Mostrando postagens com marcador Doom/Gothic. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Doom/Gothic. Mostrar todas as postagens
domingo, 6 de abril de 2014
Avatar

Triptykon- Melana Chasmata

4 comentários

Gênero: Black / Doom / Gothic Metal
País: Suíça
Ano: 2014

Comentário: O Triptykon é uma daquelas bandas que eu admiro muito. Tal admiração surgiu pelos feitos de Tom Warrior no Celtic Frost e que com o lançamento de Eparistera Daimones, álbum de estréia do Triptykon, ganhou uma admiração ainda mais forte. Há muito tempo aguardava pelo sucessor de Eparistera Daimones e após quatro longos anos, tenho o imenso prazer de estar apreciando mais um álbum incrível, assim como o primeiro.

A formação da banda não sofreu alteração nesse período, o que ajudou a banda a manter a mesma pegada apresentada no álbum de estréia. As duas faixas que foram divulgadas antes do lançamento oficial, serviram pra criar uma grande expectativa em torno de Melana Chasmata. A arte do álbum novamente ficou na responsabilidade de Hans Rudolf Giger, que já havia criado a arte do primeiro álbum, além da clássica arte contida no To Mega Therion do Celtic Frost.

Serei bem objetivo quanto ao álbum, sem me desviar muito de suas características. A sonoridade manteve aquele tom agressivo, arrastado e que agora se torna a característica maior da banda. Mais uma vez temos vários e vários riffs impressionantes, alguns que até me trouxeram a lembrança do Celtic Frost, como acontece na faixa de abertura chamada "Tree Of Suffocating Souls". "Boleskine House" ao lado de "Breathing", tiveram a divulgação realizada com um mês de antecedência e ouvindo as faixas dentro do contexto do álbum, tenho que dizer que ficaram ainda mais impressionantes. "Aurorae" foi o maior destaque do álbum pra mim, aquela faixa que você escuta pela primeira vez e gosta tanto, que a repete várias vezes seguidas. Uma faixa sombria, conduzida pelos ótimos vocais de Tom Warrior e com um instrumental impecável. "Black Snow" é a faixa de maior duração do álbum e definitivamente um dos destaques de Melana Chasmata. Tudo na faixa é perfeito, as alternâncias de ritmos, os riffs empolgantes e com Warrior e Santura dando um show à parte nos vocais. A faixa de encerramento é "Waiting", trazendo aquela atmosfera mais carregada, contando com vocais femininos, um instrumental calmo apesar de alguns riffs bem pesados, mas sempre bem cadenciada. É uma faixa que foge das características sonoras das demais, assim como ocorreu com "My Pain" no álbum de estréia. 

Melana Chasmata correspondeu às minhas expectativas e compensou cada dia durante esses 4 anos de espera. Uma continuação do que se foi feito no álbum anterior, sem mudanças drásticas, a fórmula continua a mesma, assim como a qualidade apresentada. Um álbum que você pode escutar várias e várias vezes sem se tornar enjoativo. 



Tracklist:
01. Tree Of Suffocating Souls
02. Boleskine House
03. Altar Of Deceit
04. Breathing
05. Aurorae
06. Demon Pact
07. In The Sleep Of Death
08. Black Snow
09. Waiting

Download: Uploaded

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Avatar

Triptykon - Eparistera Daimones

1 comentários

Gênero: Black / Doom / Gothic Metal
País: Suíça
Ano: 2010

Comentário: Falar da criatividade e importância de Tom Warrior na história do Metal é algo honroso. Ele está por trás de dois dos maiores nomes do Metal Extremo, seja na qualidade ou influência, é impossível negar o efeito dessas duas palavras ao citar Hellhammer e Celtic Frost. O fim de um deu vida a outro, sendo o Celtic Frost, uma das mais notáveis de sua geração. O Celtic Frost trilhou caminhos não muito explorados por bandas de seu estilo e época, experimentou, inovou, desagradou alguns e satisfez muitos. Tom Warrior também está por trás do Apollyon Sun, uma empreitada no meio da onda das bandas que mesclaram Rock/Metal com Industrial, algo que se tornou popular no final dos anos 80 e início dos 90. Mas o foco no momento será seu último projeto: o Triptykon.

Com o fim do Celtic Frost no ano de 2008, dois anos após o lançamento do seu último álbum de estúdio, o incrível Monotheist, Tom Warrior não ficou parado por muito tempo e criou o Triptykon. Lançado em 2010, Eparistera Daimones é composto por 9 faixas incríveis e bem elaboradas, mostrando que Tom Warrior ainda exala criatividade, ousadia e técnica. Acompanham Warrior nessa maravilha de álbum, Norman Lonhard (bateria), a bela Vanja Slajh (baixo) e V. Santura (guitarra) já conhecido por seu trabalho no Dark Fortress.

Segundo Warrior, o álbum é o que ele imaginou lançar caso o Celtic Frost não tivesse encerrado as atividades, partindo da mesma ideia, porém mais sombrio e pesado. A abertura se dá pela incrível Goetia. Após uma série de riffs carregados de efeito e de certo tom sombrio, a música vai ganhando cara e forma, Warrior executa uma série de vocais impiedosos e cheios de ódio no refrão. Goetia não foge disso em seus 11 minutos de duração, excelente abertura e uma boa amostra do que está por vir. Abyss Within My Soul é a próxima e uma das que mais me agradam no álbum. Aqui Warrior alterna seu vocal em momentos mais serenos e calmos, onde tenta nos passar a sensação de profundidade e escuridão. Isso é deixado no momento do refrão, onde Warrior começa a berrar impiedosamente, sempre acompanhado dos riffs lentos e pesados, da bateria consistente e do baixo seguindo o ritmo. In Shrouds Decayed é a seguinte, começa com um clima bem dark onde dedilhados na guitarra ditam o ritmo acompanhado pelas letras narradas por uma voz de dor e agonia de Warrior. O ritmo é alterado por volta dos 4 minutos decorridos da faixa, por um riff potente acompanhado do instrumental pesado e ainda nos brinda no final com a bela voz de Simone Vollenweider, já conhecida por participar de algumas faixas no Monotheist do Celtic Frost. Shrine é uma faixa instrumental de caráter Ambient, vem quebrar a sequência criada pela banda inicialmente (bom pra descansar a voz e um pescoço por alguns instantes).

A Thousand Lies, pancadaria da melhor qualidade. A faixa já começa despejando riff sob riff e Norman destruindo na bateria, culminando num refrão intenso, onde os vocais agressivos de Santura e Warrior se alternam. Descendant é outra faixa excelente, cheia de peso e bem cadenciada. Tem um tom mais sombrio se comparada com outras faixas e um final nostálgico que remete bem ao Celtic Frost, trazendo peso, agressividade, velocidade e com direito a um daqueles solos típicos de Warrior. Myopic Empire traz vocais combinados em seu início, me lembra um pouco o esquema de vocais do Alice in Chains. A sonoridade da música também traz lembrança de Ground do Celtic Frost, mesmo que em poucos momentos. Na metade final da faixa temos um belo solo de piano, que dura alguns segundos antes que a banda retorne com o peso característico do álbum. A faixa seguinte My Pain é uma preciosidade.Aqui a banda deixa o instrumental pesado de lado e investe numa faixa Ambient e muito sombria. Tendo um ritmo feito no piano desde seus momentos iniciais , os vocais de Simone novamente surgem, aqui sussurrando algo indecifrável. Ao surgir a bateria acompanhada pelo baixo, Simone solta sua bela voz, de maneira calma, serena, repetindo a mesma frase, até o surgir da voz grave de Warrior narrando uma parte da letra, junto de tons distorcidos na guitarra. Pra fechar o álbum de maneira esplendorosa, vem The Prolonging. A faixa possui quase 20 minutos de duração e traz o que de melhor já rolou no álbum: o instrumental pesado, os vocais impressionantes de Warrior, riffs esmagadores e variados. Isso se segue no decorrer da faixa, que se encerra com vários tons distorcidos nas guitarras.

Eparistera Daimones é um álbum excelente, entraria facilmente na minha lista dos melhores álbuns que já escutei. Pra quem gostou do que foi feito pelo Celtic Frost no Monotheist, certamente irá agradar do álbum. Mas caso você procure um álbum pesado, sombrio, de qualidade indiscutível, ou apenas deseja variar um pouco de acordo com o que costuma ouvir, certamente Eparistera Daimones é recomendado pra você. A boa notícia é que a banda vai lançar material novo esse ano e promete ser ainda mais pesado e sombrio do que antes. Aguardem novidades!



Tracklist:
01. Goetia
02. Abyss Within My Soul
03. In Shrouds Decayed
04. Shrine
05. A Thousand Lies
06. Descendant
07. Myopic Empire
08. My Pain
09. The Prolonging

Download: Mega

sábado, 19 de outubro de 2013
Avatar

Porco na Cena #29 - Doomsday Fest 2° edição

1 comentários

O último sábado foi um marco não só para o Doom Metal paulista e nacional, mas para todo o underground tupiniquim. Foram algumas semanas de divulgação do evento, majoritariamente compartilhados (tanto facebooquiamente quanto pessoalmente falando) pelo público doomster, que sempre se mostra muito solícito e apoiador. E esse pouco tempo de divulgação fez o efeito esperado! O Arena Metal estava cheíssimo, coberto por um tom de simpatia e amistosidade; mesmo quem chegasse sozinho e de gaiato, logo arranjava alguma companhia. Os músicos de todas as bandas entraram nesse clima e, como também parte do público doomster brasileiro, abriam o maior sorriso quando alguém vinha lhes falar bem dos shows - e motivos para isso não faltavam.

O último sábado, mais do que um sucesso e um dia histórico para o Doom nacional, mostra que sim, o Doom Metal tem seu espaço no Brasil, e que goza de um brilhante início para algo que há pouco tempo atrás não tinha nada além de rascunhos rabiscados nesse livro do undeground.


terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Avatar

Öxxö Xööx - Rëvëürt

2 comentários

Gênero: Avant-Garde Doom
País: França
Ano: 2011

Comentário: Na minha compulsão em vasculhar a internet a procura de algo novo para escutar, como se o que eu já tenho não fosse suficiente, eis que me deparo com uma banda francesa, de nome estranho, e pra mim, impronunciável: “Öxxö Xööx”. O que só me instigou a procurar saber mais sobre a banda e sua sonoridade, que é tão peculiar quanto seu nome.

Pesquisando descobri que se trata de um projeto francês, encabeçado por Gautier Serre, a mente criativa por trás do indigesto Igorrr, mas também conta com a participação de Laurent Lunoir, que foi seu parceiro na banda de Experimental/Eletronic/Grindcore/Death Metal, Whourkr, e para completar o trio, se une a dupla, até então desconhecida pra mim, Laure Le Prunenec. Não sei muito bem qual é a função definida de cada um na banda, encontrei poucas informações na internet, e o que posso afirmar é que Laurent e Laure, são responsáveis pelo vocal, o resto já não sei, mas eles são os únicos integrantes.

Na biografia da banda eles não dão muitas informações verdadeiras, o texto disponível, é cheio de devaneios sobre temas como universos paralelos, o sofrimentos da formas de vida na terra, amor, união, elevação da arte, oposição à guerra, apego a natureza, etc., são bastante subjetivos e reflexivos, tudo isso permeado por uma filosofia maniqueísta, que parece ter sido fortemente influenciada por movimentos místicos, tal como a Nova Era.

O nome da banda, tem um significado um tanto subjetivo e complexo, na biografia, eles dizem que é inspirado no Yin Ying, representação dualista chinesa, e no Ouroboros, que é a representação do infinito, onde é apresentado uma cobra mordendo a propria cauda. E para representar essa dualidade, e a noção de infinito, eles escolheram o número 69, que segundo a biografia, carrega a essencia dos conceitos citados, além de fazer uma clara referência ao sexo, já que mundialmente representa uma posição sexual, dai, segundo a banda, o número ganha um sentido de “faça amor, não faça guerra”. E se já não estava complicado suficiente, eles usaram o 69 na sua forma binaria, 0110 = 6 e 1001 = 9, então substituiram o 0, pela letra o, e o 1 por x, o que deu origem ao nome Öxxö Xööx, o qual eu não sei a pronuncia. O que eu fiz foi colocar o nome no google tradutor, no idioma francês, e o resultado foi algo mais ou menos assim: “Ocscso Cso ocs”. Também vi algo parecido em algum lugar durante minhas pesquisas.

Toda essa complexidade, devaneios, misticismo e subjetivismo, também estão presentes na forma de se apresentarem, e expressa nas suas canções, os integrantes adotam um visual meio indígena/tribal, cheios de adornos e adereços, que lembra povos africanos. No palco eles também são bastante performáticos, e é criado um cenário com plantas, pedras brilhantes, esculturas, castiçais, etc. Abaixo uma foto de divulgação da banda:


Já que o clima que predomina, sobre todos os aspectos desse projeto, é o de transcender o nosso ideal de mundo, quebrar paradigmas e recriar tudo sob uma otica mistica, eles também criam a sua propria lingua, nada muito elaborado, apenas 300 palavras, mas foi o suficiente para escreverem e catarem suas canções, nesse novo idioma.  Não sei detalhes dessa nova lingua, mas parece que é uma mistura de inglês e francês, já que segundo eles, a banda, o nome do álbum, Rëvëürt, significa “A Revolta do coração” e é uma união das palavras, “révolte”, que é revolta em francês, e “heart”, coração em inglês.

Com tantas peculiariades, a sonoridade dessa banda não poderia ser nada dentro do padrão. Eles se classicifcam como Avant-Garde Doom, o que eu achei adequado, porque as influências do Doom Metal são bem evidentes, como o andamento lento das músicas e suas durações, bem como o clima dramático, mas eu não achei suficiente, já que é possivel, notar várias outras influências, como do Black/Death/Gothic/Symphonic Metal, Eletronic e até de New Age, mas nada escancarado, nem exagerado, apenas traços, aqui e ali, sendo que o estilo da banda fica dificil distinguir e rotular, mas é unico, bastante atmosferico e cativante.

As canções passeiam por momentos agradáveis e melódicos, para de salto, passarem para agressivos e pesados, em alguns momentos sendo até caóticos. O diferencial que chamou mais minha atenção, e que é o mais significativo, é o uso do cravo, instrumento parecido com piano, que predomina nas canções, e que tem o papel principal, já a guitarra assume o papel de coadjuvante. Outro atrativo é o baterista, que é bem habilidoso e versátil, assumindo também papel de destaque nas canções. Além dos já citados instrumentos, pode perceber o uso de piano e órgão, que dão um clima operístico, também percebe-se o uso de sintetizadores, entre outros. Os vocais, assim como o resto, são um deleite, mostrando também versatilidade, principalmente do masculino, que varia entre choroso, tristonho e soturno, pra gritos agressivos e obstinados, outras vezes de forma calma e rouca. Já a feminina, é um doce vocal, que às vezes também assume um tom gritado e mais agressivo.

Então, a conclusão é a seguinte, pra mim esse álbum é um dos melhores lançamentos desse ano, achei genial, apesar de não simpatizar com alguns ideais e filosofias propostas, musicalmente é um trabalho excelente. Mas não é para todos os ouvintes, por exigir uma paciência grande pra ser ouvido por completo, pois tem 77 minutos, com apenas 9 canções, o que pode se tornar cansativo. É o tipo de álbum que se você gostar da primeira música vai gostar do resto, senão, é melhor para no início. Mas creio que para os que tiverem a mente aberta e disposição, será uma experiência extraordinária e muito agradável.

P.S.: Sei que a resenha ficou muito extensa, e que isso desvirtua o proposito de resenharmos, que é o de dar as informações relevantes de forma sucinta, mas eu não consegui deixar esse texto menor, tem muita coisa pra se falar a respeito dessa banda, e eu ainda tive que omitir algumas coisas. Foi malz ae!

[BandCamp]

Tracklist:

1.Ägörth - (10:51)
2.Tërëä - (9:39)
3.Ämä - (6:25)
4.Ctënöphörä - (12:55)
5.Yüm - (9:10)
6.Nöc säë - (9:17)
7.Lïnï - (8:55)
8.Dör - (1:34)
9.Sü - (8:44)

Download: 

4Shared



terça-feira, 25 de outubro de 2011
Avatar

Omit - Repose

3 comentários

Gênero: Symphonic Doom Metal
País: Noruega
Ano: 2011

Comentário: Omit é uma banda norueguesa formada em 2009, mas que só lançou o seu debut, “Repose”, agora em setembro, com apenas 5 canções, divididas em 2 CD’s, mas com tempo total de quase 80 minutos, fazem um Doom Metal, enraizado no Funeral, mas de uma maneira como nunca vi, aqui as guitarras, assim como baixo e bateria dividem a cena com os violinos, violoncelos e teclados, ou em certas ocasiões, cedem os seus lugares aos instrumentos sinfônicos, mas nada exagerado e enjoativo como acontece em algumas bandas de Symphonic/Gothic Metal, todo o instrumental ficou impecável e na medida certa. E casando perfeitamente com esse instrumental, temos uma lindíssima e doce voz feminina, só ela, o tempo todo, sem deixar lacunas, de forma que você não vai sentir falta dos tradicionais guturais masculinos aqui. Tudo muito bem feito, bem trabalhado, encaixando perfeitamente, para criar atmosferas de imensa melancolia, mas tudo isso muito belo e cativante.

A banda como um todo transmite melancolia, não só nas canções, como em suas fotos de divulgação, desde os títulos das faixas, até a temática das letras. Tudo exaltando a tristeza, o desanimo, a depressão, etc.

Com certeza esse é um dos melhores lançamentos de 2011 pra mim, e uma das melhores bandas de Doom Metal que já conheci.

[Site/MySpace/LastFM]

Tracklist:

DISC 1
1.Scars - (16:14)
2.Fatigue - (14:28)
3.Dissolve - (14:20)

DISC 2
1.Constriction - (14:50)
2.Insolence - (25:09)




Downloads:

Megaupload
Mediafire
4Shared

Quem escreve e faz os uploads:

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.