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sábado, 25 de fevereiro de 2012
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Primordial - Redemption at the Puritan's Hand

1 comentários

Gênero
: (algo próximo de) Pagan Black Metal
País: Irlanda
Ano: 2011

Comentário: Antes de mais nada, uma ressalva necessária: 'Pagan' Black Metal é um rótulo muito injusto para os irlandeses do Primordial. Embora a sonoridade do grupo seja aquele black metal com toques épicos e líricamente falem de guerras antigas, ancestrais e tudo mais, os caras são irlandeses, portanto eles falam da própria história da Irlanda, que não é exatamente "pagã" como seria o Negură Bunget da Romênia ou o Drudkh da Ucrânia. Já vi por aí como "Celtic" Black Metal mas acho isso tão forçado, que como o "Pagan" já nos remete mais a esse tipo de sonoridade que eu citei, vai ela mesma.

Enfim, o Primordial se formou em Skerries (uma cidadezinha próxima de Dublin) em 1987. Neste início no entanto a banda não contava com seu maior trunfo atualmente, que só viria a integrar o grupo em 1991, o vocalista Alan Averill aka A.A. Nemtheanga. É Alan que dá toda a personalidade ao som do Primordial, tendo um dos vocais mais épicos e cativantes de todo o Metal. Mesmo com quase na totalidade do disco cantar com vocais limpos, sua voz é de tal intensidade que os discos do Primordial são pesadissimos e diretos. Ao longo da carreira da banda já lançaram uma boa quantidade de discos, 7 full lenghts contando com este, e a qualidade da banda parece que só cresce. Redemption at the Puritan's Hand é uma pérola do ano passado no ramo do Black Metal, sem a menor dúvida.

As letras falam de guerras, em especial as invasões vikings na Irlanda - nas quais justamente Skerries tinha papel central como cidade costeira e ao mesmo tempo vizinha de Dublin. Portanto isto também não é Viking Metal, afinal Celtas e Vikings são inimigos em muitos pontos da história. De fato o som dos caras é absolutamente imersivo, vale a pena ouvir as músicas lendo as letras, é tudo muito cativante e épico. Aliás, sinceramente eu nunca vi uma banda tão épica quanto o Primordial, mesmo as que usam trocentos mil instrumentos típicos - o Primordial não se usa de nenhum instrumento além dos tradicionais guitarra, baixo, bateria e vocal. Vi uma entrevista com o Averill em que ele explica que a idéia da banda é produzir as atmosferas épicas da banda com somente a sonoridade tradicional do Black Metal, e eles conseguem. A aposta da banda fica nos tremolos rápidos porém melódicos, um baixo profundamente enraizado na sonoridade, criando uma base pesada e a bateria que é cadenciada aos moldes de um bom Doom Metal quase o tempo inteiro mas quando se dispõe a uma saraivada de Blast Beats leva as músicas ao seu ápice, um artifício comum das bandas que versam sobre guerras.

Há influências nesse disco desde o Doom Metal e o DSBM ao Folk Metal, imersas num Black Metal ríspido mas no entanto melódico com os vocals - limpos - de Alan Averill. Não há por que um fã dos estilos acima citados não dar uma chance pra esse disco que figurou tranquilamente em vários tops discos de metal de 2011, recomendado ao extremo mesmo.

Site Oficial

Tracklist:

1.No Grave Deep Enough 07:10
2.Lain with the Wolf 08:25
3.Bloodied Yet Unbowed 08:48
4.God's Old Snake 06:25
5.The Mouth of Judas 08:53
6.The Black Hundred 06:19
7.The Puritan's Hand 08:36
8.Death of the Gods 09:21

Links:

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
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Belenos - Errances Oniriques

2 comentários

Gênero
: Black Metal
País: França
Ano: 2009 (gravação original de 2001)

Comentário: Belenos é um deus-sol da mitologia celta, popular em muitas regiões da Europa antiga entre o noroeste da atual França e o sudoeste da Grã-bretanha (Quem é fã de Asterix já deve ter reconhecido a deidade que o chefe Abracurcix sempre cita nas histórinhas - e o Deus era realmente bastante popular na Gália). Intuitivamente se nota que a banda formada em 1995 pelo multinstrumentista Loïc Cellier como seu projeto solo, é mais que uma banda de Black Metal tradicional.

A temática da banda gira em torno da mitologia celta; rituais, deidades, guerras e tudo mais. O chamado "Pagan" Black Metal, no qual a banda costuma ser colocada por aí, é um rótulo mais usado pra diferenciar as bandas de Black Metal com temática 'folk' mas sem necessariamente abusar de instrumentos típicos, e é naturalmente um estilo subvalorizado e com seu foco centralizado na Europa central; França e Alemanha principalmente. E dentro desse nicho o Belenos se destaca por saber equilibrar o peso do Black Metal tradicional com a atmosfera celta que embriaga todos os riffs do disco, visto que muitas bandas pecam por tentar fugir demasiadamente do peso do estilo ou por simplesmente colocar letras 'pagãs' numa sonoridade reta e monótona. 

 Loïc sabe criar uma sonoridade extremamente variada e esse é o ponto forte deste que foi o debut da banda, em 2001, e que foi regravado nesta versão que vos posto, em 2009. Apesar da banda ter lançado já uma relativamente vasta discografia, Errances Oniriques ainda é em geral o preferido dos fãs da banda. Recomendo muito para fãs de bandas como Primordial, Eluveitie, Moonsorrow - mas sempre tendo em mente antes de ouvir o disco que o que temos aqui não é uma repetição barata dessas bandas, tem sua personalidade, e ela é o grande trunfo do rapaz para nos conquistar.

Site Oficial

Tracklist:

1. Le Domaine des Songes (Acte II) 06:34
2. Errances Oniriques 04:49
3. Suppôt du Néant 04:19
4. Voyage Subliminal 05:04
5. Morfondu 05:51
6. En Quête D'Immortalité 05:50
7. Le Dernier Pas 06:44
8. Seigneur de L'Obscurité (Frostmoon cover) 04:36
9. Serment de Vengeance (Aeternus cover) 03:55

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sábado, 9 de abril de 2011
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Folge Dem Wind - Inhale The Sacred Poison

1 comentários

Gênero:
Pagan/Death/Black Metal
País: França
Ano: 2011
Comentários: Teoricamente, Folge Dem Wind é uma banda do chamado Pagan Black Metal, estilo caracterizado pela temática relacionada à natureza, xamanismo, ritos pagãos e aos ancestrais da maioria das bandas desse estilo; os europeus que viveram por lá mesmo antes da Idade Média. Musicalmente, geralmente esse rótulo vem acompanhado de vocais mais esguelantes que o habitual, algumas vezes até uns coros épicos e levadas cadenciadas no meio da porradaria toda. Nesses pontos acima citados, a banda não foge em nada do estereótipo do estilo. No entanto, o que temos aqui não é então uma mudança no estilo, mas uma extrapolação da suas características. Se após ler essa descrição o que veio na sua cabeça foi algo rápido, épico e quase folk, esqueça, pois o que título do álbum demonstra bem o caráter do disco como um todo: uma viagem alucinógena usando como mote a atmosfera pagã e como veículo o Black Metal.

Os vocais são esguelados sim, mais que rasgados e bem mais profundos que guturais. No entanto, se deixam variar bastante no decorrer do álbum entre esse padrão mais comum e pegadas mais fortes, com grandes tendências ao Death Metal. As guitarras são o show a parte do disco. Sabe aquela falta de compromisso com as escalas, aquele desrespeito com a progressão melódica natural? Por mais que pareça estranho, essa quase desafinação constante nos riffs da banda são o maior trunfo dos caras ao passar uma sensação praticamente psicodélica com levadas que começam melódicas e terminam totalmente atonais. Claro que temos muitas passagens acústicas no meio da bagunça, pra criar ainda mais aquele feeling de estar ouvindo isso no meio de uma floresta intocada. A bateria é cadenciada, mas mostra uma queda fenomenal ao Black/Death Metal quando, digamos, exposta a guitarras mais pesadas. O baixo é outro grande diferencial do grupo, que o coloca como destaque encima dos outros instrumentos em momentos totalmente inesperados.

Em suma, o álbum é uma pérola vinda de um estilo sempre prolífico mas que tem a tendência enorme de cair num clichê. Inhale The Sacred Poison é um veneno alucinógeno e viciante que surpreende qualquer fã de Black Metal pela sua incrível espontaneidade musical. Vale a pena experimentar.

Tracklist:

1.     Inhale The Sacred Poison     09:21    
2.     Of Blood and Ether     04:55    
3.     Behind The Grey Veil     07:07    
4.     Through the Eye of the Immortal     06:28    
5.     Of Reptilian Fires     05:08    
6.     Awakening in Unity     07:20    
7.     Of Primordial Whirlwind     03:19    
8.     Of Bloody Hands and Mocking Stars     06:20

Links:

Mediafire (link enviado pelo leitor Wendell, valeu mesmo cara!)
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010
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Metsatöll - Äio

7 comentários

Gênero: Medieval, Folk, Folk Metal
País: Estônia
Ano: 2010

Comentário: Metsatöll é uma banda de folk metal que combina canção-runo e instrumentos folclóricos tradicionais com metal. O nome da banda vem de um antigo eufemismo estoniano para lobo. Banda da Estônia (país localizado na região do Mar Báltico), mistura um heavy épico agressivo com cantos xamanísticos dos antigos habitantes pré-teutônicos da região. Metsatöll começou em 1998 como um grupo de três (Markus, Faktor, Andrus), tocando metal épico com um pouco influência do folclore estônio. Com a união de Lauri “Varulven”, em 2000, passaram a crescer as influências folk, uma vez que o novo membro era capaz de tocar vários instrumentos tradicionais do país. Ele já havia participado com a banda em alguns concertos. Em 2001, houve uma troca de baixista. Com o lançamento de 2002, foi filmado um vídeo. Em 2004 a banda foi obrigada a mudar de baterista. Se você é um fã de música que não está em seu idioma nativo e você está totalmente Ok, Metsatöll é a banda para você. Mas, como outras bandas do gênero, tais como Fejd ou Tarabas, realmente sinto que algo se perde na tradução. Há uma sensação de que um ouvinte não-nativos teriam problemas em seguir a banda onde ela quer ir. Mesmo assim vale a pena ouvir, é um álbum fascinante e bem trabalhado!

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Site

Tracklist:
1. Ema hääl kutsub
2. Kui rebeneb taevas
3. Tuletalgud
4. Vaid vaprust
5. Äio
6. Vihatõbine
7. Kuni pole kodus, olen kaugel teel
8. Vägi ja võim
9. Minu kodu
10. Nüüd tulge, mu kaimud
11. Roju
12. Kabelimatsid
13. Verijää
14. Jõud

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domingo, 31 de outubro de 2010
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Graveland - Cold Winter Blades

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Gênero: Black Metal, Pagan Metal
Ano: 2010
País: Polônia

Comentários: Graveland é uma banda polonesa de black metal formada em 1992 por Rob Darken (Robert Fudali). Três das canções aqui são as sobras das sessões anteriores e as duas primeiras são novas. Os riffs são ligeiramente mais nítidos e os teclados criam melodias mais óbvias do que nos álbuns anteriores, e também dá ao ouvinte algo que não seja monótono. White Winged Hussary é a faixa de destaque, melodias limpas e claras. Vale a pena baixar e ouvir.

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Tracklist:
1. In the Morning Mist
2. From the Beginning of Time
3. White Winged Hussary
4. Spear of Wotan
5. Dance of Axes and Swords

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Quem escreve e faz os uploads:

 
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