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domingo, 22 de dezembro de 2013
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Bandas Amigas #5 - Camarilo, 100 Onces e The Industrialism

2 comentários
Camarilo
Com um nome que mais parece ter surgido de um jogo de RPG e um vocal de narrador melancólico, Camarilo surgiu a nós e acabou agradando logo de cara. O quarteto de Vitória, Espírito Santo, lançou neste ano seu primeiro trabalho, um EP auto-intitulado com quatro músicas interessantemente bem construídas e de um instrumental convidativo. Mas o vocal é quem definitivamente eleva o espírito da banda e a atenção de nossos ouvidos, apresentando uma certa peculiaridade e soando forte, melancólico, muito bem compreensível e sem se destoar. Segundo os músicos Paulo Fagundes, Gabriel Calil, Luis Oliveira e Nicolas Azevedo, Camarilo é influenciado (...) por uma mesclagem das diversas influências da banda, como hip-hop/rap, trip-hop, folk, post-rock, entre outros. Então confira logo o trampo dos caras.

Pignianos sobre esse som:
"O Post-Rock é um gênero que já ta pra lá de saturado, é verdade, mas isso não impede que tenha suspiros de criatividade e qualidade. O som do Camarilo é envolvente, e seus vocais (fator relativamente raro no gênero) engrandecem o feeling melancólico que a banda se presta a ter."
— Koticho 

"O vocal é o destaque, soberbo, mas o instrumental também é apaixonante. Tudo na banda parece certinho, exceto, curiosamente, a aparente indecisão de gênero entre as faixas - tudo fica entre o post rock e um feeling 'los hermanos' nítido."
— Forbidden

Disco: Camarilo [EP]
Ano: 2013
Gênero: Post-rock / Indie rock / Alternative

Tracklist:
1.Cosmopolita 02:34
2.Meu Bem 04:43
3.Desencontro 03:56
4.Maçã 03:45

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100 Onces
Viajando até os EUA, mais precisamente em Los Angeles — que até onde notei, sempre se mostrou um berço fértil para bandas bastante interessantes — podemos ouvir o som de dois jovens muito influenciados pelo prog metal, música experimental e outras vertentes, que ecoa na forma de um math rock de vértices sutilmente arredondados que pode ser atribuído à influência do rock progressivo e da experimentação de forma harmoniosa. Tudo soa extremamente bem neste "100 One Says", por mais que agora sejam apenas dois membros, os encaixes das linhas instrumentais não deixam brechas. Aliás, vale destacar que, apesar de algumas frases e gritos, temos aqui um belo material instrumental. E como devem ter percebido com o uso das palavras "neste" e "agora", eles possuem mais dois e anteriores discos. "100 Once Is", em 2011 e com a mesma formação atual, que é Barrett Tuttobene e Richard Ray, e em 2012 lançaram o "Famous In Japan", com uma capa imitando a famosa bandeira anárquica, na forma estilizada e adotada pela Black Flag. Neste disco também contavam com o baixista Nick Van Meter.

Pignianos sobre esse som:
"Na vibe mais clássica do Math Rock teramelístico, a vibe do 100 One Says é técnica, mas cadenciada quando preciso, o que faz o feeling ser constante. É também energética e intensa."
— Forbidden

Disco: 100 One Says
Ano: 2013
Gênero: Math metal/ Experimental rock/ Instrumental/ Punk rock

Tracklist:
1.Oh Me Gee 04:24
2.Copornopocalypse 03:32
3.Conpiracy Keanu 03:08
4.Fucking Guy, No Offense 04:42
5.No 01:33
6.Organicore 03:12
7.Djimi Hendrix 06:33
8.Gary Busey 05:09
9.Cannibals as Leaders 06:01
10.El Chupabillbrah 03:58
11.Sick Ninja 06:10

DOWNLOAD (confira os demais álbuns)
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The Industrialism
Voltando a atenção para o Brasil (ou nem tanto, visto o espírito "odeio esse calor infernal, quero sumir daqui!"), não é de hoje que conhecemos o projeto The Industrialism, inclusive em 2011 publicamos, a pedido de seu mentor Cesar "M1A1" Alexandre, seu segundo EP "Inconsequential Hallucinations". Agora M1A1 volta com o introspectivo "An Orphan Without Hope", que de cara você vai notar ter pouco haver com a realidade do Rio de Janeiro, seu local de origem. Tudo bem, a melancolia pode estar em todos os lugares do globo e em diferentes situações, mas e esse feeling de tempo enevoado e frio? Contudo esse lançamento não se refere a um material legitimamente novo. An Orphan Without Hope na realidade é composto por peças de piano gravadas em 2003, que embora exista, por vezes, uma sutil utilização de sintetizadores, mostra uma sonoridade bastante diferente daquela que viria aparecer nos trabalhos posteriores, onde a experimentação em música eletrônica determinariam como soaria o The Industrialism ao longo de tantos trabalhos. Pegue este disco, que é denso, mas belo e com bem menos elementos sobrecarregando seu som e compare com o Inconsequential Hallucinations (que pode ser baixado aqui), onde apenas a presença do breakcore já faz toda diferença entre eles.

Pignianos sobre esse som:
"Apesar do nome soar como referência ao gênero industrial, a incursão pela música eletrônica se dá por outros caminhos. A atmosfera sombria e nebulosa do ambient e idm serve de base para o carioca César Alexandre descarregar suas batidas quebradas e aceleradas de breakcore e drum'n'bass em parte de suas produções. Outras produções se aventuram por outros gêneros diversos da música eletrônica, enquanto algumas investem no Dark Ambient, outras carregam influências claras de gêneros como UK Garage.
Uma excelente pedida para fãs de música eletrônica."
— Koticho

"Finissimo som experimental, flerta com o industrial cru, mas o breakcore deixa tudo moderno e digital. Isso tudo sem perder uma vibe obscura. Lindíssimo."
— Forbidden

Disco: An Orphan Without Hope
Ano: 2013
Gênero: Modern Classical/ Piano/ Ambient/ Field Recordings/ Avant-Garde

Tracklist:
1. ...And Delusion Reigns Summertime
2. Illness Ecstatic I
3. Illness Ecstatic II
4. Illness Ecstatic III
5. Gymnopedie III: Lent et Grave

DOWNLOAD
Links: Facebook//SoundClound



quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
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Zelophilia - Lust, Loathing, & Love

1 comentários
Gênero: Experimental/ Mathcore/ Mathmetal/ Progressive/ Avant-garde
País: EUA
Ano: 2011

Comentário: Zelophilia é uma banda que parece reunir tudo que você já ouviu de mais inovador e doido no rock/metal sem soar repetitivo e de certa forma com maestria. Você se lembrará dos projetos de Mike Patton e Devin Townsend, SOAD, Meshuggah, incluindo muita influência do rock/metal alternativo, punk, death metal, pitadas de música barroca e muito mais.

Os intrumentos seguem uma linha mais mathcore/metahmetal, com toda aquela barulhenta e técnica, mas tem seus momentos de romantismo sádico, principalmente quando o vocal (com boa variação de técnicas vocais) está presente. Maravilho é a passagem dos gritos insanos para um grave solene.

Lust, Loathing, & Love é o debut e portanto não tenho muito o que informar sobre a banda, mas embora sobre-carregada de influências bem óbvias é difícil apontar algo não agradável em seu som. Me soa muito bem, músicas bem construídas onde observo uma certa relação com as bandas que citei anteriormente. Apesar disso a descrição que a banda nos deixa é essa: "Sounds like a childishly simplified, watered down combination of Meshuggah, The Locust, Dillinger Escape Plan, and Daughters".


Facebook//LastFM//BandCamp

Tracklist:
01. The Locust Plague Antarctica 01:59
02. Dancing In Bloody Leather 02:33
03. Demons & Diminished Chords 02:33
04. Deconstruction 02:53
05. Feed 01:35
06. Gentle Sleep 00:55
07. Product of Man (Not Nature) 03:21
08. The Fornicator’s Suicide Note 03:20
09. Wolves Scavenging For Crumbs 02:38
10. Scrawny Children 04:50
11. Lust, Loathing, & Love 03:29

Download (BandCamp)
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
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Uneven Structure - Februus

12 comentários


Gênero: DJENT/Math/Progressive Metal
País: Suécia/França
Ano: 2011

Comentário: Conheci o Uneven Structure, pelo seu EP, intitulado “8”, lançado em 2009, lembro que gostei bastante da sonoridade dos caras, apesar de não ter notado nada de excepcional e achar muito parecido com Meshugga e outros genéricos dentro do movimento chamado DJENT.

DJENT, pra quem ainda não conhece, é um subgênero ou movimento dentro do metal, em que suas bandas também são classificadas como Math Metal, são conhecidas pelo uso prolongado de passagens polimétricas, compassos de bateria complexos, andamentos estranhos, angulares, riffs de guitarra dissonantes, afinações baixas, etc. Os precursores do estilo foram os suecos do Meshuggah.

Mas agora em outubro a banda lança seu primeiro full-length, Februus. Baixei motivado pela curiosidade esperando que seguisse a mesma linha do EP, que não é ruim, mas que não apresentava nada de surpreendente. Então para minha surpresa, quando comecei a ouvir as músicas, pude perceber claramente a evolução banda, que pra mim amadureceu musicalmente e conseguiu encontrar sua sonoridade.

Sua estrutura musical ainda esta bem calcada nos elementos que caracterizam o DJENT, mas a banda conseguiu criar uma identidade própria. O vocal varia de guturais rasgados a belos melódicos, sem ficar enjoativo, o instrumental muito técnico, bateria presente encaixando perfeitamente com os riffs de guitarra e suas baixas afinações, mas o grande diferencial é que a os caras conseguem criar ambientações bem bacanas e envolventes, leves e cativantes criando um belo contraste de peso e leveza.

A banda com certeza se superou e conseguiu se livrar dos clichês desse “gênero” que é tão novo, mas já está tão saturado.

[Site/MySpace/LastFM]

Tracklist:

CD 1:
Awaken - (6:35)
Frost - (6:00)
Hail - (5:55)
Exmersion - (2:54)
Buds - (7:20)
Awe - (3:01)
Quitance - (6:29)
Limbo - (2:19)
Plenitude - (7:16)
Finale - (8:05)

CD 2:
Dew Upon Shapelees Bounds - (10:01)
Winds From Untold Memories - (8:28)
Promises Of Our Early Days - (16:37)

Download:

Megaupload
Mediafire-(CD1/CD2)
4Shared-(CD1/CD2)

sábado, 9 de abril de 2011
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TesseracT - One

11 comentários
 
Gênero: Progressive Metal, Math Metal
País: Inglaterra
Ano: 2011


Comentário: Com uma demo lançada em 2007 e um EP em 2010, a promissora banda TesseracT foi ganhando reconhecimento e colecionando fãs ao redor do mundo. Bem antes de seu lançamento, o primeiro full-length já era ansiosamente aguardado pelos admiradores do movimento chamado "Djent". Agora, em 2011, o álbum One foi finalmente lançado.

O trabalho é fantástico! Focalizando-se em riffs graves, abafados, rápidos e polimétricos, a banda se distingue das outras do estilo por causa do incrível vocal de Dan Thompkins, extremamente melódico, mas sem desprezar alguns berros cheios de feeling! Muito me agrada essa variação de vocal (prestem a atenção na faixa Nascent, a variação é mesmo admirável), pois evita que os vocais melódicos se tornem enjoativos.

Fator interessante em TesseracT é a presença da polimetria rítmica de uma forma bem "acessível". São riffs bem simples em métricas diferentes, que em conjunto com a bateria, dão um groove alucinante. Creio que é uma boa pedida para quem quer um Mastodon ou um Meshuggah mais "bonitinho". Aliás, a banda é frequentemente comparada à Meshuggah.

Porém, existe um ponto negativo que me atormenta, que é a ausência de solos, ou de arranjos bem trabalhados. É fato que a TesseracT é voltada aos riffs e, quanto a eles, não há o que reclamar. Mas parece que existem buracos que soariam bem com algum virtuosismo.

Resumindo: banda promissora, ótimo álbum de estréia, riffs empolgantes, vocal maravilhoso, forte candidato às listas de melhor de 2011.



Site Oficial
Myspace



Tracklist:

1. Lament
2. Nascent
3. Acceptance - Concealing Fate Part One
4. Deception - Concealing Fate Part Two
5. The Impossible - Concealing Fate Part Three
6. Perfection - Concealing Fate Part Four
7. Epiphany - Concealing Fate Part Five
8. Origin - Concealing Fate Part Six
9. Sunrise
10. April
11. Eden



Não permitiram que o post fosse finalizado. Fica aí o registro deste belo álbum e a dica para quem se interessar. ^^
sexta-feira, 18 de março de 2011
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Fura - Mustela Putorius [EP]

3 comentários
Gênero: Post-rock/ Ambient/ Experimental/ Math-rock
País: Espanha (Mallorca)
Ano: 2010

Comentário:
Fura é mais um bom projeto que chegara até nós através do e-mail igneselevanium@gmail.com, mas, desta vez, seu ambientalismo e experimentalismo se faz nas bases e influências do heavy metal, post-rock e do shoegaze. Por assim sendo, fica evidente que as guitarras distorcidas e seus riffs lentos tem de entrar em cena. Mas não existe nada de extremo aqui — apesar de alguns instantes mais ativos e quentes —, inclusive temos mais um material instrumental, sem qualquer rastro de voz.
Formada em 2008 — mais precisamente ao final —, Fura foi fruto da relação (lembrando que estamos falando sobre música) entre quatro músicos de diferentes regiões do mundo, que se uniram, assim como uniram suas criatividades artísticas, para formá-la. Fura, esta banda que possui um nome referente ao animal furão (fura em catalão), um bicho que pode dormir durante muito tempo, mas que quando acordado se mostra extremamente curioso.

Este é o primeiro EP da banda, temos que esperar seu crescimento e um futuro álbum de estúdio, mas já dá para se ter uma idéia de seu potencial, que em geral convence muito. O EP, denominado Mustela Putorius — que nada mais é que o nome científico do furão selvagem — conta com três faixas viajantes, que vão desde um clima a la Mogwai e God is an Astronaut, até se aproximarem de sonoridades vistas em bandas como Opeth (a faixa Norai deixa isso bem claro), mas nada que tire a direção da banda que, sabe o que faz. Logo, destaca-se por sua dinâmica, palavra esta não muito conhecida por alguns atrevidos a post-músicos. Assim como o furão, eles se mantem num sono que parece sem fim, até que de repente saem de suas tocas e acabam com teu sossego.

Esta banda interessante é formada por Oriol Manel (guitarra), Tuduri Marc (guitarra), Alvaro Medina (baixo) e Luciano Pugliese (bateria).

Nota: Ao clicar em Download, você será redirecionado à página da banda no BandCamp. Basta clicar em Digital Album/Buy Now, colocar um valor mínimo (que pode ser 0 (zero), ou seja, de graça), e confirmar. Simples, fácil, rápido e lucrativo (compre também, são baratos) para o músico/banda.

Last.fm//BandCamp//OfficialPage

Quem escreve e faz os uploads:

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

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