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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
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Van Halen - Van Halen

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Gênero: Hard Rock / Heavy Metal
País: Estados Unidos
Ano: 1977

Comentário: "Muitas bandas recentemente parecem estar no intuito de deixar a platéia em depressão. Eu nunca entendi. Isto, para mim, é como sentar num bar e beber para lembrar", assim profere Tommy Lee, baterista do Motley Crue, em entrevista concedida para o essencial livro Louder than hell, the definitive oral history of metal. A alusão aqui no caso remete a cena musical do fim dos anos 70 que parecia estar malfadada à bandas pós-punk no qual a tristeza surge em estado latente. Remando contra a maré a cena metal, que já havia saído do underground via o sucesso de bandas como Judas Priest e Black Sabbath, chegava em 1977 como uma nova proposta: saem as alusões ao diabo, o satanismo e odes literatura de cavalaria, entram a diversão, o hedonismo e o sexo desenfreado. Muitos foram os artistas que pegaram carona nesta seara, mas o precursor sem dúvida fora o Van Halen graças ao clássico álbum de estréia.

Van Halen, o disco, é diversão do início ao fim e a produção de Ted Templeman capta todos os pormenores da banda: os vocais precisos de David Lee Roth, a surreal guitarra do mestre Eddie Van Halen, e a suingada cozinha formada por Michael Anthony (baixo) e Alex Van Halen (irmão de Eddie e baterista). A começar temos o hino "Runnin' with the devil", um dos melhores cartões de visita de todos os tempos. O título ("correndo com o diabo") engana, mas trata-se de canção sobre o prazer imediato e sem regras. A seguir temos "Eruption", faixa predileta entre todos os guitarristas. Na mesma Eddie comete um canção instrumental conduzida meramente por sua guitarra estridente e melódica. Para quem dúvida da aproximação existente entre a música clássica e o metal, precisa urgentemente ouvir esta faixa. "You really got me", cover do Kinks, é o caso clássico onde a criatura supera o criador. Os britânicos liderados por Ray Davies criaram a faixa tempos e a mesma é tida como o "ano zero" para os metaleiros de plantão. Porém, somente a execução de uma banda do gênero poderia dar o tom correto a canção. "Ain't talk about love", outra faixa clássica, tem um dos riffs iniciais mais emblemáticos da carreira do Van Halen. "I'm the one" é acelerada e guarda herança roqueiras oriundas dos anos 50, provando que a sonoridade da banda poderia beber de outras fontes, como iria ser provado disco à disco. "Atomic punk", como o nome entrega, trata-se de uma canção de revolta em prol da mudança de paradigmas. "Feel your love tonight" fala de sexo abertamente, mas enrustido de promessas de amor. "Little dreamer" é raro caso de canção séria. Na mesma temos Lee Roth abordando mudança comportamental, a caretice e o fato de poucos se importarem. "Ice cream man" é blueseira old style na essência e explode solos desconsertantes e precisos em sua reta final. "On fire", derradeira faixa, é de longe umas das melhores produções realizadas pelo grupo. Tudo soa maravilhosamente bem e a letra dialoga com o que seria o tom da década seguinte: a onipresença da banda.

"Entretenimento é  feito para ser escapismo. Não é para lhe mostrar o quão miserável você é", diz Vince Neil, também do Motley Crue  no mesmo livro citado acima. Percebe-se aqui que o Van Halen cumpriu muito bem esta sina, dando ao heavy metal a uma nova face.

Por fim, se nos anos 80 a cena hair metal nasceu, para o bem ou para o mal, muito se deve ao exímio trabalhado feito pela trupe. Mais do que isso, Van Halen, criou todo um novo legado de guitarristas que se inspiram nas suas técnicas, firulas e de lá até hoje muitas bandas são criadas e inspiradas após a audição deste clássico.
                     

Tracklist:

01. Runnin' with the devil
02. Eruption
03. You really got me
04. Ain't talk about love
05. I'm the one
06. Jamie's Cryin
07. Atomic Punk
08. Feel your love tonight
09. Little dreamer
10. Ice cream man
11. On fire

Download: MEGA

domingo, 1 de dezembro de 2013
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Bandas Amigas #4 - Oxyde Noir, A Transgressão & Thrills And The Chase

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Pois bem, cá estamos de volta, após uma semana, com a edição quatro do nosso quadro Bandas Amigas, onde nós apresentamos a vocês três bandas que nos enviaram material. Três bandas selecionadas por nós num universo de dezenas de bandas que nos enviaram coisas ao longo do tempo em que não tivemos espaço para elas aqui. Tempo este que acabou, e portanto aqui estamos.

Hoje temos uma edição que vai contar com música eletrônica sombria, post-punk e rock alternativo. Deliciem-se.


Oxyde Noir

O Oxyde Noir é uma banda americana de Nova York que se propõe a uma tarefa interessante: compor trilhas sonoras para filmes imaginários. E pelo que se pode perceber, filmes noir. A banda já lançou até a data três aĺbuns, sendo que o primeiro deles, Monochrome, foi-nos enviado para que postassemos, e cá estamos o fazendo.

A sonoridade do grupo é soturna, ainda que eletrônica, hipnotizante e intensa. As batidas lembram trip-hop, enquanto que as melodias lembram o Dark Ambient. É um som indescrítivel mas extremamente bom de se ouvir. E extremamente pictórico, imprimindo em nossas mentes cenários decadentes e serenos. Confiram.

Esse é o tipo de banda que eu imaginaria ouvir numa balada underground russa bancada por um mafioso do petroleo, tipo aquela que o Rammstein toca em Triplo X, sabe? É exatamente essa a atmosfera que o Oxygen Noir me remete. Essencialmente um industrial de construção delicada, mas com várias influências externas, o maior feito desse EP é a criação de uma atmosfera extremamente imersiva e agradável de mergulhar.

- Koticho


Um ótimo exemplo de como utilizar batidas eletrônicas sem perder de vista a dramaticidade da coisa. Um som que soa orgânico, vibrante e insano como deve ser. Só achei que as músicas poderiam se estender um pouco mais, gosto quando esse tipo de atmosfera domina o ambiente por mais tempo.

- Áquila



Conheça melhor o Oxyde Noir: Facebook//Site Oficial

Monochrome
2012


Tracklist:
1.Automat 02:51   
2.Hot Heart 02:54   
3.Alfheim 03:41   
4.Arthropod 03:46   
5.Insect State 03:44

Download: Mediafire









A Transgressão

A Transgressão é uma banda de pós-punk/garage rock da cidade de Campinas, São Paulo. Formada em 2008, a formação explora a mistura entre os estilos citados anteriormente numa atmosfera lo-fi e despretenciosa. O resultado é uma sonoridade despojada, sombria e leve ao mesmo tempo. Darkwave at it's finest.

A banda nos enviou seu EP de 2012, "Um Dia Para o Resto de Sua Vida". Confira.

O cover de A Forest do The Cure que encerra o EP mostra exatamente o que é a banda. Soa realmente como um EP perdido dos anos 80, que bebe direto da fonte da onda mais soturna do Post-Punk, junto da energia que as bandas de Garage Rock carregavam com suas guitarras distorcidas e aceleradas.

- Koticho


Certamente aquela banda ruidosa que pede para ser ouvida ao vivo, em um encontro de bandas locais, tanto quanto em um CD bem produzido, no qual qualquer tentativa de aliviar os ouvidos das transgressões sonoras é coisa para fracos. A banda cumpre o papel, embora seja aquele papel rabiscado e amassado que faz companhia para algumas moedas dentro do bolso. Esse é o espírito. E ainda tem seu charme com músicas que acabam repentinamente. Confesso, porém, que a faixa que dá título ao álbum não me conquistou tanto, acredito em riffs mais marcantes e no investimento em letras em inglês para as próximas gravações. Destaco “Industrial Village Lover” e o cover de “A Florest”, do The Cure.

- Damien Willis



Conheça melhor o A Transgressão: Facebook

Um Dia Para o Resto da Sua Vida
2012 - EP

Tracklist:

1. Constrói e Destrói 4:31    
2. hey You Download 2:53    
3. Visita de Vincent Price 2:38    
4. Industrial Village Lover 3:12    
5. Um Dia Para o Resto Da Sua Vida 2:11

Download: Mediafire









Thrills And The Chase

Banda paulistana, que se define como " trazendo uma roupagem moderna para melodias inspiradas no glam dos anos 70, folk, blues e jazz", mas que no fim das contas soa como uma banda de hard rock dos anos 70/80 em formato moderno, bem produzida e chegada aos retoques comerciais da música atual. Tudo da banda é bem produzido, bonito e chama atenção. A começar pelo visual da banda, indo até a produção dos clipes, como este que podem ver aqui embaixo.

Hard Rock não é exatamente meu gênero preferido, mas não dá pra negar que a Thrills & Chase se esforçou em executar a formula do gênero que já tá pra lá de batido da maneira certinha. É tudo muito bem feito e produzido, o som tem punchy e refrõezinhos grudentos, estão ok dentro da sua proposta, os fãs do gênero devem ficar satisfeitos.

- Koticho


As músicas funcionam muito bem, bom vocal e produção bastante decente que certamente agradarão aos que não esperam surpresas, mas que gostam de um som mais convencional, vamos assim dizer, e com qualidade. Não sou um amante do rock feito pela Thrills & The Chase, que aparenta mostrar o caminho entre a raiz e o fruto do estilo de música que faz, mas destaco o carisma que senti ao ouvir as músicas e a qualidade evidente que pode ser notada impressa logo na capa.

- Damien Willis


Thrills & The Chase neste EP promove o encontro do hard rock com a linguagem pop, pois refrões e riffs grudentos são o tom . A produção é caseira, mas honesta. Destacam-se as faixas "Moping Jack" e "Damsel in Distress", cujo vídeo clipe é muito bem dirigido.

- Bruno Lisboa



Conheça melhor o Thrills And The Chase: Site Oficial // Facebook


Introducing Thrills And The Chase
2013 - EP


Tracklist:

1.Damsel In Distress  4:00
2.Rogue Vogue   3:19
3.One For The Road   1:44
4.Sister Thriller    4:13
5.Moping Jack    3:24
6.Does The World Owe You Anything    4:00


Download: Link Direto




E é isso aí pessoal, ficamos por aqui com essa edição da coluna. Até semana que vem!
sábado, 23 de novembro de 2013
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Nashville Pussy - High as Hell

1 comentários
Gênero: Rock and Roll/Hard Rock/ Punk Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2000

Comentário: Comemorando a segunda passagem do Nashville Pussy pelo Brasil, que vem fazendo shows matadores pelo país todo (como eu bem pude presenciar no ultimo dia 21 de Novembro em Londrina), trago a vocês em meu primeiro post musical do blog essa verdadeira jóia do rock pauleira mundial.
Caso você não esteja familiarizado com o som dessa banda de Atlanta, imagine se os caras do ZZ Top cruzassem com os caras do Motorhead e tivessem um filho que alem de fã de Sex Pistols e AC/DC ainda enxergasse em Larry Flynt um exemplo de vida a ser seguido. O Nashville Pussy seria esse filho!
Hard Rock sujo em seu estado mais bruto, com um pé fincado no punk e outro na musica de raiz americana (notadamente o blues e o country). Tudo isso abençoado pela santa trindade: sexo, drogas e rock and roll. Alias, nem da pra esperar nada politicamente correto de uma banda que carrega a palavra "Pussy" no nome né?
"High as Hell" é o segundo CD da banda e o melhor em minha humilde opinião, já que não é tão cru quando o primeiro e nem tão "polido" (aspas mais que necessárias, já que chamar qualquer álbum da banda de polido chega a ser quase uma heresia) quanto os posteriores. Curiosamente, esse é o ultimo trabalho lançado com a formação original da banda, tendo em vista que a baixista Corey Parks saiu da banda antes de gravar o terceiro CD. Completam a banda ainda os marmanjos Blaine Cartwright nos vocais e guitarra e Jeremy Thompsom na bateria, alem da guitarrista Ruyter Suys, uma especie de "Angus young com peitões ligada no 220" que se destaca individualmente com seus solos arrebatadores por todas as musicas do disco. Alias, ao vivo ela também é um espetáculo a parte, dançando, andando de joelhos, fazendo caretas, assoviando e chupando cana, enfim, COIDILOCO MEU BRÓDI.
Ao dar play no Cd você ja se depara com roncos de motores e a bateria frenética de "Strutin Cock" anunciando uma das melhores musicas de abertura que eu ja ouvi em toda minha vidinha besta. E o ritmo não cai um segundo sequer durante toda a audição dessa belezura. Passando pelas maravilhosas "She's got the drugs", "Wrong side of a gun" com seu riff mais pegajoso que chicletes Ploc com figurinhas do É o Tcham, a quase hardcore "Piece of Ass", a AC/DCiana faixa titulo, "Go to Hell" com sua pegada blues e letra fantástica e culminando com a catártica "Drive", é só paulada boa do inicio ao fim do cd.
Enfim, não tem muito mais o que dizer sobre a banda. Baixe esse disquinho, coloque as brejas no freezer, renove o estoque de destilado vagabundo e chame os amigos pra festa. Como diz a atriz e filosofa Christiane Torloni "HOJE É DIA DE ROCK, BEBÊ!"




Tracklist:
01. Struttin’ Cock
02. Shoot First And Run Like Hell
03. She’s Got The Drugs
04. Wrong Side of a Gun
05. Piece of Ass
06. High as Hell
07. You Ain’t Right
08. Go to Hell
09. Rock ‘N’ Roll Outlaw
10. Let’s Ride
11. Blowjob From a Rattlesnake
12. Drive


Download: Mega / 4shared

domingo, 18 de agosto de 2013
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Cirith Ungol - Paradise Lost

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Gênero: Heavy/Doom Metal
País: EUA
Ano: 1991

Comentário: Cirith Ungol foi uma banda californiana formada em 1972 influenciada pelo Heavy Metal do Black Sabbath (com a levada Doom que dizemos hoje ter) e o Hard Rock de bandas como Thin Lizzy. A banda lançou 4 álbuns de estúdio até ter seu fim decretado em 1992, e Paradise Lost é o último deles.

A sonoridade de Paradise Lost é bastante particular no que tange ao Doom e ao Heavy Metal tradicional, sendo, ao mesmo tempo, uma mistura de ambos. Os riffs de guitarra de Jim Bazarra são densos e pesados, sempre dobrados e sempre com uma levada épica típica do Doom dos anos 70-80, mas também com pegadas da NWOBHM evidentes e maravilhosas. Cirith Ungol é muitas vezes relacionada entre bandas de Doom tradicional, mas é importante ressaltar que a banda embora tenha sido influenciada pelo Black Sabbath desde sua gênese, em Paradise Lost o grupo definitivamente lembra mais o Candlemass que uma banda de Stoner. Mas um Candlemass com o vocal rouco e estridente de Tim Baker, que vem do Hard Rock, e não com o vocal melódico do Doom Tradicional, o que dá um charme todo especial.

O nome da banda, retirado da passagem sombria de Mordor onde vivia Shelob, chama atenção e conta uma parte da sonoridade do grupo, que é um deleite pros amantes de riffs de Heavy com atmosferas mais obscuras e intensas. A música de abertura é um dos maiores clássicos da banda, Join The Legions, e tem muito do que vai ser ouvido no restante do disco. Um disco que mistura tão justapostamente Doom e Heavy que temos em sequencia duas faixas como Go It Alone e Chaos Rising. Ouçam só e vocês vão entender o que estou dizendo.

Enfim, banda recomendada a fãs de Doom Tradicional e também de Heavy Metal clássico com pegadas mais intensas. Cirith Ungol e seu Paradise Lost são um dos últimos grandes discos de Metal dos anos 80, embora tenha sido lançado tardiamente em 91. A efeito de curiosidade, a edição original de 91 é raríssima de se encontrar, o disco foi relançado não oficialmente em 2002 e muito provavelmente é este que vos posto. 




Tracklist:

1. Join the Legion            04:33  
2. The Troll          03:50
3. Fire (The Crazy World of Arthur Brown cover) 03:01  
4. Heaven Help Us 06:24  
5. Before the Lash 04:41
6. Go It Alone 04:23  
7. Chaos Rising 08:42
8. Fallen Idols 06:45
9. Paradise Lost 06:13


Download:

MEGA
sexta-feira, 17 de maio de 2013
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Kadavar - Abra Kadavar

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Gênero: Stoner rock / Rock Psicodélico
País: Alemanha
Ano: 2013

Comentário: Quem ouve desavisado o novo disco da banda Kadavar pode achar que se trata de algum disco perdido do início dos anos 70. No fundo, ele não estaria errado. Os caras fazem um som diretamente influenciado pelo hard rock e o psicodelismo daquela época. Black Sabbath logo vem a mente. Uma audição mais atenta, porém pode logo perceber que não se deve exagerar tanto. Existe uma forte adequação ao que chamamos hoje de stoner e alguns lugares comuns do rock "pesado" atual são perceptíveis.

É uma espécie de Kyuss fundido com Black Sabbath com uma produção bem limpa, sem muito peso direto nas guitarras. É interessante o suficiente para garantir que não seja apenas uma cópia de outros. Soa bem como revival.

A guitarra sola bem, não muito distorcida. O baixo e o batera vão com sede ao pote. O som parece uma máquina de engrenagem a todo vapor. É uma tijolada. Eu, particularmente, gosto bastante. Acho os caras talentosos e bem preparados no som deles. Não revitalizam um gênero do passado mas dão um belo exemplo. Só que é ai que está o problema. Esse disco tem razão de existir? Seria ele bom? Fico pensando nisso bastante.

Por um lado, os caras são talentosos. Provavelmente estão fazendo música que gostam. O gênero, apesar de antigo, tem muitos amantes. Eles não são completamente viuvos, tendo, como eu disse, influências de coisas novas, mas relativamente discretas.

Por outro, música e arte, na minha opinião, tem de ter uma correlação com o momento histórico delas. Não digo que todo mundo precisa ser de vanguarda e inovador, mas pelo menos é necessário dialogar com os problemas e ânsias sonoras da sua geração. Não dá pra fingir que nada está acontecendo a sua volta. Quem tinha que fazer o som que eles estão fazendo hoje, uns podem dizer, já fez.

No fim, não sei ao certo que lado é o correto. Acho que não posso dar tanto crédito ao disco quando existem muitas bandas tentando quebrar convenções ou entender melhor novos sons. Eles já estão trabalhando em cima de uma receita de bolo bem estabelecida. Não tem muito erro. Mas será que isso faz deles menos capazes ou importantes do que o pessoal mais em termos com a sua própria época?

Acho que cabe a vocês descobrir.




Tracklist:

1. Come Back Life - 5:02
2. Doomsday Machine - 4:47
3. Eye of the Storm - 6:04
4. Black Snake - 4:24
5. Dust - 4:12
6. Fire - 5:18
7. Liquid Dream - 4:12
8. Rhythm for Endless Minds - 4:16
9. Abra Kadabra - 3:02
10. The Man I Shot - 7:04

Download: MEGA Mirror Creator

Quem escreve e faz os uploads:

 
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