie: doces, agudos, longínquos e oníricos. Do outro, o instrumental de Amps é minimalista, psicodélico e que decorre a seu tempo. Para mim, The Golden Cage And Its Mirrored Maze é uma viagem solitária, em tons quentes e irreiais de neon que deve ser concebida na totalidade (dificilmente após ouvir a primeira música, você irá querer parar). Este disco corre uniforme, mas igualmente em evidência de sua qualidade.

Site Oficial - Facebook - Lastfm - Spotify

Tracklist:
01. The Aerial Mariners
02. Song of Lyra
03. Miranda
04. False Fox
05. The Sky of the Bright Unfoldings
06. Igraine
07. Oars Under Glass
08. Song of the Willows

domingo, 5 de outubro de 2014
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Winter Severity Index - Slanting Ray

2 comentários
Gênero: Coldwave, Pós-punk
País: Itália
Ano: 2014

Comentário: Após séculos de reclusão na torre mais alta do reino mais distante, onde permaneci imóvel como uma gárgula, sofrendo da sede pelos lançamentos de 2014 que não vieram – ou não surpreenderam/agradaram. Eis que de em gota em gota, vez ou outra, brota um disco que faz este ano valer alguma coisa (musicalmente falando), como Slanting Ray do duo Winter Severity Index.

Formado em 2009 no formato clássico de banda com 4 integrantes e renascido em 2012 como um duo de Simona Ferrucci (voz, guitarra, baixo e bateria eletrônica) e Alessandra Romeo (teclado e sintetizador), Winter Severity Index possui não mais que dois EP's,  e o de maior expressão lançado em 2013 sob o nome de Survival Rate, onde você pode ouvi-lo aqui.

Em Survival Rate é possível perceber a crueza típica das primeiras gravações de qualquer banda. Muito embora a nível de pós-punk, em 80% dos casos, o cru é mais exaltado que as firulas, o caso de Slanting Rate é um pouco mais específico pela atmosfera presente no disco, que muito me lembra os synths/samples sombrios de Clan of Xymox e The Frozen Autumn (a faixa 6, Fishblood, é um exemplo audível disso).

É claro que a primeira coisa que me chamou atenção nesse disco foi a capa! E, convenhamos, que capa! Não só a imagem em si, mas as fotos promos de Slanting Ray também chamam atenção e onde você pode conferir aqui. E, devo dizer, a minha preferida é essa aqui. Enfim, ressalto o visual pois ele personifica o sonoro. Este é um disco de samples, com vocais disformes e oníricos que merecem ser absorvidos em plenitude!

P.S.: Obrigada, Lux, por ter upado para mim! 

Facebook / Lastfm / Soundcloud / Bandcamp

Tracklist:
01. At Least the Snow
02. Ordinary Love
03. A Sudden Cold
04. Bianca
05. The Brightest Days
06. Fishblood
07. Lighting Ratio
08. No Will
09. Compulsion
10. Embracing the Void

Download: Mega

Quem escreve e faz os uploads:

 
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