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domingo, 16 de novembro de 2014
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Porco na Cena # 47 - Doomsday Fest 2014

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São Paulo, minha São Paulo. Aaah São Paulo, com domingos de secas, meu Brasil de tretas! Já há alguns meses havia preocupações sociais e políticas circulando via facebook e congressos. Podemos condensar o domingo do dia 26 numa fornalha de panfletagem política de tudo que é lado; com alguma garoa pra tirar a aridez da coisa toda. Sim, o domingo foi quente em vários sentidos.

Mas é domingo, e todos sabem que um domingo sufocante é um bom dia pra pegar aquela camiseta cinzenta do Venom - e que mal cabe direito - e prestigiar mais um evento do nosso Doom Metal, arquitetado mais uma vez pela Last Time Produções (que está ativamente trazendo o Doom nacional aos fins de semana de São Paulo e atraindo um público cada vez maior e mais fiel).

(crédito das fotos a Thiago Santos)


sábado, 19 de outubro de 2013
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Porco na Cena #29 - Doomsday Fest 2° edição

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O último sábado foi um marco não só para o Doom Metal paulista e nacional, mas para todo o underground tupiniquim. Foram algumas semanas de divulgação do evento, majoritariamente compartilhados (tanto facebooquiamente quanto pessoalmente falando) pelo público doomster, que sempre se mostra muito solícito e apoiador. E esse pouco tempo de divulgação fez o efeito esperado! O Arena Metal estava cheíssimo, coberto por um tom de simpatia e amistosidade; mesmo quem chegasse sozinho e de gaiato, logo arranjava alguma companhia. Os músicos de todas as bandas entraram nesse clima e, como também parte do público doomster brasileiro, abriam o maior sorriso quando alguém vinha lhes falar bem dos shows - e motivos para isso não faltavam.

O último sábado, mais do que um sucesso e um dia histórico para o Doom nacional, mostra que sim, o Doom Metal tem seu espaço no Brasil, e que goza de um brilhante início para algo que há pouco tempo atrás não tinha nada além de rascunhos rabiscados nesse livro do undeground.


domingo, 4 de novembro de 2012
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Worship - Discografia

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Gênero: Funeral Doom Metal
País: Alemanha
Ano: 1998-atualmente

Comentário: Worship é a definição do termo "underground cult", pra começo de conversa. Especialmente por dois fatos.

O primeiro vem a ser que o lançamento mais famoso da banda é sua DEMO. Que depois foi relançada em diversos formatos, mas originalmente chamava-se Last Tape Before Doomsday. E essa demo tinha tudo que uma demo deveria ter, gravação ruim, instrumentos e vocais abafados e foi péssimamente distribuida. Mas no entanto ela tinha uma coisa essencial: uma inspiração absurda. Não basta o fato que essa única demo ditou gênero no Doom Metal e praticamente recriou o Funeral Doom, ela era em si absurdamente inspirada e carregava em si uma emoção que pouquíssimos discos que eu ouvi na minha vida conseguiram expressar. São quatro faixas da mais intensa melancolia, mas tudo dosado de uma forma tão espetacular que soa reconfortante. É absolutamente inexplicável. E inexplicavelmente lindo.

Max Varnier aka Fucked-Up Mad Max
E o segundo fato é que todas essas virtudes da demo foram arquitetadas por um francês - de nome não muito melancólico - Maximilien Varnier, ou, Fucked Up Mad Max. Ele se dividiu entre os vocais e a bateria na demo, enquanto quem se encarregou das guitarras foi Doommonger, de quem falaremos mais sobre logo adiante. A demo foi lançada em 1999 mas em 2001 (após gravar músicas que fariam posteriormente parte de uma série de splits com bandas igualmente sensacionais como Mournful Congregation, Agathocles, Stabat Mater e Loss) o mastermind do Worship, Max, resolve se despedir desse mundo se jogando de uma ponte no Canadá. Ou seja, temos cá uma banda famosa essencialmente por uma demo e cujo vocalista, mastermind e tomado por muitos como gênio, morreu se suicidando poéticamente. Por esses fatores pode-se afirmar tranquilamente que o Worship é uma das bandas mais cult ever. 

Mas enfim, a banda não acabou definitivamente com a morte de Max, embora tenha tido um hiato de músicas inéditas até meados de 2005 quando a banda surge desta vez liderada por Doommonger. Dessa volta da banda o resultado foi o primeiro full lenght, Dooom, que havia sido composto em 2000, ainda com Max, mas sofreu algumas revisões antes de ser lançado oficialmente por Doommonger. O álbum tem todas as caracteristicas presentes na demo (embora seja ingrato e injusto comparar qualquer coisa com um clássico) e não decepcionou os fãs e seguidores da banda, especialmente pelo valor sentimental agregado a um material originalmente composto por Max. A banda torna-se então uma espécie de tributo ao Max e suas composições e mas segue compondo músicas próprias e logo em 2007 lança um breve split com o Wither seguido de um outro split com o Persistence In Mourning. Até que em 2012 a banda traz seu segundo full lenght, Terranean Wake.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
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AHAB - Discografia

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Gênero: Funeral Doom Metal
País: Alemanha
Ano: 2004

Comentário: Muito embora o AHAB esteja se alçando ao sucesso no meio do underground, vide os festivais nas quais foi headliner e a popularidade da banda até mesmo com quem não gosta de Funeral Doom Metal, esses caras merecem bem mais. E, sendo eu um fã chato e criterioso do estilo, sei o que digo! Ao passo em que grande parte das bandas de Doom Metal adeptas à lentidão extrema estejam mais engajadas a uma temática melancólica e poética, com uma atmosfera carregada no som aliada às letras, esta banda alemã- como bem devem saber, afinal o AHAB não é nenhuma banda desconhecida- aborda temas muitíssimo mais interessantes! E se há qualquer fã de literatura por aqui, já sabe do que se trata; afinal, Ahab é o nome do capitão cuja procura incessante pela famosa baleia branca é tema do livro Moby Dick. Nada mais apropriado para uma banda cujo som é tão profundo quanto o oceano!

A banda é atualmente formada por Stephan Wandernoth (baixo) e Cornelius Althammer (bateria), que tocam também na banda Dead Eyed Sleeper, e a dupla das seis cordas Chris Hector e Daniel Droste- que também é o vocalista-, sendo a dupla também integrante da banda Midnattsol. Logo de cara, talvez, sejam estes os dois elementos que mais saltam aos ouvidos: a bateria de Cornelius, que soa bastante técnica e engendrada, ainda que, obviamente, segurando todo o massacre das canções nas tradicionais marcações lentas dos pratos; e os vocais de Daniel, que realmente soam como algo provindo do fundo do mar. Como diria um amigo meu, é como se fosse um móvel sendo arrastado pelo chão: bastante profunda e grave, Daniel Droste sabe utilizar seu gogó de maneira excelente. O baixo e as guitarras, numa afinação baixíssima, possuem um timbre bastante agradável aos ouvidos e melodias criativas que recriam o ambiente demarcado pela temática- e desde já peço perdão pelos comentários baseados no efeito placebo causados pela associação das melodias com a temática, isso será uma constante nesta resenha.

Antes de lançarem seu primeiro full- length, a banda libera um single, The Stream, cuja canção já mostra os belos atributos da banda (mesmo que numa qualidade um tanto inferior), e uma demo, que contém The Stream e duas canções de seu álbum oficial. E eis que, em 2006, vem seu aguardado debut, The Call of the Wretched Sea. A música contida aqui é tão densa quanto o título! As duas canções que mais chamam a atenção, talvez sejam The Hunt (com uma pegada extremamente lenta, cuja introdução lembra curiosamente o mar) e Old Thunder (sua introdução dedilhada é um deleite para os ouvidos, assim como a dupla formada pelos vocais e pela bateria técnica). A música que abre o álbum, Below the Sun, apresenta um riff matador, e surpreende pelos (oh céus, lá vou eu comentar isso de novo) vocais densos de Daniel Droste. Sim, eu vou bater nesta tecla. Enfim, é um BAITA debut, cotado sempre como um dos melhores de 2006, e um dos melhores entre bandas de (Funeral) Doom Metal.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
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Corrupted - Garten der Unbewusstheit

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Gênero
: Sludge/Funeral Doom Metal
País: Japão
Ano: 2011

Comentário: Quatro japoneses de Osaka resolvem montar uma banda de Funeral Doom e cantar em espanhol. Essa é a premissa do Corrupted, que apesar de parecer uma estranha no ninho, vem da terra de bandas como Boris e Gallhammer, entre outros vários artistas que usam e abusam dos subgêneros mais extremos do Doom Metal - e com intensa maestria. Apesar de inicialmente a banda de fato ter cantado apenas em espanhol, ao longo da carreira os caras já cantaram tanto em inglês, como em alemão e é claro, em japonês. Garten Der Unbewusstheit é o último lançamento de uma vasta discografia e aparentemente é cantado em japonês e alemão. Porém, não tenho a menor certeza. E isso tem uma explicação.

Primeiramente por que o álbum, como a grande maioria dos álbuns do Corrupted, é um Sludge absurdamente melancólico em um ritmo tão lento que apesar do "Funeral Doom" no gênero, beira as raias do Drone. E nesses imensos espaços vazios entre um nota e outra, é que o Corrupted conquista a atenção de quem escuta seus discos, pelo incrível que pareça. É sublime a forma com que a banda lida com notas esparsas, lentas ou pesados riffs extremamente cadenciados. Em segundo lugar, os vocais não são uma constante no disco, aparecendo somente em momentos - incrivelmente bem escohidos, diga-se de passagem - bem rarefeitos ao longo dos 64 minutos de play. No entanto, isso de forma alguma quer dizer que estes vocais sejam descartáveis, visto que o vocalista Hevi tem um dos guturais mais profundos que eu já escutei, ao mesmo tempo que conseguindo sustentar notas e cantar de forma quase inteligível.

E então eis que de repente, em meio a arpejos acústicos lentíssimos, surgem distorções e riffs cadenciados bem aos moldes do bom Sludge Metal com os vocais viscerais. E esta variação intensa faz com que o álbum não seja nada cansativo, pelo contrário, deixa uma vontade incrível de ouvir mais coisas da banda, e sabendo que essa vontade surgirá no âmago de vocês, espero postar mais alguns discos dos caras em breve (e reupar alguns que eu já postei).

Um dos melhores lançamentos do estilo de 2011, sem sombra de dúvida.

Tracklist:

1. Garten 28:45
2. Against the Darkest Days 04:34
3. Gekkou No Daichi 30:22

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PS: Apesar dessa prévia assustar com seus 51 minutos, ela tem a Garten inteira, com seus 28 minutos, e depois só silêncio. Mas foi o que deu pra achar no youtube.

Quem escreve e faz os uploads:

 
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Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.