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terça-feira, 17 de junho de 2014
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Mastodon - Once More 'Round the Sun

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Gênero: Progressive / Psychedelic / Sludge Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2014

Comentário: O Mastodon é uma daquelas bandas que se tornaram bem populares nos últimos anos, os americanos de Atlanta emplacaram alguns dos álbuns que rapidamente entraram na minha lista de favoritos. Aquele Sludge Metal que vinha acompanhado de vários elementos do Metal Progressivo e que era a principal característica da banda nos primeiros álbuns, foi meio que deixado em segundo plano nos últimos dois lançamentos da banda, onde o apego pelo Progressivo ficou em primeiro plano.

Quase 3 anos se passaram desde o lançamento de The Hunter, até então o último trabalho de estúdio dos caras, agora os fãs se deliciam com o novo álbum Once More 'Round the Sun. Para aqueles que já acompanharam a banda, não vai soar nada diferente, uma vez que a banda executa uma sonoridade moldada naquilo que já haviam feito nos trabalhos anteriores, mas apresentando uma evolução como sempre ocorreu nos trabalhos lançados. 

As entrevistas cedidas pelos membros da banda antes do álbum vazar, deixavam no ar uma curiosidade. Algumas coisas puderam ser reveladas antes, como em uma entrevista com o guitarrista Bill Kelliher, na qual ele dizia que o álbum não seria conceitual (algo que se tornou uma das características marcantes nos álbuns da banda) e trataria de eventos ocorridos na vida dos membros durante o último ano. A arte do álbum dessa vez partiu para uma linha bem psicodélica, que serviu bem pra representar a vibe contida no álbum.

As duas músicas que foram liberadas antes "High Road" e "Chimes at Midnight" aumentaram a ansiedade que cercava o lançamento do álbum. Duas faixas distintas, a primeira numa pegada bem mais empolgante e dinâmica, já a segunda trazia uma abordagem mais complexa com várias alternâncias de ritmo, um instrumental impecável e vocais excelentes. O álbum é bem produzido e impactante, "The Motherload" traz o baterista Brann Dailor soltando a voz como havia feito no The Hunter. A faixa é um dos highlights do álbum e traz um solo de guitarra pra deixar qualquer um de boca aberta. "Asleep In The Deep" é uma das minhas favoritas do álbum, aquela levada mais viajada como a banda já fez por diversas vezes, se mostra precisa e tocante na faixa e com um refrão transcendental. Ainda temos a incrível faixa de encerramento intitulada "Diamond in the Witch House", na qual temos por mais uma vez a participação do lendário Scott Kelly do Neurosis (e mais uma infinidade de bandas). A construção da faixa me lembra a "Hearts Alive" do Leviathan, um petardo de quase 8 minutos, com riffs impressionantes e Scott Kelly dando um show no vocal.

É difícil pra mim citar todas as faixas, justamente porque o álbum me agradou além das expectativas. Once More 'Round the Sun traz um Mastodon preciso e com uma química impressionante entre os membros. O álbum soa como uma evolução do álbum anterior, fazendo uma visita à alguns elementos já explorados e trazendo algumas novidades, isso sem perder as características que a banda desenvolveu ao longo da carreira. O Mastodon faz o convite, cabe a você decidir se embarca nessa viagem ou não.




Tracklist:
01. Tread Lightly
02. The Motherload
03. High Road
04. Once More ‘Round the Sun
05. Chimes at Midnight
06. Asleep in the Deep
07. Feast Your Eyes
08. Aunt Lisa
09. Ember City
10. Halloween
11. Diamond in the Witch House

Download: Mediafire

 
sábado, 19 de abril de 2014
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Quialtera - Jgmglibtz

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Gênero: Progressive Rock/ Metal/ Experimental
País: São Paulo, Brasil
Ano: 2014

Comentário:
Eu estava com muita vontade em voltar a escrever resenhas, mas devido aos dias corridos, à preguiça crônica e outros fatores, como o receio em relação à ferrugem mental — no que diz respeito à música —, acabei deixando o blog de lado para me dedicar mais às putarias do mundão (ou nada disto). Mas bem, encerrando por aqui a parte "pratos limpos", venho apresentar um trabalho que considero deveras interessante, recém lançado e de origem nacional.

"Quialtera", nome de origem teórico-musical que, de forma simplificada, significa uma alteração rítmica em uma música, sendo um nome realmente válido para a proposta da banda paulista, mas não totalmente representativa. Isso porque a banda de Yuri Deryous (Guitarra/ Teclado/ Vocal), Walter Aires (Guitarra), Emerson Dylan (Baixo) e Jean Custer (Bateria) é — usando uma frase extremante brega — uma "explosão de gêneros" e deixa transparecer uma sobrecarga de influências muito legais e bem encaixadas, o que evita que essa "mistura" toda passe de interessante, para cansativo. Toda essa qualidade é ainda mais valorizada por ter sido apresentada logo em seu primeiro disco "Jgmglibtz", cujo título, segundo o próprio vocalista Yuri: "Já o nome do cd não significa merda nenhuma".

Saca a história:
"Estávamos eu (Yuri), o batera e o baixista em um bar, daí esse baixista tentou mandar um sms pro guitarrista que não tinha ido, mas ele tava tão travado que digitou essa merda aí (...) Até hoje ninguém desvendou o que ele pretendia escrever".

O disco Jgmglibtz, fruto de um trabalho que se iniciou em 2011 e que foi lançado em março deste ano, traz muitas referências, sendo que logo na primeira faixa, The Sounds We're Made Of, já podemos ouvir a maioria delas, todas moldadas como se fossem uma demonstração daquilo que o disco nos reserva. E essa demonstração vai desde uma linha hard rock, uma pegada as vezes mais punk, back vocals remetendo à black music, um triangulo puxando "a nordestina" e até momentos relâmpagos de blast beats, só pra mostrar que a rapaziada é do metal, mas de forma tão sutil que não chega a "endemonizar" a faixa. Já outras faixas se comportam de forma mais leves, com direito a um solene piano, enquanto que outras, revelam aquele heavy metal que estava difuso na primeira faixa.

Recapitulando, é um disco que vai te fazer banguear; remeter-te às sonoridades presentes em discos como "We're Here Because We're Here" (Anathema), à riffs paralelamente executados com vocais a nos lembrar de Opeth (e, particularmente, outros que me soam uma mistura de Exxótica com Black Sabbath) e ouvir baixos e cordas de guitarras viajando pelo espaço que deduram que estes caras andaram ouvindo muito Pink Floyd. E ao final, a viajem é fantástica e veio em boa hora, "pegando carona" com os atuais olhares voltados para o "Cosmos" (volta do seriado; astronomia em alta; novas descobertas; efervescência de áreas como astrobiologia; etc...).



Tracklist:
1.The Sounds We're Made Of 04:20
2.Permanent Perception 08:54
3.Às Memórias Ausentes, Notas de Ansiedade 02:45
4.Fuck The Folk 06:23
5.The Pig Speaks 03:00
6.Ana 09:10
7.Take a Ride 14:06
8.Jgmglibtz 06:30

Download: MediafireBandCamp / SoundCloud(streaming)
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
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Dark Suns - Orange

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Gênero: Progressive/ Art rock
País: Alemanha
Ano: 2011


Comentário: Indo direto ao ponto, com a fome de quem não resenha há décadas, vos trago essa obra prima alaranjada dos sóis negros, de cujo trabalho já falei aqui. Sem brincadeira, durante todo o tempo em que fiquei reclusa deste espaço pigniano, era este álbum que eu estava compulsivamente ouvindo. Amando, vangloriando. Re-ouvindo. Cada música entrava em processo de digestão prazerosa por em média, um mês. Não porque eu sou louca (é bom frisar), mas porque ele é bom de verdade. Porém, é uma jornada cheia de turbulências e mudanças de temperatura. Dá pra explorar várias vibes inusitadas no caminho. Mas é aquela coisa, culpa do Pink Floyd talvez, você tem que ouvir do começo ao fim pra entender a paisagem. Tem fases histéricas, fases contemplativas, fases quebradeira pura e o que dificilmente falta, fases românticas. Ele é completamente diferente do Existence. Sai em disparada pra longe da melancolia profunda e delicada, embora dê umas ensaiadas na queda em busca dela. Mas nunca fica lá no fundo do poço, prefere beirar à loucura do que se cobrir daquele manto gótico e viscoso. Eu diria ainda, que o elemento que controla a sanidade ou a falta dela, é a montanha russa percorrida pelos teclados e o vocal. E tudo isso com um pé nos anos 70. É por isso que eu sou apaixonada por prog, e especialmente pelo Dark Suns, cada álbum é uma aventura.

“Toy”, a música de abertura, está aí bem colocada. Ela em si mesma já traz diferentes fases, já dando o recado do que você vai encontrar. Por ela você também já pode registrar o potencial versátil do vocalista, que vai do suave ao estridente como quem aciona sem querer o alarme do carro do vizinho. Aí você passa por “Eight quiet minutes”, “Elephant” e “Diamond” degustando os picos e quedas da montanha russa, e cai em “Not enough fingers”, pra dar uma anestesiada. Inteira instrumental, ela aparece do nada com calmaria, e injeta um pouco de estabilidade e meditação no meio do caminho. Mas pra não exagerar no descanso, vem “Ghost” e entra direto dando aquela chacoalhada rápida, pra aí mesclar uma deprezinha, e voltar pro stress aventureiro que a essas alturas, você já está se acostumando. Mas a entrada de “That is why they all hate you in hell” é sacanagem. Se você apertar o play desavisado, fica um pouco traumatizado com a gritaria que vai estuprar sua disposição. Mas como eu disse, uma vez acostumado, relaxa e g... você entendeu. A estridência faz parte da emoção, estamos tratando de um álbum anti-tédio, então não reclame. Mas tranqüilo, se você sobreviver a essa, será recompensado devidamente em “Vespertine”, que é a segunda música mais longa do álbum. Então força, conto contigo. Vai rolar um sax nervoso, coisa fina. O finalzinho dela conclui com uma levadinha madura, de quem já passou por muita coisa e sabe manter a serenidade. Depois dela vem “Scaleman”, que não dá moleza, não é só porque você atingiu amostras da iluminação que tem que ficar nessa onda de serenidade. Buda já fez isso pra gente. Tem que dar uma sacudida pra lembrar que é jovem, mas evidenciar um piano, um vocal macio, que é coisa de gente que sabe o que tá fazendo, pra onde vai, de onde vem. É tipo uma lição de moral de quem não perde tempo com lamentações, mostra os erros e o que deve ser aprendido, mas deixa o discurso bonito, jovial e enérgico. Prepara o campo para a próxima geração. “Antipole”, por sua vez, vem com uns coros, meio que dizendo - “Ok, vc chegou no céu. Nós anjos vamos te mostrar o filme da sua vida”. Você se diverte né. Mas também se emociona porque vê muita coisa que dá saudade. Não à toa, essa tem 14 minutos meu caro! É preciso, você chegou até aqui, vai levar tempo pra juntar o quebra-cabeças, se recompor. E em tese, esse seria o fim...

Mas o céu não é o limite. Você ganhou um bônus de 21 minutos e 50 segundos de vida (ou 4 músicas). Tô upando no pacote o “Re-Orange”, EP acústico que te dá uma segunda chance pra pagar os pecados. Mas como você foi uma pessoa muito boa, não é nada difícil, é leve como um... acústico. Como pagar um pecadinho de ter roubado laranjas de um pomar. Inclusive, vem com releituras. Mamão com açúcar (quem sabe você tenha roubado mamões). Essa parte não precisa de nem meio mês pra digerir, é só curtir as 4 seguidas mesmo. Na moralzinha. Rever algumas emoções, já com o gostinho de quem conhece o caminho. “The devil finger´s peace” relê a letra de “Toy”, acrescentando novos insights, numa cor jazz. “Megalomaniacs” fala de “Scaleman”, e é uma das minhas preferidas; traz uma Juliet pra dividir um pouco as emoções de um Romeo que tanto sangra e tanto procura. “The sad song of the elephant man”, que relê “Elephants”, não te tira desse lugar mais sensível, pelo contrário, dá uma reforçada gostosa. Lembra “Stairway to Heaven”. Mas pra não rolar choro ou coisa do tipo, vem “Four quieter minutes”, relendo “Eight quiet minutes”, com um vocal mais malandrinho, porque afinal você sabe que não foi tão bonzinho assim, né? Foram muitas laranjas e muitos mamões... Uns cigarros talvez.

E a capella, só você e o coro das suas próprias outras vozes se despedem dessa jornada que vai dando seu adeus. Seus últimos minutos, seu último mamão, seu último cigarro.

My last cigarette
Here in the sunlit corner
I found that peace
Being just like
Mine.

Tracklist:

1. Toy (3:53)
2. Eight Quiet Minutes (3:53)
3. Elephant (4:55)
4. Diamond (3:14)
5. Not Enough Fingers (4:59)
6. Ghost (6:26)
7. That Is Why They All Hate You In Hell (4:31)
8. Vespertine (8:26)
9. Scaleman (5:21)
10. Antipole (14:13)


Re-Orange Acoustic EP 

1. The Devil Fingers' Peace (6:21)
2. Megalomaniacs (5:12)
3. The Sad Song of the Elephant Man (5:54)
4. Four Quieter Minutes (4:19)

Download:
MEGA

quarta-feira, 17 de abril de 2013
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Porco na Cena #24 - Symphony X

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Não sou dos maiores fãs do metal progressivo tocado por bandas como Symphony X, mas de alguma maneira o quinteto americano me cativa e esta é a segunda vez que vejo uma apresentação dos caras que já se tornaram figurinha carimbada no Brasil. 

A primeira vez que vi o Symphony X foi em 2007 no extinto Via Funchal em sua segunda passagem por terras tupiniquins, desde então a América do Sul se tornou destino obrigatório para banda nos anos seguintes. A mudança de shows de uma casa de grande porte como o Funchal, para um Carioca Club que tem em torno de 1/4 da capacidade da outra define bem a mudança recente no cenário de shows no Brasil. Essa diminuição de tamanho não é exclusividade do Symphony X, pelo contrário, quase todas as bandas perderam público com o passar dos anos por inumeros motivos, em grande parte pela alta incidência de shows, valores altos nos ingressos e grande concorrência (Na mesma semana o Carioca Club recebeu o Down de Phil Anselmo e o Carcass além do próprio Symphony X). Mas ainda assim os americanos demonstraram que tem uma base de fãs fiél e sólida no Brasil, com um Carioca Club praticamente lotado, mesmo após tantas turnês por aqui e tanta concorrência de shows próximos. 
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
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Cult of Luna - Vertikal

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Gênero: Atmospheric Sludge Metal/Post-Rock/Electronic
País: Suecia
Ano: 2013

Comentário: Foram 5 anos desde que o Cult of Luna lançou Eternal Kingdom, seu ultimo álbum até então. Fora também o maior hiato que a banda manteve entre um disco e outro desde seu debut auto-intitulado, onde mantiveram uma frequência de até então, 2 anos na gravação de cada trabalho. Os suecos lançaram 5 discos na década passada e se firmaram como um dos nomes mais proeminentes em uma das reinvenções mais interessante que o heavy metal ganhou nos anos 2000, a tal da nova safra do metal progressivo, ou post-metal, ou atmospheric sludge metal, chame como quiser. 

O que temos aqui é mais um trabalho de alta qualidade como seus cinco antecessores, tendo sua maior inspiração nascida do filme Metropolis de 1927, dirigido pelo austríaco Fritz Lang, onde o conceito não aparece vagamente, mas está ali influenciando não só a parte lírica como também sua sonoridade e até sua parte gráfica. Vertikal não é uma obra de fácil absorção, é o tipo de disco que precisa de diversas audições para que sua digestão seja feita por completa (convenhamos, é algo que a maior parte dos bons álbuns progressivos pedem). Suas influências atiram para várias direções, do post-rock ao krautrock, industrial e dubstep (calma, mais pra frente eu explico), e não fique com medo, não há nada desconexo por aqui, muito pelo contrário, o que temos é um trabalho bem coeso. Sem dúvidas a maior inovação em relação aos seus antecessores fora a grande incorporação de elementos eletrônicos permeando todo o disco, e se a parte atmosférica anteriormente sempre fora de grande preocupação, em Vertikal a tradição se mantém, mas apresentada de forma diferente, as passagens acústicas, as guitarras limpas abrem espaço para um uso extremamente constante de programações eletrônicas.

O disco é longo, como eu disse, precisa de calma para ser degustado, desde sua introdução com a faixa The One que puxa muito para o industrial e também para o clima de Metropolis com estruturas lineares, remetendo justamente ás maquinas do filme de Lang. Á seguir I: The Weapon abre de fato o disco com uma potência absurda, logo em seu primeiro segundo o urro de Klas Rydberg surge monstruosamente com guitarras pesadas que trabalham ao longo da faixa sempre junto de toques eletrônicos e momentos contrastantes de melancolia, porém, isso só guarda a surpresa que vem a seguir, Vicarious Redemption, o grande destaque do disco. Um épico de 20 minutos, mais de 5 minutos apenas de introdução numa crescente digna das melhores bandas de post-rock acompanhada por batidas repetitivas (lembra o que eu falei sobre as maquinas de Metropolis?) para então por fim chegar uma progressão de acordes, uma nova crescente em clima soturno e por fim a porrada sonora, o sludge vem visceral e se mantém até que OPA, WOB WOB WOB, pois é, por cerca de 30 segundos o Skrillex ataca e uma dose de wobble bass, é descarregado, confesso que comecei a rir na primeira vez que aquilo surgiu, o negócio pula na sua cara do nada, mas quer saber? até que ficou legal, e a pancada continua, o peso só aumenta até chegar no estado de caos, Vicarious Redemption é forte, e grande concorrente a música do ano na opinião de quem vos fala. (Eu sei que ainda é muito cedo pra isso, mas o negocio é do caralho).

O resto do disco mantém o mesmo padrão de qualidade, após Vicarious temos The Sweep, um quase que interlúdio eletrônico, meio sci-fi, projetado por urros macabros de "Hail falls; Burn like fire; Hate turns; The swell. The end." Sinchronicity sendo a que mais se aproxima do metal industrial com sua repetição de riffs e suas inúmeras camadas eletrônicas. E o disco segue nessa interação eletro-metal, onde é interessante notar como muitas vezes as batidas eletrônicas servem pra dar um boost nos graves deixando o disco ainda mais pesado, mas também serve para exprimir a parte atmosférica do disco, criando aquele climinha que todos adoram do contraste entre o agressivo e o melancólico. Por fim o disco é encerrado por Passing Through, onde Klas demonstra mais uma vez que muito além de rasgados e guturais viscerais, possui belos vocais limpos, que funcionam muito bem em faixas calmas e melancólicas (And With Her Came The Birds do Somewhere Along The Highway é uma das coisas mais lindas da vida).

Vertikal é um grande álbum, daqueles que crescem a cada ouvida e que mesmo tendo sido lançado nos primeiros dias de Janeiro, deve ser lembrado no final do ano por todas aquelas listas de melhores que todo mundo adora publicar.

Tracklist

1.The One 2:16
2.I: The Weapon 9:24
3.Vicarious Redemption 19:51
4.The Sweep 3:09
5.Synchronicity 7:13
6.Mute Departure 9:08
7.Disharmonia 0:45
8.In Awe Of 9:56
9.Passing Through 6:03



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