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terça-feira, 17 de março de 2015
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Céu - Ao vivo

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Resultado de imagem para céu ao vivo

Gênero: Jazz / Reggae/ Dub / Hip hop / Afrobeat
País: Brasil
Ano: 2014


Comentário: Fruto da cena nova cena paulistana Céu é um dos seus melhores exemplares. Atenta a diversidade sonora, a cantora vem desde 2005 apostando numa sonoridade híbrida da música negra, transitando livremente entre jazz, reggae, dub, hip hop e o afrobeat. Disco a disco, a cantora vem conquistando um maior número de adeptos.

Sua carreira fora iniciada há 10 anos com Céu, disco que já lhe rendeu certa atenção do público graças aos hits “Lenda” e “Malemolência” que figuraram em trilhas de novelas da Rede Globo. Na sequência foi a vez Vagarosa, álbum lançado em 2009, trabalho que figurou na lista de melhores do ano de várias publicações. O mais recente Caravana Sereia Bloom, de 2012, também percorreu os mesmos caminhos, obtendo reconhecimento ambos os lados, graças ao grande amadurecimento de suas características habituais.

Dona de uma voz inconfundível, lenta e sensual, Céu faz de suas composições (geralmente criadas em parceira com Gui Amabis, Lucas Santanna, entre outros) um retrato fidedigno de sua pessoalidade, transbordando paixão e beleza a cada verso.  

Aproveitando o sucesso conquistado ao longo dos últimos anos e a repercussão positiva da sua recente turnê (que percorreu o Brasil e também o exterior) acabou por resultar no seu primeiro registro ao vivo.

Gravado ano passado no Centro Cultural Rio Verde, em São Paulo, Céu ao vivo marca seu primeiro registro sob a batuta da Som Livre. A apresentação, que teve direção musical da própria cantora, contou também o apoio da Zeppelin Filmes e do coletivo The Wolfpack, que ficaram responsáveis pelo apelo visual.

O setlist da apresentação opta, acertadamente, pelo formato o melhor de... , pois percorre toda a carreira da cantora. Em sua maioria as faixas ganharam texturas muito próximas aos registros oficiais de estúdio, mas não deixa de ter suas surpresas. A faixa “Cangote” é exemplo desta seara, pois ganhou novos ares, tornando-a ainda mais dançante graças a melodias em ode ao carimbó, ritmo tradicional paraense.

Na ala das covers, outra característica recorrente a sua carreira, surge a agradável releitura de “Mil e uma noites de amor”, hit oitentista de Pepeu Gomes, trilha da novela “Roque Santeiro” que faz par ao hino “Concrete Jungle” de Bob Marley, cantor recentemente homenageado pela cantora na turnê Catch a fire, época em que tocava do maior ícone do reggae na íntegra.

Escudada por exímios músicos, a banda de apoio formada por Dustan Gallas (guitarrista e tecladista), DJ Marco, Lucas Martins (baixista) e Bruno Buarque (baterista) deixa a cantora à vontade, em entrega absoluta ao devoto público, composto por quatrocentas pessoas, que participa do espetáculo cantando cada um dos versos em uníssono durante toda apresentação.

Em síntese, Céu ao vivo, agrada, pois serve tanto para converter iniciados a sua música como também vale a apreciação dos já habituados. Passada a primeira década de bons serviços prestados Céu segue como uma das cantoras mais relevantes da música popular brasileira.       


(Site)


Tracklist:

1. Falta De Ar
2. Amor De Antigos
3. Contravento
4. Retrovisor
5. Grains De Beauté
6. Mil E Uma Noites De Amor
7. Cangote
8. Baile De Ilusão
9. Streets Bloom 10.
10 Contados
11. Malemolência Música Incidental: Mora Na Filosofia
12. Lenda
13. Concrete Jungle
14. Chegar Em Mim
15. Rainha


Ouça em: Deezer

sexta-feira, 22 de novembro de 2013
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Arcade Fire - Reflektor

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Gênero: Indie Rock / Disco / Dub / Reggae
País: Canadá
Ano: 2013

Comentário: O Arcade Fire é uma anomalia musical. Dono de uma das carreiras mais dispares dos anos 2000 para cá o grupo começou fúnebre, via o essencial e pungente Funeral, manteve a dobradinha baixo-autoestima e ótimas canções em Neon Bible, migrando, assustadoramente, para o lado ensolarado e pop em The Suburbs, disco que lançou o grupo ao estrelato, chegando ao ponto de ganhar o Grammy de Melhor álbum do ano em 2011. De lá para foram 3 anos, turnês elogiadas que migraram de pequenos lugares para estádios, e a conquista de um enorme número de séquito, tanto de público quanto da crítica. E foi com esta vivência tão dispare que os canadenses adentraram ao estúdio para gravar Reflektor.

Produzido por James Murphy (ex-líder do essencial LCD Soundsystem), a banda reprisa a parceira nascida num single conjunto lançado em 2007. Dividido em dois discos bem distintos, a nova empreitada assusta numa primeira audição descuidada. Buscando uma sonoridade que oscilasse entre elementos do indie rock, a trupe de Win Butler estabeleceu o inédito diálogo com sonoridades jamaicanas, seja flertando com o reggae ou o dub em vários momentos, influências estas ligadas diretamente as predileções do produtor da vez.

O disco de número um prima por canções "alegres". O single "Reflektor" já denuncia a gradual mudança. Em seus 7 minutos e 34 segundos, batidas disco dialogam com elementos percussivos e vocais de apoio de, pasmem, David Bowie. "We exist", traz linha de baixo sinuosa e versos em prol da existência ante a frieza humana. "Flashbulb eyes" é puro dub em essência. "Here comes the night time" aparece em duas versões. A presente neste primeira parte inicia-se num proto gipsy punk, mas se entrega ao electro. O pop oitentista surge em "You already know". Encerrando o primeiro "lado" ainda temos "Joan of Arc", faixa que inicia punk, traz vocais etéreos (cortesia de Régine Chassagne) e letra sobre rejeição.

Já o segundo disco responde pela porção introspectiva de Reflektor. A começar pelo reprise de "Here comes the night time" que desta vez surge em versão menor e escura, carregada de sintetizadores e arranjo de cordas. A belíssima "Awful Sound (Oh Eurydice)" aborda de forma explícita o desespero em forma de tragédia grega, mas os arranjos adocicados e os vocais de Régine quase nos convencem do contrário. "It's never over (Hey Orpheus) "novamente aposta na disco music e tem linha de baixo dançante. Além de trazer também referências a mitologia grega, a canção é ode ao filme "Orfeu Negro" lançado em 1969, cujas imagens surgem no vídeo promocional de  "Afterlife", penúltima canção do álbum e segundo single. Para o final é reservada a faixa "Supersymmetry" que em seus quase 6 minutos de duração utiliza de sutis recursos eletrônicos, cordas e ternura numa bela ode a solidão e ao crescimento pessoal.

Por fim, falta ainda dizer algo sobre a faixa síntese do álbum, a ótima "Normal Person". Em alto e bom som Win Butler questiona de início se "há algo tão estranho quanto uma pessoa normal"? Percebesse aqui uma critica ao ser tido como "normal" para os padrões da sociedade que valoriza o ser cruel ou cool em antítese ao amor amor a si e ao próximo.

"I've never really ever met a normal person". Para o Arcade Fire, ser comum nunca fora cogitado. Mais do que isso a banda buscou algo ainda mais valoroso: ser autêntica.
                   

Tracklist:

Disco 1

Reflektor
We Exist
Flashbulb Eyes
Here comes the night time
Normal Person
You already know
Joan of Arc

Disco 2

Here comes the night time II
Awful Sound
It's never over
Porno
Afterlife
Supersymmetry

Download: Mega - 4shared

terça-feira, 17 de setembro de 2013
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Selah Sue - Selah Sue

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Gênero: Soul / Reggae /  RnB
País: Bélgica
Ano: 2011

Comentário: Assim como, acredito eu, a maioria de vocês, também não estava lá muito animado com o Rock in Rio. O evento, que ao tornar Cláudia Leitte e Ivete Sangalo algumas de suas atrações principais nos últimos anos se tornou piada pronta, não empolgou muita gente, exceto os fãs mais ávidos de um ou outro artista. Como festival, em si, não revela mais a importância de que era gravado outrora, nem traz ao Brasil muitos shows inéditos ou verdadeiramente alternativos. Sinceramente? Não tenho nada contra. sei que a última tendência nesse mundinho raivoso que é a internet é odiar tudo o que está na moda. Isso é algo que tem me irritado profundamente nos facebooks alheios e é por isso mesmo que pouco me importa se Beyoncé ou Justin Timberlake fechando o ROCK in Rio pode ser algum tipo de contradição - dois artistas aos quais, aliás, passei a nutrir um grande respeito nos últimos anos.
Pois bem, algo mudou no quesito "o Rock in Rio não trará novidades" quando na sexta feira, meio que por acaso, acabei passando pelo multishow no fim de tarde. Na tela estava uma loirinha mirrada, magra, de olhos assustadoramente azuis e com uma voz extremamente diferente de tudo o que já tinha ouvido sair da garganta de cantoras que batem com o seu tipo físico. E que voz! Confesso que nos primeiros minutos seu tom não me agradou muito, soava meio forçado, mas de cara eu já pensei: "isso deve ser sensacional em gravação de estúdio". Poucos instantes depois, entretanto, já me via completamente envolvido pela apresentação. Uma participação dispensável de Maria Rita - nada contra, até gosto da artista brasileira, mas nada que acrescentasse coisa alguma ao que já vinha ocorrendo - e o show se finda, deixando uma imensa vontade de pesquisar mais sobre aquela que eu ainda nem sabia o nome.
Selah Sue é a alcunha pela qual atende. E ela vem de um país do qual não estamos exatamente acostumados a receber música: a Bélgica. A pesquisa retornou que ela possui apenas um debut album até o momento, este homônimo que vos apresento. E é sensacional: uma mistura fina de reggae e soul com um vozeirão alternativo demonstra muito conteúdo e uma espantosa maturidade pra uma candidata a diva de meros vinte e quatro anos (vinte e dois à época de seu lançamento).
É incrível sua capacidade de vagar entre dois estilos que não são comumente conjugados, como o Reggae e o Soul. Em Peace of Mind por exemplo, recebemos sua voz envolvente até um refrão que beira ao Hip Hop, permeia o reggae e se aprofunda em manter o ouvinte imerso na excelente produção. A produção, aliás, se mantém nesse nível por todo o registro.
Se não é um disco perfeito - confesso, as últimas faixas são muito semelhantes umas às outras -, seu álbum de estreia revela, ao menos, um potencial gigantesco, que torcemos para que seja delicadamente explorado. É impossível não enxergar um quê de Amy Winehouse em suas interpretações, mas sem perder a originalidade: é nítido que Sue não quer viver à sombra dessas comparações, e busca uma identidade toda sua. Não esperava muito do Rock In Rio, mas o pouco com que me brindou me fez criar uma expectativa enorme sobre o futuro da música belga. Uma surpresa bastante agradável.





Tracklist:
  1. "This World" - 4:45
  2. "Peace of Mind" - 4:03
  3. "Raggamuffin" - 2:40
  4. "Crazy Vibes" - 3:48
  5. "Black Part Love" - 4:03
  6. "Mommy" - 3:37
  7. "Explanations" - 2:47
  8. "Please" (feat. Cee Lo Green) - 5:05
  9. "Summertime" - 4:41
  10. "Crazy Sufferin Style" - 4:08
  11. "Fyah Fyah" - 4:02
  12. "Just Because I Do" - 2:53

 
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segunda-feira, 15 de abril de 2013
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Black Alien - Babylon by Gus Volume 1 - O Ano do Macaco

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Gênero: Hip Hop/Ragga
País: Brasil
Ano: 2004

Comentário: Gustavo de Almeida Barreiro, codinome Black Alien. Eis um dos músicos mais prolíferos do underground nacional. Ele que já participou de projetos com nomes conhecidos da música brasileira como Paralamas do Sucesso, Charlie Brown Jr., Raimundos, Fernanda Abreu, Marcelinho da Lua e principalmente o Planet Hemp que foi com as rimas compostas para o clássico “Usuário” que conseguiu destaque nacional, abrindo espaço para até futuramente colaborar com Fatboy Slim, que dispensa comentários. 

Eis Babylon by Gus Volume 1 - O Ano do Macaco (referência clara ao Babylon by Bus do mestre Bob Marley), o primeiro e até agora único álbum solo dele, e que o tempo já começa a dar sinais de que fora uma das melhores produções do gênero dentro de território brasileiro. O álbum todo trabalha numa forte mistura entre o Rap, o Reggae e o Raggamuffin, que com uma grande ajuda de músicos de bandas como Nação Zumbi, Pavilhão e Orquestra Imperial conseguem alcançar uma produção super cuidadosa e muito bem feita, desde batidas eletrônicas, percussão de  ritmos de samba, funk, e até minuciosos arranjos de piano e violino são colocados aqui, tudo isso para dar a base para o principal do álbum todo, as letras e rimas de Black Alien. Com uma fluidez incrível nas rimas, letras que passeiam entre críticas sociais ácidas como em Estilo do Gueto, reflexões pessoais como em Babylon by Gus e até a “fofa” Como eu te quero, Black Alien finaliza um trabalho de muito bom gosto e comprova que todos que saíram do Planet Hemp tiveram a possibilidade de construir uma carreira solo tão boa ou melhor do que a de sua banda de origem (vide B Negão e Marcelo D2).

Tracklist

01. Mister Niterói
02. Caminhos do Destino
03. Babylon By Gus
04. U-in For Me
05. Como Eu Te Quero
06. Umaextrapunkprumextrafunk
07. Estilo do Gueto
08. Primeiro de Dezembro
09. Na Segunda Vinda
10. Pericia na Delícia
11. América 21
12. From Hell do Céu




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sábado, 19 de novembro de 2011
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Major Lazer - Guns Don't Kill People... Lazers Do

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Gênero: Dancehall/ Electro house/ Reggae fusion
País: USA (Diplo)/UK (Switch)/Jamaica (disco)
Ano: 2009

Comentário: Major Lazer é um novato mas repercussivo projeto que trouxe o dancehall de volta às pistas e à tona nos meios de comunicação, festivais, casas noturnas e obviamente na Internet. Iniciado em 2009 pelos djs Diplo — este conhecido pela fusão entre alguns estilos como miami bass, hip hop, pop e por exportar o nosso funk carioca e bailes funks para os EUA. Um de seus trabalhos mais notáveis é com a cantora (e até onde eu saiba, namorada) M.I.A., resultando na música "Paper Planes", a música número um na carreira da moça  — e Switch, cujo trabalho é focado no house e que também já trabalhara com algumas musas como M.I.A. e Santigold, além das universais Beyoncé e Christina Aguilera.

Da união entre um americano e um britânico sai um projeto de conteúdo dancehall e daggering, cenas que fazem o pancadão parecer um ritual social conservador (nem tanto)... Mas aos que não gostam dos nomes aqui apresentados ainda existem esperanças de se interessarem. Major Lazer é um excelente projeto de música (house) eletrônica, e não meramente se prende a um estilo de musica. Por exemplo, além dos citados, também teremos momentos com elementos do reggae, música pop, hip hop, música caribenha, dub e várias participações que só fazem aumentar a riqueza de influências.

Assim é o Guns Don't Kill People... Lazers Do, primeiro disco do duo que foi gravado lá na Jamaica e que conta com as participações dos cantores Santigold, Vybz Kartel, Ward 21, Busy Signal, Nina Sky, Amanda Blank, Mr. Vegas, Turbulence, Mapei, T.O.K, Prince Zimboo e Leftside, além da produção adicional de Afrojack e Crookers. Tudo muito bem encaixado e brilhantemente produzido, o que poderá causar um novo olhar sobre a música que julgamos 'ruim'.

A recepção foi boa, pra não dizer ótima. Altos índices no The Guardian, All Music e Rolling Stone, estando no topo de algumas listas de 2009, integrando o line up de alguns festivais — como o Coachella Music Festival em 2010 — e causando grande repercussão, inclusive on-line pelo clipe de "Pon de Floor", dirigido por Eric Wareheim e com vocais de Vybz Kartel. No clipe a fusão básica é entre dancehall e funk carioca no qual fora também incorporado a coreografia daggering, o que se resume em acrobacias em partes íntimas, 'sexo seco' e cenários e roupas extremamente coloridas.

"Pon de Flor" é um exemplo de música agitada e 'interativa', mas o disco também possui tranquilas como "Can't Stop Now", reggado a muito reggae, e assim segue durante todo o disco. E quando digo 'disco' realmente me refiro ao equilíbrio entre criar um som pras pistas e manter uma coesão da primeira à última faixa.

Mas vamos lá, se você curte essas belezinhas como Bonde do Rolê, M.I.A., já acompanhava a carreira de Diplo e tem disposição para experimentar coisas novas: Esse disco é essencial!

TIREM AS CRIANÇAS DA CASA.


Tracklist:
01. Hold the Line (feat. Mr. Lex & Santigold) (03:41)
02. When You Hear the Bassline (feat. Ms. Thing) (03:20)
03. Can't Stop Now (feat. Mr. Vegas & Jovi Rockwell) (04:05)
04. Lazer Theme (feat. Future Trouble) (02:33)
05. Anything Goes (feat. Turbulence) (03:15)
06. Cash Flow (feat. Jah Dan) (04:08)
07. Mary Jane (feat. Mr. Evil & Mapei) (03:29)
08. Bruk Out (feat. T.O.K. & Ms. Thing) (02:56)
09. What U Like (feat. Amanda Blank & Einstein) (02:26)
10. Keep It Goin' Louder (feat. Nina Sky & Ricky Blaze) (03:48)
11. Pon de Floor (feat. VYBZ Kartel) (03:36)
12. Baby (feat. Prince Zimboo) (01:19)
13. Jump Up (feat. Leftside & Supahype) (03:43)

OS LINKS FORAM REMOVIDOS POR PRESSÃO DA DMCA. 
MESMO ASSIM O POST CONTINUA COMO RECOMENDAÇÃO.


Quem escreve e faz os uploads:

 
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