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quinta-feira, 16 de julho de 2015
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Wand - Golem

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Gênero: Garage Rock, Noise Rock, Psychedelic Rock
País: Estados Unidos
Ano: 2015

Comentário: Uma miscelânea de gêneros como Garage Rock, Grunge, Noise, Punk e Psychedelic Rock convergindo em uma explosão surreal de guitarras barulhentas. Essa é uma ótima definição do que os californianos do Wand apresentam em seu segundo disco, o viciante Golem.

As influências citadas pela banda durante o processo de composição do disco (Melvins, Sleep e Electric Wizard) ficam bem claras nas faixas iniciais. O disco abre com o riff pesado e com ares de Black Sabbath de “Unexplored Map”, uma música relativamente curta. Em seguida a pesadíssima “Self Hypnosis in 3 Days” abusando de riffs simplistas e de um noise rock latente. “Self Hypnosis in 3 Days”  é definitivamente o maior destaque do disco.

Todo o peso presente nas faixas anteriores é interrompido pela onírica “Melted Rope”, fortalecendo os argumentos daqueles que comparam o Wand a um ‘Tame Impala mais pesado’. Apesar da indiscutível qualidade da música, essa parece meio deslocada no contexto do albúm.

Importante ainda destacar a quase pop “Cave in”. Uma música que, localizada no meio do disco, é uma espécie de meio termo entre os extremos apresentados neste disco.

Após as barulhentas “Floating Head” e “Planet Golem” o disco encerra com “The Drift”, uma faixa quase toda feita com sintetizadores, reafirmando a diversidade de estilos que perpassam ao longo de Golem.


Tracklist:
1. The Unexplored Map
2. Self Hypnosis In 3 Days
3. Reaper Invert
4. Melted Rope
5. Cave In
6. Flesh Tour
7. Floating Head
8. Planet Golem
9. The Drift

Ouça: Spotify


quinta-feira, 9 de abril de 2015
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Os mutantes - Os mutantes

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Gênero: Psicodélico, experimental
País: Brasil
Ano: 1968

Comentário:
Os mutantes é, sem duvida, não só um dos discos mais importantes do tropicalismo, como também é um dos melhores. Ele traduz de uma forma espetacular o que o tropicalismo representou na  musica. Toda a influencia que esse movimento estava recebendo, as novidades que o Brasil estava ganhando, e que alguns repudiavam, o experimentalismo, a critica a sociedade, tudo isso está nele.

O disco se inicia com a musica “Panis Et Circenses”, e começa com uma letra que faz critica as pessoas “caretas” e acomodadas que estão tão ocupadas em morrer. “A Minha Menina” é uma das musicas que eu mais gosto nesse disco, o modo como ela começa, com aqueles acordes de violão, e depois um riff sujo e distorcido de guitarra que serve como antítese aos  acordes que abriram a música, tudo isso sendo acompanhados por uma incrível percussão. E, pode ser só comigo, mas essa musica tem uma sonoridade envolvente por causa desse ritmo e dessa letra.

“Adeus Maria Fulo” puxa mais para o experimentalismo, quanto “Senhor F” apresenta um alivio cômico no disco por causa de sua letra, além de possuir uma sonoridade bem semelhante aos Beatles.

A parte mais psicodélica fica a cargo de “Batmacumba”, que vem caracterizada com sons distorcidos e uma percussão animada lembrando um ritmo de capoeira.

Não tem como dizer não para esse disco, além de ser importante para o Brasil, é uma aula pra quem reclama da musica brasileira.

Tracklist:
1 Panis Et Circenses
2. A Minha Menina
3. O Relógio
4. Adeus Maria Fulo
5. Baby
6. Senhor F
7. Bat Macumba
8. Le Premier Bonheur Du Jour
9. Trem Fantasma
10. Tempo No Tempo

Ouças em: Spotify
segunda-feira, 24 de março de 2014
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Portugal. The man - Evil friends

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Gênero: Psychedelic rock / Progressive rock / Indie pop
País: Estados /unidos
Ano: 2013

Comentário: "Gostava mais da banda nos primórdios. Hoje não gosto mais". Quantas e quantas vezes ouvimos tal afirmação ante inúmeras bandas que, de alguma forma, optaram por guinadas sonoras drásticas. Histórias relacionadas a tal fênomeno são inúmeras e talvez uma das manifestações mais recentes desta alcunha foi o lançamento de Evil friends, mais recente rebento do Portugal. The man, uma das bandas mais queridas da atualidade.

Lançado em 2013, o disco aponta novos caminhos sonoros que já figuravam no álbum anterior, o também ótimo In the mountain in the cloud. Se inicialmente a banda, que está na ativa desde 2006, era crua e experimental, tal sonoridade foi lapidada até o derradeiro trabalho. Para tanto, a presença de Danger Mouse foi essencial. Famoso pelas elogiosas produções junto ao Black Keys, Norah Jones, Broken Bells e Gnarls Barkley, Mouse imprime aqui a sua identidade retrô, fator este que contribui e muito para o resultado alcançado.

Apostando numa sonoridade que mescla doses equilibradas de indie, rocks psicodélico e progressivo, a nova roupagem permitiu a produção de singles de sucesso como a ótima "Modern Jesus" e "Purple yellor red and blue", faixa esta que faz parte do jogo FIFA 2014. "Creep in a t-shirt", cuja letra aborda de forma madura o sentimento de perda e vontade desenfreada de seguir em frente, a pulsante "Hip hop kids" e a delicada "Sea of air" se destacam na seara ensolarada. Em contrapartida, o tom lúgrebe domina "Waves" a única faixa que destoa da atmosfera alegre do álbum em termos de melodia.

Por fim, acredita-se que da mesma forma que é possível dar credibilidade à bandas que seguem a mesma fórmula que a consagraram seja aceitável novas roupagens de quando em vez. Logicamente desde que a mesma seja de alta qualidade. E aqui temos um belo registro da segunda vertente.
  

Tracklist:

01. Plastic soldiers
02. Creep in a t-shirt
03. Evil friends
04. Modern Jesus
05. Hip hop kids
06. Atomic man
07. Sea of air
08. Waves
09. Holly roller (hallejuah)
10. Someday believers
11. Purple yellow red and blue
12. Smile

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quinta-feira, 6 de março de 2014
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Kiss The Anus Of A Black Cat - Hewers Of Wood And Drawers Of Water

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Gênero
: Neofolk
País: Bélgica
Ano: 2010

Comentário: Formada em Gent, Bélgica, em 2004, o Kiss The Anus Of A Black Cat foi felícíssimo ao escolher seu nome. Derivado de um ritual mágico de bruxas medievais, nada encaixa melhor na sonoridade mística da banda, apesar da nossa visão moderna nos forçar a achar estranho.

A temática do grupo é, em todas as formas, mágica: xamanismo, ocultismo, bruxaria, satanismo; tudo se encaixa numa vibe totalmente ritualística. As músicas tem levadas hipnóticas, com bases acústicas e os vocais trêmulos, intensos e maravilhosos de Stef Heeren. Quando achamos estar diante de algo leve e sadio, rapidamente as músicas se tornam máquinas do tempo nos levado a uma obscura Europa medieval, onde o limite entre o explicável e o inexplicável era muito mais tênue. Não é um Neofolk bruto, apocalíptico ou desolador, mas é totalmente imersivo e orgânico como deveria ser.

Hewers Of Wood And Drawers Of Water é de fato o quarto lançamento da banda, e para muitos perde um pouco da essência original do grupo. Eu particularmente considero um disco entre a distopia de um Death In June e a melodia romântica de um Rome. Kiss The Anus Of A Black Cat se disfarça bem de acessível, mas é opressivo o suficiente pra não o ser. Psicodélico também o é, mas é monocromático ao mesmo tempo. Ainda há de se citar o uso magistral de elementos de rock psicodélico, como os ocasionais teclados, que incentivam a sensação nostálgica na sonoridade do grupo, sem perder de forma alguma a organicidade que o Neofolk necessita. Tudo é combinado de forma exata e coesa.

Já vejo os sátiros correndo em círculos à minha volta.



Tracklist:

1. Hewers of Wood and Drawers of Water 04:52
2. All Your Ghosts Are Worried 03:24
3. Argonaut and Magneto 04:51
4. Harrow  05:17
5. Veneration 05:00
6. Taking the Auspices 05:58
7. Feathers of the Wings of the Angel Gabriel 04:22
8. All the Heroes Run in Amour  03:14
9. Wander and Waiver 02:17

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sexta-feira, 8 de novembro de 2013
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Beck - Odelay

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Gênero: Hip-hop / Rap /‎ Anti-folk /‎ Noise Rock / Punk Rock / Experimental / Psychedelic Rock
País: Estados Unidos
Ano: 1996

Comentário: No final da década de 90 a finada revista Bizz, referência mor naquela época para fãs de boa música, elegeu na edição de novembro de 1999 os "100 melhores discos da década".  Como não poderia deixar de ser, "Nevermind" do Nirvana está no 1º lugar, fato este justo vide o enorme legado deixado por Kurt Cobain, Dave Grohl e Krist Novoselic. Porém, se há um disco que marque o que fora esta década Odelay do Beck pode ser tomado como referência.

Se na década de 80 havia a predominância por bandas eletrônicas e seus sintetizadores,  a década seguinte veio à tona com um novo propósito: a miscelânea. Antes gêneros que não dialogavam entre si (como heavy metal e punk; rap e rock; entre tantas outras distinções) agora andavam de mãos dadas rumo aos primeiros lugares da parada da Billborad. Era a famigerada onda "alternativa".

Pegando carona nesta tendência, Beck Hansen uniu todo o seu conhecimento musical e sua versatilidade neste quinto álbum de sua carreira. Não há meio termo para cantor: para ele tudo pode conviver em plena harmonia. "Devil's Haircut", o cartão de visita, une um sample de  James Brown, bateria sincopada e vocais distorcidos. Já "Hotwax" utiliza de guitarra slide, batidas e scratches oriundos do rap e gaita. "Novacane" promove o encontro do rock com vocais rap, aproximando a sua sonoridade aos Beastie Boys.  "Jack-ass" é folk na essência e utiliza da melodia de "It's all over now, baby blue", de Bob Dylan.  "Where it's at" é rap old school e utiliza de várias samples de vozes oriundos de um obscuro álbum chamado Sex for Teens: (Where It's At). "Minus" é punk rock com linha de baixo sinuosa. "Readymade" comete o improvável encontro entre "Desafinado", de Tom Jobim, com o experimentalismo. E estes são só alguns exemplos.

A carreira de Beck seguiria ainda mais versátil seja em Midnite Vultures, disco em que se aproxima da sonoridade funk; Sea change, disco predominantemente folk; The information, álbum em que aposta suas fichas no rap; ou até mesmo cairia nos braços do rock alternativo em Modern Guilt, mas tudo em Odelay  fora executado de forma única, ímpar e nunca antes imaginada.

Tantos predicados, mas, apesar de tudo, ainda sim existem muitos detratores de sua música que o consideram um mero emulador de sonoridades de terceiros...

Meros mortais entendam: quando o assunto é música é possível ser muitos, é possível ser um. Mas ser Beck é impossível. Inigualável.


Tracklist:

01 - Devil's Haircut
02 - Hotwax
03 - Lord Only Knows
04 - The New Pollution
05 - Derelict
06 - Novacane
07 - Jack-ass
08 - Where it's at
09 - Minus
10 - Sissyneck
11 - Readymade
12 - High 5 (rock the catskills)
13 - Ramshackle
14 - Diskobox

Download: Mega / 4shared

Quem escreve e faz os uploads:

 
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Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.