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sexta-feira, 7 de agosto de 2015
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Pyramids - A Nothern Meadow

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Gênero: Experimental / Ambient / Black Metal / Shoegaze
País: Estados Unidos
Ano: 2015

Comentário: Em seu álbum de estréia os americanos do Pyramids mostraram uma sonoridade bem experimental, contando com o vasto repertório de influências e sonoridades exploradas. O álbum teve uma recepção favorável e com boas críticas, mostrando uma banda que tinha potencial a ser explorado. O álbum de estréia foi lançado em 2008, seguido por diversas colaborações do Pyramids com nomes como Nadja, Mammifer e Horseback, além de ter faixas remixados por bandas como Ulver e Lustmord.

Analisando tudo isso, pode se dizer que  o Pyramids teve anos de grandes experiências e que permitiram a banda uma bagagem maior para o lançamento de seu segundo álbum de estúdio. A Nothern Meadow foi lançado no dia 17 de Março pela Profunde Lore Records, contando com as participações de Vindsval (Blut Aus Nord) e Colin Marston (Gorguts, Krallice).

Se comparado ao debut, uma característica que evoluiu em A Nothern Meadow é que o desenvolver das faixas flui mais naturalmente, sem aquela sensação de estarem dispersas ou perdidas. Para uma banda que faz uma experimentação com elementos do Industrial, Dark Ambient, Shoegaze, Post-Rock, Drone e Black Metal, a sonoridade soa precisa e bem estruturada. Normalmente em algum momento do álbum, um desses estilos é mais utilizado que os outros, mas a combinação em si foi muito bem feita.

A atmosfera do álbum é pesada, trazendo passagens mais sufocantes em que o instrumental é mais denso. Ainda há momentos em que a música do Pyramids ganha um tom mais simples e com um clima mais agradável. Alguns riffs  no álbum lembram bastante alguns utilizados pelo Blut Aus Nord na trilogia 777, assim como a programação da bateria (que foi feita por Vindsval). Os vocais trazem um tom mais pacífico e calmo na maior parte do álbum, diferenciando-se do instrumental, mas em algumas partes é utilizado um vocal ríspido que combina muito bem com as o tom do instrumental.

Pode-se dizer que a sonoridade apresentada pelo Pyramids é algo complexo e com um clima bem introspectivo, o que pode não agradar aqueles que não estão habituados com esse tipo de proposta. Em A Nothern Meadow, o Pyramids traz um álbum sombrio, depressivo e instigante, Música torta e estranha, mas que agrada a quem procura mais na música do que apenas uma ideia óbvia e fácil de digerir, A Nothern Meadow conduz o ouvinte à uma experiência no lado mais sombrio da mente ao longo de 50 minutos. Destaque para a faixa I Am Sorry, Goodbye.



Tracklist:

01. In Perfect Stillness, I’ve Only Found Sorrow
02. The Earth Melts Into Red Gashes Like The Mouths Of Whales
03. The Substance Of Grief Is Not Imaginary
04. Indigo Birds
05. I Have Four Sons, All Named For Men We Lost To War
06. I Am So Sorry, Goodbye
07. My Father, Tall As Goliath
08. Consilience

Ouça em: Spotify


quinta-feira, 9 de julho de 2015
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Man Without Country - Maximum Entropy

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Gênero: Electo, Shoegaze
País: Inglaterra
Ano: 2015

Comentário: Letras sombrias mescladas com uma explosão de sintetizadores que poderiam, perfeitamente, ser a trilha sonora de uma festa em seu auge. Esta é a definição perfeita do som produzido pelo duo inglês Man Without Country.

Maximum Entropy é o segundo disco lançado por eles. O sucessor do ótimo Foe, de 2012, traz novamente o shoegaze com fortes elementos eletrônicos que ditou o primeiro trabalho da banda. Todavia, neste trabalho o duo se concentrou em músicas menos arrastadas e mais dançantes. O que fica claro logo na faixa de abertura “Claymation”.

Assim que “Entropy” passa de sua intro e explode em um synthpop relaxante, é fácil perceber que as músicas consistem em uma série de camadas de sons que mesclam vários elementos de gêneros que podem parecer conflitantes, mas que a dupla conseguiu encaixar em uma sintonia perfeita. Resultando em uma sonoridade ao mesmo tempo suave e explosiva. Melancólica e dançante. Fórmula essa repetida em faixas como “Oil Spill” e “Dead Sea”.

Em determinados momentos o disco alcança momentos de uma notável profundidade esmagadora que beira o desespero, como na linda “Loveless Mariage” e “Incubation”. Em outros, surpreende com canções pop como “Laws Of Motion” e “Sweet Harmony”, faixa que encerra o disco. Essa miscelânea de níveis e camadas diferentes é o que torna Maximum Entropy um grande disco.

Tracklist:
1. Claymation
2. Entropy
3. Laws Of Motion
4. Oil Spill
5. Loveless Mariage
6. Deadsea
7. Catfish
8. Romanek
9. Virga
10. Incubation
11. Deliver Us From Evil
12. Sweet Harmony

Ouça: Spotify


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
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Be Forest - Earthbeat

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Gênero: Shoegaze, Dream Pop, Post-Punk
País: Itália
Ano: 2014

Comentário: O trio italiano Be Forest é uma daquelas bandas difíceis de serem encontradas. Aquele tipo que não se acha muitas informações por aí e se descobre em um golpe de sorte. Tenho certeza que o leitor já passou por situação semelhante. Perdido em algum canto da internet você descobre uma banda despretensiosa e que enche seus ouvidos. Logo se vê imerso em uma atmosfera sonora delirante.

Suave e impactante Earthbeat é o segundo disco da banda. Com elementos eletrônicos muito bem introduzidos "Totem" abre o disco ditando um ritmo que se segue por todo o disco. "Captured Heart", a música do vídeo abaixo, causa certa estranheza com a flauta em sua introdução que parece, em um primeiro momento, fora de contexto. O disco alcança seu auge na quase dançante "Colours" e termina majestosamente com a suavidade atmosférica e relaxante de "Hideaway".

Tracklist:
1. Totem
2. Captured Heart
3. Lost Boy
4. Ghost Dance
5. Airwaves
6. Totem II
7. Colours
8. Sparkle
9. Hideway

Ouça: Spotify

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
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Savages & Bo Ningen - Words To The Blind

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Gênero: Post Punk, Experimental, Shoegaze, Noise
País: Inglaterra / Japão
Ano: 2014

Comentário: A última empreitada das britânicas do Savages é uma parceria com os japoneses do Bo Ningen. A coisa toda consiste em apenas uma música de quase trinta e oito minutos e é barulhenta, sufocante e genial.

O Savages foi formado em 2011 e é um dos destaques em meio a toda esta onde post-punk revival. O primeiro discos das moças, Silence Yourself, é um deleite para os fãs do gênero e rendeu a banda críticas positivas e apresentações pelo mundo afora. Inclusive com uma passagem pelo Lollapalooza Brasil  em 2014. O Bo Ningen, por sua vez, é um grupo acid punk japonês formado em Londres, em 2006. O quarteto conta com três discos na bagagem e colaborações com outras bandas.

'Words To The Blind' começa com um spoken word hipnotizante, que após cerca de seis minutos deságua em um mar de experimentalismo e barulho. Sombria e claustrofóbica a faixa se arrasta em meio aos sons de uma bateria distante e múrmuros suaves, até que se torna grandiosa e pesada. Apesar de parecer se perder em determinados momentos, nos quais parece que cada uma das bandas está tocando uma música diferente, Words To The Blind, é um lançamento que vai encher os olhos dos fãs de ambas.

Tracklist:
1. Words To The Blind

Ouça: Spotify

quarta-feira, 11 de junho de 2014
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Lantlôs - Melting Sun

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Gênero: Post-Rock / Post-Metal / Shoegaze
País: Alemanha
Ano: 2014

Comentário: O Lantlôs sempre foi uma banda que procurou moldar sua sonoridade ao decorrer dos álbuns, sempre apresentando uma nova faceta ou característica. Isso se repetiu no quarto trabalho de estúdio da banda intitulado Melting Sun, onde a sonoridade explorada parte para outro caminho, se diferenciando dos seus anteriores.

Uma das primeiras mudanças que ocorreram foi justamente entre os membros da banda, a qual teve a saída do Neige (Alcest e mais uma variedade de outras bandas) que ficou por conta do vocal nos dois álbuns anteriores da banda, Neon (2010) e Agape (2011) respectivamente. Com a saída de Neige, Markus Siegenhort (ou Herbst) ficou responsável pelo vocal, onde o tipo harsh apresentado nos álbuns anteriores foi deixado de lado, cedendo espaço para um vocal limpo e mais melódico em certas partes.

As seis faixas que compõem o álbum são de grande qualidade e muito cativantes, detalhe que se é notado desde a faixa de abertura. "Azure Chimes" e sua atmosfera envolvente tratam de preparar o ouvinte para o clima contido no álbum, o instrumental bem trabalhado e o vocal de Siegenhort são de beleza incrível. Confesso que na primeira vez em que escutei o álbum, repeti essa faixa diversas vezes antes de partir para a próxima. "Cherry Quartz" vem logo em seguida, seu início ameno focado apenas na guitarra cede espaço para um instrumental envolvente e um vocal tocante, um dos melhores momentos do álbum. Outra faixa que merece destaque é a "Jade Fields", apresentando uma sonoridade com partes mais pesadas do que a característica do álbum, além de um clímax incrível criado pelo vocal de Siegenhort sendo muito bem acompanhado pelo backing vocal, no decorrer da metade final da faixa. As demais faixas não fogem do padrão apresentado pelas citadas anteriormente, mantendo o mesmo nível.

Melting Sun é fascinante e muito bem produzido, é um álbum que se torna ainda mais belo a cada vez que é reproduzido. Uma experiência incrível e bastante satisfatória, deixando a dúvida do quê será feito futuramente pela banda, uma vez que os caminhos explorados em Melting Sun abriram um leque de possibilidades para os lançamentos futuros.




Tracklist:
01. Melting Sun I: Azure Chimes
02. Melting Sun II: Cherry Quartz
03. Melting Sun III: Aquamarine Towers
04. Melting Sun IV: Jade Fields
05. Melting Sun V: Oneironaut
06. Melting Sun VI: Golden Mind

Download: Sendspace

Quem escreve e faz os uploads:

 
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Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.