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quarta-feira, 16 de setembro de 2015
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~▲†▲~ (Xwxwxwxwv) - Discografia

5 comentários
Gênero: Eletrônica/ Witch House/ Industrial/ Ambiente
País: Rússia
Ano: 2010 e 2011

Comentários: Apesar dos parênteses no título, a banda deixa em seus discos, e nas demais tags, os caracteres ~▲†▲~, referindo-se realmente ao seu nome. Obviamente é praticamente impossível achar tal banda desta forma, por isso utilizam a sequência Xwxwxwxwv para facilitar a busca e a divulgação de seu nome. Assim sendo, também fiz a utilização de ambos por via das dúvidas.

Pouco se sabe sobre ela, aliás, sou sincero em dizer que sei quase nada, fora seu som, e por isso ficarei devendo (quem deve é ela) informações. Contudo, seu som é hipnótico e agressivamente confuso. Perturbante e medonho, mostra o lado obscuro da música eletrônica, que ainda aumenta ao analisarmos os títulos das faixas e, evidentemente, as capas dos discos. Capas estas que querem dizer algo, ou não querem, ou não sabemos interpretar, ou não há o que interpretar. Apesar dessa aparência sombria, ela soa mais como 'desconhecida', e como bem sabemos, o desconhecido sempre nos gera receio, porém curiosidade.


Pode-se dizer que a 'til triângulo cruz triângulo til' se encaixa em uma 'nova' (década de 2000) categoria de música que cresce no submundo, principalmente estadunidense e europeu. Existem outras mais, algumas tão estranhas quanto, mas todas com suas características próprias. Porém uma coisa muitas delas tem em comum: O uso abusivo de triângulos (ou deltas), olhos e cruzes. Seu significado foge do meu conhecimento, mas sempre sugerem interpretação, e como cada um tem a sua, será fácil encontrar desde boas palavras como 'equilíbrio' até fantasias e conspirações como 'illuminat'. Já com relação ao Witch house, você pode ler algo a respeito na Wikipédia, mas aparentemente não segue as mesmas ideias mirabolantes, ou talvez seja simplesmente informação incompleta.


O som é deveras atraente aos que apreciam a música eletrônica com uma certa interferência industrial e executada de forma mais ambiente, calma, mas ao mesmo tempo com uma movimentação intensa, como de pequenas partículas. Apesar de parecer novo para alguns, em seu som podemos notar muitas influências, entre elas hiphop, darkwave, trance... e da própria música que fora anteriormente encapsulada, pois, sim, o comum é desacelerar músicas conhecidas, inclusive do mundo pop, até resultar nessa forma decadente.

O segundo disco, ~▲††▲~, é em geral mais 'acessível', puxando mais para o ambient e deixando de lado um pouco todo aquele masoquismo mental. Entretanto não se torna inferior, pelo contrário, é mais conciso e coeso, apesar de eu gostar mais do choque do EP.
O clipe acima é da música '•'(ponto), a primeira do EP, e foi feito à partir de cenas retiradas do filme Häxän, de 1922, conhecido por aqui como Haxan - A Feitiçaria Através dos Tempos. O segundo clipe é do novo álbum, uma viajem alucinante.

Este post foi atualizado em 14/09/2015 para restaurar os links quebrados e relatar que o projeto não mais existe (bom, pelo menos todos os seus links oficiais foram removidos), mesmo tendo mudado seu nome para VEINS há algum tempo.

//discoGs - ~▲†▲~ //discoGs - VEINS


~▲††▲~ [Album]
Tracklist:
1. Vague I 03:49
2. Social Phobia 04:02
3. unfortunately stuck 00:03
4. Dusk 03:19
5. экзотика 04:05
6. Vague II 03:21
7. Stickweed Houses 04:00
8. Disunited 03:46
9. Vague III 03:57
10. Spoffish 03:38

DOWNLOAD (discografia)

sexta-feira, 7 de agosto de 2015
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Pyramids - A Nothern Meadow

0 comentários

Gênero: Experimental / Ambient / Black Metal / Shoegaze
País: Estados Unidos
Ano: 2015

Comentário: Em seu álbum de estréia os americanos do Pyramids mostraram uma sonoridade bem experimental, contando com o vasto repertório de influências e sonoridades exploradas. O álbum teve uma recepção favorável e com boas críticas, mostrando uma banda que tinha potencial a ser explorado. O álbum de estréia foi lançado em 2008, seguido por diversas colaborações do Pyramids com nomes como Nadja, Mammifer e Horseback, além de ter faixas remixados por bandas como Ulver e Lustmord.

Analisando tudo isso, pode se dizer que  o Pyramids teve anos de grandes experiências e que permitiram a banda uma bagagem maior para o lançamento de seu segundo álbum de estúdio. A Nothern Meadow foi lançado no dia 17 de Março pela Profunde Lore Records, contando com as participações de Vindsval (Blut Aus Nord) e Colin Marston (Gorguts, Krallice).

Se comparado ao debut, uma característica que evoluiu em A Nothern Meadow é que o desenvolver das faixas flui mais naturalmente, sem aquela sensação de estarem dispersas ou perdidas. Para uma banda que faz uma experimentação com elementos do Industrial, Dark Ambient, Shoegaze, Post-Rock, Drone e Black Metal, a sonoridade soa precisa e bem estruturada. Normalmente em algum momento do álbum, um desses estilos é mais utilizado que os outros, mas a combinação em si foi muito bem feita.

A atmosfera do álbum é pesada, trazendo passagens mais sufocantes em que o instrumental é mais denso. Ainda há momentos em que a música do Pyramids ganha um tom mais simples e com um clima mais agradável. Alguns riffs  no álbum lembram bastante alguns utilizados pelo Blut Aus Nord na trilogia 777, assim como a programação da bateria (que foi feita por Vindsval). Os vocais trazem um tom mais pacífico e calmo na maior parte do álbum, diferenciando-se do instrumental, mas em algumas partes é utilizado um vocal ríspido que combina muito bem com as o tom do instrumental.

Pode-se dizer que a sonoridade apresentada pelo Pyramids é algo complexo e com um clima bem introspectivo, o que pode não agradar aqueles que não estão habituados com esse tipo de proposta. Em A Nothern Meadow, o Pyramids traz um álbum sombrio, depressivo e instigante, Música torta e estranha, mas que agrada a quem procura mais na música do que apenas uma ideia óbvia e fácil de digerir, A Nothern Meadow conduz o ouvinte à uma experiência no lado mais sombrio da mente ao longo de 50 minutos. Destaque para a faixa I Am Sorry, Goodbye.



Tracklist:

01. In Perfect Stillness, I’ve Only Found Sorrow
02. The Earth Melts Into Red Gashes Like The Mouths Of Whales
03. The Substance Of Grief Is Not Imaginary
04. Indigo Birds
05. I Have Four Sons, All Named For Men We Lost To War
06. I Am So Sorry, Goodbye
07. My Father, Tall As Goliath
08. Consilience

Ouça em: Spotify


quarta-feira, 4 de março de 2015
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Suicidal Romance - Rêves & Souvenirs

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Gênero: EBM / Industrial
País: Estônia
Ano: 2015

Comentário: Preciso dizer que ao me deparar com este disco o qual posto cá, meu coração imediatamente transbordou de amor. O mix de sutileza e devastação de Rêves & Souvenirs pode conquistar tanto os corações sentimentais quanto os mais brutos e gélidos. Isto porque ele é resultado do melhor de três discos (“Love Beyond Reach”, “Shattered Heart Reflections” e “Memories Behind Closed Curtains”) lançados ao longo da carreira turbulenta de Suicidal Romance; a qual foi formada em 2006 e traz Viktoria Seimar (voz principal), Dmitry Ivanov (compositor e segunda voz) e Maarja Korstnik nos sintetizadores.

Para mim, Rêves & Souvenirs é um excelente disco para se conhecer o trabalho de Suicidal Romance, pois traz as principais características do grupo: infantis vocais femininos em contraponto a vocais rasgados masculinos (em uma espécie de “a bela e a fera” vocal) sobre uma batida rápida e voraz (alguma coisa Techno / Música de Boate / Afins). Apesar de conter músicas com levadas dançantes, Rêves & Souvenirs possui uma sutileza que muito me lembra o Futurepop.

Lembra-me até mesmo Blutengel – nos seus momentos mais alucinantes –  em algumas passagens. Em outros momentos, em uma batida lamuriosa e estendida, lembra-me um pouco o tipo de “dramatização sonora” que Otto Dix utiliza. E as influências reveladas pela banda vão além, passando por Frozen Plasma e In Strict Confidence. Algo que apenas reforçar o caráter doce / bruto de Rêves & Souvenirs.

Destaque para faixa 4, "Whisper Goodbye".

Site Oficial / Facebook / Last.fm

Tracklist:
01. Make Me Blind
02. Hold Me
03. Lose Your Fears
04. Whisper Goodbye
05. Build Me A Heart
06. Call Me
07. Ecstatic
08. Not Alone
09. Touch
10. Remember Me
11. White Snow
12. Dreamers
13. Remember Me (Emphasis Cover)
14. Not Alone (Blutengel Remix)
15. Touch (ES23 Remix)

sábado, 31 de janeiro de 2015
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Marilyn Manson - The Pale Emperor

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Gênero: Industrial/Blues Rock
País: USA
Ano: 2015

Comentário: Foi no final dos anos 80 que Brian Hugh Warner adotou o pseudônimo Marilyn Manson e adentrou o universo da música. Demorou um bom tempo até que alcançasse o sucesso em 1996 com Antichrist Superstar. Sucesso que em muito se deve ao empurrão de um grande amigo da época, Trent Reznor, a mente por trás do Nine Inch Nails.

Com o hit "The Beautiful People" não demorou muito para que Manson invadisse a MTV.  Seu nome começou a ventilar por toda a mídia americana e automaticamente se tornou o inimigo numero um de todos os cidadãos de bem dos Estados Unidos.  Tornando seus filhos, em sua maioria garotos excluídos e problemáticos, os primeiros fãs de um recente ídolo Outro fator que ajudara e muito a projeção de Manson foi seu sucesso ter vindo durante a construção do New Metal. Bandas como Korn, Deftones, Limp Bizkit e Slipknot começavam a surgir e despontar por toda a América do Norte, atraindo uma geração de jovens que se identificavam com suas letras pessimistas e cheias de angustia. Apesar de Marilyn Manson não ser exatamente uma banda de New Metal, as semelhanças entre ambos eram inegáveis.

A aparência andrógena e extravagante e as constantes declarações anticristãs e pró-satanismo (apesar de sempre em tom de ironia e escárnio) causaram grande choque em boa parte do mundo nos anos 90. Assim como bandas como Black Sabbath e Alice Cooper fizeram nos anos 70, o cantor repetia a dose. Em um mundo globalizado e com muito mais acesso à informação, Marilyn Manson se tornou uma das figuras mais extremas e controversas da década. Mas isso aos poucos foi mudando. Com o status de rockstar já consolidado nos anos 2000, o músico fora visto cada vez mais envolvido em Hollywood, se relacionado com belas mulheres, participando de diversos filmes e seriados e passando de figura extrema do rock a mais um excêntrico personagem do show business. Suas letras e estética também aos poucos foram mudando, perdendo a temática anticristã e se enveredando por caminhos como luxuria, sexo, drogas e violência. Manson se tornou um ‘Bon Vivant’.

Por coincidência ou não, foi a partir dos anos 2000 que a música de Manson começou a perder relevância. Suas letras se tornaram óbvias demais, suas referências a drogas e violência ficaram batidas e sonoramente seus discos mais distantes do Metal Industrial do início da carreira. Com menos distorção e poucas batidas eletrônicas que sempre caracterizaram o gênero, The Pale Emperor é praticamente um disco de hard rock (no termo geral da palavra, como os americanos gostam de usar pra englobar qualquer banda um pouco mais pesada do que o Coldplay). Provavelmente é o seu melhor trabalho em tempos recentes, pós The Golden Age of Grotesque, que marcou sua guinada a uma persona mais acessível, mesmo que ainda se distancie muito do artista perturbado que surpreendeu e chocou o mundo na década de 90. Temos alguns bons respiros de criatividade no disco, como em The Mephistopheles of Los Angeles: "Lazarus has got no dirt on me, And I'll rise every danger, I'm the mephistopheles of los angeles". Porém, Manson podia ter se esforçado mais. O disco é longo e se torna repetitivo demais durante sua execução, coisa que acaba por encobrir as boas faixas do disco que seria melhor se fosse mais enxuto.

Fazendo alusão ao próprio titulo do disco, The Pale Emperor pode soar um trabalho quase pálido e sem vida. Mas não chega a soar incômodo em momento algum.  Com atenção podemos encontrar bons suspiros de criatividade em seu decorrer, mas distancia cada vez mais de seus tempos mais extremos que talvez nunca mais retornem. Mas tudo bem, esse novo Manson do Show Business, ator de ótimas séries como Sons of Anarchy continua sendo um personagem bem legal para se ter por aí.




Tracklist:

1. "Killing Strangers" 5:36
2. "Deep Six" 5:02
3. "Third Day of a Seven Day Binge" 4:26
4. "The Mephistopheles of Los Angeles" 4:57
5. "Warship My Wreck" 5:57
6. "Slave Only Dreams to be King" 5:20
7. "The Devil Beneath My Feet" 4:16
8. "Birds of Hell Awaiting" 5:05
9. "Cupid Carries a Gun" 4:59
10. "Odds of Even" 6:22

Download:


terça-feira, 23 de setembro de 2014
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Emptiness - Nothing But The Whole

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Gênero: Experimental / Black / Death Metal
País: Bélgica
Ano: 2014

Comentário: Quando uma banda resolve se reinventar, ela está ciente de que o resultado pode não ser satisfatório para seu público alvo, além de render algumas críticas negativas. A banda Emptiness se aventurou por esse caminho em seu quarto álbum de estúdio, e até o momento, o álbum vem colhendo ótimos resultados por parte do público e mídia especializada.

Nothing But The Whole é um álbum sombrio e experimental, daqueles em que o resultado final da sonoridade é até difícil de ser claramente descrito. O passado da banda ligado ao Black / Death e que foi o ponto principal até o álbum anterior, aqui ganha nova forma com a adição de elementos vindos do Industrial e Dark Ambient, algo que bem utilizado pelo Blut Aus Nord em alguns álbuns e pelo The Axis of Perdition. 

Do início ao fim, o álbum apresenta contrastes bem interessantes e não causa a sensação de ser algo repetitivo ou monótono. A bateria alterna entre momentos mais intensos e passagens que lembram algumas bandas de Industrial Rock/Metal. As guitarras em alguns momentos sofrem algum efeito de distorção ou possuem um tom mais dissonante, algo que combina muito bem com esse tipo de sonoridade. 

Um álbum que chama a atenção pela capa e sonoridade, altamente recomendado para aqueles que gostam de sonoridades que fujam um pouco dos padrões convencionais. Cito como destaques do álbum a "All is Know" (a mais experimental do álbum) e a "Lowland" (dona de uma  atmosfera incrível e hipnótica). 



Tracklist:

01. Go and Hope
02. Nothing But The Whole
03. Behind The Curtain
04. All Is Known
05. Tale Of A Burning Man
06. The Past Is Death
07. Lowland

Download: Sendspace

Quem escreve e faz os uploads:

 
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