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quinta-feira, 19 de maio de 2016
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Vokonis - Olde One Ascending

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Gênero: Stoner / Doom Metal
País: Suécia
Ano: 2016

Comentário: Não me lembro quando foi a última vez que fiz uma resenha e tenho medo de ter perdido o jeito (que já não era dos melhores), mas aos poucos espero retornar à minha frequência habitual que possuía aqui no Ignes.

Meses se passaram e muita coisa rolou, já estamos quase na metade de 2016 e já foram lançados muitos álbuns que estão fazendo a mente da galera. Entre os lançamentos que escutei, um que  está sempre na minha playlist é o Olde One Ascending do Vokonis.

O Vokonis é um trio sueco da cidade de Borås, formado por Jonte Johansson (baixo), Emil Larsson (bateria) e Simon Ohlsson (vocal e guitarra) e como muitas bandas do estilo que surgiram no país, também querem alcançar o público com uma sonoridade bastante familiar para aqueles que gostam de um Stoner / Doom bem tocado e pesado.

As faixas conseguem ser empolgantes o tempo todo, as variações de ritmo agradam, os refrões são marcantes e tudo flui de um jeito bem natural. Apostando no básico o Vokonis conseguiu criar um álbum sólido, que se por um lado não apresenta nada que não soe como novidade, agrada pela execução bem feita e faixas bem estruturadas, com uma produção de muita qualidade. A temática da banda, assim como de muitas outras, é inspirada em obras do H.P. Lovecraft e conta com uma capa incrível.

O vocal de Simon é um ponto positivo no álbum na minha opinião, agressivo sob medida e potente, combinando muito bem com a sonoridade feita pela banda, que não deixa o ouvinte desprender sua atenção do álbum. Os riffs principais das faixas são bem marcantes e um verdadeiro murro na cara (nesse caso na orelha). Os solos são ótimos, sempre trazendo um fuzz bem agradável e vários momentos bem ao estilo sabbhatico do Iommi. Isso já é perceptível na faixa de abertura do álbum. O baixista Jonte também se mostrou bem hábil ao decorrer do álbum e durante os solos de guitarra, mantém um ritmo forte e preciso no baixo, cooperando muito com o os solos de Simon. O baterista Emil se mostra versátil e preciso em todos os momentos, além de caprichar nas partes mais agitadas das  6 faixas que compõem o álbum.

Olde One Ascending é um álbum gostoso de se ouvir, e ao menos pra mim, foi bem viciante desde a primeira vez que ouvi e não me deu aquela sensação de cansaço ou desinteresse. A banda, como muitas que surgem ao decorrer dos anos, tem um bom potencial a ser explorado, e conseguiu ao meu ver dar o primeiro passo em grande estilo com seu debut. Destaque para as faixas "Acid Pilgrim" e "King Vokonis Plague".





Tracklist:

01 - Olde One
02 - The Serpent's Alive
03 - Acid Pilgrim
04 - Shroomblade
05 - King Vokonis Plague
06 - Hazmat the Ashen Rider


Ouça em: Bandcamp


sábado, 30 de maio de 2015
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Ufomammut - Ecate

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Gênero: Stoner / Sludge / Doom Metal
País: Itália
Ano: 2015

Comentário: Toda vez em que os italianos do Ufomammut anunciam um novo álbum de estúdio, sou tomado pela expectativa em relação ao que está por vir. Ecate é o oitavo álbum de estúdio da banda (não levando em conta a colaboração com o Lento) e chega como um dos grandes lançamentos de 2015.

A imagem deixada pela banda no duplo ORO lançado em 2012 foi positiva e extasiante, o Ufomammut consegue seguir uma estética padrão com modificações básicas, mas que revigoram a sonoridade da banda. Em Ecate não foi diferente, o trio italiano traz um álbum com um repertório de dar inveja em muitas bandas por aí.

A sonoridade da banda é uma daquelas que não se encontra facilmente, por mais que venha sendo explorada por muitos, o Ufomammut o faz com maestria. Se em ORO a banda conseguiu criar uma atmosfera densa e que envolvia o ouvinte ao longo do álbum, em Ecate ela se mostra ainda mais poderosa e completa. Instrumental pesado, uso sábio dos sintetizadores, passagens psicodélicas e com um ar espacial, tudo isso está presente em Ecate. A sensação caótica e esmagadora proporcionada pelas partes mais pesadas no instrumental, se mostram ainda mais eficientes neste álbum.

Se o tom de misticismo que acompanha a banda lhe agrada, o álbum traz todo um conceito em torno da deusa grega Hécate, trazendo composições sólidas e que conseguem contrastar perfeitamente com a sonoridade da banda. O álbum facilmente vai conquistar os apreciadores do estilo logo de cara, a faixa de abertura Somnium traz a assinatura do que é o Ufomammut. Riffs pesados, baixo desconcertante e absurdamente nítido, todos sintetizadores possíveis criando aquele clima bruto repleto de psicodelia, uma bateria precisa tanto nos momentos mais intensos quanto nas partes mais cadenciadas e os vocais distorcidos e dispersos em meio ao instrumental, Somnium chega a ser sufocante em seus momentos derradeiros. 

As 6 faixas que compõe o álbum são de grande qualidade e chega a ser até injusto apontar apenas uma favorita. A curta Pluoton é mais objetiva, 3 minutos de uma sonoridade pesada e impactante. Chaosecret e Temple jogam mais com alterações de ritmos, passagens mais psicodélicas e ainda nos  brindam com riffs impiedosos, além do ótimo trabalho de vocalizações apresentados. Revelation é um interlúdio de 4 minutos, um instrumental carregando uma vibe espacial bem sombria. Daemons é a de maior intensidade, a banda apresenta um instrumental bem enérgico conduzido por alguns dos melhores e mais pesados riffs do álbum, que se encerra com uma passagem ambient num tom assombroso e escuro.

Ecate é mais um ponto alto entre os álbuns do Ufomammut, uma banda que não cai em oscilações e nem perde a pegada ao decorrer dos anos. O álbum lançado no dia 31 de Março pela Neurot Recordings, é um registro caótico e bem estruturado, com a banda apresentado todas as facetas que lhe tornaram popular entre os apreciadores do estilo.




Tracklist:

01. Somnium
02. Plouton
03. Chaosecret
04. Temple
05. Revelation
06. Daemon

Ouça em: Spotify ou Rdio


sábado, 16 de maio de 2015
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Monolord - Vænir

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Gênero: Stoner / Doom Metal
País: Suécia
Ano: 2015

Comentário: O Monolord é uma daquelas bandas que surgem de repente entre os lançamentos que você resolve conferir e acabam te surpreendendo. O trio sueco lançou no ano passado Empress Rising, seu álbum de estréia que trazia uma sonoridade bem familiar e bem tocada, definitivamente um daqueles álbuns que são prazerosos de se ouvir.

Era de se imaginar que a banda ficasse um período se dedicando exclusivamente à turnê de divulgação do álbum, promovendo o nome da banda e alcançando mais ouvintes para sua música. Mas felizmente não foi isso o que aconteceu, logo no ano seguinte de sua estréia, o trio sueco lançou no último dia 28 seu segundo álbum de estúdio, Vænir.

Vænir carrega uma sonoridade similar à do seu antecessor Empress Rising, mas já mostrando uma certa evolução em diversos sentidos. As composições do álbum são mais fortes e marcantes, conseguem criar um certo impacto no ouvinte logo na primeira vez que se escuta o álbum. A banda continua trabalhando bem entre as utilizações do Doom e Stoner em sua sonoridade, além de trazer um ótimo tom de psicodelismo ao decorrer do álbum.

Os riffs estão num peso ideal e agradável, as distorções no vocal combinaram muito bem com o clima criado pelo instrumental, o baixo está mais nítido e grave em Vænir, além da bateria precisa e potente mantendo o nível. A produção do álbum está melhor do que em Empress Rising, fazendo que a jornada sonora através das 6 faixas que compõem o álbum seja bem satisfatória.

O Monolord carrega traços de nomes mais conhecidos do estilo, mas não soa uma cópia forçada de alguma delas. O álbum é bem coeso e traz faixas bem estruturadas e poderosas. Logo na abertura do álbum com Cursing the One, o Monolord distribui riffs e mais riffs através de um instrumental arrastado e bem sombrio, com grande destaque para o vocal cheio de distorção, que cria uma sensação de profundidade bem interessante. A estética apresentada na faixa de abertura predomina no decorrer do álbum, com destaque para as faixas Nuclear Death e a faixa título. A única exceção do álbum, se dá pela faixa Cosmic Silence, que segue uma proposta e clima similares às das faixas Solitude e Planet Caravan, ambas do Black Sabbath.

Vænir reforça o potencial do Monolord nesse curto período de tempo, mostrando que a banda tem condições de manter um nível de qualidade  e fazer uma sonoridade familiar e bem agradável. Lançado pela Riding Easy Records, Vænir não pode ficar de fora das playlists dos apreciadores do Stoner/Doom atual.




Tracklist:

1. Cursing the One
2. We Will Burn
3. Nuclear Death
4. Died a Million Times
5. The Cosmic Silence
6. Vænir

Ouça em: Spotify

 
sábado, 28 de fevereiro de 2015
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Saturndust - Saturndust

2 comentários

Gênero: Space Doom Metal
País: Brasil
Ano: 2015

Comentário: É bem provável que você já tenha visto alguma publicação relacionada ao Saturndust e seu álbum de estréia nas últimas semanas. Desde o lançamento do álbum, a banda ganhou espaço e destaque nos principais canais de informação relacionados à esse tipo de sonoridade e vem recebendo diversos elogios pelo trabalho feito no álbum, elogios que vem desde terras tupiniquins à até páginas gringas que abordam esse estilo musical.

Ao escutarmos o álbum, não demora para compreendermos a razão de tantos elogios feitos à banda. O Saturndust entregou ao público um álbum sólido, bem elaborado e repleto de momentos marcantes. Para quem acompanha a banda desde o lançamento do EP Sons of Water, o álbum veio para confirmar todas as expectativas criadas sobre o futuro que estava por vir. Mais do que manter a qualidade apresentada anteriormente, o Saturndust demonstra uma evolução nítida em todos os aspectos.

A sonoridade da banda traz aquele clima espacial e cósmico presente em trabalhos de bandas como Ufomammut e Sons of Otis, além do mix essencial de Doom Metal, Stoner e uma levada psicodélica. O Saturndust consegue soar familiar sem parecer uma cópia de alguma banda famosa, a banda conseguiu criar uma cara própria e dar personalidade à sua sonoridade. 

A química entre o trio formado por Felipe Dalam (vocal, guitarra, sintetizador), Marlon Marinho (bateria) e Frank Dantas (baixo), é um elemento que justifica a qualidade do álbum. Riffs pesados e bem trabalhados, acompanhados pela ótima performance de Marlon e Frank na bateria e baixo respectivamente, a sonoridade da banda é um prato cheio para os fãs do estilo. As faixas evoluem de forma natural e o repertório apresentado, varia de longas passagens "viajadas" no instrumental à outras de um instrumental pesado e direto, tudo muito bem encaixado. A produção do álbum foi muito bem realizada, favorecendo a qualidade demonstrada pela banda e ficou por conta do Gabriel Zander. E como todo ótimo álbum merece uma capa à altura, o Saturndust conta com uma arte caprichada e que combina perfeitamente com o clima e proposta apresentados pela banda.

Composto por 6 faixas que totalizam cerca de 45 minutos, o álbum premia a dedicação e esforço da banda, além de brindar os fãs e seguidores do trio paulistano. Destaque para a ótima faixa de abertura Gravitation of a Hollow Body e a impecável Realm of Nothing. A banda assinou contrato com a Helmet Lady Records, evidenciando o belo trabalho feito em Saturndust. 



Tracklist:

01. Gravitation Of A Hollow Body
02. All Transmissions Have Been Lost
03. Realm Of Nothing
04. Enceladus
05. Hyperion
06. Cryptic – Endless

Ouça em: Bandcamp


terça-feira, 30 de setembro de 2014
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Electric Wizard - Time To Die

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Gênero: Doom / Stoner Metal
País: Inglaterra
Ano: 2014

Comentário: Desde que o Electric Wizard divulgou que estava gravando um novo álbum, a ansiedade dominou os fãs da banda. Não era pra menos, o último álbum da banda foi lançado cerca de 4 anos atrás. Time To Die é o oitavo álbum de estúdio do Electric Wizard e marca a mudança de gravadora, a banda deixou a Rise Above Records e passou a integrar a Spinefarm Records. Mudanças também ocorreram na formação da banda em ralação à aquela que é credita no álbum anterior, com a chegada de Clayton Burgess (Satan's Satyrs, Terraset) assumindo o baixo, além do retorno do baterista Mark Greening (Ramesses, 11 Paranoias), que já havia tocado na banda entre 1995 e 2002. Mas Greening saiu da banda após as gravações devido à divergências e para seu posto foi chamado Simon Poole.

Time To Die traz uma produção mais "suja" se comparado aos registros anteriores e uma atmosfera sombria que não vai soar novidade para aqueles que já conhecem o Wizard. As guitarras de Liz e Jus trazem um peso essencial e momentos de distorção característicos de registros mais antigos da banda. Greening faz sua parte na bateria se mantendo hábil, preciso e demonstrando a bagagem adquirida com o passar dos anos. Clayton por sua vez, se mostra uma escolha acertada para a função de baixista da banda. O vocal de Jus segue a linha do que foi apresentado nos álbuns Witchcult Today e Black Masses, então não vai soar como novidade.

As 9 faixas que compõem o álbum trazem características similares e destaco algumas com a intenção de passar uma ideia mais clara do álbum. "I Am Nothing" já era conhecida por ter sido utilizada na divulgação ao lado da "Sadiowitch", que será o primeiro single oficial do álbum. As instrumentais "Destroy Those Who Love God" e "Saturn Dethroned" trazem consigo um tom de psicodelismo no instrumental e ambas possuem o uso de samples, com a "Saturn Dethroned" se encerrando com o sample inicial da faixa Vinum Sabbathi, do clássico Dopethrone. "Funeral Of Your Mind" com seu fuzz contagiante, possui aquele que talvez seja o refrão mais viciante no álbum. O clima bad trip e a abordagem mais sombria de "We Love the Dead" também me agradaram bastante. A evolução da faixa é uma das melhores no álbum e uma das faixas que mais me agradaram no geral.

Time To Die não traz nada que já não seja de praxe em relação ao Electric Wizard, para aqueles que já acompanham a banda o álbum vai soar agradável e estará dentro daquela moldagem que a banda vem fazendo. O álbum é altamente recomendado para quem gosta desse tipo de som e temática, mas não espere por nada mais elaborado ou mais inspirado, Time To Die traz um Electric Wizard caminhando dentro da estrada que escolheu seguir e dificilmente sairá dela.




Tracklist:

01. Incense For The Damned
02. Time To Die
03. I Am Nothing
04. Destroy Those Who Love God
05. Funeral Of Your Mind
06. We Love The Dead
07. Sadiowitch
08. Lucifer’s Slaves
09. Saturn Dethroned

Download: 4shared

Quem escreve e faz os uploads:

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.