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segunda-feira, 10 de outubro de 2016
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Body Void - Ruins

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Gênero: Sludge / Doom
País: Estados Unidos
Ano: 2016

Comentário: Surgindo das cinzas da Devoid, Body Void é um trio vindo de São Francisco da Califórnia e tem como objeto produzir um som visceral, nervoso e com muito peso. O álbum Ruins foi lançado em 16 de Junho e reúne 4 faixas de uma sonoridade atordoante, repleta de riffs poderosos, vocais furiosos e agonizantes, além de um clima caótico e soturno contido ao longo do álbum.

O trio formado por Will Ryan (guitarra, vocal), Parker Ryan (baixo) e Edward Holdgerson (bateria), consegue criar um Sludge / Doom cru, direto, sem firula, algo já claramente nítdo na faixa de abertura Swan. A banda sabe como adicionar elementos vindos do Crust e Drone ao longo das faixas.

Toda agressividade da veia Crust da banda é distribuída em Erased, faixa seguinte. Um ritmo pesado, mais veloz e com aquele d-beat sob medida ditam o rumo da faixa. Monolith é auto explicativa, a banda cria um ritmo monolítico e intensamente pesado ao longo da faixa. Suja, arrastada, com timbres graves e pesados, além da bateria carregada que soa como um trovão, tudo isso sendo liderado pelo vocal inquieto do Will Ryan, a faixa traz uma verdadeira devastação sonora ao ouvinte. A faixa título encerra o álbum e é a minha favorita. Durante 16 minutos, a banda leva o ouvinte a uma jornada única, com uma densidade vinda de uma atmosfera sombria e fria. Um rimo mais cadenciado com uma forte pegada Drone, a faixa traz uma construção bem elaborada e não perde a qualidade. A banda ainda soube encaixar uma passagem mais psicodélica na segunda metade da faixa, o tom mais destacado, estridente e chapado da guitarra durante um solo que se estende até os instantes finais, onde a banda alterna entre todo peso e intensidade possível ao melhor estilo de nomes como Primitive Man e Burning Witch, com ritmos cadenciados num clima mórbido e cavernoso. Um dos releases mais interessantes que escutei até o momento e fico ansioso desde já por mais material da banda.




Tracklist:

01 - Swan
02 - Erased
03 - Monolith
04 - Ruins

Ouça: Bandcamp

 
quarta-feira, 8 de junho de 2016
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Cough - Still They Pray

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Gênero: Sludge / Stoner / Doom Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2016

Comentário: Quando uma banda que você gosta muito fica por um longo período sem lançar um álbum novo, é normal que a ansiedade seja imensa quando a banda em questão anuncia que está gravando material inédito. E quando finalmente o álbum é lançado (ou vaza na web), você de imediato sente uma necessidade imensa de escutá-lo como se não houvesse amanhã. Acredito que muitos passam e passarão por isso ao longo dos anos assim como eu, que recentemente pude acabar com uma espera de quase seis anos sem um álbum novo dos americanos do Cough.

Para aqueles não familiarizados com o nome ou mais precisamente com o som da banda, o Cough cria um som não recomendado para ouvidos mais sensíveis, a banda tem um peso característico que sabe combinar muito bem com climas mais sombrios, melancólicos ou "chapados". Desde o álbum de estreia intitulado Signum Luciferi, a banda já demonstrava uma qualidade satisfatória e um som que não deixa a desejar entre as bandas mais recentes do estilo. O Cough conseguiu subir um degrau acima com o lançamento do seu segundo álbum, o excelente Ritual Abuse (o qual eu já resenhei aqui no Ignes, lembram?), que é muito bem recebido por grande parte daqueles que gostam do estilo. E agora, a banda volta com tudo no seu terceiro álbum de estúdio intitulado Still They Pray.

O álbum possui todos aqueles elementos agradáveis que a banda demonstrou nos trabalhos anteriores, entregando oito faixas de qualidade. Logo de cara vem a empolgante "Haunter of the Dark", conduzida por riffs agradavelmente arrastados e com solos frenéticos, destaque para o refrão cativante que gruda no ouvido logo na primeira audição. "Possession" é uma faixa poderosa e marcante, muito bem estruturada trazendo aquela variação nos vocais que marcaram a sonoridade da banda nos álbuns anteriores. O Cough ainda traz uma faixa lembrando a pegada de "Crooked Spine" do Ritual Abuse, a "Let it Bleed" é uma balada bad tip bem construída, bem chapada e num clima de angústia que é muito presente no álbum. A faixa de encerramento leva essa ideia ainda mais além, ""Still They Pray" é uma faixa acústica sombria e introspectiva e o momento de calmaria após toda agressividade que a banda lançou ao longo do álbum, uma pegada e vibe que lembra a "Evergreen" do Windhand, por exemplo. A minha favorita é a "The Wounding Hours", que foi uma das faixas divulgadas antes do lançamento do álbum. Trazendo aquele instrumental arrastado e que ganha um toque bem sombrio com o uso do órgão ao fundo, os vocais ríspidos e angustiantes dão um clima soturno à faixa, e os riffs são devidamente marcantes, criando uma atmosfera densa e profunda.

Still They Pray é o lançamento do ano que mais me agradou até o momento, por mais que fosse um álbum que eu aguardasse ansiosamente, a expectativa que tinha em relação a ele foi superada, o Cough mostra um amadurecimento e evolução notáveis ao decorrer do álbum, solidificando ainda mais o seu nome como uma das melhores bandas do estilo dos últimos anos. O álbum foi produzido pelo Jus Oborn do Electric Wizard, vale muito conferir!




Tracklist:

01. Haunter Of The Dark
02. Possession
03. Dead Among The Roses
04. Masters Of Torture
05. Let It Bleed
06. Shadow Of The Torturer
07. The Wounding Hours
08. Still They Pray

Ouça em: Bandcamp


sexta-feira, 10 de outubro de 2014
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Inter Arma - Sky Burial

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Gênero: Blackened Sludge / Doom / Post-Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: A ideia de combinar diversos gêneros e características musicais com o intuito de criar algo diferente, não é fácil e nem sempre irá atingir o resultado esperado. Mas quando o resultado é positivo e consegue ser ainda melhor do que até os membros da banda poderiam imaginar, a certeza é de que o álbum vai render ótimas críticas. O Inter Arma passou pelas duas situações.

Não é tarefa fácil moldar uma sonoridade mais adversa e obter êxito logo de cara, o álbum de estréia Sundown serviu mais como parâmetro e referência daquilo que a banda precisava desenvolver para atingir o resultado esperado. Eis que a banda lança no ano de 2013 o Sky Burial. De início, a sonoridade pode não ser agradável para o ouvinte, a faixa de abertura "The Survival Fires" é um convite de boas vindas ao caos. O álbum requer atenção e calma do ouvinte, pois cada detalhe e características contidas vão se completar formando algo único.

O álbum é um prato cheio para aqueles que desejam escutar algo mais abrangente e completo. Riffs pesados, passagens mais melódicas e progressivas, sonoridade arrastada, vocais que beiram a insanidade e uma bateria arrasadora, são algumas das características encontradas em Sky Burial. As faixas possuem uma evolução surpreendente e trazem consigo uma dualidade de características, que permitem apontar similaridades entre as faixas, e ao mesmo tempo, diferencia-las.

Um álbum no qual a sonoridade vai sofrer muitas alterações no que se diz respeito a combinações de estilos, mas que não perde sua identidade. A sonoridade amena que se inicia na instrumental The Long Road Home (Iron Gate) e que serve de introdução para a seguinte The Long Road Home, predomina por um longo período, apresentando ótimos arranjos no violão e guitarra acústica (além do lap steel muito bem inserido), e termina num ritmo intenso, agressivo e caótico na segunda faixa citada. Em Destroyer, temos a combinação de elementos vindos do Sludge e Doom, adicionando uma percussão que lembra algo do Neurosis. Já na instrumental Love Absolute, a banda apresenta mais algumas facetas voltadas ao psicodelismo, southern e folk. A faixa título que encerra o álbum, pode ser descrita como um mix de tudo o que se é apresentado no álbum, resultando numa combinação incrível.

Sky Burial é um álbum com sensações distintas e uma sonoridade que traz uma combinação audaciosa. O plano principal é o som pesado e agressivo, que se torna ainda mais belo com o passar do tempo e traz vários elementos de estilos variados afim de se criar um som com identidade própria.




Tracklist:

01. The Survival Fires 10:10
02. The Long Road Home (Iron Gate) 03:41
03. The Long Road Home 10:06
04. Destroyer 10:13
05. ‘Sblood 06:21
06. Westward 09:48
07. Love Absolute 04:01

Download: Sendspace


terça-feira, 16 de setembro de 2014
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Kongh - Sole Creation

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Gênero: Progressive Sludge / Doom Metal
País: Suécia
Ano: 2013

Comentário: Me recordo com facilidade da primeira vez em que me deparei com esse álbum e de como me surpreendi com ele. De início confesso que antes de ouvi-lo, pensei que se tratava de apenas mais uma banda genérica do estilo, trazendo todos os detalhes e características que estão presentes em bandas com essa mescla de sonoridades.

Mas eu me surpreendi agradavelmente quando resolvi conferir a primeira faixa do álbum, o Kongh não era apenas mais uma banda qualquer e sua sonoridade era algo que não se restringia apenas à esfera do Sludge/Doom. Daí fui procurar informações sobre a banda e vi que possui um tempo até considerável de carreira (está completando 10 anos em 2014). Os membros não são nomes conhecidos, tirando o fato de que o baixista e vocalista da banda, David Johansson, já tocou em algumas performances ao vivo do Cult of Luna

Mas enfim, falando um pouco sobre o Sole Creation, já havia citado que a sonoridade da banda é um pouco mais ampla do que lhe é atribuída por alguns. Os suecos sabem pegar a base do Sludge/Doom e combinar com alguns elementos vindos do Progressivo e do Post-Metal. Logo de cara nos deparamos com a agressiva e intensa faixa título, um petardo de 10 minutos que não economiza nos riffs. O interessante é ver a evolução da faixa, que alterna em momentos mais distintos e variando entre o harsh vocal e o limpo.

Se "Sole Creation" tinha como principal tom a agressividade, a faixa seguinte "Tamed Brute" tem um tom de calmaria. Mas não se engane com isso, pois a banda se desprende dessa característica em certos momentos. Riffs arrastados cedem espaço à um instrumental mais elaborado e com arranjos mais interessantes, com o vocal limpo tendo maior destaque nessa faixa. "The Portals" mantém a pegada da faixa título, trazendo de volta a agressividade dominada por alguns dos riffs mais sujos e pesados do álbum. 

O álbum se encerra com "Skymning", faixa mais singular e easy listening do álbum. Dona de um psicodelismo incrível, a faixa se desenvolve entre riffs pesados e vocais melancólicos. O tom mais ameno que predomina em boa parte da faixa é deixado de lado no final, quando a banda encerra o álbum da maneira em que o começou: com peso e agressividade.


Sole Creation despertou meu interesse pela banda e acredito que o de muitos. Se comparado aos outros dois álbuns de estúdio lançados, a sonoridade desenvolvida é de assimilação mais fácil e mostra uma banda transitando dentro dos estilos que se propôs a tocar, experimentado e fazendo um dos álbuns que mais me agradaram em 2013.





Tracklist:

01 - Sole Creation
02 - Tamed Brute
03 - The Portals
04 - Skymning

Download: Sendspace


quarta-feira, 20 de agosto de 2014
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YOB - Clearing the Path to Ascend

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Gênero: Sludge / Doom Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2014

Comentário: A cada ano que passa, acredito que um fato seja constante na vida daqueles que acompanham algum cenário musical ou banda, que é justamente a expectativa e ansiedade em torno de algum futuro lançamento. Tal fato ocorreu comigo diversas vezes esse ano, tendo em vista a quantidade de bandas interessantes que apresentaram material novo em 2014 e também a necessidade de compartilhar isso com vocês. A última banda que me proporcionou esse momento foi o YOB.

Com uma reputação já consolidada no cenário a que pertence, os americanos do YOB retornam com seu novo álbum de estúdio. Clearing the Path to Ascend marcou o o retorno da banda com material inédito após um período de 3 anos e a mudança de gravadora feita pela banda, que agora pertence ao selo da Neurot Recordings (administrada por membros do Neurosis).

Clearing the Path to Ascend apresenta o YOB fazendo o que sabe de melhor e mais uma vez trazendo um ótimo estoque de riffs e faixas inspiradas. A faixa de abertura é "In Our Blood", com um instrumental bem arrastado e pesado, conduzido pela ótima alternância no vocal de Mike Scheidt. A música transmite uma sensação sombria bem notável em sua segunda metade. "Nothing to Win" é a faixa mais dinâmica do álbum. Seu instrumental é mais acelerado em relação às demais faixas, mesmo que ainda um pouco distante das faixas mais agressivas já feitas pela banda. O instrumental mais acelerado é acompanhado dos berros soltados por Scheidt, e o baterista Travis Foster se destaca bastante no ritmo contínuo e agressivo apresentado pela bateria.

As duas últimas faixas trazem consigo uma sensação bem sombria e melancólica, duas características que já eram perceptíveis no início do álbum mas que atuam como plano principal nessas faixas. "Unmask The Spectre" apresenta um instrumental muito bem elaborado, com o contraste entre as partes lideradas por riffs pesados e as partes onde o instrumental possui uma ritmo ameno e estático, com Scheidt cantando de maneira bem angustiante. A faixa evolui e alterna bastante o ritmo, mas sempre mantendo a qualidade e a sensação melancólica. "Marrow" é uma daquelas faixas que te conquistam logo na primeira vez em que se escuta o álbum. Ela apresenta uma carga emocional bem tocante que vai aumentando com o decorrer da faixa. Os ótimos arranjos feitos pela banda e o instrumental bem agradável são dois pontos de destaque na faixa. Os backing vocals que acompanham Scheidt em certos momentos são excelentes. Tudo isso executado diante de um clima bem sombrio e envolvente.

Em Clearing the Path to Ascend o YOB apresenta um álbum com uma sensação bem sombria e que fica melhor a cada audição feita, apresentando uma produção que manteve a mesma qualidade dos registros anteriores. A banda soube manter sua essência e aprimorar características já utilizadas em trabalhos anteriores, elevando para outro patamar e o resultado é bem satisfatório. 




Tracklist:

01 - In Our Blood
02 - Nothing to Win
03 - Unmask the Spectre
04 - Marrow

Download: Mega

Quem escreve e faz os uploads:

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.