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quarta-feira, 4 de março de 2015
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Suicidal Romance - Rêves & Souvenirs

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Gênero: EBM / Industrial
País: Estônia
Ano: 2015

Comentário: Preciso dizer que ao me deparar com este disco o qual posto cá, meu coração imediatamente transbordou de amor. O mix de sutileza e devastação de Rêves & Souvenirs pode conquistar tanto os corações sentimentais quanto os mais brutos e gélidos. Isto porque ele é resultado do melhor de três discos (“Love Beyond Reach”, “Shattered Heart Reflections” e “Memories Behind Closed Curtains”) lançados ao longo da carreira turbulenta de Suicidal Romance; a qual foi formada em 2006 e traz Viktoria Seimar (voz principal), Dmitry Ivanov (compositor e segunda voz) e Maarja Korstnik nos sintetizadores.

Para mim, Rêves & Souvenirs é um excelente disco para se conhecer o trabalho de Suicidal Romance, pois traz as principais características do grupo: infantis vocais femininos em contraponto a vocais rasgados masculinos (em uma espécie de “a bela e a fera” vocal) sobre uma batida rápida e voraz (alguma coisa Techno / Música de Boate / Afins). Apesar de conter músicas com levadas dançantes, Rêves & Souvenirs possui uma sutileza que muito me lembra o Futurepop.

Lembra-me até mesmo Blutengel – nos seus momentos mais alucinantes –  em algumas passagens. Em outros momentos, em uma batida lamuriosa e estendida, lembra-me um pouco o tipo de “dramatização sonora” que Otto Dix utiliza. E as influências reveladas pela banda vão além, passando por Frozen Plasma e In Strict Confidence. Algo que apenas reforçar o caráter doce / bruto de Rêves & Souvenirs.

Destaque para faixa 4, "Whisper Goodbye".

Site Oficial / Facebook / Last.fm

Tracklist:
01. Make Me Blind
02. Hold Me
03. Lose Your Fears
04. Whisper Goodbye
05. Build Me A Heart
06. Call Me
07. Ecstatic
08. Not Alone
09. Touch
10. Remember Me
11. White Snow
12. Dreamers
13. Remember Me (Emphasis Cover)
14. Not Alone (Blutengel Remix)
15. Touch (ES23 Remix)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
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Nachtmahr - Feindbild

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Gênero
: Industrial/EBM
País: Áustria
Ano: 2014

Comentário: Projeto solo de Thomas Rainer, famoso pelo L'âme Immortelle, o Nachtmahr vem sendo, desde que surgiu, em 2007, um dos mais intensos projetos de Industrial de toda a cena. E aqui quando se fala em "Industrial" se pensa em batidas REALMENTE intensas, bate estaca constante com o máximo possível de bass kick, vocais rasgados constantemente e essencialmente na lingua alemã, o idioma oficial do EBM (que se preze).

No seu último álbum, Veni Vidi Vici, Thomas tomou um caminho sutilmente mais leve, visivelmente menos pesado que os álbuns anteriores. Em Feindbild o clima ainda não é tão corrossivo quanto nos primeiros discos, mas é com certeza bem mais pesado que o disco anterior. O que no entanto não deixou de dar espaço para faixas mais dançantes e melódicas, como o cover I Hate Berlin e a faixa Die Fahner Unserer Väter, que maravilhosamente tornam a musicalidade do Nachtmahr imprevisível, finalmente. Por que embora eu ame os discos mais pesados e crus do Nachtmahr, eu confesso que já era completamente repetitivo. Feindblind mistura várias fases do projeto, numa amostra visível de maturidade da sua sonoridade.

Genialmente, Thomas consegue, mesmo usando vocais limpos, não dar um clima "L'âme Immortelle" pras faixas graças ao instrumental muito mais pesado e a temática sempre constante na segunda guerra, com batidas marciais o tempo inteiro. O mimetismo do compositor é uma das coisas que eu mais admiro em Rainer, e ele consegue manter uma qualidade constante em tudo que compõe que é invejável. Até os samples que ele encaixa na maioria das faixas são extremamente bem escolhidos. É curioso como a sonoridade do Nachtmahr parece ser bem menos saturada que muitos projetos de Industrial/EBM, mais enxuta e mais direcionada, mas consegue ser muito, muito mais intensa. Tomemos como exemplo outro projeto que admiro muito na cena, o Heimartaede. Comparando a densidade de sintetizadores nas duas musicalidades, o Nachtmahr é incrívelmente mais econômico, mas passa a mesma atmosfera opressiva. A faixa que sem dúvida mais exemplifica isso é a fantástica Parasit.

Mas acima de ser um excelente compositor, Thomas Rainer é um excelente vocalista. Seu vocal rasgado, que é o protagonista do álbum, é intenso exatamente com o estilo pede, mas seu vocal limpo é fantástico desde o L'âme Immortelle (eu, francamente, embora goste muito do L'âme, sempre fico esperando ansiosamente pelas músicas que o Thomas canta nos álbuns). Quando Thomas faz vocais limpos de forma mais estridente e grave, é impossível não nos lembrarmos da intensidade germânica do Rammstein. O que é inevitável, mas não é e nunca será um defeito.

Em suma, Nachtmahr novamente nos faz ter vontade de vestir um uniforme militar. Pra dançar e berrar em alemão, naturalmente. Mas não fazendo odes à Alemanha, e sim exclamando: Kaiserthum Österreich über alles!

PS: Feindbild foi lançado hoje, 14.02.14, numa edição especial que vem acompanhada de uma HQ de 36 páginas, por isso a capa tão cartunizada, feita pelo artista alemão Bruce Stirling John Knox. Por sinal, confiram o trabalho do cara no site oficial dele, aqui. É finíssimo.


Tracklist:

1 Wir sind zurück
2 Dämon
3 I Hate Berlin (feat. Frl. Plastique) (Second Decay Cover)
4 Die Fahnen unserer Väter
5 Chaos
6 Parasit 
7 Feindbild
8 Stehend sterben
9 Liebst du mich?
10 The Torch
11 Wache

Download:

MEGA (98 Mb, 320 Kbps)

domingo, 28 de abril de 2013
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CygnosiC - Fire and Forget

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Gênero: Dark Electro, Industrial, EBM
País: Grécia
Ano: 2013

Comentário: CygnosiC é um estrangeiro som emergente buscando espaço nesse gremlinsíco mundo de bandas/projetos "electro". Formada em 2006 é uma banda do tipo "one man": Georg Psaroudakis, <tietagem> este portador da genuína beleza grega! </tietagem>. Com três álbuns no currículo – dentre eles o aclamado "A Deity In Pain", lançado em 2010 e um "reborn" em 2012 – e muitos elogios pela sonoridade em antítese: levemente pesada!

Fire and Forget é um álbum, primeiramente com uma bela capa (isto por si só chama atenção!) e, segundo, marca uma fase mais leve de CygnosiC, com mais synths de "boate", porém também com a velha batida hard de pano de fundo e o vocal marcante de Georg: seco, rouco, gutural. Quando eu falei do som em antítese, eu me referia a esta mistura do artista; a sonoridade da música a princípio é soft, mas o vocal e a letra são hard. Em outras palavras, Fire and Forget é o Futurepop para quem gosta de Harsh EBM!

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Tracklist:
01. Fire And Forget
02. Escape
03. This Is The Night
04. Alone
05. Crawl
06. The Drowning
07. Mad Desire
08. Begin With Me
09. One Last Time
10. Behold The Lie
11. Greed
12. The Darkness
13. Find You
14. Until Glory

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segunda-feira, 4 de março de 2013
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Centhron - Asgard

8 comentários
Gênero: EBM, Industrial, Aggrotech, Dark Electro
País: Alemanha
Ano: 2013

Comentário: É foda você ser apaixonada por um gênero em que 80% do que produzem é uma merda! E nem me venham dizer que as batidas dessas bandinhas de Metal Agrário (Aggrotech) incendeiam uma pista de dança! Reconheço que uma ou outra música é "inflamável", contudo, não dá para juntar música a música e fazer uma playlist de determinada banda/projeto! Sou chata para com música eletrônica e, sendo bem sincera, é o tipo música que geralmente não aguento ouvir um álbum inteiro de tanta mesmice que tende a ser.

Penso na raridade que é encontrar e ouvir um álbum como Asgard. Era esperável uma batida dançante nesse álbum, haja vista que se trata de Centhron, a banda que mais protagonizou vídeos no Youtube de Industrial Dance no mundo ocidental! Contudo, devo ressaltar que a qualidade desse álbum vai muito mais além do que simples músicas dançantes (e puta que pariu, bota dançante nisso!)...

Asgard é a morada dos deuses nórdicos e, na faixa de mesmo nome, é nítida a exclamação instigante a Odin. A capa do álbum, devo ressaltar, foi o que me chamou atenção a princípio. Pensei "Nossa, parece jogo de RPG!". A ironia (ou não... vai saber!) é que se você ouvir o álbum e imaginar lutas contra monstros, zumbis, alienígenas, robôs ou seja lá o que for que tenha invadido a Terra e transformado-a em um grande buraco escuro e levando à extinção a raça humana... Bem, você chegará a conclusão de que não é uma teoria absurda, pelo contrário... Parece mesmo uma aventura trevosa musicada (e as foderosas fotos promo desse álbum provam isso)!

Eu disse que as músicas eram dançantes. A diferença é que TODAS as músicas são dançantes (exceto a último, pois é o pronunciamento misericordioso da batalha e do campo de carnificina e do odor da morte!)... Vocais rasgados, samplers, efeitos sonoros, brutalidade eletrônica; se você ligar seu corpo junto ao play das músicas, você terá de aguentar firme e não infartar! No mínimo, Asgard é para quebrar o pé dançando ou matando algumas criaturas!

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Tracklist:
01. Fuck Off And Die
02. Viking
03. Zombie Nazi Babe
04. Dr. Fuck You
05. Cyberlady
06. Slutbutt
07. Lamia
08. Panzerfaust Tyr
09. L’etat C’est Moi
10. Asgard
11. Ich Bin Ein Gott
12. Draugr
13. Untitled (Bonus Track)

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domingo, 30 de dezembro de 2012
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Nitzer Ebb - Showtime

0 comentários
Gênero: EBM Old School
País: UK
Ano: 1990

Comentário: A historia de Nitzer Ebb se entrelaça com a própria historia da Electronic Body Music, mais conhecida como EBM. No início dos anos 80, esse gênero musical "explodiria" com sua peculiaridade: letras instigantes e agressivas, utilização de certos instrumentos inusitados (como furadeiras), e, claro, todo experimentalismo também eletrônico que muito lembrava o Industrial - vale lembrar que a música Industrial surgiu no final dos anos 70. Reza a lenda que quem nomeou esse jeito diferente de fazer música de "EBM" foi a banda Front 242, a qual carregaria até os dias atuais o estigma de "Pai da EBM". Bem, se o Front 242 é o pai, Nitzer Ebb deve ser a mãe!

Formada em 1982, por Vaughan "Bon" Harris (sintetizadores, bateria e vocal), Douglas McCarthy (vocal), e David Gooday (bateria); seu nome "Nitzer Ebb" em alemão não significa nada, e, segundo a própria banda, não significa nada em outro idioma também. Na verdade, o que chamou atenção dos fundadores para este nome foi a sonoridade do mesmo, pois soa de maneira dura, forte. E, muito embora não possua mais sua formação original (David saiu), permanece na ativa até os dias atuais - incluindo um show histórico em 2010 no Brasil; ou seja, Nitzer Ebb é um dinossauro!

Showtime é o álbum que traz o hino Lightning man e mais oito porradas vocálicas sobre synths instigantes (a minha tão querida Getting Closer). A marca de Nitzer Ebb sempre foi essa crueza sonora enfeitada junto a um vocal imponente, sutil e raivoso. Uma hibridez musical oitentista. Particularmente, muito embora compreenda o porquê, acho uma pena não explorarem mais ou dedicarem um set em festas para esse tipo de som!

P.S: Já tem um tempo que quero postar esse dinossauro aqui; talvez, desde que entrei no blog, em 2010. Contudo, o que me impulsionou a concretizar esta vontade fora um pedido do Forba. Portanto, esse post é dedicado a ele.

Tracklist:
01. Getting Closer
02. Nobody Knows
03. One Man's Burden
04. All Over
05. My Heart
06. Lightning Man
07. Rope
08. Hold On
09. Fun To Be Had

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Quem escreve e faz os uploads:

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.