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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
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James Vincent McMorrow - Post Tropical

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Gênero: Indie Folk / Art Pop / Contemporary RnB
País: Irlanda
Ano: 2014

Comentário: Um dos bons dilemas que a internet nos traz é a quantidade inesgotável de informação que nos coloca à disposição. Isso se aplica à música de uma maneira muito simples: há pouco tempo pra muito álbum. Mal conseguimos passar a régua em tudo o que tínhamos vontade de conferir liberado no ano que passou, e 2014 já começa a nos brindar com pérolas que nos fazem deixar de lado a atualização musical da tag #2013. O primeiro registro que brilha à distância neste ano vem da Irlanda, e mistura Soul, Indie e Folk de uma maneira apaixonante: Post Tropical, de James Vincent McMorrow abre os trabalhos de um ano de muitas expectativas.
Quando a Vagrant Records trouxe o trabalho do compositor ao outro lado do oceano, em 2010, ele se tornou um estranho no ninho em meio aos outros artistas do selo, cujo rol, em sua maioria, era formado por bandas de Screamo e Post-Hardcore. Quatro anos mais tarde, é possível ver que o crew da gravadora diversificou bastante de estilos, sendo possível afirmar que McMorrow abriu a porteira para essa diversificação.
A palavra de ordem em Post Tropical é atmosfera: os arranjos suaves de piano, acompanhados de elementos pontuais de música eletrônica, dão o tom do disco e enfeitam perfeitamente o constante falsete do talentoso músico. Sua voz é diferente, seu canto emana um tom que não estamos acostumados a ouvir com muita frequência. Logo na faixa de abertura, Cavalier, nos deparamos com uma composição profunda e uma performance de muita entrega, coisa que se repete em quase todo o registro. Gold, All Points e Look Out são outros três exemplos de grande aplicação de emoção nos vocais. Todas elas seguem uma fórmula bastante eficaz: a da elevação. É possível notar que, em todas essas faixas, o tom da canção, por meio de seus arranjos, vai aumentando gradativamente, até se chegar no clímax e, a partir daí, descer novamente e terminar na mesma calmaria que se apresentou de início.
Trata-se de um registro bastante compacto, com dez faixas redondinhas e perfeitas para o seu propósito. Sem dúvida alguma, Post Tropical é um trabalho bastante alvissareiro para aqueles que gostavam do Bon Iver, mas não gostaram do Volcano Choir, seu novo projeto; ou pra quem curtia o City and Colour, mas não se animou lá grandes coisas com o rumo que a carreira dele tomou enquanto se afastava do folk. McMorrow consegue preencher esse vazio, inovar e dar uma guinada em sua carreira, tudo com apenas dez canções.




Tracklist:

  1. "Cavalier" - 4:43
  2. "The Lakes" - 4:07
  3. "Red Dust" - 4:01
  4. "Gold" - 3:00
  5. "All Points" - 3:43
  6. "Look Out" - 3:26
  7. "Repeating" - 4:38
  8. "Post Tropical" - 4:33
  9. "Glacier" - 4:09
  10. "Outside, Digging" - 4:31


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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
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Kelela - Cut 4 Me

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Gênero: Contemporary RnB / UK Bass / Neo-Soul
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: Um dos maiores clichês do mundo artístico se consubstancia na afirmação de que a dor transforma o artista. De momentos difíceis advém grandes obras. Com base nisso, podemos citar inúmeros poetas que, por se tornarem reclusos e solitários, presentearam o mundo com extensas e intrincadas obras, que séculos depois de sua assinatura remanescem relevantes ao mundo moderno. Dito isto, nos perguntamos: quantas vezes um pé na bunda teve como efeito indireto a confecção de uma obra de grande qualidade? Acreditamos que este número seja inestimável. O disco que ora apresentamos é mais um exemplo dessa saga: Cut 4 Me, mixtape que apresenta a cantora Kelela ao mundo, se deve em grande parte ao término traumático de um relacionamento.
Sem medo nenhum de soar piegas, a artista afirma em entrevista que o grande grau de emoção incutido nas faixas do registro se deve, em muito, à dissolução da parceria afetiva com Tosin Abasi, da banda de metal progressivo Animal As Leaders. Ela deu declarações de que queria perpassar às faixas uma sensação que é familiar a todos nós: o sentimento que nos invade quando alguém diz que nos ama, mas ao mesmo tempo nos magoa, característica inerente à condição permanentemente contraditória do ser humano.
No entanto, Kelela não queria se passar por vítima, ou ainda parecer mais uma moça frágil e chorosa, que não se sustenta pelas próprias pernas face a uma desilusão amorosa. Queria se mostrar altiva - "sair por cima", no popular. Não queria se lamentar, mas sim analisar profundamente as consequências dolorosas da situação.
O que podemos afirmar é que ela, com certeza, atingiu seu alvo. Cut 4 Me é um registrado recheado de letras emotivamente potentes e muito bem elaboradas, além de vocais temperados por uma paixão avassaladora, no que ousamos cravar que, nesse quesito, nada a superou no ano passado. Faixas como Enemy e Do It Again são os exemplos que melhor sintetizam essas duas características latentes da mixtape.
Como se não bastassem todos esses predicados, há mais um trunfo, este dos mais efetivos: a produção. Prodigiosos arranjos que não devem a nada a qualquer artista de música eletrônica experimental ladeiam a cantora de modo perfeito, completando uma sintonia ímpar. Gente como Girl Unity, Bok Bok, Jam City, Nguzunguzu - o melhor deles, em nossa opinião - se dedicando de modo irreprochável. Trata-se de experimentalismo eletrônico e vocais de Soul Music combinados em homogeneidade há muito não vista.
A sensualidade do Contemporary RnB ganha uma potente representante, um legítimo exemplar da mais admirável beleza negra: esta descendente de etíopes se dedicou pra valer em uma "mera" mixtape. Nem precisamos dizer o quão ansiosos estamos para o seu primeiro disco de carreira.


Tracklist:

  1. "Guns & Synths" - 2:56
  2. "Enemy" - 4:17
  3. "Floor Show" - 4:38
  4. "Do It Again" - 3:00
  5. "Go All Night (Let Me Roll)" - 1:43
  6. "Bank Head" (Extended) - 5:02
  7. "Cut 4 Me" - 3:53
  8. "Keep It Cool" - 4:10
  9. "Send Me Out" - 4:12
  10. "Go All Night (Let It Burn)" - 1:47
  11. "Something Else" - 4:07
  12. "A Lie" - 3:40
  13. "Cherry Coffee" - 6:00


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domingo, 19 de janeiro de 2014
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Robert Glasper Experiment - Black Radio 2 (Deluxe Edition)

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Gênero: Neo Soul / Neo Jazz / Hip Hop / R&B
País: EUA
Ano: 2013

Comentário: Dando sequência à minha lista de melhores do ano passado, trago aqui um dos projetos mais interessantes que tive oportunidade de escutar nestes últimos tempos. Para quem não conhece, eu explico. Robert Glasper é um pianista de Jazz e dos bons. O objetivo de Robert neste projeto porém é mostrar que se pode fazer músicas originais, instigantes e belas sem desagradar o "Deus Mercado".

Para atingir sua meta, Robert Glasper conta com o apoio de uma moçada sempre muito talentosa. Enquanto o primeiro Black Radio contava com gente como Erykah Baduh e Mos Def, o segundo traz um pessoal como a musa do Neo Jazz Norah Jones, o competente rapper Common, o soulmen Anthony Hamilton e muitos outros.

Enquanto o primeiro Black Radio era mais experimental, trazendo alguns covers interessantes. O segundo acerta o pop em cheio e o efeito colateral, como era de se esperar, é o piano do Robert bem menos proeminente.

Primeiro grande destaque é "I Stand Alone" aonde a sinergia entre a voz do Patrick Stump do Fall Out Boy e o piano de Glasper impressiona com um refrão graciosamente colocado entre os versos matadores do Common. A performance sempre estonteante da Jill Scott marca presença em Calls, uma canção baseada na repetição, mas ainda assim muito bonita.

Minha favorita é Yet To Find aonde Anthony Hamilton mostra o razão dele ser um dos melhores cantores da atualidade, a influência da música Gospel é nítida e a interpretação do Hamilton dispensa comentários. A versão de Jesus Children do Stevie Wonder é quase tão comovente quanto a original. Mais um lançamento que não se pode deixar passar.

"Thank God we've still got musicians and thinkers whose obsession with excellence and whose hunger for greatness remind us that we should all be unsatisfied with mimicking the popular, rather than mining the fertile veins of creativity that God placed deep inside each of us."

P.S.: O formato dos arquivos não é MP3, mas sim, MPEG-4 (256 kbps).


Tracklist:
01. Baby Tonight (Black Radio 2 Theme / Mic Check 2)
02. I Stand Alone (feat. Common & Patrick Stump)
03. What Are We Doing (feat. Brandy)
04. Calls (feat. Jill Scott)
05. Worries (feat. Dwele)
06. Trust (feat. Marsha Ambrosius)
07. Yet To Find (feat. Anthony Hamilton)
08. You Own Me (feat. Faith Evans)
09. Let It Ride (feat. Norah Jones)
10. Persevere (feat. Snoop Dogg, Lupe Fiasco & Luke James)
11. Somebody Else (feat. Emeli Sandé)
12. Jesus Children (feat. Lalah Hathaway & Malcolm Jamal Warner)
13. Big Girl Body (feat. Eric Roberson)
14. You're My Everything (feat. Bilal & Jazmine Sullivan)
15. I Don't Even Care (feat. Macy Gray & Jean Grae)
16. Lovely Day
17. Trust (feat. Marsha Ambrosius & Common)


Download: MEGA
sábado, 9 de novembro de 2013
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Al Green - I'm Still In Love With You

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Gênero: Soul / R&B / Gospel
País: EUA
Ano: 1972

Comentário: Eu não sei quanto a vocês, leitores. Mas música é uma das minhas maiores paixões, costumo dizer que minha vida possui uma trilha sonora composta por canções que se modificam de acordo com meu humor, porém em termos de emoções, Al Green é um artista completo. Ele pode te fazer sentir triste ou alegre com um mesmo disco, mas solitário você jamais se sentirá.

Al Green foi o melhor cantor dentro da música gospel e um dos melhores da música secular, dono de uma voz sedutora e controlada. Ele canta como se sentisse a música, como se sussurrasse nos ouvidos da amada. Toda essa paixão é melhor representada em “Simply Beautiful”.

Os arranjos do disco, apesar de não serem complexos, são bastante precisos, em perfeita sintonia com o principal destaque, a voz de Al Green. Após colocar suas mãos em "Oh, Pretty Woman" do Roy Orbison, ele faz sua mágica e injeta doses do melhor R&B, em uma bela interpretação, provando que existe vida além do Rock and Roll, algo que eu demorei um tempo para perceber.

A percussão e o órgão que dão início a "I'm Glad You're Mine" vão fazer você querer dançar, mas tenha cuidado para que os metais e os falsetes do Al Green em "I'm Still in Love With You" não te façam ligar para alguma ex-namorada, querendo consertar as pendências daquele amor mal resolvido.

Al Green e sua música esbanjam algo que muitos artistas de hoje fracassam ao perseguir, carisma e elegância. Eu não deixaria de conferir este clássico de 1972.


Tracklist:
01. I'm Still in Love With You
02. I'm Glad You're Mine
03. Love and Happiness
04. What a Wonderful Thing Love Is
05. Simply Beautiful
06. Oh, Pretty Woman
07. For the Good Times
08. Look What You Done for Me
09. One of These Good Old Days


Download: Bayfiles//ZippyShare//Ziddu//Freakshare
domingo, 13 de outubro de 2013
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Noora Noor – Soul Deep

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Gênero: Blues, R&B
País: Somália
Ano: 2009

Comentário: O Blues tem uma magia certeira, algo criado pela mistura de instrumentos e dança de melodias, algo que certamente te atinge e conquista na hora, mas para isso é fortemente necessário uma voz potente, suave e sentimental ao mesmo tempo. Bem, Noora Noor pode se orgulhar, pois a voz dela é exatamente com essas características e ela faz um incrível disco, recheado de referencias e bom gosto.

O disco abre com “What Man Have Done”, e logo percebemos que o disco não vai se limitar a um estilo, mas vai arriscar, variar e misturar. Nessa primeira musica, por exemplo, nos somos apresentados a sons eletrônicos misturados com um clima bem R&B. Mas é na segunda musica que o disco começa a se abrir e mostrar suas “garras”. “Someone You Use” traz uma musica com um clima bem gospel, embora sua letra não se agarre a esse estilo, pelo contrario, ela reflete um desabafo que fica ótimo na voz de Noora, que a cada musica mostra um poder musical incrível.

É difícil escolher o ponto alto do disco, mas aposto em “Forget What I Said”, que mostra um autentico Blues e uma guitarra com suas melhores melodias casando perfeitamente com a voz cheia de dor de Noora. “Your Good Thing” se mostra uma boa sequencia para sua antecessora, e não decepciona ao mostrar suavidade nas melodias e agressividade no vocal.

Destaco aqui também “Dedication”, “Die For You” e “Move On Up” que não deixam o disco cair e provam sua força.


Tracklist:
1. What Man Have Done
2. Someone You Use
3. Funky Way
4. Forget What I Said
5. Your Good Thing
6. Little Ghetto Boy
7. She Will Break Your Heart
8. Dedication
9. Musiq
10. Die For You
11. Move On Up
12. You Will Always Be Free

Download: Mega / Mirror

Quem escreve e faz os uploads:

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.