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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
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Disemballerina - Disemballerina

2 comentários

Gênero
: Neofolk/Doom Metal ("acústico")
País: EUA
Ano: 2010

Comentário: Já aviso logo: quem ao menos parou pra ler com mais atenção o gênero dessa banda aí encima, e portanto tem algum remoto interesse em Neofolk, Neoclássico, Música de Câmara, Doom Metal e bandas na linha do Agalloch, vai com certeza absoluta encontrar em Disemballerina uma nova banda favorita. Ah, e como o texto será um pouco longo, já vai ouvindo o que lhe aguarda com essa demo enquanto lê o contexto, pra ter certeza que vai valer a pena ficar até o final:



Dito isto, vamos em frente. Disemballerina é um projeto elaborado por inicialmente três individuos: Ayla Holland (Violão, Banjo e Bandola), Myles Donovan (Viola, Harpa e Mandola) e Jennifer Christensen (Violoncelo), mas que atualmente conta também com Marit Schmidt (Viola) - se eu tiver dito alguma besteira aqui, por favor me corrijam, encontrei pouca coisa precisa sobre a formação atual da banda. A cidade donde vem a banda já conta grande parte de sua história: Portland. Aos mais chegados, a região de Portland é pivô de uma das mais interessantes cenas de Black Metal atuais, o chamado Cascadian Black Metal. Para os desavisados, é uma corrente de bandas com temáticas bem próximas do Neofolk europeu, musicalidade e intensidade, como Agalloch, Fell Voices e Wolves In The Throne Room. Mas apesar de eu ter citado o Black Metal, essa vibe tomou conta cena musical de Portland e é lotada de bandas intimistas e com temáticas filosóficas e profundas, dos mais variados estilos, desde o Sludge Metal até a música de câmara, como é o caso aqui. Fora da região de Cascádia, o maior expoente dessa musicalidade é sem dúvida o Drudkh.

Mas por quê Cascadian? Cascádia é uma região entre os Estados Unidos e o Canadá, à beira do pacífico, que revela um movimento independentista desde o século XIX, e que hoje em dia reside sua motivação à independência num projeto chamado por muitos de "eco-socialismo". Cascádia é lar de diversas reservas naturais, e estando ela dentro de dois países com um voraz capitalismo predatório, não é de se surpreender que lá exista muita gente querendo governar a si próprio. E também não surpreendentemente, então, a música produzida nessa região tem uma proximidade fantástica do neopaganismo europeu e da melancolia da fuga para a floresta. 

Disemballerina entra nessa história como uma banda formada por, como vocês já notaram, instrumentistas eruditos, mas com toda a vibe Cascadiana intacta. Tanto a influência cavalar e monstruosa do Neofolk, quanto a melancolia do Doom Metal e até mesmo a violência do Black Metal estão sumarizadas na sonoridade do grupo, ainda que numa fórmula totalmente inortodoxa. Projetos com músicos eruditos se aproximando da música extrema não são raros - Apocalyptica ta aí pra (desmoralizar) provar isso - mas francamente eu nunca ouvi nada como essa demo do Disemballerina. Sim, essa é uma demo, embora tenha seus 31 minutos de duração. Tudo aqui é emocionante, belo e poderoso. Poderosa é a melhor palavra para descrever o Disemballerina, pois ela toca profundamente, intensamente e a sensação bucólica que imprime em nossa alma dura muito tempo depois de ouvida. Simplesmente, como eu disse no início, é algo completamente imperdível pra quem curte remotamente os estilos dessa banda e todo esse clima citado.

Pra felicidade geral, a banda deve lançar seu primeiro Full-Lenght em 2014. Aguardo mais do que ansiosamente.



Tracklist:

1- Saturn Return
2- Thieves' Oil
3- The Walking Dead
4- Drown
5- Hex

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sexta-feira, 18 de outubro de 2013
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Giuseppe Tartini - The Devil's Trill (Il Trillo del Diavolo)

1 comentários

Gênero: Música Barroca
País do Compositor: Itália
Ano: Da composição: por volta de 1713; Desta gravação em especial: 1979.

Comentário:

A Itália do século XVIII era, sem sombra de dúvidas, o maior celeiro cultural de música da época e suas produções neste contexto serviam de modelo para muitos outros locais, inclusive o Brasil. Foi essa Itália de Vitali, Torelli, Corelli, Vivaldi, Geminiani, Locatelli e Veracini que trouxe ao mundo Tartini que traria influência de tais artistas e sintetizaria muito de suas obras em suas composições.

A obra mais conhecida de Tartini, que vos é apresentada nesta postagem, conhecida como Il Trillo del Diavolo (O trilo do diabo) além do virtuosismo traz consigo a curiosa história de ter se criado uma lenda a respeito de um possível pacto com o coisa ruim.

domingo, 25 de agosto de 2013
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La Batalla - Cantigas D'amigo

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Gênero: Erudita/Medieval/Folclórica
País: Portugal
Ano: 1984

Comentário: Quando eu comecei a estudar sobre a escola literária do Trovadorismo me encantei pelas líricas em galego-português e comecei a imaginar como seriam as melodias delas, como os bardos cantavam aqueles poemas, e como tocavam. La Batalla com certeza não reproduz o mesmo som que eles faziam,  mas chegam perto o suficiente cantando no idioma original dos poemas, que é o galaico-português e com acompanhamentos instrumentais maravilhosos, que incitam sua imaginação e te levam à um castelo medieval ou para o campo simples onde uma dama lamenta sobre seu parceiro que saiu em campanha.

Criado por Pedro Caldeira Cabral em 1984 e composto por músicos com diferentes formações na área musical, o grupo usa de replicas de instrumentos medievais criados pelo próprio Pedro Caldeira para criar uma sonoridade tão fiel a musica medieval. Alem dos instrumentos, a banda usa de trajes e decorações especiais para criar um ambiente certo nos shows. As letras são, como o nome do disco diz, cantigas de amigo escritas por vários trovadores, incluindo D.Dinis, rei de Portugal. Cantigas de amigo trazem o ponto de vista da donzela que se vê desamparada ao pensar em seu amado que está longe, seja pelo motivo que for.

Vou destacar a musica “Cantiga 100” por que ela e uma das que eu mais gostei, é um canto bem religioso e forte. Este é um cd muito bom de se ouvir como um todo, algumas musicas instrumentais são excelentes e acredito que são uma ótima trilha sonora para um RPG ou uma leitura de fantasia medieval.

                                                             Site Oficial / Last.fm

Tracklist:
Lado A
01 - En Lisboa Sobre Lo Mar (Séc. XIII) – 2:26
02 - Ductia (Séc. XIII) – 3:11
03 - Ay Eu Coitada (c. 1199) – 6:10
04 - Valamos, Irmana (Séc. XIII) – 4:38
05 - Ai Flores, Ai Flores Do Verde Pino – 5:18
Lado B
01 - Cantiga 322 (Sec. XIII) (Versão Instrumental) – 2:30
02 - Ondas Do Mar De Vigo (Séc. XIII)  - 5:40
03 - Mandad'el Comigo – 4:43
04 - Trotto (Séc. XIV) -  2:09
05 - Cantiga 100 – 2:49
06 - 5ª Estampida Real (Séc. XIV) – 1:48
 

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
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Samuel R. Auras - Awaken

3 comentários
Gênero: Piano/ Instrumental/ Ambient e Erudita
País: Brasil (SC)
Ano: 2011

Comentário: Por um lado Samuel R. Auras parece ser o tipo de pessoa que encara a rotina de tocar e compor como meros hobbies, mas com desenvoltura próxima dos profissionais. Por outro lado vaga pelo amadorismo, por conta de uma produção que se aproveitou apenas daquilo que havia em seu alcance, e nada mais, e pelo desconhecimento também, já que se não fosse por um amigo (Eduardo Luann Wojcikiewicz Duarte Silva) talvez seu som não chegasse aos meus ouvidos tão cedo. Contudo, mesmo com tal amadorismo e sonoridades por vezes artificiais (o que não é nenhum pecado para um músico sem grandes pretensões, além da grande desculpa vir dos equipamentos utilizados), vindas não somente dos teclados, mas de todo um conjunto de sonoridades que acompanham seu piano e preenchem buracos, ainda assim nota-se a cautela do músico para com suas obras ao ponto de ficar óbvio o quanto seus dedos foram capazes de produzir com tanto requinte sequências instrumentais tão belas, criativas e com aquele gostinho de introspecção.

Este é o "Awaken", seu primeiro "disco" (a real é que nada indica que o músico se preocupou com a divulgação de seu trabalho) composto, gravado e editado sozinho enquanto tinha de se dedicar às aulas e bolsa de pesquisa em Química. Pode-se dizer que o disco soa coeso, existe uma química da primeira à última faixa (quase pior que a piada do pavê), que variam em intensidade praticamente "filmística" (segundo o amigo de Samuel, era a intenção), como sendo dramáticas, melancólicas, épicas e esperançosas, na maioria das vezes à soar orquestral mesmo. Em seu canal no Youtube Samuel ainda nos presenteia com sua habilidade em tirar no piano temas de séries, jogos, filmes e até obras eruditas.

Infelizmente não consegui contato com o músico, e juro que tentei, o que impossibilitou obter mais informações e alguma foto/imagem com a mínima qualidade possível para ilustrar este post. Mas nada disso se reflete de forma negativa ao Awaken, que foi aprovado por todos os nossos colaboradores, então baixe o disco logo abaixo ou ouça via streaming.



Tracklist:
The Sevehr Song
Silent Wind
Remember
Beyond The Storm
Dreams
Nightmare
Awaken
Overbreak
Dawn
The Ascent
Questions
Face The Unknown
Until We Meet Again
Alive (The Aftermath)

Download: 4Shared||MEGA

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
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Henry Purcell - Music For a While

0 comentários
Gênero: Música barroca
País: Compositor e intérprete: Inglaterra
Ano: Da composição: 1692; Da gravação: 1979

Comentário:

É tendência minha procurar sempre as coisas mais dramáticas e melancólicas possíveis, mesmo que estejamos falando da música erudita. E foi numa dessas que descobri a maravilhosa melodia de Henry Purcell, intitulada O Solitude. Confesso que foi somente por causa dessa música que me interessei pelo resto de suas composições. Confesso, também, que não foi nada fácil encontrar este álbum que vos posto.

Porém, eu preciso deixar bem claro que, se você não estiver habituado a este tipo de música, terá uma certa resistência. E essa resistência muito provavelmente terá sua origem na técnica vocal utilizada. No caso deste álbum, as músicas são cantadas pro Alfred Deller, um famoso contratenor inglês. Contratenor é um tipo de canto exclusivamente masculino que tem como sua característica um registro agudo, geralmente conhecido apenas como falsete.

Sabendo disto e, portanto, estando ciente de que o que você ouve não é um vocal feminino (pois para ouvidos destreinados realmente parece ser), torna-se mais fácil apreciar toda a beleza empregada nestes cantos. Primeiro, pelas suas melodias que são belas e agradáveis, sempre calmas. Nota-se, também, que são músicas de composição até simples, porém, sem deixarem de ser complexas. Segundo, pela beleza de suas letras, composições que geralmente exaltavam a solidão, o espírito elevado, a nobreza da alma humana, odes à natureza e sua relação com o espírito humano.

A tais magníficas composições, deve-se a poesia que brotara durante a curta vida de Henry Purcell (apenas trinta e seis anos). Às vezes, parece-nos que a vida se diverte com as habilidades dos grandes gênios e toma-lhes seus instrumentos naturais apenas para testar-lhes até o limite. Tal como Beethoven e sua surdez progressiva, Purcell, que cantava no coral da Capela Real, ainda muito jovem adquiriu problemas com sua voz, o que o impediu de continuar cantando, mas não o impediu de compor jamais.

Por último, para tentar ser o mais breve possível, quero deixar apenas um trecho desta que é uma das mais belas músicas já compostas, tanto pela melodia, quanto pela poesia e pela mensagem.

O solitude, my sweetest choice! Places devoted to the night, Remote from tumult and from noise, How ye my restless thoughts delight! O solitude, my sweetest choice! O heav'ns! what content is mine To see these trees, which have appear'd From the nativity of time, And which all ages have rever'd, To look today as fresh and green As when their beauties first were seen.



Tracklist:

01. The Plaint - 07:32
02. If Music Be The Food Of Love - 02:23
03. I Attempt From Love's Sickness - 02:03
04. Fairest Isle - 02:48
05. Sweeter Than Roses - 03:22
06. Not All My Torments - 02:01
07. Thrice Happy Lovers - 02:53
08. An Evening Hymn - 05:06
09. From Roses Bow'rs - 07:14
10. O Lead Me To Some Peaceful Gloom - 02:56
11. Retired From Any Mortal's Sight - 02:55
12. Music For A While - 04:04
13. Since From My Dear Astrea's Sight - 03:59
14. O Solitude - 05:55

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