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quinta-feira, 1 de maio de 2014
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Black Magic - Wizard's Spell

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Gênero: Heavy / Speed / Thrash Metal
País: Noruega
Ano: 2014

Comentário: Bandas fazendo uma sonoridade que resgata a tônica de bandas clássicas do Metal do final da década de 70 e início da década de 80, não são novidade pra mim e nem pra ninguém. Usualmente, a grande maioria passa despercebida por não me causar empolgação com o som realizado. Mas com o Wizard's Spell do Black Magic foi diferente.

A banda criada no ano de 2006, deu vida ao seu álbum de estréia somente agora em 2014. O duo norueguês é composto por Jon (baixo, guitarra e vocal) e por Sadomancer (bateria e vocal), esse último o qual  já conhecia por seu trabalho no ótimo Deathhammer. 

Sem muita firula, o álbum é de fácil assimilação para aqueles que admiram nomes clássicos do Metal 70's e 80's. Uma vez que a banda absorve e incorpora influências de nomes da NWOBH como Angel Witch, além de bandas como Mercyful Fate e Slayer (essencialmente do Show No Mercy). 

O álbum é bem animador e direto, um revival feito com uma fidelidade imensa às bandas nas quais se inspiraram. Faixas como "Rite of the Wizard" e "Night of Mayhem", trazem o lado mais agressivo e dinâmico da banda, duas faixas bem animadoras que emplacam uma série de ótimos riffs e uma bateria sólida. A instrumental "Voodoo Curse" e a ótima "Thunder", mostram talvez os dois momentos mais inspirados da banda no álbum, ambas possuindo uma evolução incrível, além do instrumental e vocais arrasadores. 

Wizard's Spell conquista pela simplicidade e por ser um revival bem elaborado. Para os amantes da sonoridade  da NWOBHM combinada com bandas percursoras do Thrash Metal, o álbum vai certamente agradá-los. 33 minutos de um revival marcante e que empolga logo de cara, vale a pena dar uma chance ao Black Magic.


Tracklist:
01 - Black Magic
02 - Rite of the Wizard
03 - Voodoo Curse
04 - Thunder
05 - Death Militia
06 - The Ritual
07 - Night of Mayhem
08 - Possessed
09 - Embrace by the Occult

Download: Mediafire

quinta-feira, 6 de março de 2014
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Pantera - Vulgar display of power

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Gênero: Thrash metal / Groove Metal / Heavy Metal
País: Estados Unidos
Ano: 1992

Comentário: "O passado é um lugar estranho", assim pondera o cantor britânico Morrissey, num dos momentos de interação com o público no disco ao vivo Live at Earls Court. Tal afirmação é, talvez, a melhor maneira de tentar compreender os primórdios do Pantera.

Com carreira iniciada na década de 80, o hoje ícone mor da segunda leva do thrash metal safra anos 90 foi durante os anos inicias uma banda que condessou o que pior existiu no período: o glam metal. Tal aposta durou cerca de quatro álbuns, todos quase indignos de nota. O cansaço e o fracasso resultaram numa enorme guinada para algo mais pesado e sujo: o ótimo Cowboys from hell. Mas se o disco lançado em 1990, apesar de inovador, ainda carregava heranças do malfadado passado é exatamente em Vulgar Display of power que o grupo texano atingiu o seu ápice criativo.

Produzido por Terry Date, produtor que seria responsável por grande parte da discografia da banda, o disco reúne o que de melhor a trupe de liderada por Phil Anselmo, vocalista e um dos melhores frontman de todos os tempos. De um lado temos as já clássicas guitarras de Dimebag Darrel que carregam de melodias dissonantes suas canções que primam por muito peso e distorções. Anselmo foi responsável pela temática das letras que primam, como a capa pode indicar, por retratar a violência e brutalidade quotidiana. Carregado de hinos, temos aqui desde os mundialmente famosos singles "Mouth for war", a enrustida balada "This love", "Hollow" e "Walk" que, de longe, sintetiza todo o poderio da banda dada a sequência de riffs marcantes cometidos por Dimebag que somada a ótica desafiadora impressa por Anselmo nos versos e a cozinha precisa formada por Rex Brown e o baterista Vinnie Paul criam o que talvez seja a clássica canção que será eternizada pelo público fã deste gênero. Ainda vale fazer menção as ferozes e rápidas "Fucking hostile" e "Rise"; o groove presente em "Regular people (conceit)" e peso absurdo cometido em "By demons be driven".    

O álbum segue até hoje com um dos discos mais influentes da seara thrash, groove e heavy metal. Todo e qualquer ouvinte do som pesado perpassa por este clássico que em 2012 comemorou 20 anos de existência com reedição de luxo contendo uma faixa a mais, "Piss", e um DVD contendo performances ao vivo e os vídeos clipes do período.

A banda seguiria produzindo discos que seriam cada vez mais pesados e sucessos de público e crítica, mas infelizmente um "fã" assassinou Darrell em plena performance em 2004.

A volta e o futuro do grupo seguem em aberto, mas com chances remotas infelizmente.

O que nos resta é seguir ouvindo este petardo.
 

Tracklist:

01. Mouth for war
02. A new level
03. Walk
04. Fucking hostile
05. This love
06. Rise
07. No good (attack the radical)
08. Live in a hole
09. Regular people (conceit)
10. By demons be driven
11. Hollow

Download: Mediafire

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
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Van Halen - Van Halen

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Gênero: Hard Rock / Heavy Metal
País: Estados Unidos
Ano: 1977

Comentário: "Muitas bandas recentemente parecem estar no intuito de deixar a platéia em depressão. Eu nunca entendi. Isto, para mim, é como sentar num bar e beber para lembrar", assim profere Tommy Lee, baterista do Motley Crue, em entrevista concedida para o essencial livro Louder than hell, the definitive oral history of metal. A alusão aqui no caso remete a cena musical do fim dos anos 70 que parecia estar malfadada à bandas pós-punk no qual a tristeza surge em estado latente. Remando contra a maré a cena metal, que já havia saído do underground via o sucesso de bandas como Judas Priest e Black Sabbath, chegava em 1977 como uma nova proposta: saem as alusões ao diabo, o satanismo e odes literatura de cavalaria, entram a diversão, o hedonismo e o sexo desenfreado. Muitos foram os artistas que pegaram carona nesta seara, mas o precursor sem dúvida fora o Van Halen graças ao clássico álbum de estréia.

Van Halen, o disco, é diversão do início ao fim e a produção de Ted Templeman capta todos os pormenores da banda: os vocais precisos de David Lee Roth, a surreal guitarra do mestre Eddie Van Halen, e a suingada cozinha formada por Michael Anthony (baixo) e Alex Van Halen (irmão de Eddie e baterista). A começar temos o hino "Runnin' with the devil", um dos melhores cartões de visita de todos os tempos. O título ("correndo com o diabo") engana, mas trata-se de canção sobre o prazer imediato e sem regras. A seguir temos "Eruption", faixa predileta entre todos os guitarristas. Na mesma Eddie comete um canção instrumental conduzida meramente por sua guitarra estridente e melódica. Para quem dúvida da aproximação existente entre a música clássica e o metal, precisa urgentemente ouvir esta faixa. "You really got me", cover do Kinks, é o caso clássico onde a criatura supera o criador. Os britânicos liderados por Ray Davies criaram a faixa tempos e a mesma é tida como o "ano zero" para os metaleiros de plantão. Porém, somente a execução de uma banda do gênero poderia dar o tom correto a canção. "Ain't talk about love", outra faixa clássica, tem um dos riffs iniciais mais emblemáticos da carreira do Van Halen. "I'm the one" é acelerada e guarda herança roqueiras oriundas dos anos 50, provando que a sonoridade da banda poderia beber de outras fontes, como iria ser provado disco à disco. "Atomic punk", como o nome entrega, trata-se de uma canção de revolta em prol da mudança de paradigmas. "Feel your love tonight" fala de sexo abertamente, mas enrustido de promessas de amor. "Little dreamer" é raro caso de canção séria. Na mesma temos Lee Roth abordando mudança comportamental, a caretice e o fato de poucos se importarem. "Ice cream man" é blueseira old style na essência e explode solos desconsertantes e precisos em sua reta final. "On fire", derradeira faixa, é de longe umas das melhores produções realizadas pelo grupo. Tudo soa maravilhosamente bem e a letra dialoga com o que seria o tom da década seguinte: a onipresença da banda.

"Entretenimento é  feito para ser escapismo. Não é para lhe mostrar o quão miserável você é", diz Vince Neil, também do Motley Crue  no mesmo livro citado acima. Percebe-se aqui que o Van Halen cumpriu muito bem esta sina, dando ao heavy metal a uma nova face.

Por fim, se nos anos 80 a cena hair metal nasceu, para o bem ou para o mal, muito se deve ao exímio trabalhado feito pela trupe. Mais do que isso, Van Halen, criou todo um novo legado de guitarristas que se inspiram nas suas técnicas, firulas e de lá até hoje muitas bandas são criadas e inspiradas após a audição deste clássico.
                     

Tracklist:

01. Runnin' with the devil
02. Eruption
03. You really got me
04. Ain't talk about love
05. I'm the one
06. Jamie's Cryin
07. Atomic Punk
08. Feel your love tonight
09. Little dreamer
10. Ice cream man
11. On fire

Download: MEGA

quinta-feira, 28 de novembro de 2013
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Satan's Satyrs - Wild Beyond Belief!

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Gênero: NWOBHM/Heavy Metal/Punk
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: "Hail Satan! Hey Lucifer! We are here baby". Fala pra mim, nego: Tem como um play começar de forma mais bonita?

Confesso que não sou o maior entusiasta do mundo quando se trata de bandas atuais que tentam resgatar o espirito do metal oitentista. Não por não curtir o metal feito nessa época, mesmo porque, ja dizia minha falecida vovozinha "Quem não gosta de Hellhammer brasileiro bom não é". O problema é que a maioria das bandas nesse estilo ou se contentam em apenas copiar descaradamente uma determinada banda da época, ou são insossas mesmo. Mas como toda regra tem sua exceção (inclusive essa, mas isso é papo pra conversas sem futuro na mesa de algum bar decadente da Rua Augusta), devo dizer que o Satan's Satyrs realmente me conquistou. Talvez por fazer uma musica que ao mesmo é simples mas que incorpora tantas e tantas referências legais como a NWOBH, speed metal, heavy metal classico, punk e até um pouco de Doom classico!

O Satan's Satyrs surgiu no ano 2009 em Herndon/Virginia (EUA). A principio uma one man band criada pelo baixista e vocalista Clayton Burgess (mais conhecido na quebrada como Claythanas) que influenciado por filmes de horror, filmes de motociclistas e bandas como Electric Wizard, Black Flag e Witchfinder General, gravou de la pra ca uma demo, um EP e um full lenght. Esse material foi gravado somente pelo Claythanas, mas nesse ano de 2013 a banda virou oficialmente um power trio.

O que trago pra vocês nesse post é justamente o full lenght "Wild Beyond Belief!", lançado em 2012 e uma verdadeira pepita para os amantes do metal negro e fétido. Contando com oito pedradas perfeitas, o album é maravilhoso do inicio ao fim. Desde o começo com "Sadist 69" e sua pegada matadora até o fechamento com a doom psicodelica "Satan's Satyrs" é impossivel pular uma unica faixa. Esse lado mais doom psicodélico alias, não se faz tanto presente, mas quando aparece mesmo que sutilmente, brilha mais que o Ronaldo no Corinthians, faixas como "Strange Robes", "Alucard" e a ja citada "Satan's Satyrs" comprovam bem isso. Os solos, se não são virtuosos, aparecem sempre na hora certa e são dignos de figurar no repertório de qualquer air guitar hero que se preze.

A gravação também caiu muito bem para o estilo apresentado pela banda. Propositalmente saturada mas deixando tudo muito audível. Inclusive o vocal agressivo e cheio de reverb, fazendo desse um album imperdivel e perfeito pra você assustar as testemunhas de jeová que batem a sua porta num domingo de manhã.




Tracklist:

01 - Sadist 69
02 - Electric Witchwhipper
03 - Carnival of Souls
04 - Servitors and Myrmidons
05 - Strange Robes
06 - Alucard
07 - Bellydancer's Delight
08 - Satan's Satyrs

Download: MEGA


quarta-feira, 30 de outubro de 2013
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Motörhead - Aftershock

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Gênero: Heavy Metal, Speed Metal
País: Inglaterra
Ano: 2013

Comentário:  “We’re Motörhead. We play Rock and Roll.” É assim que Lemmy Kilmister anuncia a sua banda, com a confiança de quem tem quase 40 anos de estrada com uma das bandas mais importantes do gênero. O Motörhead é uma das bandas que melhor traduziu o espírito do rock n roll. Sujo, bêbado, sozinho no canto de um bar qualquer, meio cansado de tudo e pronto para explodir, assim é o Motörhead e assim é Aftershock.

Aftershock é o 21° disco do Motörhead e surpreende pelo peso. Músicas como “Heartbreaker”, “End Of Time”, “Do You Believe”, “Going To Mexico” e “Queen Of The Damned” são um deleite para qualquer fã e um ótimo começo para aqueles que ainda não estão familiarizados com o som da banda. Posso afirmar com toda a certeza que esse é o melhor trabalho da história recente do Motörhead. Mikkey Dee é um monstro na bateria e o riffs de Phill Campbell são um dos grandes destaques do disco.

Este é o registro de um trio com décadas de estrada, fazendo música pura e simplesmente pela vontade de fazer música. Não é pelo dinheiro, não é pela fama e nem para perpetuar uma lenda. Aftershock é sobre uma banda movida pelo amor àquilo que faz e é isso que torna o Motörhead tão incrível.

Recentemente a banda deixou um show pela metade no Wacken Open Air devido a problemas de saúde de Lemmy. Por este mesmo motivo a tour de divulgação do disco foi adiada para o ano que vem. Os acontecimentos recentes podem ter mostrado que Lemmy não é indestrutível. Mas, Aftershock nos mostra que o Motörhead é.

Tracklist:
1. Heartbreaker
2. Coup De Grace
3. Lost Woman Blues
4. End Of Time
5. Do You Believe
6. Death Machine
7. Dust And Glass
8. Going To Mexico
9. Silence When You Speak To Me
10. Crying Shame
11. Queen Of The Damned
12. Knife
13. Keep Your Powder Dry
14. Paralyzed

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